No Time to Die adiado para novembro devido ao Coronavírus

Levando à letra o nome do filme, a MGM e a Universal decidiram adiar o mais recente filme de James Bond.

Anteriormente com data marcada já para o início de abril, No Time to Die chegará aos cinemas de todo o mundo em novembro, a começar no Reino Unido no dia 12 de novembro, e com estreia nos Estados Unidos da 25 de novembro.

Em comunicado, os estúdios e os produtores explicam que “após alguma consideração e avaliação do mercado” resolveram adiar o filme.

https://x.com/007/status/1235248760260874241

Esta decisão não se deve propriamente a questões de segurança como sugerimos em cima, mas é, sim, uma decisão estratégica, uma vez que o mercado de bilheteiras em território chinês caiu cerca de 2 mil milhões de dólares deste o início da pandemia, algo que se reflete também um pouco por todo o mundo.

Em 007 – No Time to Die acompanhamos a última jornada de Daniel Craig no papel do agente secreto, que se faz acompanhar por Léa Seydoux, Ralph Fiennes, Ben Whishaw, Naomie Harris, Ana de Armas, Jeffrey Wright, Lashana Lynch, Christoph Waltz e Rami Malek, no papel de vilão.

Realizado por Cary Fukunaga e com música de Hans Zimmer e Billie Eilish, 007 – No Time To Die estreia agora nos cinemas em novembro.

Análise – Syder Reloaded

Existem experiências e géneros que encontram cada vez mais a sua casa na Nintendo Switch e na sua portabilidade. Videojogos que, seja pela sua duração ou jogabilidade mais assente em experiências rápidas, encaixam perfeitamente na filosofia de design da consola da Nintendo e não existem dúvidas de que os shoot’em Ups são um desses géneros. Com a chegada de Syder Reloaded, comprova-se uma vez mais que a Switch é o local perfeito para descobrir novos jogos independentes, até mesmo aqueles que não são mais do que uma mera distração.

Syder Reloaded não é o jogo mais inovador do mundo. É um shoot’em up 2D, muito clássico, que nos coloca em vários níveis de dificuldade acrescida, e onde temos de destruir todos os inimigos à nossa volta ou proteger outras naves ao longo de enormes e intensas batalhas espaciais. Esta é a sua base e nunca há – e nem precisa de existir – uma evolução desta fórmula. É no seu tradicionalismo que Syder Reloaded irá encontrar fãs.

À primeira vista, relembra-nos títulos como Defender, Gradius e Resogun, mantendo a jogabilidade simples e intuitiva e munindo-se das mecânicas clássicas do género para construir a sua ação. De facto, não existe nada de novo em Syder Reloaded, mas sente-se uma vontade enorme em conciliar eficazmente vários elementos tradicionais de outros clássicos, como a possibilidade de escolhermos várias naves – todas elas com atributos diferentes e algumas ainda por desbloquear –, e melhorarmos o seu poder de ataque ao longo dos níveis. Como seria de esperar, podemos ainda utilizar um ataque especial mais destrutivo que nos ajudará nos momentos mais intensos.

Syder Reloaded ganha alguma alma na forma como desenvolve e estrutura os seus níveis, dando aos jogadores a possibilidade de mudar a direção da nave e explorar ou disparar tanto para a direta, como para a esquerda. Isto significa que os níveis não são lineares ou influenciados pelo “scroll” automático, como acontece em muitos dos jogos deste género, mas sim exploráveis, com o jogo a colocar vários desafios e objetivos em locais diferentes.

Com a alteração rápida da direção da nave, o jogo não tem quaisquer problemas em aumentar a dificuldade. Syder Reloaded não é um jogo fácil, ainda que seja possível decorar os padrões da maioria dos inimigos. Com as duas direções, cria-se um ritmo mais acentuado e uma sensação de caos que irá divertir os fãs do género. Existem mais inimigos em campo, mais padrões para dominar e há uma crescente sensação de claustrofobia ao sentir-nos rodeados de naves. O grande problema é que se trata de uma experiência já vista e jogada demasiadas vezes.

Para um jogo curto, que pode ser completado em menos de uma hora, Syder Reloaded tenta compensar o tempo dos jogadores com um modo de sobrevivência e novas naves para desbloquear. As naves dão alguma longevidade ao jogo, na medida em que há uma diferença palpável entre as suas habilidades, com alguns veículos a focarem-se na velocidade e outros no ataque. Por fim, existem leaderboards para os modos campanha e sobrevivência, algo que irá motivar os mais ambiciosos.

Pouco há a dizer sobre Syder Reloaded. É um jogo tão clássico e seguro que mal se consegue distanciar dos restantes títulos do género. É divertido e muito curto, mas existem modos para os mais sedentes por desafio. Apesar de ter encontrado alguns slowdowns, e do jogo não impressionar a nível visual – ainda que ofereça vários filtros inspirados em computadores e consolas antigas –, a performance manteve-se sólida em modo portátil. Pelo preço certo, é uma distração eficaz.

Nota: Satisfatório

Syder Reloaded

Plataformas: Nintendo Switch
Este jogo foi cedido para análise pela StudioEvil

Uma distração para os fãs do género, desde que o encontrem ao preço certo.

Análise – Overpass

Overpass chega ao PC e consolas com a ambição de levar até aos jogadores um novo tipo de simulação radical, inspirado na perícia e na ultrapassagem de obstáculos.

Ao longo dos tempos, temos visto muitos tipos de simuladores dentro do mundo motorizado, uns dedicados à simulação mais mundana de transportes e aventuras na natureza, outros dedicados à adrenalina do asfalto. E depois temos Overpass, que dá destaque aos obstáculos das corridas de ATVs e Buggies.

Do ponto de vista criativo, apresentar um simulador virtual, especialmente num videojogo, é um enorme desafio, pois se for para ser muito hardcore, deve ser levado a sério em todas as dimensões, de forma a que nada falhe e lhe retire imersão e para que cada decisão e situação num jogo faça sentido dentro desse contexto.

Assim, um jogo que quer muito ser um simulador, mas não consegue criar a ilusão de imersão porque apenas se dedica a alguns elementos, falha redondamente. Dito isto, Overpass é uma experiência frustrante, aborrecida e sem alma.

Overpass

O jogo oferece, em parte, aquilo que promete, não haja dúvida. Ao nosso dispor temos motas de quatro rodas e buggies, bem modelados e detalhados, de marcas oficiais, mas muito semelhantes entre si, sem grande identidade ou pontos de destaque além das barras de estatísticas que apresentam.

Ao longo da nossa carreira vamos desbloqueando veículos e componentes para atualizar, mas que pouco ou nada mudam a experiência durante as provas. E vamos poder visitar uma bela e variada seleção de áreas cheias de detalhe e cor.

Visualmente, Overpass é competente. Os gráficos satisfazem e a apresentação geral do jogo está muito ajustada à cultura em volta da modalidade. Os veículos são detalhados, assim como os vários locais onde encontramos neles uma seleção de pistas com diferentes elevações e tipos de terreno que respondem aos nossos veículos. Do ponto de vista de gamedesign, as pistas também funcionam muito bem, com as zonas mais lamacentas, areosas e corpos de água a tornarem as provas mais desafiantes.

Overpass conta com vários modos de jogo, como o Quick Play, modo multijogador de ecrã dividido, um modo online sem qualquer tipo de população e a carreira onde passei mais tempo a navegar organicamente de prova em prova, com alguma liberdade no que fazer a seguir.

Overpass

É, no entanto, na jogabilidade e na motivação em continuar a fazer provas que Overpass cai de cara na lama e dificilmente se levanta. Em Overpass, o objetivo não é acelerar e ser o mais rápido, ainda que o contra-relógio exista para nos posicionar na tabela e penalizar sempre que cometemos erros. No jogo, o objetivo é passar obstáculos da forma mais eficaz e rapidamente possível, usando a física, atrito, centro de gravidade e outros elementos a cada desafio, seja uma rampa íngreme, um conjunto de troncos, buracos com lama, pedras, quedas, e muitos outros.

Não só a premissa do título é, por si só, aborrecida, como a física aplicada aos veículos e o controlo dos mesmos é atroz. Com um número de câmaras limitadas, centradas no corpo dos veículos, torna-se difícil ter uma noção clara do que estamos a fazer nos momentos mais delicados. O controlo da tração é quase inexistente, com os veículos a deslizarem com facilidade em superfícies onde não deviam, e a sensação de impulso e de velocidade também parece ausente.

As provas são também insípidas, sem alma ou atmosfera, sem público ou comentadores, tornando a experiência quase deprimente e vazia. Tudo somado, a motivação de jogar para além do prazer de superar os obstáculos é nula, tornando impossível degustar o que quer que seja que Overpass tem para dar.

Overpass terá, certamente, o seu público nicho. É um jogo que leva a sério a sua ambição, mas que pouco ou nada faz para agradar a um jogador que procura algum tipo de adrenalina dentro do género.

Nota: Mau

Overpass (Análise versão PlayStation 4)

Plataformas: PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch

Overpass é um jogo cheio de desafios, sendo o maior deles convencer que as suas provas e obstáculos são realmente divertidos de ultrapassar.

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Windows 10 pode deixar os mosaicos do menu de Iniciar

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