Serviço internacional Celta entre Portugal e Espanha com ajustes temporários a partir deste mês

A CP vai implementar alterações provisórias no serviço Celta a partir de 17 de agosto de 2025, com transbordo em Viana do Castelo mas sem cortes de ligações.

A partir de 17 de agosto de 2025, o serviço internacional Celta, que liga Portugal e Espanha, vai sofrer alterações temporárias na sua operação. Segundo a CP – Comboios de Portugal, a ligação entre Porto-Campanhã e Viana do Castelo passará a ser efetuada com automotoras elétricas UTE 2240, enquanto o troço entre Viana do Castelo e Vigo continuará a ser assegurado pelas automotoras UTD 592.

Estas mudanças, de caráter excecional e limitado no tempo, não implicam a supressão de circulações. O percurso continuará disponível na totalidade, mas com transbordo obrigatório em Viana do Castelo.

A transportadora sublinha que esta solução visa assegurar a continuidade do serviço Celta, garantindo a mobilidade dos passageiros e reduzindo ao mínimo possíveis impactos na operação. A CP refere ainda que manterá coordenação estreita com a RENFE, parceira na exploração desta ligação, monitorizando de forma contínua os efeitos da medida e prestando informação atualizada aos utilizadores.

Foto: Site da CP – Comboios de Portugal

Obras do novo Mercado Municipal de Quarteira avançam com investimento de 20,5 milhões de euros

Arrancou a construção do novo Mercado Municipal de Quarteira, o maior investimento público de Loulé, com conclusão prevista em três anos e meio.

O Município de Loulé deu hoje início à obra do novo Mercado Municipal de Quarteira, considerado o maior investimento público de sempre no concelho, avaliado em 20,5 milhões de euros, integralmente financiado com fundos municipais. O arranque da empreitada foi assinalado como um “dia histórico” para a cidade, que verá nascer um equipamento com ambição de se tornar uma referência arquitetónica e funcional.

O projeto prevê um edifício de linhas contemporâneas, pensado para responder às necessidades comerciais e sociais da comunidade, mas também para funcionar como ponto de encontro e espaço cultural. Com uma área de implantação de 16.000 m2, o novo Mercado Municipal de Quarteira terá dois pisos subterrâneos e dois acima do solo, integrando soluções construtivas complexas devido à proximidade do mar. A conceção teve em conta projeções de subida do nível médio das águas para os próximos cem anos, o que obrigou a alterações de engenharia como a elevação da cota da entrada, instalação de comportas e redistribuição do estacionamento.

No interior, o novo Mercado Municipal de Quarteira contará com 48 bancas para fruta, legumes e peixe, um foodcourt com 10 unidades de restauração, 14 lojas e quiosques, áreas para eventos, escritórios, espaço de coworking e zonas de estadia. A cobertura será em madeira e a estrutura de contenção feita com paredes moldadas, abrigando também um parque de estacionamento com 269 lugares.

A primeira fase da intervenção incluirá a demolição de edifícios devolutos para a construção do parque de estacionamento. Seguir-se-á a edificação do mercado no espaço atualmente ocupado pelas arenas de voleibol, que serão transferidas para o Passeio das Dunas. A última etapa abrangerá a requalificação do Largo das Cortes Reais, onde funciona o mercado atual.

A obra terá um prazo previsto de execução de 1275 dias, cerca de três anos e meio.

Next Level Racing Formula Lite Pro – Review: Experiência de condução sensacional

A Next Level Racing tem um enorme leque de estruturas para simuladores de condução, mas é o Formula Lite Pro que se destaca para os fãs de Fórmula 1.

Como fã de jogos de condução de Fórmula 1, experimentar um cockpit com a tipologia de um carro da modalidade, foi sempre um dos meus grandes desejos, que acabei por ver concretizado com uma solução da Next Level Racing, o Formula Lite Pro.

Antes de mais é importante ressalvar que existem dois gamas de simuladores da marca. O de estrutura mais sólida e inteiriça, que proporcia uma experiência mais estável e aparentam ser mais resistentes a conduções mais intensas, com grandes torques – como é exemplo o GTtrack. E os de estrutura mais leve e maleáveis, para malta que joga mais por gosto e não tem grande espaço em casa para ter um mono encostado a um canto, como é o caso do GT Lite Pro, e no qual se insere este Formula Lite Pro.

A gama Lite é perfeita para malta que quer ter uma experiência de condução imersiva, mas não pretende investir mundos e fundos num cockpit complexo e, por vezes, complicado de manusear. E enquanto o GTLite Pro é mais apropriado para um uso mais generalista, podendo ser adaptado a diferentes géneros de jogos de corrida e condução, o Formula Lite Pro apresenta-se como a solução perfeita para os fãs de Fórmula 1.

Desde o momento em que se começa a preparar a montagem, passando pela instalação do set, de volante e pedais ( no meu caso recorri ao Fanatec GT DD Pro), terminando no uso do cockpit, toda a experiência foi memorável. A montagem é fácil, com o mínimo uso de ferramentas (incluídas juntamente com o produto), sem grandes entraves nos encaixes ou aperto, dando a entender que a marca tem atenção ao detalhe e um ótimo controlo de qualidade. A diversidade de ajustes é completa e fácil de entender. E é possível ajustar a altura e inclinação do banco, a posição e ângulo do volante e a profundidade dos pedais, algo que certamente vai satisfazer a todos os gostos e necessidades, sendo adaptável para pessoas entre 1,10 e 2 metros de altura.

Quero agora salientar o ponto do conforto e ergonomia, com um facto sobre o meu dia a dia com esta marca. Para dar uma ideia, trabalho a partir de casa desde 2022, altura em que troquei o meu cockpit da PlaySeat por um da Next Level Racing (melhor decisão da minha vida). Na altura tinha uma cadeira “rasca” de escritório e comecei a usar o GTtrack mesmo para trabalhar… e foi amor à primeira vista. Com o GTLite Pro, devido ao facto de ser facilmente transportável, passei a usá-lo de forma frequente para trabalhar de onde quiser, em casa. Já lá vão mais de 3 anos de teletrabalho e ainda não investi numa cadeira de escritório que se possa considerara decente, o que revela o quão confortáveis são as soluções desta desta marca, até noutro tipo de utilizações.

Em relação à experiência de condução, esta é simplesmente sensacional. Apesar deste ser um modelo Lite (estruturalmente menos robusto), continua a oferecer uma estabilidade fantástica, até em mudanças de direção mais intensas – até 5Nm a estabilidade não é comprometida de todo. A forma como o corpo fica aconchegado, quase deitado é intrigante, mas a verdade é que tem o efeito desejado para a melhor experiência com o jogo de Formula 1. Para além disso, o acolchoamento respirável nas costas, coxas e ombros, é perfeito para sessões longas, até em alturas do ano mais quentes, como é o caso deste verão. Diria que uma experiência mais aproximada que esta, só mesmo num carro real, em pista.

Depois de usar, o facto de ser um cockpit dobrável, permite uma flexibilidade ótima, podendo ser arrumado em qualquer sítio onde não estorve, seja dentro de um armário, debaixo da cama ou simplesmente atrás de uma porta. A meu ver, apesar de ainda ser um investimento considerável (fixado nos 299€), é um valor que é justificado pela qualidade do produto e pelas horas de diversão com a máxima imersão que garante. Então se forem fãs de Fórmula 1, em específico, este é o cockpit ideal para vocês. Se forem como eu, e quiserem experimentar fazer teletrabalho no excelente conforto de um carro de F1, também é altamente recomendado.

Se quiserem conhecer o Next Level Racing Formula Lite Pro em maior detalhe, podem assistir aqui ao seu unboxing, utilização e mais comentários.

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Este produto foi cedido para análise pela Next Level Racing.

Warner Bros. Discovery ameaça novamente a partilha de contas no HBO Max

O HBO Max vai apertar o cerco à partilha de contas a partir de setembro.

A Warner Bros. Discovery prepara-se para reforçar as restrições à partilha de contas na plataforma HBO Max, com novas medidas a entrarem em vigor já em setembro. O objetivo é acabar com a utilização partilhada de contas fora do agregado familiar, prática que tem vindo a ser tolerada, mas que passará a ser formalmente desencorajada.

JB Perrette, responsável pela divisão de streaming da empresa, revelou que os utilizadores que pretendam partilhar a conta com alguém fora da sua residência terão de pagar uma taxa adicional. O utilizador extra terá acesso a uma conta separada, com password e perfil próprios. Até agora, esta opção era facultativa, mas passará a ser promovida de forma mais assertiva, através de mensagens direcionadas aos subscritores.

O sistema de controlo vai recorrer a dados como o endereço IP, identificadores dos dispositivos e padrões de atividade da conta para detetar utilizações fora da residência principal. Cada subscrição só poderá adicionar um utilizador extra, a um custo ligeiramente inferior ao plano com anúncios. Esta medida segue o exemplo de outras gigantes do streaming como a Netflix e a Disney, que, após adotarem políticas semelhantes, registaram aumentos significativos no número de assinantes e nas receitas. Contudo, na prática, estas limitações ainda não são sentidas pela maioria dos utilizadores portugueses.

Conhece todos os carros de Gran Turismo 7 na nova base de dados online

A Polyphony Digital lançou um portal dedicado exclusivamente à informação de todos os carros presentes em Gran Turismo 7.

Gran Turismo 7 é mais do que um simples simulador de condução para a PlayStation, é também um arquivo quase histórico dos automóveis. Agora, para explorar a história e os detalhes de todos os seus carros, a Polyphony Digital lançou um portal onde é possível conhece-los a todos.

Chama-se Gran Turismo 7 Car List e trata-se de um portal simples com uma grelha composta pelos 539 carros somados até julho de 2025, no momento de escrita deste artigo. Organizados, por defeito, por fabricante e ordem alfabética. Tal como no jogo, é possível explorar a lista por regiões, desempenho, peso etc. Mas o interessante é o seu conteúdo. Ao clicar em cada um dos veículos, é apresentado um resumo da história do veículo, as suas categorias detalhadas e fotografias capturada diretamente do jogo.

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Informações sobre De Tomaso Pantera ’71 de Gran Turismo 7

Esta base de dados surge como alternativa à já existente no jogo, com uma consulta mais facilitada para jogadores que podem usar o seu smartphone para explorar informações sobre um dos carros, enquanto está noutra parte do jogo, ou simplesmente para curiosos e entusiastas, uma vez que todos estes detalhes representam as versões reais dos carros.

A lista poderá crescer doravante, graças ao suporte continuo da Polyphony Digital, que todos os meses acrescenta novos veículos, desafios e melhorias ao jogo.

Gran Turismo 7 está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5 e tem total compatibilidade com o PlayStation VR2.

Ninebot F3 Pro – Review: mais potência, conforto e autonomia

Suspensão eficaz, potência consistente e pneus resistentes fazem da Ninebot F3 Pro uma opção versátil para a cidade.

Quem vive em grandes cidades como Lisboa ou Porto, decerto terá percebido que o mercado das trotinetes elétricas mudou muito nos últimos anos. Antes da pandemia, e neste caso referindo-me à capital portuguesa, a cidade chegou a ter em funcionamento mais de 10(!) operadoras dedicadas a este nicho de micromobilidade, o que era claramente um exagero face à procura registada na altura. Depois veio a pandemia… e o mercado mudou drasticamente, tendo muitas dessas empresas abandonado o país, mesmo após o regresso à normalidade.

Sim, de facto o nicho das trotinetes elétricas mudou imenso nos últimos cinco anos, e não foi apenas para essas empresas, mas também para os próprios consumidores, que passaram a fazer contas à vida e perceber que, afinal, mais valia adquirir uma trotinete própria e deixar esse investimento diluir ao longo do tempo, ao invés de andar constantemente a alugar veículos de outras empresas.

Aqui em Setúbal, onde vivo, já foi um mercado com alguma expressão, mas, atualmente, e tendo o que vou vendo diariamente, vejo mais pessoas com as suas próprias trotinetes, ao invés de andarem nas da Bolt, por exemplo, uma das operadoras que funciona por estes lados.

A verdade é que estes veículos vão ficando cada vez mais robustos a nível de conforto, segurança, durabilidade, software funcional e integração com serviços móveis, tudo para um desempenho cada vez mais perfeito. É aqui que entra a Segway, com a sua Ninebot F3 Pro.

Não sou estranho à marca, devo dizer, uma vez que já experimentei anteriormente a Ninebot KickScooter D18E, que não era uma topo de gama, e a já superior F2 Pro. Portanto, este novo modelo é uma natural evolução da série F2.

E lá está, as primeiras impressões demonstram isso mesmo. Ao tirar a Ninebot F3 Pro da caixa, percebe-se que não estamos perante um modelo de entrada. A estrutura em liga de magnésio não só aparenta ser robusta como é leve, algo raro neste segmento. Não se trata apenas de uma questão de aparência, uma vez que o magnésio oferece maior resistência sem peso extra, resultando numa melhor condução, menos vibração e maior durabilidade a longo prazo.

O sistema de dobragem da Ninebot F3 Pro é outro ponto forte. Ao contrário de muitos modelos que ficam folgados passado pouco tempo, esta trotinete trava firmemente com um fecho duplo e um clique satisfatório. Este ponto é especialmente importante uma vez que não fiquei o maior fã dos outros modelos que experimentei, dado que sempre achei algo “difícil” – ou então era da minha inexperiência – o sistema de dobragem, mas aqui não tive quaisquer problemas. Algo que será bem útil para quem a usa todos os dias e tem de levar o veículo no comboio ou no metro, por exemplo, ainda que tenha de ter alguma força em levar de “atrelado” um veículo que pesa 19.3kg.

Passando para o guiador curvo, este tem um tamanho ergonómico e é ligeiramente mais largo do que o habitual, oferecendo maior estabilidade sem ser incómodo em portas ou elevadores. Já as pegas anti-bacterianas têm uma textura que impede o escorregamento mesmo com mãos suadas. Aqui, a sensação tem extrema importância, notando-se logo que estamos prestes a seguir viagem em algo bem robusto.

Na parte central do guiador têm o ecrã TFT de 2,4 polegadas, apresentando-se com um excelente contraste, fácil de ler mesmo à luz direta do sol – especialmente útil nestes dias. Como seria de esperar, é aqui que têm acesso a informações essenciais como velocidade, nível da bateria, modo ativo, sinais de mudança, conectividade, estado do bloqueio e do motor. É, portanto, uma navegação muito simples e familiar para quem já experimentou outros modelos do género.

Também bem posicionados, mesmo para que outros condutores estejam atentos ao nosso trajeto, estão os sinais de mudança de direção incorporados no guiador, que indicam que vamos mudar de direção, bem como as luzes de travão. Já a luz dianteira é suficientemente forte para andar à noite.

O motor da Ninebot F3 Pro entrega 500 W de potência contínua, com picos acima dos 1.200 W. A potência surge de forma suave, permitindo manter o controlo em qualquer altura do nosso trajeto. Ao arrancar depressa, especialmente em pisos húmidos ou inclinados, a trotinete mantém a aderência graças ao sistema de controlo de tração, uma raridade em modelos abaixo dos 1.000 €. Este sistema impede discretamente o deslizamento das rodas em subidas, tornando as viagens mais seguras em condições imprevisíveis – embora, nessas situações, muito honestamente não recomende que se aventurem muito…

A nível de velocidade máxima anunciada, é de 25 km/h, que a Ninebot F3 Pro alcança facilmente. E que faz com que seja um modelo fora da obrigatoriedade de possuir um seguro de responsabilidade civil.

Mais importante que isso: consegue manter a velocidade nas subidas onde muitas trotinetes perdem força. Aliás, em inclinações de 10 a 15%, não só não abranda, como não é preciso mudar de modo. Este modelo em particular consegue funcionar mesmo com um ângulo de subida de 24%, ou seja, em subidas muito íngremes, esta Ninebot F3 Pro será especialmente útil.

Outro ponto importante é a suspensão hidráulica dianteira, algo que distingue este modelo dos concorrentes. Ao contrário das molas rígidas ou amortecedores plásticos habituais, a Ninebot F3 Pro dá uma resposta firme, mas progressiva, absorvendo eficazmente pequenos solavancos como buracos ou calçadas irregulares. A suspensão traseira em elastómero, embora menos eficiente, ajuda a filtrar os impactos sem perder estabilidade. Ou seja, não torna a viagem excessivamente “leve”, mas alivia o desconforto comum em muitas trotinetes ao final de algum tempo de viagem.

Claro, convém perceber que este sistema foi desenhando para superfícies urbanas, ou seja, para uso citadino, e aí, o desempenho é excelente. Em terra batida ou outro tipo de pisos não posso opinar, pois não me atrevi a experimentar.

Para que tudo isto funcione, não se pode também descorar os pneus. Neste caso, a Ninebot F3 Pro conta com pneus auto-reparáveis de 10 polegadas com camada anti-furo interna – ou seja, os furos são selados instantaneamente, algo extremamente útil caso levem a trotinete para fora de passeios, uma vez que, com tantas outras em curso pelo país, muitos são os parafusos e pregos que vão ficando pelo chão… São também muito estáveis nas curvas, bem como para paragens bruscas, ou seja, não derrapam facilmente.

Aqui, além dos pneus, os travões de disco mecânicos duplos, à frente e atrás, são extremamente importantes, e fazem bem o seu trabalho. Eu, com pouco mais de 80kg, não precisei de exercer praticamente força nenhuma para que a trotinete travasse, e senti uma resposta muito precisa. A minha esposa, com cerca de 51kg, teve uma resposta ainda mais imediata quando precisou de travar durante os nossos testes. Ou seja, condutores que sejam mais pesados – a Ninebot F3 Pro aguenta um máximo de 120 kg – poderão notar um mínimo delay na resposta.

Quanto à bateria de 477Wh, nos nossos testes pudemos comprovar uma autonomia realista de 50 a 55 km em uso misto, com arranques rápidos e subidas ocasionais. Já o modo Eco pode estender a autonomia para cerca de 65 km, mas com perda de velocidade para um máximo de 15 km/h. E sim, se desligarem o Bluetooth ganham também mais alguma autonomia, como seria de esperar. São ótimos valores para quem, por exemplo, vive a cerca de 20 km do local de trabalho, e tem condições para fazer esse caminho de ida e volta de trotinete.

A mais-valia da Ninebot F3 Pro, contudo, é a compatibilidade com uma segunda bateria externa que se fixa lateralmente sem afetar o equilíbrio da trotinete, de acordo com a marca. Ou seja, podem perfeitamente ter convosco um veículo que, graças a duas baterias, consegue uma autonomia na ordem dos 100 km. Fantástico! O único senão é mesmo as seis horas para a bateria ir dos 0 aos 100%.

Não posso terminar sem referir a indispensável app móvel Segway-Ninebot, que, com o seu design limpo e responsivo, permite personalizar quase todas as definições da Ninebot F3 Pro: intensidade da travagem , sensibilidade do acelerador, atualizações de firmware, bloqueio remoto e estatísticas detalhadas de uso.

Outro ponto importante é a integração com o Apple Find My, funcional sem custos adicionais. Em caso de roubo, a trotinete pode ser localizada através do ecossistema Apple.

No fim do dia, não posso não recomendar a Ninebot F3 Pro. As melhorias são significativas face à F2 Pro, pelo que, se conseguem deslocar-se de trotinete para o trabalho, ou no dia-a-dia, e têm algumas subidas íngremes pelo caminho, esta trotinete promete ser o modelo indicado para todos esses casos.

Podem adquirir a Ninebot F3 Pro através do site oficial por 649€.

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Este produto foi cedido para análise pela Segway.

Instagram recebe um mapa interativo, uma nova aba e capacidade de republicação

A rede social da Meta foi atualizada com novas funcionalidades úteis, questionáveis e há muito pedidas.

O Instagram lançou três novas funcionalidades que estão a chegar gradualmente a todos os utilizadores. O maior destaque é o Instagram Map, um mapa interativo que permite ao utilizador partilhar a sua última localização com amigos, desde que essa opção seja ativada manualmente. O conceito é semelhante ao Snap Map do Snapchat, mas a Meta garante que a partilha está desativada por predefinição e exige confirmação dupla.

Instagram Map
Instagram Map

Adam Mosseri, CEO do Instagram, explicou que “as pessoas presumem que, por conseguirem ver-se no mapa, outras também as podem ver”, reforçando que tal só acontece se o utilizador autorizar. É possível limitar a visualização a amigos, à lista de amigos chegados ou a um grupo personalizado. Mas apesar disso, já surgiram relatos de utilizadores que dizem ter encontrado a opção ativa sem a terem ligado, algo que a empresa ainda não esclareceu.

Outra novidade é a aba Amigos nos Reels, que mostra publicações com as quais os contactos interagiram, seja com gostos, comentários ou criações próprias. A Meta refere que o objetivo é facilitar a descoberta de conteúdos relevantes, embora exista a possibilidade de ocultar ou silenciar a atividade de determinadas contas.

Separador Amigos nos Reels
Separador Amigos nos Reels

O Instagram passa agora também a permitir republicar Reels e publicações públicas de outros utilizadores, uma funcionalidade muito pedida pela comunidade. As partilhas feitas aparecem no feed dos seguidores e ficam reunidas num separador próprio no perfil do utilizador, sendo possível adicionar uma nota, em jeito de comentário, antes de publicar. A funcionalidade deverá beneficiar criadores de conteúdo, aumentando o alcance junto de novos públicos.

Republicar no Instagram
Republicar no Instagram

As três novidades já foram lançadas e estão a ser disponibilizadas por atualização do lado do servidor, sendo recomendada a versão mais recente da aplicação.

Metal Gear Solid Delta vai receber modo o multijogador online Fox Hunt no final do ano

O modo multijogador Metal Gear Solid Delta não vai acompanhar o seu lançamento já no final do mês de agosto.

A caminho do lançamento de Metal Gear Solid Delta: Snake Eater, a Konami anunciou a janela de lançamento do modo multijogador online que integrará a experiência, para meados de outono deste ano, não avançando já com uma data definitiva.

O novo modo multijogador online Fox Hunt promete ser uma experiência totalmente original, sem relação com o antigo Metal Gear Online, que acompanhou a versão Subsistence do jogo original para a PlayStation 2. De acordo com Yu Sahara, veterano da série que trabalhou em jogos como Metal Gear Solid 4, Peace Walker, Ground Zeroes e The Phantom Pain, apostar numa nova direção responde ao facto de os jogos multijogador terem evoluído desde o lançamento original de Metal Gear Online: “Agradecemos sinceramente a todos os fãs de longa data de Metal Gear Online que sempre quiseram ver o regresso do jogo, mas o panorama dos jogos multijogador mudou muito desde então.”

Como é possível assistir no mais recente vídeo dedicado ao modo, Fox Hunt promete pegar em elementos base de Metal Gear Online, adaptando-o às capacidades modernas dos videojogos, com maiores oportunidades de ação furtiva graças a visuais avançados e jogabilidade mais afinada, e também inspirado em jogos em jogos tradicionais de escondidas. A Konami promete ainda revelar mais novidades e olhares aprofundados ao modo Fox Hunt mais próximo do seu lançamento.

Até lá, os jogadores poderão treinar as suas habilidades furtivas na narrativa de Metal Gear Solid Delta: Snake Eater, que tem lançamento marcado para 28 de agosto no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Satisfyer apresenta Coleção Steel com brinquedos eróticos premium em aço inoxidável

A Satisfyer lançou a Coleção Steel, uma linha premium de brinquedos eróticos em aço inoxidável. Com três séries distintas, combina design escultural, peso preciso e versatilidade térmica para diferentes tipos de estimulação.

A Satisfyer lançou recentemente no mercado a Coleção Steel, uma nova linha de brinquedos eróticos concebida integralmente em aço inoxidável. O lançamento insere-se no segmento premium e aposta na conjugação de design escultural com ergonomia precisa, procurando oferecer sensações distintas e uma estética marcada pela sofisticação.

A nova gama da marca inclui três séries – Pure Gravity, Cosmic Crest e Star Force -, cada uma com formatos e texturas específicas, desenvolvidas para diferentes tipos de estimulação. Todas as peças partilham características comuns: peso significativo para intensificar a pressão, superfície polida para um deslizamento fluido, possibilidade de utilização em jogos térmicos e construção em aço inoxidável de elevada durabilidade.

Na série Pure Gravity, o modelo Pure Gravity 1 apresenta uma curva pronunciada e relevos subtis, direcionados para a estimulação do ponto G, aliado a uma superfície suave e ideal para variações de temperatura. Já o Pure Gravity 2 recorre a uma dupla extremidade e texturas alternadas, proporcionando estímulos internos mais intensos, enquanto o Pure Gravity 3 aposta na versatilidade, com um lado liso e outro texturado, mantendo a curvatura para precisão no ponto G.

Por sua vez, a Cosmic Crest propõe um formato em C com duas extremidades no Cosmic Crest 1: uma larga e achatada, para contacto amplo, e outra arredondada, para penetração focalizada. Já o Cosmic Crest 2 apresenta um corpo compacto, curvatura afunilada e sulcos ondulados, concebidos para uma estimulação rítmica com mínimo esforço.

Quanto à série Star Force, o Star Force 1 combina uma curvatura em S e extremidades distintas – uma lisa e outra em forma de contas – para sensações contrastantes, enquanto o Star Force 2 opta por uma ponta esférica e dupla extremidade, permitindo alternar entre diferentes intensidades. Há ainda o Star Force 3, de formato XXL, que oferece variação de diâmetros para quem procura um preenchimento amplo ou pressão concentrada. Por fim, o Star Force 4 destaca-se pelo comprimento de 26 cm, corpo esférico liso e peso equilibrado, pensado para movimentos amplos e jogos térmicos.

Todos os modelos são fabricados em aço inoxidável polido, compatíveis com qualquer tipo de lubrificante e concebidos para serem não porosos, higiénicos e fáceis de limpar. Sem componentes eletrónicos, estão prontos a usar em qualquer momento, podendo ser aquecidos ou arrefecidos conforme a preferência do utilizador.

Sony garante que vai manter a linha de smartphones Xperia

A Sony afirmou que não tem planos para abandonar os smartphones Xperia, contrariando rumores sobre uma possível saída.

A Sony voltou a sublinhar que a linha Xperia continua a fazer parte da sua estratégia. Durante a apresentação mais recente de resultados financeiros, a empresa afirmou que não tem intenção de abandonar o mercado dos smartphones.

Apesar de ter uma presença discreta no sector e de já não competir em volume com marcas como a Apple, a Samsung ou os principais fabricantes chineses, a Sony indicou que o negócio móvel permanece ativo, ainda que com objetivos distintos dos dos seus concorrentes. De acordo com a marca, as tecnologias de comunicação continuam a ser uma componente importante do seu portefólio, com impacto em áreas como sensores, dispositivos de imagem, eletrónica automóvel ou conteúdos digitais.

Esta confirmação foi feita por Sue Lin, diretora financeira do grupo, que frisou que os smartphones da linha Xperia continuam a ser considerados relevantes para a estratégia global da empresa. A produção é atualmente assegurada por parceiros externos, e a distribuição concentra-se sobretudo em nichos de mercado, com produtos focados na qualidade de imagem, som e construção.

O posicionamento da marca tem privilegiado modelos de gama alta, concebidos para utilizadores exigentes, incluindo entusiastas de fotografia e vídeo. De acordo com a Sony, o objetivo passa por manter uma presença seletiva, valorizando a integração tecnológica e a consistência com outras áreas do grupo, em vez de procurar competir diretamente em escala ou preços.

A empresa reconhece também que a sua presença no sector móvel tem vindo a encolher, especialmente fora do Japão, mas rejeita que esteja a preparar a saída do segmento. A atual estratégia, como afirma, continua a assentar numa aposta de longo prazo, embora contida.

Filme-concerto de Sozinho em Casa vai ser exibido na MEO Arena

A 30 de novembro, a MEO Arena apresenta o filme-concerto Sozinho em Casa, com a banda sonora de John Williams interpretada ao vivo pela Lisbon Film Orchestra

No próximo dia 30 de novembro, a MEO Arena recebe mais um evento que junta cinema e música ao vivo… mas não é um qualquer. Pela primeira vez, a maior sala do país receberá a exibição do filme Sozinho em Casa com a banda sonora interpretada ao vivo por 120 músicos e coralistas da Lisbon Film Orchestra.

Este concerto ao vivo, que junta cinema e música clássica, surge da parceria entre o Canal Hollywood e a conhecida orquestra e terá a direção do maestro Nuno de Sá, marcando a primeira vez que um maestro português lidera um filme-concerto desta dimensão no país.

A execução ao vivo da banda sonora original de John Williams, sincronizada com a projeção do filme, pretende envolver o público numa viagem sensorial singular, onde a emoção das composições de Williams se destaca. Entre os temas, “Somewhere in My Memory” assume um papel especial, sendo uma das peças mais reconhecidas do compositor e um marco na tradição musical associada ao Natal, ecoando na memória de várias gerações.

A realização deste concerto ao vivo em Lisboa insere-se numa tendência crescente de eventos que unem cinema e música ao vivo. Ao proporcionar uma nova forma de assistir a Sozinho em Casa, esta iniciativa reforça a importância dos filmes clássicos na cultura popular, ao mesmo tempo que promove a música orquestral como elemento central da experiência cinematográfica.

Quanto aos bilhetes para este filme-concerto que dá as boas-vindas à magia do Natal, já estão disponíveis na MEO Blueticket, variando entre os 31 e os 102€.

Wheel World – Review: No reino dos ciclistas

Depois de Nidhogg e Flywrench, a Messhof traz-nos Wheel World. Um projeto diferente, um jogo de aventura e corridas de bicicletas que se revelou como uma das surpresas mais agradáveis de 2025.

No novo jogo da Messhof, o mundo é dos ciclistas. Apesar de existirem carros, camiões, até tratores e motos, a vida resume-se a uma longa e contínua corrida de bicicletas. A população divide-se por grupos de ciclistas, com as suas roupas e estilos individuais, as maiores estrelas e as grandes figuras de renome são heróis do asfalto e a região de Tramonto é uma mescla de pistas que se cruzam e constroem em torno de cidades, campos de cultivo e florestas. A natureza molda-se à borracha das rodas que percorrem o asfalto e a terra batida enquanto bicicletas saltam, deslizam e cortam pelo trânsito a alta velocidade. Assim é Wheel World.

Este amor pelo desporto radical é tão presente em Tramonto que até o ciclo de vida e morte é uma corrida por concretizar. É isso que Kat, a nossa protagonista, descobre quando é escolhida por Skully, uma peculiar entidade sobrenatural, responsável pelo Great Shift, um processo de renovação das almas que ainda residem no mundo de Wheel World. Infelizmente, Skully é incapaz de reiniciar o processo porque a sua bicicleta foi destruída e as peças roubadas, ficando uma mera memória do que era. A bicicleta ancestral é a única capaz de realizar a tarefa e este é o mote para Wheel World: Kat tem de conquistar as peças da bicicleta.

Para tal, a nossa ciclista precisa de utilizar a bicicleta velha de Skully para aumentar a sua reputação e desafiar os grandes ciclistas de Tramonto, os verdadeiros culpados pelo roubo das peças ancestrais. Através de um mundo aberto, que podemos explorar à nossa vontade – fora a dificuldade de alguns eventos, é possível escolhermos a ordem que quisermos –, temos à nossa disposição várias corridas para dominarmos enquanto aumentamos a reputação de Kat, colecionamos novas peças e melhoramos a nossa bicicleta num divertido jogo de corridas e aventuras.

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Wheel World (Messhof)

Wheel World apanhou-me de surpresa. Como um daqueles jogos que aparecem sorrateiramente nas nossas vidas e que absorvem a nossa atenção com uma enorme (e assustadora) facilidade. O facto de se tratar de um jogo de corridas acessível, longe de ser um simulador, com corridas divertidas e de curta duração, cujas recompensas são constantes e a sensação de crescimento é palpável – estamos sempre a encontrar novas peças e a melhorar a nossas bicicletas, existindo centenas de combinações diferentes para diferentes tipos de corridas –, tudo envolto num mundo aberto cheio de cor e com uma tonalidade veranil quase notálgica são garantias da qualidade de Wheel World. É difícil abandonar o comando e seguir em frente, mesmo e tarefas adicionais que requerem exploração do mapa aberto –, e acredito que exista uma certa repetição devido à falta de diferentes tipos de provas – temos apenas corridas com os mesmos objetivos para cumprirmos que esta vontade em continuar a explorar o mundo de Tramonto é uma combinação entre a jogabilidade acessível, a fidelidade visual e a forma como a Messhof equilibrou a distância entre provas e recompensas em campo.

Quando entramos em Tramonto, temos o mapa inteiro à nossa disposição. Num primeiro contacto, Tramonto está às escuras, os seus caminhos e estradas não são visíveis e desconhecemos por completo os seus pontos de interesse. O que sabemos é que temos de derrotar os cinco campeões e que para o conseguirmos, temos de ativar os sinos gigantescos que decoram o horizonte da ilha, guardados por companheiros de Skully e que melhoram a habilidade de boost da nossa bicicleta. Ao tocarmos os sinos, uma parte do mapa é desbloqueada e conseguimos finalmente ver a zona em grande destaque, juntamente com os locais de destaque e as missões que podemos completar. É um sistema semelhante a tantos outros jogos em mundo aberto – subir a torre, arranjar a torre, ter acesso aos pontos de interesse -, mas como a Messhof fez a inteligente decisão de reduzir a escala do mapa e concentrar-se mais no seu design, não sentimos tanto a pressão de completar tarefas e muito menos somos assoberbados com entulho mecânico que serve para pouco. O que importa é descobrir os melhores caminhos, fazer-nos às estradas e encontrar as peças que tantos nos ajudarão a conquistar até as corridas mais complexas.

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Wheel World (Messhof)

Com o mapa desbloqueado, Kat tem finalmente a possibilidade de melhorar a sua reputação. Sem reputação, os grandes ciclistas não vão querer aceitar o seu desafio e muito menos devolver a peça ancestral roubada, então é preciso correr para ganhar nome. As corridas podem ser encontradas pelo mapa e dividem-se entre eventos principais, com vários objetivos para terminarmos e com direito a pontos de reputação, e corridas secundárias, onde podemos desafiar ciclistas que encontramos pelas estradas para ganharmos selos que funcionam como o sistema monetário de Wheel World. Os eventos principais são o foco da campanha e constroem-se em torno de percursos rápidos, quase sempre com uma duração que não excede os cinco minutos, para conseguirmos ficar em primeiro. Os trajetos foram bem pensados e utilizam muito bem o design natural das zonas, ora a apresentarem trechos mais centrados no controlo da velocidade, downhill e até corridas mais claustrofóbicas onde as curvas são uma constante. Devido ao UI constante a indicar-nos o caminho e ao estilo cel-shaded, é fácil navegar através das pistas e torna-se divertido encontrar os atalhos para melhorarmos os nossos tempos e conquistar todos os objetivos.

As corridas aleatórias só podem ser encontradas se explorarmos Tramonto e percorrermos as suas várias estradas em busca da equipa Lone Wolf. Com uma bandeira azul nas traseiras das bicicletas, estes ciclistas estão sempre prontos para uma corrida de despique e vencê-los não é propriamente difícil. No geral, Wheel World não é um jogo muito desafiante, mas aprender as estradas e perceber a particularidades de uma prova não deixam de ser essenciais. Estas corridas secundárias fazem parte de um leque de atividades que podemos encontrar em Tramonto e que servem o sistema monetário de Wheel World. Desde vencer os Lone Wolf até a descobrir novas rampas e percursos secretos, espantar corvos, colecionar as letras KAT durante as corridas, entre outros, são alguns dos objetivos secundários que nos recompensam com novos selos.

Apesar da sua acessibilidade, Wheel World não deixa de estar construído sobre um simples e intuitivo sistema de progressão que requer algum trabalho de personalização. A bicicleta de Kat não pode ficar para sempre como um monte de ferros enferrujados e com parafusos soltos: é preciso evoluir. Com as corridas principais, vendedores e caixas escondidas pelo mundo, Kat pode adquirir novas peças para melhorar os atributos da sua bicicleta. Seja maior força, velocidade, controlo e destreza, é necessário apostar o mais rapidamente possível na personalização da bicicleta se queremos vencer os campeões de Tramonto. Através de várias combinações, podemos definir melhor se somos rápidos em descidas, sem temos força suficiente para manter uma velocidade estável, se conseguimos controlar melhor a bicicletas nas curvas ou então se conseguimos afastar as investidas dos outros ciclistas para mantermos o equilíbrio. As peças alteram completamente a forma como jogamos e não são apenas itens cosméticos. É possível sentirmos a bicicleta a evoluir à medida que avançamos na campanha e é absolutamente satisfatório quando conseguimos encontrar a combinação perfeita para nós, desde as peças ideais até às habilidades passivas que algumas das peças inclui – e é uma pena que não possamos guardar builds para trocarmos quando quisermos.

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Wheel World (Messhof)

O sistema de evolução complementa perfeitamente o design das pistas e a variedade de percursos que encontramos em Wheel World. Apesar de ser possível forçar qualquer tipo de layout em qualquer tipo de percurso, o jogo está pensado para incentivar-nos a trocar regularmente de peças para aproveitarmos totalmente as particularidades de cada corrida. Por exemplo, na zona florestal, as corridas assumem um estilo mais downhill, focado na velocidade e nas reações rápidas, e nós podemos aproveitar essa particularidade dos percursos ao apostarmos em peças que aumentem a velocidade nas descidas. Esta troca acaba por ser essencial quando queremos quebrar todos os records de tempo e para compreendermos melhor o design das pistas ao permitir que consigamos encontrar novos atalhos e dominar os obstáculos no nosso caminho.

Há muito tempo que não me senti tão investido num jogo de corridas. Wheel World é muito acessível, divertido e curto sem nunca se tornar demasiado cansativo, com pistas bem construídas, um bom sistema de evolução e um mapa repleto de cor e boa direção de arte, apresentando um toque mediterrâneo que combina perfeitamente com o verão. No entanto, Wheel World não está livre de problemas e fora a repetição já mencionada temos também um certo arcaísmo na forma como lida com os desafios adicionais, obrigando os jogadores a ativar as recompensas uma a uma. O facto de podermos andar fora da bicicleta também é uma opção que não é bem explorada no jogo e surge quase como descartável, não fosse pela obrigatoriedade de sairmos da bicicleta para colecionarmos itens e falarmos com os NPC – uma escolha que não deixaria saudades se fosse eliminada. O desempenho também apresenta alguns problemas, nomeadamente na cidade central, com quedas acentuadas de frame rate que prejudicaram alguma das corridas – um problema que se expandiu depois para o resto do jogo, ao ponto de ter sido obrigado a reiniciar o jogo para resolver a lentidão do jogo.

Apesar de todos estes problemas, Wheel World foi uma surpresa agradável e um dos indies que mais me cativou em 2025, com uma jogabilidade acessível e uma ambiência que jorra calma, aventura e beleza.

reviews 2021 recomendado

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela popagenda PR.

Hotel Canaan Montijo conclui estrutura com cerimónia de “Pau de Fileira” na Praça da República

O Hotel Canaan Montijo celebra a finalização da estrutura com a tradicional cerimónia de “Pau de Fileira”. Localizado na Praça da República, o projeto reforça o turismo e o desenvolvimento urbano na Margem Sul de Lisboa.

O Hotel Canaan Montijo, em construção no coração da cidade, atingiu um marco importante no dia 6 de agosto com a cerimónia de “pau de fileira”. Este momento tradicional na construção civil assinala a finalização da estrutura da futura unidade hoteleira no Montijo, localizada na emblemática Praça da República.

Com 162 quartos, o Canaan Montijo resulta da colaboração de várias empresas de referência. O projeto arquitetónico foi concebido por Tiago Silva Dias, arquiteto reconhecido pela abordagem contemporânea e pela integração harmoniosa nos contextos urbanos, com distinções nacionais e internacionais. A fiscalização da obra está a cargo da DDN – Engenharia e Fiscalização, com experiência consolidada na supervisão de projetos em Portugal e no estrangeiro.

A construção é conduzida pela Transfor, grupo com mais de três décadas no setor da construção civil, enquanto os projetos de especialidades foram desenvolvidos pela Consulplano, gabinete técnico multidisciplinar especializado em engenharia e consultoria de edifícios.

A Canaan Global Holdings, sediada em Portugal, atua em setores estratégicos como Educação, Hotelaria e Serviços de Mobilidade. Com operações na Europa, Austrália e Ásia, o grupo aposta no desenvolvimento de projetos que combinem valor sustentável, ligação internacional e transformação urbana, mantendo um papel ativo no crescimento e modernização da oferta hoteleira na Margem Sul.

Wells abre loja outlet de ótica em Odivelas

A Wells inaugurou no Strada Outlet, em Odivelas, a sua primeira loja outlet exclusivamente dedicada à ótica.

A Wells acaba de inaugurar a sua primeira loja outlet dedicada em exclusivo à ótica, localizada no Strada Outlet, em Odivelas. Este novo espaço integra a estratégia de expansão da marca a nível nacional e apresenta condições promocionais permanentes exclusivas desta unidade.

Com uma área de 140 m2, a loja disponibiliza descontos fixos: 15% em toda a gama de produtos, 50% no segundo par de óculos graduados e reduções até metade do preço em todos os óculos de sol. Para além das ofertas comerciais, o espaço oferece serviços especializados, como consultas de audiologia, entrega de óculos monofocais em apenas uma hora e de óculos progressivos em até três horas.

O portefólio inclui marcas de referência como Ray-Ban, Carolina Herrera, Police, Guess, Hackett, Tous e Vogue, bem como propostas exclusivas, como Mr. Boho, e as mais recentes coleções da Florence by Mills e da Pepe Jeans. No total, estão disponíveis mais de 40 marcas, entre armações graduadas e óculos de sol.

Esta nova unidade funciona todos os dias, entre as 10h e as 23h, seguindo o horário do centro comercial onde está instalada.

RoboCop: Rogue City – Unfinished Business: Review – Mais morto do que vivo

Mais compacto e linear do que o jogo original, a expansão RoboCop: Rogue City – Unfinished Business procura dar-nos uma experiência assente no combate e num ambiente controlado, tentando expandir também a história de Alex Murphy e dos habitantes da OmniTower, mas os problemas de otimização e jogabilidade repetitiva roubam o charme de Rogue City e deixam-nos com pouco.

A introdução de RoboCop: Rogue City – Unfinished Business é um presságio. Um primeiro aviso para a qualidade instável de uma expansão que se predispõe a dar continuidade à história de RoboCop, mas também a expandir a luta da cidade de Detroit e dos seus habitantes contra o crime organizado e o controlo da OCP. Apesar da sua escala reduzida, agora localizada quase exclusivamente na imponente OmniTower – uma enorme torre habitacional, construída pela OCP para responder às necessidades da população de Detroit, mas que se revelou ser uma enorme armadilha com implicações socio-económicas gravíssimas –, a alma da série continua visível e a Teyon tentou introduzir novas personagens que adicionam camadas inesperadas ao passado de Alex Murphy e do programa RoboCop. As intenções foram boas, as ideias também, mas a a Teyon não conseguiu contornar a ausência de exploração e equilibrar o foco desmedido no combate desta expansão de Rogue City, culminando num enorme choque tonal que é percetível desde o primeiro minuto da campanha.

A introdução de Unfinished Business procura emular o início dos filmes e de Rogue City, apresentando mais um trecho noticioso de Mediabreak, novamente apresentado por Casey Wong – uma personagem que os fãs da série irão reconhecer –, cujo tom sarcástico e quase apocalítico complementam o olhar absurdista sobre a realidade de Detroit e do mundo capitalista da série. Em Unfinished Business, a introdução destaca a decisão de se queimar, em céu aberto, toneladas de lixo que estão depositados no Yosemite Park para supostamente salvar o planeta e gerar mais energia. Enquanto Casey Wong fala, a câmara recua e vemo-nos nas ruas de Detroit, novamente vazias, sinistras, e seguimos, à semelhança de RoboCop 2, uma senhora com um carrinho de compras cheio de latas e uma televisão portátil. No pequeno ecrã, o jornalista comenta sobre a possibilidade da OCP depender de unidades militares para controlar Detroit e finalmente iniciar as obras que darão vida a Delta City. Se a polícia é incapaz de combater o crime, talvez a OCP esteja correta e a justiça deva ser ainda mais cega do que já é. Mas há um raio de luz na cidade, um polícia que é irredutível na sua luta, e basta a sua presença para dissuadir qualquer criminoso de Detroit. As luzes vermelhas e azuis do carro anunciam a sua chegada e é isso que salva a senhora de ser assaltada. É RoboCop.

Mas Casey Wong talvez não esteja totalmente errado na sua perspetiva sobre o papel da OCP na sua tentativa de modernizar Detroit: a esquadra de Metro West acaba de ser atacada por um gangue de mercenários. A lei é novamente testada e a resposta fica, para já sem resposta – afinal até onde devemos ir para proteger quem está à nossa volta? É aqui que reencontramos RoboCop. Um reencontro silencioso, melancólico e certamente ambíguo no que toca às reações de RoboCop e das memórias de Murphy. A esquadra está destruída, o fogo espalha-se por certas zonas e os cadáveres dos polícias descrevem aquele que foi um ataque imparável e quase sádico. Durante vários minutos, não encontramos uma única cara conhecida e com vida, caminhamos em silêncio enquanto ouvimos a labaredas das chamas ao longe, os sinais de alarme e as faíscas dos equipamentos destruídos. É um momento solene que contrasta com a frieza e falta de crítica mordaz da sequência anterior, agora mais assente no humanismo do ciborgue que continua a sobreviver quando todos à sua volta são vítimas do sistema que ele próprio simboliza.

É na sala de manutenção que finalmente encontramos o Sargento Reed, ainda vivo, mas ferido. Os mercenários atacaram a esquadra para roubar a cadeira de RoboCop, a mesma que eles poderão utilizar para se ligarem aos sistemas da OCP e apoderarem-se da sua tecnologia – mas para que fim? Ainda com a esquadra destruída e os corpos dos seus colegas a serem recolhidos pelos sobreviventes, RoboCop quer descobrir a verdade por detrás do ataque e a única pista é um cartão de acesso da OmniTower. Uma missão a solo, quase suicida, onde RoboCop terá de combater sem qualquer auxílio contra um grupo de mercenários com armamento suficiente para o destruir. É assim que termina a introdução de Unfinished Business, nesta aproximação à torre de betão da OCP, numa mistura de má otimização, escrita problemática, cinemáticas desinteressantes, humor falhado, mas também com momentos melancólicos, sinceros e que demonstram como a Teyon é capaz de abordar a série sem necessitar sempre do ruído constante dos diálogos e das personagens que pouco adicionam ao universo dos filmes.

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RoboCop: Rogue City – Unfinished Business (Teyon/Nacon)

Esta falta de qualidade é desapontante e é também sentida na forma como a Teyon trabalhou a narrativa de Unfinished Business. O que me deixa mais frustrado é que temos aqui o princípio para algo maior e muito mais interessante, mas que nunca atinge o seu verdadeiro pico de qualidade. Em momentos, a história de Unfinished Business é muito mais pessoal e intrigante do que aquela que vimos em Rogue City, que se perdeu nos seus excessos e referências constantes. Aqui temos algo mais compacto, mais humano e com temas fortes que refletem perfeitamente o passado de Alex Murphy e o seu papel enquanto polícia num mundo de criminosos, mas também a luta de uma comunidade contra o controlo da OCP e dos gangues que ameaçam o seu bem-estar. A pergunta “o que és capaz de fazer para proteger os teus” é constantemente desafiada e a resposta nem sempre é clara, com Unfinished Business a repartir o protagonismo por três personagens que procuram adicionar profundidade aos temas da narrativa. Se RoboCop acredita que devemos ter fé nos nossos sistemas e ajudar-nos mutuamente para que possamos sobreviver, já Cassius Graves é o seu oposto: a justiça deve ser implacável. As suas perspetivas chocam no decorrer da campanha, naquela que podia ter sido a base para algo mais arrojado e com repercussões permanentes na personagem de RoboCop, mas que aqui perdem força antes de se tornarem memoráveis.

As ideias são boas, mas a finalização é desapontante. Graves é uma personagem interessante e acredito que teria funcionado muito bem na história de Rogue City, se fosse um dos focos da campanha, ao lado do Old Man e do programa Afterlife. Em Unfinished Business, Graves tem pouco destaque e pouco tempo para crescer e ser a antítese necessária para desafiar RoboCop nos seus valores. É através de Graves que temos um vislumbre do passado, a tão falada missão com Alex Murphy, onde acompanhamos uma operação policial que termina mortalmente. Um ponto de rutura entre Murphy e Graves que culmina anos depois, com Graves despido do seu distintivo de polícia e Murphy encarcerado num corpo metálico que lhe roubou a sua humanidade. Duas faces, a mesma moeda e um reencontro que podia funcionar tematicamente e até como continuação dos acontecimentos de Rogue City se a Teyon tivesse encontrado um equilíbrio mais saudável entre as sequências imparáveis de ação e os momentos narrativos. Em Unfinished Business, a finalização é um problema constante.

O mesmo pode ser dito de Miranda Hale, a terceira personagem forte de Unfinished Business. Uma cientista com um passado traumático, vítima de um assalto que a deixou desfigurada, agora sedente por vingança. Na sua mente, Miranda está a fazer o que é mais correto e acredita que Detroit precisa de um punho forte para limpar finalmente as suas ruas e proteger a população da cidade. Mas qual será o preço dessas intenções? Miranda é o meio-termo entre RoboCop e Graves, o elo perdido e com um passado surpreendente que a liga diretamente ao programa de Bob Morton e que levou à morte de Alex Murphy. Os temas e fios narrativos são genuinamente interessantes para os fãs da série porque expandem o passado de Murphy, mas também do programa RoboCop, apresentando algumas explicações que combinam bem com o primeiro filme, sem desvirtuar o que fora anteriormente apresentado. No entanto, Miranda acaba por ser mais uma personagem mal aproveitada e com pouco tempo para crescer. Apesar de jogarmos com ela durante uma das missões mais curtas – quase tão curta como a missão com Murphy –, o impacto é reduzido. Mais uma vez, as ideias são boas, mas a Teyon parece não saber o que fazer com os temas da expansão.

Os problemas narrativos amontoam-se e a discrepância tonal entre a história de Murphy e Graves e o humor sarcástico excessivo revela uma escrita com pouca qualidade ou impacto. A Teyon parece estar dependente do sentido de humor da série e raramente o abandona, até quando a história necessita de seriedade e de uma escrita mais adulta. É uma armadilha difícil de evitar, esta do humor sarcástico, e torna-se cansativo ouvir as mesmas one liners e sentir pouca progressão narrativa ao longo das curtas horas de duração de Unfinished Business. Como fã da série, custa-me ver RoboCop reduzido a falas descartáveis, novamente preso ao seu lado mais robótico, sem um pingo de personalidade. Quando o seu lado humano vem ao de cima, a personagem funciona – como um momento delicioso onde RoboCop confronta Graves -, mas a história condena-o a ser uma imitação do que vimos antes. O que também é desapontante é a prestação de Peter Weller, agora mais monocórdico e desinteressado, com uma representação inconsistente, sem peso ou compreensão do que faz a personagem ser tão memorável. Os problemas de representação e escrita são tão graves que RoboCop parece ser a versão com as diretrizes modificadas do segundo filme. Até como Murphy estes problemas persistem e fico desapontado porque sei que Peter Weller é um excelente ator, e sinto que não se trata apenas de uma questão de idade, mas de má direção de atores.

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RoboCop: Rogue City – Unfinished Business (Teyon/Nacon)

A OmniTower é uma personagem em si. Um cenário fechado, supostamente auto-suficiente, que funciona como um microcosmos no centro de Detroit. A torre de betão, tecnologicamente avançada, mas dividida por castas, é um vislumbre do futuro que a OCP almeja, onde o capitalismo desenfreado colide com a exploração das massas e a mentalidade de grupo para criar um sonho quebrado. Ao contrário de Rogue City, Unfinished Business decorre quase exclusivamente na OmniTower e não temos acesso às ruas características de Detroit. Uma omissão que prejudica fortemente o ritmo da campanha e que torna a progressão mais lenta, como se estivéssemos sempre a percorrer os mesmos corredores e salas em tons brutalistas do princípio ao fim. Mas os temas estão presentes e enquanto subimos os vários andares da OmniTower, temos acesso a uma realidade desconhecida. Um universo paralelo, restrito e fechado, povoado por antigos membros da comunidade de Detroit ou então por pessoas que procuravam um futuro melhor – todos eles enganados pela OCP e abandonados à sua sorte. Até antes da chegada dos mercenários de Graves, a OmniTower já era uma armadilha mortal onde nada funciona, o apoio era mínimo e o crime mantinha-se ativo em todos os seus corredores de betão.

A história dos habitantes da OmniTower é outra ponta solta que nunca é devidamente abordada pela Teyon. A sua introdução é forte, mas não existem histórias pessoais fortes ou personagens memoráveis para nos prenderem à ação e ao futuro da torre megalítica. A falta de cenários mais variados é um problema constante e a linearidade sufocante da campanha cria uma ideia de repetição que nunca conseguimos afastar. No entanto, existem alguns polos de interesse e pequenas comunidades que procuram caraterizar a OmniTower como um palco de sonhos quebrados. A Notown é um dos destaques, uma cidade improvisada, criada por alguns dos habitantes que se fartaram da ausência de apoio da OCP e que vivem agora à margem da lei. A cidade apresenta um aspeto artesanal, sem ordem ou planeamento, como se tivesse sido construída à medida que mais pessoas se juntavam à sua causa. A cidade não é propriamente interessante no seu level design ou na forma como aproveita os cenários para expandir a narrativa visual de Unfinished Business – o worldbuilding é quase todo relegado a programas de rádio, que podemos encontrar espalhados pelas salas da torre -, mas é uma tentativa interessante que deveria ser a norma e não a exceção num jogo com pouca alma. É também na Notown que encontramos uma zona mais explorável, com vários caminhos alternativos, novos NPC com quem podemos interagir e até missões secundárias que podemos terminar.

A falta de consistência visual também é mais notória em Unfinished Business, muito graças às restrições da OmniTower. A Teyon teve menos espaço e variedade para trabalhar, e os problemas de otimização são muito visíveis quando espelhados sobre os cenários monocromáticos e quase retangulares da torre. Há uma enorme falta de cor e de efeitos volumétricos, uma grande diferença quando comparada às ruas de Detroit, que roçavam ocasionalmente o fotorrealismo. A presença de cenários destrutíveis é um ponto positivo porque enaltecem a intensidade dos confrontos, mas claramente foi um impedimento ao polimento do jogo. De facto, a OmniTower é tudo menos memorável, pouco imaginativa ou surpreendente no seu design, e a presença constante de bugs é um desapontamento.

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RoboCop: Rogue City – Unfinished Business (Teyon/Nacon)

Unfinished Business está mal otimizado, ao ponto de sentir que foi lançado com uma versão incompleta e mal testada, tais são os seus problemas. O primeiro bug que encontrei foi durante uma das cutscenes iniciais, onde todas as personagens desapareceram e a câmara decidiu assumir um ângulo que mostrava apenas o interior dos cenários. As vozes também desapareceram, à exceção de Peter Weller, e o que poderia ter sido um momento introdutório e de exposição narrativa acabou por ser um presságio para o resto da campanha. Este problema de alinhamento em campo, com a câmara a ficar perdida entre os pontos de interação, voltou a acontecer durante uma das cinemáticas mais importantes da campanha. Enquanto o jogo se esforçava para apresentar algumas das revelações mais inesperada da história, como o papel de Miranda no programa RoboCop, a câmara decidiu ficar novamente presa nos cenários.

Estes tipos de problemas não eram raros em Rogue City, mas também não eram tão constantes como aqui. Ao longo das minhas oito horas com Unfinished Business, não me lembro de ter ficado mais de 10 minutos sem encontrar um bug. Fossem armas que desapareciam, modelos na posição T, efeitos sonoros cortados, mau lip-sync ou texturas que não carregavam, Unfinished Business parece preso por fios e espero que a Teyon resolva estes problemas através de patches. A minha paciência quase chegou ao fim durante a missão nove, onde temos de sobreviver ao longo de vários confrontos sem a nossa arma automática, a Auto-9. No papel, o jogo quer que consigamos conciliar a utilização de objetos que encontramos no cenário com as armas que podemos roubar aos nossos inimigos, trocando constantemente entre estas opções para colmatar a ausência da arma icónica. O problema é que o jogo decidiu não me deixar trocar de armas. A partir do momento em que apanhei uma das armas inimigas, o jogo quebrou-se e deixou de registar a troca de armas. Por mais que tentasse, não conseguia fazer qualquer mudança, o que me deixou numa posição demasiado vulnerável em combate. Isto podia ter sido um momento de aprendizagem que me obrigaria a utilizar melhor as mecânicas do jogo, mas não foi o caso. As sequências de combate não estão pensadas para esta ausência das armas e fui obrigado a reiniciar várias vezes as mesmas sequências de combate até conseguir ter sorte e seguir em frente.

No entanto, é importante não esquecer que Unfinished Business não é uma sequela e sim uma expansão. Um novo episódio na saga Rogue City que procura expandir ligeiramente os acontecimentos do jogo anterior e dar-nos um novo olhar sobre RoboCop, a OCP e de Alex Murphy antes da sua ressurreição. As surpresas são poucas, como seria de esperar, já que Unfinished Business manteve as mesmas mecânicas introduzidas em Rogue City, misturando longas sequências de combate – onde podemos colocar à prova as habilidades cibernéticas de RoboCop e utilizar um leque extenso de armas – e momentos de exploração e investigação que procuram injetar alguma variedade numa jogabilidade que é mais familiar do que inovadora. Até a estrutura das missões secundárias pouco mudou, ainda que sejam mais raras e menos memoráveis nesta expansão, levando RoboCop a investigar locais de crime e a procurar itens ou pessoas desaparecidas enquanto navega pelos corredores de betão da OmniTower.

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RoboCop: Rogue City – Unfinished Business (Teyon/Nacon)

As habilidades de RoboCop e a progressão da campanha continuam idênticas ao que vimos em Rogue City. Os pontos de experiência, que são conquistados através da conclusão das missões ou da recolha de colecionáveis, são revertidos em pontos de habilidades que usamos para desbloquear novas opções passivas e ativas. A árvore de habilidade é praticamente idêntica à apresentada em Rogue City e é quase descartável na forma como foi implementada sem ser revisitada e otimizada para uma jogabilidade mais centrada no combate. A progressão divide-se assim por habilidades incrementais e na melhoria da Auto-9, que pode ser expandida através de componentes e chips. A icónica arma de RoboCop é o destaque do jogo, até mesmo quando comparada ao novo cryo cannon – um canhão congelante que é eficaz contra todos os inimigos em campo -, muito porque é a única que goza de um sistema de evolução. Através dos componentes, que podem ser equipados exatamente como vimos em Rogue City – sobre um circuito em formato de puzzle onde temos de encaixar peças enquanto evitamos penalizações e melhoramos os atributos da arma –, a Auto-9 pode ficar imparável, ao ponto de se tornar desequilibrada. Balas infinitas, disparo completamente automático, componentes anti-armadura, rapidez no recarregamento: tudo isto faz parte do leque de atributos que podemos adicionar à arma.

Apesar de existirem momentos de investigação e exploração, como acontece em Notown, Unfinished Business é 80% centrado em combate. A campanha é também mais linear e caminhamos entre sequências de combate, às vezes sem termos tempo para respirar. Sejam mercenários, androids, turrets, drones ou os ciborgues Otomo – naquela que é mais uma aproximação a RoboCop 3 (e existem várias neste jogo) –, os confrontos podem ser intensos e até difíceis no modo normal. Mesmo com problemas de polimento, Unfinished Business não tem quaisquer problemas em encher os cenários com mercenários, seja a correr contra nós ou então em posições superiores enquanto disparam à distância. RoboCop não é um tanque invencível e a velocidade joga contra si, então é necessário encontrar locais seguros e recuperar a energia sempre que possível. A procura pelos recipientes com energia é uma constante em Unfinished Business e até melhorarmos a Auto-9, o jogo nunca deixa de ser desafiante devido aos números elevados de inimigos em campo e à constante destruição à nossa volta. Mas é também cansativo e um pouco desmoralizante quando todos os confrontos são idênticos, os cenários oferecem poucas oportunidades estratégicas e a AI não é muito imaginativa para nos obrigar a jogar de outra forma.

RoboCop: Rogue City foi um milagre. Um milagre menor, daqueles que pouco ou nada mudam a nossa vida, mas que conseguiu cumprir as esperanças dos fãs. Contra todas as expectativas, depois de vários anos sem uma adaptação, Rogue City conseguiu ressuscitar a série com uma sequela corajosa que almejou encaixar-se entre o segundo e terceiro filmes, assumindo-se como uma continuação sólida para a personagem. A exploração do passado de Murphy, o impacto das suas memórias e até as questões morais que a sua ressurreição acarreta são temas que tornaram Rogue City mais forte e ambicioso. Já Unfinished Business não é capaz de atingir estes picos, focando-se mais no combate e num cenário mais restrito e muito menos visualmente cativante do que a cidade de Detroit. É uma experiência condensada com boas ideias que podiam ter complementado perfeitamente a história iniciada em Rogue City, mas algo falhou. A história sem um fim impactante, o combate repetitivo e os problemas constantes de otimização selaram o destino desta expansão. Se Rogue City foi um sinal de esperança para o futuro, Unfinished Business é um presságio para o que nos poderá esperar.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Upload Distribution.

Taberna Londrina leva as suas francesinhas para Campo de Ourique em agosto

A Taberna Londrina inaugura o seu quarto restaurante em Lisboa, na zona de Campo de Ourique, reforçando a sua presença na cidade com a famosa francesinha minhota e uma seleção de cervejas artesanais.

A Taberna Londrina prepara-se para abrir portas em Campo de Ourique, na cidade de Lisboa, no próximo dia 13 de agosto, marcando a sua quarta unidade no município.

Reconhecida pela francesinha minhota, famosa pelo seu molho exclusivo, a marca do Grupo inaugura o seu 24.º restaurante, reforçando a aposta numa zona de forte tradição lisboeta.

Com três restaurantes já estabelecidos em Lisboa – no Campo Grande, Bairro Alto e Avenidas Novas – a chegada a Campo de Ourique representa uma expansão da marca, mantendo o seu padrão de qualidade e o ambiente acolhedor que lhe é característico. A oferta gastronómica centra-se na francesinha, acompanhada por uma seleção cuidada de cervejas artesanais nacionais e internacionais, que complementam a experiência dos clientes.

KiK abre na Figueira da Foz a sua 31ª loja em Portugal

A KiK Portugal está prestes a celebrar três anos de existência em território nacional.

Depois de, em julho, ter chegado à Batalha, a KiK abriu esta semana uma nova loja, desta vez na Figueira da Foz. É o 31º espaço da empresa em Portugal e está localizado no nº 96 da Rua da República.

Para quem não está a par, a KiK é uma retalhista de moda low cost cujas lojas apresentam uma gama variada de vestuário e uma seleção de produtos de decoração, brinquedos, papelaria, bricolage e drogaria. Por exemplo, ao entrarem numa das lojas da multinacional alemã, irão reparar numa vasta coleção de vestuário para bebé, criança, mulher e homem, permitindo encontrar um look total por 30€. Além do vestuário, há uma grande secção dedicada à maquilhagem e acessórios.

A KiK deu os primeiros passos em 1994, na Alemanha, com uma pequena loja de descontos. Desde então, a empresa traçou um percurso de crescimento sustentado que a levou a empregar atualmente cerca de 26.000 pessoas em mais de 4.000 lojas distribuídas por vários países europeus.

Primark aposta em roupa infantil mais confortável para todas as crianças

Primark adaptou a sua roupa infantil para oferecer maior conforto e funcionalidade, eliminando etiquetas incómodas e introduzindo meias sem costuras.

A Primark melhorou significativamente o conforto da sua roupa infantil, respondendo a desafios sensoriais comuns a muitas crianças.

Com base no feedback de pais e cuidadores, a retalhista de moda adotou o conforto extra como critério principal no design das suas peças infantis. Uma das alterações mais evidentes passa pela substituição das tradicionais etiquetas em tecido por etiquetas impressas diretamente nas roupas, reduzindo irritações na zona do pescoço. Esta mudança abrange já mais de metade da sua oferta para crianças, incluindo cerca de 70% dos pijamas, facilitando o uso e aumentando o bem-estar dos mais novos.

Além disso, a marca introduziu uma linha de meias sem costuras e com costuras planas, desenhadas para proporcionar conforto contínuo ao longo da semana, atendendo a necessidades sensoriais específicas que afetam muitas crianças.

Estas melhorias não correspondem a uma coleção pontual, mas sim a alterações incorporadas desde a fase de conceção das peças, com o objetivo de responder às necessidades reais das famílias. As peças selecionadas para esta atualização privilegiam tecidos suaves, como algodão 100%, e incluem artigos essenciais do guarda-roupa infantil, como t-shirts, sweatshirts e calças de fato de treino, mantendo os preços acessíveis característicos da marca.

Cascais vai ter piscina de ondas e centro de surf de alta tecnologia

O Plano de Pormenor de Talaíde foi aprovado pela Câmara Municipal de Cascais, autorizando a construção de um centro de alto rendimento de surf com piscina de ondas.

Cascais vai receber um novo centro de alto rendimento dedicado ao surf, que incluirá uma piscina de ondas com tecnologia de última geração. O projeto avança na sequência da aprovação do Plano de Pormenor de Talaíde, publicada esta quarta-feira em Diário da República.

A infraestrutura será construída numa área de 90.000 m2, atualmente desocupada, situada entre o Taguspark, Sintra e Oeiras. Para além do equipamento desportivo, o plano contempla espaços comerciais, áreas de serviços, zonas verdes destinadas ao lazer e áreas de proteção ambiental.

O regulamento do plano estabelece critérios exigentes de sustentabilidade ambiental e eficiência energética. A mobilidade é igualmente destacada como prioridade, prevendo-se o reforço do transporte público, a melhoria da mobilidade suave e a criação de uma nova via rodoviária de Nível 3 entre Talaíde e Sintra, que deverá facilitar o acesso a este futuro polo urbano e desportivo.

O prazo previsto para a execução do Plano de Pormenor de Talaíde é de cinco anos, período durante o qual se perspetiva uma transformação significativa na regeneração urbana, no dinamismo económico e na valorização da qualidade de vida no concelho.

Este investimento privado pretende afirmar a freguesia de São Domingos de Rana como um novo ponto de referência no panorama desportivo e urbano, com impacto também ao nível turístico.

OpenAI lança o GPT-5 para todos os utilizadores

O novo GPT-5 chega com melhorias no raciocínio, na codificação e em outras áreas.

O GPT-5 foi oficialmente lançado pela OpenAI e já está disponível para todos os utilizadores do ChatGPT, incluindo a versão gratuita. De acordo com o representantes da empresa, o modelo representa uma evolução tecnológica face às versões anteriores.

O novo modelo traz melhorias a nível da velocidade, precisão e fiabilidade. A plataforma passa a escolher automaticamente a configuração mais adequada, analisando o pedido e utilizando uma variante mais potente quando a tarefa é mais exigente ou quando é pedido raciocínio mais profundo. Assim, é capaz de equilibrar rapidez, qualidade e custo computacional.

Internamente, o GPT-5 existe em quatro variantes técnicas: básica, mini, nano e chat. Cada variante foi desenhada para cenários diferentes, desde conversas em tempo real até operações multimodais em contexto empresarial. A OpenAI afirma que o modelo apresenta desempenho elevado em áreas como escrita, programação e saúde.

O GPT-5 fica também integrado em serviços da Microsoft, incluindo o Microsoft Copilot, o Microsoft 365 Copilot, o GitHub Copilot e a plataforma Azure AI Foundry. No Office, a Microsoft afirma que a IA compreende melhor o contexto de documentos e de e-mails, proporcionando respostas mais consistentes em diálogos longos e ligação direta a ficheiros e projetos. Já no Copilot Studio, a criação de agentes personalizados passa a suportar automatizações mais complexas e contextualizadas.

Para programadores, o modelo está disponível através do GitHub Copilot e do Visual Studio Code nos planos pagos, oferecendo apoio na escrita, teste e execução de código. A integração com o Azure AI Foundry facilita a incorporação de funções de IA nos fluxos de trabalho de desenvolvimento.

A Microsoft divulgou que a sua Equipa Vermelha de IA submeteu o GPT-5 a um conjunto alargado de testes para avaliar vulnerabilidades de abuso, como criação de malware ou automatização de fraudes. Segundo os resultados partilhados, o modelo mostrou-se mais resistente a usos maliciosos do que versões anteriores.