Um carnaval em Fiesta (ST-line)!

por Rui Rodigues

Como somos malta divertida, nada melhor do que ter passado o Carnaval num grande reboliço e a sermos constantemente surpreendidos por um Ford Fiesta (ST-line) que, na gíria, dizem que “é manco”, pois o seu “fraquinho” motor 1.0 de três cilindros a gasolina só tem qualquer coisa como 125 cavalos com binário máximo de 170Nm.

Bom, fizemos o melhor possível para termos os melhores consumos, mas a diversão de conduzir este veículo é uma Fiesta constante!

Vejamos bem. Com um depósito cheio, dizia o seu belo computador de bordo que só tínhamos autonomia de 405km e, como bons aventureiros que somos, desafiámos esses quilómetros todos (e mais alguns). Certo é que nos enganou. Decidiu dar-nos a sua bela partida de Carnaval, uma vez que, após os 400km, dizia ainda que tinha mais 95km para fazer, isto sem esquecer que a sua bela jante 17 de cinco raios, com o seu belíssimo acabamento em “Rock Metallic”, nos fez pensar que teríamos menos autonomia.

Como a emoção foi mais forte, só conseguimos fazer médias de 7.8/7.9l/100km, falhando por muito os consumos anunciados pela fabricante (urbano 5,4, estrada 3,6 e combinado 4,3). Aliás, não foi fácil fazer menos, já que circuitos mistos e trânsito na grande metrópole de Lisboa são uma constante, especialmente em horas de ponta ou quando há obras. Em todo o caso, o modo Eco e o sistema start and stop ajudaram a poupar bastante.

O sistema de navegação deixou-nos agradados e, embora haja ali uma ou outra estrada que esteja desatualizada no sistema, portou-se lindamente. Já o sistema de som estava a desiludir-nos, até que, como somos muito curiosos, entrámos nos menus de configurações e (mais uma) surpresa. Afinal, o sistema de som que nos chegou aos ouvidos podia ser muito melhor! O problema? O som estava configurado em modo Stereo em vez de Surround, o que faz uma diferença da noite para o dia.

Querem spotify? Não há problema. O sistema de navegação do Ford Fiesta (ST-Line) suporta Bluetooth e já vem com Apple Music incluído. Também podem ligar uma pen, seja na parte da frente ou na parte de trás do carro. O emparelhamento também é uma coisa bastante simples, e o sistema de voz simplifica imenso o uso do mesmo, especialmente em chamadas.

Muita coisa foi melhorada neste Fiesta, e isso foi algo que nos deixou satisfeitos e a chorar por mais na hora da despedida. Mas claro, ainda há espaço para melhorias, tais como: 
mais brecagem na direção, um sistema de Cruise Control mais simples, a suspensão poderia ser ligeiramente mais trabalhada… Além disso, o veículo deveria trazer de série uns faróis em LED, em vez de ser apenas opção, e não só as luzes diurnas (que estão espetaculares e anunciam bem a presença deste “pequeno brinquedo”).

Além do mais, o volante (forrado em pele, bem como o travão de mão e punho) não é a melhor escolha para as manobras, já que os cantos em baixo para os menos habituados a volantes desportivos e a outro tipo de condições vão causar estranheza. Falta também um sítio para carregar o telemóvel sem a bela necessidade dos habituais cabos e a última queixa está relacionada com os assentos dianteiros.

Apesar de termos tido bancos dianteiros em estilo desportivo com o dito apoio lombar ajustável, a realidade é que, na hora de fazermos curvas em que o cinto não nos prende, o banco deixa-nos deslizar, para além de que, após mais de duas horas de condução seguidas, os bancos fazem-nos sentir algum desconforto, tal como nas últimas edições do Fiesta.

Todavia,  é um problema que se resolve ao colocar a opção dos bancos desportivos da Recaro (que é uma marca já bem conhecida e com renome, por saber o que faz numa das partes mais essenciais), pois um banco não se define apenas pela parte estética ou pelo conforto. É mais do que isso, já que é onde nos sentamos e é essencial, acima de tudo, que nos dê segurança. Ou seja, se escorregamos do assento, é porque algo de mal está a acontecer.

No meio de tanta diversão, houve até espaço para uma última partida por parte deste Fiesta. Não é que na entrega do mesmo nos esquecemos da chave (que estava no bolso)? 

É verdade. E isto explica-se uma vez que, durante todo o fim de semana, não usámos uma única vez a chave.

Na verdade, acho que era vontade de ambos não nos despedirmos um do outro, pois a ligação foi tão natural que vai deixar certamente saudades.

Esta gama, que nos foi cedida pela Ford Portugal para o ensaio, custa 19.877€(s/despesas), dos quais 4522€ seriam só extras que fizeram muita diferença. Pessoalmente tirava um ou outro extra e adicionava também mais alguns, como por exemplo o apoio de braço, que é uma opção bastante essencial e que nesta versão não existia. Mas também não precisamos muito, já que o carro nos puxa a termos ambas as mãos no volante a maior parte do tempo por tão confortável que era o volante).

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