Super Bock Super Rock 2018 | Parcels impressionam, Temples viajam até aos anos 60

Começámos o dia com os australianos Parcels, eles que começaram a dar que falar com o single “Overnight”. Há quem defina a sonoridade da banda como disco-funk/eletro pop, ou seja, com influências dos anos 70. De facto soam a tal; aquele tipo de música que sabe bem ouvir num final de tarde, com amigos, enquanto se aprecia o pôr-do-sol.

O facto de ser o único palco com movimento àquela hora ajudou no pequeno aglomerado de pessoas que se juntou no Palco EDP, vibrando com os temas mais conhecidos dos australianos. Escusado era o jogo de luzes, uma vez que à hora em que tocaram o sol ainda raiava forte.

Fazendo-nos lembrar, a espaços, uns Bee Gees, uns Chic e até mesmo uns Daft Punk, a verdade é que os Parcels já têm uma sonoridade muito definida, muito centrada no groove, sempre a lembrar momentos descontraídos. Bem, quase sempre, já que no concerto demonstraram, já no final, que são capazes de improvisos instrumentais a puxar ao psicadelismo.

Ainda que não tenham nenhum álbum editado, a verdade é que os temas do EP Hideout, além de faixas isoladas, levam a crer que um álbum de estúdio pode muito bem chegar em breve.

Um excelente concerto neste palco secundário do Super Bock Super Rock e que nos leva a pedir a alguma promotora que os traga em nome próprio.

Pouco depois subiam a palco os Temples para, também eles, nos levarem numa viagem musical. Se os Parcels nos fizeram lembrar dos anos 70, os Temples quiseram levar-nos para a década de 60 de uns The Beatles, The Yardbird ou The Beach Boys. Aliás, basta olhar para eles uma primeira vez para percebermos logo isso, a julgar pelos penteados e pelas roupas que vestem. Os Temples, que já tinha atuado anteriormente por cá, já contaram com mais público que os australianos Parcels, aproveitando para mostrar os temas do primeiro álbum, Sun Structures, e do mais recente Volcano, lançado o ano passado.

Temas como “Certainty”, “Shelter Song” ou “Strange Or Be Forgotten” foram dos mais celebrados, neste rock psicadélico capaz de conquistar novos fãs. Claro, alguns temas passaram mais despercebido e a reação nesses foi quase nula, mas, regra geral, os Temples conseguiram entreter, e bem, o público, até que fosse hora de jantar.


 

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