Com apenas uma hora de duração, Catto’s Post Office, da In Shambles Studio, procura retirar-nos do stress quotidiano para descobrirmos uma ilha repleta de gatos adoráveis numa aventura de entregas de encomendas – para o bem e para o mal.
Com a crescente influência das redes sociais e a presença constante da Internet, o nosso quotidiano parece estar mergulhado em ruído. Os rumores exagerados, as notícias fatalistas e por vezes falsas, a necessidade de pertencer e fazer parte de grupos online, ou a discussão efervescente mergulhada em toxicidade, são uma presença contínua. A vontade é desligar e ignorar tudo, mas este ruído constante também afeta os videojogos e as suas comunidades, criando a ideia de que não há escape. Não é por acaso que podemos sentir um pico de interesse e procura por experiências mais confortáveis e descontraídas na pós-pandemia. Se Animal Crossing continua a ser uma referência, a comunidade de videojogos rapidamente procurou criar novos projetos sobre o manto do conforto. Assim nasceu o género “Cozy Games”, seja ele ou não oficial (afinal o que é um género oficial?), e assim surgiram títulos como Catto’s Post Office, da In Shambles Studio.
Catto’s Post Office (In Shambles Studio)
Com apenas uma hora de duração, Catto’s Post Office é o epítome de um jogo descontraído, criado para ser o mais confortável possível, servindo como contraste para a jogabilidade intensa e frenética de outros géneros. Naquela que é uma experiência perfeita para toda a família, nós somos Catto, um adorável gato carteiro que tem várias encomendas e cartas para entregar ao longo do dia. Com um mapa restrito, mas povoado por personagens igualmente adoráveis, e um leque de cenários interiores que surpreendem pelo seu número, somos encaminhados por todos os pontos de interesse à medida que Catto ajuda os seus vizinhos e participa em tarefas simples e fáceis de realizar. Não esperem grandes demandas e histórias paralelas com várias ramificações, antes um número saudável de objetivos que requerem pouca inventividade na forma como são resolvidos, restringindo-se à procura de objetos perdidos, algumas escolhas narrativas – como a cor que queremos para um desenho ou se nos atrevemos a passar por uma poça de água – e pouco mais.
O grande mistério em torno do jogo é o facto de todos os habitantes da ilha terem aparentemente esquecido o aniversário de Catto. O jovem carteiro, que passa os seus dias a ajudar os outros e a entregar encomendas, vê-se assim sozinho no seu aniversário enquanto os seus amigos continuam as suas vidas sem dizer uma única palavra. Ao longo da campanha, as entregas são feitas, o dia avança e o mistério tem a resolução que vocês esperam, sem grandes surpresas ou reviravoltas. Fora as tarefas adicionais e a navegação pela ilha, Catto’s Post Office também não esconde grandes mistérios e só exige uma segunda visita se procuram concluir todos os achievements disponíveis. Este é um caso de “é exatamente o que vocês pensam que é” e acredito que agrade quem adora o género. Se procuram mais do que isso, então não esperem surpresas.
Catto’s Post Office (In Shambles Studio)
Como um Cozy Game, Catto’s Post Office faz exatamente o que se propôs a fazer. Apesar de não ter ficado encantado com este mundo repleto de gatos adoráveis (que monstro serei eu), consigo reconhecer as suas qualidades enquanto distração momentânea, especialmente se for partilhada por pais e filhos. A escrita podia ser mais variada ou explorar melhor o tema, mas não foi esse o propósito da In Shambles Studio e tenho de respeitar isso, tal como tenho de respeitar o quão pouco retirei desta hora no reino da descontração e do conforto.
Cópia para análise (versão PC) cedida pelaCULT Games.
Metro Mondego inicia circulação de veículos elétricos entre Portagem e Vale das Flores, preparando a futura operação comercial plena.
O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) entra esta sexta-feira, 29 de agosto, numa nova etapa com o arranque da operação preliminar no percurso urbano entre a Estação Portagem e a Estação Vale das Flores, em Coimbra.
A partir de sábado, 30 de agosto, e até ao início da exploração comercial integral entre Serpins e a Portagem, o serviço regular neste troço urbano passa a estar disponível diariamente, das 8h às 20h, incluindo fins de semana, com partidas a cada 15 minutos. Esta fase terá caráter gratuito, permitindo à população experimentar o novo meio de transporte e acompanhar de perto a evolução do projeto.
De acordo com a Metro Mondego, esta operação preliminar desempenha um papel essencial na preparação da exploração plena, prevista para o último trimestre de 2025. O objetivo é testar em escala real os veículos, a infraestrutura, os sistemas técnicos e os modelos de gestão, ao mesmo tempo que se avalia a experiência dos passageiros. As viagens permitem ainda identificar e corrigir eventuais falhas antes da entrada em funcionamento da operação comercial.
O percurso entre a Portagem e o Vale das Flores integra várias paragens intermédias, entre as quais Parque, Colégios, Arregaça, Norton de Matos, São José, Solum, Fernando Namora e Casa Branca.
O Sistema de Mobilidade do Mondego resulta da cooperação entre a Infraestruturas de Portugal, a Metro Mondego e a Câmara Municipal de Coimbra. Assente num modelo de Metrobus com tração elétrica a baterias, o sistema dispõe de via dedicada e prioridade nos cruzamentos, ocupando o antigo ramal ferroviário da Lousã e zonas urbanas de Coimbra.
No total, a rede terá 42 quilómetros, assegurando a ligação entre Serpins, Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra, incluindo a estação de Coimbra B e o eixo central da cidade, desde a beira-rio até à área hospitalar.
A abertura da Primark no GaiaShopping faz parte de um plano de remodelação do conhecido centro comercial.
Neste momento, a Primark conta com 13 lojas em Portugal, sendo que a mais recente loja, inaugurada em junho, encontra-se situada no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu. Esta abertura integra o plano de expansão da marca delineado no ano passado, que contemplava quatro novas localizações e um investimento global de 40 milhões de euros.
Dessas quatro localizações, três já estao em funcionamento: Guimarães, Montijo e Viseu. Falta Covilhã, mais especificamente no City Center Covilhã, mas apenas será inaugurada em 2026. No entanto, e como seria de esperar, a cadeia de moda irlandesa não vai ficar por aqui.
De acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago), a Sonae Sierra está a preparar-se para investir 16 milhões de euros para remodelar o GaiaShopping, numa obra que abrangerá fachadas, corredores interiores, zona de restauração e, até, os parques de estacionamento. Neste projeto estão também incluídas 20 novas lojas, entre as quais um espaço da Primark, que assumirá o papel de nova âncora.
Estima-se que as obras fiquem concluídas no terceiro trimestre de 2026, ou seja, até setembro desse ano.
A ASUS e a Microsoft não divulgaram ainda um preço das suas novas máquinas de jogos.
Durante a Gamescom 2025, a ASUS e a Microsoft confirmaram que as novas máquinas de jogos portáteis desenvolvidas em conjunto, as ROG Xbox Ally e ROG Xbox Ally X, serão mesmo lançadas a 16 de outubro, como anteriormente já se especulava.
Apesar desta confirmação, os preços não foram ainda anunciados, algo que poderá acontecer apenas quando as pré-reservas dos dois equipamentos tiverem início. No entanto, especula-se que os preços de lançamento poderão ser 599€ para a versão base, a ROG Xbox Ally, e 899€ para a ROG Xbox Ally X, valores que contrastam com os 799€ e 999€ inicialmente apontados numa fuga de informações anterior detetada no site da própria ASUS.
Como anteriormente anunciados, ambos os modelos correm Windows 11 Home e estão desenhados para permitir jogar de forma nativa, em cloud via Xbox Cloud Gaming, ou remotamente através de ligação a uma consola Xbox. As novas máquinas também introduzem o Xbox Full Screen Experience, uma nova interface otimizada para dispositivos portáteis, que reduz processos de fundo no arranque e atribui mais recursos ao desempenho de jogos, servindo também de plataforma unificada para o acesso a bibliotecas do Xbox Game Pass e de lojas como a Steam, Battle.net, Epic Games Store, entre outras, possibilitando o acesso a jogos de diferentes géneros e exigências técnicas. E porque são efetivamente computadores portáteis, os novos dispositivos suportam injeção de mods em jogos, aplicações de comunicação como o Discord, e funcionalidades transversais do ecossistema Xbox como conquistas, progresso partilhado e multijogador sincronizado.
A ROG Xbox Ally e a ROG Xbox Ally X estão equipados com um ecrã de 7 polegadas Full HD com taxa de atualização a 120Hz, suporte para FreeSync Premium, vidro Corning Gorilla Glass Victus com revestimento DXC antirreflexo, e estrutura com pegas ergonómicas inspiradas nos comandos sem fios da Xbox. Incluem botões ABXY, direcionais, gatilhos e botões de ombro, dois analógicos de tamanho completo, botões dedicados para biblioteca, menu, centro de comandos e funcionalidades de acessibilidade, para além de vibração háptica e sensor de movimento de 6 eixos. Ambos suportam ligação sem fios via Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.4.
No caso do modelo ROG Xbox Ally, a solução mais acessível, incorpora um processador AMD Ryzen Z2 A, 16 GB de memória RAM LPDDR5X-6400 e 512 GB de armazenamento SSD M.2 2280, com possibilidade de atualização por módulos maiores. O equipamento conta ainda com uma bateria de 60Wh, pesa 670 gramas e inclui uma base de apoio e carregador de 65W.
Já o ROG Xbox Ally X, o modelo mais poderoso e mais caro, integra um processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme, 24 GB de memória RAM LPDDR5X-8000 e 1 TB de armazenamento SSD M.2 2280. Destaca-se ainda por detalhes como os gatilhos com feedback háptico, e por melhorias na bateria de 80Wh. Contudo, o peso sobe ligeiramente para 715 gramas.
No que toca a ligações, o modelo Ally base oferece duas portas USB 3.2 Gen 2 Type-C com suporte para DisplayPort 2.1 e Power Delivery 3.0, uma entrada para cartões microSD UHS-II e uma saída áudio combinada de 3,5 mm. Já o modelo Ally X inclui uma porta USB4 Type-C, compatível com Thunderbolt 4, para além das restantes portas também presentes no modelo base, assegurando maior flexibilidade na ligação a periféricos ou ecrãs externos.
ASUS ROG Xbox Ally
Em baixo poderão conhecer em melhor detalhe todas as características técnicas destas máquinas
ROG Xbox Ally
Sistema operativo: Windows 11 Home
Processador: AMD Ryzen Z2 A
Memória: 16GB LPDDR5X-6400
Armazenamento: 512GB SSD M.2 2280 (expansível)
Ecrã: 7” IPS FHD (1080p), 120Hz, 500 nits, FreeSync Premium, Gorilla Glass Victus com tratamento anti-reflexo
Portas:
2x USB 3.2 Gen 2 Type-C com DisplayPort 2.1 e Power Delivery 3.0
1x leitor microSD UHS-II
1x jack áudio 3.5mm
Rede: Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.4
Peso: 670g
Dimensões: 290,8 x 121,5 x 50,7 mm
Bateria: 60Wh
Inclui: Carregador 65W e base de apoio
ROG Xbox Ally X
Sistema operativo: Windows 11 Home
Processador: AMD Ryzen AI Z2 Extreme
Memória: 24GB LPDDR5X-8000
Armazenamento: 1TB SSD M.2 2280 (expansível)
Ecrã: 7” IPS FHD (1080p), 120Hz, 500 nits, FreeSync Premium, Gorilla Glass Victus com tratamento anti-reflexo
Portas:
1x USB4 Type-C com DisplayPort 2.1, Power Delivery 3.0 e compatibilidade Thunderbolt 4
1x USB 3.2 Gen 2 Type-C com DisplayPort 2.1 e Power Delivery 3.0
A loja ZU do NorteShopping, em Matosinhos, reabriu com nova imagem, snack-bar, alimentação congelada e serviços renovados.
A loja ZU do NorteShopping, em Matosinhos, reabriu após uma remodelação profunda e é a primeira da rede a receber a nova identidade visual da marca. O espaço, inaugurado em 2014, apresenta agora um conceito renovado que aposta numa experiência de compra mais confortável, moderna e adaptada às atuais tendências de consumo.
Entre as principais novidades destaca-se a criação de um snack-bar, onde os tutores de animais podem escolher, de forma avulsa, uma ampla variedade de snacks para os seus companheiros de quatro patas, permitindo a composição de combinações personalizadas. Foi ainda introduzida uma zona de alimentação congelada, com várias opções naturais e saudáveis, um segmento em crescimento no mercado dos animais de companhia.
À entrada, a mudança estética torna-se evidente: cores mais quentes, elementos em madeira e paredes onde se destacam mensagens ligadas ao posicionamento da marca, como “pet + saudável”, “patudo + feliz” e “cuidamos do seu melhor amigo”.
As diferentes áreas de produtos e serviços receberam igualmente novas designações, reforçando a identidade da marca. A secção dedicada ao descanso surge agora como “Hora de Dormir”, os brinquedos estão reunidos em “Vamos Brincar”, a higiene e os cuidados de beleza encontram-se em “Higiene e Beleza” e a alimentação em “Delícias e Petiscos”. Os serviços de grooming passam a ser designados por PetSpa e a área de veterinária, que inclui cirurgia, por PetVet. Para além da nova imagem, estes serviços contam com melhores condições para animais e tutores durante o atendimento.
Vitacress investe 300.000€ em parque solar com 1.170 painéis, capaz de produzir 1,31 GWh anuais.
A Vitacress vai avançar com a instalação de um parque solar fotovoltaico nas suas unidades de produção, num investimento de cerca de 300.000€. O projeto, desenvolvido em parceria com a dstsolar, contempla a colocação de 1.170 painéis numa área de 3.600 m2, com uma potência instalada de 0,83 MWp.
A infraestrutura terá capacidade para produzir 1,31 GWh de eletricidade por ano, permitindo que 31% das necessidades energéticas da fábrica sejam asseguradas localmente. A redução estimada de emissões é de 227 toneladas de CO₂ anuais.
A instalação enquadra-se nos objetivos de longo prazo da Vitacress, que pretende alcançar emissões líquidas zero em toda a cadeia de valor até 2040, com base em metas de descarbonização validadas cientificamente. Desde 2021, a empresa já conseguiu reduzir 8,9% das suas emissões de CO₂.
O Clube Sagres devia proporcionar uma experiência prática, para juntar pontos e redimir por prémios, mas ao invés disso é apenas frustrante.
“Criámos um clube sem igual em que através de desafios rápidos e divertidos podes ganhar a oportunidade de viver alguns dos melhores momentos da tua vida… sempre acompanhado de uma fresquinha, claro.” Era desta forma que, em 2023, a Sagres apresentava a sua mais recente novidade: o primeiro e único clube online na categoria de cervejas em Portugal.
Dá pelo nome de Clube Sagres e, basicamente, é um ponto de contacto contínuo entre a marca e os seus milhões de apreciadores. Através de desafios rápidos, os utilizadores têm a oportunidade de acumular pontos, ganhar prémios e viver experiências emocionantes do futebol à música (as principais plataformas de comunicação da marca): viagens para acompanhar e torcer pela vossa equipa do coração, bilhetes para jogos de futebol, bilhetes para concertos, visita à cervejeira de Vialonga, merchandising, edições especiais, garrafas magnum de Cerveja Sagres, mini frigoríficos e muitos outros prémios imperdíveis.
Quem é utilizador da plataforma decerto já terá reparado na quantidade de bilhetes reduzidos que vão aparecendo para jogos de futebol, não só para a Liga Portugal Betclic, mas também para espetáculos que se realizam no Sagres Campo Pequeno.
Inicialmente, o Clube Sagres pedia somente 2.500 pontos para espetáculos ou para ir à bola, sendo que esse montante aumentava para os 5.500 pontos no caso de jogos da Liga dos Campeões. Mas isso era ao início.
Atualmente, a plataforma pede uma quantidade absurda de pontos: 30.000 e 40.000 pontos para ver um simples jogo de futebol ou assistir a um concerto. E isto tem uma razão de ser: a leitura de QR Codes presentes em caricas.
Se fizerem login no Clube Sagres e visitarem a página que diz Ganhar Pontos, irão reparar que têm até 30 de setembro para ler, com o smartphone, os códigos QR que surgem na base de cada carica.
Cada Sagres Mini tem uma carica que equivale a 2 pontos, cada cerveja média tem 50 pontos… e por aí adiante. Assim se percebe o porquê dos pontos pedidos para trocar por prémios tenham multiplicado – ficou francamente mais fácil ter milhares e milhares de pontos. Ou pelo menos devia ser.
Atualmente, usar a plataforma é uma experiência frustrante. Tenho muitas e muitas caricas por ler, graças a familiares, mas os resultados estão longe de ser bons. O Clube Sagres tem deixado muito a desejar por dois motivos: a plataforma anda muito lenta e dá erros constantes a ler códigos de caricas que nunca foram lidos.
Durante os tempos mortos numa estadia no Algarve, levei um balde cheio de caricas para ir lendo. Qual o meu espanto quando dezenas e dezenas de caricas davam o seguinte erro: “Ups, algo correu mal. Ocorreu um erro, por favor tenta mais tarde.”
Não consigo perceber o porquê destes erros e, infelizmente, hoje em dia são mais as caricas que dão erro de leitura. E mais: tenho vários outros testemunhos de amigos na mesma situação: os códigos são lidos, mas dá sempre o maldito erro.
O pior de tudo isto é que é preciso gastar muito tempo a ler caricas, principalmente quando se tem centenas delas. E o facto de a plataforma apresentar erros constantes torna a experiência frustrante, deixando francamente a desejar. Tanto que já não tenho vontade de ler mais caricas e juntar pontos.
Para “ajudar” no meio de tudo isto, o serviço de apoio do Clube Sagres é inexistente. Por diversas vezes tentei entrar em contacto com alguém da equipa, mas nunca tive retorno.
Update: Após elaboração deste artigo, a Sagres resolveu mudar as regras no que toca à leitura de códigos no Clube Sagres. Agora, segundo o regulamento da plataforma, cada membro apenas pode submeter um máximo de 60 códigos por mês.
Vamos a contas. Imaginemos que temos 60 caricas de garrafas de cerveja Sagres de 50cl – cada carica de uma mini dá apenas 2 pontos -, sendo que cada uma dessas caricas dá 50 pontos. Fazendo as contas, conseguimos um máximo de 3.000 pontos por mês.
Quanto ao upload de faturas, é possível ter um máximo de 400 pontos por semana. Contas feitas, dá 1.600 pontos por mês. Juntando tudo, consegue-se 4.600 pontos por mês.
Ora, se atualmente a plataforma pede 30 e 40 mil pontos para redimir um prémio, significa que são necessários pelo menos sete meses até atingir o patamar dos 30.000 pontos – isto, claro, se se tiver em conta que todos os meses se consegue os tais 4.600 pontos como no exemplo dado.
O mais caricato de tudo isto é que, de acordo com a plataforma, tanto a submissão de faturas como leitura de códigos termina daqui a um mês, a 30 de setembro. Não faz qualquer sentido este limite… portanto espera-se que a Sagres volte a reduzir imenso o número de pontos pedido por cada prémio, caso contrário os utilizadores perderão o interesse.
Herdling é uma viagem contemplativa que se destaca pela narrativa visual e pela relação crescente entre um simples pastor e o seu rebanho improvisado, num jogo que ficará com vocês não pela sua jogabilidade, mas pela experiência emocional que constrói nesta relação entre humanos e animais
Em Herdling, não importa quem somos. Não importa qual é o género da pessoa que guiamos, futuro pastor ou pastora, que acorda no interior de um túnel abandonado. Não importa qual é o seu passado, se sempre nutriu carinho pelas criaturas ao seu redor ou se fugiu de casa para viver nas ruas. É impossível determinar onde fica exatamente o túnel onde encontramos a personagem, se fica localizado numa cidade à beira mar, se vive da industrialização das suas fábricas ou do comércio turístico. Não conhecemos sequer o nome desta cidade ou a sua cultura. Também não sabemos o que levou os Calicorns até às ruas sujas, repletas de grafitis e panfletos rasgados onde os encontramos pela primeira vez. Não sabemos nada, apenas acordamos, seguimos o som de um alarme e somos encaminhados até ao Calicorn que tenta libertar-se do balde enfiado na sua cabeça.
O que importa em Herdling é a nossa ligação emocional com os Calicorn, as criaturas fantásticas que se assemelham a ovelhas gigantes, e a viagem que escolhemos fazer ao seu lado. Se somos uma personagem com um passado atribulado ou um pastor escolhido pelos deuses não é o foco de Herdling. As respostas são evitadas, a narrativa mantém-se sem diálogos expositivos e não existem sequer – fora os tutoriais – textos espelhados pelos cenários que guiem a nossa atenção. O silêncio é, no entanto, audível em Herdling e fala mais alto do que qualquer palavra porque deixa-nos pensar e, acima de tudo, sentir. Apesar dos seus problemas mecânicos, como a rigidez dos controlos e a falta de um sistema de guia mais eficaz – só podemos guiar os Calicorns quando nos colocamos atrás do rebanho e nem sempre sentimos que estamos a direcionar as criaturas como queremos -, e de uma certa falta de polimento, que se faz sentido através de quedas regulares de frames – nomeadamente nas zonas mais expansivas -, existe uma ligação forte e rara numa viagem que nunca procura ser desafiante ou tensa, mas antes assumir-se como uma peregrinação pessoal pela beleza natural de um mundo cujo nome nunca conhecemos.
Herdling (Okomotive)
Não são precisos diálogos extensos para percebermos que a nossa personagem escolheu guiar os Calicorns até à sua terra natal. Perdidos nas ruas da cidade, nas entranhas das fábricas abandonadas ou até nas florestas e cumes das montanhas geladas, as criaturas procuram liberdade, mas são incapazes de coexistir com o ambiente hostil onde se encontram perdidas. Com um cajado na mão, improvisado e inicialmente sem qualquer relação emocional, podemos guiar os Calicorns através de ações simples e diretas, garantindo que não são vítimas da sua própria inocência. Seja a determinar a velocidade do seu passo, a direção da marcha, a ordenar a paragem, é o nosso pastor que tem de ordenar os Calicorns até ao destino. No entanto, Herdling não procura ser um jogo exigente a nível mecânico e mesmo que existam momentos de tensão, como os ataques dos pássaros gigantes ou o gelo fino dos rios gelados, a experiência mantém-se ponderada e contemplativa.
Apesar de não conseguir ignorar os seus problemas mecânicos e sentir falta de maior variedade na campanha, onde a linearidade é constante e nunca suplantada – existem, ainda assim, caminhos diferentes em algumas ocasiões, mas o destino é sempre o mesmo -, é-me ainda mais difícil ignorar a ligação emocional que criei com o mundo de Herdling e com o conceito de proteção que desenvolve ao longo da viagem. De facto, esta sensação de pertença é sorrateira e apanha-nos quando menos esperamos. Sempre que domamos um dos Calicorns, nós podemos dar-lhe um nome. Pode ser um nome original ou então aleatório, a escolha é nossa e é isso que importa: somos nós que damos uma identidade aos Calicorns. O seu design é suficientemente único para enaltecer a escolha do nome, desde criaturas mais pequenas, outras com o pelo branco, algumas com os cifres mais compridos ou com os olhos avermelhados. Então cria-se um ser vivo único na nossa mente, o nosso animal de estimação, uma criatura que precisa de ajuda para chegar ao seu destino, mas que existe por si e que apresenta a sua personalidade singular. Talvez os Calicorns nem sejam assim tão distintos um dos outros, mas o que importa é que eu senti que eram: eles eram os meus Calicorns. Esta confirmação afetou-me emocionalmente quando voltei ao jogo, depois de terminar a campanha, para terminar algumas tarefas que me haviam escapado. No momento de nomear o primeiro Calicorn, tal como havia feito horas antes, eu parei. O processo de escolher um nome era agora errado. Os nomes que o jogo me estava a dar não eram os mesmos. O Calicorn chama-se Chingu e eu não me esqueci.
Herdling (Okomotive)
Esta ideia de proteção e cuidado desenvolve-se suavemente ao longo dos vários capítulos de Herdling e a Okomotivefez um excelente trabalho em construir uma forte ligação entre os jogadores e os Calicorns. O desenho adorável das criaturas é apenas a ponta do icebergue e a relação próxima nasce da jogabilidade e dos desafios simples que vencemos lado a lado. Mesmo com uma dificuldade acessível, Herdling aproxima-nos dos Calicorns ao permitir que cuidemos deles. Podemos alimentá-los, fazer-lhes festas, limpar o seu pelo e cuidar deles quando são feridos. Na verdade, nós podemos perder os Calicorns durante a viagem e a morte não é tão invulgar como gostaríamos que fosse. A dicotomia entre cidade e natureza é uma constante durante a primeira hora do jogo, onde a frieza da cidade, as suas ruas vazias, os mecanismos velhos e abandonados contrastam com a origem fantástica das criaturas que guiamos. No entanto, os perigos estão sempre presentes. As vigas de metal pontiagudas, os comboios que passam a alta velocidade, são apenas alguns dos perigos humanos que perseguem os Calicorns na sua busca por liberdade.
Quando abandonamos a cidade e entramos na floresta, agora mais próximos do pico da montanha que serve como guia para a nossa aventura, os perigos transformam-se. A beleza e o perigo entrelaçam-se quanto mais ficamos embrenhados no mundo natural de Herdling e sentimos como os Calicorns são frágeis. Os pássaros gigantes podem levá-los para sempre num único voo e uma queda é quase sempre fatal se não formos rápidos. Isto cria em nós a ideia de que caminhar é um desafio, um longo e permanente desafio que contrasta com a beleza da montanha. Num momento, estamos a correr pelos pastos a debastar a relva e flores ao lado dos Calicorns, a absorver a liberdade em todo o seu esplendor, sem rédeas. Noutro momento, estamos a caminhar lentamente pelas bermas da montanha, a navegar através de caminhos naturais estreitos e a sentir a vertigem da altitude, com o gelo a quebrar-se sempre que passamos e o vento forte e gelado a empurrar os Calicorns para trás.
Seja na cidade ou na montanha, Herdling constrói consistentemente a sensação de pertença e deixa-nos mais próximos dos Calicorns sem precisar de artificialidades. É tudo percetível tatilmente através do comando e das reações das criaturas. As ruas da cidade, as fábricas, a floresta, os rios gelados e a cume da montanha são etapas num relacionamento pessoal que se torna mais real à medida que experienciamos este mundo belo, honesto, mas também hostil. O que se cria na nossa mente é a determinação que temos – precisamos! – em chegar ao habitat natural dos Calicorns para garantir que vivem em liberdade, longe de qualquer perigo.
Herdling (Okomotive)
Por mais defeitos que possa ter e por maiores que sejam as suas limitações mecânicas, revelando-se muito mais simples do que se antevia pelos trailers, Herdling é um soco emocional porque não se deixa ler totalmente. É um jogo mergulhado num enorme silêncio onde a palavra é abandonada em prol de uma ligação forte entre animal e ser humano, entre videojogo e jogador. A beleza natural de um mundo dividido entre a cidade e as montanhas, cujos segredos só são visíveis para quem quiser mesmo observar e compreender a linguagem da sua existência, é um contexto forte para um jogo que não se destaca através dos seus puzzles ou desafios mecânicos. O que importa é que temos de proteger os Calicorns e levá-los até ao outro lado da montanha, seja a correr pelos campos, a caminhar cautelosamente sob o olhar atento dos pássaros ou a deslizar pelos cenários gelados. Na verdade, o que importa é que paremos para respirar, abraçar os Calicorns e chamá-los pelos seus nomes. Todos eles têm um nome, mas nós não. Que isto fique com vocês.
Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela popagenda PR.
A nova atualização gratuita acrescenta quatro carros, novos eventos e uma localização inédita em Scapes.
A atualização 1.62 de Gran Turismo 7 chega às consolas PlayStation 4 e PlayStation 5, com a adição à garagem de quatro novos veículos futuristas. O destaque vai para a entrada da Chevrolet no projeto Vision GT, através do Corvette CX.R Vision Gran Turismo Concept, criado em exclusivo para competições virtuais dentro do jogo.
O protótipo combina três motores elétricos com um V8 biturbo de alta rotação, resultando num híbrido pensado para resistir às exigências das corridas de resistência. O design em preto e amarelo presta homenagem às cores dos Corvette GT das últimas duas décadas e meia, enquanto o interior foi concebido de raiz para utilização em contexto profissional de pista.
Atualização 1.62 de Gran Turismo 7
1 de 3
Chevrolet Corvette CX Concept ‘25 - Gran Turismo 7
Chevrolet Corvette CX Concept ‘25 - Gran Turismo 7
AFEELA 1 ‘26 - Gran Turismo 7
AFEELA 1 ‘26 - Gran Turismo 7
Renault Avantime - Gran Turismo 7
Renault Avantime - Gran Turismo 7
A marca norte-americana introduz ainda o Chevrolet Corvette CX Concept ‘25, uma visão futurista do desportivo que aposta totalmente na eletrificação. Este hiper carro apresenta quatro motores elétricos e mais de 2.000 cavalos, apoiados por aerodinâmica ativa e tração total, mantendo a identidade clássica do Corvette em formato experimental.
Entre os restantes carros da atualização encontra-se o AFEELA 1 ‘26, desenvolvido pela Sony Honda Mobility, que aposta na integração de sistemas digitais e propulsão elétrica, antecipando o lançamento de produção previsto para 2026. Por fim, o histórico Renault Avantime regressa sob a forma de coupé-monovolume com motor V6 de 3 litros e 207 cavalos, um modelo raro na indústria automóvel que continua a ser recordado pela sua originalidade.
A atualização introduz também novos eventos nos Circuitos Mundiais, incluindo a Taça Sunday Europeia 400 no Circuit de Sainte-Croix B Invertido, o Desafio 4×4 Japoneses 600 no Michelin Raceway Road Atlanta e a prova Carros de Turismo Mundiais 900 em Spa-Francorchamps. No GT Café foi adicionada a Ementa Extra nº 45, dedicada a Pioneiros das Corridas do Japão. Já no modo de fotografia Scapes, a nova localização em destaque é a Baía de Tóquio.
A atualização 1.62 de Gran Turismo 7 é gratuita para todos os jogadores.
O Dez Prá Uma chegou ao Colombo com uma seleção de pratos práticos para almoço ou jantar, mantendo o sabor das refeições caseiras.
O centro comercial Colombo recebeu, no passado dia 12 de agosto, uma nova proposta gastronómica que promete atrair quem valoriza refeições rápidas sem abdicar do sabor tradicional. O Dez Prá Uma, marca portuguesa especializada em pratos frescos e congelados prontos a levar, abriu portas no Piso 0 com um espaço de 35 m2.
A insígnia tem vindo a conquistar cada vez mais consumidores que procuram soluções equilibradas e práticas para o dia a dia, sempre sob a premissa de que o tempo passado à mesa deve ser desfrutado com quem mais importa. A marca apresenta-se como uma alternativa para quem prefere refeições caseiras, mas não dispõe de tempo para cozinhar.
Na nova loja do Colombo, o público encontra uma seleção de pratos pensados tanto para um almoço rápido como para um jantar em família, mantendo o foco em três pontos: conveniência, qualidade e sabor. A abertura representa um passo significativo na expansão do Dez Prá Uma, que procura reforçar a sua presença em zonas de grande afluência.
A Chery Automobile vai entrar em Portugal através do Grupo JAP, que assegura a importação da OMODA & JAECOO. O arranque será feito com cinco modelos SUV.
O Grupo JAP confirmou oficialmente a chegada da OMODA & JAECOO ao mercado português, duas marcas pertencentes ao construtor chinês Chery Automobile. A dupla insígnia, já presente em países como Espanha e Reino Unido, prepara-se agora para disputar espaço no competitivo segmento dos SUV, com propostas híbridas, híbridas plug-in e totalmente elétricas.
O início da atividade em Portugal está previsto para o último trimestre deste ano. A estreia contemplará cinco modelos: OMODA 5, OMODA 7, OMODA 9, JAECOO 5 e JAECOO 7. Apesar das diferenças entre segmentos, todos partilham a mesma aposta em tecnologia de ponta e numa relação qualidade-preço considerada estratégica. O plano de expansão da gama prevê ainda o lançamento de novos modelos em 2026.
Com esta nova representação, o Grupo JAP reforça o portefólio de marcas cuja importação assegura em Portugal, juntando a OMODA & JAECOO a nomes como Foton, GAC, NIO e Firefly. Este movimento consolida a estratégia do grupo em afirmar-se como parceiro de referência para fabricantes internacionais focados na mobilidade sustentável.
Zoom até 100x, novo processador Tensor G5 e IA em todo o lado. O Pixel 10 Pro XL impressiona, mas nem tudo é perfeito.
Em 2023, após oito anos de espera, os portugueses puderam finalmente ter acesso “oficial” a dispositivos com a chancela Google. Nesse ano, naquela que foi uma segunda vida para este nicho de mercado da Google – a empresa chegou a vender os smartphones Nexus a partir da sua loja oficial em Portugal -, tivemos oportunidade de testar aqui no Echo Boomer os Pixel 8 Pro, 8 e o mais modesto 8a. Já no ano passado, em pleno verão, a Google antecipou-se à concorrência com a linha Pixel 9, e desde logo se percebeu que o foco passava por apostar em força na Inteligência Artificial. Aliás, essa aposta está ainda mais presente no novíssimo Pixel 10 Pro XL, que tenho desde há uma semana e sobre o qual agora me debruço.
Anunciados há exatamente uma semana, e com chegada ao mercado a partir de amanhã, dia 28 de agosto, os novos Pixel 10 querem, claramente, conquistar toda a gente e fazer com que qualquer utilizador consiga retirar o máximo de potencial do seu smartphone com recurso às capacidades da IA. Para isso, claro, o smartphone tem de estar munido do melhor hardware disponível de momento. E no caso deste Pixel 10 Pro XL, há um novo processador, um novo sistema de câmaras, sistema de som melhorado, mais armazenamento – finalmente é o adeus aos 128GB! – e, claro, o modelo Gemini Nano, permitindo um desempenho rápido e funcionalidades de inteligência artificial mais integradas no dia a dia dos utilizadores.
Comecemos por aquilo que salta à vista de qualquer um, até porque é sempre o primeiro contacto: o design. Comparativamente ao 9 Pro XL, a Google não quis mexer no que resultou. A nível de dimensões de peso, são as mesmas – 162,8 mm (altura) x 76,6 mm (largura) x 8,5 mm (profundidade) -, enquanto que o peso do Pixel 10 Pro XL é de 232g, um acréscimo de meras 11 gramas em relação à geração passada. Ainda assim, a alteração mais visível está na barra da câmara, agora com um acabamento mais apurado e toques de metal polido. Aliás, isto nota-se se quiserem fazer um simples teste: tentem encaixar o Pixel 10 Pro XL na capa do Pixel 9 Pro XL. Apesar de as dimensões serem as mesmas, irão reparar que o módulo das câmaras não encaixa na totalidade por uma questão de milímetros.
Google Pixel 10 Pro XL e acessórios
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Google Pixel 10 Pro XL e acessórios
Google Pixel 10 Pro XL e acessórios
Google Pixel 10 Pro XL fora da caixa
Google Pixel 10 Pro XL fora da caixa
Google Pixel 10 Pro XL
Google Pixel 10 Pro XL
Google Pixel 10 Pro XL
Google Pixel 10 Pro XL
A sensação ao toque também é diferente. Assim que lhe peguei, deu-me o feeling de estar perante um pedaço de tecnologia premium, mais do que a geração passada. E faz sentido, não é verdade? De facto, a nível de materiais e durabilidade, é de salientar que este smartphone está mais amigo do ambiente do que nunca. O Pixel 10 Pro XL apresenta-se com uma construção que privilegia tanto a resistência, como a sustentabilidade. A proteção do ecrã e do painel traseiro assenta no Corning Gorilla Glass Victus 2, um vidro desenvolvido para suportar riscos e quedas, que aqui surge combinado com uma estrutura em alumínio polido de qualidade espacial. O dispositivo conta ainda com certificação IP68, que assegura resistência à água e ao pó, e inclui um revestimento que reduz marcas de impressões digitais.
A novidade, porém, está no uso de materiais reciclados, sendo que, no caso do Pixel 10 Pro XL, é fabricado com, pelo menos, 29% de materiais reciclados, tendo por base o seu peso, um aumento de 11% face ao modelo do ano passado. E no interior, vários componentes seguem a mesma lógica. A célula da bateria utiliza 100% de cobalto reciclado e os ímanes incorporam elementos de terras raras igualmente reciclados. O motor responsável pelo feedback tátil é produzido com tungsténio reciclado e as placas lógicas principais recorrem a cobre e ouro de origem reciclada. O estanho usado nas soldaduras de várias placas de circuito também provém integralmente de reciclagem. Ao nível de uso de plástico, e dos seus 13 componentes deste material, 10 são fabricados com conteúdo reciclado, composto por pelo menos 53% de plástico reciclado. Portanto, o foco é claro: sustentabilidade.
Também o ecrã do Pixel 10 Pro XL é o mesmo. Temos aqui, à semelhança da geração passada, um Ecrã Super Actua de 171 mm LTPO OLED com resolução de 1344 x 2992 a 486 ppp com Smooth Display – o que faz com que consiga ir variando a taxa de atualização entre 1 e 120Hz, para poupar bateria. A diferença? O brilho máximo. Enquanto que, no Pixel 9 Pro XL, temos um até 2000 nits (HDR) e até 3000 nits (brilho máximo), no Pixel 10 Pro XL temos até 2200 nits (HDR) e até 3300 nits (brilho máximo). Apesar de não ser algo de muito significativo, este acréscimo faz diferença na intensidade máxima do brilho, algo especialmente útil para dias de forte incidência solar, algo cada vez comum no nosso país. A reprodução de cores também é fantástica, fazendo deste o painel mais brilhante e imersivo do Pixel até à data.
Para que tudo funcione sem quaisquer problemas, a linha Pixel 10 surge equipada com o novíssimo processador Tensor G5, que é descrito pela Google como “o processador mais avançado alguma vez desenvolvido para os seus dispositivos”. Aliás, a empresa diz mesmo que este chip – concebido em colaboração com a equipa da Google DeepMind e que é o primeiro a suportar de forma nativa o Gemini Nano, a versão mais recente do modelo de inteligência artificial da tecnológica – representa o maior salto de desempenho da linha até agora, com uma TPU capaz de processar tarefas de inteligência artificial até 60% mais depressa e uma CPU que assegura ganhos de velocidade de cerca de 25% face à geração anterior.
Confesso que não cheguei a descarregar nenhum jogo ou aplicação mais pesada durante este curto período de teste, mas, entre as várias aplicações que uso e deixo abertas, até ver não notei quaisquer engasgos ou lentidões por parte do Pixel 10 Pro XL – mal seria se assim fosse, na verdade. Em todo o caso, para mim o mais interessante é mesmo o facto de este novo processador proporcionar fotos e vídeos de maior qualidade neste smartphone, além de otimizar ainda melhor o uso de bateria para o dia-a-dia.
E por falar em bateria, confesso que, e tendo em conta que dou a este Pixel 10 Pro XL o mesmo tratamento que dava ao Pixel 9 Pro XL, não notei, pelo menos neste curto espaço de tempo, diferenças assinaláveis no consumo de bateria. Claro, por ser um novo smartphone será sempre melhor, não só porque tem capacidade da bateria com saúde a 100%, mas também porque o processador Tensor G5 ajuda nesse campo. Não obstante, se olharmos para as especificações técnicas, os dados são virtualmente os mesmos, ainda que a bateria do Pixel 10 Pro XL seja um pouquinho maior, com os seus 5.200mAh. Ainda assim, acredito que, com mais dias de uso, o smartphone irá adaptar-se melhor ao uso que lhe darei, o que fará com que a gestão de bateria seja melhor face ao ano passado.
É, no entanto, no campo da fotografia onde encontramos a maior diferença deste ano, e devido a um motivo: Zoom Pro Res até 100x, ou como indicado no Pixel, Zoom de resolução profissional, que melhora a qualidade através da IA generativa, ainda que com resultados imprecisos. E sem surpresa, é efetivamente impreciso em vários cenários, com muito espaço para melhorar. Noutras situações, diria que é quase perfeito. Experimentei esta novidade numa série de cenas: janelas, parabólicas, tampas das jantes dos carros, objetos decorativos, palavras, números, pessoas e, claro, animais. Regra geral, a IA faz aqui um bom trabalho, embora “aldrabe” um bocado para chegar ao resultado final. Isto faz-nos pensar sobre a quantidade de dados que a Inteligência Artificial teve que treinar para replicar o detalhe aproximado da realidade.
Resultados da câmara do Google Pixel 10 Pro XL
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Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Apesar de ser bastante convincente, não pude deixar de me rir um bocado com certas fotos, como a incapacidade de ler o que estava escrito numa parabólica, não conseguir ler uma data e inventar caracteres, não conseguir perceber que estava escrito BMW – preferindo deixar as letras “borradas” -, o facto de ter criado uma nova parte da cara da gata da família – e que se percebe que não é a original -, ter dado um bigode ao meu sogro (algo que ele nunca uso) e o aspeto de outro homem… enfim, foram várias situações que deu para perceber que a IA, quando a foto original tem muito pouco detalhe, não tem outro resultado a não ser inventar para chegar a um resultado final. No entanto, há outros casos em que a IA generativa faz pequenos milagres neste Zoom de resolução profissional. Consegui captar um pato e um ganso ao longe e, não soubesse eu que a foto não era 100% real, era facilmente enganado pelo resultado – ainda que, na foto do ganso, o animal esteja com uma espécie de uma “aura”. Ou seja, se as coisas já estão neste estado… nem quero imaginar daqui a uns anos.
Ainda em relação às câmaras, o Pixel 10 Pro XL mostra logo porque é que será uma referência da Google. Fui tirando várias fotos ao longo desta semana de teste e logo percebi que as imagens estão cheias de detalhe – nas pessoas, por exemplo, a pele parece mais realista, não havendo exagero de saturação, e as selfies saem consistentes mesmo quando a luz não ajuda (neste caso aconselho o uso do modo noturno, mas fiquem quietos, caso contrário a foto sai tremida). Em vídeo, a nova estabilização ótica é, provavelmente, das melhores que já usei num smartphone, sem aqueles tremeliques chatos que podem estragar uma filmagem.
É também de destacar a lente teleobjetiva, uma estreia na linha Pixel. As fotos até às 10x têm uma nitidez que não esperava, e mesmo em 20x digitais dá para usar sem grande sacrifício. Para paisagens ou para captar algo mais distante, torna-se uma ferramenta que abre possibilidades. A Google mexeu também no HDR+, e isso nota-se logo. As cores estão mais equilibradas, há menos ruído nas zonas escuras e o Modo Retrato ficou mais natural, não dando tanto aquela sensação de recorte artificial em torno do sujeito. Já o novo assistente de câmara com Gemini também merece destaque. Não é intrusivo, mas vai dando sugestões que realmente ajudam – às vezes indica que o enquadramento podia funcionar melhor de outro ângulo ou sugere pequenas correções de luz. É bastante útil para explorar opções sem ter de pensar demasiado.
Resultados da câmara do Google Pixel 10 Pro XL
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Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
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Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
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Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
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Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
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Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Foto com o Google Pixel 10 Pro XL
Ah, não me posso também esquecer que são os primeiros telemóveis com Credenciais de Conteúdo C2PA, incorporadas diretamente na aplicação da câmara. Os metadados são gerados no próprio dispositivo e registam o processo de criação da imagem, podendo ser consultados posteriormente no Google Fotos. Ou seja, é uma novidade que mostra como é que determinado conteúdo foi criado – no caso do Pixel 10, dá as indicações de “Conteúdo multimédia capturado com uma câmara” e “Conteúdo editado com ferramentas de IA”, se for o caso, claro.
De resto, e ainda no campo da IA, o Pixel 10 Pro XL está munido de funcionalidades que vão deixar os mais curiosos surpreendidos e, claro, bem entretidos. Uma bem útil é a tradução de chamadas em tempo real, ainda que seja de lamentar a ausência do Português de Portugal – ou seja, há suporte para o Português do Brasil. Basicamente, o Pixel 10 consegue traduzir, em tempo real, a conversa entre duas pessoas. Experimentei com a minha mulher enquanto ela falava em inglês… e os resultados não foram maus de todos. Estávamos os dois a fazer o teste, com boa rede e sem mais ninguém à volta, e por algum motivo o Pixel não conseguiu apanhar toda a conversa, apesar da ótima leitura dela. No entanto, e quando conseguiu perceber o que estava a ser dito, traduziu praticamente na perfeição. Todavia, não consigo perceber porque é que existiram cortes na conversa e o smartphone não conseguiu processar o que foi dito do outro lado da linha, o que demonstra que não só há muito espaço para melhorar, como os resultados vão deixar a desejar em zonas muito povoadas ou com muito barulho em redor. Há muito ainda para explorar, é certo, e com apenas uma semana de uso, foi difícil espremer todo o “sumo” deste Pixel 10 Pro XL. No entanto, já deu para ter um vislumbre do quão dependente está da IA… e o quão consegue usá-la a seu favor. E neste nível, parece-me imbatível.
De resto, há outras melhorias face ao modelo do ano passado: a qualidade sonora foi melhorada devido às novas colunas, com um som que quer ser cada vez mais encorpado, mas que ainda não enche uma sala; temos agora Bluetooth 6 com diversidade de antenas para ligação e qualidade melhoradas; e temos finalmente uma versão de entrada com 256GB de armazenamento interno. Honestamente, já era tempo de a Google deixar de comercializar equipamentos com 128GB…
Mas no final de tudo, a escolha entre optar pelo Pixel 10 Pro XL ou outro equipamento topo de gama resume-se a apenas um detalhe: preço. No caso desta versão de 256GB, o smartphone surge com um preço de 1.329€, o que está dentro da faixa de valores que a concorrência pratica. O preço parece-me justo face ao que oferece e tendo em conta todas as novidades relacionadas com IA, mas se por acaso não necessitarem dos 256GB de armazenamento interno e os 128GB forem suficientes, talvez não seja má ideia optarem pelo modelo Pixel 10 Pro. As diferenças são mínimas além do tamanho do ecrã e bateria… e sempre poupam 210€.
Se se sentirem tentados a fazer a pré-reserva do Pixel 10 Pro XL ainda hoje, terão direito a uns bónus bem catitas. Caso não consigam aproveitar e preferirem esperar, diria que, e caso sejam clientes Vodafone, que aproveitem a campanha atualmente em vigor no Clube Viva, através do qual, e com 2200 pontos, fará com que consigam o Pixel 10 Pro XL por 829,90€, uma diferença de 500€ face ao PVP. E aí é mesmo um preço imbatível.
Este dispositivo foi cedido para análise pela Google.
A partir de 2 de setembro, os subscritores do PlayStation Plus poderão resgatar três novos jogos para a sua biblioteca digital.
A PlayStationanunciou as ofertas mensais do PlayStation Plus para setembro, disponíveis em todas as modalidades do serviço. Os jogos poderão ser adicionados à biblioteca já no dia 2 de setembro e ficam disponíveis enquanto a subscrição estiver ativa.
O grande destaque do mês é Psychonauts 2, na versão para PlayStation 4. Nesta aposta da Double Fine, voltamos ao controlo de Razputin Aquato, um jovem acrobata e psíquico talentoso que tem o sonho de integrar a organização internacional de espionagem psíquica conhecida como Psychonauts. É uma aventura de conspirações, missões peculiares e poderes mentais personalizáveis, que leva os jogadores à exploração por diferentes mentes, entre aliados e inimigos, até enfrentar um perigoso vilão psíquico. Podem conhecer melhor o jogo na nossa análise, aqui.
Outro título incluído é o popular Stardew Valley, também para PlayStation 4. Nesta experiência de simulação, o jogador recebe a antiga quinta do avô e parte para construir uma nova vida. O jogo propõe cultivar a terra, criar animais, estabelecer relações com a comunidade e devolver vitalidade a um vale marcado pela decadência após a chegada da Joja Corporation.
Por fim, chega Viewfinder, fica disponível para PlayStation 4 e PlayStation 5. Trata-se de uma aventura em primeira pessoa dedicada a resolver puzzles através do uso de uma câmara instantânea. Fotografias, desenhos e postais ganham vida quando colocados no mundo, alterando o cenário e desbloqueando novas soluções que revelam os mistérios desta experiência visual. Podem conhecer melhor o jogo na nossa análise, aqui.
As ofertas de setembro ficam disponíveis até 7 de outubro. Até 1 de setembro ainda é possível resgatar Lies of P, DayZ e My Hero One’s Justice 2, que pertencem ao alinhamento de agosto.
O Google Pixel 10 Pro é incrivelmente bem concebido, com detalhes cuidados em todo o lado, mas mantém-se suficientemente simples para que qualquer pessoa o possa amar.
À semelhança do que aconteceu em 2024, a Googlevoltou a escolher o mês de agosto para apresentar e lançar grande parte do seu novo hardware. Entre as recentes novidades destacaram-se os smartphones com a nova série Pixel 10, marcando assim o inicio de mais uma geração anual de dispositivos, carregados de novidades e avanços tecnológicos para colocar à prova. Um desses destaques é o Google Pixel 10 Pro, que tal como a edição do ano passado, apresenta-se como uma solução intermédia entre o modelo Pixel base e o Pixel 10 Pro XL, quer a nível de preço, a começar nos 1119€, de dimensões e de especificações. Esta é a solução da Google em oferecer melhor que tem para dar, apresentando-se como o seu topo de gama principal, num formato ligeiramente mais compacto em relação ao XL.
Se até agora a filosofia de design da Google se destacava pela simplicidade dos seus modelos, este ano a marca aposta numa direção mais elegante, aludindo a uma experiência mais Premium e luxuosa, com dispositivos muito bem construidos, ao mesmo tempo que mantém elementos familiares, como o módulo da câmara traseira muito semelhante aos dos modelo do ano passado, aos Pixel 9. Disponível em Pedra Lunar (em tons cinza e a versão que recebemos para teste), Obsidiana (preto), Porcelana (branco) e Jade (verde), o Pixel 10 Pro surge assim em vários “sabores”, todos aludido à tal estética mais elegante.
Uma vez na mão, as afinações a nível da ergonomia são imediatamente notórias, com um dispositivo muito confortável de segurar e de utilizar, graças às bordas arredondadas da estrutura e à transição suave entre os diferentes materiais do ecrã e do corpo. O Pixel 10 Pro mede 152,8 x 72 x 86mm e pesa 207 gramas, mais uma vez, muito o semelhante ao modelo do ano passado, Pixel 9 Pro. Volta também a ser protegido com o Corning Gorilla Glass Victus 2, tanto na frente como na traseira, com uma estrutura é em alumínio polido e acabamento traseiro mate que contrasta bem com as bordas brilhantes. O módulo de câmaras segue essa mesma linguagem de design, com contorno refletivo e superfície fosca em torno do trio de sensores. Do seu lado direito encontramos o botão de ligar/desligar e os controlos de volume, que oferecem bom feedback tátil. Na parte inferior, temos dois altifalantes e a porta USB-C (3.2), e já na parte superior temos a bandeja para o cartão SIM físico, embora o telefone suporte também eSIM. A restante da moldura mantém-se limpa, com apenas as linhas da antena e os orifícios de microfone. Por fim, no que toca à promessa da resistência, a certificação IP68 garante proteção contra pó e imersão em água doce, estando ao nível dos rivais diretos e dos restantes modelos da série.
Ainda no que diz respeito ao design, à frente, as margens são simétricas e discretas, com a câmara frontal volta a apresentar-se ao centro, com um sistema de desbloqueio facial melhorado que, acordo com a Google, é agora suficientemente seguro para autenticação em aplicações bancárias e financeiras. Há ainda um sensor de impressões digitais ultrassónico embutido no ecrã, oferecendo assim duas opções biométricas altamente fiáveis e rápidas de utilizar.
Google Pixel 10 Pro à esquerda e Google Pixel 9 Pro à direita
O Pixel 10 Pro vem equipado com um ecrã LTPO OLED Super Actua de 6,3 polegadas, com resolução de 2856×1280 pixeis e densidade de 495 ppi. O resultado é uma imagem extremamente nítida, com excelente definição em qualquer conteúdo. O brilho também merece destaque, já que agora atinge 2200 nits (típico) e até 3300 nits de pico (2000 típico e 3000 de pico no modelo do ano passado), o que garante boa visibilidade mesmo sob luz solar direta, um ponto onde muitos smartphones ainda falham. Para além disso, a taxa de atualização é variável entre 1 e 120Hz, ajustando-se dinamicamente para equilibrar fluidez e eficiência energética.
No seu interior o Google Pixel 10 Pro esconde um processador proprietário, o Tensor G5, acompanhado pelo co-processador de segurança Titan M2, uma combinação presente em toda a família Pixel 10. A unidade de teste que recebi conta com 16GB de RAM LPDDR5X e 128GB de armazenamento interno UFS 4.0, naquele que é o aspeto menos positivo desta nova geração de smartphones da Google, quando avaliamos o seu valor. Para um smartphone que se apresenta como topo de gama em 2025 e que custa 1119€, 128GB é insuficiente. O dobro, 256GB já deveria ser o mínimo para estes modelos, quando também consideramos o potencial de utilização destes equipamentos, preparados para capturar imagens em altas resoluções e formatos pesados como RAW, ou vídeos que tão graciosamente promovem com resoluções que podem ir até aos 8K, conteúdos esses que vão pesar, obviamente, no armazenamento interno e obrigam o utilizador a ter em atenção a sua gestão. E apesar deste aspeto também ser seguido pelos seus principais rivais, como a Apple e a Samsung, continua a ser difícil justificar tão pouco espaço num equipamento premium desta faixa de preço, especialmente quando uma expansão através do microSD se encontra ausente, motivando os utilizadores a optarem por serviços de armazenamento via cloud, como a própria Google oferece.
Historicamente, os processadores Tensor nunca brilharam em testes de benchmark, já que o seu verdadeiro foco está em tarefas de aprendizagem automática e aplicações inteligentes, onde a Google pode explorar a integração entre hardware e software. Ainda assim, a marca garante que o Tensor G5 permite arranques de aplicações até 17% mais rápidas e navegação web até 20% mais veloz face à geração anterior. Na utilização real, a experiência foi altamente convincente com aplicações que abriram de imediato, com uma resposta ágil do sistema, utilização multitarefa fluida mesmo sob carga mais pesada, e jogos pesados a serem executados sem qualquer dificuldade e de forma igualmente fluida. Um desses exemplos é Genshin Impact, onde o seu desempenho é exemplar, executado com as definições gráficas mais altas, revelando animações suaves e sem quebras notórias. Para além disso, o aquecimento traseiro mostrou-se moderado e nunca desconfortável.
O Google Pixel 10 Pro vem equipado com uma bateria de 4870mAh, que é 170mAh maior do que a que está presente no Pixel 9 Pro. Nos meus testes, esta bateria é mais do que suficiente para um dia completo de utilização intensa, chegando mesmo a dar para um dia e meio de utilização intensa, com navegação redes sociais, visualização de conteúdos em aplicações de streaming e utilização de ferramentas de produtividade. Com jogos pesados, então é suficiente para um dia completo e sem grandes dificuldades, o que realmente impressiona.
No carregamento, o Google Pixel 10 Pro suporta carregamento rápido de até 30W por cabo, embora a Google continue a não incluir carregador na caixa. Já o carregamento sem fio é de 15W. E é aqui que está uma das grandes novidades deste novo smartphone, uma vez que o equipamento agora suporta o carregamento sem fio com o padrão Qi2, um nova solução de carregamento sem fios, agora baseada no Pixelsnap, uma solução muito semelhante ao MagSafe da Apple que propõe um carregamento magnético efetuado através de um sistema de ímanes internos. Embora seja um boa novidade, a verdade é que a sua chegada representa o fim do carregamento sem fios reverso, algo que para muitos é útil para dar energia a acessórios como auscultadores, deixando assim de ser possível com o Pixel 10 Pro. Infelizmente, como o Pixelsnap é vendido separadamente e não recebemos para testa, não é possível tecer, para já, comentários sobre o seu funcionamento. O que foi possível testar foi o carregamento rápido, que levou cerca de 83 minutos dos 0% aos 100%. Em apenas 15 minutos a bateria chegou a 32%. E em 30 minutos já estava nos 59%, que são suficientes para aguentar um dia inteiro de utilização mas neste caso já moderada.
Google Pixel 10 Pro
Toda a série Pixel 10 inclui 5G (sub-6GHz e mmWave), Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e NFC, muito em linha com os melhores topos de gama atuais de outras marcas, mostrando-se versátil e com ligações seguras e estáveis. Já em termos práticos, para chamadas, o desempenho sem fios não desilude. A sua qualidade impressionou, com vozes sempre claras e compreensíveis, mesmo com ruído alto de fundo (por exemplo, nos transportes públicos) e o sistema de cancelamento de ruído funcionou de forma exemplar. Quando usado para efeitos de multimédia, o áudio é reproduzido pelos seus altifalantes, o auricular e as colunas inferiores com resultados extremamente satisfatórios, com um som capaz de encher facilmente uma pequena sala. No entanto, as frequências graves mais profundas revelaram-se menos definidas. Por isso, para uma experiência sonora mais rica, recomendo a que se recorra a auscultadores Bluetooth, até porque a Google não inclui a porta áudio de 3.5mm nestes modelos.
Os Google Pixel 10 Pro e o Pro XL partilham a mesma configuração fotográfica. Ambos contam com uma câmara principal de 50MP, abertura f/1.68 e campo de visão de 82 graus, um sensor ultra grande-angular de 48MP com foco automático, abertura f/1.7 e campo de visão de 123 graus, e uma lente teleobjetiva de 48MP com abertura f/2.8 e campo de visão de 22 graus. A teleobjetiva oferece zoom ótico de 5x e Super Res Zoom de até 100x. Tanto a câmara principal como a ultra grande angular incluem estabilização ótica de imagem (OIS). No geral, o Pixel 10 Pro entrega fotografias de excelente qualidade, com cores realistas e consistência entre as diferentes câmaras, algo que nem todos os rivais conseguem oferecer. O detalhe é elevado e a nitidez mantém-se tanto em grande plano como em paisagens distantes.
Por defeito, a câmara principal de 50MP gera imagens de 12,5 MP, recorrendo a pixel binning, uma técnica de processamento na qual combina informação de pixeis adjacentes para criar novos pixeis e, assim, aumentar a resolução de captura preservando o máximo de detalhe. É possível mudar para o modo de alta resolução nas definições Pro, que também oferecem controlos manuais sobre foco, velocidade do obturador e outros parâmetros. As imagens de 12,5MP tendem a apresentar cores ligeiramente mais ricas, enquanto as de 50MP preservam mais detalhe, mas é uma diferença pouca significativa para a maioria dos utilizadores, que na realidade só se nota quando se faz uma análise muito cuidada das fotografias.
A lente ultra grande angular de 48MP segue o mesmo padrão, produzindo também imagens de 12,5MP por defeito. Curiosamente, no modo de alta resolução, as fotos são escaladas para 50MP, numa tentativa de uniformizar a experiência com a câmara principal. A correção de distorção faz um excelente trabalho em objetos fixos, mas ao fotografar pessoas ou animais de estimação, ainda se nota algum efeito nas extremidades. Já a lente teleobjetiva de 48MP, também com saída padrão de 12,5MP, mostra-se altamente competente. O alcance do zoom ótico 5x (e híbrido até 100x) facilita o enquadramento de objetos distantes sem grande perda de detalhe, e as cores mantêm-se consistentes com as restantes câmaras. A grande novidade aqui é o Super Res Zoom, que permite utilizar o zoom praticamente sem perdas a 20x. Essa funcionalidade é exclusiva dos modelos Pro da série Pixel 10 e oferece uma qualidade sem precedentes. Com zoom de 20x efetuado com a lente teleobjetiva, o resultado é simplesmente espetacular, mesmo em baixas condições de luminosidade.
A câmara frontal não sofreu qualquer atualização em relação ao modelo do ano passado, mantém-se com um sensor de 42MP com abertura f/2.2, campo de visão de 103 graus e autofoco. As fotografias frontais revelam cores fiéis e bom nível de detalhe, embora as sombras possam parecer um pouco mais escuras do que são na realidade. O modo retrato consegue gerar um bokeh natural, mas ocasionalmente falha em zonas mais complexas, como em torno dos óculos. Outra boa novidade é que o Google Pixel 10 Pro, bem como o 10 Pro XL, agora têm a capacidade de tirar fotografias de 50MP no Modo Retrato utilizando a câmara principal, resultando na mais alta resolução que podemos encontrar num smartphone neste modo. Para conseguir isso, a Google utilizou um algoritmo atualizado, aplicável aos modos de 50MP e 12 MP, que faz com que o Pixel 10 Pro obtenha aquele que é o melhor Modo Retrato que alguma vez testei num smartphone, com detalhes, estimativa de profundidade e segmentação acima da média, especialmente em torno do rosto. A fotografia noturna continua a ser uma das maiores forças da linha Google Pixel. E em ambientes praticamente sem luz, o Pixel 10 Pro conseguiu captar cores invisíveis a olho nu, e com muito pouco ruído. Um resultado final simplesmente impressionante.
Câmara do Google Pixel 10 Pro
Na gravação de vídeo, há suporte até 4K a 60FPS, tanto nas câmaras traseiras como na frontal e na traseira. E é ainda possível gravar até resoluções 8K, limitado 30FPS. O material captado pela câmara principal é fluido e bem estabilizado, com um efeito próximo ao de um gimbal graças ao OIS. Já a câmara frontal, apesar de apresentar ligeiramente mais movimento, manteve um nível de estabilidade acima da média. E como não podia deixar de ser, apesar do seu hardware de alto desempenho, a Google continua a apostar muito no software fotográfico com apoio da inteligência artificial. A empresa continua a disponibilizar funcionalidades muito conhecidas dos utilizadores dos equipamentos Pixel, como o “Adicionar-me”, o “Auto Frame”, o “Reimagine”, e muitos outros. Mas uma das novidades deste ano é o Pro Res Zoom, que representa um salto impulsionado por uma combinação de hardware moderno com modelos de imagem de inteligência artificial generativa, executados no dispositivo diretamente na Pixel Camera, permitindo capturar detalhes mais claros e estáveis mesmo com zoom da câmara a 100x. Outra novidade é o facto dos equipamentos da série Pixel 10 serem os primeiros a receber a implementação do C2PA na sua aplicação nativa da câmara. Isto oferece a classificação máxima de segurança atualmente definida pelo C2PA, graças ao Tensor G5, ao chip de segurança Titan M2 e ao núcleo de segurança do Tensor. As informações do C2PA passam a estar visíveis diretamente no Google Fotos, em fotos tirada pela Câmara do Pixel 10 Pro.
Todos os equipamentos da série Pixel 10 chegam com o Android 16 pré-instalado, com a Google a comprometer-se a oferecer sete anos de atualizações do sistema operativo, correções de segurança e novas funcionalidades. Esta política é muito semelhante aquela que a Apple oferece para o iPhone, e garante que o Pixel 10 vai-se manter atualizado pelo menos até ao verão de 2032 com o Android 23.
Mas no centro da experiência de software do Pixel 10 Pro continua (e vai continuar a ser durante as próximas gerações) o Gemini, o assistente de inteligência artificial da Google. Este é capaz de lidar com conversas longas e complexas, mantendo memória dentro de cada sessão. As conversas ficam automaticamente transcritas e organizadas na aplicação dedicada. Este assistente está de tal forma integrado ao equipamento, que agora podemos dizer que o Google Assistente se reformou dos telefones da Google, e que agora já faz parte da história, mesmo quando tentamos executar comandos associados à casa inteligente. O Google Gemini já dispensa apresentações, e se há algum modelo inteligente que funciona bem em smartphones Android, é ele. De forma muito fácil e intuitiva é possível, por exemplo, gerar imagens através de prompts de texto, ter conversas de voz com base no que é visto no ecrã ou através da câmara do smartphone (com o Gemini Live), e muitas outras funcionalidades.
O Android 16 conta ainda com outra novidade, o Material 3 Expressive. A Google afirma que ele é a maior evolução de design em muitos anos. O Material 3 Expressive torna o dispositivo mais personalizado, fluido e responsivo, e apresenta novos efeitos para dar destaque aos papéis de parede escolhidos pelo utilizador. Para além disso, graças a essa nova linguagem visual, as aplicações surgem de cara lavada, com novos componentes e temas de cor renovados e tipografia expressiva. Numa fase inicial apenas as aplicações de Gravador, Câmara, Relógio, Google Fotos, Calculadora, Fitbit e Telefone tiram proveito do Expressive, mas a Google garante que muito em breve muitas outras aplicações vão tirar proveito do mesmo.
Google Pixel 10 Pro
O Google Pixel 10 Pro é incrivelmente bem concebido, com detalhes cuidados em todo o lado, mas mantém-se suficientemente simples para que qualquer pessoa o possa amar. Combina um design de topo, câmaras de excelência, um ecrã altamente brilhante, o melhor que existe na inteligência artificial e um desempenho digno de um smartphone topo de gama. Posiciona-se como uma alternativa equilibrada dentro da gama, uma vez que oferece o formato compacto do Pixel 10, mas com a potência e as funcionalidades do Pixel 10 Pro XL, ou seja, um equilíbrio mais do que perfeito. Na minha opinião, este Google Pixel 10 Pro é claramente o melhor smartphone que temos no mercado, e a razão pela qual continuo a preferir o ecossistema da Google ao invés do da Apple.
Este dispositivo foi cedido para análise pela Google.
Nova atualização da Microsoft introduz o Windows Backup for Organizations para o Windows 11 Enterprise.
A Microsoftlançou uma nova atualização opcional para o Windows 11, identificada pelo código KB5064080. E como é uma atualização opcional, ao contrário das atualizações de segurança mensais, não é instalada automaticamente, ou seja, requer ordem de instalação por parte do utilizador no Windows Update.
O destaque desta atualização vai para a estreia do Windows Backup for Organizations, uma ferramenta de cópia de segurança desenvolvida especificamente para as edições Enterprise do Windows 11. A Microsoft apresenta esta solução como uma forma de simplificar migrações, atualizações ou implementações em larga escala, assegurando continuidade de negócio com o mínimo de interrupções. Trata-se, portanto, de um sistema de backup e recuperação de nível empresarial, pensado para ambientes corporativos que já começam a integrar fluxos de trabalho assentes em inteligência artificial.
Para além deste novo recurso, a atualização KB5064080 chegou com um conjunto de correções que abrangem diferentes áreas do sistema. Entre os problemas resolvidos encontram-se falhas na fiabilidade da tecla de acesso ao Copilot, erros no Explorador de Ficheiros que afetavam o desempenho na sincronização com o SharePoint e falhas na gestão de dispositivos de armazenamento externo. Foram ainda corrigidos problemas no sistema de ficheiros ReFS, no processo de partilha SMB via QUIC e em elementos de acessibilidade como o Narrador.
Também o suporte a caracteres Unicode foi melhorado, corrigindo a forma como certos símbolos raros, incluindo ideogramas chineses, eram representados. A Microsoft destaca ainda ajustes na ligação Wi-Fi após alterações de políticas de grupo e na compatibilidade de câmaras em sessões de Ambiente de Trabalho Remoto.
O Windows 11 vai finalmente oferecer áudio Bluetooth uma qualidade semelhante aquela que se pode ter numa ligação com fios.
Apesar de vários avanços, o áudio Bluetooth continua a apresentar limitações técnicas que, em muitos casos, passam despercebidas aos utilizadores comuns, mas comprometendo a experiência aos mais exigentes, que procuram não só uma qualidade áudio melhorada, como sem latência. Esse é um desafio para a Microsoft, que reconheceu agora essa fragilidade, preparando-se para introduzir melhorias no que toca a ligações Bluetooth no Windows 11.
O problema principal está enraizado nos perfis tradicionais do Bluetooth Clássico. De um lado existe o A2DP, que privilegia a qualidade de reprodução mas não permite captar voz. Do outro, o HFP, que ativa o microfone, mas sacrifica a fidelidade do som, limitando-o a uma reprodução monofónica e abafada. Apesar de sucessivas melhorias pontuais, o HFP continua sem oferecer suporte a áudio estéreo e tornou-se sinónimo de compromisso, e isso significa que ou se tem voz ou se tem qualidade.
A solução que a Microsoft pretende disponibilizar assenta no Bluetooth Low Energy (LE) com suporte para áudio de banda super larga. Esta abordagem substitui os perfis A2DP e HFP por uma arquitetura mais flexível, recorrendo a algoritmos de compressão modernos e a uma taxa de amostragem bidirecional de 32 kHz. Assim, as chamadas e gravações perdem aquele som metálico ou abafado característico, combinadas com reprodução estéreo de alta fidelidade, mesmo quando o microfone está ativo.
De acordo com a Microsoft, esta evolução terá impacto imediato em ambientes de trabalho e lazer. Em jogos, a promessa é de som mais claro e envolvente, em videoconferências no Microsoft Teams, o ganho será evidente na nitidez da voz e no suporte a áudio espacial, aproximando a experiência de uma conversa presencial.
Para usufruir desta tecnologia, os utilizadores vão ter de ter instalado o Windows 11 com a versão 24H2 ou superior, para além de dependerem de atualizações de drivers que as fabricantes de PCs e de dispositivos de áudio deverão lançar ainda este ano. A Microsoft adianta ainda que está a trabalhar em conjunto com os principais parceiros da indústria para garantir que a adoção se torna ampla e consistente.
Os primeiros computadores preparados de origem para esta melhoria deverão chegar ao mercado no final de 2025, com a Microsoft a confirmar que os primeiros testes já começaram no inicio do ano através do programa Insider.
O novo ecrã compacto da Corsair pode ser fixado no PC, na secretária ou em suportes, apresentando métricas, apps e widgets numa área dedicada.
A Corsair revelou o XENEON EDGE, um ecrã táctil LCD de 14,5 polegadas concebido para servir de extensão visual prática para qualquer configuração. A marca apresenta-o como uma solução versátil para ter sempre à vista estatísticas e informações de hardware, aplicações, notificações ou até canais de chat, libertando espaço no monitor principal.
O XENEON EDGE tem dimensões modestas, com 372mm x 120mm x 20 mm e inclui várias formas de se montar. Pode ser colocado no interior de caixas de PC compatíveis, através de um suporte de 360 mm para ventoinhas; preso a superfícies metálicas graças aos 14 ímanes na traseira; pode apoiado numa secretária com a base magnética incluída; ou ligado a braços telescópicos através de roscas compatíveis com o sistema Elgato Multi Mount.
CorsairXENEON EDGE
O ecrã apresenta resolução nativa de 2560×720 pixéis e uma taxa de atualização de 60Hz. Com recurso a tecnologia AHVA garante boa visibilidade em diferentes ângulos e o painel suporta toques múltiplos até cinco pontos, permitindo interação direta com aplicações compatíveis. A ligação ao PC pode ser feita por USB-C com DP Alt Mode ou por HDMI. Com a compatibilidade nativa com o sistema operativo Windows, funcionando em modo horizontal ou vertical e podendo atuar como monitor secundário através das ferramentas já integradas.
A personalização é assegurada pelo software iCUE da Corsair, que permite configurar widgets, monitorizar temperaturas e ventoinhas, gerir playlists de música ou manter atalhos para aplicações de produtividade. A marca indica que em futuras atualizações o XENEON EDGE poderá ser usado de forma semelhante a um Elgato Stream Deck, reforçando o papel do acessório em setups dedicados ao streaming.
O podem ficar a conhecer melhor o XENEON EDGE através da loja online da Corsair, onde ficará disponível durante o quarto trimestre deste ano. Para já, ainda não se conhece o seu preço.
A primeira Roboteca portuguesa abre no Goethe-Institut Lisboa, oferecendo robôs programáveis e workshops gratuitos para jovens e famílias.
O Goethe-Institut, em Lisboa, inaugura no dia 20 de setembro a primeira Roboteca em Portugal. Trata-se de um projeto que transforma a biblioteca da instituição num espaço onde crianças e jovens poderão requisitar robôs programáveis da mesma forma que requisitam livros.
A iniciativa procura despertar o interesse pelo raciocínio técnico através do jogo e disponibilizar novas ferramentas de aprendizagem criativas e acessíveis. O serviço é gratuito e está disponível para todos os titulares do cartão da biblioteca, que pode ser emitido de imediato e sem custos.
Logo após a inauguração, às 11h, realiza-se o primeiro workshop da Roboteca, em colaboração com a MILL – Makers In Little Lisbon. A sessão, conduzida por Guilherme Martins, destina-se a crianças a partir dos dez anos, a jovens e respetivas famílias, com a duração de duas horas.
Durante o workshop, os participantes terão oportunidade de aprender a criar gráficos interativos, definir regras de jogo, estabelecer níveis de dificuldade, introduzir sistemas de pontuação e desenvolver interações entre jogador e computador, abordando ainda conceitos fundamentais de programação. O programa inclui igualmente uma introdução ao Makecode Micro:bit, ampliando as possibilidades criativas e tecnológicas. A participação é gratuita e destinada a crianças a partir dos dez anos, mediante inscrição prévia via email.
Integrado neste projeto encontra-se também o curso Coding & Alemão, que alia a introdução à programação à aprendizagem da língua alemã, dirigido a jovens entre os 10 e os 14 anos.
Com esta iniciativa, o Goethe-Institut aposta num modelo de aprendizagem inclusiva que promove a curiosidade, o pensamento crítico e o uso da tecnologia como instrumento para o desenvolvimento de competências digitais. O projeto, que reforça a importância da soberania digital tanto em Portugal como na Alemanha, conta com o apoio da Associação de São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa.
OFF é um daqueles jogos que pode divide opiniões. É estranho, enigmático e de culto. Lançado em 2008, por Mortis Ghost, este jogo de RPG Maker conquistou fãs pela sua estética peculiar e atmosfera desconfortável. Mas será que envelheceu bem?
OFF é um jogo estranho e se estivesse a escrever este texto em inglês, ia com o trocadilho “OFF is a very off game”. Se calhar, era mesmo a intenção de Mortis Ghost quando decidiu brincar com o RPG Maker e lançar esta experiência peculiar de poucas horas. Se ainda associam RPG Maker a uma enchente de jogos sem esforço, não estão errados, mas também encontramos pérolas e jogos fantásticos como To The Moon, Omori, Lisa: The Painful, entre outros, o que revela o potencial da plataforma. E se não foram criados neste motor acessível, foram inspirados por estas experiências independentes. Admito que ainda tentei brincar nele no passado, mas minha ambição e criatividade estavam bem mais à frente do meu jeito em domina-lo.
OFF (Mortis Ghost)
Lançado em 2008 apenas em francês, OFF tornou-se num fenómeno de culto quando foi localizado por fãs e disponibilizado gratuitamente na Internet. Ao passo que a sua qualidade é subjetiva, não há dúvida de que se tornou num clássico bizarro dos fóruns online que veio inspirar melhores jogos, como Undertale. Até ao anúncio da versão física pela Fangamer, admito que não conhecia nada do jogo, mas quis experimentar a versão gratuita para ver se valia a pena apoiar e expandir a minha coleção de RPG na Nintendo Switch. Joguei o suficiente para não me estragar de uma eventual experiência completa, mas quis o destino que analisasse a versão PC, ou no meu caso específico, na Steam Deck.
E devo dizer que o terminei sem sentir grande apreço pelo que joguei. Costumo dizer que clássico nem sempre se traduz em bom. Da mesma maneira que não sou fã de The Godfather, embora reconheça a importância dos filmes e o seu impacto. É o mesmo aqui, não? To The Moon (e sequelas) e Undertale tocaram-me de tal maneira que ainda não consigo ouvir a banda sonora descolada dos sentimentos que os jogos me fizeram sentir, mas OFF começou e acabou da mesma maneira: a ser estranho só porque sim. Óbvio que o jogo tenta passar uma mensagem e até fui ler sobre isso quando o terminei, mas não creio que as poucas horas (que pareciam mais) tenham feito um bom trabalho em espalhar as sementes de uma narrativa interessante.
Em Off, assumimos o controlo de The Batter numa premissa aparentemente simples, a de purificar o mundo com um taco de beisebol. E lembrei-me logo da personagem Shonen Bat, de Paranoia Agent, uma série igualmente bizarra do falecido Satoshi Kon. É durante esta demanda, que purificamos os espectros que arreliam os tristes habitantes que gemem sempre que falamos com eles, os Elsen. E desde muito cedo, reparamos que o elenco, onde se inclui o peculiar gato guia The Judge, não se dirige ao The Batter, mas à alma à qual atribuímos um nome no início do jogo.
A estética do mundo lo-fi e das personagens é por si só deliciosa, destacando-se num estilo quase de esboço realista, mas com devaneios rabiscados e desconfortáveis. Este mundo divide-se em cinco zonas, cada uma caracterizada pela sua respetiva indústria. Por exemplo, na primeira zona, os Elsen criam vacas para lhes extrair metal – não façam perguntas complicadas porque a coisa não vai melhorar até ao final (para o bem ou para o mal).
OFF (Mortis Ghost)
Mas não sei se gostei de explorar e de interagir com este mundo. Se não estamos a combater, estamos a resolver puzzles que pedem a presença constante de papel e caneta para anotar números, padrões e outras combinações. É old school, mas também mói quando são sempre a mesma coisa e nos fazem ir à Internet, versus voltar atrás para ver se não nos falhou alguma pista ou diálogo. Talvez o bloqueio seja só meu porque tive uma queixa parecida quando joguei CrossCode, embora tenha conseguido apreciar mais os puzzles desse jogo.
Por outro lado, os combates por turnos são simplicíssimos e sem grande profundidade. Por falta de profundidade, refiro-me a premir o botão de ataque até o adversário ficar sem HP. Não existe grande estratégia, mesmo nesta versão melhorada que viu a introdução de barras ATB à láFinal Fantasy, que ditam o turno de ataque da personagem ou dos parceiros flutuantes. Neste campo, a adição de bosses secretos é a novidade mais sumarenta.
A demão mais controversa desta versão é, sem dúvida, a banda sonora reimaginada. O compositor original não regressou, então ficou a cargo de outros artistas, onde também se inclui Toby Fox. Sem grande termo de comparação purista, posso dizer que o que ouvi é um dos pontos mais do que positivos e desconcertantes da minha experiência.
Escrever sobre o meu tempo com OFF deixa-me numa posição delicada, não posso dizer que não gostei a ponto de não o recomendar, até porque ainda gostei genuinamente de alguns detalhes, como a premissa, a atmosfera e a arte. Mas também não o consigo recomendar a quem procura um jogo imersivo e divertido. No fundo, é uma experiência que compensa pelo fator curiosidade, um pouco como jogar pedaços de história, como os Earthbound/Mother ou Live a Live para reconhecer o que mexeu com Toby Fox durante a criação de Undertale e de Deltarune.
Cópia para análise (versão PC) cedida pela PiratePR.
Lidl lança em exclusivo detergentes ecológicos da Inokem, capazes de remover manchas difíceis e proteger fibras e cores da roupa.
A partir de amanhã, dia 28 de agosto, o Lidl vai disponibilizar em exclusivo uma nova linha de detergentes bio enzimáticos para roupa da Inokem. Os produtos prometem eficácia na remoção de nódoas mesmo a baixas temperaturas, protegendo ao mesmo tempo as fibras, as cores e a pele da família.
A gama inclui três formulações distintas: Bemaq.Lim, Soft.Lim e Premaq.Lim. Cada uma delas recorre a enzimas de alta performance, tecnologia que permite tratar manchas complexas sem recorrer a químicos agressivos, mantendo o vestuário intacto e reduzindo o impacto ambiental. Produzidos com ingredientes biodegradáveis, estes detergentes da marca representam uma alternativa segura e eficiente para todos os tipos de roupa, incluindo peças delicadas e roupa de bebé.
O Bemaq.Lim destaca-se pelo seu desempenho versátil, adequado para lavagens a frio e até 30 °C, dispensando amaciador graças aos seus componentes naturais que deixam a roupa suave. O Soft.Lim concentra-se em conferir maciez e fragrância, facilitando a tarefa de engomar, enquanto o Premaq.Lim atua como tira-nódoas biodegradável, eficaz contra manchas de gordura, vinho ou molhos, sem recorrer a químicos agressivos.
Além da eficácia na limpeza, a tecnologia enzimática destes detergentes contribui para a poupança energética, prolongando a vida útil das roupas e reduzindo o consumo de energia. A formulação ultraconcentrada permite também simplificar a lavandaria, bastando um único produto para diferentes tipos de peças, o que se traduz num custo por lavagem inferior ao dos detergentes tradicionais.
Esta linha de detergentes estará disponível em todas as lojas Lidl do país, na zona das oportunidades.