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Super Bock Super Rock 2018 | Tributo a Zé Pedro e o pop-rock de garagem dos The Vaccines

Com a morte de Zé Pedro no ano passado, alguns festivais lembraram-se de, certa forma, homenagear aquele que foi um dos guitarristas mais importantes da música nacional. No caso do Super Bock Super Rock, tinha sido anunciado um tributo, Who The Fuck is Zé Pedro, que consistia numa banda formada, em grande parte, por familiares de membros dos Xutos, bem como artistas que, de alguma forma, se relacionaram com a vida e obra de Zé Pedro. No palco, vimos por exemplo João Pedro Pais, Manel Cruz, Tomás Wallenstein, Carlão, Manuela Azevedo, Palma’s Gang, Rui Reininho, Paulo Gonzo, Tó Trips, Jorge Palma e, claro, os Ladrões do Tempo.

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Num espetáculo com direção artística de Tim e Fred Ferreira, os artistas que mencionei anteriormente foram subindo a palco para, cada um, interpretar temas escritos por Zé Pedro ao longo da sua carreira ou, até mesmo, tocarem temas que o falecido guitarrista gostava.

Houve temas dos Xutos, João Pedro Pais tocou e cantou um tema que escreveu a pensar em Zé Pedro, Manel Cruz cantou o hino “Circo de Feras”, houve “London Calling” dos The Clash… Enfim, um verdadeiro tributo a Zé Pedro complementado com as várias imagens e vídeos que iam sendo exibidas por detrás do palco.

O final terminaria, claro, com os Xutos & Pontapés e todos os demais participantes em palco numa atuação única de “Não Sou o Único”. Apesar do bonito tributo, a Altice Arena estava longe de estar composta para esta iniciativa.

Depois de algum tempo sem música, lá nos dirigimos para os britânicos The Vaccines, que, tal como foi sendo habitual neste primeiro dia do Super Bock Super Rock, contaram com pouco público.

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A banda de Justin Young, que parece não querer crescer, veio pela terceira vez a este festival, apresentando o mais recente álbum Combat Sports, lançado no passado mês de maio.

Há, contudo, um problema com a música dos The Vaccines e que os impede de voar mais alto: as músicas são demasiado adolescentes e sofrem do síndrome “pastilha elástica”, isto é, temas que sabem bem enquanto os ouvimos, mas, quando o efeito acaba, esquecemos por completo. Ou seja, não quer dizer que o rock de garagem misturado com pop destes britânicos, onde foram beber influências aos anos 80, não seja bom. Falta-lhes é algo mais.

Ainda assim, a mancha de público, que se foi dispersando à medida que o concerto dos The xx se aproximava, vibrou não só com o mais recente “I Can’t Quit”, mas, também, com a energia daquelas faixas que já todos conhecemos, como “Post Break-Up Sex”, “If You Wanna”, “Teenage Icon”.


 

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