Yescapa. Chega a Portugal a “Airbnb de autocaravanas”

Considerado o melhor destino do mundo em 2017, Portugal é o local de férias predileto para muitos turistas. É também o país mais procurado na plataforma Yescapa, que se dedica ao aluguer de autocaravanas entre particulares do mundo inteiro, e que acaba de chegar a Portugal.

Está a chegar a segunda edição do Dão Invicto

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A Alfândega do Porto abre as portas, nos dias 29 e 30 de junho, das 15h às 21h, à 2ª edição do Dão Invicto – Mostra de Vinhos e Iguarias.

Brunch Electronik – In the Park já tem cartaz fechado

O Brunch Electronik – In The Park traz-nos outra novidade através da parceria com o NEOPOP.

Depois de duas temporadas incríveis em 2016 e 2017, o Brunch Electronik – In The Park está de volta de 29 de julho a 16 de setembro, à Lagoa Branca na Tapada da Ajuda, entre as 14h e as 22h, para animar as tardes de domingo deste Verão.

Mantendo a linha dos anos anteriores, o Brunch Electronik – In The Park procura abrir o espetro musical dentro da electrónica, com uma viagem musical que começa no mais energético techno de Paul Kalkbrenner, com paragem obrigatória no mais puro techno de Dave Clarke e Amelie Lens, passando pelo Afropolitan House de Black Coffee e terminando no irreverente underground electronic de Seth Troxler.

Estes são alguns dos artistas que juntamente com Agoria, Dj Vibe, Da Capo, Dekmantel Soundsystem, DJ Tennis, ENOO NAPA, Farrago, John Digweed, Fairmont, MAFALDA, Motor City Drum Ensemble, Palms Trax, PEREL Live, TIGA, VITALIC e muitos mais, farão deste Brunch Electronik – In The Park um evento incrível.

O Brunch Electronik – In The Park traz-nos outra novidade através da parceria com o NEOPOP, um dos festivais de música electrónica mais respeitados do país, para amplificar a experiência dos Brunchers neste ano.

Além disso, e porque a experiência quer-se cada vez melhor, o Brunch terá uma nova entrada no recinto, pelo portão do Pólo Universitário da Ajuda (GPS 38.713900, -9.192897) que permitirá uma maior fluidez na entrada do recinto e uma área de estacionamento com mais de 600 lugares, mais segura e acessível.

Espumante Bairrada garante 9 mil euros ao Centro de Acção Social do Santuário de Fátima

A receita da venda da edição especial do espumante Bairrada “1917-2017 Centenário das Aparições de Fátima” reverteu o valor de €9.228,30, entregue na íntegra no passado dia 25 de junho de 2018, ao Centro de Acção Social do Santuário de Fátima.

Linha Vermelha com mais 100% de movimento no fim de semana do Rock in Rio

O Metropolitano de Lisboa, no âmbito da parceria com a organização do Rock in Rio-Lisboa 2018, reforçou a sua oferta em todas as linhas nos dias do evento, tendo registado no passado fim-de-semana, os dois primeiros dias do festival, um aumento de 100% de movimento na linha vermelha.

Uber: queixas aumentaram 112%

O Portal da Queixa analisou as reclamações dirigidas às duas principais empresas de transporte de passageiros em veículos ligeiros do país – Táxi e Uber – e verificou que, a Uber registou, nos primeiros cinco meses de 2018, um aumento significativo das queixas, comparativamente com o período homólogo.

Mais de 20 mil refeições vendidas no primeiro fim-de-semana no Time Out Market Rock in Rio

O balanço do primeiro fim-de-semana do festival Rock in Rio-Lisboa foi bastante positivo para o Time Out Market. Em dois dias de festival foram vendidas mais de 20 mil refeições naquele que é o primeiro mercado pop-up de alta cozinha de um festival de música.

NOS Primavera Sound 2018 | Dia 2: Muito girl power e a dureza do hip hop

Segundo dia, sexta. Felizmente a chuva teimava em não cair no NOS Primavera Sound e o pouco sol até apelava à pele. Depois de passar pelo indie de Amen Dunes logo à entrada, tempo de sentar um pouco na relva, no topo da colina a descer para o Palco NOS, e ver como se portavam uns tais de IDLES, dos quais já se ouvia o ruído à distância. E que bela surpresa para começar o dia, que não durou muito para que o pé começasse a dar de si, a seguir o ritmo da música.

Não há maneira suave de o dizer e a contínua prestação – perdão, devastação – da banda só o comprovaria: post-punk com tomates, bem punk na atitude, por vezes a roçar o noise – ora não mencionassem até Steve Albini e os seus Shellac, prontos a tocar horas mais tarde.

Muita garra, bem in your face, com membros da banda a percorrerem a plataforma de extensão ao palco principal, a rebolarem no chão, a tocarem junto ao público, a demonstrarem aquela boa disposição grosseira mas afável quase de um hooligan, e até a fazerem uma cover de “All I Want For Christmas Is You” de Mariah Carey – sim, leram bem – bem avacalhada. Que mais há a dizer?

Próxima paragem no palco ao lado, no Super Bock, para ver os Zeal & Ardor, uma das bandas que seria, à partida, não necessariamente difícil de descrever o som, mas sim de dar a entender o quão bem poderia essa combinação estilística funcionar. Black metal com gospel pode não parecer a mistura mais atrativa, mas a verdade é que se a banda já conseguiu um equilíbrio interessante com o disco de estreia – Devil Is Fine, do qual a faixa homónima (e o seu vídeo) exemplifica o que se concretizaria se escravos afro-americanos venerassem antes o Diabo –, o seu novo Stranger Fruit vinca ainda mais essa junção das diferenças de uma forma notável.

De vozes melódicas e cânticos gospel, avançados pelo vocalista e guitarrista Manuel Gagneux e reforçados pelos seus dois vocalistas de apoio, a riffs de black metal pontualmente acompanhados por um ou outro grito, não deixa de estruturalmente alcançar também influências tão dispares como o blues, regado quiçá de soul, sem negar algum post-metal mas sem que a experiência fique um avant-garde inalcançável. Pelo contrário, o som foi até capaz de estimular a curiosidade de uma multidão que, sem subestimar a componente mais pesada, se deixou levar pela novidade. Para quem não conhecia ou queria comprovar ao vivo o valor, ficou certamente um nome a reter.

De volta ao NOS, seria altura de The Breeders, banda rock alternativo de Kim Deal, uma das fundadoras dos Pixies, e a sua irmã gémea, Kelley Deal. O já mencionado Steve Albini chegara a gravar-lhes Pod, em 1990, como bem relembraram ao público, no entanto, mesmo que se movam pelos meandros de uns Dinosaur Jr. ou uns Sonic Youth, não se sentiu garra para lhes redescobrir muito mais – talvez também pela diferença do que haviam sido os concertos anteriores. Deu para relembrar “Cannonball”, talvez a sua música mais conhecida, e fechar a loja.

De volta aos conflitos de horários e por três razões bem distintas: Grizzly Bear no Palco SEAT, Shellac no Super Bock e Ibeyi no Pitchfork, tudo sensivelmente ao mesmo tempo.

Na busca por uma refeição, deu para escutar ao longe o folk rock dos primeiros, não desfazendo. Os segundos, banda residente do NOS Primavera, ficaram logo de parte, mas não porque não valha a pena repetir a dose. Ainda assim, impôs-se a vontade de descoberta ao que fora recomendado, permitindo também que o palco Pitchfork, anterior ATP, fizesse das suas: maravilhar a mostrar bandas talvez menos badaladas. E que bem jogado que viria a ser.

As Ibeyi são as irmãs gémeas não idênticas Lisa-Kaindé Díaz e Naomi Díaz, filhas do percussionista cubano “Anga” Díaz (Buena Vista Social Club), e o nome do projeto, como as próprias diriam, significa “gémeos” em ioruba, língua (e cultura) africana da qual têm raízes e vão buscar influência para a sua música. Adicione-se ainda cantar também em inglês, francês e espanhol, aos ritmos afro-cubanos numa mescla de electrónica downtempo com R&B, e temos o caldo mais ou menos composto.

Na realidade, torna-se bem mais simples de entender quando vemos a absoluta energia, carregada de “girl power”, a brotar do palco, ao ponto de contagiar tudo e todos. Dos ritmos quase tribais de “Away Away” à sample em busca de igualdade de Michelle Obama em “No Man Is Big Enough For My Arms”, atiçaram e agarraram as vozes da plateia até não as largar mais. Quando chega “Deathless”, e depois de inúmeras repetições do refrão, já não havia quem não cantasse “whatever happens/whatever happens/we are deathless/we are deathless” – chegando a repetir-se o feito já depois de “Me Voy” e “River”, na despedida em jeito de encore. Se somos realmente imortais, aconteça o que acontecer, são outras divagações, mas que por momentos o que começou naquelas duas vozes ecoou no âmago de imensos corações, não ficaram dúvidas.

No compasso de espera para nos aproximarmos das linhas da frente do palco NOS, para observar a chegada de Vince Staples, ouvimos ao longe “The End Of Radio” de Shellac no palco ao lado, e imaginando o já usual processo contínuo e demorado de desmontar (ou destruir) uma bateria ao longo de uma música que repete a sua pequena cadência ao longo de quase dez minutos, não imaginaríamos que, à sua maneira, até conseguiu ser uma boa analogia para o que estaríamos prestes a ver. É que o rapper americano, de North (Norf?) Long Beach, Califórnia, é também ele uma desconstrução do que o mundo do hip hop tem para oferecer, aliando o seu constante flow de ritmos orelhudos e versos a suscitar a repetição às batidas que chegam a ser uma readaptação da música dance e electrónica.

Só por tamanha frescura se explica que quem ao segundo álbum, Big Fish Theory (2017), tivesse tanta gente sequiosa da sua música e até a saber as letras além dos famigerados hooks de uma “Big Fish” (“I was late night ballin’/countin’ up hundreds by the thousand“) ou de “Norf Norf”, do registo anterior “Summertime ‘06″ (2015) – isto comparativamente a quem o tenha conhecido, por exemplo, pela banda sonora do filme Black Panther, da qual chegou a apresentar a sua “Opps”, ou até pelo universo dos Gorillaz, através de “Ascension”.

Vestido de escuro e com um colete à prova de bala, percorreu todo o palco sem que este lhe parecesse demais, enquanto vários enormes ecrãs passavam em loop trechos de vídeos que tinham sempre um propósito crítico, cirurgicamente colocados e alterados ao longo da performance. Em jeito de contemplação, mas sempre sério, prostrou-se até de cócoras na extensão de palco pela multidão adentro, enquanto observava as reações efusivas – terá sido tão apanhado de surpresa quanto nós? Para o fim, “Yeah Right”, com a sua batida meio quebrada, a garantir que voltava a não precisar do featuring de Kung Fu Kenny para nos sovar a todos.

Sem tempo a perder, ainda deu para rapidamente ir ao palco Pitchfork espreitar a insanidade que é ver Thundercat ao vivo. Stephen “Thundercat” Bruner, Dennis Hamm e Justin Brown. Três músicos, baixo, teclados e bateria, histórias sobre gatos e mil notas por segundo entre harmonias e ritmos de contornos bem jazz, ora mais funk ora mais psicadélico. Entre o que quase pareciam batalhas entre instrumentos, chegou a ser complicado seguir apenas um só músico, tal é o virtuosismo que nos puxa e empurra entre os três. Não fosse um certo concerto estar a começar num palco ao lado, a restante viagem teria sido muito bem-vinda.

No palco SEAT, Fever Ray – ou antes Karin Dreijer, metade dos The Knife – subia ao palco, envergando uma t-shirt onde se lia “I <3 Swedish Girls” (eu amo raparigas suecas), com a referida nacionalidade cortada com um X. Será que a devida leitura é que seriam não apenas as suecas mas todas? O facto de se mostrar em palco com uma banda composta por mais seis mulheres responderia em parte, com um claro teor feminista a evidenciar, não fosse, no entanto, sublinhado por toda uma parada que roçava o excêntrico com o bizarro: todas elas com vestimentas no mínimo peculiares, com a vocalista de maquilhagem esborratada e as suas duas vozes de apoio dividias entre um fato de músculos falsos e um exuberante casaco. E isto era apenas visualmente parte do encanto, nas suas mensagens críticas carregadas de ironia.

Se quem vos escreve é um confesso fã do trabalho homónimo de 2009, com a sua eletrónica densa e algo carregada, alegremente também vos diz que – aparte de “If I Had A Heart”, que se manteve muito próximo do original – todas as músicas daí provenientes, como “When I Grow Up”, “Triangle Walks” e “I’m Not Done”, ganharam uma nova dinâmica, bem mais dançável e carregadas de ritmos nestas adaptações ao vivo, mais próximas das restantes do último álbum Plunge (2017). De “This Country”, a “To The Moon And Back” até “IDK About You”, todas ofereceram um misto de teatralidade com a vontade de dançar, num concerto que certamente primou pela diferença a todos os níveis.

Chegávamos ao último concerto do dia no NOS, e A$AP Rocky já estava a debitar “A$AP Forever”, single com sample de Moby, do seu fresquíssimo Testing, seguido de um apelo fraterno com “Kids Turned Out Fine”, enquanto no palco se via uma cabeça gigante, muito crash test dummy, e iam passando vídeos numa enorme tela, por vezes a complementar com letras. Não deixa de ser curioso ver um dos ícones do hip hop americano atual a ostentar – além de um sorriso, ou grelha, bem brilhante – uma t-shirt de Def Leppard, um dos símbolos máximos do rock britânico do fim da década dos anos 70.

A verdade é que tanto foi o carisma do rapper, sempre entrosado com o público e, numa veia mais do peso, inclusivamente a pedir círculos de mosh pit que se mostraram de respeito, que se torna impossível não ir além do próprio nome do artista e estabelecer a relação que este novo rock, chamemos-lhe, representa para tanto para quem o ouve. E é legítimo que assim seja, quando os nomes dos estilos alcançam também movimentos e ideologias que os contextualizam – ser o produto de alguma derivação já é colateral. Com as músicas “L$D”, “Fuckin’ Problems” e “Wild For The Night” enroladas com êxitos da sua A$AP Mob, não pasma que esta verdadeira rock star e a sua constante interação lhe tenham valido dois soutiens arremessados da plateia.

Por fim, como já não deu para ver Unknown Mortal Orchestra, que fora ao mesmo tempo deste, e esperar por Floating Points (às 02:30) parecia distante, ficou assim consumado este segundo capítulo.

NOS Primavera Sound 2018 | Das purpurinas de Lorde à destruição de Tyler, The Creator

O início de junho no Parque da Cidade do Porto já começa a ter lugar marcado na agenda para este que é, embora o nome nos distraia disso, um verdadeiro festival zero de verão. A altura realmente ainda não é estival – este ano nem primaveril foi, com a tirada “bem se podia chamar NOS Inverno Sound…” a ser repetida pelas bocas do vento –, mas já paira no ar essa boa onda de aproveitar três dias carregados de grandes (e outros ainda não tão tanto) artistas do panorama musical atual e colecionar as imensas experiências que nos proporcionam.

Esta sétima edição do NOS Primavera Sound não viria a ser diferente no que toca a excelentes concertos e, mesmo que o tempo frio e carregado não se mostrasse cooperador, nem isso impediu que se alcançasse um novo recorde de mais de 100 mil visitantes ao longo dos três dias – números esses que, de certa maneira, também explicam como, para lá da mistura de sotaques de quem é local com quem vem de todo e qualquer canto do país, se ouviram tantas e tão variadas línguas, quiçá além Europa.

O crescimento, que se assume tão mediático quanto comercial, sentiu-se até logo à entrada, com um grandioso Palco SEAT a substituir o que em 2017 era uma mais recatada tenda – uma das bancadas com um enorme placar luminoso a fazer referência ao irmão mais velho, o Primavera Sound, onde se lia um nem sempre bem recebido “created in Barcelona” (criado em Barcelona) – e com alguns dos nomes mais sonantes do cartaz a serem distribuídos pelo mesmo, fugindo dos dois até então principais, os quase siameses Super Bock e NOS, ao fundo do parque.

Entre todos estes, espaço ainda para um novo Primavera Bits, uma isolada discoteca-armazém, de horários mais tardios, que, infelizmente, não chegámos a visitar, e mais de lado um rebatizado Pitchfork. No meio de uma tão alternada (ou alternativa) oferta, e mesmo com diversos estilos musicais considerados, complicado foi gerir os horários entre o que se queria ver e o que poderia valer a pena descobrir. Nota rápida também para a extensa representação de bancas, entre merchandise e atividades, assim como para as diversificadas zonas de comes e bebes que permitiam atestar e relaxar além dos espetáculos.

Neste primeiro dia, com toda a logística que uma vinda de Lisboa acarreta, só entrámos no recinto quando The Twilight Sad já se faziam ouvir. O indie rock dos escoceses, com tendências entre o post-punk e o shoegaze, até estava a parecer interessante, mas com a subida a palco de Rhye no palco NOS a poucos minutos de distância, ainda mais com o novo Blood a ser mostrado, estava assim tomada a escolha.

Rhye no NOS Primavera Sound 2018
Foto: Hugo Lima

Não é a primeira vez que a banda do canadiano Mike Milosh vem a Portugal, tendo até no ano passado voltado a solo lisboeta no NOS Alive, mas dá sempre gosto sentir ao vivo a sua mistura de R&B com soul, numa toada muito chill, que ganha até outra dimensão quando tocada ao vivo com um conjunto de excelentes músicos. Desde o início de “Please” a “Count To Five” e “Taste”, três dos singles do mais recente trabalho, até às já clássicas “The Fall” e “Open”, sente-se o pulsar lânguido de músicas que são feitas com emoção e à qual a envolvência se sente até de olhos fechados. Em certos temas, nota-se até alguma desconstrução de certos trechos, não que percam a sua identidade, mas antes de modo a se moldarem à adaptação quase jam session que uma apresentação ao vivo permite, num trabalho quase jazzístico onde se deixa respirar um pouco mais ou, em contrapartida, ir atrás das melodias que se cantam mesmo sem saber as letras.

A ideia teria sido partir a qualquer momento para espreitar o concerto de Father John Misty, no bem distante palco SEAT, mas dado o confirmado atraso para o início do mesmo – convenhamos, ainda bem, porque esta atuação para abrir o festival veio mesmo a calhar –, fomo-nos deixando ficar. Quando alcançámos o palco à entrada, ouvimos o desfecho de “Chateau Lobby #4 (In C For Two Virgins)”, uma das músicas que aclamou J. Tillman (afinal, é este o seu nome e o que primeiro usou para editar diversos álbuns) para a ribalta com o seu disco “I Love You, Honeybear”, de 2015, e ficámos na expetativa de como nos surpreenderia este “padre”.

Conhecido por integrar uma parafernália de projetos – por exemplo, entre o post-rock dos Saxon Shore e o indie folk dos Fleet Foxes –, a verdade é que há um cunho muito próprio na maneira como este contador de histórias expõe as suas composições indie, a vertente introspetiva da sua personagem mascarada de analogia, sempre de óculos escuros e voz afinada.

Seguir-se-iam temas do mais novo God’s Favorite Customer, como “Mr. Tillman” e “Please Don’t Die”, num espetáculo que seria impossível não frisar o magnífico trabalho de luzes em contraste com o crescente crepúsculo. Sem demais falas mas com movimentações bem expressivas, o público parecia devidamente agradado, mesmo para aqueles a quem o artista fosse novidade.

Numa tentativa de ainda apanhar um pouco de Ezra Furman no palco Super Bock, a escuta fez-se apenas por alto e bem à distância, já na preocupação de preencher os escassos minutos com uma refeição e a antecipar o que seria a enchente no palco NOS para ver Lorde – raridade essa em que, no horário da neozelandesa, apenas ela estaria a atuar. Ella Yelich-O’Connor, nome próprio da estrela pop, já se tinha estreado no Rock In Rio-Lisboa 2014, depois do imenso sucesso que foi Pure Heroine, e desta feita trazia na bagagem o novo Melodrama, mais um disco bem recebido pela crítica.

A garota de outrora continua a sua ascensão e isso é visível tanto pelo seu maior à vontade em palco, mais controlada e mais teatral, como pela postura enternecedora que consegue ter perante os fãs, muitos que vieram a ultrapassar as vicissitudes da adolescência com ela – ao mesmo tempo e, quiçá, com a sua ajuda.

Vestida com um macacão cor-de-rosa cheio de brilho e rodeada de dançarinos bem coreografados – e, por momentos, até levada em braços pelos mesmos –, foi alternando os dois discos, entre “Tennis Court”, “Buzzcut Season” e “Ribs” do primeiro e “Homemade Dynamite”, “The Louvre” e “Liability” do segundo, aproveitando, também, para uma versão de “Magnets”, original de Disclosure no qual colaborou.

Visivelmente abismada pela maneira como estava a ser recebida pelo público, foi-se desfazendo em agradecimentos sempre que podia e chegou até a ter momentos verdadeiramente íntimos com a enorme plateia, com discursos pautados pelas emoções que a assombram e a levam a compor – se foi ou não algo púbere para alguns, já fica em aberto. As já clássicas (e muito aguardadas) “Royals” e “Team” surgem na reta final, com “Green Light” a fechar bem a performance de quem se antevê em voos ainda mais altos.

Por esta altura, criava-se mais um conflito de horários: Moullinex no palco Super Bock ou Tyler, The Creator no palco SEAT. É de louvar e mais do que merecido que ao primeiro, o projeto de Luís Clara Gomes, tenha sido atribuída a oportunidade de tocar num palco principal, para que a eletrónica a transbordar disco colocasse toda uma multidão a dançar, mas a primazia seria dada à estreia do americano, esperada já com muita antecipação, ainda mais se lhe somarmos o cancelamento no Super Bock Super Rock do ano passado.

Conhecido como um dos elementos mais influentes dos Odd Future Wolf Gang Kill Them All – ou somente Odd Future para facilitar –, o jovem que editou Goblin (de 2011) aos 20 está realmente bem crescido. E não nos referimos somente aos seus quase 1,90 m: a agressividade que lhe é conhecida, mesmo que crescentemente diluída ao longo dos seus já quatro registos de longa-duração, foi mais do que palpável, tamanha foi a explosão do seu carisma, que, diga-se, não se viu nada atrapalhado com um enorme palco só para si – o DJ e hype man que o acompanhavam ficaram de lado do palco e, embora bem audíveis, não lhe retirariam nem um pouco do protagonismo.

“Where This Flower Blooms”, de Flower Boy (2017), foi o tiro de partida e colocou de imediato toda a multidão a saltar o refrão que aparecia também numa tela gigante, “I rock/I roll/I bloom/I grow”. Uma primeira aposta na parte positiva da sua quase bipolaridade, aqui entregue à expansão do crescimento pessoal, claramente em oposição com o tom de, por exemplo, “IFHY” (de Wolf, 2013) a meio do set e o seu “I fucking hate you, but I love you”.

O concerto viria até a flutuar entre estes dois eixos, com o dinamismo da ferocidade a entrosar-se perfeitamente com a maturidade dos momentos mais brandos: as novíssimas “Ziploc” e “OKRA” (singles de 2018), com o feeling quase soul da primeira e o baixo bem gravalhão da segunda, separadas pela fúria de “Deathcamp” (entre palmas, é ainda mais tenaz ao vivo) e o instante sing-along de “Boredom”, com todo o público a cantarolar “find some time, find some time to do something”.

Por esta altura o rapaz de colete refletor já nos tinha conquistado a todos, enquanto largava rimas e corria toda a plataforma, mas a festa continuaria com “Tamale”, quase dançável, e praticamente a totalidade dos temas do seu último disco, entre eles “911 / Mr. Lonely”, “Garden Shed”, “Who Dat Boy” ou “I Ain’t Got Time!”. “See You Again” ficou para a despedida, esperemos que numa não tão subtil alusão à nova paixão com o nosso país e o desejo em voltar, enquanto pensamos: Tyler, The Creator? Não, Tyler, The Destroyer.

A última ida da noite ao palco NOS estaria reservada para o pezinho de dança com o terceiro elemento dos The xx, Jamie xx. Num formato DJ set, não seria de esperar que tocasse diretamente (e apenas) material próprio, como o seu fantástico In Colour (2015), embora fosse ao longo do mesmo largando amostras e batidas daí retiradas. Sozinho em palco, apenas aconchegado por um diversificado jogo de feixes de luzes, foi tudo o que foi preciso para ir misturando diversos vinis na sua mesa e espalhando a sua eletrónica pela plateia.

Não é de admirar que a sua mestria no corta-e-cola sónico tenha vindo a ser cada vez mais reconhecida no trabalho da sua banda, tanto em estúdio como ao vivo, pois é nestas circunstâncias que nos apercebemos da facilidade com que o faz, fluindo do UK garage, para o disco, até ao house e techno, sem esquecer as pontuais remisturas – como deu para a cantoria a “Psycho Killer”de Talking Heads. Uma bela forma de acabar este primeiro dia, já bem depois da uma da manhã. O gosto (já dado a provar) pela pista de dança ainda abriu a curiosidade a ir visitar Gerd Janson e até aguardar por Motor City Drum Ensemble (marcado para as 03:00), ambos no Primavera Bits, mas a imensa fila e as horas de desgaste levaram à desistência.

Captain Spirit é a prequela de The Life Is Strange 2 que já está disponível gratuitamente!

Life is Strange está prestes a ter uma sequela. A Dontnod, criadora da série e produtora do recente Vampyranunciou esta semana a data de lançamento de Life is Strange 2, que terá o seu primeiro episódio disponível mais para o fim do ano.

Mas a grande novidade foi dada durante a E3 2018, com a revelação de The Awesome Adventures of Captain Spirit, que chegou esta semana às consolas e ao PC.

Rock in Rio-Lisboa vai transmitir o jogo de Portugal-Uruguai

Era um pedido feito por imensa gente e que acaba por ser confirmado. Afinal, a Seleção Nacional passou a fase de grupos e defronta o Uruguai no próximo sábado, num jogo a contar para os oitavos de final do Mundial de Futebol que está a decorrer na Rússia.

LG Gram 14 – Análise: não tirem os olhos do Gram

Se querem um portátil versátil, com características modernas e com bateria que dá praticamente para um dia inteiro, o LG Gram 14 será a solução.

As principais características de um ultrabook tendem a responder à procura por um dispositivo leve, versátil e com uma boa autonomia, e a LG tem trabalhado nesse sentido com a sua linha de computadores Gram, no qual se inclui o seu modelo de 2018, o LG Gram 14 (14Z980).

O seu nome é bastante explícito no que toca a uma destas características principais: este LG Gram é extremamente leve, não chegando a mil gramas.

Desenhado para parecer uma pena

As suas dimensões de 14 polegadas e a sua finura que, basicamente, só nos dá altura para as fichas, só aumentam a sua sensação de leveza no transporte e utilização.

A nível de design, o LG Gram 14 é extremamente simplista, mas sem parecer visualmente aborrecido. O seu perfil esguio e pontiagudo e a dobradiça arredondada são pequenos toques que lhe dão identidade, assim como a fina moldura negra à volta do ecrã, a contrastar com o branco suave deste modelo de teste.

O seu peso também é possível graças ao seus materiais de construção, leves e maleáveis, mas, ao mesmo tempo, com uma sensação de durabilidade bastante boa. Esta sensação faz-se notar particularmente quando abrimos o ecrã apenas com um dedo, sem esforço absolutamente nenhum.

Muitas ligações

O LG Gram 14 vem com um número considerável de portas e interfaces, dando-lhe uma excelente flexibilidade de utilização. De um lado temos uma porta USB 3.0, saída de áudio 3.5mm e uma ranhura para cartões Micro-SD. Do outro, encontramos novamente outra USB 3.0, uma porta HDMI tradicional, ficha de alimentação e uma USB Type-C que também permite carregamento.

Há vários apontamentos a fazer no que toca a estas ligações. É ótimo termos mais do que uma porta USB tradicional, especialmente para quem precisa de fazer algum trabalho de secretária e quer recorrer a teclados e ratos externos por estas portas ou precisa de ligar algum equipamento ou periférico secundário.

A existência de uma porta HDMI normal é, também, bem-vinda, livrando-nos de acessórios extra quando queremos ligar o PC a uma televisão ou projetor.

E claro, a USB-C é, também ela, bem-vinda, uma vez que é uma interface cada vez mais usada pelos tipos de funcionalidades que permite, como suporte de saída vídeo 4K, carregamento de equipamentos externos e rapidez na transferência de ficheiros.

Estranhamente, a LG não nos oferece um carregador para o LG Gram 14 que dê para ligar a esta porta, limitando-nos, por defeito, à sua ficha dedicada, que, curiosamente, se revela um dos aspetos menos positivos deste equipamento, uma vez que é uma ficha algo solta, com a sensação que um toque indelicado pode danificar o pino do cabo de carregamento.

Teclado silencioso e luminoso

Este modelo de teste trazia um teclado em inglês, algo que para uma utilização regular nos habituou a usar um teclado externo, mas, na eventualidade de adquirirem um modelo português, nada temam, pois o teclado é bastante bom. As teclas são espaçadas o suficiente, tendo em conta as dimensões do dispositivo, e parecem estar sempre ao alcance dos nossos dedos. Requer, contudo, alguma habituação se vierem de portáteis maiores. É, também, um teclado relativamente silencioso e suave, o que pode não ser da preferência de todos os utilizadores.

O único aspeto que se pode dizer que é negativo referente ao teclado deste modelo em particular é o seu sistema de iluminação, que, num teclado já por si todo branco, torna-se quase impossível em ambiente iluminado distinguir as teclas. É claro que se pode desativar este modo, mas teria sido uma escolha interessante mudar a cor da iluminação ou das teclas. Nos modelos mais cinzentos da linha LG Gram, não parece ser um problema.

O trackpad é bastante grande e confortável de usar. A sua textura é suave e parece usar o mesmo material do restante corpo do equipamento. É super responsivo e agradável.

O incrível ecrã

O ecrã do LG Gram 14 é uma maravilha. A resolução é de “apenas” 1920×1080, uma resolução que em utrabooks e dispositivos híbridos parece já estar a ficar data, mas que aqui se demonstra que, na realidade, não é necessário mais, especialmente por estarmos a lidar com um equipamento de apenas 14 polegadas.

Ver conteúdos multimédia ou simples fotografias neste ecrã LCD IPS é um regalo, com uma excelente profundidade de cores e contraste, As imagens parece que fazem “pop” do ecrã. É difícil, por vezes, explicar por palavras a experiência de visualização, mas assistir a vídeos com a resolução certa neste ecrã é fantástico. Não há arrastos, a imagem é fluida e a definição excelente.

No entanto, para este tipo de utilização recomenda-se o uso de um par de auscultadores. O LG Gram 14 inclui duas colunas estéreo de 1.5W que fazem o serviço, mas não milagres. O som é algo estridente e pouco claro. Felizmente, o LG Gram tem uma boa solução para os utilizadores de auscultadores, fornecendo suporte DTS Headphone:X.

Se são daqueles que querem deixar o PC a dar música enquanto estão nas vossas lides diárias, o uso de uma coluna Bluetooth é, igualmente, recomendável.

Desempenho sólido

O desempenho do LG Gram 14 é ótimo, especialmente em utilização mais casual. Este modelo inclui um processador i5 da Intel de 8ª geração (i5-8250 de 1.6GHz), um GPU Intel 620, 8GB DDR4 de memória RAM e um disco SSD 256GB.

Comporta-se excecionalmente bem com o consumo de multimédia, seja para ver filmes, a navegar pela Internet e, até, na utilização de aplicações de produção. O Photoshop e o Premiere são dois exemplos fantásticos para pequenos projetos.

Para jogos, este não é um equipamento indicado, especialmente se falarmos em jogos que requeiram muitos recursos gráficos. Um simples CS, Overwatch ou o popular Fortnite podem correr, mas com as características no mínimo dos mínimos.

No entanto, tal como muitos equipamentos desta gama, pode ser um bom lugar para jogar via streaming através da Xbox One, com a aplicação nativa do Windows 10 ou PlayStation 4 com a aplicação de reprodução remota. É só ligar os devidos comandos.

O LG Gram 14 também prima pelo seu silêncio. Conta com uma finas grelhas escondidas atras da dobradiça do ecrã para um único dissipador. Contudo, embora silencioso, com uma utilização mais forçada, faz com que o PC aqueça um pouco.

Super-Bateria

Mas onde o LG Gram 14 brilha e deixa qualquer um impressionado é com a sua bateria. A LG promete que este modelo é capaz de durar para lá de 21-22 horas, um número impressionante até na teoria e algo difícil de contabilizar com certeza. Mas a realidade é esta: em utilizações regulares, foi possível retirar o LG Gram 14 da ficha e trabalhar com ele durante uma tarde inteira até este começar a dar as últimas. É impressionante. E se apostarmos na poupança de energia com um perfil mais cuidado então podemos sair de casa com ele debaixo do braço, como se de um smartphone se tratasse.

Considerações finais

Este LG Gram 14 (14Z980) no nosso mercado atira-se para lá dos 1200€. É um valor consideravelmente alto quando o comparamos com alguns ultrabooks, como os ZenBook da Asus, os Surface da Microsoft e alguns modelos do Yoga da Lenovo, que, entre eles, oferecem características e funções tendencialmente mais apetecíveis.

Ainda assim, não tirem os olhos do Gram. Se querem um portátil versátil, com características modernas e com bateria que dá praticamente para um dia inteiro, dificilmente vão encontrar o que é aqui oferecido noutro equipamento do género.

Características LG Gram 14 (14Z980)

 

Corpo: Fibra de carbono e chassis em metal leve; 32,2 x 21,0 x 1,5 cm; 994g; disponível em Branco ou Cinzento.

Ecrã: LCD IPS de 14″, resolução FullHD 1920x1080px.

Audio: Colunas estéreo 1.5Wx2, saída audio 3.5mm.

Sistema Operativo: Windows 10 Home (64bits).

Processadores: CPU Intel Core i5-8250U de 1.60GHz; GPU Intel UHD Graphics 620.
Memória: RAM de 8GB DDR4 2400MHz.

Armazenamento: Disco SSD 256GB.

Bateria: 4 células de polímero de lítio; 72Wh.
Conectividade:  Wi-Fi 802.11 A/C (2×2); LAN 10/100 Megabit Ethernet; Bluetooth 4.1.

Portas: 2 x USB 3.0; HDMI; USB-Type C; ranhura micro-SD; RJ45 com adaptador USB (incluído).

Rock in Rio-Lisboa: O ambiente do primeiro dia em fotos

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Passaram 71 mil pessoas pelo Parque da Bela Vista no primeiro dia do Rock in Rio-Lisboa. Nós andámos por lá e já podes ler no nosso site o que achámos dos concertos mais esperados do dia, como Muse.

Mas e o ambiente? Como se sentiam as pessoas nesta feira gigante? É isso que mostramos na galeria da nossa fotógrafa de serviço.

Rock in Rio Lisboa 2018 | Demi Lovato – Toda a garra do mundo na sua voz

Se há palavra que descreve, na perfeição, Demi Lovato, essa palavra é (e à falta de melhor tradução em português) fierceness. E é com essa fierceness que a artista sobre ao Palco Mundo do Rock in Rio-Lisboa, e abre o espetáculo – o primeiro de Demi em Portugal – com o tema “Confident”. “What’s wrong with being confident?” é a frase que é repetida no refrão, mostrando que estamos perante uma mulher confiante em si mesma, com uma indescritível e contagiosa atitude de poder. Muito girl-power-like, de uma artista que começou como atriz infantil na Disney, e se transformou na mulher que é hoje.

Segue-se o grande hit “Cool For The Summer” – com uma atitude bem atrevida acompanhada de sintetizadores bem garridos, eis mais um tema extremamente atual e catchy. Em “Heart Attack”, conseguimos perceber claramente (tanto ao vivo, como no tema original do álbum) a influência power pop – um subgénero de rock caracterizado pelo uso de melodias fortes que, combinadas com riffs de guitarras, formam uma estrutura rítima característica do hard rock mas com uma sonoridade extremamente pop – bem presente no trabalho da artista. Mas foi “Neon Lights” que pôs a plateia da Bela Vista (completamente lotada, por sinal) aos pulos, literalmente.

Demi não é de falar muito com o público mas, após uma ou outra palavra mais tímida, brinda-nos então com dois temas muito dançáveis e apelativos – “Sexy Dirty Love” e “Daddy Issues” – intercalados com a naughty “Games” e a pop punk “Really Don’t Care”.

Em contraste com, por exemplo, uma das suas conterrâneas – Ariana Grande, com aquela sua doçura imensa – Demi apresenta um timbre de voz mais seco, salgado (por oposição ao doce). Esta característica da sua voz é clara mesmo nas suas baladas mais melancólicas, tais como “Concentrate”, “Don’t Forget”, “Sober” (esta última escrita pela própria, a propósito do seu histórico de vício em drogas, e lançada há apenas cinco dias), a tão conhecida e badalada “Stone Cold” – cuja primeira estrofe toda a gente sabia de cor, e quantas lágrimas não rolaram! – e “Scyscraper” (uma das canções mais bonitas que ela já fez).

Após uma mudança de vestuário, o show continua, e muito bem, com um dos temas mais comerciais do momento, “Promise me no Promises” (originalmente de Cheat Codes, e na qual Demi participou). Seguem-se “Échame la culpa” e “Solo”, dois momentos dos mais festejados, mas que destoaram, por completo, de todo o concerto. O reggeaton característico destes dois temas em nada se encaixa no resto do repertório, o que acabou por ficar um pouco fora de contexto.

Mas terminou em grande, com “Tell Me You Love Me” e “Sorry Not Sorry”, com back vocals que encheram ainda mais duas músicas já de si tão cheias de power, e que fizeram as delícias para os fãs mais acérrimos.

Ainda que esteja longe de ser uma das melhores vocalistas pop (quando comparada, por exemplo, a outros nomes atuais como Christina Aguilera ou Beyoncé), e ter ainda muito por onde crescer, é de destacar que Demi canta de forma irrepreensívelmente afinada, tendo conseguido superar as notas mais desafiantes, mesmo ao vivo.

Quase, quase o suficiente para nos fazer arrepiar. Ainda não chegou lá, mas tem muito potencial. O que não lhe falta é, certamente, a tal fierceness para ser vencedora no que faz!

(Terminado) Passatempo Flash – Temos 5 convites duplos para a estreia de “FAHRENHEIT 451”

Fahrenheit 451 Poster

Género: Drama, Sci-fi
Elenco: Michael B. Jordan, Michael Shannon, Sofia Boutella
Realização: Ramin Bahrani
Argumento: Ramin Bahrani, Amir Naderi, Ray Bradbury
Baseado no romance homónimo de: Ray Bradbury
Produção: David Coatsworth
Produção executiva: Ramin Bahrani, Michael B. Jordan e Matthew Shapiro 

Google Wi-Fi chega a Portugal

A Google passou, desde hoje, a disponibilizar em Portugal o Google Wi-Fi, um novo tipo de sistema conetado que oferece a cobertura perfeita em todos os locais de uma casa e que foi concebido para responder às necessidades atuais de Wi-Fi nas casas, cada vez mais repletas de dispositivos conetados em simultâneo e que consomem uma grande largura de banda como o streaming de vídeo ou jogos – e em cada divisão da casa.

Festeja o Mundial de Futebol com as novas funções do Facebook

Com a febre do futebol a chegar a todos, e porque que toda a gente quer seguir e apoiar as suas seleções favoritas, o Facebook adicionou algumas funções novas para celebrar o Mundial de Futebol.

Entre estas funções temos mensagens personalizadas, filtros para as nossas fotografias de perfil, animações em publicações e comentários, efeitos de câmara e até jogos para jogar com amigos no Messenger.

Nova detentora dos direitos da Liga dos Campeões promete canais por cerca de 10€ por mês

Se, até aqui, estávamos todos habituados a ver os jogos da Liga dos Campeões, e outros campeonatos, na SportTV, isso vai mudar já esta época, uma vez que surgiu um novo concorrente que promete uma revolução no mercado português.

156 mil pessoas no primeiro fim-de-semana de Rock in Rio-Lisboa

Durante os dois primeiros dias da 8.ª edição do Rock in Rio-Lisboa, a Cidade do Rock recebeu 156.000 pessoas, com o segundo dia – dominado por Bruno Mars – esgotado (85.000 pessoas).

Rock in Rio Lisboa 2018 | Muse – Por mais vezes que voltem, eles não desiludem

Quem tem acompanhado a carreira dos Muse nos últimos anos, e teve oportunidade de ver a banda ao vivo uma série de vezes, já percebeu que a setlist dos concertos tem sido mais ou menos consistente, variando pouco, exceto em um ou dois temas.