Pequenos e grandes empreendedores têm vindo a perceber que a Internet é o meio certo para fazer algum dinheiro extra. O e-commerce tem vindo a destacar-se de outras formas de comercialização de produtos e, hoje em dia, é rara a pessoa que não depende do meio digital para encontrar os produtos que procura. O futuro passa, agora, pelas lojas online e o encontro com os produtos de diversos setores e nichos já não fica nas lojas tradicionais, mas antes à distância de alguns cliques.
9,4% do total de compras é feito online pelos portugueses
É o que diz o mais recente estudo do DPDgroup sobre as tendências comportamentais do comércio online na Europa. Em Portugal, sabe-se que 9,4% do total de compras é feito online e que os artigos mais comprados pelos portugueses fazem parte das áreas da moda e eletrónica.
O relatório revela ainda os comportamentos e expectativas mais recentes dos e-shoppers, como preocupações sobre segurança de pagamentos ou protecção de dados, a necessidade de um processo simples de devoluções, e o claro desejo de conhecer a empresa de entregas no momento da compra.
- Os novos compradores são exigentes. 15% dos e-shoppers começaram a comprar online há menos de dois anos. Têm uma forte atividade nas redes sociais, apreciam programas de fidelização, são propensos a devolver as suas encomendas e têm preocupações acerca da segurança de pagamentos e de dados pessoais.
- Abandono do carrinho de compras e devoluções são inerentes aos comportamentos do e-shopping. Enquanto 90% dos e-shoppers interromperam a sua encomenda, 41% regressaram ao carrinho de compras para concluir a transacção. Da mesma forma, as devoluções duplicaram no último ano de 5% para 10%.
- O Cross-border está a desenvolver-se. Cerca de 58% dos e-shoppers compraram bens em sites estrangeiros. Entre os compradores cross-border, uma em cinco compras online é realizada num site estrangeiro. Habitualmente, os e-shoppers compram em países vizinhos ou websites chineses, em marcas ou negócios inexistentes localmente.
- O M-commerce continua a crescer. 46% dos e-shoppers utilizam um smartphone para comprar online. Os smartphones são cada vez mais usados para efectuar compras online, especialmente entre os compradores frequentes e os millennials, que estão também mais activos que nunca nas redes sociais.
- Quando se compra online, a empresa de entregas é da maior importância. 72% dos e-shoppers consideram importante saber no momento da compra qual é a empresa de entregas. Este desejo prende-se quer com uma previa experiência positiva ou negativa, quer por este conhecimento ser tranquilizador. Dar aos clientes a possibilidade de escolher a empresa de entregas pode facilitar a decisão de comprar e criar satisfação.
EDP Live Bands está de volta e oferece agora a gravação de um videoclipe
É a sexta edição de um concurso de sucesso que promete não ficar por aqui. Falamos do EDP Live Bands, iniciativa que promove o talento nacional ao dar a oportunidade a bandas amadoras de saírem da garagem e poderem tornar-se reconhecidas a nível nacional, e não só.
Um fim de semana (de paixão) com o MINI Cooper D
Podemos começar por dizer que neste fim-de-semana ao volante de um MINI Cooper D 1.5 116cv 3p, gentilmente cedido pela BMW Portugal para este ensaio, criámos uma relação de Amor-ódio com este veículo.
Post Malone regressa a Portugal para atuar no MEO Sudoeste
Mas que grande confirmação! O rapper Post Malone, que recentemente perdeu uma aposta avultada, está de regresso a Portugal para um concerto no MEO Sudoeste, atuando a 8 de agosto.
Digressão mundial de despedida de Ennio Morricone passa por Portugal
É já a 6 de maio, na Altice Arena, em Lisboa, que vamos ter a derradeira oportunidade de ver Ennio Morricone ao vivo. O maestro e compositor vai passar com a sua digressão mundial de despedida pelo nosso país, conhecida como 60 Years of Music World Tour, e que teve início em 2016. Desde então, já registou cerca de 650 mil espectadores.
Dragon Ball Super: Broly começa a ser dobrado na próxima semana
Já aqui tínhamos revelado que o mais recente filme Dragon Ball Super: Broly iria estrear em Portugal. Quando inicialmente se pensava que o filme estaria somente em exibição nos Cinema City espalhados pelo país, a Big Picture Films, que detém os direitos de distribuição em Portugal, fez saber que não seria bem assim.
Agora existem mais detalhes. Para já, sabe-se que o filme começa a ser dobrado já a partir da próxima semana, mais especificamente na segunda-feira. As gravações não devem durar mais que duas/três semanas, até porque o filme irá estrear no nosso país a 14 de março.
Além disso, sabe-se também que João Loy, Quimbé e Cristina Cavalinhos já fecharam contrato, pelo que estão confirmados para dobrarem o filme. Espera-se que na próxima semana outros atores lhes sigam as pisadas.
No que toca aos cinemas, os Cinema City, UCI, Cinema NOS, etc, irão exibir o filme nas suas salas de norte a sul do país, pelo que todos os fãs terão a oportunidade de ver Dragon Ball Super: Broly no grande ecrã.
Adicionalmente, a Big Picture Films, tendo em conta que falta somente um mês (à data de escrita deste artigo) para o filme estrear, quer começar a promovê-lo o quanto antes, esperando-se que ainda neste fim-de-semana comece a surgir alguma publicidade referente a Dragon Ball Super: Broly.
Mais novidades deverão surgir em breve.
Ao que tudo indica, somente a versão dobrada em português irá ser exibida nos cinemas. No entanto, se os fãs assim o quiserem e fizerem por isso, poderá ser aberta uma exceção e a versão original em japonês também dar um ar de sua graça nas salas portuguesas.
Concerto de Billie Eilish em Lisboa já está esgotado
Foi tão rápido que quase nem deu tempo para comprar bilhete. Bem, cerca de quatro mil pessoas conseguiram-no. Falamo-vos de Billie Eilish, o mais recente fenómeno global da Internet, que tem concerto agendado para Portugal somente em 4 de setembro.
Músicas de Conan Osiris já chegaram ao Spotify e iTunes
Finalmente! Após tanto tempo a ouvirmos as músicas de Tiago Miranda, mais conhecido pelo seu nome artístico Conan Osiris, no SoundCloud e Bandcamp, eis que chega a altura das suas criações ficarem disponíveis no iTunes e Spotify.
Nintendo revela um catálogo ambicioso para 2019
A Nintendo partilhou ontem as suas novidades para os próximos meses da sua consola híbrida, a Nintendo Switch.
Podes enviar gomas à tua cara metade com a Hussel e a UberEats
Neste Dia dos Namorados, já amanhã, vais poder enviar uma prenda doce à tua cara metade.
A Hussel e a UberEats juntaram-se neste dia de S. Valentim para poderem adoçar este dia especial às vossas almas gémeas.
The George Restaurant & Terrace – Paladares do norte junto ao Douro
Situado na zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia e integrando o The House of Sandeman Hostel & Suites, o The George Restaurant & Terrace identifica-se como “uma fusão de tradição e modernismo, onde os costumes da região e a sofisticação urbana de um Porto cada vez mais cosmopolita se unem”.
A carta renovada, assinada pelo chef Pedro Limão, mantém os sabores e aromas dos locais nortenhos, desde o mar, ao rio Douro, às vinhas Sandeman, à zona do Pinhão e às terras de Baião, Mogadouro e Bragança.
A nossa degustação de sabores começou com o Couvert de pão de várias massas usadas no norte, acompanhado de manteiga de alho negro e azeite de Trás-os-Montes.
Para as entradas, provámos um Ravioli de cogumelos com pickle seco e maionese de cogumelos (7€) e um Tártaro de dourada com barriga de porco seca ao sol em molho vinagrete (8€). E digo-vos: os adeptos de fumados vão adorar este sabor.
Estão disponíveis outras combinações como o Javali para fumar (8€), que consiste num Pastrami de javali com puré de castanhas, ou O melhor de Bragança (15€), um composto de presunto bísaro, pão de azeitona, azeite Arvolea e manteiga de mel.
Estômago aconchegado, passámos ao Peixinho fresquinho (16€), um arroz de robalo e dourada na chapa acompanhado de camarão selvagem, ameijoas, mexilhão e coentros. É um prato muito bem servido que pode ser dividido.
A variedade de peixes passa também pelo polvo e bacalhau, nomeadamente o prato Um polvo com bolas (15€) que é polvo salteado em alho e salsa, arroz panado, couve e aioli, ou então o Bacalhau com todos (15€), que é, essencialmente, Lombo de bacalhau a baixa temperatura, milhos caldosos, sames fritas e Vinho do Porto.
Já nas carnes provámos o Porco no Prato (16.5€), um vão de porco bísaro maturado seis meses, com bochecha de vaca, açorda de chouriços e morcela, acompanhado de grelos. Verdadeiramente fenomenal.
A ementa conta ainda com mais carnes como Naco de novilho maturado (19.5€), que vem acompanhado de palitos de batata fria, legumes e chimichurri, ou Pernil freak A.C. (13€), um fricassé de pernil de porco bísaro fumado com telha de risotto e tostas. Não deixem de provar, até porque parece ter um potencial tremendo.
As sobremesas são várias, passando pelo Queijo de cabra (5€), que é uma Panacotta de queijo de cabra, merengue de tomate e gelado de pesto, pela Rabanada em espuma de maçã assada e coberta de crocante de canela e gelado de anis (4€), pela Pera bêbada cozinhada em vinho do porto e acompanhada de bolo de chocolate (5€) e pelo Papo de anjo, um crumble de amendoim e gelado de pimento vermelho assado.
Para ajudar os mais indecisos ou tentados a pedir todas, a escolha acertada é o É complicado (9€), que consiste numa degustação de todas as sobremesas referidas. Esta opção é também ideal para dividir, uma vez que a quantidade é vasta.
Todos os pratos foram acompanhados de vinhos Sogrape: Azevedo Loureiro – Alvarinho (3.5€), Papa Figos – branco (4€), Herdade do Peso (7.5€) e Quinta dos Carvalhais Reserva 2012 (25€/garrafa).
Para um momento de relax no interior do bar ou na esplanada, a carta da cafetaria do The George Restaurant & Terrace é extensa e inclui diversos cocktails (7€ a 12€), mocktails (4€ a 5€), vinhos do porto (a copo entre 3.5€ a 24€), aguardentes (5€ a 18€), rum (4€ a 13€), gin (7€ a 13€), tequila (8€ a 28€), vodka (5€ a 25€), whiskey (5€ a 15€), licores (3€ a 8€), vermutes (3€ a 4€), e vinhos branco, tinto, verde, rosé e espumante que podem ser pedidos a copo (3.5€ a 5€). Uma particularidade interessante é a composição dos cocktails, pois todos eles contêm vinho do porto.
Por exemplo, o cocktail Foundation (12€) é um dos mais pedidos e o único que é composto com vinho do Porto 10 anos, especificamente o Porto Sandeman Tawny, para além do whisky Monkey Shoulder e do licor Luxardo Maraschino. O Foundation é servido numa ardósia de xisto acompanhado de pepitas de chocolate negro.
Uma outra opção, neste caso bem mais doce, é o cocktail Methuen (8€), composto por gin Bombay Sapphire, licor de sabugueiro St Germain, xarope de violeta e clara de ovo. É decorado com uma flor perpétua roxa e servido dentro de um pequeno baú. Muito giro.
O restaurante está aberto de quinta a segunda-feira ao almoço das 12h30 às 15h e ao jantar das 19h30 às 22h30. Já o Bar & Café está aberto todos os dias, embora de quinta a segunda-feira com o horário das 12h às 24h e às terças e quartas das 12h às 18h30. Quanto ao terraço exterior, nesta altura de inverno só abre ocasionalmente nos dias mais quentes, estando previsto estar disponível diariamente a partir de março.
Astória – Nova carta com sabores e texturas nacionais
Foi na passada quarta-feira, dia 6 de fevereiro, que o restaurante Astória recebeu o almoço de apresentação do chef Paulo Leite.
O restaurante inserido no Hotel InterContinental – Palácio das Cardosas começou 2019 com imensas novidades na sua carta de inverno, inspirada no conceito de “Modern Portuguese Cuisine“. O responsável por esta lufada de ar fresco na cozinha do Astória é nada mais, nada menos, do que o chef Paulo Leite, que abraçou este projeto em dezembro de 2018 após passagens por espaços de renome como o restaurante Eleven Rio – liderou a cozinha até regressar a Portugal -, onde, de resto, recebeu uma estrela no Guia Michelin do Rio de Janeiro e São Paulo, durante dois anos consecutivos, em 2016 e 2017.
Após uma excelente receção e bem antes do início do almoço, somos brindados com dois cocktails bem distintos. O primeiro bastante mais fresco com sumo de limão, gin, vinho do Porto branco e hortelã. Por outro lado, o segundo, de seu nome “Amarguinha”, é uma bebida mais quente e que contém licor de amêndoa amarga , café expresso, raspas de amêndoa torrada e grãos de café. De salientar a importância do trabalho elaborado pelo mixologista João Moreira ao criar uma vasta lista de cocktails ideais para esta época do ano e que impulsionam, sem dúvida, toda a experiência do Astória.
Ainda nos cocktails há sugestões como o “Hot Bruleé”, composto por avelã, amêndoa amarga, limão, mel e Tennessee whisky; “Smothie Mavem” elaborado a partir da tradicional aguardente portuguesa com um toque ácido de limão e maracujá, balanceado com a doçura do mel, canela e com um toque picante de pimenta, ou então o “Ginger Mavem“, que, apesar de servida fria, é uma bebida capaz de aquecer estes os dias mais rigorosos do inverno devido ao uso da aguardente e do picante do gengibre.
Colocamos, por agora, os cocktails de parte para passarmos às entradas, onde inicialmente são servidas três iguarias extra que não constavam no menu. Sopa fria de ostras de Aveiro, Berbigão acabado de abrir e, também, Bife tártaro com caviar enrolado em folha de alface para dar um pouco de crocante ao prato.
De seguida surigiu um Lavagante glaceado com beterraba assada e rabo de porco confitado, alga nori e ainda pão fumado. Pouilly Fumé Sauvignon Blanc é o vinho escolhido para acompanhar esta entrada. Seco e encorpado, mas bastante aromático, sobressaem as notas de limão e alperce com acidez bem fina.
Para terminar as entradas, é servido Consommé de bacalhau com puré de gema, línguas de bacalhau, tomate e salsa, harmonizando com um branco do Douro, Quinta do Cume Reserva 2013, vinho composto essencialmente pela casta Malvasia Fina (80%) e ainda Rabigato (10%) e Viosinho (10%). Aromas cítricos, ligeria acidez e com final longo e persistente na boca.
Existe ainda outra opção nas entradas que não constava neste menu de apresentação: a Terrina de foie-gras com financier de cenoura, puré de cenoura acidulado e gelatina de vinho do Porto.
Nos prato principal de peixe, tivemos Robalo ao vapor com puré de nabo, couve lombarda, algas e caldo cozido à portuguesa e, para conjugar, um vinho 100% Loureiro, Royal Palmeira 2015, com aromas de minerais e frutas maduras.
Sem perder muito tempo avançámos para o prato de carne. Cachaço de porco confitado com papas de sarrabulho, grelhos, laranja e molho de alecrim, terminando, também, a vertente vinícola com o Bella Superior Tinto 2014, monovarietal de Touriga Nacional. Vinho da região do Dão com muita fruta preta como a amora, um pouco austero na boca e que conduz a um final longo.
Para além destas sugestões, nos pratos principais consta ainda na carta do chef Pescada com arroz caldoso de bivalves, lavagante e salsa; a tradicional Caldeirada de peixes e crustáceos; ou o Peito de frango do campo ao vapor de champagne com coxa confitada, couve de Bruxelas e Morilles.
Do forno de carvão saem diretamente para a mesa iguarias como o Novilho com beterrabas, chanterelles, salsa e molho de carne assada e, ainda, a Vazia maturado com batata caseira, azeitona e presunto pata negra.
No que respeita à sobremesa, e para terminarmos esta experiência gastronómica de excelência tão rica e variada em produtos nacionais de elevada qualidade, fomos presenteados com “Bilharaco“, que consiste num bolo de abóbora caramelizado com ganache de speculoos, sementes de abóbora, aguardente, canela e queijo da serra. Para “casar” com este doce maravilhoso, foi servido mais um delicioso cocktail, de seu nome “Secondary Role”, cocktail esse que é apenas composto por aguardente , lima, canela e uma rodela de maçã.
Ainda na categoria das sobremesas, destaque para o Souflê clássico de citrinos com gelado de beterraba e lima e crumble de manteiga, ou para o Ganache de chocolate com abacate, lima, arroz tufado e côco.
Aliada à excelente localização do Astória, bem no coração do Porto, com o harmonioso ambiente da sala e profissionalismo irrepreensível de toda a equipa, esta nova carta de inverno do chef Paulo Leite vem, sem dúvida, dar um toque de primazia a um dos mais referenciados restaurantes da cidade Invicta.
Análise – Mario & Luigi: Bowser’s Inside Story + Bowser JR’s Journey
Um dos maiores clichês de 2018 falava da consola portátil da Nintendo. Não, não é a Nintendo Switch. Falo da Nintendo 3DS – lembram-se dela? É difícil não? Visto ter uma das melhores bibliotecas de jogos atualmente.
O clichê, esse, considerava-a morta, com o aparecimento da irmã mais nova, elegante e poderosa. Jogos como Mario & Luigi: Bowser’s Inside Story + Bowser JR’s Journey (iça, que o nome é gigantesco!) ajudam a desmistificar isto. Ok, poderão algumas vozes clamar: sim, mas isso é um remaster dum jogo que já existia na Nintendo DS.
Certo, mas esta nova roupagem só melhora o que já era um excelente RPG, acrescentando ainda um extra com a jogabilidade do Bowser JR. Mas vamos lá então ao que interessa.
Mario e Luigi – Super JRPG Bros
Caso nunca tenham jogado um RPG com o canalizador italiano mais conhecido dos videojogos, preparem-se para uma experiência em tudo diferente daquilo que um Dragon Quest ou Final Fantasy oferece.
O jogo principal, Mario & Luigi: Bowser’s Inside Story, segue as pisadas inicialmente trilhadas por Super Mario Paper, na velhinha Nintendo 64. Utilizando sempre como pano de fundo o reino dos Cogumelos (em inglês, Mushroom Kingdom), a saga Mario & Luigi coloca os dois irmãos num mundo onde os combates por turnos são a norma.
Porém, desenganem-se se acharem que as plataformas e os saltos bem temporizados desapareceram de todo. As raízes de Mario estão bem estabelecidas nos combates, onde a estratégia para a vitória está mais assente numa série de botões bem pressionados que nas estatísticas do equipamento usado.
Como assim? Explicando de forma simples: o combate – e a jogabilidade – alternam entre duas perspetivas, a de Mario & Luigi e a de Bowser. Durante os combates, atacamos através de saltos, marteladas, murros ou chamas, todas coordenadas através da precisão com que obedecemos às instruções no ecrã.
Para além disso, as várias habilidades partilhadas pelos protagonistas dependem muito do timing com que processamos as várias ações. Podemos ter que carregar no A, repetidamente. Alvejar vários Goombas com a stylus. E o mesmo se pode dizer da defesa contra os inimigos. Isto porque cada monstro tem um padrão diferente de ataque e, por conseguinte, um timing diferente para nos esquivarmos e contra-atacar.
O jogo brilha de forma mais intensa aqui, porque, ao contrário de um JRPG tradicional, cada combate necessita da máxima atenção da nossa parte. Não basta apenas carregar no botão de ação para derrotar os inimigos. E isso é bom, tira muita da potencial monotonia do jogo.
Bowser, o sugador de reinos
No entanto, tudo se desencadeia desta forma porque o enredo do jogo passa pela tentativa de conquista do Reinado dos Cogumelos por Fawful, um vilão com um inglês semelhante ao do nosso Jorge Jesus.
Primeiro com um epidemia de cogumelos venenosos, que incham os vários Toads, depois com um cogumelo com o poder de sugar tudo o que está à vista que Bowser prontamente devorou e, de seguida, utilizou para sugar todo o recheio do castelo da Princesa Peach. Com a própria, súbditos e Mario & Luigi incluídos.
Assim, o jogo passa sempre pela troca entre a perspetiva de Bowser, no mundo externo, e dos irmãos, dentro do corpo do dragão, para solucionar os vários puzzles e tentar travar Fawful de… bom… tentar conquistar o mundo?
Os puzzles envolvem o corpo de Bowser e o desbloquear das suas capacidades para ultrapassar os vários obstáculos que o jogo nos vai colocando. E, se leram as linhas acima e pensaram “epá, que parvoíce de jogo”, tenho um conselho: façam como Mario & Luigi e não se levem demasiado a sério.
Porque se há coisa que Mario & Luigi: Bowser’s Inside Story faz é não se levar a sério. De todo. O humor é servido em bandejas muito largas e constantes e, neste enredo, o nonsense total é constante. Se não gostarem de humor menos… refinado, estejam preparados para torcer o nariz.
Contudo, este que vos escreve não só se riu, como ainda sorriu com os vários trocadilhos, piadolas e, principalmente, com a personalidade que o jogo tem.
O tamanho da Personalidade conta!
É que um dos elementos mais importantes naquilo que é a qualidade geral de um videojogo é o seu carácter. Por carácter, entenda-se a capacidade de criar uma experiência dentro de um mundo virtual, onde as escolhas, visuais, sons e enredo combinem todas segundo o mesmo conceito.
E aqui, a personalidade dos vários jogos de Super Mario está extremamente vincada. Desde as algarviadas que Mario e Luigi dizem para substituir o italiano, até às one-liners de Bowser que, a dada altura da aventura, descobrimos ser um especialista em… massagens.
Tudo casa com a excelente banda-sonora de uma das maiores compositoras de videojogos do planeta, Yoko Shimomura. Se não conhecerem, basta saberem que compõs a banda-sonora de Street Fighter II, a franquia toda de Kingdom Hearts e Final Fantasy XV.
A música casa muito bem com os gráficos extremamente coloridos e, nesta versão, melhorados. O ambiente em 2.5D não belisca em nada o original, ganhando até animações muito mais pormenorizadas. É uma delícia ver a forma como as personagens se movimentam e garanto-vos que, em momento algum, parece datado.
A dificuldade… bom, não nos podemos esquecer que não é suposto ser um desafio para jogadores hardcore de JRPGs, portanto olhem para Mario & Luigi: Bowser’s Inside Story como uma alternativa leve a jogos mais intensos. Ou, para iniciantes no género, um excelente ponto de partida para se habituarem aos pontos principais de um JRPG.
E o Bowser Jr?
Não, não me esqueci do outro jogo. Ou, talvez deva dizer, o outro modo. É que a aventura de Bowser Jr. ocorre em paralelo com a aventura principal e coloca-nos num simulador de estratégia em tempo real. O objetivo é liderar várias tropas contra ondas de inimigos, utilizando, em algumas instâncias, os poderes de Bowser Jr para levar a campanha a bom porto.
O estilo, linguagem e design são os mesmos do jogo principal e, na verdade, serve como uma distração positiva e um elemento complementar ao pacote completo.
Pacote, esse, que torna Mario & Luigi: Bowser’s Inside Story um jogo praticamente obrigatório para todos os fãs de Mario, RPGs e da marca de humor tão própria da Nintendo. Then again, se possuem uma Nintendo 3DS, provavelmente já estão mais do que habituados a isso, não é? Não falhem esta pérola.
Texto: Carlos Duarte
Mario & Luigi: Bowser’s Inside Story + Bowser JR’s Journey
Nota: 9/10
Este jogo foi cedido para análise pela Nintendo Portugal.
Echo & The Bunnymen em Lisboa – O pós-punk ainda ecoa nas nossas cabeças
Os britânicos Echo & The Bunnymen atuaram perante uma multidão de indefetíveis que encheu o recinto do Lisboa ao Vivo. Foi um concerto curto (75 minutos), quase exclusivamente centrado nos seus hinos da década de 80. Mas a banda que Ian McCulloch e Will Sergeant insistem em manter de pé também invocou o espírito de Lou Reed, Jim Morrison, James Brown e Nat King Cole.
A lendária banda de Liverpool tem tido uma presença assídua em solo luso, mas os concertos na capital têm sido menos habituais: tocaram no Pavilhão do Belenenses em 1984 e no festival Super Bock Super Rock em 1997; o vocalista Ian McCulloch passou pelo Centro Cultural de Belém em 2013, num concerto integrado no Misty Fest.
O regresso teve como pretexto The Stars, The Oceans & The Moon, disco lançado no ano passado em jeito de celebração de 40 anos de carreira, com regravações de 13 clássicos e dois temas inéditos. Embora uma dessas novas canções (“The Somnambulist”) tenha feito parte do alinhamento, este seguiu um registo de best of, muito do agrado de um público da “velha guarda” alternativa que esgotou a lotação da sala lisboeta.
Os Echo & The Bunnymen estão atualmente reduzidos a metade da formação original, subsistindo Ian McCulloch e o guitarrista Will Sergeant. Aos dois resistentes juntaram-se os elementos que têm tocado nos concertos mais recentes (Stephen Brannan no baixo, Jez Wing nas teclas e Nick Kilroe na bateria), com exceção de Gordy Goudie, que foi substituído por outro guitarrista.
À passagem das 22h, a banda subiu ao palco enquanto na aparelhagem sonora passava a pré-gravação de um canto gregoriano mais consentâneo com um concerto dos Enigma. “Going Up”, a primeira faixa do álbum de estreia Crocodiles (1980), voltou a ser aposta forte para a abertura das hostilidades, à semelhança do que tinha sucedido na última passagem deles por Portugal, no festival Vilar de Mouros de 2016.
Embora já tenha lançado sete álbuns de estúdio entre 1990 e 2014, a banda praticamente ignorou este período menos fulgurante da sua história. As exceções foram “Nothing Lasts Forever” e “Rust” – baladas resgatadas dos discos Evergreen (1997) e What Are You Going To Do With Your Life? (1999).
Ninguém terá levado a mal que os Echo tenham apostado todas as fichas nos seus primeiros cinco álbuns. O público estava ali para viver uma noite de nostalgia (descortinámos t-shirts dos Joy Division, The Cure, The Young Gods e dos próprios Echo, tendo-se também notado a presença dos amantes das gabardinas usuais nas bandas do pós-punk) e a chegada do clássico “Seven Seas” demonstrou isso mesmo, com toda a plateia a ensaiar o primeiro de muitos sing-alongs que se seguiriam.
Prestes a completar 60 anos, Ian McCulloch pode já não ter a mesma voz, mas mantém o carisma. De óculos escuros, com uma pose impenetrável e um sotaque cerrado que tornou impercetíveis algumas das palavras que dirigiu à plateia, o líder dos Bunnymen confirmou a sua predileção pelos medleys. “Do It Do Clean” foi misturada com “When I Fall in Love” (Nat King Cole) e com “Get Up” (James Brown); “Nothing Lasts Forever” entrelaçou-se com “Walk On The Wild Side” (Lou Reed) e “Villiers Terrace” fundiu-se com “Roadhouse Blues” dos The Doors.
Os ecos da banda de Jim Morrison também se fizeram ouvir através da linha de sintetizadores de “Bedbugs and Ballyhoo” (tema originalmente gravado com a participação de Ray Manzarek, teclista do lendário conjunto americano) e através de “All My Colours”, música também conhecida como “Zimbo”, naquilo que poderá ser uma referência a Jimbo, o alter-ego de Jim Morrison.
Embora discretamente mais afastado do resto da banda, Will Sergeant – único membro que nunca abandonou a banda – continua a revelar-se como imprescindível para nos transportar para o imaginário misterioso e sombrio dos Echo & The Bunnymen, sob um denso e etéreo jogo de luzes.
Os riffs hipnóticos da sua guitarra brilharam com distinção na portentosa “Over the Wall” (exemplo maior do pós-punk psicadélico patente no álbum Heaven Up Here, de 1981), em “Never Stop” (single de 1983 que, mais tarde, foi incluído na compilação Songs to Learn and Sing) e em “The Cutter” (a espinhosa faixa de abertura de Porcupine, disco que há poucos dias celebrou 36 anos de existência). O jogo de guitarras de Sergeant com o outro guitarrista foi perfeito, criando texturas sobrepostas que lembram os nova-iorquinos Television.
Para a reta final do concerto ficaram guardadas as relíquias mais preciosas. “Bring on the Dancing Horses” e “The Killing Moon” foram hinos pop que levaram McCulloch a pedir que, por instantes, a banda tocasse mais baixo, de maneira a que pudessem ser entoados apenas por si e pela plateia, em plena comunhão.
E, já num encore efusivamente pedido pela assistência, surgiria o açucarado “Lips Like Sugar” – êxito intemporal extraído do álbum Echo & The Bunnymen (1987), que foi tocado em versão prolongada, com direito a mais improvisos de McCulloch. Voltariam de novo ao palco para tocar “Do It Clean”, tema com uma sonoridade de “garagem” que acabou por ficar de fora da edição britânica do álbum de estreia, mas que, depois, ganhou popularidade, porventura devido à referência ao consumo de cocaína que, conjuntamente com o excesso de álcool, era um dos conhecidos vícios de Mac the Mouth (nome pelo qual o líder dos Echo também é conhecido).
Não foi um concerto perfeito (até porque o som da guitarra de Sergeant esteve por vezes abafado) mas serviu para muitos agitarem sentimentos antigos, e, para outros, entre os quais este escriba, riscarem da lista de concertos de bandas míticas que ainda não tinham assistido ao vivo. Se ao menos todos os domingos terminassem assim…
Fotos de: Carlos Mendes
Worten Game Ring e NPlay lançam Liga Amadora de Counter Strike: Global Offensive
A Worten Game Ring e a NPlay lançaram uma competição para os amadores que têm a ambição de se tornarem em profissionais de CS:GO.

A Worten Game Ring LACSGO by NPlay é a designação oficial da competição que tem como objetivo promover novos jogadores e equipas que não se fazem representar nas principais ligas nacionais de Counter Strike: Global Offensive.
A competição decorre online, com as equipas divididas em dois grupos que irão disputar oito jornadas até 24 de maio. O evento final será disputado entre quatro equipas e será realizado num evento presencial (LAN).
Para acompanhar os jogos, basta seguir o canal de Twitch da Worten Game Ring, onde, para além de poderem assistir às jornadas, poderão ainda participar em giveaways de produtos da NPlay.
Este patrocínio da NPlay é uma estreia, tendo como objetivo ganhar notoriedade na comunidade gamer e ser uma referência para os jogadores iniciantes.
Texto: André Azevedo
“Tolkien” vai levar-nos a conhecer a vida do autor de “O Senhor dos Anéis”
“It’s a story about journeys.” Foi este o tipo de histórias que J.R.R. Tolkien trouxe ao mundo e agora vamos poder conhecer a sua, que inspirou obras tão importantes como O Senhor dos Anéis, num novo filme biográfico.
Pixar lança uma nova curta online com “Smash and Grab”
Os estúdios da Pixar lançaram uma nova curta do programa SparkShorts. Chama-se Smash and Grab e é um pequeno projeto de ficção científica.
Nintendo promete novidades já hoje com um novo Nintendo Direct
O segmento surpresa da Nintendo está de volta e acontece já hoje às 22h.
