Inaugurada ala pediátrica do Hospital de São João

Uma obra que ficou concluída rapidamente.

Mais de uma década após o início do processo de requalificação das instalações dos serviços pediátricos do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), a nova ala pediátrica do CHUSJ foi esta semana inaugurada.

Dotada das mais evoluídas tecnologias e melhores condições de conforto para as nossas crianças e as suas famílias, a nova Ala Pediátrica é composta por cinco pisos, conta com cerca de 100 camas, salas de pais humanizadas e três blocos cirúrgicos altamente diferenciados. Esta Unidade tem ainda várias valências inovadoras, tais como a unidade de queimados.

A Ala Pediátrica dispõe também de um espaço lúdico de cerca de 250 m2 equipado pela Missão Continente e Fundação Infantil Ronald McDonald. O Futebol Clube do Porto, a FNAC e a Porto Editora também se associaram a este projeto. Este projeto inclui ainda um jardim de cerca de 300 m2 que integra vários equipamentos de diversão infantil.

Na cerimónia, o Primeiro-Ministro António Costa destacou o processo pelo qual foi possível, em dois anos, construir a ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto. “Foi possível a obra estar concluída em tão pouco tempo porque foi possível inscrever a verba no Orçamento de Estado para 2019 e aprovar uma norma excecional para as condições de contratação na Assembleia da República”, disse.

“O Conselho de Administração estava autorizado a fazer o ajuste direto, mas não chamou uma empresa para lhe dar o contrato. Ouviu dezenas de empresas, que apresentaram propostas, não nos prazos demorados do Código da Contratação Pública, mas de acordo com os prazos simplificados que a norma excecional previa”, referiu o primeiro-ministro.

Profissões de Futuro: Saibam quais as áreas em alta até 2030

Se estão a pensar dar um novo rumo à vossa carreira profissional ou não sabem que curso superior vos dará melhores oportunidades no mercado laboral, este artigo é para todos vós. Ao longo das próximas linhas, vamos levantar o véu sobre aquelas que se prevê serem as áreas profissionais em alta até 2030.

De acordo com o estudo “Projetando 2030” da Dell Technologies ao Institute For The Future, que contou com a participação de 3800 CEOs de médias e grandes corporações de 17 países, 85% dos trabalhos em 2030 serão completamente diferentes daqueles que encontramos na atualidade e terão por base a tecnologia.

Ainda que isto se trate de uma previsão, a verdade é que a pandemia e a transformação digital que esta está a ajudar a promover trouxe para o vocabulário algumas áreas e profissões que farão parte do futuro mercado laboral, como é o caso das profissões relacionadas com a programação, a inteligência artificial ou a ciência de dados.

Além de oportunidades de carreira, estas profissões têm o plus de apresentarem salários extremamente atrativos, o que faz com que, por exemplo, um curso de programação em Portugal que oferece formação intensiva na Wild Code School esteja a ter uma grande procura por parte de pessoas das mais diversas áreas profissionais, vendo aqui uma forma de adquirirem competências que lhes permitam mudar de carreira.

Se mudar de carreira é aquilo que pretendem, tomem nota das dez profissões que mais impacto terão no mercado laboral até 2030:

Profissões de Futuro

Especialista em Inteligência Artificial

Informação é poder. Este adágio popular ganha ainda mais preponderância num mundo digital que é movido a dados, dados esses que precisam de ser depurados e analisados. Uma grande parte deste trabalho só é possível graças à inteligência artificial e ao machine learning, mas, para que estes conceitos possam ser integrados nos processos organizacionais da melhor forma, torna-se necessário a existência de um especialista em Inteligência Artificial (IA).

A responsabilidade deste profissional passa, assim, pela identificação de oportunidades de aplicação da Inteligência Artificial no contexto dos objetivos e necessidades das organizações. De acordo com a rede social profissional LinkedIn, a procura por especialistas em IA cresceu 73% nos últimos quatro anos, nos EUA.

Software Developer

De um software developer podemos dizer que se trata, simultaneamente, de uma profissão do presente e do futuro, uma vez que hoje já é extremamente valorizada. A função destes profissionais é criar sistemas para automatização de processos, facilitando não só a vida das empresas, como dos cidadãos.

Entre outras coisas, um software developer é responsável por analisar, interpretar e realizar a manutenção de plataformas e aplicações e escrever o código que as torna operativas, ou seja, programá-las.

Especialistas em assistência ao cliente

Apesar da inclusão de chatbots baseados em IA nos serviços de atendimento ao cliente online se ter tornado cada vez mais generalizada, a procura por especialistas em assistência ao cliente aumentou, segundo o LinkedIn, cerca de 79% a nível global durante o último ano.

A função deste profissional é prestar toda a assistência necessária ao cliente na compra de determinado produto ou na contratação de um serviço, bem como​​ garantir que a comunicação com o cliente seja efetuada de forma eficaz, garantindo a sua satisfação e fidelização.

Gestor de comunidade

Ao longo dos próximos anos, a figura do gestor de comunidade será ainda mais preponderante do que é hoje em dia. Papel essencial dentro das organizações modernas, este profissional é responsável pela ligação entre a comunidade de clientes/fãs e a empresa/marca, algo que leva a cabo reunindo as opiniões dos primeiros com o objetivo de melhorar o posicionamento destes em relação aos segundos.

Wearables Developer

Com a democratização dos smartglasses, smartlenses e smartwatches, os chamados wearables, nasce e desenvolve-se a profissão do wearables developer, profissional essencial no desenvolvimento e aperfeiçoamento destes dispositivos.

Gestor de inovação

Ainda que pareça pouco específica, esta profissão é de extrema utilidade num mundo empresarial altamente competitivo, em que qualquer vantagem sob os concorrentes diretos representa lucro.

Este profissional é, assim, responsável por repensar as estratégias da empresa, seja no que diz respeito ao seu core business ou em alguma área específica da sua atuação, com o objetivo de aprimorar o seu modelo de negócio.

Product owner

Com base na metodologia Scrum (metodologia ágil baseada em softwares de gestão que visa tornar os processos de produção mais simples e claros e possibilitar que os produtos sejam apresentados em menor tempo mantendo a sua qualidade), cabe ao Product Owner conduzir todo o projeto de um produto desde a fase de idealização até à sua transformação em produto prático e acabado.

Gestor de redes sociais

É e será ainda mais imprescindível a presença das empresas/marcas nas redes sociais, mas para que esta presença capte a atenção dos internautas e, em último caso, gere vendas, torna-se necessário que exista um gestor de redes que cuide da imagem, do relacionamento e do engajamento da empresa nos canais digitais.

Como nota de rodapé, diga-se que a procura da figura do gestor de redes sociais cresceu, segundo o LinkedIn, 122% entre 2015 e 2019, colocando no primeiro lugar das profissões mais procuradas naquela rede social profissional.

Cientista de dados

Se um especialista em IA é responsável pelos softwares que possibilitam uma melhor captura e analise dos dados, o cientista de dados é o especialista que transforma esses dados em informação viável que possibilite a uma tomada de decisões mais assertiva pelas organizações. Na era do Big Data (tratamento de um grande número de dados), estes profissionais são considerados uma verdadeira mina de ouro como aliás os salários médios praticados sublinham.

Especialista em cibersegurança

Com cada vez mais pessoas ligadas ao mundo digital, é natural que as preocupações com a segurança dos dados destas aumente e se torne um elemento de central importância para as empresas.

Assim surge a figura do especialista em cibersegurança (uma das profissões mais bem pagas em Portugal e no mundo) que, entre outras coisas, é responsável pela avaliação e correção de potenciais vulnerabilidades de modo a garantir a segurança da informação.

Xiaomi abriu uma loja física oficial em Aveiro

Resta saber quantas lojas irá a marcar abrir por cá em 2022.

No passado mês de outubro, a Xiaomi fez questão de referir que, até ao final do ano, ia inaugurar mais alguma lojas, neste caso em Viseu, Évora, Aveiro, Rio Tinto e Sintra. Algumas datas foram trocadas, mas o que interessa é que a marca tem cumprido e tem vindo a abrir novos espaços.

Destas cinco lojas prometidas até ao final de 2021, a abertura da mais recente Mi Store aconteceu este sábado, dia 11 de dezembro, em Aveiro. É a 17ª Mi Store do país e conta com um total de 76,3 m2 com o melhor da tecnologia Xiaomi.

A loja é a 0.71 e está localizada no Glicínias Plaza Shopping Center, que “reabriu” totalmente remodelado no passado mês de outubro, mas que ainda continua a receber novos espaços.

De resto, fiquem a saber que, no passado mês de novembro, a Xiaomi inaugurou três lojas pop-up stores, um conceito novo da marca chinesa para o mercado. São spots temporários, embora não se saiba ao certo durante quanto tempo estarão em funcionamento.

Sage Barista Express – A arte do café em qualquer cozinha

Hoje estou aqui para vos falar da minha última aquisição para a cozinha e dos passos que me levaram a adquirir uma Sage Barista Express. Sendo que esta máquina é uma das opções “bean-to-cup” da marca e, por isso, já conta com um moinho incorporado que nos permite ter, em poucos passos, um café ao nosso gosto. Mas quão fácil é passar de uma máquina automática para uma manual? E será que vale a pena?

A Sage, também conhecida noutras partes do mundo por Breville, é uma marca de eletrodomésticos que, nos últimos anos, ficou conhecida pela sua proposta de máquinas de café para todos os gostos. O catálogo da marca passa por máquinas automáticas, máquinas “bean-to-cup” que contam com moinho incorporado e máquinas que são apenas isso mesmo, uma máquina de café que necessita de café já moído (sim, a Sage também tem moinhos).

A minha vida, como bebericador diário de café, começou por uma normal máquina de cápsulas da Nespresso. A facilidade de encomendar o café, receber em casa, ter a dose ideal em cada uma das cápsulas e a facilidade que tinha em reciclar as mesmas foram efeitos decisivos. Isso e o facto de uma cápsula ficar a cerca de 0,40€ e uma “bica” custar qualquer coisa como 2,5€ na cidade onde vivo. Escolha fácil eu sei.

dias mais frios

Mais tarde, passei da normal máquina de café da Nespresso para uma da gama Vertuo. Esta gama conta com cápsulas maiores, mais caras também, mas com duas vantagens: para além das cápsulas terem tamanhos e quantidades de café específicas para cada tipo de bebida (americano, expresso, expresso duplo, etc), o processo usado para confeção do café passa por uma espécie de centrifugação onde a cápsula gira a velocidades altas, ao mesmo tempo que recebe a água e faz a infusão do café, tornando-o mais suave e com uma nata mais próxima das máquinas de café tradicionais.

Com todas as cápsulas compradas, contas feitas estava a gastar cerca de 80€/mês para um total de 200 cafés tirados, o que acaba por levar o preço de cada café aos tais 0,40€. Nada caro, mas havia uma solução para gastar menos, ter mais liberdade de escolha no café e ainda produzir menos lixo. Tudo coisas boas. Qual era a solução? Uma máquina “bean-to-cup” que me permitisse comprar o grão e ter o mesmo tipo de bebida no fim. Reparem nas contas feitas tendo em conta o tipo de café que tenho agora na máquina: 1Kg de Delta Gran Espresso 80/20 custa-me, por estes lados, cerca de 20€. Sendo que cada café deve levar cerca de 7gr de grão moído, cada quilograma dá para qualquer coisa como 140 cafés. Logo, ao comprar 2Kg, tiro 280 cafés e ainda só gastei metade daquilo que gastava para 200 cafés de cápsula.

Tudo isto para chegar ao momento em que comprei uma máquina “bean-to-cup” automática. Era só meter o café no moinho, carregar no botão para o tipo de café que queria e magia. A máquina usava a quantidade perfeita de café, com a pressão ideal, para me dar o que eu queria. Simples. No entanto, e após experimentar muitos tipos de grão diferentes, percebi duas coisas: a máquina, com todo o seu sistema automático, era muito, mas muito, difícil de limpar. E eu precisava de algo mais. Queria ser eu a preparar o meu café, com o tipo de moagem que queria – dependendo do grão – e queria também ser eu a preparar o leite para bebidas como cappuccinos. Foi aqui que apareceu pela primeira vez a Sage Barista Express.

A máquina “bean-to-cup” da Sage permite escolher entre uma chávena ou duas, programar a quantidade de água para cada uma das opções, contando ainda com 16 tipos de moagem e a possibilidade de receber a quantidade de café moído de forma automática (dá-nos a quantidade de café perfeita para o café que queremos) ou de forma manual, caso queiramos uma experiência mais próxima do café da rua. Para além disto, a Sage Barista Express vem ainda equipada com uma varinha para vapor e um dispensador de água quente para chás ou americanos, por exemplo.

Na caixa, para além do essencial, vêm ainda um pequeno jarro para aquecer leite, uma lamina para retirar os excessos de café moído e 4 tipos de filtros diferentes: dois para café moído na máquina e outros dois para café pré-moído. Máquina ligada, filtro da água no sítio, estava pronto para começar a minha experiência. O início não foi fácil, confesso. Era preciso perceber o tipo de moagem para o grão escolhido, a quantidade de café a usar e qual o melhor filtro a usar para uma chávena ou o usado normalmente para duas.

As doses de café desperdiçadas ainda foram algumas, mas tendo em conta que foi também a minha primeira experiência com uma máquina manual, diria que até podia ter sido pior. Após perceber o tipo de moagem, a pressão necessária e a quantidade de água necessária, consegui finalmente tirar um bom café. Não era muito forte ou muito fraco, nem tinha nata a menos ou a mais. Estava mesmo a roçar a perfeição, perto daqueles que bebemos enquanto encostados ao nosso balcão favorito.

Importa ainda referir que a Sage Barista Express vem equipada com um pequeno ponteiro que indica a pressão que a máquina está a usar para fazer a infusão. O truque é conseguir que, depois dos primeiros segundos de café tirado, a agulha da pressão viaje para o centro do visor. É aqui que se encontra a pressão perfeita para a infusão de café expresso e, assim, conseguir uma “bela bica”.

L'Animo

Depois de dominar q.b. a arte do expresso, deixei também de usar o Aeroccino Barista (máquina da Nespresso que me permite fazer bebidas à base de café e leite, ou até chocolates quentes) e passei a usar simplesmente a varinha de vapor para aquecer e dar textura ao leite, e assim conseguir fazer as meias de leite, os cappuccinos e todas as outras bebidas que possam imaginar. Com o pequeno jarro que vem com a máquina também já me aventurei a fazer um chocolate quente… e até que não ficou mau. Sobre a espuma de leite, ideal para os cappuccinos, posso ainda dizer que uma das bebidas que uso (leite de amêndoa) não costuma fazer muita espuma quando uso o Aeroccino, mas com a varinha de vapor, fica no ponto.

O próximo passo? Aperfeiçoar a arte da espuma de leite e conseguir fazer um cappuccino com o logo do Echo Boomer. Enquanto não chego lá, digo-vos que, se são apreciadores de café – de bom café mesmo -, mas estão presos a uma máquina de cápsulas aí por casa, está na altura de trocar.

Esta Sage Barista Express tem um preço elevado de 729,90€, mas a marca conta com opções mais em conta, embora não tenham moinho incorporado. E lembrem-se das contas que fiz, caso bebam tanto café quanto eu, conseguem poupar uns euros por mês… É que se eu compro o tal lote da Delta a 20€, vocês conseguem encontrar o lote chávena da mesma marca a cerca de 11€/quilo.

Música – Álbuns essenciais (novembro 2021)

Mais uma fornada de álbuns de qualidade e calorosos para aquecer este outono gelado.

Quando já parecia ter mais ou menos o meu top 50 de álbuns bem definido, eis que aparece Adele, Houeida Hedfi, Idles, Silk Sonic, Snail Mail e Summer Walker para agitar as coisas. O que vale é que, de acordo com o que tenho visto, dezembro não vai trazer grandes surpresas, logo no máximo devo fazer o artigo para pegar em álbuns que me escaparam durante o ano.

Nos “entretantos”, fiquem com a minha seleção de novembro.

[Álbuns essenciais de outubro]

Adele – 30

Adele 30

Género: Pop/Soul

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Depois dos 19, 21 e 25, há novo landmark na carreira de Adele: 30!
Apesar do atraso, a qualidade do álbum justifica a longa espera influenciada pela pandemia.

A mezzo-soprano britânica está a crescer a olhos vistos e as temáticas que apresenta neste álbum dão-lhe uma força imensurável. É pop, sim. Mas é também tudo aquilo que o pop precisa de ser para se auto-justificar, isto é, toda a emoção que transporta consigo (que comporta o impacto de um processo de divórcio).

Liricamente falando, 30 consegue superar todos os trabalhos anteriores, contudo, é a instrumentalização dessas letras que distanciam tanto este álbum dos anteriores, tornando-o na obra-mestre da tão bem sucedida carreira de Adele.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:
> Easy On Me
> Oh My God
> Can I Get It
> I Drink Wine
> Love Is Game

Courtney Barnett – Things Take Time, Take Time

Courtney Barnett Things Take Time Take Time

Género: Indie Rock/Alt-Rock

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E se vos disser que, até na sua produção mais segura, Courtney Barnett consegue mais um álbum de qualidade exímia? Posso garantir que, apesar de Things Take Time, Take Time, “things are good, are good”.

Se estiverem à procura de um trabalho extremamente inventivo da artista, não vão encontrar uma aventura ao nível de álbuns anteriores, mas fiquem descansados que vão encontrar um repertório recheado de capítulos cativantes com o toque perfeito para o estado de espírito que procuram expor.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:
> Rae Street
> Before You Gotta Go
> Write a List of Things to Look Forward To

Curtis Harding – If Words Were Flowers

curtis harding if words were flowers

Género: Soul

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Ao contrário do que fui lendo por aí sobre este novo trabalho de Curtis Harding, ainda que concorde com a vertente mais experimental, discordo que If Words Were Flowers não seja material para conquistar novos fãs.

“If words were flowers” o mundo seria um lugar mais belo e surpreendente. Com o álbum If Words Were Flowers, o que disse anteriormente pode estar muito aproximado da realidade. Curtis limitou-se a olhar para o futuro, a fazer o que achou por bem e acerta na arte da sedução, num álbum que delicia qualquer ouvinte amante de música Soul.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:
> Hopeful
> Can’t Hide It
> Where’s The Love
> I Won’t Let You Down

Elbow – Flying Dream 1

Elbow Flying Dream 1 1

Género: Alt-Rock/Art Pop

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Uma banda que prima por quão maravilhosa é a música que produz está de regresso com mais uma produção que promete encantar todos os que tiverem coração.

Os arranjos musicais são plenos e subtis (com alguma complexidade escondida). Já as letras são aconchegantes e bonitas.

Os Elbow não são material para grandes festivais nem para eletrizar legiões de fãs. São, sim, uma banda para apreciar sentado num anfiteatro, numa viagem de emoções sem igual.

Na minha sincera opinião, 2021 ficou mais bonito com o lançamento de Flying Dream 1.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:
> Six Words
> Red Sky Radio (Baby Baby Baby)
> What I Am Without You

Gov’t Mule – Heavy Load Blues

govt mule heavy load blues

Género: Southern Rock/Blues Rock

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Heavy Lord Blues é mais uma facada bem aguçada na máxima do “já não se faz música como antigamente”, que deixo aqui para todos os velhos do restelo.

Os Gov’t Mule caminham a passos largos, mas seguros, para os 30 anos de carreira. Ainda que para uma banda tão habituada a compor música junta seja difícil falhar, nem sempre é fácil acertar. Com Heavy Lord Blues somos presenteados com uma viagem sonora gloriosa com muito sabor a Estados Unidos, recheada de faixas cruas e complexas que vão elevar o género Southern Rock, mais uma vez, ao seu pedestal máximo de poder.

Nota particular para a interpretação cheia de emoção de “Ain’t No Love In The Heart Of The City” por parte de Bobby Bland.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:
> Hole In My Soul
> Wake Up Dead
> Make It Rain
> Heavy Load
> Black Horizon

Houeida Hedfi – Fleuves de l’Âme

Houeida Hedfi Fleuves de lAme

Género: Traditional Folk/Contemporary Music

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Houeida Hedfi é uma artista tunisiana atualmente a viver em Paris e tem neste álbum a sua estreia absoluta, com uma viagem ao folk tradicional de som contemporâneo, 100% instrumental. Não há músicas representantes de uma única cultura, mas sim uma mistura de várias que soa tão plena que poderia ser encarada como verdade absoluta.

Fleuves de l’Âme é como uma caixa de chocolates sortidos, cheia de opções misteriosas com sabores muito distintos. Fugindo da metáfora, os chocolates são as oito faixas deste álbum que se estende ao longo de quase uma hora e os sabores distintos são as diferenças entre cada música.

Cada faixa recebe o seu nome tendo um rio como base, como referência à segurança encontrada no som da água corrente e ao drama sinuoso de cada composição que, por norma, começa pacificamente, antes de evoluir para um dramatismo abrangente brindado de tensão, conflito e resolução.

Vão por mim, este álbum é uma caixa de chocolates que vão querer abrir e consumir lentamente, de forma a prolongar o prazer que é entrar num mundo só vosso, com a ajuda de Fleuves de l’Âme.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:
Ainda que a minha faixa predileta absoluta seja “Envol Du Mékong”, considero todas elas magníficas e aconselho a ouvir o álbum como um todo, visto que é trabalho fruto de uma perfecionista.

IDLES – Crawler

IDLES Crawler

Género: Punk Rock/Post Punk

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Os Idles são exímios quando se discute punk e, apesar de ULTRA MONO ter ficado aquém do marketing em torno dele, com este novo álbum a banda volta a posicionar-se no lugar em que pertence.

Crawler é um álbum mais introspetivo, fugindo um bocado da norma mais selvagem da banda. Esta mudança pode não encher as medidas de alguns fãs, mas compensa por ser um trabalho mais coeso e organizado que o predecessor.

Instrospetivo ou não, o caos continua a ser patente de Idles, patente essa que confere o carácter que eleva a banda de Bristol ao nível em que está. Sejamos francos: esta nova abordagem é refrescante e a qualidade é semelhante à dos primeiros dois álbuns.

Resumindo: All hail the kings of punk rock!

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:
> MTT 420 RR
> The Wheel
> Car Crash
> The Beachland Ballroom
> Crawl!
> The End

Margo Cilker – Pohorylle

Margo Cilker Pohorylle

Género: Americana/Folk

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Uma estreia interessante para Margo Cilker, que quebra algumas barreiras em tão tenra idade dentro do género Americana puro. Refiro-me em concreto às temáticas abordadas pela artista, dado que são de um teor alguns níveis à frente do que a artista devia estar a cobrir no seu primeiro álbum.

É bom saber que algumas normas não precisam de ser cumpridas e que, apesar de Cilker ter uma visão jovem, tem uma alma velha.

Quanto à estrutura do álbum em si, não é surpreendente nem revolucionário, mas é bom e tem uma sonoridade bastante agradável e cativante.

Classificação do álbum: ★★★½

Músicas a ouvir:
> That River
> Flood Pain
> Tehaechapi

Nathaniel Rateliff and The Night Sweats – The Future

Nathaniel Rateliff and The Night Sweats The Future

Género: Folk Rock/Blues

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The Future é um álbum tão diversificado em abordagens musicais que mais parece uma coletânea. Não obstante, é um bom álbum que transparece a versatilidade e inventividade de uma banda que passou os últimos anos separada.

Não é preciso muito para deduzir que continua a haver coesão entre os seus elementos, mas se dúvida houvesse, basta saltar para a música de fecho do álbum para as dissipar.

O cerne do álbum é o Folk Rock, mas há imensos momentos em que os géneros predominantes balanceiam entre o Soul, o Gospel e Blues. Resumindo, é música para a alma!

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:
> Survivor
> Face Down In The Moment
> What If
> Love Don’t

Silk Sonic – An Evening With Silk Sonic

Silk Sonic An Evening With Silk Sonic

Género: Funk/Soul

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Este álbum é genial pelo simples facto de ter sido extremamente bem arquitetado. Anderson .Paak e Bruno Mars são mestres na sua arte com uma ligação forte ao R&B, soul e funk, sendo que originalmente o género predominante de ambos seja o Rap e Pop, respetivamente. Essa mestria deixava um bom presságio quando o nome Silk Sonic veio à baila e os seus intervenientes foram revelados.

A química entre Paak e Mars é algo digno de ser ver neste primeiro álbum em conjunto, magia pura! E ainda que a base da fórmula seguida pelo duo não seja uma grande novidade, visto que se suporta em sonoridades dos anos 70, a inventividade do duo é inegável.

Juntando a aparente diversão proveniente deste trabalho conjunto, temos um álbum com os ingredientes certos para o sucesso. O melhor é que, no fim do dia, há proveito partilhado, pois Mars consegue o melhor álbum da sua carreira e Paak aumenta o seu leque de géneros.

Relação de win-win num álbum brilhante, não é todos os dias que acontece.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:
> Leave The Door Open
> After Last Night (ft. Thundercat & Bootsy Collins)
> Smoking Out The Window
> Skate

Snail Mail – Valentine

Snail Mail Valentine

Género: Indie Rock

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Há três anos, com apenas 18 anos, Lindsey Jordan estreou-se no indie rock de mansinho com Lush e o sucesso foi imediato. Integrou inclusive o meu Top 100 de melhores músicas de 2018 com “Pristine”. Em 2021, volta a surpreender com um álbum que vai muito além da suposta maturidade da artista norte-americana para a sua idade, tal é a confiança e certeza que passa através da sua música.

Após as primeiras reproduções, o aspeto emocional do álbum passa repentinamente do confortável para genuíno e preciso, prendendo-se essencialmente com assuntos do coração.

O conceito está lá, bem como a destreza em tornar uma simples emoção num produto final tão agradável, intenso e com tanta atenção ao detalhe lírico.

Jordan está alguns níveis acima da concorrência dentro da sua faixa etária, e Valentine é uma prova viva disso.

Classificação do álbum: ★★★★★

Músicas a ouvir:
> Valentine
> Ben Franklin
> Forever (Sailing)
> Madonna
> Glory

Summer Walker – Still Over It

Summer Walker Still Over It

Género: R&B

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O R&B está a explodir novamente graças à nova escola que cresceu a ouvir os clássico da viragem do milénio e há todo um novo estofo porque, apesar dessa ligação com os clássicos, é uma geração que cresceu com outra vivências, logo a abordagem ao género acaba por ser diferente e traz algo fresco para a equação.

Still Not Over it é o segundo álbum de Summer Walker e está extremamente bem conseguido, mantendo a consistência do álbum de estreia. Para além de Summer Walker ser uma storyteller excitante, é bastante honesta ao longo das suas letras introspetivas, tornando mais fácil a missão de cativar os seus ouvintes.

Como se não bastasse, Still Not Over traz uma série de colaborações de luxo que puxaram este álbum ainda mais para cima. Apesar de se estender ao longo de mais de uma hora, a vibe é fantástica, dando a sensação que cada minuto a ouvir este álbum é bem empregue e que este parece mais curto do que é, na realidade.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:
> Ex For A Reason (ft. JT from the City Girls)
> No Love (ft. SZA)
> Unloyal (Ari Lennox)
> Closure
> Toxic (ft. Lil Durk)
> Dat Right There (ft. Pharrell Williams & The Neptunes)

Testes antigénio comparticipados já podem ser realizados nas unidades SYNLAB

Recorde-se que o SNS possibilita a realização de quatro testes gratuitos por mês a todos os cidadãos.

Quem decidiu não vacinar-se ou tem de obrigatoriamente apresentar um teste negativo para ir a um estádio de futebol ou outro tipo de eventos, saberá que não tem sido propriamente fácil conseguir vaga nas farmácias que realizam testes de antigénio comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Ora, de modo a ajudar, a SYNLAB anunciou esta semana que os utentes que queiram usufruir de testes antigénio comparticipados pelo SNS já podem fazê-lo nas várias unidades da empresa.

Para usufruírem da comparticipação do SNS, deverão apresentar o número nacional de utente e preencher a Declaração de Compromisso de Honra, disponibilizada na unidade SYNLAB. O resultado dos testes de antigénio é comunicado ao utente entre 15 a 30 minutos.

Recorde-se que o SNS possibilita a realização de quatro testes gratuitos por mês a todos os cidadãos.

Mudar o óleo do carro numa oficina Órbita da Cepsa dá direito a um vale de 15€ Amazon

Os 15€ terão de ser usados na Amazon ES.

Até ao dia 24 de dezembro, a rede de oficinas Órbita da Cepsa oferece um cupão da Amazon no valor de 15€ a todos os clientes que fizerem a muda do óleo do carro com um lubrificante Cepsa.

Para participar, basta mudar o óleo do carro com um lubrificante Cepsa numa das 33 oficinas Órbita da Cepsa e preencher o formulário online com o código do cupão recebido na oficina. O voucher para descontar na Amazon será enviado por email.

Diz a Cepsa que, “nas oficinas Órbita, os clientes podem contar com produtos de excelente qualidade e tecnologia avançada para a muda de óleo, nomeadamente a gama XTAR, que garantem um excelente funcionamento do veículo”.

Atenção que esta promoção é limitada a 500 vouchers, logo terão de ser rápidos, sendo que cada cliente só terá direito a um único vale. Os 15€ deverão ser utilizados na Amazon ES.

Phenix começou finalmente a evitar o desperdício alimentar em mais pontos do país

Setúbal, Pinhal Novo, Moita, Barreiro, Amora, Alcochete, Charneca da Caparica e Almada são algumas das novas localizações.

Antes da conhecida Too Good To Go se ter tornado a app mais utilizada em Portugal no que ao combate ao desperdício alimentar diz respeito, já existia uma outra aplicação que, de forma algo mais tímida, se ia dando a conhecer: Phenix.

Na verdade, a Phenix assinalou recentemente o 5º aniversário da sua entrada no mercado português. Sim, a aplicação chegou a Portugal em 2016 com um programa de conversão de excedentes de grandes superfícies comerciais em doações a instituições particulares de solidariedade social, que apoiam indivíduos e famílias em situação de carência.

Porém, foi somente em 2019 que a Phenix expandiu a sua atividade, com o lançamento da Phenix app, uma aplicação anti-desperdício que permite que a comunidade adquira alimentos e refeições excedentes de estabelecimentos comerciais de todas as dimensões, mas a um preço reduzido. E é nesta vertente mais virada para os consumidores na qual nos iremos focar.

A Phenix app estava, até aqui, disponível nas regiões da Grande Lisboa e Grande Porto, Braga e Aveiro, o que revela uma pouca expressividade pelo resto do país. Já esta semana reparámos que a aplicação começou a ficar disponível em várias outras localizações, como Setúbal, Pinhal Novo, Moita, Barreiro, Amora, Alcochete, Charneca da Caparica e Almada.

Por enquanto, e no que a estas novas localizações diz respeito, existe apenas um ou outro espaço em cada zona. Em Setúbal surge a SecretDoughnuts e Churrasqueira Calito; no Barreiro temos o Aromas e Sabores; em Alcochete surge o Restaurante Alternativa; há também o Mar da Charneca na Charneca da Caparica; e spots como o Marelle Snack Bar e Hussel em Almada. Convém dizer que são tudo espaços que já estavam presentes na Too Good To Go.

Aqui do nosso lado, como estamos em Setúbal, já reservámos um cabaz da SecretDoughnuts. O preço? 3,95€, somente 0,04€ a menos que o preço praticado na Too Good To Go.

No entanto, a Phenix app não parece funcionar a 100% para estas novas localizações. Para que fiquemos alertados de novos “cabazes”, basta que selecionemos os spots desejados e cliquemos no símbolo do coração. A partir daí, a app irá notificar quando der para salvar comida.

Contudo, assim que vimos a disponibilização de um cabaz da SecretDoughnuts, com a app a indicar isso mesmo, entrámos na página deste estabelecimento em Setúbal. Mas afinal, a Phenix mostrava que não existiam cabazes disponíveis.

É um bocado confuso, na verdade, como podem ver na galeria aqui em cima. A app indica a disponibilidade para um cabaz, mas afinal, ao entrar na página, dava-nos a indicação de “cabazes disponíveis na segunda-feira às 00h01”. Porém, cerca de 50 minutos após esse alerta, lá surgiu um cabaz disponível para reservar (entretanto tentámos levantar o cabaz e foi-nos dito que ficou um registo por fazer e que a informação não devia aparecer na Phenix, o que de certa forma sugere um certo amadorismo por parte da app).

Outra coisa estranha, e ainda dando como exemplo a cidade de Setúbal, é que a preferência parece estar a ser dada à Too Good To Go. Na Churrasqueira Calito, ao dia de hoje (11 de dezembro), diz que os cabazes estarão disponíveis na próxima sexta-feira, dia 17 de dezembro, por volta das 7h. Contudo, na app Too Good To Go, temos a indicação de que, hoje, às 09h39, foi vendida uma Magic Box deste estabelecimento.

Convém realçar que a Churrasqueira Calito está aberta todos os dias, logo a informação indicada pela Phenix, de que só terá cabazes disponíveis daqui na próxima semana, não parece ser muito abonatório para o combate ao desperdício alimentar.

De resto, e se quiserem ganhar 2€ em pontos após a vossa primeira compra, basta que sigam o nosso link e insiram o código dqI5AQ4W.

Sines entre os 15 maiores portos europeus de contentores

Já em 2020, o Porto de Sines foi o segundo porto europeu que mais cresceu.

O Porto de Sines integra o Top 15 dos maiores portos europeus de contentores, de acordo com a análise do especialista Theo Notteboom, da PortEconomics. A mesma publicação destaca que, nos primeiros nove meses deste ano, o Porto de Sines cresceu 22,5% no tráfego de contentores, classificando-se nos três primeiros lugares dos portos europeus que mais cresceram.

Esta classificação no ranking dos maiores portos da União Europeia revela que o porto e toda a sua comunidade portuária, apesar do contexto pandémico, mostraram uma grande capacidade de resposta, garantindo um aumento na movimentação e consolidando a sua posição como líder nacional em volume de carga.

Importa destacar que esta performance decorreu em simultâneo com as obras de ampliação do Terminal XXI que estão em curso e que, no final do projeto, permitirão duplicar a capacidade de movimentação anual para 4,1 milhões de TEU.

O mesmo especialista recorda ainda que, em 2020, o Porto de Sines foi o segundo porto europeu que mais cresceu, com mais 13% de movimentação de contentores, num ano em que a muitos dos principais portos europeus assinalam reduções da movimentação neste segmento.

O “Adeus” a The Expanse com o elenco da série

A sexta e última temporada de The Expanse já estreou no Prime Video, serviço de streaming da Amazon.

Texto por: Graça Pacheco

Dias antes da estreia da sexta temporada de The Expanse, o Echo Boomer entrevistou alguns dos principais nomes de culto do seu elenco. Participámos na roundtable com vários atores e, da conversa com os entrevistados, ressalta o facto de todos terem um pensamento comum quanto aos objetivos da série e ao que foi alcançado.

Para começar, é espantoso como uma produção desta envergadura consegue ser tão bem sucedida ao reunir atores das mais diversas origens, sem comprometer a coesão do projeto – Canadá (Cara Gee), Estados Unidos (Wes Chatam), Inglaterra (Dominique Tipper), Nova Zelândia (Frankie Adams), Irão (Shoreh Aghdashloo), para citar apenas alguns exemplos.

Começámos, como não poderia deixar de ser, por Steven Strait, que assume sem rodeios a riqueza do seu personagem (James Holden), ao sublinhar que não se trata de um herói de plástico, como tantos outros, mas sim de um protagonista de carne e osso que desafia as leis da violência e da intolerância e que levou a esta série, justamente, o que ela tem de melhor: o inesperado. Daí, não podíamos deixar de perguntar a Dominique Tipper como é que essa virtude se materializou para a sua personagem, Naomi Nagata, que teve de assumir a morte do seu próprio filho: “Não há finais felizes em The Expanse”, admite. “Os desafios são bem reais e, a prová-lo, está o facto de a minha personagem ter tomado a decisão mais difícil que alguém pode imaginar”.

Ainda assim, para a atriz, mais desafiante ainda foi ter visto a série chegar ao fim depois de tantos anos a trabalhar e a conviver com todos aqueles a quem se afeiçoou. “Mas não acham que a temporada terminou um pouco abruptamente?”, perguntámos nós a Wes Chatam (Amos) e Nadine Nicole (Clarissa Mao). Ambos salientaram a sua noção profundamente épica acerca desta ficção, referindo que a adaptação de outros livros ao ecrã não está posta de parte e que a série não faz mais do que retratar o mistério insondável de um cosmos em contínua expansão (daí o nome The Expanse).

Por outro lado, e num jeito bem simpático e tranquilo, o ator que veste a pele do duro Amos não deixou de assinalar o progresso incrível da sua personagem e a sua longa caminhada de auto-conhecimento. E afinal não é isso o que procuramos todos? Com Shoreh, por sua vez, chega-se a ter a sensação de estarmos a conversar na mesma sala, à beira de uma chávena de chá. A atriz salientou o afã das filmagens em Toronto: “Por vezes, chegava a sentir solidão”, afirma, na sua pose elegante e afável, ao recordar as medidas de isolamento impostas pela Covid-19 e que tornaram vulgares as reuniões via Zoom, estratégia adotada pelos membros da equipa para poderem comunicarem entre si. A este propósito, deixou-nos esta confidência genuína e curiosa: “No meu camarote, em geral, há sempre um espelho. Então, havia ocasiões em que me sobressaltava ao ver o meu próprio reflexo: ‘Quem é aquela? Está aqui mais alguém para além de mim?”. Rimo-nos, mas trata-se precisamente de uma ideia que Cara Gee não deixou de lado, ao lembrar uma Camina Drummer que se sente extremamente sozinha num universo vasto e vazio.

Por fim, entre estas e outras interessantíssimas observações, uma das que mais ressalta é a de um Keon Alexander (Marco Inaros) caloroso e expressivo (e sem nada de vilão), quando questionado sobre a complexidade da sua personagem. Afirma sem rodeios que “podemos encontrar inúmeros exemplos de figuras sombrias que emergiram num determinado momento histórico”; e, nisto, refere o colonialismo, um fenómeno que acaba por ser bastante retratado nesta ficção, com todas as suas nefastas consequências.

Haveria muito mais a perguntar e a dizer. Em todo o caso, aqueles que deram rosto a uma das mais bem sucedidas séries de ficção científica partilharam connosco o que já há muito sabemos: The Expanse terá sempre um lugar especial na história do género, graças à sua originalidade mas, principalmente, graças a um elenco talentoso e genuíno que se entregou inteiramente a esse grande desafio.

A temporada final de The Expanse já pode ser vista no Prime Video da Amazon, juntamente com a restante série.

Setúbal e Vila Nova de Gaia vão ter alguns novos apartamentos com rendas acessíveis

Ainda deve é demorar até ficarem prontos.

O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) lançou, no dia 2 de dezembro, dois concursos para Promoções Público Comunitárias em Setúbal e em Vila Nova de Gaia.

Os concursos têm em vista a cedência do direito de superfície de terrenos destinados a Promoção Público-Comunitária para construção de habitações de custos controlados a atribuir em regime de arrendamento acessível nestes dois municípios.

A concurso estão dois terrenos urbanizados, propriedade do Instituto, já abrangidos por alvará de loteamento e definidos os parâmetros urbanísticos.

Na imagem do lado esquerdo podem ver um dos terrenos. Diz respeito a um terreno urbano com a área de 2.393 m2, sito na Bela Vista, em Setúbal. Este lote em questão destina-se à implantação de um edifício multifamiliar, de cave, rés-do-chão e quatro andares, com uma área de implantação de 1.520 m2 e área de construção de 5.625 m2 para habitação em cinco pisos, a que acresce uma cave destinada a estacionamento.

Já a imagem do lado direito diz respeito a um terreno urbano com a área de 3.272 m2, sito na Quinta da Belavista, em Vila Nova de Gaia. O lote em questão destina-se à implantação de um edifício multifamiliar, de cave, rés-do-chão e quatro andares, com uma área de implantação de 3.272 m2 e área de construção de 8.712 m2 para habitação em cinco pisos, a que acresce uma cave destinada a estacionamento.

A descrição sobre cada um dos concursos poderá ser consultada aqui (Setúbal) e aqui (Vila Nova de Gaia).

As candidaturas são limitadas por prévia qualificação e estarão abertas até 31 de janeiro. Dirigem-se às entidades do terceiro setor, às quais o IHRU, através destes contratos de Promoção Público-Comunitária, cederá o direito de superfície do terreno para a construção de Habitação a Custos Controlados destinada a arrendamento acessível.

A Plague Tale: Requiem recebe o primeiro trailer de jogabilidade

Hugo e Amicia exploram um mundo negro na sequela do aclamado jogo narrativo.

A sequela de A Plague Tale: Innocence prepara-se para chegar em breve. E para ficarmos a conhecer um pouco do que nos reserva, a Focus Entertainment levou até ao The Game Awards o primeiro trecho de jogabilidade de A Plague Tale: Requiem em forma de trailer.

Mais negro, mas também mais bonito. É assim que se apresenta A Plague Tale: Requiem, um jogo desenhado para a nova geração de plataformas e que vai contar com mais ação, a julgar pelas habilidades de Amicia e os poderes de Hugo.

A história e as suas jornadas ainda não são muito conhecidas, mas estão prometidos muitos ratos para esta experiência que vai chegar ao PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e ao Xbox Game Pass no dia de lançamento.

Viaja até ao Matrix com a nova demonstração do Unreal Engine 5

The Matrix Awakens é uma demonstração técnica obrigatória na vossa PlayStation 5 ou Xbox Series X|S.

Lançada durante os The Game Awards, The Matrix Awakens é uma pequena janela interativa para o futuro dos videojogos. Já disponível na PlayStation 5 e Xbox Series X|S, esta demonstração técnica, suportada pelo Unreal Engine 5, surge a caminho do regresso de The Matrix ao cinema com um novo capítulo da saga, The Matrix Resurrections. Mas além da promoção do filme, o foco é um pouco diferente.

Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss apresentam a pequena demonstração questionando o que separa os jogos do cinema e como as experiências interativas podem ser uma plataforma para contar novas histórias. Isto antes de podermos pegar no comando e fazer parte do mundo do Matrix numa excitante e explosiva perseguição.

Visualmente impressionante, a demo torna-se por vezes confusa, sendo difícil separar o live-action do jogo em tempo real, revelando não só que os jogos estão cada vez mais realistas, mas também que ferramentas como o Unreal Engine 5 podem ser tão importantes como uma câmara ou um set para o desenvolvimento de novos projetos.

Com um mundo aberto para explorar e até um modo de fotografia para fazer turismo virtual, The Matrix Awakens pode ser descarregado gratuitamente na PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Há uma nova loja MEO em Oeiras sem barreiras físicas

Ou seja, está totalmente despida de montras.

A última vez que falámos de uma nova loja MEO foi no passado mês de setembro, quando a empresa inaugurou um espaço em Coimbra, no Centro Comercial Coimbra Shopping. Agora, antes de terminar o antes, sabemos da existência de um novo espaço.

A Altice Portugal colocou esta semana em funcionamento uma nova loja MEO em Oeiras, no Centro Comercial Oeiras Parque, com um novo conceito de proximidade, sem barreiras físicas entre os clientes e os profissionais de atendimento, e com condições logísticas orientadas para a experimentação, in loco, de todos os serviços e produtos em destaque no portefólio do maior operador de telecomunicações em Portugal.

A mais recente loja própria da MEO, com 90 m2, é totalmente despida de montras, muito ampla e sem qualquer balcão de atendimento a separar quem atende de quem é atendido, apresentando cinco posições de atendimento assumidas por um total de 18 profissionais especializados.

Esta nova loja está aberta todos os dias da semana, das 10h às 23h.

Suicide Squad: Kill the Justice League mostra-se em ação no novo trailer

A nova aposta da DC parece muito divertida.

Após duas revelações, a inicial e a de história, chegou a altura de ver Suicide Squad: Kill the Justice League em ação num primeiro vídeo de jogabilidade.

Focado num objetivo – eliminar Flash ou morrer a tentar -, o novo vídeo mostra a dinâmica entre personagens durante a ação do jogo, o uso de habilidades e a verdadeira natureza desta aposta, caos em mundo aberto e com muita diversão.

Apesar do seu aspeto radical e cru, Suicide Squad: Kill the Justice League aproxima-se muito do abandonado Sunset Overdrive da Insomniac Games, no que toca ao tipo de jogabilidade. Algo bastante diferente das apostas anteriores dos criadores da saga Batman: Arkham.

Para jogar a solo ou com amigos, graças às capacidades co-op, Suicide Squad: Kill the Justice League tem data de lançamento prevista já para 2022, numa data ainda por anunciar, no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Horizon Forbidden West revela novas criaturas no seu curto trailer

A sequela de Horizon continua com um aspeto espetacular.

Recentemente tivemos uma atualização de desenvolvimento sobre a jogabilidade de Horizon Forbidden West, o próximo grande exclusivo PlayStation, com lançamento marcado para fevereiro de 2022. Agora, em celebração dos The Game Awards, a Guerrilla revelou um novo olhar ao jogo com foco nas criaturas.

Num breve trailer, de edição rápida, Horizon Forbidden West revela assim um novo elenco de criaturas robóticas que Aloy irá encontrar na sua próxima aventura em novos locais espalhados pelo mundo.

O novo jogo continua a abraçar a fauna pré-histórica como inspiração, com dinossauros e mamutes, mas no pequeno vídeo existem também criaturas do espetro fantástico, como tartarugas e cobras gigantes altamente detalhados.

As novas ameaças prometem chegar de todos os tamanhos e feitios e iremos conhecê-las em maior detalhe quando Horizon Forbidden West for lançado na PlayStation 4 e PlayStation 5 a 18 de fevereiro do próximo ano.

The Expanse recebe um novo jogo da Telltale

A nova aventura será desenvolvida com a ajuda dos produtores de Life Is Strange: True Colors.

The Expanse: A Telltale Series é a nova aposta no universo de The Expanse, que recebeu esta semana a sua última série adaptada dos aclamados livros de ficção científica.

Revelado durante os The Game Awards, The Expanse: A Telltale Series traz de volta a Telltale, numa produção conjunta com a Deck Nine, o estúdio responsável pelo aclamado Life Is Strange: True Colors, lançado este ano.

O jogo será baseado na série live-action da Amazon, numa prequela focada em Camina Drummer, uma das protagonistas da série. Como outros jogos do género, será uma aventura narrativa com poder de decisão ativo dos jogadores, onde as suas escolhas definem os eventos da sua história.

Apesar da revelação, o jogo está numa fase de desenvolvimento inicial e ainda não tem data de lançamento, mas tem lançamento previsto para o PC e consolas atuais.

Final Fantasy 7 Remake vai chegar finalmente ao PC

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Depois da PlayStation, o ambicioso remake de Final Fantasy 7 aterra na sua melhor forma no PC.

Este ano, Final Fantasy 7 Remake foi novamente lançado com a versão Intergrade, otimizado para a PlayStation 5. Como já era previsto, o aclamado jogo seria um exclusivo temporário na máquina da Sony… e tem finalmente um novo alvo.

No dia 16 de dezembro, através da Epic Games Store, os jogadores de PC poderão revisitar Midgar nesta revisão de Final Fantasy 7, com Final Fantasy 7 Remake Intergrade, a versão definitiva da primeira parte desta aventura, que inclui a expansão Intermission, onde os jogadores podem conhecer mais uma personagem para além de Cloud e companhia, a jovem Yuffie.

Detalhes sobre outras versões do jogo não são conhecidas, o que leva a crer que, para já, Final Fantasy 7 Remake Intergrade no PC será um exclusivo da Epic Games.

Tails e Knuckles apresentam-se no trailer de Sonic The Hedgehog 2

Sonic e companhia estão de regresso ao grande ecrã.

Depois de uma estreia de sucesso, está para breve a inevitável sequela de Sonic The Hedgehog. Aproveitando os The Game Awards, tivemos a oportunidade de espreitar a próxima aventura do ouriço azul mais rápido do planeta, com o trailer de Sonic The Hedgehog 2.

Tails, com a voz de Colleen O’Shaughnessey, junta-se finalmente a Sonic, com o seu avião vermelho, num filme que volta a contar com Ben Schwartz na voz de Sonic e Jim Carrey no papel do seu vilão, Dr. Robotnik. Esta é também a primeira vez que vemos Knuckles em ação, com a voz de Idris Elba.

Depois de uma primeira impressão muito dúbia do primeiro trailer do filme anterior, Sonic The Hedgehog 2 apresenta-se mais confiante, com um design das personagens muito mais adorável e na linha daquilo que acabou por ser o primeiro filme.

Sonic The Hedgehog 2 estreia nos cinemas na primavera de 2022.

Hellblade 2 mostra-se num incrível vídeo de jogabilidade

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Ainda sem data, Senua’s Saga: Hellblade II mostra como será a sua experiência cinemática.

Depois de impressionar o mundo há dois anos com um teaser de revelação, Hellblade 2 voltou a dar sinais de vida no The Game Awards com um olhar mais a fundo, in-game, com destaque na sua jogabilidade cinemática imersiva.

No vídeo, acompanhamos Senua e um grupo de caçadores para derrubar um gigante numa cave, enquanto a protagonista é assombrada pelas suas vozes internas. É um segmento relativamente pequeno, mas altamente impressionante, que nos faz questionar várias vezes se o que estamos a ver é realmente um jogo. Algo que se nota aparentemente apenas em pequenos artefactos visuais e pelo trabalho de camara dinâmica, muito semelhante à perspetiva over the shoulder do primeiro jogo.

Novamente desenvolvido pela Ninja Theory, que agora faz parte dos estúdios da Xbox, Senua’s Saga: Hellblade II ainda não tem uma data de lançamento, mas, quando chegar, será aos PCs e consolas Xbox Series X|S, com lançamento de dia 1 no Xbox Game Pass.