Os outros jogos de 2021

Em vez de olharmos para o melhor que jogámos este ano, partilhamos aqueles que não jogámos ou que não tivemos a oportunidade de dar a nossa opinião.

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Todos os anos são lançados centenas de jogos, dos mais simples e de produções mais modestas, aos titãs de vendas que geram hype de anos acumulado. 2021 não foi exceção e, pelas nossas mãos, passou um pouco de tudo, onde podemos nomear aqui já alguns dos melhores como:

Shin Megami Tensei V, Halo Infinite,Forza Horizon 5, Marvel’s Guardians of the Galaxy, Age of Empires IV, Metroid Dread, Deathloop, Life is Strange: True Colors, Psychonauts 2, Ratchet and Clank: Rift Apart, Resident Evil Village, Nier Replicant, Returnal, Monster Hunter Rise, e muitos mais, num total de cerca de 160 textos de opinião sobre videojogos lançados pela nossa equipa em 2021.

Ainda assim, foram muitos os jogos que ficaram de fora. Títulos que jogámos e não comentámos, jogos que jogámos e não terminámos – ou não conseguimos arranjar argumentos para comentar –, e outros que simplesmente ficaram no nosso backlog. E são esses que vamos destacar hoje, a começar com o regresso de uma trilogia aclamada.

Mass Effect Legendary Edition

Uma das sagas de ficção científica mais aclamadas e influentes da última década surgiu em formato videojogo, tendo regressado este ano de cara lavada para satisfazer fãs e conquistar um novo público. A coleção vem no seguimento da promessa do “Próximo Mass Effect” e procura um novo recomeço depois da receção divisória de Mass Effect Andromeda em 2018.

Com o primeiro jogo redesenhado entre uma “remasterização” e um “remake”, Mass Effect Legendary Edition apresenta a trilogia na sua versão mais definitiva, com todos os DLCs lançados (excluindo uma expansão do primeiro jogo), agora devidamente adaptados às plataformas modernas, tirando partido de resoluções 4K e fluidez até 120FPS nas novas consolas.

Como outros relançamentos deste ano (Alan Wake Remastered ou Nier Replicant), Mass Effect Legendary Edition é mais Mass Effect, agora devidamente em HD, mais bonito e jogável do que nunca, num pacote perfeito para os fãs revisitarem e outros se deixarem apaixonar por uma das experiências narrativas mais ambiciosas do mundo dos RPGs.

Hextech Mayhem: A League of Legends Story & Ruined King: A League of Legends Story

League of Legends sempre foi popular, mas com a estreia de Arcane atingiu um novo patamar. E, por isso, a Riot Games teve aqui a oportunidade de expandir o seu universo com novos jogos. Existem mais alguns a caminho, mas pelas mãos já nos passaram dois: Hextech Mayhem e Ruined King.

O primeiro é relativamente simples de explicar, divertido de se jogar e viciante à medida que progredimos nele. Hextech Mayhem aproveita o formato mobile de one-touch-game, oferecendo uma experiência singular, onde controlamos uma criatura cuja habilidade principal é explodir ao ritmo da música e da ação, com o jogador a dançar o tango com os timings certos para a melhor pontuação possível.

Já Ruined King encontra-se no espetro oposto, com uma experiência mais complexa e old-school, inspirada em JRPGs ao estilo de Final Fantasy e Xenogears, que explora novas zonas de Runeterra com a ajuda de uma seleção de Champions bem adorados pelos fãs.

O melhor de tudo é a sua arte de fantasia negra, a cargo do luso descendente Joe Madureira, que ajuda Ruined King a destacar-se dos demais.

The Legend of Zelda: Skyward Sword

2021 também foi o ano em que um dos grandes clássicos da Nintendo Wii foi finalmente reeditado em alta definição para a Nintendo Switch.

De cara lavada, com novos controlos e melhorias de qualidade de vida, é difícil argumentar que Skyward Sword HD não é a versão definitiva desta controversa aventura de Link. Até vamos mais longe. Apesar dos seus problemas, Skyward Sword é muito mais interessante em retrospetiva, pós-Breath of the Wild, devido às suas masmorras extensas e próximas à fórmula tradicional da série.

Uma redescoberta deliciosa que serve de ponte para o que o futuro da saga nos guarda, que pelo trailer mais recente também nos promete levar até aos céus.

Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin

O primeiro Monster Hunter Stories foi uma adaptação interessante das mecânicas clássicas da série com uma estrutura mais próxima dos RPG orientais. A sequela tinha, então, a missão de suplantar o original em todos os pontos. E assim foi.

Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin consegue ser mais divertido, envolvente e uma combinação ainda mais eficaz entre a experiência de caça e captura com um sistema de combate por turnos. As mecânicas pedra-papel-tesoura, mais próximas de um Pokémon do que de um Monster Hunter, estão de regresso, mas existem mais habilidades e incentivos que tornam os combates mais divertidos.

No fundo, é o que uma sequela deve ser: uma evolução do primeiro.

No More Heroes III

Travis Touchdown e Suda 51 estão de regresso a uma das séries mais irreverentes dos últimos vinte anos.

Agora em exclusivo na Nintendo Switch, No More Heroes III é um sonho tornado realidade, apresentando a mesma loucura e criatividade dos projetos de Suda 51, mas com uma nova garra e inventividade que nos deixam boquiabertos.

O combate foi finalmente refinado e Travis tem mais habilidades à sua disposição, mas também um simples e eficaz sistema de evolução que nos permite melhorar o seu poder de ataque e pontos de vida, entre outros. Os confrontos contra bosses são magníficos e sempre inesperados, com a vertente meta da série a garantir que nunca saberemos o que irá acontecer durante as suas batalhas.

Por fim, Santa Destroy é uma vez mais explorável, mas temos novas missões secundárias, tarefas e até colecionáveis que reduzem a monotonia dos títulos anteriores. Fora o desempenho insatisfatório na Nintendo Switch, No More Heroes III é tudo o que os fãs queriam e muito mais.

Twelve Minutes

É um dos jogos mais distintos e difíceis de falar sem entrar em spoilers e estragar surpresas. E é também um dos jogos mais divisórios do ano. Twelve Minutes merece também o nosso destaque por outras razões, como o facto de ser um jogo desenvolvido pelo português Luis António, por contar com um elenco de estrelas, como Daisy Ridley, James McAvoy e Willem Dafoe, e também por usar viagens no tempo e mistério para contar a sua história.

Num formato point and click, somos fechados num apartamento e, através da experimentação, cliques e diálogos, teremos que desvendar os mistérios de Twelve Minutes, loop após loop.

Não é um jogo para todos, mas que merece pelo menos 12 minutos da nossa atenção para experimentarem um dos jogos mais arrojados do ano.

2022 e mais além

Estas foram apenas algumas das experiências que nos passaram pelas mãos e que nos iríamos sentir mal se não lhes fizéssemos algum tipo de referência. Para não falar da quantidade de jogos que hoje temos ao nosso dispor em serviços como o PS Now ou o Xbox Game Pass.

Se tudo correr bem, 2022 não será diferente e aqui estaremos para acompanhar os lançamentos que achamos mais importantes, para os jogar como fãs e partilhar as nossas opiniões com todos vocês.

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