Forza Horizon 5 – Mais uma road-trip absolutamente apaixonante

Com um novo destino exótico, uma nova playlist pulsante e novas estradas e caminhos para descobrir, Forza Horizon 5 é a fantasia definitiva para os amantes de automóveis.

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Desertos, selvas, planícies e até vulcões são apenas alguns dos biomas que a versão virtual de México em Forza Horizon 5 tem para oferecer. Depois de viajarmos por alguns dos locais mais fantásticos e inesperados do planeta para receber o festival virtual desenhado pela Playground Games e pela Turn 10, o novo destino de um dos maiores exclusivos do ecossistema Xbox é também o mais exótico.

A saga Forza Horizon não é estranha a emoções fortes, embora olhe para trás e ache que tenha começado a sua jornada de forma ainda fria, mas segura, ao apresentar um mundo onde o festival Coachella e o rally Gumball 3000 se fundiam numa experiência onde a sede de velocidade deixou séries similares, como Test Drive e Need For Speed, a comer pó.

No entanto, com o tempo e a cada iteração, Forza Horizon foi-se transformando, crescendo e revelando a sua verdadeira identidade: como uma carta de amor aos videojogos e aos automóveis. À semelhança do que Kazunori Yamauchi, criador da série Gran Turismo, pensa sobre carros, como “alguns dos mais bonitos produtos industriais criados pelo homem”, também Forza Horizon quer assim apresentar as suas estrelas, o seu elenco, colocando-o nos cenários e nas situações mais fantásticas possíveis. Isto tudo ao mesmo tempo que leva à letra o seu lema de “tornar jogadores em amantes de carros e amantes de carros em jogadores”.

Para conseguir isso, a Playground Games tem uma tarefa difícil. Não é que não tenha conseguido fazer isso no passado, jogo após jogo, mas é difícil por tentar fazer algo tão bom ou melhor, elevando a fasquia neste seu concerto orquestral e audiovisual onde, por exemplo, motores roncam e os carros deslizam pelas dunas do deserto em direção à meta enquanto Gustav Holst eleva a adrenalina e tensão do momento, de forma tão épica como Hans Zimmer trabalha nos filmes de Christopher Nolan.

De showcase em showcase (trademarks desta saga), Forza Horizon 5 apresenta-se mais épico do que nunca, com eventos cinematográficos e outros mais scripted, que servem de compasso para a progressão mais tradicional entre corridas e desafios ambientais espalhados pelo mapa.

A progressão e a nossa campanha de Forza Horizon 5 está mais polida e as recompensas que nos são entregues mais fáceis de seguir, como por exemplo o acesso ao menu da nossa coleção de carros, ou o aumento considerável de eventos especiais divididos por zonas. Contudo, mantém a sua experiência não linear e liberta, onde decidimos o caminho a escolher.

Com isto, temos tanto de positivo como de negativo. Se, por um lado, há sempre algo a fazer com eventos a surgirem de todos os lados, dando a sensação de que o jogo é um organismo vivo e mutável (algo que também reflete o suporte da Playground Games em oferecer constantemente novos desafios), por outro lado, as atividades de Forza Horizon 5 podem ser autênticos buracos negros e consumidores de tempo que dão a sensação de que pouco se avança, mesmo que tal esteja de facto a acontecer.

Mas isto é, de certa forma, positivo, pois Forza Horizon 5, além de jogo enquanto serviço, não é um jogo com início, meio e fim. Na verdade, Forza Horizon 5 não tem uma meta, pois todo ele é uma jornada e somos nós que decidimos que curva fazer e que estrada caminhar. Os carros são as estrelas e os caminhos escolhidos são o nosso destino.

Forza Horizon 4 foi um excelente jogo quando foi lançado, mas três anos depois tornou-se incrivelmente melhor. Não aconteceu apenas com patches de qualidade de vida, mas com um absurdo investimento da produção em trazer novas experiências para cima da mesa, seja através de car packs e expansões (uma delas dedicada ao mundo dos LEGO), mas, acima de tudo, por novas formas de jogar, desde os eventos sazonais de acordo com a estação do ano, a modos completamente novos como editores de eventos e até com a inclusão de um ridículo e inesperado Battle Royale.

Tudo isso é novamente encontrado em Forza Horizon 5 e devidamente adaptado à nova região inspirada no México e nos seus nove biomas distintos, que funcionam quase como um best-of de jogos passados e que se multiplicam com uma apresentação diferente de acordo com cada uma das quatro estações do ano, afetando eventos e o estilo de condução.

O México é representando de forma tão bela e apaixonante como cada um dos carros altamente detalhados para esta aventura. Cada curva, sinal, adereço e edifício foi pensado ao milímetro, algo que é facilmente observável com a colocação de alguns colecionáveis em sítios aparentemente impossíveis de alcançar, mas que requerem o empenho e exploração dos jogadores ao encontrar o trajeto e o veículo perfeito para o desafio.

Esta versão do México é tão colorida como podem imaginar, com zonas verdejantes e selvagens, praias paradísicas, desertos sem fim, um vulcão ativo, zonas urbanas características da região e, claro, os vários pontos do festival. Mas tudo colorido com as cores mais naturais possíveis, algo que é alcançado com o motor de jogo que suporta Forza Horizon 5, agora adaptado às consolas da nova geração e que conseguem apresentar um mundo mais imersivo, com uma iluminação mais realista e que torna a fusão dos carros com o ambiente mais natural do que nunca.

Com horário dinâmico, assim como as condições atmosféricas que incluem tempestades, ou as estações do ano, é virtualmente impossível visitar a mesma zona nas mesmas condições de forma repetida, tornando o jogo uma autêntica caixinha de surpresas e aliciando os adeptos da fotografia a capturarem a sua jornada e os momentos mais espetaculares nos momentos certos.

No fundo, Forza Horizon 5 é um monumento construído sobre outro, pegando em tudo o que tornou Forza Horizon 4 e também Forza Horizon 3 em excelentes jogos, e usando-os como alicerces de uma versão mais polida e mais perfeita, com portas abertas para se tornar numa besta maior.

Se visualmente há uma atualização substancial, com um mundo mais denso e rico em detalhe, a jogabilidade também sofreu alterações positivas, em particular para os jogadores que procuram diversão de arcade com uma pitada de profundidade de um simulador. No geral, a jogabilidade e o controlo dos veículos sentem-se um pouco mais pesados e diferentes, não só de veículo para veículo, mas também com as possíveis modificações de cada um. Até aqui, muito parecido com o passado, mas com diferenças subtis e mais granulares do que nunca, dando uma identidade especial a cada veículo que pegamos.

As componentes de personalização e sociais são novamente um dos grandes pilares do jogo, com Forza Horizon 5 a oferecer de novo um modelo semelhante ao de um MMO, com possibilidade de explorar o mundo e correr em eventos tanto em coop ou em competição. Pela sua natureza, e pela liberdade que nos dá de simplesmente explorar livremente o mundo com amigos, Forza Horizon prova novamente que é um excelente ponto de encontro para ter com amigos.

Mais social, mais bonito, mais apaixonante, Forza Horizon 5 como o temos agora promete ser apenas o início de uma longa jornada de descobertas e adrenalinas. Um jogo perfeito para encontrar amigos e descontrair, onde a meta só existe nos desafios propostos. É, em parte, um jogo infinito que não queremos mesmo que acabe e mal podemos esperar para ver que novas experiências a Playground Games nos guarda em Forza Horizon 5.

Forza Horizon 5 chega ao PC via Microsoft Store e Steam, consolas Xbox, Xbox Game Pass e Xbox Gaming Cloud no dia 9 de novembro.

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Cópia para análise cedida pela Xbox Portugal

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