Os Imagine Dragons acabam de confirmar os britânicos The Vaccines, que estiveram a semana passada no Super Bock Super Rock, para a primeira parte do concerto que terá lugar dia 4 de setembro em Lisboa. A banda de indie rock liderada por Justin Hayward-Young vai juntar-se aos norte-americanos numa noite já esgotada.
Jogo interativo ensina a reduzir o consumo de energia
A brincar também se aprende e prova disso é o novo jogo desenvolvido por um projeto internacional, integrado por uma equipa de investigação do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). O EnergyCat é uma aplicação que ensina a diminuir o consumo de energia nas habitações através de pequenas mudanças no quotidiano.
MOTELX está quase a regressar ao Cinema São Jorge
É o mítico festival de terror que continua a conquistar fãs à medida que os anos passam. O MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa vai regressar ao Cinema São Jorge, em Lisboa, de 4 a 9 de setembro, e promete uma edição provocadora e fervilhante de surpresas (e segredos) por desvendar.
Já aproveitaste uma Bola de Berlim nos carros da Taxify?
A iniciativa começou na primeira segunda-feira deste mês, 2 de julho, e está ainda disponível hoje, 23 de julho, assim como na última segunda-feira do mês, 30 de julho. É a forma que a Taxify arranjou de levar a praia aos seus clientes.
MIMO Festival Amarante volta a 26, 27 e 28 de julho de 2019
O MIMO Festival Amarante terminou hoje com os concertos de Hudson, o super-grupo norte-americano que junta em palco Jack DeJohnette, John Scofield, John Medeski e Scott Colley, e os sérvios Goran Bregovic Wedding and Funeral Band.
Super Bock Super Rock 2018 | Julian Casablancas + The Voidz – Provavelmente o pior concerto da história do festival
Aquando da confirmação do líder dos The Strokes, mas desta vez com o seu outro projeto para o Super Bock Super Rock, poucos foram os que ficaram verdadeiramente felizes. Primeiro porque não existem muitos fãs dos The Voidz cá em Portugal; depois porque é uma banda que não tem estatuto de cabeça de cartaz. E se alguém duvidava disto, bastava assistir a uns minutos do deplorável espetáculo que deixou esta personagem que é Julian Casablancas a cantar para uma Altice Arena vazia. É algo que não se admite, nem se tolera, num festival como o Super Bock Super Rock.
No que toca ao espetáculo, e dado o excelente concerto que Benjamin Clementine tinha presenteado os (poucos) festivaleiros que por ali andavam – este tinha mais estatuto de headliner, vejam lá – o interesse pelos The Voidz era pouco ou nulo.
O concerto, que começou atrasado, tal como aconteceu com muitos outros ao longo do três dias, mostrou logo que algo não estaria bem: “M.utally A.ssured D.estruction”, que iniciou o que seria cerca de hora e meia de espetáculo, ouviu-se com o som bem estridente, com batidas insuportáveis e riffs de guitarras que quase faziam sangrar os ouvidos. Os temas que se seguiram foram, infelizmente, o confirmar daquele que viria a ser um sofrível e temeroso concerto: “Pyramid of Bones”, “Pointlessness”, “Where No Eagles Fly”, “Father Electricity” e todas as outras sofreram do mesmo mal, manchando o que poderia ter sido um bom serão.
Quem estava lá dentro – e eram mesmo poucos – notava algo: era um constante de pessoas a entrar e a sair, pelo menos nos primeiros temas. À medida que o concerto foi decorrendo, a Altice Arena quase parecia um pavilhão que não tinha recebido música. Se estavam ali mil pessoas estou a ser muito generoso. Os que por lá passaram depressa notaram na tristeza – não no sentido lato da palavra – de concerto que ali decorria; muitos saíram a fazer má cara e com as mãos a tapar os ouvidos.
Não se sabe, efetivamente, de quem foi a culpa: se dos engenheiros de som, se da organização ou da própria banda, que, diga-se de passagem, com o uso exagerado de reverb, autotune e distorções nos instrumentos e voz de Casablancas, que mais parecia murmurar do que cantar, nada ajudou.
Casablancas, que não se sabe muito bem o que anda a fazer da vida neste momento, parecia que estava num mundo só seu. Tiradas como “Eu engulo ao primeiro encontro” nem soaram engraçadas, foram só estúpidas.
Já no encore, que ninguém queria saber, Casablanca ainda arriscou em “I’ll Try Anything Once”, demo de “You Only Live Once”, dos The Strokes, mas rapidamente se arrependeu, terminando com outro tema dos The Voidz muito sofrível.
No final de tudo, as queixas eram muitas. Alguém se deu ao trabalho de medir o volume de decibéis que se faziam ouvir na Altice Arena – na última fila do lado oposto do palco registava-se um valor médio de 107 decibéis. Ora, o limite de segurança para o ouvido humano situa-se nos 80 decibéis. Agora imaginem ouvir cerca de hora e meia com um valor perto dos 110db. É vergonhoso, no mínimo.
Basta também vaguear um pouco pelas redes sociais para ler as queixas e ver as fotos de uma Altice Arena vazia que só mancha a imagem de um festival que já nos ofereceu tantas coisas boas.
No final de mais uma edição, muitos são os que pedem um regresso ao Meco. Já temos datas para 2019 – 18, 19 e 20 de julho – mas, até lá, a organização do Super Bock Super Rock precisa de repensar, e muito, a sua estratégia.
Com o cartaz deste ano, os palcos foram sempre bem maiores para os concertos que eram apresentados. Apostar, também, num nome como os The xx, que já tinham passado por cá e tocado para 55 mil pessoas, e, consequentemente, sem novidades para apresentar, e em Julian Casablancas e The Voidz, que se revelou a pior decisão de sempre, foram más jogadas.
Não é assim que se enche um festival. Até o próprio espetáculo dos La Fura dels Baus deixou a desejar, não se percebendo muito bem o porquê de constarem no cartaz oficial.
De momento, apenas o hip-hop está a resultar. Considerado o novo rock, este estilo conquista cada vez mais adeptos e garante verdadeiras enchentes. Será, certamente, uma opção cada vez mais preponderante de um festival que, à beira de completar 25 anos, continua sem rumo definido.
Primeiro trailer de “Shazam!” mostra o que falta aos filmes da DC
Do negro e realista de Batman V Superman, ao radical e popular de Suicide Squad, a DC tem tido alguma dificuldade em arranjar um tom aceitável aos olhos do público e dos críticos, mas Shazam! pode mudar isso.
Dumbledore e Newt Scamander juntos no novo trailer de “Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald”
A Warner Bros. revelou um novo trailer de Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, que continua as aventuras de Newt Scamander no mundo mágico conhecido pela saga de Harry Potter.
Godzilla está bem acompanhado no primeiro trailer de “Godzilla: King of the Monsters”
Entre humanos e monstros, o que não faltam são personagens no novo filme Godzilla: King of the Monsters.
O primeiro trailer de “Aquaman” é absurdo, colorido e cheio de ação
Realizado por James Wan, da fama de Saw, Insidious, The Conjuring e Furious 7, Aquaman é o filme a solo da personagem, dentro do universo cinemático da DC, onde existe o Batman, o Superman e a Wonder-Woman.
Kodaline hoje no MEO Marés Vivas. Conhece aqui o alinhamento provável
São um dos nomes mais aguardados de todo o festival. Falamos, claro, dos Kodaline, banda capaz de conquistar os corações do público feminino, e que ajudou a esgotar este segundo dia do MEO Marés Vivas.
Super Bock Super Rock 2018 | Tributo a Zé Pedro e o pop-rock de garagem dos The Vaccines
Com a morte de Zé Pedro no ano passado, alguns festivais lembraram-se de, certa forma, homenagear aquele que foi um dos guitarristas mais importantes da música nacional. No caso do Super Bock Super Rock, tinha sido anunciado um tributo, Who The Fuck is Zé Pedro, que consistia numa banda formada, em grande parte, por familiares de membros dos Xutos, bem como artistas que, de alguma forma, se relacionaram com a vida e obra de Zé Pedro. No palco, vimos por exemplo João Pedro Pais, Manel Cruz, Tomás Wallenstein, Carlão, Manuela Azevedo, Palma’s Gang, Rui Reininho, Paulo Gonzo, Tó Trips, Jorge Palma e, claro, os Ladrões do Tempo.
Num espetáculo com direção artística de Tim e Fred Ferreira, os artistas que mencionei anteriormente foram subindo a palco para, cada um, interpretar temas escritos por Zé Pedro ao longo da sua carreira ou, até mesmo, tocarem temas que o falecido guitarrista gostava.
Houve temas dos Xutos, João Pedro Pais tocou e cantou um tema que escreveu a pensar em Zé Pedro, Manel Cruz cantou o hino “Circo de Feras”, houve “London Calling” dos The Clash… Enfim, um verdadeiro tributo a Zé Pedro complementado com as várias imagens e vídeos que iam sendo exibidas por detrás do palco.
O final terminaria, claro, com os Xutos & Pontapés e todos os demais participantes em palco numa atuação única de “Não Sou o Único”. Apesar do bonito tributo, a Altice Arena estava longe de estar composta para esta iniciativa.
Depois de algum tempo sem música, lá nos dirigimos para os britânicos The Vaccines, que, tal como foi sendo habitual neste primeiro dia do Super Bock Super Rock, contaram com pouco público.
A banda de Justin Young, que parece não querer crescer, veio pela terceira vez a este festival, apresentando o mais recente álbum Combat Sports, lançado no passado mês de maio.
Há, contudo, um problema com a música dos The Vaccines e que os impede de voar mais alto: as músicas são demasiado adolescentes e sofrem do síndrome “pastilha elástica”, isto é, temas que sabem bem enquanto os ouvimos, mas, quando o efeito acaba, esquecemos por completo. Ou seja, não quer dizer que o rock de garagem misturado com pop destes britânicos, onde foram beber influências aos anos 80, não seja bom. Falta-lhes é algo mais.
Ainda assim, a mancha de público, que se foi dispersando à medida que o concerto dos The xx se aproximava, vibrou não só com o mais recente “I Can’t Quit”, mas, também, com a energia daquelas faixas que já todos conhecemos, como “Post Break-Up Sex”, “If You Wanna”, “Teenage Icon”.
Nelson Mandela Music Tribute 2019 já tem datas
Terminou ontem a primeira edição do Nelson Mandela Music Tribute que, ao longo de três dias, celebrou o 100ª aniversário do nascimento de Nelson Rolihlahla Mandela na Praia do Aterro, em Matosinhos.
The Voidz hoje no Super Bock Super Rock. Conhece aqui o alinhamento provável
Sete anos depois, Julian Casablancas está de volta a Portugal. Após ter passado pelo Super Bock Super Rock em nome próprio numa atuação para esquecer e, um ano depois, com os seus The Strokes, o artista está de volta, mas com o seu outro projeto, The Voidz, que vários fãs acham mais interessante e desafiante que os The Strokes.
Super Bock Super Rock 2018 | Parcels impressionam, Temples viajam até aos anos 60
Começámos o dia com os australianos Parcels, eles que começaram a dar que falar com o single “Overnight”. Há quem defina a sonoridade da banda como disco-funk/eletro pop, ou seja, com influências dos anos 70. De facto soam a tal; aquele tipo de música que sabe bem ouvir num final de tarde, com amigos, enquanto se aprecia o pôr-do-sol.
Super Bock Super Rock 2018 | Justice – Dupla francesa apelou à dança já de madrugada
Inicialmente previstos para subirem a palco por volta da 0h10, o adiamento de uma hora em todos os concertos do Palco Super Bock fez com que os Justice só pudessem atuar a partir da 01h10. Houve ainda mais meia hora de atraso, pelo que só por volta da 01h40 é que a dupla francesa passou os seus primeiros temas. E, tendo em conta que era quinta-feira, muita gente acabou por abandonar o recinto após o concerto dos The xx.
Poucos, mas bons, é o que se pode dizer da atuação dos Justice. Plateia pouco composta, mas fãs dedicados na fila da frente que vibraram com o espetáculo que, no fundo, fez com que a Altice Arena se transformasse numa gigante pista de dança.
Constituídos por Gaspard Augé e Xavier du Rosnay, os Justice apelam muito a uma sonoridade retro, apesar de terem relevância no mercado atual. Temas recentes como “Safe and Sound”, uma das melhores faixas do último disco Woman, foi servido cedo, deixando antever que, ao vivo, as músicas do duo francês ganham ainda mais pujança, transformando-se numa eletrónica muito dançável.
Enquanto os presentes na Altice Arena esqueciam os seus problemas e dançavam até que a música parasse, os Justice desfilavam hinos que há muito se conhecem: “Fire”, “Canon”, “DVNO”, “We are Your Friends”, “Genesis” e, claro, a irrecusável “D.A.N.C.E.”. A festa foi bonita e não havia, de facto, melhor forma de encerrar o primeiro dia.
Ainda tivemos tempo para espreitar Mahalia, no Palco Somersby, que, tal como os franceses, teve pouca sorte com a quantidade de público. Ainda assim, a cantora britânica, de apenas 20 anos, tem temas interessantes que nos fazem lembrar uma mistura de Rihanna com SZA, resultando em temas R&B bastante curiosos.
A voz forte e bem afinada da artista, que já tinha passado por cá no Vodafone Mexefest, deixa antever que, num futuro próximo, pode muito bem tornar-se num caso popular de sucesso e estrear-se em nome próprio por cá.
Huawei chegou à liderança no mercado de smartphones em Portugal em maio
A Huawei alcançou no passado mês de maio a primeira posição do ranking das marcas de smartphones mais vendidos em Portugal, pela primeira vez, em maio de 2018.
Nova coleção “Sardinha By Bordallo Pinheiro” tem 28 modelos inéditos
As Festas de Lisboa celebram-se durante o mês de junho, mas é no final de julho que a sardinha começa a ficar mais bonita e saborosa. Aproveitando o momento, foi apresentada no passado dia 18 de julho a fresquíssima coleção “Sardinha By Bordallo Pinheiro“. Esta coleção de sardinhas em faiança é uma iniciativa da marca centenária Bordallo Pinheiro – em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC – que teve início em 2014 e que é renovada anualmente.
Desta vez, as novas sardinhas deram literalmente à costa, sob a forma de um arraial flutuante a bordo do “Barco Évora”, embarcação que completou 87 anos nesse dia. Num agradável final da tarde, formos conduzidos num passeio pelo Tejo, que contou com a presença de diversas figuras públicas e onde não faltou boa música e a tradicional sardinhada.
As recentes limitações impostas à pesca da sardinha não parecem ter afetado a coleção porque esta aumentou para um total de 80 peças, após a descontinuação de 17 e a introdução de 28 modelos inéditos. Entre as novidades deste ano, salienta-se a “Sardinha de Autor” do escultor Isaque Pinheiro (batizada de “Puxa Brasa” porque vem disposta sobre uma grelha, numa edição limitada de 172 exemplares, número que corresponde à idade que Raphael Bordallo Pinheiro teria se fosse vivo) e a “Sardinha do Dia” que, pelo facto de ser feita de vidro integralmente soprado à mão, implica que todos os dias haverá uma ligeiramente diferente das outras.
Destaca-se também uma nova parceria estabelecida com o World Press Cartoon, através de duas criações inspiradas em temas mais sérios: o drama dos migrantes que atravessam mares em busca de uma vida melhor (“Mediterrânica“) e das mulheres que são vítimas de assédio sexual (“O Lobo Morreu“, pegando no exemplo de uma personagem tão corajosa com a Capuchinho Vermelho).
Do novo cardume fazem ainda parte criações do humorista Rui Unas e de Chakall, que esteve a bordo para apresentar “Chakallina, a Sardina Tugatina“, com uma ilustração evocativa do Dia de los Muertos e à qual não falta o turbante que é a imagem de marca deste chef argentino.
O futebol aparece bem representado na edição deste ano, com as sardinhas do Benfica (“Vermelha“), do Sporting (“Verde“) e do Porto (“Azul“) equipadas a rigor e uma outra com as cores nacionais (“Sardinha Gooolo!“), ainda que para a Seleção Portuguesa este não tenha sido o Mundial sem espinhas que todos desejávamos…
“Madonna Alfacinha” é também uma novidade oportuna, associando a grande estrela das festas populares à Rainha da Pop, que se rendeu em definitivo aos encantos de Lisboa.
Mas há muito mais sardinhas para ver e comprar, nomeadamente as selecionadas no âmbito do Concurso anual de criatividade da EGEAC: “Uma Casa Portuguesa“, “Naperão“, “Lisboa à Mesa“, “Jeans“, “Eu Gosto é do Verão”, “Adeus Lisboa“, “Festa Doméstica“, “Ginjinha da Sardinha“, “Noite de Verão” e “Old Sardiine“, esta última inspirada na conhecida marca Old Spice.
A coleção “Sardinha By Bordallo Pinheiro” é agora composta por 46 peças do acervo da EGEAC e 33 da autoria de artistas portugueses e estrangeiros convidados, às quais se junta a sardinha original criada por Raphael. O preço unitário é de 18,90€, sendo que a “Sardinha do Dia” custa 49,90€ e o preço da sardinha de edição limitada ascende a 169 €.
As peças podem ser adquiridas nas lojas Bordallo Pinheiro de Lisboa, Caldas da Rainha, Ílhavo, Viseu e Braga, na rede de lojas da Vista Alegre em todo o país ou na loja online. Por tudo aquilo que vimos, o mais difícil vai ser a escolha.
Segundo Muelle – Um fim de tarde com sabores do Peru
Num fim de tarde de verão, solarengo e agradável, em Lisboa, uma menina dizia “estou farta de ir sempre aos mesmos sítios com as minhas amigas, muitas vezes queremos ir beber um copo e petiscar ao final da tarde, mas são sempre os mesmos sítios!”.
Pois bem, esses dias acabaram. Agora é possível passar aquele intervalo de tempo entre o final do horário de trabalho e a hora de ir para casa, no Peru – sim, no Peru, mesmo que seja em plena cidade alfacinha.
É o que acontece no Segundo Muelle, na Praça D. São Luis I, junto ao Mercado da Ribeira. Antes de ser um restaurante, o Segundo Muelle era um conceito, que nasceu numa garagem em San Isidro, Lima (Capital do Peru), pelas mãos de Daniel Manrique. A paixão de Daniel por apanhar, arranjar e inventar ou reinventar receitas com peixe revelou-se desde bem cedo. Daniel afirma que ele e os seus amigos iam apanhar o peixe no segundo molhe da praia – daí o nome “Segundo Muelle”. Assim, ainda que hoje em dia seja uma cadeia de restaurantes, a essência do conceito está sempre presente, para que nunca se perca a sua alma.
Da pesca diretamente para a mesa, Daniel abriu então o seu primeiro espaço, em 1994, com apenas quatro mesas, onde servia os seus pratos – buscando receitas tradicionais e reciclando-as, colocando a sua criatividade, por exemplo, na confeção dos molhos e temperos típicos peruanos – aos amigos mais próximos. Tal foi o sucesso de Daniel e o seu pequeno primeiro espaço, que rapidamente abriu o segundo – não tardando muito a abrir mais uns quantos um pouco por todo o globo (são “só” 17 espalhados por seis países; coisa pouca!). A Portugal, e mais especificamente a Lisboa, chegou em agosto de 2016.
A gastronomia peruana é conhecida por ser essencialmente de fusão, indo buscar diversas influências culinárias que vêm de fora, mas que rapidamente se fundem para criar sabores únicos, exóticos e que fazem as delícias dos provadores mais exigentes. A riqueza cultural transposta para a gastronomia peruana é impressionante.
Por exemplo, da gastronomia mediterrânea, temos os tártaros de salmão e atum, marinados em azeite, alho e lima – inesquecíveis desde a primeira garfada. Não se ficam nada atrás os cebiches (estes muito inspirados naquilo que o Mar tem para nos oferecer como alimento), que são dos pratos mais pedidos do menu, os tiraditos de Salmón e, como entrada ou para ir trincando (por ser absolutamente irresistível), as Chifles (chips de banana-pão fritos) com molho de Ají Amarillo (malagueta amarela, pimento amarelo e sumo de lima) e Cancha (uma variedade de milho peruano frito e temperado com sal).
A decoração gastronómica na cozinha peruana é também uma constante, sendo que todos os pratos vêm adornados de forma incrível, enchendo qualquer mesa de cor e beleza.
Convida-se, a acompanhar sabores tão fortes (no bom sentido), um bom Pisco – um cocktail 100% peruano, feito à base de aguardente. Há para todos os gostos, sendo que as três grandes e mais recentes novidades são o Pisco Suor Seduction (um batido com pisco quebranta e licor de chocolate branco), o Pisco Brisa de Mar (com quebranta e licor de pepino) e, numa clara e boa aposta no “casamento” entre tradições peruanas e portuguesas, o Porto Sour (quebranta e vinho do Porto).
Como, literalmente, cereja no topo do bolo, cada variedade de Pisco apresenta, no topo da bebida em si, uma camada de espuma branca que não é nada mais nada menos do que clara de ovo.
Para além das três novas variedades de Pisco, a outra grande novidade do espaço Segundo Muelle em Lisboa é a sua Happy Hour. Com preços mais acessíveis entre as 16h e as 19h, convida a um final de dia relaxado, num ambiente agradável e propício ao convívio.
Se é apetecível só de ler, imaginem provar e vivenciar…
