Legacy Ithos abre em soft opening a 1 de maio no Porto Santo e conta agora com o restaurante Origo 34

O Legacy Ithos, no Porto Santo, abre a 1 de maio com o restaurante Origo 34, focado em peixe local e consultoria de Diogo Rocha.

Cerca de seis meses após a sua inauguração oficial em outubro do ano passado, o Legacy Ithos, hotel de luxo na ilha do Porto Santo, vai abrir em regime de soft openin no próximo dia 1 de maio. Localizado numa zona privilegiada junto às dunas, o estabelecimento destaca-se agora pela abertura do Origo 34, um restaurante desenhado para valorizar os sabores locais e atrair tanto clientes do hotel como visitantes externos.

O projeto foi revelado publicamente pelo grupo Vila Baleira Hotels & Resorts, proprietário do espaço e parte do grupo Ferpinta, durante a BTL – Better Tourism Lisbon, que decorreu em Lisboa. Gonçalo Teixeira, administrador do grupo, sublinhou o orgulho em integrar já a prestigiada rede The Leading Hotels of the World antes mesmo da abertura, o que impõe padrões elevados de serviço e conforto.

No centro desta novidade está o Origo 34, com capacidade para 120 pessoas – 40 no interior e 80 na esplanada virada para o mar. Sob a consultoria do conceituado chef Diogo Rocha e a direção executiva de Manuel Santos, o restaurante foca-se em produtos sazonais da região, especialmente peixe e mariscos frescos, mas com opções de carne e vegetarianas.

Aberto continuamente do almoço ao jantar para todos, e com pequeno-almoço exclusivo para hóspedes, o espaço privilegia uma cozinha portuguesa tradicional reinterpretada de forma moderna, com ênfase em grelhados na brasa, forno e pratos como Robalo ao sal ou Bacalhau à Brás. Os chefs descrevem o conceito como inclusivo, familiar e ambicioso, visando posicionar-se entre os melhores restaurantes frente-mar do país, sempre em harmonia com a comunidade local e pescadores da zona.

O nome Origo 34 evoca a palavra grega para “origem”, aludindo às raízes familiares, com o 34 a remeter ao ano de nascimento da avó dos administradores. Complementando a restauração, o hotel aposta num centro de bem-estar, o ORA-Thalasso Spa Clinic, que recorre aos recursos naturais da ilha – argila, areia e água do mar – para programas de talassoterapia e regeneração.

Arrancam obras de 16,7 milhões de euros no acesso ferroviário ao Porto de Setúbal

A obra de 16,7 milhões moderniza as ligações ferroviárias ao Porto de Setúbal e integra o plano de investimentos do Corredor Internacional Sul.

A empreitada de modernização das ligações ferroviárias ao Porto de Setúbal foi oficialmente consignada esta segunda-feira, marcando o arranque de uma intervenção avaliada em 16,7 milhões de euros e com um prazo de execução de 420 dias. A obra decorre no âmbito do Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030), integrada nas prioridades definidas para o Corredor Internacional Sul, cujo investimento total ronda os 40 milhões de euros, incluindo projetos, expropriações, fiscalização e melhorias nas áreas da sinalização e telecomunicações.

A intervenção será conduzida pela Infraestruturas de Portugal, de acordo com um protocolo estabelecido com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS). Caberá à IP a execução dos trabalhos dentro e fora da área portuária, ficando a cargo da administração portuária as despesas associadas às ações realizadas em terrenos sob sua jurisdição.

As obras vão incidir sobre as estações de Setúbal-Mar e Praias do Sado, bem como sobre os ramais ferroviários que servem a Península da Mitrena. O projeto prevê a construção e eletrificação de novas linhas, o prolongamento de troços existentes, a reorganização das ligações entre feixes ferroviários e a eliminação da passagem de nível da Cachofarra. Estas alterações deverão permitir maior fluidez nas operações ferroviárias, reduzindo o cruzamento de linhas principais com manobras de carga e descarga e assegurando uma separação mais eficiente entre a circulação de comboios e a movimentação de mercadorias.

Com este investimento, o Governo pretende reforçar a articulação entre a Rede Ferroviária Nacional e o Porto de Setúbal, aumentando a capacidade operativa e a competitividade do transporte de mercadorias.

Na cauda europeia, CP planeia renovação com alta velocidade no horizonte

A CP apresentou plano 2026-2032 para liderar alta velocidade, expandir clientes e renovar pessoal, mas depende de decisões governamentais sobre contratos e governação.

A CP delineou um plano estratégico para os anos de 2026 a 2032, centrado em cinco eixos principais: assumir a liderança nos serviços de alta velocidade em Portugal, alargar a clientela, assegurar material circulante fiável, renovar os quadros de pessoal com trabalhadores mais jovens e elevar a produtividade global. Estes objetivos contam com a transformação digital e a inovação como fio condutor. No entanto, o plano, ao qual o Público (acesso pago) teve acesso, realça duas incertezas cruciais que escapam ao controlo da empresa e dependem de orientações políticas do Governo.

Uma dessas incertezas prende-se com o papel da CP no mercado de alta velocidade, incluindo o modelo de governação – se atuará como unidade de negócio interna, empresa do grupo, parceria pública internacional ou consórcio com privados nacionais ou estrangeiros. A outra refere-se à eventual extensão do atual Contrato de Serviço Público até 2034, o que abriria portas a subconcessões em linhas suburbanas de Lisboa e Porto, já anunciadas pelo executivo, ou à sua não renovação, levando a concursos públicos internacionais em 2029 nos quais a própria CP poderia participar.

Para concretizar este rumo, a CP identifica fatores decisivos como o aval governamental para entrar na alta velocidade, capacidade de endividamento para adquirir novos comboios, saída do perímetro orçamental do Estado para maior autonomia e cumprimento rigoroso pela Infraestruturas de Portugal das obras previstas no Programa Nacional de Investimentos 2030. A alta velocidade é vista como “motor” para tornar o comboio mais apelativo, com ligações rápidas e confortáveis que, articuladas com serviços convencionais como o Alfa Pendular, Intercidades e Regionais, fomentariam sinergias, economias de escala e maior coesão territorial.

De acordo com a mesma fonte, o plano não dá detalhes sobre o material para a via estreita do Vouga e ignora perspetivas como Trás-os-Montes, Vale do Sousa ou Viseu. Também não aborda a retoma de regionais no Alentejo, o regresso a Sines ou Coruche, nem melhorias na linha do Leste, limitando-se em 2032 a manter as atuais duas ligações diárias por sentido com unidades menos antigas.

Anacom quer que operadoras suportem custos do enterramento das redes

Anacom defende que cabe às operadoras suportar os custos do enterramento das redes, após os estragos da tempestade Kristin.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) entende que os custos do enterramento das redes de telecomunicações devem ser suportados pelas próprias operadoras. De acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago), a posição foi reafirmada pela presidente do regulador, Sandra Maximiano, que sublinha que esta operação pode trazer benefícios em termos de resiliência, mas implica também um investimento elevado e um processo tecnicamente complexo.

As tempestades que atingiram recentemente o país provocaram danos significativos nas infraestruturas de comunicação, e a Anacom admite que a reparação completa só deverá estar concluída dentro de “um ano a um ano e meio”. Para evitar situações semelhantes no futuro, o Governo pediu às operadoras que estudassem o enterramento das redes móveis e a distribuição de equipamentos de comunicações – nomeadamente terminais de internet via satélite – pelas mais de 3.000 juntas de freguesia, no âmbito do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência.

Sandra Maximiano reconhece que a colocação subterrânea das redes deve ser considerada, mas adverte que “enterrar não é tão simples”. Portugal conta atualmente com uma cobertura de fibra ótica muito ampla, fruto sobretudo dos traçados aéreos, que facilitam a expansão do serviço. A presidente da Anacom defende que, antes de avançar, é essencial definir prioridades, identificando zonas críticas e avaliando riscos. Segundo a responsável, a solução não passa por enterrar toda a rede, mas sim por determinar os locais onde tal intervenção é mais necessária e justificada.

Ainda que não existam estimativas oficiais sobre o custo para as telecomunicações, o exemplo da rede elétrica ajuda a dimensionar o esforço financeiro: enterrar as linhas elétricas custaria, no mínimo, 19,4 mil milhões de euros. Nessa perspetiva, a Anacom considera que cabe às operadoras suportar o essencial desse investimento, embora possa haver espaço para alguma comparticipação pública, consoante o impacto em termos de cibersegurança e resiliência da infraestrutura.

A discussão em torno da responsabilidade financeira surge depois dos danos provocados pela tempestade Kristin, que deixou mais de 300.000 clientes sem serviços de telecomunicações. De momento, restam cerca de 12.000 sem rede móvel e cerca de 40.000 sem internet fixa.

Autoridade da Concorrência quer travar renovação dos contratos da CP e da Fertagus

A Autoridade da Concorrência defende que os contratos da CP e da Fertagus não sejam prorrogados e exige concursos públicos internacionais para abrir o mercado ferroviário a novos operadores.

A Autoridade da Concorrência (AdC) está a pressionar o Governo para não prolongar os contratos atuais da CP e da Fertagus no transporte ferroviário suburbano, especialmente na travessia da Ponte 25 de Abril, defendendo a abertura a novos operadores até 2034. No seu estudo sobre o setor ferroviário de passageiros e mercadorias, diz o Jornal de Negócios (acesso pago) que o regulador argumenta que a liberalização pode melhorar preços, qualidade, oferta e inovação, recomendando concursos públicos internacionais sem adiamentos.

O contrato da Fertagus, do grupo Barraqueiro e assinado em 1999, termina em 2031 após várias alterações que o estenderam para cerca de 32 anos. Tendo isto em conta, a AdC opõe-se a qualquer prorrogação e sugere confirmar se os serviços são mesmo não atrativos comercialmente. Para a CP, cujo contrato foi estendido em janeiro por mais cinco anos até 2034, propõe limitar renovações ao tempo necessário para amortizar investimentos e dividir rotas em lotes por regiões ou tipos de serviço em futuros concursos. Além disso, o regulador incentiva a subconcessão de linhas como Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto, avaliando se serviços como os Intercidades geram procura suficiente para liberalização sem contrato de serviço público.

A AdC enfatiza a necessidade de acesso igualitário a comboios e maquinistas nos concursos, com preços baseados em custos e duração alinhada aos contratos, para atrair mais participantes e evitar discriminações por parte de operadores incumbentes, e propõe modelos como reestruturar a Sagesecur para gerir todo o material circulante estatal, incluindo o da CP afeto a serviços públicos, garantindo equidade. No caso das linhas de alta velocidade em bitola ibérica, alerta que esta escolha pode afastar operadores europeus devido a custos elevados em material compatível, apesar de soluções tecnológicas mitigarem o problema.

Por fim, o regulador critica o passe ferroviário verde, criado em outubro de 2024 por 20€ para regionais, inter-regionais, urbanos em Coimbra, Lisboa e Porto, e Intercidades, por estar limitado à CP na lei, o que desincentiva concorrentes. A AdC defende alterar o quadro legal para o tornar neutro e aplicável a todos os operadores, além de calcular custos reais por trajeto para evitar sobrecompensações à CP durante o contrato atual.

Nintendo Indie World Showcase marcada para 3 de março

A nova transmissão da Nintendo ter 15 minutos para a apresentação de projetos independentes.

A Nintendo anunciou um novo Indie World Showcase para esta semana, já amanhã a 3 de março. A transmissão será feita através dos canais oficiais da Nintendo no Youtube e terá cerca de 15 minutos.

Sobre o conteúdo em concreto, a Nintendo não avançou com jogos ou estúdios presentes na transmissão, mas sabe-se que serão projetos de estúdios independentes com lançamentos para a Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.

A transmissão e as novidades da mesma poderão ser seguidas também na página oficial do Indie World, aqui.

Scary Movie 6 traz de volta as paródias dos filmes horror até ao cinema

Scary Movie 6 marca o regresso da série dormente desde o último filme em 2013, com muitos filmes para parodiar.

A Paramount Pictures revelou o primeiro trailer de Scary Movie 6, o novo filme da memorável saga de filmes de paródia que começou no ano 2000, mas que apesar da sua popularidade, a cada novo filme, foi perdendo a força e a atenção das audiências com humor cada vez mais forçado e desinteressante.

Mas o regresso da saga promete ser um ponto de viragem, trazendo o tom e estilo dos primeiros filmes, marcando também o regresso da equipa criativa original, com guiões de Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans (realizador do primeiro filme) e Rick Alvarez.

O primeiro trailer faz um bom trabalho ao tocar na nostalgia e tom dos filmes originais, com imensas referências contemporâneas, fazendo também as clássicas paródias a alguns dos filmes de horror mais influentes da última década, entre eles M3GAN, Sinners, Weapons, Substance e Terrifier, entre outros. Ao mesmo tempo, o filme volta a parodiar a série Scream com o seu antagonista a ter um papel central, juntamente com algum do elenco dos filmes originais de Scary Movie, com Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall entre os rostos mais familiares.

Com Michael Tides na cadeira de realização, já habituado a filmes de paródias, Scary Movie 6, ou Scary Movie: What’s Up? como é chamado em Portugal, tem estreia marcada para 4 de junho nos cinemas.

Honor revela o Robot Phone, um smartphone com sistema robótico inteligente

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A Honor apresentou no MWC 2026 o Robot Phone, um conceito de smartphone com componentes robóticos.

A Honor apresentou no MWC 2026, em Barcelona, o Robot Phone, um conceito de smartphone com um componente robótico e que substitui o uso de um gimbal dedicado. O anúncio foi feito no enquadramento da continuidade do ALPHA PLAN, estratégia apresentada pela empresa em 2025, e da sua visão de inteligência humana aumentada, estruturada nos eixos Alpha Phone, Alpha Store e Alpha Lab. A marca enquadra este modelo como parte de uma linha de investigação e desenvolvimento focada na integração entre software, sensores, inteligência artificial e engenharia mecânica.

O Robot Phone apresenta-se como um smartphone pouco convencional pela inclusão de um pequeno braço robótico com câmara e gimbal que permite movimentos físicos do próprio dispositivo. Estes incluem inclinação, rotação, deslocação autónoma e execução de gestos mecânicos simples, associados a funções de captação de imagem, acompanhamento do utilizador e interação baseada em movimento. O sistema permite ao dispositivo identificar sons, rastrear movimentos e manter referência visual contínua do ambiente, através da sua câmara de 360 graus que se ajusta automaticamente ao enquadramento das gravações, através de movimentos mecânicos contínuos e controlados.

O pequeno módulo inclui um micromotor desenvolvido pela própria Honor, concebido para permitir a integração de um gimbal 4DoF ultracompacto no interior do equipamento. Este sistema suporta estabilização em três eixos, rastreio automático e movimentos rotativos da câmara em ângulos de 90 e 180 graus. O módulo integra ainda uma câmara principal de 200 MP, associada a sistemas de estabilização e compensação de vibração, com foco na captação de imagem em movimento, melhorado ainda com capacidades inteligentes.

A Honor define o Robot Phone como um protótipo funcional, enquanto demonstração daquilo que vê como direção tecnológica, mas não como um produto finalizado para comercialização em larga escala.  

Concurso volta a eleger o Melhor Croissant à Moda do Porto

As inscrições para a eleição d’O Melhor Croissant à Moda do Porto estão abertas até 31 de março. Concurso distingue os melhores pasteleiros e casas da região.

As inscrições para a segunda edição do concurso que vai eleger O Melhor Croissant à Moda do Porto já se encontram abertas e decorrem até 31 de março. O evento procura prestigiar os profissionais e estabelecimentos que mantêm viva uma das mais emblemáticas especialidades da pastelaria do norte do país.

Caracterizado pela massa brioche que lhe confere uma textura fofa e um sabor mais intenso, o croissant à moda portuense distingue-se das versões folhadas que se encontram no resto de Portugal. Habitualmente coberto com uma calda de açúcar brilhante – por vezes aromatizada com Vinho do Porto -, este doce apresenta um formato único que o tornou numa verdadeira assinatura da cidade.

Podem participar no concurso pastelarias, cafés e outros estabelecimentos de restauração que produzam os seus próprios croissants com manteiga e se situem no distrito e na Área Metropolitana do Porto. A iniciativa abrange concelhos como Amarante, Espinho, Matosinhos, Paredes, Póvoa de Varzim, Vila do Conde ou Vila Nova de Gaia, entre outros.

Em abril, após o fecho das candidaturas, os participantes serão avaliados numa prova cega conduzida por um júri composto por nomes reconhecidos da pastelaria e gastronomia. Nessa fase, serão escolhidos 10 finalistas, com base em critérios como a técnica, o sabor, a textura e a apresentação.

Os finalistas integrarão também a Rota d’O Melhor Croissant à Moda do Porto, um percurso anual divulgado nas plataformas digitais do evento e que funciona como guia para os apreciadores do doce.

A final terá lugar na região do Porto, em local e dia a divulgar, e o vencedor receberá o título de Melhor Croissant à Moda do Porto 2026, acompanhado pelas distinções de segundo e terceiro lugares. Na edição inaugural, o primeiro prémio foi atribuído à Crescente Padaria Artesanal, de Santa Maria da Feira, sob direção do pasteleiro Daniel Brandão.

Foto: Rodrigo Gonçalves

Chico Esperto: O regresso da boa tradição do tacho à portuguesa na Avenida de Roma

Localizado em plena Avenida de Roma, em Lisboa, o restaurante Chico Esperto celebra quase dois anos de uma história que transformou o espaço de uma antiga pizzaria vegan num refúgio de sabores autênticos.

Numa Lisboa que parece render-se, semana após semana, à ditadura das espumas, das técnicas de sous-vide e dos menus de degustação em que o prato é maior do que a substância, surge um baluarte de resistência no coração de Alvalade. No número 46B da Avenida de Roma, onde se cruzam memórias de uma burguesia alfacinha que sempre soube comer bem, vive de portas abertas ao público, há quase dois anos, o Chico Esperto. Mas não se deixem enganar pela evocação malandra deste nome, que pretende, sem dúvida, sugerir astúcia. Aqui, a esperteza principal foi a de perceber que o futuro da gastronomia urbana está a voltar-se (talvez um pouco ironicamente) de novo para o passado.

Há, aliás, uma certa mística que paira sobre a Avenida de Roma, uma artéria que, durante décadas, serviu de espinha dorsal a uma Lisboa burguesa, intelectual e, acima de tudo, exigente com o que se punha na mesa. Entre as livrarias icónicas e o comércio de prestígio, pontuavam os restaurantes, cafés e pastelarias profundamente ligados à alma da gastronomia portuguesa. Mas atenção: em Alvalade, muitas pessoas ainda se conhecem pelo nome!

Nesse espírito, o Chico Esperto escolheu o lugar certo para fundar uma política e visão que pretendem basear-se na simplicidade e no domínio dos “segredos dos sabores de norte a sul do país”. Aberto desde dezembro de 2021, o espaço passou por uma metamorfose curiosa: onde anteriormente funcionava a pizzaria vegan Giulietta – onde, aliás, degustámos saborosas pizzas -, ergue-se agora este novo espaço, que se apresenta desabridamente como um bastião da proteína e do receituário clássico português. Esta mudança de paradigma reflete-se na conversa com os anfitriões da casa, os funcionários que nela trabalham, alguns deles desde o início, e que evocam a memória dos tempos para assumir a identidade atual de “comida típica de verdade”. Como as próprias epígrafes do menu comentam, o objetivo aqui é combinar “ingredientes autênticos e técnicas tradicionais para criar pratos que encantam os paladares mais exigentes”.

Dono do aclamado Sr. Lisboa e do Jardim, Francisco Breyner, o mentor por detrás deste projeto, não é um novato nestas andanças. Quem tem acompanhado de perto a transição do empresário para este conceito mais tradicional em Alvalade, sabe que o percurso de Breyner reflete o histórico familiar, cujos pais foram os fundadores da emblemática cadeia de restaurantes Di Casa. Portanto, falamos de alguém que herdou o saber-fazer de quem vive a restauração por dentro desde cedo.

Na abertura, o Chico Esperto teve um soft opening, em maio de 2024, e atingiu por atingir a sua plenitude funcional em janeiro de 2025. O desafio era grande: criar um espaço que não fosse uma caricatura para turistas, mas sim um restaurante bem português para todos aqueles que sentem falta do “pingo de azeite” e do “tacho de ferro” no centro da mesa. Numa zona como Alvalade, onde ainda se respiram memórias do comércio tradicional, o Chico Esperto apresenta-se como um prolongamento da sala de jantar das nossas avós, mas, obviamente, com o rigor de uma gestão moderna.

Ao entrarmos no Chico Esperto, a primeira coisa que nos atinge é o aroma (omnipresente) do refogado. A estética vem em segundo plano. A sala, com capacidade para 60 comensais, puxa pela nostalgia: paredes grossas remetendo para uma certa ruralidade, mobiliário antigo (como a tradicional estante de apoio, em mogno, ao fundo), objetos pendurados contando histórias de um Portugal que teima em não ser esquecido… Não há aqui a frieza do design industrial ou do minimalismo nórdico. Há calor. Há ruído reconfortante, conversas cruzadas e o tinir do vinho nos copos entre caras conhecidas, algumas da televisão e de outros media. O sucesso deste princípio do projeto de Francisco Breyner está bem patente no facto de conseguir dar-nos a impressão – não sei dizer como – de que tudo e todos estão ali há décadas.

Mas vamos ao que mais importa: a comida. Para síntese prévia, pode-se dizer desde já: é uma comida sem estrelas (Michellin, entenda-se), mas com brilho.

Numa era em que os chefs se tornaram celebridades mediáticas, o Chico Esperto segue o caminho inverso. Aqui, o herói chama-se Bruno Lopes, ou por outra, quem com ele trabalha conhece apenas por Bruno. “Não é nenhum estrela Michelin”, diz um dos colegas de sala, “mas é o melhor de todos”, e isto com uma convicção que desarma qualquer crítico. Bruno é, na verdade, o guardião de um legado que dispensa técnicas de vanguarda. A filosofia é clara: produtos ricos, por si só, e uma gastronomia sem “grandes invenções”. Pessoalmente, tenho o dever crítico de salvaguardar que o que se degusta pelas mãos de uma estrela não é de forma alguma de menosprezar – já comi divinamente, em vários sítios de alta gastronomia! Mas este ponto de honra no virtuosismo culinário das avós também nos toca e tem, de facto, as suas vantagens, mais que não seja porque as modas e os caprichos respingam constantemente na mudança, como o vento que sopra, e o nosso público almeja sempre por uma oferta variada de experiências. Portanto, a mudança faz, em si própria, parte da alma do negócio da restauração; e, hoje em dia, anda-se a respirar uma certa nostalgia de regresso à cozinha do passado… É a oportunidade de projetos como este.

A carta do Chico Esperto é um mapa bem português. Para começar, depois de um couvert de pão, azeitonas, manteiga e queijo amanteigado, e num mundo que esqueceu a importância da sopa, o menu de Breyner resgata a Sopa de Feijão com Unto, uma raridade calórica e afetiva, e o tradicional Caldo Verde, com o chouriço cortado na espessura certa e o obrigatório fio de azeite, é obrigatório.

A lista de entradas inicia-se com as Pataniscas, seguidas pelos Croquetes da família e pelas Gambas ao alhinho. Estão também disponíveis os Ovos mexidos com espargos e tostas caseiras, os Ovos Rotos com Queijo da Serra e os Peixinhos da Horta com molho maionese de alho, coentros e raspa de lima. O menu apresenta ainda a Alheira panada com molho de mostarda e maçã verde fresca, o Chouriço Assado e, finalmente, o Preguinho à Casa.

Devo confessar que segui uma recomendação, a dos Ovos Rotos com Queijo da Serra. Este prato consiste nuns ovos do tipo estrelado que vêm servidos numa generosa cama de cebola doce refogada com presunto tenrinho, mas, por baixo, com uma dose de batas fritas ao palitos finos, caseiras, entre as quais se derretem pedaços de queijo da serra. Tudo isto num molho, igualmente generoso, à base de azeite tradicional.

Este é, aliás, um ponto importante, na identidade deste menu: a generosidade dos molhos. No Chico Esperto, o azeite não é um condimento; protagoniza a cena toda. Para os palatos mais sensíveis à dieta moderna, a gordura pode parecer excessiva, mas para os frequentadores da “velha guarda”, aquele molho pede pão até ao fim do prato e comprova que ali não se temem calorias.

Outra entrada experimentada foi a Alheira panada com molho de mostarda e maçã verde fresca. Aqui já temos algo mais sóbrio, uma espécie de mini panqueca de alheira, bem recheada de carne, por sinal, portanto, de ótima qualidade, mas de tamanho reduzido, com um molho verde caseiro de mostarda, até a lembrar um pouco os pratos gourmet – mais do que suficiente.

A força desta cozinha prossegue nos pratos principais. O destaque absoluto da nossa visita, devo dizer, e um dos pratos que tem ganho mais adeptos, foi a Raia de Cura Portuguesa à Gomes de Sá. Visualmente, o prato impressiona pela generosidade da posta de raia grelhada, a nadar sobre cebola, batata e ovo cozido, polvilhada de coentros picados. O peixe é, neste caso, submetido a uma cura semelhante à do bacalhau, ganhando uma textura firme e um “pico de sal” diferente, que desperta o paladar de todos os ingredientes envolvidos. No palato, o equilíbrio entre o azeite de qualidade, a cebolada macia e a batata que absorve todos os sucos cria uma harmonia que raramente se encontra. No entanto, o “pico de sal a mais” revela que a cura, embora tradicional, exige um rigor de dessalagem que nem sempre acompanha a pressa do serviço.

Outras opções de Peixe são apresentadas no menu, com pratos bem conhecidos, entre eles, o Bacalhau à Brás, o Bacalhau à Lagareiro e o Bacalhau lascado com broa, batata, grelos e vinagrete. Seguem-se a Açorda de Camarão, os Filetes de Corvina com arroz de tomate e maionese de alcaparras, o Arroz de Corvina com camarão, a Corvina grelhada com guarnição e, ainda, as Lulas estufadas com puré de batata. Existe também a Lota do dia com batata cozida e salada com preço sob consulta, prato este disponível de terça a sábado.

Para contrabalançar com o conforto das carnes, não podíamos deixar de experimentar o Bife à Chico Esperto com molho de trufa, vinho da Madeira e batata frita. É um delicioso bife de vitela, cozinhado no grau perfeito, bem temperado a dente de alho, como não podia deixar de ser, e regado com um cremoso molho de café. É uma dose substancial e de carne macia e suculenta.

Ainda no que toca às carnes, destacam-se ainda outros pratos, como O Famoso Arroz de Pato, as Bochechas de porco estufadas em vinho tinto com arrozada de cogumelos, as Iscas de cebolada com elas e o Bitoque do Cachaço de porco com vinagrete de alho e coentros e batatas fritas. A oferta continua com Lagartos de porco grelhados com batata frita e salada, a Cabidela de Galinha, o Bife da Vazia à Portuguesa, Rosbife com esparregado e batata pala-pala, o Coelho à Vilão com batata frita e salada, o Franguinho assado à casa desossado com salada e batata frita, o Ossobuco com batata palito e o Cabrito no forno com batata e esparregado.

Para concluir, os acompanhamentos incluem o Arroz branco, o Arroz de tomate, o Esparregado, o Puré de batata, as Batatas fritas, a Salada de pimentos, a Salada mista e os Legumes.

Para regar tudo isto, a garrafeira é exclusivamente nacional, destacando-se referências como o equilibrado Quinta da Alorna “Fernão Pires” do Tejo ou o mais complexo Quinta da Vacaria Reserva do Douro, perfeitos para fazer frente à robustez de pratos de tacho como estes.

Nenhuma viagem pela comida de tacho ficaria completa sem a doce sobremesa, e quanto mais tradicional, mais doce, também. Nesta matéria há também sobremesas de todos os tipos, numa viagem desde Castelo Branco ao Alentejo, com um toque de homenagem à doçaria conventual e regional.

Fomos para o Leite Creme, um doce standard muito leve, e algo mais arrojado, para quem já tinha comido muito, o Bolo de Azeite com Doce de Ovos e Amêndoa, que fez lembrar na textura e no sabor o tradicional bolo de mel algarvio.

Há também Tigelada, segundo a receita de Castelo Branco, com textura característica e travo a mel e canela, as Farófias com Leite-Creme de Baunilha, passando pela mesa ali ao lado, leves como nuvens, boas decerto para contrastar com a densidade dos pratos degustados. E há ainda a Serradura com doce de ovo e amêndoa torrada, ótima para quem procura uma textura densa e viciante.

Não podíamos deixar de nos informar sobre as versáteis Lérias. Foi-nos referido que estas são feitas à moda de Amarante, cuja hóstia em forma de rissol encerra um interior de ovos moles bem delicioso. Podem contar ainda com Mousse de Chocolate, a Torta de laranja, o Perna de pau caseiro, o Gelado caseiro – com sabores de chocolate, baunilha, morango, limão, natas, cookies, after-eight e caramelo salgado – e a Fruta da época, que está disponível sob consulta.

No capítulo das Sobremesas Líquidas, o menu disponibiliza Vinho do Porto Vallado 20 anos 5cl, Vinho da Madeira Barbeito 10 anos 5cl, CRF Aguardente Velha e Aguardente Adega Velha XO 12 anos 5cl. Para finalizar, encontram-se a Ginja de Óbidos, o Licor Beirão e a Amarguinha.

Concluindo, num mercado saturado de “conceitos”, Francisco Breyner entrega-nos uma experiência baseada no regresso à tradição e na revalorização de um património comum. É, como o próprio nome do espaço indica, um movimento inteligente que visa captar quem procura o conforto de uma cabidela bem feita, dum bom filete ou de um arroz de peixe suculento e completo.

Com a alma de quem sabe receber, o Chico Esperto espera por todos vós na Avenida de Roma. E, acreditem, vai valer a pena.

Honor Magic V6 revelado com bateria duradoura e ecrãs mais brilhantes

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O novo smartphone dobrável da Honor aposta em bateria de silício‑carbono, num design ultra-fino e em ferramentas de produtividade.

A Honor aproveitou o Mobile World Congress 2026, em Barcelona, para revelar o Honor Magic V6, o seu mais recente smartphone dobrável, que se destaca pela nova construção, uma bateria de silício‑carbono de nova geração e um conjunto alargado de funcionalidades inteligentes orientadas para a produtividade.

Com apenas 8,75 mm de espessura quando fechado, o Honor Magic V6 mantém um perfil ultra-fino sem comprometer a robustez, com a marca a reforçar a arquitetura da dobradiça e a introduzir certificações IP68 e IP69, garantindo maior resistência à água e poeira. O modelo mantém o conceito de duplo ecrã, agora com dois painéis LTPO 2.0, um externo de 6,52 polegadas com brilho máximo de 6000 nits e um interno de 7,95 polegadas que atinge 5000 nits, ambos com taxas variáveis entre 1 e 120 Hz. O ecrã interno recorre a vidro flexível ultra-fino certificado pela SGS, reduzindo em 44% a profundidade da dobra face à geração anterior, e uma camada anti-reflexo baseada em nitreto de silício diminui a refletividade para 1,5%, enquanto o escurecimento PWM de 4320 Hz e o recurso AI Defocus melhoram o conforto visual.

No interior, o Magic V6 integra o Snapdragon 8 Elite Gen 5 e um sistema de arrefecimento por câmara de vapor, pensado para manter o desempenho estável em multi-tarefa e outras utilizações intensas. O destaque técnico, porém, é a bateria de 6.660 mAh construída com silício‑carbono de quinta geração, desenvolvida em parceria com a ATL. A Honor afirma que esta solução permite maior densidade energética sem aumentar a espessura do dispositivo, mas apresentou também a futura Honor Blade Battery, que deverá abrir caminho para os smartphones dobráveis com 7000 mAh.

O Magic V6 chegará ás lojas no segundo semestre de 2026 com o Android 16 e o MagicOS 10 já pré-instalados e integração entre ecossistemas, inclusive com dispositivos Apple.

Carolina Durante juntam-se ao cartaz do Vodafone Paredes de Coura 2026

O som enérgico e as letras mordazes dos Carolina Durante marcam presença no cartaz de 2026 do Vodafone Paredes de Coura.

O festival Vodafone Paredes de Coura revelou mais um nome para a edição de 2026: os espanhóis Carolina Durante juntam-se ao cartaz do evento, que regressa à Praia Fluvial do Taboão entre 12 e 15 deagosto.

Com um som que funde a urgência do punk e a melodia do pop, os Carolina Durante construíram uma identidade marcada por guitarras intensas e letras que refletem o desencanto de uma geração. As canções abordam temas como o quotidiano urbano, as relações falhadas e o humor corrosivo de quem observa o mundo sem ilusões, equilibrando vitalidade e ironia. Essa mistura tornou o grupo uma das referências da atual música alternativa em Espanha.

A banda madrilena vem, assim, acrescentar uma nova energia ao alinhamento já anunciado. M.I.A., Amyl and The Sniffers, Underworld, Wet Leg, Thundercat, Hermanos Gutiérrez, Benjamin Clementine, CMAT, MEUTE, Aldous Harding, Kurt Vile & The Violators, Cate Le Bon, Maruja, WU LYF, Getdown Services, Show Me the Body, Bassvictim, terraplana, Strawberry Guy, Vendredi sur Mer, Skegss, Westside Cowboy, Prostitute, Dame Area, Friko, Tomode, Sérgio & Os Assessores com Amigos, Julia Mestre, A garota não, First Breath After Coma com Salvador Sobral, Capitão Fausto, Horsegirl, UNIVERSITY e Milhanas completam, até ao momento, o cartaz do festival.

Os passes gerais para o Vodafone Paredes de Coura 2026 estão disponíveis por 130€, tanto na plataforma DICE como nos pontos habituais de venda física.

RTP aposta no entretenimento móvel com novas séries em formato vertical

A RTP lançou cinco novas séries gravadas em formatos otimizados para serem consumidas nos smartphones.

A RTP estreou cinco séries totalmente gravadas na vertical. Com um formato pouco comum para a RTP, estas séries são descritas como “microdramas, com histórias pensadas para serem vistas em telemóveis“, ficando então acessíveis aos espetadores através da plataforma de streaming on demand RTP Play.

As cinco séries são produzidas pela SPi e têm episódios de duração muito curta, de cerca de um minuto, inspirando-se em conteúdos de rápido consumo como um reel do Instagram ou vídeo do TikTok. As séries, que já estão disponíveis na plataforma, chamam-se Herança Fatal, A Casa dos Outros, Além do Silêncio, Sextortion e Sabores de Amor, e abordam temas como a violência doméstica, divulgação de fotografias íntimas na Internet ou a crise habitacional. Na lista de argumentistas estão nomes como Pedro Lopes, Inês Gomes e Susana Romana.

Pedro Lopes, que também é diretor de conteúdos da SPi, explica à agência Lusa (via RTP Noticias) que “o consumo hoje em dia está muito diversificado. A televisão generalista continua com excelentes audiências, mas sabemos que há uma tendência para uma diversificação de media“. No entanto, concorda que há uma janela de oportunidade e de negócio através da “produção para diferentes meios, para diferentes dispositivos” e indo “ao encontro dos locais, digamos assim, em que a audiência também está“.

A aposta em conteúdo vertical já tinha sido revelada no evento Séries em Série, onde a RTP revelou a grelha para o atual ano. Na altura foi revelado que os 100 episódios produzidos para as micro-séries ficariam integralmente disponíveis na RTP Play, mas vão, também, ser distribuídos diariamente nas páginas oficiais da estação no InstagramFacebookTikTok e YouTube, com a publicação de três episódios por série de segunda a sexta-feira.

10 anos de compras grátis: Lidl sorteia 10 cartões de 36.000€ cada

O Lidl iniciou hoje o concurso Patrocina-me, Lidl, com 360.000€ em cartões para compras. São 10 vencedores e cada cartão será pré-carregado com 36.000€.

A cadeia de supermercados Lidl lançou um concurso denominado Patrocina-me, Lidl, que decorre de 2 de março a 4 de abril de 2026 e distribui um total de 360.000€ em prémios. Todos os semanas, dois clientes sorteados recebem cada um um cartão pré-carregado com 36.000€, válido exclusivamente nas lojas Lidl em Portugal, o que equivale, em média, a 10 anos de compras de produtos de grande consumo para um agregado familiar de um só membro, com base nos dados de despesa médios registados em 2025.

Para participar, os clientes maiores de idade residentes em Portugal, ou com morada fiscal no país, devem usar a aplicação Lidl Plus. Em cada compra de valor igual ou superior a 15€ num talão único – excluindo leites de fórmula para lactentes, cartões-presente e livros –, obtêm uma participação por cada 15€ despendidos, passando a app no leitor da caixa. As participações múltiplas contam em talões de montante mais elevado, e devem ser submetidas na app até ao final do período do concurso, através de uma notificação que surge após cada compra elegível.

Os sorteios ocorrem semanalmente: os quatro primeiros abrangem as participações válidas de segunda-feira a domingo de cada semana, enquanto o último cobre de segunda-feira a sábado da semana final, totalizando cinco extrações para 10 prémios. Os vencedores são contactados por telefone, até quatro vezes, ou por email, no prazo de sete dias úteis após cada sorteio, usando os dados registados na app. Caso não respondam, o prémio será atribuído a outro vencedor.

O prémio é pessoal e intransmissível, mas em caso de falecimento do titular, um herdeiro comprovado pode pedir um novo cartão associado à conta original, contactando a linha de apoio da entidade gestora. O vencedor gere livremente o saldo de 36.000€ durante até 10 anos, sem limites mensais, embora o cartão tenha validade temporal renovável a pedido junto da linha de apoio ao cliente da Lidl, desde que haja saldo remanescente e a morada esteja atualizada. Se o valor for exaurido antes do prazo, não há reposição.

Resident Evil Requiem Review: Leon, o Profissional

Resident Evil Requiem é um jogo de partes, de duas perspetivas, dois protagonistas e dois estilos que se complementam numa experiência única, simultaneamente nova e nostálgica, naquela que é uma das entradas mais ambiciosas e celebratórias da série, com o melhor que Resident Evil tem para oferecer.

Mesmo não sendo o maior fã da saga, nem um grande conhecedor da sua extensa mitologia, não consigo desligar-me da energia contagiante que envolve o lançamento de cada nova entrada de Resident Evil. Sinto que tenho de fazer parte desse zeitgeist, de confrontar os meus receios provocados pelo horror e tensão da série e experienciar em primeira mão o que quer que seja que a Capcom tenha cozinhado recentemente.

Foi com entusiasmo que peguei em Resident Evil Requiem, mas também com muita curiosidade em perceber como é que a produtora nipónica pretendia refrescar a série. Até porque, mesmo partilhando muitos dos mesmos pilares, a saga sempre se reinventou de jogo para jogo, trocando protagonistas, levando-nos a novas regiões, alterando perspetivas e adaptando-se a tendências e modos de jogo mais contemporâneos, ajustando também as mecânicas, a jogabilidade e até o storytelling às exigências dos novos públicos e do próprio género. Resident Evil Requiem segue essa mesma trajetória, dando novos passos em frente. Mas faz algo que parece ainda mais especial para os fãs, ao celebrar a série da melhor maneira possível em quase todas as suas dimensões. E o resultado? Resident Evil Requiem é capaz de representar o maior salto que a série já deu desde Resident Evil 2 Remake.

Resident Evil Requiem quer apresentar-se simultaneamente fresco e nostálgico, uma missão difícil, tanto nos jogos como no cinema, desde que se abriu a caixa de Pandora das legacy sequels. Felizmente, num oceano de tentativas falhadas nesse tipo de projetos, Requiem é um caso de sucesso. Em comparação com os jogos mais recentes, os remakes de Resident Evil 2, Resident Evil 3 e Resident Evil 4 foram excelentes à sua maneira, oferecendo um refresco aos fãs de longa data e funcionando como portas de entrada para novas gerações, mas não deixam de ser “jogos antigos refeitos”. As histórias já foram contadas, as personagens são ecos do passado e os eventos pouco impactam a cronologia de uma saga que continua a receber novas histórias.

Resident Evil 7 e Resident Evil Village tentaram explorar o universo com novas regiões e personagens, ao mesmo tempo que injetaram novas identidades visuais e mecânicas, como a introdução da perspetiva em FPS, o que foi bem-vindo numa altura que o género começou a salivar por algo próximo a P.T.. Mas, apesar de serem entradas refrescantes e surpreendentemente importantes a nível narrativo, também foram dois jogos com um sabor muito próprio, quase de spin-off.

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Resident Evil Requiem (Capcom)

A conquista de Resident Evil Requiem faz-se, assim, com alguns riscos. Inspirando-se na tendência da “celebração de muitos anos da saga”, piscando o olho à nostalgia e revisitando pontos de história e personagens já conhecidas de formas que alguns poderão considerar forçadas. Mas funciona, porque a cada passo atrás, Resident Evil Requiem dá dois em frente. Equilibra o novo e o antigo de forma exímia, num cocktail do melhor que a série já entregou, mantendo intacta a sua identidade. No fundo, um verdadeiro Best Of Resident Evil.

Resident Evil Requiem é, na verdade, dois jogos num só. Noutra era, com outras limitações ou outras ambições comerciais da Capcom, não seria difícil imaginar Requiem dividido em dois jogos, à semelhança do que aconteceu com Resident Evil 2 e Resident Evil 3, tanto nas versões originais como nos remakes. Requiem conta duas histórias, dois caminhos, dois destinos, que se intercetam em busca de respostas pessoais, numa entrada que usa a intimidade individual para impactar o grande esquema das coisas.

Somos então apresentados a Grace, uma jovem agente do FBI que tem a missão de investigar uma série de assassinatos, ligados de alguma forma a um trauma do seu passado. Nessa investigação, Grace é confrontada com um cenário de sobrevivência a todo o custo, ao mesmo tempo que descobre que o caso que está a investigar é muito maior do que pensava, sendo esta a sua maior interseção com o universo de Resident Evil e as suas crescentes ameaças biológicas, envolvendo vírus, monstros, terrorismo e encobrimentos governamentais. A jornada de Grace não é apenas Resident Evil clássico em termos temáticos, é-o também em termos mecânicos, ao abraçar o survival horror no seu estado mais puro da série e aperfeiçoado face a entradas anteriores.

Ao controlo de Grace, que é frágil e tem recursos bastante limitados (pelo menos no inicio), navegamos maioritariamente em ambientes claustrofóbicos, cheios de corredores e caminhos interligados que se vão abrindo à medida que resolvemos puzzles, exploramos e evitamos – ou enfrentamos – os zombies que por lá deambulam. A tensão é extremamente bem construída, com ambientes verdadeiramente assustadores, onde a iluminação é a grande protagonista, com um impacto direto no comportamento das criaturas, onde os recursos são escassos e onde alguns puzzles têm várias formas de serem resolvidos, oferecendo uma camada extra a quem gosta de repetir e completar Resident Evil a 100%.

O grande destaque destes segmentos de Grace vai, no entanto, para um dos elementos que mais ansiedade me provocou. Refiro-me à presença de stalkers, criaturas que não morrem, de grandes dimensões, que perseguem o jogador durante a exploração. Após a sua introdução, podem estar em qualquer lado, podem quebrar uma parede à nossa frente para nos atacar – criando um novo atalho -, podem apanhar-nos de surpresa se não os ouvirmos, e são na generalidade, mortais. As suas presenças, aliada à tensão constante do jogo, é profundamente intimidante e transforma todos os segmentos de Grace numa das melhores experiências de Resident Evil até à data. Definitivamente mais interessante, focada e polida do que aquilo que a Capcom entregou ao longo de dois jogos ao controlo de Ethan Winters, com a personalidade de Grace e o excelente trabalho de voz a ajudarem a reforçar os perigos e a ansiedade permanentes da experiência.

A outra metade do jogo coloca-nos na pele de Leon e podia cair facilmente no perigo da nostalgia fácil com o regresso de uma das caras mais conhecida da saga. Ainda assim, a sua presença e missão são relevantes, porque transformam Resident Evil Requiem numa espécie de sequela direta de Resident Evil 2, quase ignorando os eventos intermédios. Leon aqui já não é, obviamente um rookie. É um profissional, um veterano no combate a ameaças biológicas, alguém que já viu demasiado para se surpreender com o que quer que seja.

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Resident Evil Requiem (Capcom)

Esta porção do jogo aproxima-se mais da já mencionada legacy sequel. Leon surge já infetado e, ao tomar conhecimento do caso de Grace, começa a seguir as mesmas pistas para tentar perceber o que tem e como se pode curar. A sua história não se foca no seu passado recente, nem se preocupa em responder a curiosidades dos fãs sobre a sua vida pessoal. Sabemos apenas que Sherry faz parte da sua vida como operadora de controlo, que também está infetada com o mesmo vírus, e que isso reforça as motivações de Leon numa jornada que o leva, a par de Grace, a locais familiares como Raccoon City, agora destruída, mas ainda cheia de segredos.

Jogar com Leon é radicalmente diferente de jogar com Grace. O contraste é tão grande que chega a ser quase um choque. Os segmentos de Leon surgem cedo no jogo e, apesar da estrutura de “duas metades”, as histórias vão-se cruzando, por vezes recuando alguns minutos para mostrar a outra perspetiva. E como Leon se controla quase como um Kratos dos novos God of War, este whiplash inicial é evidente.

A comparação a Kratos não é inocente. Leon recorre até a um machado para abrir caminho por tudo o que se encontra à frente. É uma máquina de matar, seja com que arma for, pelo menos contra os zombies comuns, e um super-herói contra monstruosidades mais exigentes. Jogar com Leon é um misto do que era possível em Resident Evil 4 e até no mal-amado Resident Evil 6. Controlá-lo é catártico e surpreendentemente fluido, graças ao excelente trabalho de câmara, às animações de finalização e às animações dinâmicas que respondem de forma imediata aos controlos. É quase poético recordar a sua estreia com tank controls, a evolução com a passagem para Resident Evil 4 e o percurso até este ponto, como um verdadeiro jogo de ação.

Tal como Grace, é possível jogar na primeira ou terceira pessoa e, ao longo do jogo, esta catarse vai-se diluindo com desafios mais exigentes e com um registo progressivamente mais próximo do survival horror. A certa altura, as experiências de jogar com Grace e com Leon tornam-se até bastante semelhantes, apesar das suas diferenças naturais de inventário e agilidade. Uma diferença notável nos segmentos de Leon é que Resident Evil Requiem não tem receio de sair dos corredores claustrofóbicos. A sua jornada leva-o a ambientes mais abertos, com vários pontos de interesse abordáveis com alguma liberdade e exploração extra. Não ocupam uma grande fatia do tempo de jogo, mas são bem-vindos para manter a experiência fresca e criar uma sensação de escala.

Digno de mencionar é também o trabalho de voz e a escrita do jogo, que mesmo apesar de continuar a contar com clichés e one-liners hilariantes de Leon, existe uma tentativa do jogo se tentar levar mais a sério, tornando os eventos mais fantásticos do jogo em situações palpáveis e preenchendo a caracterização das personagens com substância emocional e ressonante. Angela Sant’Albano no papel Grace é a grande revelação do jogo, ao transmitir toda a fragilidade, ansiedade e terror da personagem ao longo de toda a aventura. A personagem transmite todas as suas emoções de forma extremamente humana e dramática, sem entrar no campo do exagerado e foleiro como jogos deste género costumam fazer. E sobre esse tom, também apreciei como os vilões foram escritos e apresentam razões para os seus atos, sem grandes rodeios ou discursos clichés.   

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Resident Evil Requiem (Capcom)

Por fim, outro grande destaque de Resident Evil Requiem são os seus visuais. Não só sustentam a tensão e o horror com uma excelente direção de arte e iluminação, como empurram a série – e os videojogos no geral – para novos patamares técnicos. A saga sempre apresentou visuais fortes com o RE Engine, mas aqui a Capcom atinge um nível raro de coesão e polimento. Com suporte a tecnologias como path tracing, reconstrução de imagem avançada em conjunção com modelos de alta fidelidade, ambientes ricos e densos, e uma direção de cinemáticas excecional, Resident Evil Requiem afirma-se desde já como candidato natural a melhores gráficos do ano.

Para efeitos de análise, joguei Resident Evil Requiem com as definições no máximo, com taxas de frames entre os 90 e os 100 FPS, e em momento algum encontrei bugs, glitches ou distrações visuais. É raro ver este nível de polimento numa produção desta escala. O mais impressionante é que esta otimização não se limita a máquinas topo de gama. Até na Steam Deck, Resident Evil Requiem corre de forma satisfatória. Exige, naturalmente, compromissos técnicos, mas a direção de arte e os elementos visuais essenciais da experiência mantêm-se intactos.

Jogos como Resident Evil Requiem até me fazem sentir algum arrependimento por não ser mais fã da série. Apesar da minha inabilidade para jogar em dificuldades mais elevadas ou da falta de vontade de repetir o jogo para cumprir todos os desafios, é impossível negar a qualidade global da experiência. Não sei se será o melhor jogo da série – no passado cheguei a achar isso de Resident Evil Village, desconhecendo a opinião dos fãs -, mas tenho poucas dúvidas de que se tornará um clássico com o passar do tempo.

reviews 2021 recomendado

Cópia para análise (versão PC) cedida pela Ecoplay.

Funicular da Graça reabre em abril

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Comissão independente mantém avaliação dos ascensores da Bica e do Lavra, ainda sem data para regressarem ao serviço.

O funicular da Graça, em Lisboa, deverá retomar o serviço em abril, depois de uma vistoria técnica ter confirmado que o equipamento mantém condições estruturais e operacionais para funcionar em segurança. A informação foi avançada pela Carris, que recebeu o parecer da comissão técnica independente criada após o grave acidente com o elevador da Glória.

A reabertura do funicular da Graça ocorre seis meses depois do descarrilamento do elevador da Glória, a 3 de setembro, que provocou 16 mortes e mais de 20 feridos, levando a Câmara Municipal de Lisboa a suspender de imediato o funcionamento dos ascensores da Bica, do Lavra e do próprio funicular da Graça. Todos os equipamentos foram sujeitos a inspeções aprofundadas. E enquanto o funicular da Graça já tem luz verde para regressar à operação, os ascensores da Bica e do Lavra continuam em avaliação. Segundo a Carris, a comissão técnica prossegue com testes e análises adicionais, sem previsão para a reabertura destes dois ícones da mobilidade lisboeta.

Inaugurado a 12 de março de 2024, o funicular da Graça demorou 15 anos a ser concluído e acabou por custar cerca de sete milhões de euros. Liga a Mouraria à Graça através de uma via única com duas paragens, transportando até 14 passageiros por viagem, num percurso de cerca de minuto e meio.

Inicialmente previsto para ser gerido pela Carris, o equipamento passou para a tutela da EMEL no momento da inauguração. Contudo, em janeiro de 2025, a autarquia decidiu devolver a gestão à Carris, que agora prepara o regresso do funicular à circulação.

Programa de orniterapia do Praia do Sal Resort & SPA disponível até final de março

Até 31 de março, o programa Natureza & Contemplação do Praia do Sal Resort & SPA convida a redescobrir o equilíbrio através da ligação à paisagem natural das Salinas do Samouco.

Entre as margens do Tejo e o voo das aves, o programa de orniterapia que colocou Alcochete no mapa internacional do bem-estar continua em curso até 31 de março. Lançada no outono passado, esta iniciativa do Praia do Sal Resort & SPA, integrada no projeto Natureza & Contemplação, apresenta-se como uma experiência pioneira em Portugal, conjugando a observação de aves com práticas de atenção plena.

A proposta parte de um princípio simples: abranda-se o ritmo para escutar a natureza. Ao longo das margens do estuário e nas Salinas do Samouco, um dos mais importantes refúgios naturais da região, os participantes são convidados a reconectar-se com o ambiente e com o próprio corpo.

O sucesso da primeira edição levou à introdução de novas atividades que reforçam a vertente de bem-estar e autonomia. Entre as novidades, destacam-se sessões de ioga orientadas por vídeo, com três níveis de dificuldade, que permitem a prática individual em diferentes espaços do resort ou ao ar livre, junto ao Tejo. Esta abordagem pretende criar maior liberdade de experiência, respeitando o ritmo de cada participante.

Também o espaço de spa passou a integrar, de forma permanente, tratamentos inspirados na natureza. O objetivo é prolongar, ao longo do ano, os benefícios da orniterapia, oferecendo momentos de pausa e contemplação tanto a hóspedes como ao público em geral.

O programa Natureza & Contemplação decorre até ao final de março e regressará no último trimestre de 2026, coincidindo com o regresso das aves migratórias ao estuário do Tejo. Até lá, mantém-se aberto o convite para redescobrir Alcochete como lugar de silêncio e harmonia, a escassos minutos de Lisboa.

A experiência integra alojamento, gastronomia e cuidados de spa, incluindo uma visita às Salinas do Samouco. Trata-se de um dos raros espaços onde a atividade salineira tradicional se mantém viva e é possível observar aves num cenário de tranquilidade e biodiversidade ímpar.

Google Tradutor recebe atualização com explicações contextuais

O Google Tradutor conta agora com integração do Gemini que permite compreender expressões, usos regionais e nuances linguísticas.

A Google está a atualizar o funcionamento do seu Tradutor, para deixar de ser tão limitado nas suas traduções, respondendo a cenários e contextos específicos. E essa capacidade é conseguida com a integração do Gemini na popular ferramenta de tradução.

A partir de agora é possível aceder ao Google Tradutor e ao traduzir uma frase, passa a ser possível ver várias alternativas acompanhadas de indicações sobre quando e como cada opção deve ser utilizada. Esta abordagem pode revelar-se útil em expressões idiomáticas, onde recorrentemente as traduções literais falha. Por exemplo, a expressão “Está a chover a potes” ilustra a necessidade de compreender o significado cultural e não apenas as palavras, ao ser traduzido para outras línguas.

Para quem quiser aprofundar, irá surgir a opção “Entender”, apresenta uma explicação detalhada das nuances das expressões. Em alternativa, a função “Perguntas” permite esclarecer dúvidas diretamente, como saber se uma frase é comum num país específico ou se pertence a um determinado dialeto.

A funcionalidade está, para já, disponível apenas nos Estados Unidos da América e na Índia, tanto na aplicação para Android como para iOS. A versão web deverá receber a mesma atualização em breve.

Novo Motorola Razr Fold tem mais bateria e caneta incluída

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O novo smartphone dobrável da Motorola aposta no grande formato, bateria duradoura e promete sete anos de atualizações.

A Motorola aproveitou o MWC 2026 para revelar as especificações do Razr Fold, o seu novo smartphone dobrável de grande formato. O dispositivo chega com uma bateria de 6000mAh, um processador Snapdragon 8 Gen 5 e uma caneta stylus incluída no pacote.

O Razr Fold chega com o Android 16 pré-instalado e numa configuração de 16GB de RAM e 512GB de armazenamento interno. A Motorola compromete-se a fornecer sete anos de atualizações de sistema operativo, embora sem garantir que estas cheguem de forma pontual. O carregamento com fios atinge 80W e o carregamento sem fios chega aos 50W, apesar da ausência de compatibilidade com o padrão Qi2. O dispositivo conta ainda com certificações IP48 e IP49 para resistência a água e poeira. O ecrã externo tem 6,6 polegadas (2520 x 1080, 165Hz), enquanto o ecrã interno abre para 8,1 polegadas (2484 x 2232, 120Hz). E ambos suportam o uso da stylus. No software, a marca destaca modos de produtividade como multi-tarefa em ecrã dividido e um modo laptop que transforma a metade inferior do ecrã interno num touchpad.

Por fim, para a fotografia o Razr Fold inclui cinco sensores, com uma câmara frontal de 32MP no ecrã externo, outra de 20MP no ecrã interno, um sensor principal de 50MP da Sony, uma ultra grande angular de 50MP com modo macro e uma lente teleobjetiva de 50MP com zoom ótico de 3x.

O Motorola Razr Fold será vendido a por 1999€ juntamente com a Motorola Pen Ultra, em tons de azul escuro e branco lírio. A marca ainda não confirmou a data exata de lançamento, mas aponta para algum momento de 2026.

Google lança o Android 17 Beta 2 com melhorias na estabilidade

A nova atualização reforça a privacidade, melhora a experiência em tablets e prepara os programadores para a versão final.

A Google lançou a segunda versão beta do Android 17, com uma série de novidades, entre as quais se destacam ferramentas como a API EyeDropper e um seletor de contactos mais seguro, concebido para evitar que aplicações acedam a listas completas sem necessidade.

De acordo com a Google, o Android 17 está prestes a chegar a uma versão beta estável, que será prevista para o lançamento já este mês. Nessa altura, serão disponibilizadas as versões finais das APIs do SDK e do NDK, permitindo aos programadores finalizar aplicações a tempo do lançamento estável esperado para junho de 2026.

Uma das alterações mais visíveis no Android 17 Beta 2 envolve as chamadas bolhas de conversação. O Android já permitia acesso rápido a chats entre aplicações, mas agora qualquer aplicação pode ativar esta função ao manter pressionado o respetivo ícone. Em tablets e dispositivos dobráveis, há ainda uma nova barra de bolhas na barra de tarefas, destinada a facilitar a organização de janelas e a navegação entre pontos fixos no ecrã. A atualização também melhora a compatibilidade com a captura de ponteiro, passando a tratar movimentos de touchpad e gestos de deslocação como eventos de rato por defeito.

A nível de segurança, o sistema passa a impor um atraso de três horas no acesso a mensagens SMS com códigos de utilização única para aplicações que não sejam o cliente de mensagens padrão, de forma a reduzir tentativas de interceção de códigos de verificação. Para além disso, foi introduzida a permissão “ACCESS_LOCAL_NETWORK”, que impede aplicações de analisarem redes locais sem autorização explícita do utilizador. A Google incentiva ainda os programadores a testar as aplicações com o SDK 37 e a preparar a distribuição através da Google Play Store assim que a estabilidade for confirmada.