Startup portuguesa cria dispositivo que deteta e monitoriza a síndrome de fragilidade dos idosos

Com introdução no mercado prevista para o segundo semestre deste ano, dispositivo poderá ajudar 20 milhões de pessoas só na Europa.

A população europeia está cada vez mais envelhecida e 60% da mesma sofre de síndrome de fragilidade, a qual culmina em vulnerabilidade física, perda de autonomia e redução da esperança e da qualidade de vida. Monitorizar, diagnosticar e tratar a fragilidade é, portanto, essencial, até porque a doença pode ser revertida se tratada adequadamente. Para dar resposta a esta necessidade, a Gripwise criou um dinamómetro digital, cuja introdução no mercado está prevista para este segundo semestre. A startup estima que o dispositivo, que permite monitorizar os cinco critérios de diagnóstico da síndrome, vá auxiliar 20 milhões de pessoas só na Europa.

O projeto que acaba de conquistar o prémio Born from Knowledge (BfK) Awards, atribuído pela Agência Nacional de Inovação (ANI), no âmbito do processo de seleção nacional dos projetos para os World Summit Awards (WSA), liderado pela APDC.

A síndrome de fragilidade é o diagnóstico para idosos que apresentem três de cinco critérios: perda de peso (cinco quilos) no último ano, perda de força muscular, redução da velocidade de marcha, diminuição da atividade física e sensação subjetiva de exaustão. O dispositivo da Gripwise possibilita a avaliação destes critérios, de forma automática e simples, permitindo um diagnóstico em cinco minutos.

O sistema Gripwise incorpora Inteligência Artificial e big data, integrando um dinamômetro portátil e fácil de usar, com aplicativo móvel associado, acessórios (para avaliar a força em diferentes grupos musculares, por exemplo) e uma plataforma em nuvem. Avalia a fragilidade nos idosos através de um procedimento sequencial simples, que pode ser feito por alguém menos capacitado, sendo acompanhado de perto pelo profissional de saúde, mesmo remotamente. O dinamómetro possui ainda características únicas, que permitem disponibilizar jogos de exercício físico para aumentar a atividade física dos idosos e promover a sua reabilitação.

Distanciamento físico nos ginásios passa a ser de 1,5 metros

A DGS atualizou a norma referente à atividade física no primeiro dia de outubro.

Tendo Portugal entrado na terceira e última fase do plano de desconfinamento do Governo, onde basicamente se pode voltar a fazer a nossa vida quase normal, embora com a necessidade de utilização de máscaras numa série de locais, a DGS aproveitou o dia de ontem para atualizar uma série de normas. E além da norma que faz referência aos recintos desportivos, há também novidades para a norma relativa à atividade física.

A DGS começa por dizer que a utilização de máscara é obrigatória, tanto para funcionários como praticantes, embora possa haver dispensa de uso durante a lecionação de sessões de exercício (no caso dos funcionários) e durante a realização de atividade física – quando a intensidade for ligeira a moderada – ou na fase aguda de recuperação pós-exercício (para praticantes).

A norma refere ainda que os “equipamentos devem estar posicionados para o mesmo lado, de forma a evitar um “frente a frente” com outros equipamentos ou corredores de circulação” e que deve ser “privilegiado o recurso a marcações prévias por meios eletrónicos para treinos e aulas de grupo”.

Outra atualização que se destaca diz respeito ao distanciamento físico. Antes, recomendava-se uma distância de três metros. Agora, “é recomendado, durante a prática de atividade física, o distanciamento físico mínimo de pelo menos 1,5 metros”.

Não é necessário apresentar o Certificado Digital Covid para aceder aos ginásios.

UnMetal – “Tenho uma cobra nas botas. Raposa, digo”

Uma homenagem que é tão certeira como cansativa.

Depois da sua homenagem aos dungeon crawlers, a Fran Games está de regresso com mais uma paródia em formato de videojogo, desta vez à série e ao mundo criados por Hideo Kojima. Em UnMetal somos Jesse Fox, um agente especial preso por um crime que não cometeu. Para provar a sua inocência, Fox reconta os acontecimentos que o levaram a destruir a base clandestina onde se encontrava enclausurado numa aventura que comprova as virtudes, mas também os defeitos de uma homenagem sem personalidade própria.

Tal como UnEpic, o novo projeto da Fran Games mune-se do humor para brincar com os clichés do seu género, levando-nos numa aventura próxima da estrutura dos primeiros Metal Gear, mas sem a seriedade que movia os clássicos de Kojima, substituindo as suas histórias intricadas por piadas e situações absurdas. A paródia é profunda e existe um domínio claro da propriedade criada por Kojima não só através da adaptação da jogabilidade, como também do design dos níveis – que se dividem por vários setores da base, que não poderemos revisitar – e da perspetiva top down em que se desenrola a ação, numa aproximação tão sentida que poderíamos confundir, de relance, que estaríamos a jogar um título perdido da famosa série de ação furtiva.

Apesar das semelhanças, UnMetal é um título suficientemente diferente das aventuras de Solid Snake. O foco na furtividade é quase nulo e existe um cunho mais arcade na sua estrutura, mais preocupado em disponibilizar formas inventivas de eliminarmos os nossos inimigos do que em manter um tom sério ou consistente. Uma das armas principais, por exemplo, é uma fisga que podemos utilizar para atordoar inimigos à distância e os níveis seguem uma estrutura muito rígida, que se baseia na descoberta de um item específico ou na construção de um caminho necessário para continuarmos em frente.

O coração de UnMetal está, no entanto, na combinação de itens. Ao longo da campanha temos acesso a vários recursos que seriam descartáveis noutro jogo. Em UnMetal, um rolo de papel higiénico, um anel ou um barril de água podem ser combinados e utilizados para distrair guardas, construir plataformas ou utilizados como moeda de troca se assim for necessário – e aqui estou a falar do papel higiénico e não na moeda em si. O sistema é muito simples e não requer grande imaginação ou destreza, com Fox a confirmar quase sempre o que temos de fazer para seguir em frente, mas existem algumas surpresas e até segredos espalhados pelos níveis que necessitarão de alguma criatividade.

A vertente arcade também está presente através do sistema de evolução, com Fox a ganhar novas habilidades e pontos de atributos – como uma maior velocidade ou ataques mais poderosos – sempre que aumenta de nível. A experiência surge através das batalhas contra bosses – que são intimidantes se jogarem em Hard ou na dificuldade máxima – e do atordoamento de inimigos se não formos vistos, o que adiciona uma inesperada camada de estratégia se queremos continuar a evoluir Fox ao longo da campanha. Os padrões dos inimigos são muito fáceis de ler, mas devido ao lado humorístico do jogo, as nossas táticas nem sempre resultarão, por isso, preparem-se para pensar além das regras do jogo. Às vezes uma distração é tão óbvia que nem um soldado raso irá cair na vossa armadilha.

Quanto mais jogava UnMetal, mais me apercebia de que é um jogo peculiar. Não é estranho a nível mecânico, mas sim no seu tom. A paródia está bem construída e existem momentos cómicos que me fizeram rir devido ao seu setup inesperado, tal como um olhar muito analítico e “meta” sobre o género e a série que está a parodiar, mas a jogabilidade parece não acompanhar esta ambição narrativa devido à sua simplicidade e linearidade. No fundo, é um jogo que se torna aborrecido e muito previsível. Penso que esta sensação nasce através da narração do jogo, com Fox a interromper constantemente a ação para adicionar uma piada ou um elemento informativo que pouco acrescenta ao jogo. É um título que sabe que a sua força encontra-se na narrativa e na paródia, e nem tanto nas mecânicas, mas que acaba por sufocar a jogabilidade devido à sua necessidade de contar as piadas mais fáceis e previsíveis possíveis. Uma escolha muito desinteressante.

Mas UnMetal consegue ser ocasionalmente divertido e até desafiante se jogarem nas dificuldades máximas, especialmente se quiserem encontrar todos os pontos de experiência. No entanto, é uma distração rápida e que não perdura nas nossas mentes. É uma experiência fugaz, mas bem humorada e de boas intenções, que revela um amor pela série Metal Gear que partilho. Funciona como paródia, mas nem tanto como uma experiência singular, o que é uma pena.

Cópia para análise (PlayStation) cedida pela Plan of Attack.

Chernobylite – A Zona de Exclusão espera por vocês

Depois da estreia no PC, o título da The Farm 51 chega às consolas, mas ainda sem otimizações para a nova geração.

É fácil confundirmos Chernobylite, da The Farm 51, com a série S.T.A.L.K.E.R.. Ambas as franquias constroem-se em torno do desastre em Chernobyl, auxiliados pelo romance Roadside Picnic, dos Irmãos Strugatsky – e pela excelente adaptação de Andrei Tarkovsky ao cinema, Stalker –, e ambas retratam uma realidade marcada pela explosão nuclear, pelos fenómenos paranormais e por um controlo militar quase totalitário que rege as regras da Zona de Exclusão. Mas as duas séries não podiam ser mais diferentes. Esta é a minha sugestão para quem quiser experimentar Chernobylite: esqueçam S.T.A.L.K.E.R e abracem esta aventura.

Chernobylite está muito mais próximo de um jogo de sobrevivência do que de um título de horror. Apesar de existir algum foco narrativo, através da história de Igor, antigo cientista na infame Central Nuclear, e da sua busca pela sua esposa desaparecida, é fácil perceber que a sua alma recai sobre a estrutura tradicional dos jogos de sobrevivência e gestão. A campanha não segue, no entanto, um molde em mundo aberto, mas sim uma estrutura mais linear e controlada através de missões de reconhecimento e de recolha de mantimentos para mantermos o funcionamento da nossa base de operações.

Como Igor, temos de explorar a Zona de Exclusão enquanto procuramos pistas para o paradeiro da sua esposa, mas também a ajuda de outras personagens e o recursos essenciais para construirmos a nossa base e garantirmos o desbloqueio de novas missões e de atividades especiais. A ação divide-se pela partida em missões, que ocorrem em cenários fechados e pouco densos em conteúdos – com algumas zonas de interesse, mas pouco mais –, pela gestão da equipa, que também podemos enviar em missões, e depois pela reconstrução da base para desbloquearmos melhores armas, equipamentos e qualidade de vida para os nossos companheiros.

As missões são tensas devido à presença de radiação e de soldados inimigos, que nos atacam violentamente pelos cenários, mas a sua estrutura resume-se maioritariamente à recolha de mantimentos, à exploração rápida – onde podemos encontrarmos pistas e alguns momentos narrativos, tal como sequências mais paranormais – e à retirada estratégica. A aposta em missões curtas e com objetivos simples é suficientemente viciante durante as primeiras horas, criando a vontade de concluirmos mais um dia antes de desligarmos, mas com o passar das horas, as zonas perdem a sua magia e a estrutura passa a ser demasiado sufocante para recuperar a sua diversão. A falta de exploração e de zonas de interesse limita uma campanha que podia munir-se do seu mistério e do fascínio pela Zona de Exclusão para ser mais profundo temática e mecanicamente.

No entanto, Chernobylite tenta manter a surpresa e a tensão vivas através de um sistema de influência interessante, mas nem sempre visível. Ao concluirmos missões, temos a oportunidade de influenciar a Zona e alterar alguns dos seus parâmetros, como forçar a presença de mais soldados numa das localidades ou fazer escolhas narrativas que mudam por completo a disposição destes mapas. Existem também acontecimentos aleatórios com os quais temos de lidar e que influenciam a exploração e a deslocação em campo, como tempestades radioativas e a presença de criaturas, que podemos combater ao criar ferramentas e utensílios específicos. O problema deste sistema é que nem sempre conseguimos ver ou sentir estas alterações, o que retira algum do seu charme.

A jogabilidade não me cativou tanto como a exploração e os pequenos momentos narrativos que encontrei, com os controlos a serem lentos e nem sempre confortáveis nos comandos – um problema que se faz sentir também no UI –, mas o foco na gestão manteve-me investido. Não só pela construção da base, mas também pela gestão dos nossos companheiros, que temos de alimentar, treinar e garantir que estão confortáveis antes de partirmos em missões. Como Chernobylite tem um sistema psicológico, que determina a nossa prestação em campo – e que é influenciado pelo que experienciamos nas missões, como o número de inimigos que matamos –, temos de garantir que a equipa está concentrada e preparada para as missões que irá encontrar pela frente. Um pequeno elemento que complementa a aposta na personalização da base e no sistema de crafting do jogo.

Na PS5, ainda sem as otimizações para as novas consolas, Chernobylite está longe de surpreender e o desempenho não é tão sólido como deveria ser, prejudicando a experiência de explorar os bosques da Zona. No entanto, existem elementos suficientemente interessantes que nos motivam a continuar a viagem de Igor, como o sistema climatérico do jogo, que nos permite mascarar o som dos passos com a chuva e a acumulação da lama. Não é um jogo surpreendente, mas é uma experiência invulgar nas consolas que merecerá a vossa atenção se gostarem de títulos de sobrevivência e exploração, mas com um foco na narrativa.

Cópia para análise (PlayStation) cedida pela Plan of Attack.

AliExpress está a dar muitos problemas com as encomendas feitas

Falhas nos prazos de entregas e receção de produtos falsificados estão entre os problemas mais identificados nas lojas online da AliExpress, da Wish e do eBay. No plano oposto, Bertrand, Lefties e Mango lideram lojas com melhor avaliação.

A Marktest, responsável pela plataforma Voz do Consumidor e pelo Barómetro E-commerce, estudo regular de comércio electrónico que identifica e caracteriza os comportamentos dos portugueses relativamente a este canal de comércio de produtos e serviços a particulares, entrevistou cerca de 6.000 pessoas para chegar a uma conclusão pouco surpreendente: muitas encomendas feitas no AliExpress dão problemas.

A AliExpress lidera de forma destacada a lista de sites de e-commerce com os quais os compradores portugueses têm problemas nas compras em lojas digitais: mais de 52% dos utilizadores que recorreram aos serviços deste site nos últimos 30 dias reportaram a ocorrência de falhas na entrega das suas compras, nomeadamente no que diz respeito a falhas nos prazos de entregas e receção de produtos falsificados.

De acordo com os dados do Barómetro E-commerce da Marktest, os outros sites que se aproximam do volume de queixas registado pelo AliExpress são a Wish, com 44,8% de consumidores a reportarem problemas, e o eBay, com 36.4% de utilizadores a apontarem algum tipo de queixa face ao serviço prestado.

Na discriminação dos problemas ocorridos, 13.8% dos indivíduos que fizeram compras nos últimos 30 dias no AliExpress afirmam não ter recebido a sua encomenda e 39.5% receberam-na com atraso. Outro problema referido pelos inquiridos é a receção de produtos falsificados, prática na qual os sites do eBay, da AliExpress e da Wish também se destacam.

No plano oposto, os inquiridos no Barómetro E-Commerce da Marktest destacam as lojas virtuais da Bertrand, da Lefties e da Mango como aquelas que melhores serviços prestam. De facto, 93,6% dos compradores (nos últimos 30 dias) na loja online da Bertrand não reportaram qualquer problema nas suas transações. Na Lefties esse valor situou-se nos 93,2% e na Mango nos 92,2%.

No que se refere especificamente aos prazos de entrega, a Mango destaca-se com 96,7% dos compradores nesta loja a revelarem estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o cumprimento dos prazos para receberem as suas compras.

Se olharmos apenas para os consumidores que se manifestam muito satisfeitos com os prazos de entrega, há dois outros operadores que se destacam no reconhecimento dos inquiridos: a Fnac e a Wook, imediatamente seguidas pela já referida loja da Mango.

Em relação aos preços nas lojas online, nos últimos 30 dias, os sites da Mango, do El Corte Inglés e da MO Online destacam-se como os que têm maior % de compradores satisfeitos ou muito satisfeitos. Neste critério, a análise exclusiva aos clientes muito satisfeitos com os preços verificados nos 30 dias anteriores, o KuantoKusta é o que apresenta o índice mais elevado, seguido pelos sites da Wook e da Lefties.

Lançada Rede de Resposta Integrada em Emergência Social

Uma novidade que surgiu no mês em que assinalou 20 anos de funcionamento.

A Linha Nacional de Emergência Social (LNES), disponível através do 144 e que funciona 24 horas por dia e 365 dias por ano, assinalou 20 anos de existência e vai passar a contar com uma Rede de Resposta Integrada em Emergência Social que lhe vai permitir ser ainda mais eficaz, nomeadamente nos períodos da noite e de fins-de-semana.

Esta rede vai agora ser implementada, de forma piloto, nos distritos de Faro e Braga, para futuramente se alargar aos restantes distritos com maior número de ativações.

Esta Linha, que este mês assinala 20 anos de funcionamento, está disponível para todos os cidadãos que se encontrem em situação de desproteção e vulnerabilidade e que necessitem de apoio social, por não estarem asseguradas as condições mínimas de sobrevivência ou por estarem expostos a um perigo real, atual ou iminente, para a sua integridade física e psíquica.

A linha funciona 24 horas por dia e o profissional que atende as chamadas está habilitado e capacitado para elaborar o diagnóstico e definir a melhor estratégia de atuação. A capacidade efetiva de resposta, que passa pela implementação da referida estratégia de atuação mais adequada, depende da possibilidade de mobilizar atempadamente os recursos e meios adequados, aspeto que assume ainda mais importância à noite, feriados e fins-de-semana.

Com a Rede hoje lançada, esta capacidade de atuação será reforçada nestes períodos através da mobilização de um conjunto de instituições com intervenção no terreno, passando a ser possível dar uma resposta imediata, incluindo de alojamento, em todos os momentos do dia e da semana. Passará assim a ser possível, em todos os momentos, ir ao encontro das pessoas no local em que elas se encontram.

Em 2020, a LNES tratou mais de 15 mil situações que envolveram 20 800 pessoas. Em 2021, e até final de agosto, já foram tratadas mais de 10 mil situações que envolveram 13 600 pessoas. A maioria das sinalizações à LNES é feita pelo próprio cidadão, havendo também sinalizações feitas pelas autoridades policiais e por outras pessoas ou instituições.

Na sua maioria, os pedidos que chegam à LNES estão relacionados com ausência e perda de autonomia (por motivos de saúde ou motivos económicos), seguindo-se situações de despejo e desalojamento. As pessoas em situação de sem abrigo e as vítimas de violência doméstica estão também entre os públicos que mais recorrem à Linha. Contactam a linha, essencialmente, mulheres entre os 31 e os 64 anos.

Crítica – Spectre

Spectre não consegue alcançar o tremendo potencial da sua narrativa intrigante e do seu antagonista fascinante, mas Sam Mendes ainda consegue dar ao público um filme decente.

Sinopse: “Uma mensagem enigmática do passado leva James Bond (Daniel Craig) à Cidade do México e Roma, onde conhece a bela viúva (Monica Bellucci) de um criminoso conhecido. Depois de se infiltrar numa reunião secreta, 007 desvenda a existência da organização sinistra SPECTRE. Precisando da ajuda da filha de um velho inimigo, o agente embarca numa missão para a encontrar. Enquanto Bond se aventura em direção ao coração de SPECTRE, descobre também uma conexão arrepiante entre o próprio e o inimigo (Christoph Waltz) que procura.”

Finalmente, cheguei ao último filme de Daniel Craig nesta maratona de rewatch de James Bond em preparação para No Time To Die – supostamente o último filme da saga 007 protagonizado pelo ator. Opiniões sobre Casino Royale, Quantum of Solace e Skyfall já foram partilhadas, mas Spectre é aquele que mais me deixa a pensar. Sam Mendes (1917) regressa para a cadeira de realizador e Jez Butterworth (Ford v Ferrari) junta-se à equipa de argumentistas do filme anterior, composta por John Logan, Neal Purvis e Robert Wade.

Para cada elemento positivo presente neste filme, existe a sua contraparte negativa. Na maioria dos casos, a diferença de opiniões depende do quanto cada um destes prós e contras impacta o espetador. Começando com a ação, Spectre ainda detém o recorde do Guinness de “maior explosão no cinema”, o que prova que não houve quaisquer restrições ou receios no que toca a apresentar sequências de ação alucinantes. Hoyte van Hoytema (Tenet) mostra habilidades impressionantes como diretor de fotografia, empregando sequências longas fascinantes e planos largos deslumbrantes. Durante as sequências em si, entretenimento está garantido.

No entanto, Mendes não controla tão bem o ritmo como na obra de 2012. Spectre é o filme mais longo da saga – pelo menos, até No Time To Die estrear -, mas encontra-se longe de justificar tal duração. O período entre sequências de ação não contém uma história suficientemente cativante para levar o filme em frente, fazendo com que se sinta algo maçador. A insistência em criar uma narrativa que muda toda a saga tentando ligar tudo e todos a uma única organização torna-se uma tentativa forçada que levanta mais questões do que revelações surpreendentes e impactantes.

Tal problema leva-me diretamente à falta de tempo de ecrã significativo de Christoph Waltz (Inglourious Basterds). Tal como Mr. Silva (Javier Bardem), o antagonista de Waltz ostenta uma história de origem intrigante que o liga emocionalmente a Bond, mas o desenvolvimento do vilão nunca atinge o seu potencial. Não só demora imenso tempo até o personagem aparecer no ecrã, como o próprio é tratado de uma forma bastante atabalhoada. Waltz é brilhante, apesar de tudo. A sua representação do referido personagem traz uma sensação de medo real e interações extremamente tensas. Continuo a defender que a sua cena na sala branca com Bond e Madeleine (Léa Seydoux) é uma das melhores da saga.

Spectre

“Falando” de Seydoux, as prestações de todo o elenco não são nada menos que soberbas. Esta última não é apenas mais uma “Bond girl” – um arquétipo que não está a envelhecer lá muito bem. A personagem sabe como lidar com os problemas que surgem e mostra-se útil em mais do que apenas uma situação aleatória. A sua relação com Bond é bem explorada e é, definitivamente, o único subplot convincente do filme. Dave Bautista (Army of the Dead) retrata um “bad guy” de apenas uma palavra para Bond lutar e, honestamente, não preciso de pedir mais. A sua luta com Craig num comboio vale o bilhete. Os pares personagem-ator já conhecidos funcionam bem no contexto do filme, com exceção de Andrew Scott (His Dark Materials) como C.

A prestação não tem falhas, mas o casting em si praticamente estraga por completo um build-up excessivo e prolongado para algo que acaba por ser evidente desde o primeiro minuto. O enredo envolvendo C e o MI6 é um enorme sinal de STOP para a interessante jornada pessoal que Bond atravessa. A missão aventureira dos agentes de campo é constantemente deixada de lado para o público assistir a uma história lateral aborrecida, mas essencial, visto que o resto da narrativa necessita da mesma para que tudo o resto faça sentido.

Existe um filme absolutamente fenomenal escondido algures sob os problemas de argumento. Ainda assim, acredito que recebe mais ódio do que merece. Algumas mudanças nas frases famosas de Bond podem incomodar alguns espetadores mais do que outros, mas no geral, é um filme de ação e espionagem bem decente. Muito bem filmado, com excelente música de Thomas Newman – também foi compositor de Skyfall – e as suas sequências de ação de grande escala prometem altos níveis de entretenimento. É uma daquelas obras que podia ter sido muito, muito melhor, e este sentimento de desilusão é capaz de ser demasiado forte para alguns espetadores suportarem.

Spectre não consegue alcançar o tremendo potencial da sua narrativa intrigante e antagonista fascinante, mas Sam Mendes ainda consegue entregar um filme decente. O argumento gera problemas significativos com um enredo muito entediante que afeta profundamente o ritmo de um tempo de execução excessivamente comprido.

Além disso, o pouco tempo de ecrã impactante de Christoph Waltz é, no mínimo, dececionante, apesar de uma brilhante atuação por parte do ator. Por outro lado, as sequências ação de fazer cair o queixo elevam a peça no geral, que também beneficia da bela cinematografia e de prestações excecionais de todo o elenco. A relação entre as personagens de Daniel Craig e Léa Seydoux é emocionalmente convincente, tornando a missão de James Bond numa jornada pessoal interessante.

Um dos melhores filmes da saga está enterrado algures sob o argumento confuso, mas o que se encontra à superfície tem muito por admirar.

Mosteiro de Arouca vai ser convertido num hotel de cinco estrelas

O imóvel, que se localiza em pleno centro da Vila de Arouca, está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Iniciou-se a obra de recuperação da ala sul do Mosteiro de Arouca, concessionada por 50 anos à sociedade Mesquita de Sousa Hotels & Resorts, na sequência de um concurso público lançado ao abrigo do programa Revive.

O imóvel será convertido numa unidade hoteleira de 5 estrelas, com 56 quartos, spa, piscina interior e exterior e campo de padel, contando também com um restaurante, num investimento global na ordem dos 5,9 milhões de euros.

O Mosteiro de Arouca foi fundado no século XII pela Ordem de Cister, tendo-se tornado relevante depois de a efémera rainha de Castela, D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I de Portugal, lá ter vivido entre 1220 e 1256 (estando lá sepultada). Está na posse do Estado desde 1834 (ano em que foram extintas as ordens religiosas). Manteve funções religiosas até 1886, ano da morte da última freira. Nesse momento, todos os bens reverteram para a Fazenda Pública. Nos últimos anos o Mosteiro teve utilizações diversas.

O imóvel, que se localiza em pleno centro da Vila de Arouca, está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

De estilo classicista romano, foi objeto de grandes intervenções nos séculos XVII e XVIII, em estilo barroco, e de um restauro em duas fases já no século XX.

A concessão da ala sul do Mosteiro de Arouca, que se encontrava sem utilização, e o início da obra de conversão deste espaço numa unidade hoteleira com várias componentes de lazer, representam o início de uma nova vida deste imóvel e da vila de Arouca, permitindo não só a reabilitação deste importante património, mas também a sua valorização e devolução à comunidade, contribuindo ainda para o reforço de atratividade da região.

Continente volta a vender bilhetes para os jogos da Seleção Nacional com 50% de desconto

O desconto não é direto, ou seja, o valor de desconto reverte para o Cartão Continente.

As lojas Continente têm, a partir de hoje, bilhetes à venda para os próximos dois jogos da Seleção Portuguesa de Futebol, realizados no Estádio do Algarve, com um desconto de 50% em Cartão Continente. Os preços variam entre os 10€, 12,50€ e 15€, sendo que metade desse valor reverte para o tal cartão

O jogo de preparação Portugal – Qatar realiza-se dia 09 de outubro, sábado, às 20h15, e o jogo de qualificação Portugal – Luxemburgo acontece a 12 outubro, terça-feira, às 19h45.

Este ano, o Continente alargou o seu patrocínio à Federação Portuguesa de Futebol e, para além de ser patrocinador oficial da Seleção A Masculina de Futebol e da Seleção de Sub-21, é também da Seleção A Feminina de futebol.

Dado o recinto onde os jogos irão acontecer, é natural que somente as lojas Continente mais a sul tenham bilhetes para venda. Neste caso, poderão adquirir no Continente Modelo Faro 2, Continente Portimão Retail, Continente Loulé, Continente Guia e Continente Tavira. A exceção a estas lojas do sul do país é o Continente Colombo, onde também conseguem adquirir bilhetes.

Há um cartaz na Segunda Circular que avisa os condutores do estado do trânsito

Tudo graças a uma ativação por parte da Volkswagen.

Durante os próximos dois meses, quem passar na Segunda Circular, em Lisboa, sentido Benfica-Aeroporto, conseguirá acompanhar em tempo real o estado do trânsito através do outdoor interativo do novo Volkswagen Polo.

Este cartaz interativo demonstra uma das muitas experiências que o Volkswagen Polo proporciona a bordo de quem o conduz, através da apresentação de um display semelhante ao do sistema de navegação do Polo, em que um código de cores – Verde, Amarelo e Vermelho – informa qual é a situação do trânsito naquele troço.

O outdoor do novo Volkswagen Polo destaca ainda os faróis Led Matrix IQ. LIGHT através da iluminação led embutida no cartaz interativo, um opcional que chama a atenção para as várias evoluções estéticas no exterior.

Esta campanha, com assinatura criativa da DDB, foi desenvolvida em parceria com a MOP e TRANSISTOR.

Lisbon Coffee Fest já tem datas para regressar em 2022

E os bilhetes já estão à venda.

Após dois anos de espera, o tão aguardado evento que celebra a paixão pelo café, Lisbon Coffee Fest, está finalmente de volta ao LX Factory, nos dias 25, 26 e 27 de março de 2022.

O Lisbon Coffee Fest, que vai na sua segunda edição, nasceu com o objetivo de reunir marcas e verdadeiros apreciadores de café num único espaço.

Os bilhetes têm um custo de 5€ e estão à venda na loja online da Ticketline, na bilheteira online dos CTT e nos pontos de venda habituais.

Os bilhetes comprados para a edição prevista para 2020 são válidos para 2022, no dia correspondente. Além disso, as crianças até aos 12 anos têm entrada gratuita.

Haverá ainda um bilhete com um custo de 9€, que contempla um KIT LISBON COFFEE FEST composto por um saco, um avental, uma caneca e o livro “Portuguese Coffee”.

16 restaurantes da zona ribeirinha do Seixal juntam-se ao evento Rota dos Sabores da Baía

Entrada, prato principal, bebida e sobremesa. Tudo por 20€.

A partir de hoje e até ao dia 12 de outubro, acontece na Baía do Seixal o evento Rota dos Sabores da Baía.

É neste cenário que, nos primeiros 12 dias de outubro, 16 restaurantes da zona ribeirinha do Seixal vão aliar-se ao evento e colocar à disposição de quem os visite um menu fixo de 20€, com direito a entrada, prato principal, bebida e sobremesa. Fazem parte da lista o 100 Peneiras, Los Amigos, Mundet Factory, Lisboa à Vista, Marisqueira O Pinto, Casta, Kamba, Tapas ao Rio, Ferro Velho, Bistro: Bistrô Espaço Memória, Gonzagalez, Atitude, Àdo Caetano, Correr D’Água, Piccolo e Taberna do Sousa. Todos os menus podem ser consultados na página oficial do evento.

Classificada como Reserva Ecológica Nacional, a Baía e respetivas frentes ribeirinhas integram uma área húmida da maior importância a nível nacional e europeu, pela sua elevada biodiversidade e excecional qualidade paisagística. É o principal recurso natural do concelho e tem um elevado impacto nas vertentes biológica, paisagística e de desenvolvimento económico-social.

Auchan e Aldi destacam-se na oferta de produtos vegan em Portugal

Surpreendidos?

Numa data em que se celebra o Dia Mundial do Vegetarianismo, a Associação Vegetariana Portuguesa (AVP) revela os resultados de um estudo pioneiro da oferta vegana nos retalhistas alimentares portugueses, em que a multinacional francesa Auchan surge como líder de mercado, seguida da cadeia de hipermercados portuguesa Continente. Já a empresa alemã Aldi aparece como a mais forte na categoria de discounters.

O estudo surge no âmbito do projeto RankingVeg, criado em parceria entre a AVP e a organização alemã Albert Schweitzer Foundation, e cujo objetivo é melhor informar os consumidores sobre a oferta de produtos veganos nos supermercados e perceber qual o posicionamento das várias empresas de retalho alimentar no mercado.

produtos vegan

Para o efeito, foi usada uma metodologia já implementada em diversos países europeus, e que possibilitou a criação de um ranking dos retalhistas alimentares com maior oferta vegana, com base numa recolha de dados em 35 lojas distribuídas pelas localidades com maior densidade populacional.

Os retalhistas incluídos neste estudo foram a Aldi, a Auchan, o Continente, o Intermarché, o Lidl, o Minipreço e o Mercadona, por serem alguns dos mais bem representados em território nacional. Foi também feita uma distinção entre diferentes categorias de retalhistas: os discounters, que são superfícies comerciais de menor dimensão, e os supermercados/hipermercados, usualmente de maior dimensão.

E o que pensam os consumidores portugueses sobre a oferta vegana?

Complementarmente, foi também feito um estudo da perceção dos consumidores portugueses sobre a oferta de produtos veganos, com mais de 2.000 participantes, em que 51,7% indicou que seguia uma alimentação ovo-lacto-vegetariana ou estritamente vegetariana (vegana), e 30,3% considerou-se como “flexitariano” (inclui pontualmente produtos de origem animal na sua alimentação).

Os portugueses que procuram produtos veganos parecerem ter preferência pelos retalhistas alimentares como a Aldi, Auchan e Continente, o que coincide com os achados do ranking desenvolvido pela Associação Vegetariana Portuguesa.

produtos vegan

Os resultados do inquérito revelam também que, na sua maioria, os consumidores de produtos veganos classificam a oferta atual como pouco satisfatória e indicam que gostariam de ver mais variedade de produtos veganos nas prateleiras dos supermercados.

Alguns exemplos de categorias de produtos onde os consumidores sentem que poderia existir maior oferta são as alternativas veganas ao queijo ou a refeições prontas a levar, as mais frequentemente indicadas.

Relativamente aos padrões de consumo atual, e sem surpresa, os produtos veganos mais consumidos no mercado português são o tofu e o seitan, que se apresentam como alternativas à carne (72.9%), e os produtos alternativos aos laticínios, como as bebidas vegetais (71,1%).

Produtos como alternativas vegetais a iogurtes (50.2%), alternativas à carne que repliquem o seu sabor e a sua textura, como é o caso dos hambúrgueres e salsichas vegan (44.0%), e as manteigas e margarinas vegetais (40.0%) parecem também ter um lugar confirmado na vida dos consumidores que incluem produtos veganos na sua alimentação.

Já no que toca à insatisfação, um dos principais motivos ainda é o preço, e muitos consumidores sugerem que os custos dos produtos veganos são ainda demasiado elevados. Um outro motivo preponderante é o sabor ou a textura e consistência de alguns produtos.

A certificação de produtos pode também ser uma boa aposta para os retalhistas que investem neste segmento, já que 81,2% dos participantes indicou preferir produtos com certificado vegan, que garanta uma maior transparência.

Lisboa nomeada pela primeira vez como Melhor Cidade Património

E pode ser que ganhe logo à primeira.

Na 28ª edição dos World Travel Awards (WTA), Lisboa está nomeada para os prémios mundiais de Melhor Destino City Break, Melhor Destino Citadino e, pela primeira vez, Melhor Cidade Património. Também o Turismo de Lisboa está nomeado para Melhor City Tourist Board, pelo trabalho que tem dedicado à promoção do destino nos mercados externos.

Acrescem a estas nomeações as de Melhor Destino de Cruzeiros e Melhor Porto de Cruzeiros do mundo. A votação decorre até dia 24 de outubro.

Considerados por muitos os “Óscares do Turismo”, os World Travel Awards reconhecem os melhores exemplos de boas práticas no setor do Turismo, à escala global, desde 1993. A votação é realizada pelo público em geral e por mais de 200 mil profissionais de Turismo, oriundos de 160 países.

Uber oferece descontos de 40% para promover o regresso a bares e discotecas

Mas só até 10 de outubro.

Depois de cerca de 18 meses fechados, os bares e as discotecas voltaram, finalmente, a ver a luz da noite. E como é que se promove o regresso a estes espaços que as pessoas estão sedentas de revisitar? Com promoções, pois claro.

Com o intuito de promover um regresso a estes estabelecimentos de forma responsável, a Absolut Vodka e a Uber uniram-se para oferecer descontos em viagens durante os dias 1 e 10 de outubro e no período normal de funcionamento das discotecas, isto é, entre as 22h e às 6h.

A oferta de 40% de desconto em duas viagens é feita pelas duas marcas como forma de promover junto do utilizador um sentimento de maior segurança na deslocação até às discotecas e no seu regresso a casa.

Para aproveitarem, basta que apliquem o código promocional ABSOLUTSAFE quando estiverem a solicitar a viagem na aplicação.

Linda Martini, Ney Matogrosso e Delfins no Rock in Rio Lisboa 2022

A menos de um ano para voltar a abrir portas, o festival regressa para lembrar que “O Mundo Vai Ser Nosso Outra Vez”.

Esta semana, num evento onde juntou imprensa e outros convidados, o Rock in Rio Lisboa aproveitou para anunciar uma série de novidades, estabelecendo, também, novas metas de sustentabilidade até 2030.

Alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável promovidos pela ONU, estas metas começam já a ser concretizadas nas edições de 2022 do festival – em Portugal e no Brasil – e propõem-se, ao longo dos próximos anos, a capacitar 100 mil pessoas, ser lixo zero em todas as edições do festival (0% de lixo em aterro), ter zero desperdício alimentar em todas as edições, envolver 100% dos stakeholders na sua política de sustentabilidade, ser um evento 100% acessível, inclusivo e plural, e garantir todas as condições de segurança, saúde e bem-estar adequadas a 100% dos envolvidos na construção da Cidade do Rock.

A 9.ª edição do Rock in Rio Lisboa vai ainda apresentar uma nova Rock Street, um novo Palco Yorn, um novo Chef’s Garden, uma nova proposta de Game Square, novos conteúdos num ainda maior Super Bock Digital Stage, novos formatos de entretenimento no ESC Online Sports Bar e, ainda, a tão desejada estreia da nova Roda Gigante Pisca Pisca e o regresso do 7Up Slide.

Além de todos estes espaços, a Cidade do Rock continuará a contar com a Área VIP, assim como Rock in Rio Premium Club (Tables) e Rooftops, além de todos os pontos de alimentação espalhados pelo recinto, áreas de lazer e diversos pontos de ativação de marca com as mais variadas atividades e surpresas.

Um dos destaques do evento de apresentação foi o Galp Music Valley, que se apresenta com um novo conceito e os primeiros nomes já confirmados: Linda Martini, Ney Matogrosso, The Black Mamba, Bárbara Tinoco, IZA, Delfins, Moullinex & Xinobi, Mundo Segundo & Sam The Kid, Edu Monteiro, Funk Orchestra e MC Rebeca.

Recorde-se que, até aqui, o Rock in Rio 2022 tinha confirmado os nomes de Foo Fighters, The National e Liam Gallagher no dia 18 de junho; Ellie Goulding, Black Eyed Peas, Ivete Sangalo e David Carreira no dia 19 de junho; Duran Duran, a-ha, Bush e Xutos & Pontapés a 25 de junho; e Post Malone, Anitta, Jason Derulo e HMB no dia 26 de junho.

Os bilhetes estão à venda no site oficial por 74€, havendo ainda o passe para o fim de semana de 25 e 26 de junho por 121€. O bilhete de fim de semana para 18 e 19 de junho está esgotado.

Burger King abre novo restaurante na Nazaré

É o quarto restaurante no distrito de Leiria.

Depois de, a meio deste mês, o Burger King ter inaugurado um novo restaurante em Sesimbra, eis que a marca acaba de abrir mais um novo espaço, desta vez na Nazaré.

O novo Burger King da Nazaré conta com mais de 300m2 e localiza-se na Avenida Nogent-Sur-Marne, nº23. Oferece um sistema de refill de bebidas, quiosques de pre-order, Wi-Fi gratuito e está a operar em pleno com todos os serviços, incluindo Drive Thru, Take Away e Delivery.

Atualmente, o restaurante funciona de segunda a quinta das 11h30 às 23h, e à sexta e sábado das 11h30 às 00h. O Drive-Thru funciona de segunda a quinta até às 00h, e à sexta e sábado até às 02h.

Este novo espaço, o 145º em Portugal, vem reforçar a presença da marca no distrito de Leiria, onde passa agora a contar com quatro restaurantes.

A Bluepoint Games junta-se oficialmente aos Estúdios da PlayStation

O aclamado estúdio responsável por alguns dos melhores Remakes da PlayStation, junta-se agora à sua família.

Em comunicado no blog oficial da PlayStation, Hermen Hulst, Head da PlayStation Studios, recebe de braços abertos o novo membro da família PlayStation, os estúdios da Bluepoint Games.

Reconhecidos e aclamados por projetos como os remakes de Demon’s Souls, Shadow of the Colossus e da coleção Uncharted: The Nathan Drake Collection, a relação da Bluepoint Games com a PlayStation é tão forte que aos olhos dos mais desatentos, poder-se-ia dizer que já fazem parte da mobília da casa, mas hoje tornou-se real.

Localizado em Austin, Texas, a Bluepoint Games é composta por cerca de 70 profissionais e tem uma história de década e meia na industria, algo que se irá prolongar com esta nova relação, que, como será de esperar irá resultar em novos projetos.

Projetos esses, para já não sabemos, poderão haver remakes, mas segundo uma entrevista de Hulst dada à IGN, já estão a trabalhar em conteúdos originais, que não podem ainda ser revelados. Venha o que vier, uma coisa é certa, pelo historial há tudo para serem jogos excelentes e quem ganha com isso, são os jogadores.

100 Montaditos vai abrir um restaurante em Oeiras

Até à data, Portugal já conta com 28 lojas 100 Montaditos.

A Restalia, empresa espanhola proprietária de várias franquias, entre as quais o 100 Montaditos, abriu recentemente novos espaços da marca em Faro, Évora e na Marina de Tróia. Mas isto provavelmente já sabiam.

O que podem ainda não saber é que, em breve, Oeiras irá também receber um espaço da marca, neste caso na Avenida Embaixador Augusto de Castro. Ainda não temos data de inauguração, pelo que aguardamos por mais detalhes em breve. De momento, o nosso país conta já com 28 lojas 100 Montaditos.

Há ainda outra boa novidade. Em Novembro, vai chegar a Portugal o primeiro conceito mexicano do Grupo Restalia, Pepe Taco. Também não sabemos onde, mas é provável que seja ou em Lisboa, ou no norte do país.

Além da 100 Montaditos e Pepe Taco, a Restalia é também proprietária da La Sureña, The Good Burger – TGB e Panther Organic Coffee.

Em dois anos, a Restalia Holding obteve um crescimento de 100% em Portugal. Fechou o ano de 2019 com 19 lojas e vai alcançar as 38 instalações em todo o país no final de 2021.

Xuan Yuan Sword VII – A simplicidade em formato RPG

A série taiwanesa estreia-se finalmente nas consolas com um dos seus capítulos mais sólidos.

Depois de uma estreia no PC, Xuan Yuan Sword VII chegou finalmente às consolas. O RPG de ação, produzido pela taiwanesa Softstar Entertainment, é o título mais recente de uma série com mais de 30 anos de existência que só agora começa a ganhar tração no ocidente. Xuan Yuan Sword é, pelo que pude averiguar, uma franquia camaleónica que se recusa a ficar condicionada por géneros, lutando contra as convenções dos tradicionais RPG para criar uma aventura em torno de lendas e da História Chinesa. Com o sétimo capítulo, a Softstar Entertainment apostou numa jogabilidade mais assente na ação, nos combates rápidos e numa estrutura linear naquela que é uma campanha sólida, mas livre de grandes surpresas.

A minha experiência com Xuan Yuan Sword VII é positiva, mas com algumas reticências. Não conheço a franquia e posso não ter absorvido o tom e foco deste leque de videojogos, mas a direção, especialmente no que toca aos atores e à planificação de momentos de ação, fica aquém do esperado. Senti que estava perante um projeto ambicioso, com um enorme foco na narrativa, que foi sufocado pelo baixo orçamento, onde a prioridade da equipa recaiu sobre os gráficos e desempenho sólidos, mas não tanto na criação de um mundo dividido entre o real e o fantástico. Por mais que tentasse ficar investido na história, ficava desesperado sempre que encontrava um novo diálogo e vi-a a ação a ser interrompida para dar lugar a sequência mal dirigidas, protagonizadas por personagens rígidas e robóticas, e uma banda sonora pouco surpreendente ou motivante.

Xuan Yuan Sword VII

Na jogabilidade, a Softstar Entertainment traz-nos uma experiência mais sólida. Xuan Yuan Sword VII é muito tradicional na forma como aborda a ação e as mecânicas RPG, mas defendo que é essa simplicidade que lhe traz algum charme. Com uma campanha linear, mas repleta de missões secundárias, Xuan Yuan Sword VII segue os moldes do género ao apresentar um sistema de combate ponderado, mas dividido por vários tipos de postura (que podemos alterar nos menus), e uma evolução por níveis dos nossos heróis, tal como a possibilidade de equiparmos armaduras, acessórios e outros itens cosméticos ao longo da aventura. Os confrontos são livres e surgem enquanto exploramos os cenários lineares, com o nosso protagonista a apresentar golpes rápidos, de atordoamento, mas também habilidades especiais, como a possibilidade de abrandarmos o tempo e capturarmos as almas dos vários monstros que enfrentamos.

As combinações são muito básicas, mas a presença de novas personagens e posturas consegue cortar alguma da monotonia que se instala durante as primeiras horas. A IA dos inimigos também não é a mais equilibrada, mas há uma evolução palpável ao longo da campanha e a dificuldade é capaz de atingir níveis que julgávamos impossível ou improváveis durante o início da campanha. Falta-lhe um maior trabalho nos golpes básicos e na combinação entre habilidades, mas Xuan Yuan Sword VII procurou limar as mecânicas e manter o sistema de combate acessível para qualquer jogador, e esse foco sente-se ao longo da campanha. É uma decisão que, na minha opinião, não retira qualidade ao produto final.

Xuan Yuan Sword VII

Esta ausência de profundidade em combate é contornada por um leque de mecânicas que procura dar mais controlo ao jogador. Em Xuan Yuan Sword VII temos à nossa disposição um sistema de construção, intitulado Elysium, onde temos a opção de criar acessórios e armaduras, mas também de melhorar a nossa espada. Com os recursos certos, podemos não só criar, como melhorar estes edifícios espirituais e aumentar as nossas opções de construção ao longo da campanha, aumentando assim o nosso armamento, mas também a vontade em explorar o seu mundo místico em busca de itens e receitas raras. Dou especial atenção à possibilidade de podermos capturar monstros, pois desbloqueia a opção de fundirmos espíritos para criar novas habilidades. Mais uma vez: não é original, mas muito funcional.

A série Xuan Yuan Sword já está com os olhos postos no futuro, mas o sétimo capítulo é uma pequena vitória nas consolas. O RPG de ação é muito sólido, com um desempenho consistente na PS5, e uma jogabilidade assente na simplicidade, mas desafiante nos momentos corretos. Não é um jogo que surpreende ou que é capaz de alterar a vossa perceção sobre o género, mas é uma distração eficaz que peca por ter recebido um lançamento nas consolas tão próximo de Tales of Arise.

Cópia para análise (PlayStation) cedida pela Plan of Attack.