Hell is Us recebe uma demo temporária na Steam

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A demo de Hell is Us já está disponível na Steam até 16 de junho e inclui o primeiro capítulo completo.

Hell is Us, o novo jogo de ação e aventura na terceira pessoa do estúdio Rogue Factor, recebeu uma demonstração por tempo limitado na Steam. A demo, disponibilizada pela Nacon, estará acessível até 16 de junho e será também apresentada durante o Steam Next Fest, a decorrer entre 9 e 16 de junho.

Esta demonstração dá acesso ao capítulo inicial do jogo, oferecendo cerca de uma hora e meia de conteúdo, mas que poderá ser explorado por mais tempo pelos jogadores mais dedicados a descobrir todos os segredos guardados na demo.

Esta demo serve de apresentação do conceito de “player-plattering, uma abordagem que a equipa de produção define através da eliminação de elementos como mini-mapas, GPS ou marcadores de missões, incentivando assim à exploração e o uso do instinto para progredir.

Em Hell is Us, os jogadores acompanham Rémi, uma personagem em busca das suas origens num país marcado por uma guerra civil e assombrado por criaturas misteriosas ligadas à mitologia local. Para enfrentá-las, Rémi conta com um arsenal forjado especificamente para o combate corpo a corpo, que exige observação e precisão para ser eficaz.

O jogo será lançado a 4 de setembro de 2025 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

Centro de Saúde Universitário de Loulé abre portas e inaugura modelo pioneiro em Portugal

Loulé inaugura o primeiro Centro de Saúde Universitário do país, integrando cuidados primários, ensino médico e investigação clínica aplicada.

Foi inaugurado em Loulé aquele que é considerado o primeiro Centro de Saúde Universitário do país, marcando uma viragem significativa na organização dos cuidados de saúde primários em Portugal. A nova infraestrutura, localizada na região do Algarve, integra várias unidades de saúde e introduz, pela primeira vez neste contexto, uma dimensão formativa e científica.

O edifício alberga a Unidade de Saúde Familiar Lauroé, a Unidade de Cuidados na Comunidade Gentes de Loulé, a Unidade de Apoio à Gestão do ACES Central e a Direção dos Cuidados de Saúde Primários da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve. No entanto, o elemento verdadeiramente diferenciador é a criação da Unidade Académica de Formação e Investigação em Cuidados de Saúde Primários, com espaços vocacionados para o ensino pré e pós-graduado e para a investigação clínica aplicada.

Na apresentação do projeto, Rubina Correia, diretora clínica dos cuidados de saúde primários do Algarve, sublinhou que o novo centro pretende conjugar a prática médica com a produção de conhecimento científico, num modelo em que o exercício clínico e a investigação se complementam. As instalações incluem salas de formação, gabinetes para consultas em ambiente de aprendizagem e infraestruturas de comunicação à distância, permitindo ligações com instituições de ensino nacionais e estrangeiras.

A gestão da componente académica e científica ficará a cargo do Algarve Biomedical Center (ABC), no âmbito de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Loulé, a Universidade do Algarve e a ULS. Neste enquadramento, o município anunciou a criação de uma Bolsa de Investigação Clínica Aplicada – Saúde em Loulé Aqui e Agora – com um financiamento anual de 200.000€, dirigida aos médicos de medicina geral e familiar do Serviço Nacional de Saúde a exercer no concelho que queiram associar a prática assistencial à investigação.

O reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, salientou a importância crescente da formação na área da saúde, indicando que a instituição já conta com 1800 estudantes e ambiciona atingir os 3000 nos próximos dez anos, em áreas que vão da medicina à enfermagem, fisioterapia, terapia da fala e nutrição. Já Paulo Castelo Branco, em representação da Faculdade de Medicina e do ABC, destacou as duas grandes vertentes do novo centro: a qualificação dos profissionais de saúde e a investigação, que considera essencial para melhorar a resposta clínica e salvar vidas.

Para Tiago Botelho, dirigente da ULS Algarve, este novo centro representa uma nova abordagem à articulação entre ensino, investigação e prestação de cuidados, permitindo também reforçar a cobertura assistencial no concelho. Nesse sentido, anunciou que a reorganização dos serviços permitirá, já em 2025, atribuir médico de família a mais cerca de 10.000 munícipes que atualmente não beneficiam desse acompanhamento.

A USF Lauroé, que já presta cuidados a 13.448 utentes, deverá alargar a sua capacidade para 15.250, com a integração de mais um médico e um enfermeiro. Esta unidade inclui extensões nas localidades da Cortelha e do Ameixial e conta com uma equipa de sete médicos, sete enfermeiros, seis assistentes técnicos e quatro médicos internos em formação. Os seus indicadores de desempenho colocam-na entre as melhores do país.

A UCC Gentes de Loulé, que atua em todas as freguesias do concelho, abrange 71.791 utentes e possui uma das maiores redes de cuidados domiciliários da região, com quatro equipas de cuidados continuados integrados que acompanham mais de uma centena de pessoas. Desenvolve ainda vários projetos comunitários nas áreas da preparação para o parto, intervenção precoce, saúde escolar e amamentação, com uma equipa multidisciplinar composta por 15 enfermeiros, dois assistentes técnicos, fisioterapeutas, terapeutas, nutricionistas, psicólogos e um médico.

O edifício acolhe também os serviços administrativos e logísticos do ACES Central e das respetivas unidades funcionais. Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, evocou o longo processo que conduziu à concretização do projecto, iniciado em 2010 com um protocolo entre o município e a então ARS Algarve. A dimensão universitária seria apenas integrada formalmente em 2020, na sequência de um concurso público de ideias para o projecto arquitetónico.

Vítor Aleixo destacou a ambição que sustenta esta iniciativa, que se insere numa estratégia mais ampla de promoção de um ecossistema de inovação e investigação biomédica em Loulé. Atualmente, já se encontra em funcionamento um Centro de Simulação Cirúrgica e o primeiro Laboratório de Genética Médica da região, com um papel fundamental no diagnóstico de diversas doenças, incluindo oncológicas.

A Câmara Municipal adquiriu ainda um equipamento de ressonância magnética, instalado provisoriamente junto ao pavilhão municipal, que será transferido para um novo edifício na Rua Humberto Pacheco, onde estarão também instaladas uma unidade PET-TAC e um Serviço de Procriação Medicamente Assistida – o segundo do país integrado no SNS, a par do existente no Hospital de São João, no Porto. Este serviço incluirá diagnóstico genético pré-implantatório.

O autarca sublinhou que este conjunto de investimentos visa não apenas melhorar o acesso a cuidados de saúde, como também diversificar a base económica do Algarve. “Não podemos continuar dependentes apenas do turismo e do imobiliário. O Algarve tem todas as condições para atrair jovens investigadores e profissionais de saúde qualificados”, afirmou.

Neste quadro, foi igualmente anunciada a futura construção do Edifício Mariano Gago, dedicado à investigação biomédica, num investimento estimado em 30 milhões de euros. Por outro lado, será adjudicada esta semana, em reunião camarária, a empreitada de reabilitação do antigo centro de saúde de Loulé, que alberga a USF Serra Mar.

A construção do novo Centro de Saúde Universitário implicou um investimento global de 7,3 milhões de euros, comparticipado em 65% pela autarquia e em 35% pelo Ministério da Saúde.

Setúbal investe 5 milhões de euros em alojamento temporário

Dois imóveis no centro histórico de Setúbal são reabilitados para alojamento temporário de vítimas de violência doméstica e pessoas em situação de sem-abrigo.

A cidade de Setúbal está a levar a cabo um conjunto de intervenções urbanísticas destinadas à criação de respostas habitacionais temporárias para dois grupos particularmente vulneráveis: vítimas de violência doméstica e pessoas em situação de sem-abrigo. O investimento global, que ronda os cinco milhões de euros, integra-se na Estratégia Local de Habitação e é financiado através da Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário (BNAUT).

As duas empreitadas, já consignadas, estão a ser executadas pela empresa Recreare – Engenharia, Construção e Reabilitação, e decorrem em edifícios situados no centro histórico da cidade de Setúbal. Os projetos consistem na reabilitação profunda de imóveis degradados, com vista à sua transformação em unidades habitacionais de carácter transitório, dotadas das condições técnicas e funcionais adequadas para garantir acolhimento digno e seguro.

Uma das intervenções abrange três edifícios interligados, com uma empreitada orçada em mais de 2,6 milhões de euros e um prazo de execução de 360 dias. A operação prevê a recuperação integral das estruturas, incluindo a preservação das fachadas com valor arquitetónico. No interior, será feita uma reorganização funcional dos espaços, resultando em 21 frações habitacionais de diferentes tipologias, complementadas por áreas técnicas e zonas de apoio. Um dos imóveis remonta ao final do século XIX. Estas unidades destinam-se ao acolhimento de vítimas de violência doméstica, no âmbito de programas de reinserção social desenvolvidos com o apoio da BNAUT e do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana.

O segundo projeto incide sobre a reabilitação de um antigo palácio, num investimento superior a 2,3 milhões de euros e com um prazo de execução de 365 dias. Este edifício será adaptado para funcionar como resposta de habitação temporária dirigida a pessoas em situação de sem-abrigo. O espaço incluirá apartamentos de tipologia T0 e T1, pensados para acolhimentos entre três e seis meses, dependendo da avaliação técnica de cada caso. A vertente habitacional será complementada por serviços de apoio social, em articulação com recursos comunitários locais.

A intervenção neste edifício contempla ainda a reabertura da Porta de São Jorge, permitindo restabelecer a ligação pedonal entre a Praça do Quebedo e a Rua Antão Girão. A reabilitação, a nível estrutural e estético, contribui não só para a resposta social em curso, como também para a valorização do património urbano e a recuperação da ligação histórica entre duas zonas emblemáticas de Setúbal.

Aldi abre em Felgueiras a sua primeira loja num retail park

Aldi abre primeira loja em Felgueiras no Nova Terra Retail Park, reforçando presença no Norte e criando 20 postos de trabalho com foco na comunidade local.

A Aldi Portugal vai reforçar esta semana a sua rede de lojas com a entrada no concelho de Felgueiras, onde irá inaugurar a sua primeira unidade, sendo também a sua estreia no formato de Retail Park. Localizada na Avenida Dr. Ribeiro de Magalhães, a nova loja integra o Nova Terra Felgueiras Retail Park, assumindo-se como âncora alimentar deste novo espaço comercial.

A abertura, que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 5 de junho, representará um novo passo na estratégia de crescimento da insígnia no território nacional, com especial foco na região Norte, onde tem vindo a consolidar a sua presença. Com uma área de vendas de cerca de 1.000 m2, a loja foi concebida para responder às necessidades do quotidiano, disponibilizando produtos frescos, pão reposto várias vezes ao dia, marcas exclusivas, semanas temáticas e outros artigos do sortido habitual da Aldi.

O espaço dispõe de um parque de estacionamento partilhado com as restantes lojas do Retail Park, com capacidade para 282 viaturas, incluindo lugares reservados a pessoas com mobilidade reduzida, suportes para bicicletas e uma zona destinada a animais de companhia. Está ainda prevista a instalação de pontos de carregamento para veículos eléctricos, bem como painéis fotovoltaicos na cobertura, numa aposta clara em soluções sustentáveis.

A nova unidade permitiu a criação de cerca de 20 postos de trabalho, com prioridade dada ao recrutamento local. Em linha com o compromisso social da marca, os excedentes alimentares da loja serão doados à Associação para o Desenvolvimento e Progresso de Várzea, que presta apoio diário a dezenas de pessoas através de serviços domiciliários e de uma creche.

Revenge of the Savage Planet – Review: Outra vez arroz

Com uma nova perspetiva e pensada para a cooperação, a sequela tenta expandir o humor sarcástico e foco na exploração do primeiro jogo, mas faz muito pouco com a fórmula e torna-se rapidamente repetitiva.

Em cinco anos, o mundo de Alex Hutchinson (The Sims 2, Assassin’s Creed III) e da sua Typhoon Studios mudou por completo. Em 2020, meses antes da pandemia ter início, a produtora canadiense, adquirida em 2019 pela Google, lançava aquele que seria o seu primeiro projeto. Journey to the Savage Planet foi uma surpresa, um metroidvania na primeira pessoa, com uma tonalidade mais humorística e sarcástica, ganhou um saudável grupo de fãs. A Typhoon Studios não revolucionou o género, mas era percetível que havia no seu ADN algo ainda mais ambicioso e arrojado. A continuação de Journey to the Savage não seria criada pela Typhoon Studios, extinta em 2021 com a queda do Google Stadia, mas sim pela Raccoon Logic, novamente com Hutchinson no leme e com o mesmo humor do original.

Agora a jornada transformou-se em vingança, com o titular planeta selvagem a expandir-se para um sistema solar com quatro biomas diferentes, numa aventura agora na terceira pessoa e com maior foco na cooperação. No entanto, Revenge of the Savage Planet traz poucas novidades à fórmula, apesar dos excessos do género. É verdade que encontramos mais quests, mais diversidade de biomas, mais ferramentas e até mais criaturas, mas a campanha mantém-se demasiado linear e previsível. O que prometia ser um desvio arrojado para a sequela, que se inicia com um tom mais de sobrevivência – abandonados num planeta desconhecido, vítimas de uma missão mal organizada pela corporação Alta InterGlobal -, não demora a encarrilhar numa sucessão de objetivos idênticos – encontra um item, desbloqueia uma ferramenta, termina a missão – que ficam condicionados por um sistema de combate pouco variado e uma exploração que se resume a encontrar recursos e pouco mais.

Se Journey to the Savage Planet surgiu no momento certo, já a sequela parece ser vítima do oposto e não se consegue destacar numa época recheada de lançamentos mais interessantes ou memoráveis.

Cópia para análise (PlayStation 5) cedida pela Raccoon Logic.

Crítica – Barron’s Cove

Barron’s Cove é uma estreia notável de Evan Ari Kelman, marcada por uma realização corajosa e interpretações profundamente sentidas, especialmente de Garrett Hedlund, que entrega aqui uma das performances mais poderosas da sua carreira.

Enquanto amante de cinema, assistir à estreia de um cineasta em longa-metragens será sempre entusiasmante. Existe algo de especial na descoberta de uma nova voz cinematográfica, livre de expetativas prévias ou de uma carreira para comparar. E quando se entra numa sessão completamente às cegas, sem trailers ou até imagens promocionais – apenas um título e a promessa de uma história – o impacto emocional e narrativo torna-se ainda mais puro e poderoso. Barron’s Cove, escrito e realizado por Evan Ari Kelman, é o mais recente caso desse tipo.

Após a trágica morte do seu filho, Caleb (Garrett Hedlund), um homem com um passado violento, é consumido pelo luto. Quando o sistema judicial falha em responsabilizar o jovem culpado por essa morte, Caleb decide fazer justiça pelas próprias mãos, sequestrando a criança envolvida no acidente, Ethan (Christian Convery). Este ato desesperado desencadeia uma intensa perseguição, alimentada por uma comunidade em choque e pelas forças policiais determinadas a impedir que se ultrapassem os limites. Barron’s Cove conta ainda com Brittany Snow (Pitch Perfect), Hamish Linklater (Midnight Mass) e Stephen Lang (Don’t Breathe) em papéis secundários.

A obra explora de forma comovente e crua os efeitos da violência doméstica e do abuso infantil, não só na vida das vítimas diretas, mas também no círculo mais alargado de amigos, famílias e comunidades. Ao longo de cerca de duas horas, acompanhamos uma jornada de redenção, justiça e perdão, onde o luto atua como catalisador de todas as decisões – boas e más – das personagens. Hedlund carrega o peso de Barron’s Cove nos ombros com uma entrega absolutamente impressionante. Caleb é uma figura marcada pelo sofrimento, cuja raiva contida ameaça constantemente explodir, mas que, ao mesmo tempo, demonstra uma humanidade surpreendente. O ator transita com fluidez entre momentos de fúria quase animalesca e instantes de uma vulnerabilidade comovente. Para alguns espetadores, a sua prestação poderá parecer demasiado teatral ou exagerada, mas, pessoalmente, essa intensidade encontra-se perfeitamente alinhada com o tom da obra. Trata-se de um homem a tentar manter-se inteiro num mundo que constantemente o empurra para o abismo. É uma performance arrebatadora, claramente uma das melhores da sua carreira.

O resto do elenco também merece elogios. Mesmo com um tempo de ecrã reduzido, Snow deixa uma marca emocional vincada, num papel pequeno mas significativo, provando uma vez mais a sua capacidade de comunicar dor com subtileza. Já Convery (The Monkey) surpreende com uma das interpretações jovens mais memoráveis dos últimos tempos. Participando em cenas de grande carga emocional e até física, o jovem ator mostra uma maturidade notável, nunca caindo em maneirismos forçados nem no sentimentalismo fácil. Por fim, Linklater domina cada uma das suas cenas com um controlo sublime dos seus discursos que tão bem conhecemos.

Do ponto de vista técnico, Barron’s Cove encontra em Gavin Brivik (How to Blow Up a Pipeline) e James Newberry (Buck) uma dupla de compositores que potenciam de forma admirável os momentos mais pungentes do filme. A banda sonora, fortemente apoiada em cordas pesadas, realça as emoções sem se tornar intrusiva, criando uma envolvência sonora que acompanha o espetador do início ao fim. A cinematografia de Matthew Jensen (Wonder Woman) aposta em muitos planos fechados, intensificando o peso das interpretações e não recua perante a brutalidade emocional ou física da narrativa. Essa proximidade visual, por vezes desconfortável, serve de espelho à dor e aos conflitos internos das personagens.

No entanto, nem tudo em Barron’s Cove funciona na perfeição. O argumento de Kelman apresenta uma estrutura narrativa que tenta abraçar demasiados elementos de mistério e thriller político. Há fios condutores relacionados com corrupção, jogos de poder e conspirações que se intrometem numa obra claramente mais eficaz quando se foca na dimensão humana das suas personagens. Estes desvios temáticos não só retiram tempo e impacto ao núcleo da história, como também se sentem excessivamente genéricos.

Apesar disso, enquanto realizador, Kelman revela uma mão surpreendentemente firme e uma clara identidade estilística. As suas preferências por cenas intensas, confrontos verbais brutais e reviravoltas inesperadas demonstram um gosto assumido pelo choque emocional, mas nunca gratuito. A sua abordagem privilegia a crueza das emoções e a exposição sem filtros das cicatrizes (físicas e psicológicas) das personagens. Mesmo que o guião precise de uma maior contenção e foco – um “limar de arestas” narrativas, por assim dizer – a realização segura mostra um cineasta com muito potencial para crescer e solidificar a sua voz no panorama independente norte-americano.

Tematicamente, Barron’s Cove propõe uma reflexão profunda sobre como o passado nos molda, mas não nos define. A violência, sobretudo quando infligida na infância, deixa marcas que podem contaminar toda uma existência, mas o filme não se limita a uma visão determinista. Pelo contrário, acredita na possibilidade de redenção, mesmo que esta não apague a dor, nem reescreva o que foi feito. Caleb não é nenhum herói. Carrega um passado condenável e as suas decisões ao longo da história nem sempre são moralmente claras. Mas é precisamente nesse espaço cinzento que a obra encontra a sua força: no retrato de um ser humano imperfeito a tentar desesperadamente fazer o bem, mesmo quando já ninguém acredita nele – talvez nem ele próprio.

A mensagem de que ninguém deve ser definido pelo seu pior ato é particularmente importante num mundo cada vez mais dado à polarização moral e à condenação imediata. Barron’s Cove nunca desculpa os erros das suas personagens, mas convida à compreensão e à empatia. E, acima de tudo, mostra que o perdão – tanto o que damos como o que recebemos – pode ser o passo mais difícil e, simultaneamente, o mais libertador.

É, por isso, lamentável que a última cena abandone essa linha emocionalmente satisfatória para tentar uma última reviravolta que, sinceramente, parece completamente deslocada. Ao invés de encerrar a narrativa com a coerência e solenidade que o resto da obra vinha a construir, Kelman opta por uma última cartada que levanta mais perguntas do que dá respostas e que acaba por enfraquecer ligeiramente o impacto final da obra. É um daqueles casos em que menos teria sido mais.

VEREDITO

Barron’s Cove é uma estreia notável de Evan Ari Kelman, marcada por uma realização corajosa e interpretações profundamente sentidas, especialmente de Garrett Hedlund, que entrega aqui uma das performances mais poderosas da sua carreira. Apesar de alguns tropeços narrativos e de um desfecho que fragiliza ligeiramente o impacto emocional acumulado, a obra permanecerá na memória pela honestidade com que aborda temas como o trauma infantil, a culpa, o perdão e a possibilidade de redenção. É uma história que desafia o público a olhar para além dos atos isolados, confirmando que vale sempre a pena apostar na descoberta de novas vozes no cinema independente.

Gen V regressa a 17 de setembro e recebe novo trailer da segunda temporada

O spin-off de de The Boys estreia com três novos episódios no dia 17 de setembro e promete intensificar o caos na Universidade Godolkin.

A Prime Video revelou o primeiro trailer da segunda temporada de Gen V, anunciando também a data de estreia para o dia 17 de setembro. A série, produzida pela Sony Pictures Television e pela Amazon MGM Studios, regressa com três episódios lançados em simultâneo, seguindo-se depois uma estreia semanal até ao final da temporada, marcado para 22 de outubro.

A novidade foi partilhada durante o painel da Prime Video na CCXP México, onde alguns membros do elenco — incluindo Jaz Sinclair, Lizze Broadway, London Thor e Derek Luh — apresentaram o trailer e confirmaram os primeiros detalhes da nova temporada, que serve de continua direta dos eventos da série principal, The Boys, onde os Estados Unidos estão agora sob o domínio de Homelander, e a Universidade Godolkin sofre uma transformação com a chegada de um novo diretor, Dean Cipher, interpretado por Hamish Linklater.

O trailer para além de mostrar como o conflito se intensifica também aborda a perda de Chance Perdomo, o jovem ator que fazia parte do elenco principal, enquanto Andre, e que perdeu a vida em março de 2024. Face à situação a história desta temporada foi adaptada em sua homenagem, algo que podemos assistir no trailer com Polarity, o pai de Andre (interpretado por Sean Patrick Thomas), a exigir respostas sobre o desaparecimento do filho.

Para além dos nomes já conhecidos do elenco, a nova temporada inclui o regresso de Maddie Phillips, Asa Germann e a entrada de Hamish Linklater. A produção executiva mantém-se sob liderança de Michele Fazekas, com nomes como Eric Kripke, Seth Rogen, Evan Goldberg e Garth Ennis entre os responsáveis pela continuidade do universo de The Boys.

A primeira temporada de Gen V e as quatro temporadas de The Boys até agora produzidas, podem ser assistidas no Prime Video.

Elden Ring Nightreign vende mais de dois milhões de cópias no primeiro dia

O spin-off cooperativo do aclamado RPG da FromSoftware superou os dois milhões de unidades vendidas entre cópias físicas e digitais logo no dia de lançamento.

A Bandai Namco e a FromSoftware anunciaram que Elden Ring Nightreign ultrapassou os dois milhões de unidades vendidas em todo o mundo no primeiro dia, contando com as versões para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PlayStation 4, Xbox One e PC via Steam.

Neste novo spin-off de Elden Ring, aposta numa componente social, incentivando à cooperação e, neste caso, à existência de mais jogadores com acesso ao jogo. Nele, os jogadores devem explorar um mapa com diferentes regiões, biomas, armas e inimigos enquanto evitam um círculo de fogo que avança progressivamente. A progressão organiza-se em ciclos de três dias, culminando num confronto com um dos Nightlords, que são novos bosses introduzidos especificamente para esta versão.

Com modos de jogo a solo ou a três jogadores, cada um controla uma figura com habilidades únicas associadas a diferentes classes. A combinação estratégica dessas capacidades será essencial para enfrentar os desafios noturnos e as ameaças ambientais. Em caso de derrota, os jogadores recebem recompensas que servem para melhorar as suas personagens e personalizar o estilo de jogo.

O sucesso de Nightreign reforça o estatuto de Elden Ring como uma das maiores obras do estúdio liderado por Hidetaka Miyazaki, que já tinha alcançado mais de 30 milhões de cópias vendidas desde o lançamento original em 2022.

Para além do lançamento de Nightreign, o universo criado por Miyazaki com a ajuda de George R. R. Martin continuará a expandir-se noutras direções. Recentemente foi confirmado que Alex Garland irá realizar a adaptação cinematográfica de Elden Ring, num projeto da A24 que conta ainda com o envolvimento de Martin. O filme será uma produção conjunta com a DNA Films, marcando a quinta colaboração de Garland com a A24, onde já realizou obras como Ex Machina, Annihilation, Men e Civil War.

Ainda esta semana, no dia 5 de junho, Elden Ring chega também à Nintendo Switch 2 com a edição Tarnished Edition, uma versão completa que inclui a expansão Shadow of the Erdtree. A nova plataforma permitirá a mais jogadores acederem a uma experiência que continua a redefinir o género RPG com uma combinação de liberdade de exploração, desafio exigente e uma construção de mundo única.

A People Can Fly cancela Project Gemini e Project Bifrost e prepara despedimentos

O estúdio anunciou a suspensão de dois projetos em desenvolvimento e a necessidade de reduzir equipas.

Após o anúncio de três emocionantes projetos – o envolvimento em Gears Of War: E-Day com a The Coalition; o desenvolvimento de um protótipo mistério para a PlayStation; e o anúncio de Lost Rift -, a People Can Fly confirmou agora suspensão de outros dois jogos que tinha ativamente em desenvolvimento: o Project Gemini, uma produção em colaboração com a Square Enix, e Project Bifrost, um novo jogo de realidade virtual que seria auto-publicado. Esta decisão terá impactos na estrutura do estúdio com despedimento parcial das equipas.

A informação foi partilhada com uma mensagem CEO do estúdio, Sebastian Wojciechowski, que apontou a falhas de comunicação por parte da Square Enix como um motivo principal para o fim de Project Gemini. De acordo com o comunicado, a editora não entregou a proposta contratual necessária para avançar com as próximas fases de produção e não comunicou se pretendia continuar ou terminar oficialmente o projeto. Já no caso de Project Bifrost, a suspensão foi motivada por dificuldades financeiras, com índices a apontar para a impossibilidade de garantir os recursos necessários para concluir o desenvolvimento.

Temos de nos reorganizar significativamente como estúdio e reduzir as nossas equipas, o que é o que mais nos custa”, escreveu Wojciechowski. O CEO lamentou o desfecho, agradecendo o trabalho de todas as pessoas envolvidas.

Apesar destes cancelamentos, a People Can Fly mantém os restantes projetos já mencionados ativos, e que não deverão sofrer consequências a luz desta restruturação e despedimentos.

Dispatch recebe demo na Steam e apresentar um elenco de luxo nos bastidores das aventuras de super-heróis

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A nova comédia narrativa da AdHoc Studio já pode ser experimentada no PC e conta com vozes conhecidas do cinema, dos videojogos e do YouTube

Dispatch, o novo jogo narrativo da AdHoc Studio, apresentado no final do ano passado durante os The Game Awards, recebeu uma demo gratuita para PC, através da Steam. Criado pelos argumentistas e realizadores de Tales from the Borderlands e The Wolf Among Us, o jogo adota um registo de animação para TV e apresenta uma comédia inspirada em universos dos super-heróis, mas passada longe da habitual ação: num escritório.

No jogo conhecemos e controlamos Robert Robertson, ou Mecha Man, um herói que vê o seu fato mecânico destruído numa batalha e, sem meios para continuar a atuar no terreno, aceita um trabalho como operador num centro de super-heróis. A nova função exige que oriente uma equipa de ex-super-vilões em reabilitação, e assim teremos que ajudar Rob a atribuir missões e a tentar manter a paz e uma dinâmica saudável entre egos inflamados, tudo enquanto reconstrói o seu equipamento e procura uma oportunidade para se vingar. O jogo mistura elementos de narrativa interativa com gestão estratégica e algum humor, recorrendo a trechos animados narrativos, escolhas de diálogo e gestão de heróis através de menus, tudo com ações que terão impacto no decorrer da história.

Para além do seu aspeto animado, reminiscente de algumas das séries mais populares da atualidade para TV, Dispach faz-se acompanhar por um elenco cheio de vozes conhecidas, como Aaron Paul, da fama de Breaking Bad e Westworld, no papel principal, ao lado de Laura Bailey, veterana dos videojogos com papéis em The Last of Us Part II e Marvel’s Spider-Man, e Erin Yvette, que já colaborou com os criadores em The Wolf Among Us e que surge também em Hades II. A estes nomes juntam-se criadores de conteúdo populares como MoistCr1TiKaL (Charles White) e Jacksepticeye.

O elenco conta ainda com Travis Willingham, conhecido do projeto Critical Role e em várias adaptações animadas, Alanah Pearce, argumentista e atriz com participações em Cyberpunk 2077 e Gears 5, e Matthew Mercer, uma das vozes mais reconhecidas da indústria, conhecido por Overwatch, Resident Evil 6 e pelos seus papéis como mestre de jogo em Critical Role. Também participam Joel Haver, cineasta e criador de conteúdo, e o aclamado Jeffrey Wright, ator em filmes como The Batman, American Fiction, Casino Royale e com participações especiais em The Last Of Us Part II e na sua adaptação para a HBO.

Dispatch ainda não tem data de lançamento, mas chegará em exclusivo ao PC ainda em 2025.

Stellar Blade recebeu demo no PC

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Os jogadores de PC já podem experimentar o popular jogo de ação da PlayStation 5 nas suas máquinas.

A caminho da sua chegada ao PC, a Shift Up e a PlayStation, lançaram uma demonstração gratuita de Stellar Blade na Steam.

Esta demonstração é semelhante à que tinha sido lançada na PlayStation 5 antes do lançamento oficial do jogo nos finais de abril de 2024.

Com esta demonstração, os jogadores poderão testar o jogo de ação nas suas configurações, com diferentes parâmetros de afinação de desempenho. Na Steam os jogadores poderão também ter uma noção do que esperar, com os requisitos mínimos e recomendados partilhados na sua página.

A configuração mínima exige o Windows 10 na versão de 64 bits, um processador Intel Core i5-7600k ou AMD Ryzen 5 1600X, 16 GB de RAM e uma placa gráfica NVIDIA GeForce GTX 1060 com 6 GB ou AMD Radeon RX 580 com 8 GB. É necessária a versão 12 do DirectX e um espaço de 75 GB no disco, que pode ser num HDD, mas recomenda-se o uso de um SSD. Esta configuração permite jogar a 1080p com definições gráficas no modo “Baixo” a 60FPS.

Já a configuração recomendada mantém o sistema operativo e a memória RAM, mas pede um processador Intel Core i5-8400 ou AMD Ryzen 5 3600X, bem como uma placa gráfica NVIDIA GeForce RTX 2060 SUPER ou AMD Radeon RX 5700 XT. Também é necessária a versão 12 do DirectX, 75 GB de espaço em disco e um SSD já é obrigatório. Nesta configuração, o jogo corre a 1440p com qualidade gráfica no modo “Médio” e com uma taxa de 60FPS.

A demonstração conta com algum conteúdo substancial, com dois níveis inteiros para explorar e conhecer um pouco da história de EVE, uma guerreira que irá navegar por um mundo pós-apocalíptico, na esperança de salvar a humanidade.

A versão para PC chega no dia 11 de junho, com otimizações exclusivas à plataforma, como suporte de monitores panorâmicos, FPS desbloqueados, texturas melhoradas, suporte para vários tipos de comandos e para tecnologias de renderização avançadas como o AMD FSR e o NVIDIA DLSS.

Juntamente com a versão PC será também lançada uma nova expansão paga, Goddess of Victory: Nikke, que ficará também disponível para PlayStation 5.

Entrevista com Gustavo Gallas, fundador da Homehost

Gustavo Gallas (perfil @ggallas no X) é um nome bem conhecido no universo da tecnologia e infraestrutura web no Brasil. Com mais de duas décadas de experiência na área de TI, destacou-se como especialista em sistemas de servidores, segurança digital e soluções de alojamento de sites. O seu perfil combina conhecimento técnico profundo com uma visão prática dos negócios digitais, algo que o motivou a fundar a Homehosthttps://www.homehost.com.br/ – empresa que hoje é uma referência nacional em alojamento de sites acessível e fiável.

Desde o início dos anos 2000, o Gustavo actua como gestor de TI, acompanhando de perto a evolução da internet no Brasil. Com um olhar atento às necessidades reais dos utilizadores, liderou a criação de soluções que respondem desde ao pequeno empreendedor até agências e programadores que precisam de desempenho, estabilidade e suporte técnico a sério. A Homehost, sob a sua direcção, consolidou-se como uma alternativa sólida face aos grandes players internacionais.

Nesta entrevista, o Gustavo partilha a sua visão sobre o mercado de alojamento, explica diferenças importantes entre os tipos de serviço disponíveis — como alojamento partilhado e servidores VPS — e dá dicas valiosas para quem está a começar ou a pensar em escalar os seus projectos na web.

Echo Boomer: Gustavo, muito obrigado por conversares connosco. Para começar, o que te motivou a fundar a Homehost?

Gustavo Gallas: Eu é que agradeço. A Homehost nasceu da minha vontade de oferecer um serviço de alojamento de sites que juntasse fiabilidade, suporte a sério e um preço acessível. Por volta de meados dos anos 2000, notei que os clientes estavam fartos de promessas não cumpridas e de suporte técnico impessoal. Vi ali uma oportunidade para fazer diferente.

EB: Para quem está a começar, podes explicar o que é alojamento de sites, de forma simples?

Gustavo Gallas: Claro! Alojamento de sites é como o “terreno” onde o teu site vive na internet. É um serviço que mantém o teu site disponível online 24 horas por dia, armazenando ficheiros, imagens, base de dados e tudo o que for necessário para o site funcionar.

EB: Existem vários tipos de alojamento. Como é que alguém pode saber qual escolher?

Gustavo Gallas: Isso depende do tamanho e do objectivo do site. O alojamento partilhado é óptimo para projectos pequenos ou blogs. Já quem precisa de mais desempenho pode optar por VPS ou servidores dedicados. E para programadores, a revenda de alojamento pode ser um caminho interessante.

EB: A Homehost oferece alojamento no Brasil. Quais são os benefícios disso?

Gustavo Gallas: Um dos principais benefícios é a velocidade. Servidores no Brasil garantem tempos de resposta mais rápidos para visitantes locais. Além disso, o suporte em português e a facilidade de pagamento em moeda local fazem diferença.

EB: A segurança é sempre uma preocupação. O que é que vocês fazem nesse aspecto?

Gustavo Gallas: A segurança é prioritária. Na Homehost, usamos firewalls, backups diários, certificados SSL gratuitos e monitorização contínua. Também oferecemos protecção contra ataques DDoS e actualizações constantes no sistema.

EB: E como é que vês o crescimento da internet no Brasil e o papel do alojamento nisso?

Gustavo Gallas: O Brasil ainda tem muito potencial de crescimento digital. Cada vez mais pequenos negócios, criadores de conteúdo e profissionais estão a levar a sua presença para a web. O alojamento de sites é a base de tudo isso — sem ele, um site não existe.

EB: Existe um mito de que criar um site é complicado. O que dirias a quem ainda tem esse receio?

Gustavo Gallas: Hoje em dia é muito mais fácil. Com construtores de sites, instaladores automáticos de WordPress e suporte técnico, qualquer pessoa pode ter um site a funcionar em poucas horas, mesmo sem saber programar.

EB: Gustavo, muitos utilizadores começam com alojamento partilhado com cPanel. Em que momento recomendas a migração para um servidor VPS?

Gustavo Gallas: Essa migração costuma ser necessária quando o site começa a crescer e exige mais recursos — seja em volume de visitas, processamento ou armazenamento. Um bom sinal é quando o site começa a ficar lento ou offline em horários de pico. Outro ponto é quando o cliente precisa de maior controlo sobre o ambiente, como instalação de aplicações específicas, personalizações no PHP ou no servidor web. Aí o VPS é a escolha certa, pois oferece mais liberdade e recursos dedicados.

EB: Quais são as principais diferenças de desempenho, controlo e segurança entre um servidor VPS e um alojamento partilhado tradicional com cPanel?

Gustavo Gallas: A principal diferença é que no VPS os recursos são isolados: não partilhas CPU, memória e disco com outros utilizadores. Isso significa mais desempenho e estabilidade. No que toca a controlo, o VPS dá liberdade total para configurares o servidor como quiseres, instalar serviços, gerir permissões e ajustar o ambiente conforme as tuas necessidades. E em segurança, o VPS tende a ser mais seguro precisamente por causa dessa separação entre ambientes. No alojamento partilhado, todos os sites estão no mesmo servidor, por isso uma falha grave pode afectar vários utilizadores. Já no VPS, tens um ambiente isolado e podes implementar as tuas próprias regras de segurança.

EB: Para terminar: qual é o diferencial da Homehost no mercado actual?

Gustavo Gallas: O nosso diferencial é o atendimento próximo e humano. Cada cliente importa. Aliamos tecnologia de ponta com uma equipa que realmente ouve e resolve. É isso que tem mantido os nossos clientes fiéis há mais de uma década.

A Microsoft tornou a partilha de ficheiros do Office no Android mais simples

Os utilizadores do Android já conseguem abrir documentos partilhados do Office sem necessitar de fazer login numa conta da Microsoft.

A Microsoft aperfeiçoou a sua integração com o Android, especificamente na partilha de ficheiros do Office através de hiperligações. O ecossistema da empresa agora permite que os utilizadores do Android possam abrir ficheiros partilhados do Office sem necessidade de iniciar sessão, como já acontece no iOS.

Até agora, no Android, para abrir um ficheiro do Word, Excel ou PowerPoint partilhado por hiperligação, era obrigatório iniciar sessão com uma conta da Microsoft. Com esta nova funcionalidade o processo torna-se significativamente mais simples e intuitivo, já que basta um toque na hiperligação recebida para visualizar de imediato o documento em modo de leitura.

A sua utilização é muito simples, já que o remetente gera a hiperligação na aplicação do Office (Word, Excel ou PowerPoint) através do ícone de partilha, inserindo o e-mail do destinatário ou copiando manualmente a ligação. Ao abrir, o utilizador irá visualizar um aviso a convidá-lo a iniciar sessão, mas poderá ignorá-lo e aceder diretamente ao conteúdo. Contudo, sem autenticação o ficheiro permanece em modo de leitura, e para efetuar alterações, continua a ser necessário iniciar sessão com uma conta Microsoft.

Office no Android
Fonte: Microsoft

Com esta novidade, a Microsoft aproxima a experiência entre utilizadores do Android e do iOS, colmatando uma lacuna importante face ao Google Drive, que há muito permite o acesso a ficheiros partilhados sem autenticação. Dado o domínio das ferramentas Office no sector empresarial e educativo, esta atualização deverá trazer benefícios concretos para milhões de utilizadores. Para ativar a funcionalidade, é necessário atualizar as aplicações para a versão 16.0.18827.20066 ou superior.

A TCL lançou dois novos smartphones 5G acessíveis com foco no conforto visual

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Os dois novos smartphones da série TCL 60 chegam ao mercado por menos de 250€.

A TCL lançou dois novos smartphones da série 60: o TCL 60 SE NXTPAPER 5G e o TCL 60R 5G. Ambos destacam-se pelo seu peço abaixo dos 250€ e por terem serem direcionados para quem procura smartphones competentes, com tecnologias recentes e úteis, sem ter que se desembolsar pelo preços “premium”.

Para além disso o 60 SE NXTPAPER 5G, sobressai-se por introduzir um novo tipo de ecrã com a tecnologia NXTPAPER, concebidos para proteger os olhos durante longos períodos de utilização. Promete uma experiência de visualização leve, com redução de luz azul e brilho, sem sacrificar a qualidade da imagem. É direcionado para para estudantes, profissionais remotos ou leitores frequentes e inclui ainda funcionalidades inteligentes como tradução instantânea e resumo automático de conteúdos. A nível técnico, vem equipado com 18GB de RAM totais (com RAM virtual), 256 GB de armazenamento interno e uma bateria de 5200mAh.

Por outro lado, o TCL 60R 5G é uma proposta mais simples, com um ecrã HD+ de 120Hz, processador MediaTek Dimensity 6300, 12GB de RAM totais e bateria de 5000mAh, pensado para utilizadores que valorizam fluidez, autonomia e um primeiro contacto com a rede 5G.

TCL 60R 5G
TCL 60R 5G

Ambos os modelos já estão disponíveis em Portugal. O 60R 5G tem um preço recomendado de 179€, enquanto o 60 SE NXTPAPER 5G chega por 249€.

A Maxcom lançou os MWH 01 Freesound, uns auriculares Bluetooth open-ear muito baratos

Os novos Maxcom MWH 01 Freesound já estão disponíveis nas lojas por 19,99€.

A Maxcom lançou os MWH 01 Freesound, uns auriculares Bluetooth de tipo open-ear concebidos especialmente para utilizadores ativos, como corredores e ciclistas. Com um design leve e compacto, estes auriculares destacam-se pela ligação Bluetooth 5.4, emparelhamento automático, uma autonomia total de até 25 horas com o estojo de carregamento incluído e, mais importante, um preço muito acessível por menos de 20€.

De acordo com a marca, os MWH 01 Freesound permitem ouvir música, atender chamadas ou seguir podcasts sem isolar o utilizador do ruído ambiente, uma funcionalidade crucial para quem se movimenta em meio urbano ou em vias partilhadas com trânsito. Conta com carregamento rápido através da sua porta USB-C e o controlo por toque, e ainda compatibilidade com assistentes de voz que permitem a a utilização completa sem necessidade de recorrer ao smartphone.

Disponíveis em quatro cores – Preto, Branco, Violeta e Verde –, os novos auriculares da Maxcom são acompanhados por um estojo compacto de transporte com indicador LED de informação de bateria. Com um preço recomendado de apenas 19,99€, os MWH 01 Freesound já estão disponíveis em várias lojas nacionais.

A Microsoft atualizou o Bloco de Notas do Windows 11 com formatação de texto

O Bloco de Notas no Windows 11 ganhou a capacidade de formatação de texto, algo que eram muito esperado pelos utilizadores.

A Microsoft lançou uma atualização para o clássico Bloco de Notas do Windows. A nova versão 11.2504.50.0 introduz, pela primeira vez, opções de formatação no editor de texto simples. Os utilizadores do programa Windows Insider nos canais Canary e Dev já podem experimentar as novas funcionalidades.

A empresa adicionou ao Bloco de Notas uma barra de formatação que permite a aplicação de formatação básica ao texto. Os utilizadores podem colocar texto a negrito ou itálico, inserir hiperligações e trabalhar com títulos e listas simples. Particularmente prático, o novo Bloco de Notas suporta a sintaxe Markdown, o que é conveniente para programadores e utilizadores com conhecimentos técnicos.

Bloco de Notas do Windows 11
Bloco de Notas do Windows 11

Se assim o desejarem, os utilizadores podem alternar entre a visualização formatada e o código Markdown em bruto a qualquer momento, num botão correspondente na barra de estado, na parte inferior da janela. E é também possível remover toda a formatação através da barra de formatação ou do menu Editar. Já aqueles que preferirem utilizar a aplicação na sua forma original podem desativar completamente a nova funcionalidade de formatação nas definições da aplicação.

A Xiaomi deixou de oferecer suporte para mais 19 smartphones

Quase duas dezenas de equipamentos da Xiaomi foram colocados na lista de dispositivos em fim de vida.

A Xiaomi continua a avançar com o lançamento global do HyperOS 2.2 e já iniciou os testes com o HyperOS 2.3, a sua interface baseada no Android 16. No entanto, nem todos os utilizadores poderão beneficiar das novidades, já que a marca atualizou a sua lista de dispositivos que atingiram o fim de vida útil, o estado “Fim de Vida” (End of Life ou EOL), com 19 modelos agora oficialmente sem suporte.

Quando um dispositivo entra em estado EOL, este deixa oficialmente de receber atualizações do sistema operativo e correções de segurança. Na prática, isto deixa os equipamentos mais expostos a vulnerabilidades conhecidas e potenciais ataques de segurança, uma vez que deixam de ser corrigidos. Para os utilizadores que pretendem prolongar a vida útil dos seus equipamentos, uma das opções é recorrer à instalação de ROMs personalizadas (sistemas operativos alternativos), embora estes não sejam suportadas oficialmente pela Xiaomi e envolvam riscos adicionais.

Entre os smartphones que deixam agora de receber atualizações, encontram-se:

  • Xiaomi Civi 1S (China)
  • Mi 11X Pro (Índia)
  • Mi 11i (Global e Europa)
  • Mi 11 Ultra (Global, Índia, Europa e Indonésia)
  • Poco M4 Pro 5G (Turquia)
  • Poco F4 GT (Global)
  • Redmi 10 2022 (Turquia)
  • Redmi K40 Pro (China)
  • Redmi K40 Pro Plus (China)
  • Redmi K50 (China)
  • Redmi K50 Pro (China)
  • Redmi Note 11 Pro (Europa, Indonésia, Taiwan e Rússia)

Com estas adições, mais de 200 dispositivos das marcas Xiaomi, Redmi e POCO já se encontram oficialmente fora da lista de suporte da fabricante.

A Netflix revelou o primeiro trailer de Frankenstein, de Guillermo del Toro

A nova adaptação do romance de Mary Shelley chega em novembro à plataforma, com Jacob Elordi como a criatura.

A Netflix apresentou durante o evento Tudum 2025 o primeiro trailer de Frankenstein, o novo filme de Guillermo del Toro baseado no romance publicado por Mary Shelley em 1818. A estreia está prevista para novembro, embora ainda não seja conhecida a data em concreto.

O projeto marca o regresso de del Toro ao cinema após Pinocchio, com o qual venceu o Óscar de Melhor Filme de Animação. De acordo com declarações antigas, del Toro considera que Frankenstein é a sua obra literária de referência, tendo tentado adaptar a história ao longo de mais de uma década.

A história desta adaptação segue o percurso de Victor Frankenstein (interpretado por Oscar Isaac), um cientista que constrói uma criatura a partir de restos humanos. Com um tom sombrio e dramático, o filme pretende abortar as consequências da experiência e focar-se na relação entre criador e criação. Ao longo do primeiro trailer, é temos também um tímido olhar a Jacob Elordi no papel da criatura, que revela a sua imponente postura. A adaptação promete respeitar o material original da obra em tom e estrutura, ao mesmo tempo que mantém todos os elementos a que estamos habituados de um filme de fantasia negra de de del Toro.  

Para além de Isaac e de Elordi, Mia Goth apresenta-se num papel importante, mas para já desconhecido, ao lado de outros atores bem conhecidos como Felix Kammerer, Lars Mikkelsen, David Bradley, Christian Convery, Charles Dance e Christoph Waltz.

Frankenstein será lançado exclusivamente na Netflix em novembro de 2025, não se sabendo para já se terá algum tipo de passagem pelas salas de cinema.

Benoit Blanc regressa em dezembro com Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery

A Netflix revelou o primeiro trailer e a data de estreia do novo capítulo da saga Knives Out de Rian Johnson.

Benoit Blanc, o carismático detetive do sul dos Estados Unidos criado por Rian Johnson, está prestes a regressara para um novo e misterioso caso em Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery, o terceiro filme da série, que recebeu agora o seu primeiro trailer e data oficial de estreia a 12 de dezembro, na Netflix.

Novamente realizado por Johnson, Wake Up Dead Man é o terceiro filme protagonizado por Daniel Craig, que nos introduziu Benoir Blanc em 2019 com Knives Out, onde investigou a morte do escritor de sucesso Harlan Thrombey, e que regressou em 2022, com Glass Onion: A Knives Out Mystery, numa viagem na Grécia, onde desvendou segredos em torno de um bilionário tecnológico e um grupo de suspeitos peculiares.

De acordo com a sinopse oficial, em Wake Up Dead Man, Blanc irá enfrentar um novo mistério num local ainda não revelado, rodeado por um elenco renovado de suspeitos. Entre os atores que rodeia Craig temos agora a confirmação de Josh O’Connor, Glenn Close, Josh Brolin, Mila Kunis, Jeremy Renner, Kerry Washington, Andrew Scott, e muitos mais.

Rian Johnson compara a escolha deste elenco como um “convite para um jantar”, reunindo atores que se dão bem e criam uma química necessária para um filme deste género. O realizador partilha também que a escolha do título do filme, Wake Up Dead Man, é uma referência a uma canção dos U2 do álbum Pop de 1997, um disco considerado subestimado pelo realizador. Johnson refere ainda que a expressão já lhe tinha sido transmitida pela música popular americana, e deixa o convite para prestar atenção a possíveis pistas que possam surgir a partir deste título.

Knives Out e Glass Onion: A Knives Out Mystery podem ser atualmente assistidos na Netflix.

One Piece regressa em 2026 e apresenta pela primeira vez o adorável Chopper

Tony Tony Chopper apresenta-se oficialmente em live-action com um novo olhar especial da segunda temporada de One Piece.

A Netflix confirmou durante o evento Tudum 2025 que a segunda temporada de One Piece estreia em 2026. Em comunicado, a gigante do streaming afirmou que as gravações já terminaram na África do Sul e, de acordo com o próprio criador da manga original, Eiichiro Oda, esta nova etapa da adaptação irá explorar locais como Loguetown, Reverse Mountain, Whiskey Peak, Little Garden e Drum Island — cenários centrais dos primeiros passos dos Straw Hats na Grand Line.

Entre as novidades para a segunda temporada, destaca-se a introdução de Tony Tony Chopper, o médico de aspeto adorável de rena anamórfica e uma das personagens mais queridas pelos fãs da obra original e da adaptação para anime. Chopper será interpretado por Mikaela Hoover, numa versão animada em CGI foto-realista que teve direito à sua apresentação oficial com um pequeno vídeo, que confirma também a estreia da segunda temporada para o ano que vem.

A história desta segunda temporada irá seguir os eventos da obra original, dando continuidade ao que já foi contado na primeira, com os Straw hats finalmente a navegarem pela Grand Line e com a promessa de introduzir algumas das figuras favoritas dos fãs. Como por exemplo: presença de Dr. Kureha, interpretada por Katey Sagal, e a estreia de outras personagens associadas à saga de Baroque Works, como Mr. 3 (David Dastmalchian), Miss All-Sunday/Nico Robin (Lera Abova), Miss Wednesday/Vivi (Charithra Chandran) e Mr. 0, papel entregue a Joe Manganiello. O elenco expande-se com nomes como Sendhil Ramamurthy (Cobra), Julia Rehwald (Tashigi) e Callum Kerr (Smoker), entre outros.

A estreia de One Piece em 2023 tornou-se num dos maiores investimentos da Netflix numa adaptação live-action de animação japonesa, revelando-se um raro sucesso entre fãs e críticos e com a bênção deEiichiro Oda, que continuará a manter o seu envolvimento criativo.

Prevê-se que a terceira temporada tenha início de gravações já no final deste ano.