Delta Force tem lançamento nas consolas a 19 de agosto com a campanha Black Hawk Down incluída

A Nova temporada Break estreia antes, a 9 de julho, com mapas, um novo operador, combate subaquático e crossover com Arknights.

O estúdio Team Jade confirmou que Delta Force, o seu novo shooter gratuito em primeira pessoa, será lançado para PlayStation 5 e Xbox Series a 19 de agosto, incluindo a campanha a solo Black Hawk Down enquanto DLC gratuito. Já no PC, a nova temporada chamada Break arranca a 9 de julho, vai trazer outros conteúdos adicionais que expandem as opções táticas e de mobilidade do jogo.

Entre as novidades, destaca-se Tide Prison, um novo mapa de Operações onde os jogadores terão de infiltrar-se numa prisão de alta tecnologia situada numa ilha secreta. Disfarçados de prisioneiros, terão de recuperar o equipamento ao longo da missão, resolver puzzles e explorar ambientes subaquáticos com o novo sistema de natação e mergulho. Já o novo mapa do modo Warfare, Cyclone, leva os jogadores até uma ilha tropical com um silo de mísseis oculto. Com combate para infantaria e veículos, Cyclone introduz também meteorologia dinâmica que afeta a estratégia e imersão durante as partidas.

A temporada Break marca ainda a chegada de Tempest, um novo Operador, disponível de forma gratuita através do Battle Pass. Equipada com um exoesqueleto para mobilidade aumentada, dispositivos de evasão e uma broca energética que desarma inimigos, é ideal para combate corpo a corpo e situações de bloqueio. Para além disso, serão adicionadas novas armas, veículos como motas de água, e melhorias para o modo Victory Unite, como um centro de comandos em tempo real e suporte de invocação para reduzir tempos de respawn.

Está ainda planeado um crossover com Arknights, com visuais especiais inspirados no mundo e personagens no jogo móvel da Hypergryph.

Atualmente, Delta Force já está disponível para PC via Steam, Epic Games Store e no seu cliente oficial.

Ace Combat celebra 30 anos com uma mensagem especial e o anúncio de um concerto sinfónico

A Bandai Namco assinala início do 30º aniversário da série Ace Combat com um novo trailer, uma mensagem do diretor Kazutoki Kono e um concerto especial agendado para 2026.

Lançada originalmente em junho de 1995, a série Ace Combat, sob o nome Air Combat para a PlayStation original, soma três décadas de existência. E o início dessa celebração começa agora, com a Bandai Namco a divulgar um trailer comemorativo com alguns anúncios, como a estreia do portal oficial Aces Web e um concerto musical.

No site, o diretor da série Ace Combat, Kazutoki Kono, partilhou uma mensagem de agradecimento aos fãs, ao recordar o legado e da série, ao mesmo tempo que promete trazer sempre algo de novo para cima da mesa, ou, nestes casos, para os céus. “Chegámos até aqui graças ao vosso apoio inabalável. Agora, tudo está preparado. Está na hora de levantar voo mais uma vez — rumo a novas alturas.

O início desta celebração não se faz com um anúncio formal de um novo, sendo para já conhecido apenas um concerto sinfónico oficial, chamado Ace Combat/S The Symphony 30th Anniversary, que terá lugar no Saitama Kikan, no Japão, a 31 de janeiro de 2026. O evento contará não só com música da série, mas também com uma sessão especial de conversas com membros da equipa de desenvolvimento. Para já, não se sabe se o concerto será levado a outras partes do mundo, uma tendência bastante atual no que toca à musica de videojogos ao vivo.

A equipa de Ace Combat já está a trabalhar num novo jogo desde 2021, em colaboração com a Bandai Namco e a ILCA, agora unidas sob o estúdio Bandai Namco Aces, criado para tirar maior partido a experiência técnica de ambas e desenvolver conteúdos “profundos, duradouros e de alta qualidade”, como é indicado em comunicado.

Espera-se, assim, que nos próximos meses este novo estúdio revele novidades sobre o seu novo projeto.

MiniGolfExiste: o maior campo de minigolfe indoor em Portugal está em Leiria

O MiniGolfExiste, em Leiria, é o maior espaço de minigolfe indoor do país. Uma experiência imersiva com 18 pistas sob luz UV e temática espacial.

Nos arredores de Leiria, em Regueira de Pontes, abriu aquele que é atualmente o maior espaço de minigolfe indoor do país. O MiniGolfExiste propõe uma experiência imersiva, onde a temática do Universo se cruza com um percurso pensado para desafiar tanto iniciantes como praticantes mais experientes.

O circuito é composto por 18 pistas construídas integralmente com produção local, desenhadas para apresentar desafios distintos. Todo o espaço é iluminado por luz ultravioleta, elemento central na criação de um ambiente visualmente marcante, onde todos os detalhes ganham um brilho fluorescente. A experiência foi concebida para ser inclusiva, acessível a todas as idades, num contexto descontraído e com exigência física reduzida.

O espaço divide-se em duas áreas temáticas. A primeira é dedicada aos planetas do sistema solar, com cada pista a assumir o nome de um planeta – incluindo Plutão, representado de forma incompleta, numa alusão à sua reclassificação. A segunda sala evoca uma atmosfera mais cósmica, inspirada em galáxias, fenómenos astronómicos e no telescópio Hubble. É nesta zona que se encontra a pista mais complexa do percurso, destacada por um sistema único de tubos.

Num panorama onde as opções de lazer indoor continuam a ser limitadas, o MiniGolfExiste surge como alternativa a programas mais convencionais. O projeto foi desenvolvido pelos irmãos Pedro Caseiro e David Caseiro, ambos com percurso ligado a iniciativas comunitárias e digitais. Com esta iniciativa, pretendem revitalizar os chamados “terceiros espaços” – locais de encontro fora do contexto doméstico e profissional – e criar um ambiente criativo, socialmente estimulante e presencial.

Para além das pistas, o MiniGolfExiste dispõe de áreas dedicadas a festas de aniversário, bem como de uma receção com serviço de bar, onde é possível alugar o equipamento necessário à prática do minigolfe. Estão igualmente disponíveis adereços que reagem à luz UV, potenciando a componente visual da experiência.

O acesso faz-se por ordem de chegada, sem necessidade de reserva. No entanto, para grupos maiores ou eventos personalizados, recomenda-se marcação prévia através do site, contacto telefónico ou redes sociais. Existem horários exclusivos para este tipo de reservas. O propósito do MiniGolfExiste é claro: oferecer um ambiente onde o tempo desacelera e a gravidade dá lugar à imaginação.

Requalificação da Ribeira de Algés transforma mobilidade e gestão urbana em Oeiras

Obras na Ribeira de Algés transformam mobilidade e gestão urbana em Oeiras, com novas zonas verdes, estacionamento e medidas contra cheias.

As áreas recentemente intervencionadas da Ribeira de Algés, em Oeiras, foram abertas ao público no passado sábado, 28 de junho, assinalando a conclusão de uma empreitada que visa reduzir o risco de cheias e reorganizar a ocupação do espaço público naquela zona. A intervenção, promovida pela Câmara Municipal de Oeiras, em articulação com os SIMAS e a Parques Tejo, incidiu sobre o troço a descoberto da ribeira e representou um investimento de aproximadamente 1,9 milhões de euros.

Entre as principais ações desenvolvidas, destaca-se a regularização e o alargamento do leito da ribeira, bem como a construção de uma bacia de retenção destinada a mitigar os impactos das inundações que, com frequência, afetam a baixa de Algés. Foi também criada uma zona de estacionamento provisório, com o objetivo de reorganizar o uso automóvel e devolver o espaço urbano aos peões, reforçando a dimensão pedonal da área envolvente.

O novo Parque da Ribeira de Algés, localizado junto ao campo da União Desportiva e Recreativa de Algés e ao jardim da Quinta do Bicho da Seda, integra 135 lugares de estacionamento e representou um investimento adicional de 185.000€. A infraestrutura está equipada com sistema de videovigilância (CCTV) e iluminação pública, garantindo melhores condições de segurança e conforto. A aplicação de pavimento drenante permite o escoamento eficaz das águas pluviais, reduzindo o risco de acidentes e contribuindo para a irrigação das zonas verdes reabilitadas, onde foram introduzidas espécies vegetais adaptadas a condições climatéricas adversas.

No decurso das obras no troço encanado da ribeira, os 125 lugares de estacionamento existentes no Largo José Viana encontram-se temporariamente interditos, prevendo-se a sua reabertura em setembro. Com a conclusão desta fase, a capacidade total de estacionamento na zona envolvente ao Largo Comandante Augusto Madureira mais do que duplicará, através da criação de novas bolsas destinadas exclusivamente a residentes. Esta reorganização permitirá libertar espaço para esplanadas e zonas de lazer, contribuindo para uma vivência urbana mais qualificada e adaptada às necessidades dos moradores.

A requalificação da Ribeira de Algés enquadra-se num protocolo celebrado com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). As obras arrancaram em abril de 2025, contando com uma comparticipação de 500.000€ por parte da APA. A criação de bacias de retenção a montante foi considerada essencial para conter os efeitos de fenómenos meteorológicos extremos, nomeadamente chuvas intensas, responsáveis por inundações recorrentes naquela zona.

A intervenção tem sido igualmente coordenada com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), assegurando a conformidade com critérios ambientais e de ordenamento do território. A construção dos parques de estacionamento insere-se numa estratégia mais ampla de mobilidade e sustentabilidade, pensada para o concelho de Oeiras e para a Área Metropolitana de Lisboa. Entre os projetos estruturantes associados destacam-se a quarta travessia rodoferroviária do Tejo, o atravessamento fluvial Trafaria–Algés, o Ocean Campus, o plano de pormenor para a margem direita do Jamor (Lusalite), a ligação do metro entre Alcântara e Algés, bem como o sistema LIOS, que conectará esta zona à parte norte da capital.

Jinjer e Gaerea marcam concertos em nome próprio em Portugal

O concerto dos Gaerea acontece ainda em 2025, já o dos Jinjer só mesmo em 2026.

Ontem, 29 de junho, foi o último dia do Evil Live 2025, festival que contou com atuações de nomes como Gaerea, Jinjer, Falling in Reverse e, claro, os cabeças de cartaz Slipknot. Mas como por vezes acontece, há bandas que, após estas atuações em festivais, marcam concertos em nome próprio.

É o caso dos portugueses Gaerea, que voltam a apresentar-se em território nacional nos dias 4 e 5 de dezembro de 2025, no Hard Club (Porto) e no LAV – Lisboa ao Vivo (Lisboa), respetivamente. Fundado em 2016, o coletivo tem vindo a afirmar-se como uma das referências do black metal português, com uma discografia que inclui os álbuns Unsettling Whispers (2018), Limbo (2020), Mirage (2022) e Coma (2024). A sua abordagem combina elementos do black metal contemporâneo com uma componente visual e concetual marcada por atmosferas densas e introspetivas.

A acompanhá-los nestas datas estarão os Apotheus, grupo de metal progressivo de Paços de Ferreira, responsável pelo álbum conceptual Ergo Atlas, editado em 2023. A formação é composta por Miguel Andrade (voz e guitarra), Albano Von Hammer (bateria), Tiago Santos (guitarra) e Daniel Rocha (baixo). Os bilhetes para os concertos dos Gaerea estão disponíveis por 27€ cada.

No início do ano seguinte, os Jinjer regressam a Lisboa para um concerto a realizar-se no dia 6 de fevereiro de 2026, no LAV – Lisboa ao Vivo. Será a primeira atuação da banda ucraniana em nome próprio na capital desde 2019. O espetáculo integra a digressão europeia de apresentação de Duél, o novo álbum lançado em fevereiro deste ano editora Napalm Records.

Com base em Kiev, Ucrânia, os Jinjer formaram-se em 2009 e são atualmente constituídos por Tatiana Shmayluk (voz), Roman Ibramkhalilov (guitarra), Eugene Abdukhanov (baixo) e Vlad Ulasevich (bateria). A banda construiu uma identidade associada à fusão entre groove metal, elementos progressivos e uma forte componente técnica. A discografia inclui Inhale, Don’t Breathe (2012), King of Everything (2016), Macro (2019) e Wallflowers (2021), registos que precedem o mais recente Duél.

Os bilhetes para o espetáculo custam 42€.

Lies of P: Overture: Review – Anjos de Neve (e de porrada)

A NEOWIZ e a Round 8 Studio regressam à ação com Lies of P: Overture, uma expansão que traz novas opções de qualidade de vida e uma zona única que é simultaneamente refrescante e familiar.

As cinzas e estilhaços ainda não tinham repousado sobre o solo de Krat e o meu regresso ao mundo de Lies of P já era inevitável. Ao contrário da maioria dos fãs, não gozo de uma distância de dois anos entre o lançamento do original e a chegada de Overture, o novo DLC desenvolvido pela NEOWIZ e a Round 8 Studio. Assim que terminei a campanha, o código para a expansão já estava a cair na nossa caixa de correio, naquele que foi um dos lançamentos surpresa do Summer Game Fest deste ano. A novidade não é a mesma, não há sequer um reencontro nostálgico com Krat e o fantoche de Geppetto, antes uma continuação como se o fim nunca tivesse sido alcançado. Um episódio adicional, uma zona que ficou por explorar e que agora se encontra disponível.

Nesse sentido, Overture é uma expansão à antiga, se me permitem a comparação, de uma era passada, onde um episódio adicional era exatamente isso: algo novo, secundário, mas igualmente semelhante ao conteúdo principal na sua forma. O regresso a Krat é assim uma combinação entre a familiaridade da jogabilidade e do level design que popularizaram este soulslike em 2023, com a introdução de melhorias de UX que apostam na acessibilidade e na otimização de certos sistemas para criar uma experiência mais compacta, personalizável e mais imediata que poderá até ser um vislumbre do que nos espera numa sequela.

O género soulslike e a acessibilidade teimam em não encontrar um consenso. A experiência assente na dificuldade, na aprendizagem por tentativa e erro, ao ponto de se ignorar opções de UX e de qualidade de vida para manter o que muitos determinam inseparável do género continua a dividir criadores e fãs sobre o que é, na verdade, um soulslike e quais são os seus limites formais. As opções de dificuldade desvirtuam a experiência soulslike? A possibilidade de jogarmos cooperativamente retiram pontos de fanfarronice? E quais são os limites? Para a NEOWIZ e a Round 8 Studio, a resposta é simples: é o que quisermos e o que for melhor para o utilizador. Desta forma, e dois anos após o lançamento de Lies of P, a dificuldade e a acessibilidade voltam a ser discutidos pela comunidade porque Overture, em toda a sua glória, faz o impensável: adiciona opções de dificuldade, simplifica certos sistemas e procura reaproximar-se do jogador em vez de o afastar.

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Lies of P: Overture (Neowiz)

Esta decisão foi, como seria de esperar, controversa. Para muitos fãs, Lies of P não necessitava de uma opção de dificuldade e muito menos deveria vergar-se perante os jogadores que muito possivelmente nem estariam interessados em jogar soulslike. Então porquê? A resposta, como sempre, é simples: maior controlo sobre o jogo. Lies of P é um dos soulslikes mais desafiantes e imponentes que já joguei, com um sistema de parry profundo, que exige uma destreza acentuada por parte dos jogadores. Estamos a falar de um jogo que depende tanto do parry e dos nossos tempos de resposta que a defesa nunca é perfeita, e somos sempre castigos ao sofrermos dano temporário se escolhermos não ripostar. A dificuldade já é acentuada só com esta exigência, mas quando adicionamos o número de inimigos em campo, a sua rapidez e padrões de ataque, pontos de HP e até habilidades únicas, encontramos em Lies of P uma rede complexa de desafios que tornam o jogo menos acessível. É assim tão estranho que a NEOWIZ e a Round 8 Studio queiram abrir o seu jogo a novos jogadores? E se esta é uma decisão das produtoras, sem obrigatoriedades superiores, porque devemos criticá-las por apostarem na acessibilidade? Afinal o que é um soulslike?

Com a introdução de Overture, a NEOWIZ e a Round 8 Studio não voltaram as costas aos jogadores e tornaram a experiência mais acessível. Sim, mais acessível, mais fácil de pegar e jogar, talvez até mais alcançável de aprender e dominar, com inimigos menos agressivos e com pontos de dano e HP mais equilibrados. Tudo isto é opcional, um botãozinho escondido dentro do menu principal, que podemos ativar ou ignorar durante as nossas horas com Lies of P e a sua expansão. Mesmo com estas opções e com a clara diferença entre modos de dificuldade, Overture continua a ser difícil e até implacável. O que os modos de dificuldade permitem é que tenhamos mais tempo de resposta para aprendermos os padrões e exigências dos inimigos e bosses, que também apresentam pontos de HP reduzidos e reequilibrados. Mas Overture não se joga sozinho, não há uma automatização da sua jogabilidade, antes pelo contrário: talvez até tenhamos mais controlo.

A dificuldade será o destaque das novidades introduzidas pela NEOWIZ e a Round 8 Studio, mas podemos sentir um esforço em tornar Lies of P mais intuitivo. Por exemplo, a possibilidade de evoluirmos a personagem em qualquer Stargazer, em vez de voltarmos ao Hotel Krat para falarmos com Sophia. O mesmo aplica-se à criação e combinação das armas, o que corta muito os tempos de espera. Em Overture, saímos de Dark Souls III para entrarmos finalmente na era de Elden Ring, abandonando sistemas arcaicos e que se mantinham vivos por pura teimosia e como referências por parte das produtoras sul-coreanas e pouco mais. Existe assim uma modernização da jogabilidade sem perder o seu toque clássico e até acredito que a NEOWIZ e a Round 8 Studio deveriam ter ido mais longe neste processo de remodelação. O salto continua a ser muito arcaico, ainda mais quando temos novas zonas que usufruem da sua verticalidade durante a navegação, e a personagem continua pesada e nem sempre tão fluída como gostava que fosse – até mesmo fora da minha build, mais centrada em motivity.

Estas alterações e a implementação de melhorias de qualidade de vida não constringem a dificuldade e a qualidade de Overture. De facto, a expansão mantém a barra elevadíssima do jogo principal e funciona perfeitamente como um capítulo adicional que não só nos traz novas armas, Legion e inimigos, como apresenta uma fração de Krat que é visualmente inesquecível. O Zoo de Krat ergue-se das catacumbas do tempo e abre novamente as suas portas numa visita inesperada. Acessível a partir do quinto capítulo – anteriormente só era possível acedermos ao DLC no nono capítulo, mas a nova atualização reequilibrou este aspeto do DLC –, o Zoo de Krat transporta-nos para o passado e para uma Krat coberta de neve.

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Lies of P: Overture (Neowiz)

Ao contrário da campanha principal, Overture não começa no centro da ação e coloca-nos numa zona exterior, natural, algures num monte gelado que precisamos de navegar para alcançarmos o Zoo. Os tutoriais são relegados para segundo plano e é a jogabilidade que fala mais alto. Enquanto procuramos o nosso caminho e o motivo que nos levou até ao passado, Overture reintroduz inimigos familiares e relembra-nos que estamos perante uma expansão: os pontos de dano forma aumentados e a agressividade dos inimigos também. Não há tempo para respirar, mas munimo-nos da familiaridade para vencer as criaturas, até que encontramos uma zona mais ampla e dividida por vários pontos de ação. Não demoramos a perceber que estamos próximos da toca de um urso gigante, cuja cabeça está protegida por um capacete, e que nos ataca assim que tentamos eliminar alguns dos lobos mutantes espalhados pela arena mais ampla. O confronto contra o urso é o primeiro aviso de que Overture não quer segurar-nos nas mãos. O urso é implacável, muito rápido, com padrões inicialmente difíceis de ler e sempre a encurtar a distância para manter-nos pressionados e encostados às rochas que cercam a arena.

Este primeiro contacto com Overture é tenso, mas igualmente deslumbrante, com o vento suave a contrastar com o silêncio inatural de Krat, como se toda a região estivesse estagnada e perdida no tempo. A caminhada exterior não é longa e Overture encaminha-nos rapidamente até ao Zoo, naquela que é uma das minhas zonas favoritas de Lies of P. Apesar do level design ser muito semelhante ao que já vimos anteriormente, com um caminho principal e outro secundário mais dedicado à descoberta de um atalho que nos leva de volta ao Stargazer – num desenho mais linear e até circular das zonas do jogo –, a direção de arte é soberba e adoro esta sensibilidade museológica que encontramos na disposição desta nova zona, aqui combinada com a decoração e arquitetura da Belle Epoque. O Zoo divide-se por várias secções, desde exposições temáticas até à zona com jaulas para as várias espécies de animais. A carnifica é grotesca, talvez até mais do que aquilo que vimos em Krat, com animais em decomposição e semidevorados espalhados pelas jaulas destruídas, a neve pintada de vermelho seco e velho, decorada pelos corpos dos visitantes e trabalhadores que foram surpreendidos pelo ataque.

O design do Zoo é também bastante inteligente, apesar da sua linearidade. A primeira zona é interior, dedicada às exposições temáticas e com várias secções condicionadas por elementos decorativos e caminhos obstruídos por barreiras improvisadas. Estes espaços interiores também adicionam uma nova camada de desafio ao obrigarem-nos a enfrentar alguns dos novos inimigos de Overture, como os gorilas e elefantes mutantes, que são mais rápidos e que utilizam melhor o tamanho dos seus corpos para saltarem ou então para encurtarem a distância com o jogador. Existe uma maior tensão na forma como navegamos pelo museu porque nunca sabemos o que vamos encontrar, ao ponto de existirem momentos em que a NEOWIZ e a Round 8 Studio tentaram genuinamente assustarem-nos com alguns sustos mais gratuitos.

Do interior voltamos ao exterior, à zona das jaulas e dos jardins temáticos do Zoo, onde sentimos um crescendo palpável na decoração grotesca de Overture. Foi neste segundo momento que me deparei com algumas das minhas escolhas de design favoritas, como os atalhos entre as aulas, que culminam num passadiço que vai dar a um jardim explorável, e à secção dos gorilas, com as suas zonas superiores entre pontes e plataformas onde os animais podem atacar-nos à distância e moverem-se mais livremente. A NEOWIZ e a Round 8 Studio souberam aproveitar os novos espaços e esta dedicação ao design das zonas manteve-se ao longo da expansão, ainda que Overture acabe por cair em algumas redundâncias, relembrando demasiado as zonas principais de Lies of P sem momentos únicos ou suficientemente interessantes para justificarem esta repetição de motifs mecânicos.

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Lies of P: Overture (Neowiz)

São nestes momentos em que sinto Lies of P refém da sua jogabilidade clássica e demasiado restrita ao género soulslike. Apesar das zonas continuarem a ser limitadas no que toca à sua interatividade, sem novas opções de mobilidade ou navegação, a verdade é que demonstram potencial por cumprir. Arrisco-me a dizer que a NEOWIZ e a Round 8 Studio já estão a pensar no futuro e a analisar a evolução lógica de Lies of P e da sua jogabilidade, e talvez seja a influência de Elden Ring a falar mais alto, mas também senti que Overture merecia novas mecânica e uma maior liberdade de movimentos. Mesmo com cenários lineares e semelhantes em design ao jogo original, a expansão podia ter sido ainda mais inesquecível se já estivesse a preparar para romper com os moldes do género.

Esta necessidade de quebrar com o passado pode até ser sentida na introdução das novas armas, com Overture a tentar encontrar um equilíbrio entre o familiar e o poderia ser mais revolucionário a nível mecânico. Se temos à nossa disposição armas e cabos mais clássicos e seguros, como variantes de espadas e lanças, por outro lado, podemos descobrir opções como o arco. Fora a utilização dos Legion Arms e das Fable Arts, o arco é uma das primeiras armas de longo alcance e que muda suficientemente o combate para ganhar destaque. Os ataques necessitam de stamina, como seria de esperar, mas as setas são infinitas, semelhante ao que encontramos recentemente em Elden Ring: Nightreign. A Fable Art é destrutiva e adiciona um elemento evasivo ao obrigar a personagem a relocalizar-se ligeiramente em campo antes de disparar. Mesmo com a minha build focada em motivity, o arco funcionou muito bem e foi uma opção para provocar dano nos inimigos até que estes estivessem suficientemente próximos para atacá-los diretamente.

A discussão em torno das novas opções de acessibilidade não devem criar uma fissura entre os fãs e os jogadores mais curiosos, e muito menos deve denegrir a vontade da NEOWIZ e a Round 8 Studio em reequilibrar a dificuldade de Lies of P. Overture é a prova que existe um mundo além dos soulslike e das suas regras demasiado rígidas e até retrogradas, que apenas servem para alimentar o fanatismo de um grupo restrito de fãs. Não é por acaso que produtoras como a NEOWIZ e a Round 8 Studio, e a própria From Software já estão a testar os limites do género, à procura da sua próxima grande evolução, rejeitando a estagnação em prol de um novo desafio. A dificuldade fará sempre parte do género soulslike, mas a acessibilidade também deve ser analisada e ponderada com maior seriedade.

Overture é difícil e implacável, não há uma tentativa em reduzir a exigência do seu sistema de combate ou a cortar conteúdos para desnivelar a experiência do género. Antes pelo contrário, a experiência é refinada e abre as portas a uma maior personalização sem afastar ninguém. A verdade é que a dificuldade é tão acentuada, talvez semelhante a Shadows of the Erdtree, que não me admirava (e muito menos julgaria) quem foi obrigado a escolher outro modo de dificuldade para ultrapassar um dos primeiros bosses da expansão. No fundo, Overture procura atualizar Lies of P e até criar as pontes para uma eventual sequela, e como expansão, é tudo o que podemos pedir: um pouco do passado, uma fatia do presente e uma pitada já com sabor a futuro.

Echo Boomer Recomendado

Cópia para análise (PlayStation 5) cedida pela NEOWIZ.

Xiaomi Smart Band 10 – Review: Nunca passa de moda

A Xiaomi Smart Band 10 chegou ao mercado com um ecrã maior, mais brilhante e com algumas novas funcionalidades.

Dez anos depois o lançamento da primeira versão da pulseira inteligente da Xiaomi, a popular marca celebra o marco com uma bem ajustada décima geração — a Xiaomi Smart Band 10. Alguns ainda se lembram da mesma pelo seu nome original, Mi Band, que desde então sofreu uma evolução significativa, tornando-se ao longo do tempo mais sofisticada, mais funcional e com um design cada vez mais cuidado. Ainda assim, manteve aquilo que sempre a distinguiu — uma simplicidade eficaz e cativante.

Apesar do seu tamanho reduzido, este é um acessório que, ano após ano, consolida o seu estatuto de clássico moderno, com qualidades de confiança, aparência discreta e sempre atual. No que toca ao aspeto visual, a Xiaomi Smart Band 10 não se mostra muito arrojada e pouco difere do modelo anterior. As dimensões mantêm-se inalteradas, mas há um detalhe melhorado, o ecrã cresceu passando de 1,63 para 1,72 polegadas. Este aumento foi conseguido através da redução das margens — agora com apenas 2 mm — que finalmente apresentam um formato simétrico. O resultado é um visual mais equilibrado e apelativo. Outra melhoria relevante é a possibilidade de utilizar mostradores que ocupam toda a superfície do ecrã, sem o recorte inferior tão característico das gerações anteriores — o chamado “queixo” do ecrã, que já não está presente. Mantêm-se também a estrutura em alumínio e a certificação de resistência à água até 5ATM. O peso permanece semelhante, em torno das 30 gramas com a bracelete de silicone incluída. Este ano, no entanto introduz uma nova versão com estrutura cerâmica (Ceramic Edition Pearl White), que, naturalmente, tem um custo ligeiramente superior.

O motor de vibração foi melhorado com um novo atuador linear, que oferece uma resposta mais precisa. A pulseira está disponível em três cores: preto, prateado e um rosa. E tal como é habitual, há várias novas braceletes, e há boas notícias para quem já conta com o modelo do ano passado— os acessórios da Smart Band 9 continuam totalmente compatíveis.

O ecrã, além de maior, também é mais brilhante e atinge agora um pico de 1500 nits, face aos 1200 nits da geração anterior. A visibilidade em exteriores continua a ser excelente, e a fluidez permanece garantida com uma taxa de atualização de 60Hz. Inclui ainda um sensor de iluminação ambiente que ajusta automaticamente o brilho do ecrã, funcionando de forma eficaz, bem como a função de ecrã sempre ativo (Always-On Display). Embora não apresente inovações radicais face ao modelo anterior, estes pequenos ajustes contribuem para um produto mais refinado, mantendo a fórmula de sucesso da Smart Band 9.

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Xiaomi Smart Band 10

Embora ainda não possa ser comparada a um smartwatch, a Xiaomi Smart Band 10 conta com diversas funcionalidades inteligentes. Um dos seus pontos fortes é o sistema de notificações. É possível ler o conteúdo completo de mensagens e e-mails diretamente no pulso. Quando emparelhada com um smartphone Android (ou mesmo com um iPhone), algumas aplicações permitem sincronização bidirecional, ou seja, ao apagar uma notificação no telefone, esta desaparece automaticamente da Smart Band — e vice-versa. Contudo, continua a existir uma limitação habitual: emojis e imagens não são suportados nas mensagens recebidas.

Também é possível atender chamadas diretamente a partir da Smart Band 10. Apesar desta não dispor de microfone ou altifalante integrados, permite aceitar ou rejeitar chamadas. No caso de recusar, pode ainda ser enviada uma resposta rápida por SMS, previamente definida. E entre as funcionalidades adicionais encontram-se algumas clássicas, como a opção de localizar o telefone (fazendo-o tocar), consultar a meteorologia, visualizar o calendário, definir alarmes, usar cronómetro e temporizador, realizar exercícios respiratórios, aceder a uma bússola, controlar a reprodução de música e até controlar remotamente a câmara do smartphone. Esta última função pode não estar disponível em todos os modelos, mas é bastante prática quando compatível. Nos meus testes, com o Xiaomi 15 Ultra, funcionou muito bem, e com tempos de resposta muito interessantes.

O HyperOS foi atualizado nesta nova versão da Smart Band. Não está claro se todas estas novidades vão chegar ao modelo da geração anterior, mas entre algumas melhorias temos a partilha da frequência cardíaca através do Bluetooth com outros dispositivos, uma ligeira reorganização da interface gráfica (com ícones de configurações revistos), mais opções para gerir o comportamento do ecrã e a adição de um botão de atalho para ativar a lanterna. Esta última adição é simples, mas bastante útil, evitando a necessidade de navegar por menus para a encontrar.

No campo do acompanhamento da saúde, a Smart Band 10 oferece monitorização contínua da frequência cardíaca, 24 horas por dia, com a possibilidade de configurar alertas personalizados caso os batimentos ultrapassem ou fiquem abaixo de determinados limites. Também monitoriza os níveis de oxigénio no sangue (SpO₂), com avisos opcionais, além de acompanhar o nível de stress, contagem de passos, calorias gastas, períodos de movimento e alertas de inatividade prolongada. O sono foi igualmente alvo de melhorias, e para além da análise das fases tradicionais e dos despertares, bem como da monitorização da frequência cardíaca e do SpO₂ durante a noite, foi introduzido um novo indicador — a eficiência do sono. Este parâmetro oferece uma perspetiva mais aprofundada sobre a qualidade do descanso.

De forma geral, trata-se de uma pulseira inteligente simples, mas eficaz, cujo sistema de monitorização já se encontra bem consolidado, apresentando resultados fiáveis para o uso diário. Já no que respeita à vertente desportiva, a Xiaomi Smart Band 10 suporta o registo de 150 modalidades diferentes. Contudo, apresenta uma limitação importante, não conta com GPS integrado. Por isso, para quem pratica desporto ao ar livre e precisa de dados precisos sobre distância ou velocidade, esta não será a solução mais indicada.

Durante os treinos, são monitorizados parâmetros como a frequência cardíaca, calorias queimadas e movimentos. A Xiaomi também fez melhorias na monitorização da natação em piscina, incluindo a medição da frequência cardíaca durante a prática e um sistema de contagem de voltas que, segundo a marca, atinge agora uma precisão de até 96%.

Toda a informação recolhida é apresentada na aplicação Mi Fitness, disponível para Android e iOS. A aplicação inclui ainda estimativas sobre o estado físico, como a carga de treino e o valor de VO₂ máximo. Posto isto, a Smart Band 10 não é o dispositivo ideal para quem procura um acompanhamento desportivo avançado e detalhado. Ainda assim, para utilizadores mais ocasionais ou entusiastas do exercício físico, continua a oferecer dados úteis e funcionalidades práticas para o dia a dia.

A Xiaomi equipou a Smart Band 10 com uma bateria igual à do modelo anterior, com 233mAh, e como tal, não é de estranhar que a sua autonomia seja semelhante à da Smart Band 9. Com todas as funcionalidades de monitorização de saúde ativas — como a frequência cardíaca, oxigenação do sangue (SpO₂), nível de stress e análise avançada do sono — é possível alcançar cerca de 7 dias de utilização contínua. Ao desativar o ecrã sempre ligado, a autonomia estende-se facilmente até aos 20 dias. E, caso se opte por desligar o acompanhamento contínuo, poderá ultrapassar essa marca, com uma média entre 15 a 20 dias, o que representa um desempenho muito positivo. É ainda de notar que o ecrã sempre ligado não é imprescindível, uma vez que a banda responde muito bem aos movimentos. Uma simples rotação do pulso é suficiente para ativar o ecrã. Neste aspeto, a sensibilidade do sensor é bastante eficaz, proporcionando uma experiência de utilização fluída e intuitiva.

A Xiaomi Smart Band 10 chegou ao mercado nacional com um preço recomendado de 49,99€ para a versão standard e de momento ainda não temos a informação sobre uma possível disponibilidade da versão com estrutura em cerâmica. No geral, trata-se de uma smartband fiel ao conceito original, agora com pequenas melhorias que fazem diferença, como o ecrã maior e simétrico, que melhora significativamente a estética do dispositivo. Contudo, continua a faltar o NFC para pagamentos, uma ausência que já se tornou recorrente e que a marca parece manter de fora deliberadamente, para distinguir este modelo das versões mais avançadas, como um eventual modelo Pro, que poderá incluir o NFC e GPS. Ainda assim, para quem pretende uma pulseira inteligente simples, compacta e eficaz, a Smart Band 10 torna-se garantidamente a principal escolha dentro do segmento básico.

Recomendado - Echo Boomer

Este produto foi cedido para análise pela Xiaomi.

Microsoft revela o Windows 11 25H2

O Windows 11 25H2 será lançado durante o segundo semestre de 2025 e promete atualizações mais leves e rápidas.

A Microsoft começou a distribuir o Windows 11 25H2 para os utilizadores inscritos no programa Windows Insider. Esta nova atualização, cuja lançamento está prevista para o segundo semestre de 2025, traz consigo uma abordagem mais eficiente à instalação e manutenção do sistema operativo.

De acordo com a Microsoft, os utilizadores da atual versão 24H2 beneficiarão de uma atualização consideravelmente mais simples, que exigirá apenas uma reinicialização. Esta fluidez deve-se ao facto de ambas as versões partilharem o mesmo ramo de serviço, o que permitiu que as novas funcionalidades fossem previamente introduzidas — embora desativadas — através das atualizações mensais da versão 24H2. Assim, a ativação dos novos recursos será efetuada apenas através de um pacote específico, reduzindo significativamente o tempo de atualização.

A Microsoft afirma ainda que os pacotes de instalação foram otimizados, apresentando uma redução de cerca de 40% no seu tamanho, graças à integração das atualizações da pilha de serviços com os pacotes cumulativos mais recentes. Para os utilizadores que ainda operam com versões mais antigas do Windows, será necessário realizar uma atualização de funcionalidades tradicional. A recomendação oficial é atualizar primeiro para a versão 24H2, o que permite usufruir da instalação simplificada da versão 25H2.

A nova versão marca também o início de um novo ciclo de suporte. As edições Enterprise e Education do Windows 11 terão um suporte de 36 meses a partir do lançamento oficial, enquanto as edições Pro, Pro Education, Pro for Workstations e Home contarão com 24 meses de suporte.

Embora a Microsoft ainda não tenha divulgado em detalhe todas as funcionalidades do Windows 11 25H2, a empresa continuará a seguir o modelo de introdução gradual de novidades através dos canais Insider. A distribuição final dos novos recursos será feita em fases, maioritariamente através de atualizações mensais — um processo que, apesar de prático, gera expectativas por parte dos utilizadores que prefeririam maior controlo sobre as alterações funcionais ao sistema.

Samsung anuncia o Galaxy M36 com um design renovado

Equipado com processador Exynos 1380, ecrã AMOLED de 120Hz e câmara de 50 MP, o Galaxy M36 tem a sua estreia na Índia.

A Samsung lançou na Índia um novo smartphone, o Galaxy M36. Embora mantenha várias especificações técnicas do seu antecessor, o novo equipamento destaca-se por um design revisto, em particular no módulo traseiro das câmaras, agora inserido numa estrutura tipo ilha.

O Galaxy M36 recorre ao processador Exynos 1380 com um ecrã AMOLED de 6,7 polegadas de resolução Full HD+, com taxa de atualização de 120Hz e proteção Gorilla Glass Victus+. Estas características colocam o samrtphone numa posição competitiva dentro da sua faixa de preço de cerca de 250€, aproximadamente. No que respeita à memória, o equipamento será vendido em versões com 6 e 8GB de RAM, acompanhadas por 128 ou 256GB de armazenamento interno. Na frente, encontramos uma câmara frontal de 13MP, alojada num entalhe em forma de gota, enquanto o sistema traseiro inclui três sensores: o principal de 50MP, um ultra grande angular de 8MP e um macro de 2MP.

Outros destaques incluem uma bateria de 5000mAh com suporte para o carregamento rápido com fio de 25W, suporte para as redes 5G e três opções de cor: Orange Haze, Velvet Black e Serene Green. A nível de software, o Galaxy M36 foi anunciado com a interface One UI 7, baseada noAndroid 15, com a promessa de seis anos de atualizações do sistema operativo.

O lançamento está marcado para o dia 12 de julho no mercado indiano, com um preço inicial de a cerca de 250€, não se conhecendo para já a sua chegada a outros mercados, incluindo o europeu.

Ucrânia vai integrar a zona de roaming da União Europeia a partir de 2026

O acordo de roaming entre a União Europeia e a Ucrânia entrará em vigor em 2026.

A Comissão Europeia propôs a integração da Ucrânia na zona de roaming da União Europeia a partir de janeiro de 2026, num passo simbólico e prático rumo à aproximação plena do país ao mercado interno europeu. Trata-se da primeira vez que as regras comunitárias nesta área são estendidas a um Estado terceiro.

Caso a medida seja aprovada pelo Conselho da União Europeia, os cidadãos ucranianos poderão utilizar os seus telemóveis nos 27 Estados-membros como se estivessem em casa — sem custos adicionais para chamadas, mensagens ou dados móveis. O mesmo se aplicará aos cidadãos dos Estados Membros que se desloquem à Ucrânia.

Esta decisão reveste-se de particular importância, não só pelos benefícios diretos para milhões de utilizadores, mas também pelo seu simbolismo político. A Ucrânia manifestou interesse em aderir ao regime de roaming europeu em 2022 e, desde então, tem trabalhado no alinhamento total das suas normas com as da União, um passo necessário para esta integração. Desde abril de 2022, operadores europeus e ucranianos têm oferecido serviços móveis a preços reduzidos a mais de 4 milhões de refugiados, criando as bases técnicas e logísticas para uma integração mais profunda. O período de transição, até ao início de 2026, servirá para que as operadoras concluam os ajustes técnicos necessários.

Esta iniciativa surge na esteira do programa “Roam Like at Home“, em vigor na União Europeia desde 2017, e poderá abrir caminho a novas formas de cooperação entre a União e a Ucrânia em áreas-chave do mercado digital.

Bose anuncia coluna SoundLink Plus com um novo formato

A coluna portátil Bose SoundLink Plus chega às lojas por 299€.

A Bose anunciou que SoundLink Plus, a mais recente adição à sua reconhecida gama de colunas portáteis, vai chegar em breve às lojas por 299€.

Com um formato compacto, a SoundLink Plus promete uma experiência de som com graves profundos e um som envolvente, mesmo em espaços abertos. Conta com um design pensado para a mobilidade, para caber facilmente numa mochila e poder ser levada para qualquer lado. A SoundLink Plus foi também preparada para resistir ao ambiente com a sua certificação IP67, que garante proteção contra água, pó e quedas, e até resistência à ferrugem. A sua estrutura em aço com acabamento em pó, aliada a detalhes em silicone, oferece ainda robustez sem comprometer a estética.

Em termos de autonomia, a Bose refere que a sua bateria dura até 20 horas de reprodução contínua. Para além disso, conta com uma porta USB-C que permite carregar o telemóvel enquanto a música continua a tocar. Em termos de ligações a coluna recorre a Bluetooth 5.3, que permite um emparelhamento com uma vasta variedade de dispositivos, com memória até oito. Permite ainda uma experiência personalizada, onde é possível ajustar os níveis de graves, médios e agudos através da aplicação oficial da Bose.

A nova Bose SoudLink Plus conta com dois novos modos de áudio adicionais, o Stereo Mode, que permite ligar duas colunas para um som com separação de canais, e o Party Mode, que sincroniza várias colunas compatíveis para amplificar o som em qualquer espaço. A coluna é ainda compatível com a tecnologia Bose SimpleSync, que permite o emparelhamento com earbuds ou colunas inteligentes da Bose, ideal para ver televisão sem incomodar quem está por perto, com controlo de volume individualizado.

Governo dá luz verde às grandes obras públicas adiadas há décadas

O Governo lançou um plano ambicioso para concretizar grandes obras públicas nas áreas da mobilidade, energia, coesão territorial e serviços públicos.

Portugal prepara-se para concretizar um conjunto de infraestruturas de grande escala, adiadas ao longo dos anos, assumindo-as como pilares centrais para o desenvolvimento económico e territorial. A estratégia integra-se no Eixo 8 da Agenda Transformadora, sob o mote As infraestruturas que alavancam o país, e articula um plano de investimentos considerados fundamentais para reforçar a mobilidade, a energia, a coesão regional e a atratividade do país perante investidores.

Este novo ciclo assenta numa lógica de execução faseada, com prazos definidos e mecanismos de controlo orçamental. A coordenação será partilhada entre o Estado, as autarquias e parceiros privados, recorrendo a modelos de financiamento e concessão que procuram responder aos atuais desafios da gestão pública.

Entre os projetos prioritários encontra-se a construção do novo aeroporto na região de Lisboa, que assumirá a designação de Aeroporto Luís de Camões. Está também previsto o reforço da rede aeroportuária nacional e o lançamento da primeira fase da privatização da TAP. No setor ferroviário, avança-se com a implementação da rede de Alta Velocidade, com ligações diretas entre Lisboa e Porto, Porto e Valença, e ainda entre Lisboa e Caia. Está igualmente prevista a integração das redes metropolitanas da capital com a margem sul do Tejo.

Na componente rodoviária, o plano contempla a conclusão de eixos estruturantes, como a ligação em perfil de autoestrada entre Viseu e Coimbra, uma obra há muito reclamada. Já no domínio marítimo, será lançado o programa Portos 5+, orientado para o reforço das infraestruturas portuárias nacionais e para o aumento da quota modal do transporte marítimo nas cadeias logísticas.

Outro dos focos é o sistema energético. O reforço da rede elétrica nacional e o fortalecimento das interligações com outros países europeus visam garantir uma oferta de energia sustentável e economicamente competitiva. Esta ambição estende-se aos serviços públicos, com investimentos previstos nas áreas da Saúde, Educação, Justiça e Segurança, a par da modernização das infraestruturas tecnológicas, incluindo redes de comunicações, 5G, centros de dados e soluções de digitalização.

Para assegurar a coerência e eficácia na implementação destes projetos, será criado um instrumento nacional de planeamento e coordenação dos grandes investimentos públicos.

Portugal adota nova estratégia para enfrentar a escassez de água

Plano Água que Une prevê 294 medidas e 5 mil milhões de euros para garantir segurança hídrica e enfrentar efeitos das alterações climáticas.

O Governo apresentou recentemente a estratégia nacional Água que Une, integrada no Eixo 9 da Agenda Transformadora, com o objetivo de preparar o país para cenários futuros marcados por maior escassez de água e incerteza climática.

Com um investimento previsto de cerca de cinco mil milhões de euros até 2030, o programa estrutura-se em 294 medidas e pretende alterar de forma profunda a gestão da água em Portugal. A proposta assenta em três grandes eixos: reforço da eficiência, aumento da resiliência e introdução de inteligência nos processos de planeamento e gestão.

No campo da eficiência, a estratégia visa reduzir perdas nos sistemas de distribuição, potenciar o reaproveitamento de recursos e otimizar o desempenho das infraestruturas existentes. Quanto à vertente da resiliência, a proposta passa por ampliar a capacidade de armazenamento e criar reservas estratégicas. Relativamente à componente de inteligência, prevê-se a digitalização do ciclo da água, uma gestão mais integrada e o reforço da capacitação institucional.

Entre os programas estruturantes previstos, destacam-se a modernização das redes urbanas de abastecimento, a atualização das infraestruturas de regadio, a reutilização de águas residuais tratadas, a construção de novas barragens – com especial interesse na do Alvito/Ocreza – e a reabilitação de rios e ribeiras. Está igualmente prevista a implementação de plataformas digitais para a gestão integrada dos recursos hídricos, bem como a criação de entidades especializadas nas regiões do Médio Tejo e do Mondego.

Aldi Portugal celebra 19 anos de existência em Portugal

A retalhista Aldi já conta com 156 lojas em Portugal, prometendo continuar a crescer no país.

A cadeia de retalho Aldi assinala hoje 19 anos de presença em Portugal, marcando quase duas décadas de atividade no mercado nacional. Desde a sua entrada em 2006, a insígnia tem mantido uma estratégia centrada na oferta de produtos frescos e de qualidade, a preços acessíveis, respondendo às preferências e exigências dos consumidores portugueses.

Ao longo destes anos, a Aldi tem procurado afirmar-se como um operador relevante no setor da distribuição alimentar, sustentando a sua expansão numa política de crescimento gradual e numa rede de lojas que se estende de norte a sul do país. A proximidade com as comunidades locais tem sido uma das prioridades da marca, que continua a apostar na abertura de novos espaços comerciais com o objetivo de reforçar a sua presença territorial.

Aliás, em 19 anos de Aldi Portugal, a cadeia de retalho abriu 156 lojas em território nacional, estando presente em 16 dos 18 distritos de Portugal Continental. Além disso, a empresa tem dois centros de distribuição no país – Moita e Valongo. Ao todo, a retalhista tem mais de 2.600 funcionários por cá.

A Aldi Portugal diz também que tem mais de 1.450 artigos de marcas próprias, sendo que já estabeleceu mais de 110 parcerias para a doação de excedentes alimentares.

Samsung revela os Galaxy Buds Core com preço mais acessível e cancelamento de ruído

Os novos Samsung Galaxy Buds Core deverão deverão chegar às lojas em julho.

A Samsung reforçou a sua linha de áudio com os Galaxy Buds Core, um novo par de auriculares sem fios que prometem uma experiência sólida a um preço acessível. Embora o anúncio oficial ainda esteja por acontecer, o modelo já foi divulgado no site da marca nos Emirados Árabes Unidos, revelando detalhes técnicos e o preço recomendado.

O lançamento oficial na Europa, incluindo em Portugal, aponta para julho, a par dos aguardados dispositivos dobráveis da marca. Estes novos auriculares intra-auriculares visam sobretudo o segmento de entrada, mas surpreendem pela quantidade de funcionalidades integradas. E entre os destaques está a compatibilidade com o Bluetooth 5.4, suporte para os codecs AAC, SBC e SSC, e que prometem uma boa qualidade de transmissão de áudio. A autonomia anunciada é de até 35 horas sem cancelamento de ruído, ou 20 horas com essa funcionalidade ativa — valores que incluem a carga fornecida pelo estojo.

Cada auricular pesa 5,3 gramas e vem equipado com sensores de proximidade, que interrompem automaticamente a reprodução ao serem removidos. Estão ainda integrados seis microfones no total, permitindo não só um cancelamento de ruído ativo eficaz, mas também um modo de transparência, que deixa passar sons do ambiente quando necessário. Apesar do preço reduzido, os Galaxy Buds Core contam com certificação IP54, assegurando resistência contra salpicos e poeiras. Faltam-lhes, no entanto, algumas funcionalidades importantes, que estão reservadas para os modelos mais avançados da marca, como o áudio espacial ou o carregamento sem fios.

Nos Emirados Árabes Unidos, estes auriculares estão disponíveis por um valor equivalente a 45€, o que poderá posicioná-los de forma bastante competitiva no mercado europeu. Resta agora aguardar pela confirmação oficial do preço e data de lançamento em Portugal.

Hisense lança nova série de televisores U7Q com características de alto desempenho

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As televisões ULED MiniLED U7Q e U7Q Pro já estão disponíveis em Portugal, com melhorias visuais e técnicas pensadas para sessões de jogo e transmissões desportivas.

A Hisense lançou a nova série de televisores ULED MiniLED U7Q, com tamanhos de 55, 65, 75, 85 e 100 polegadas, e preços a partir dos 949,99€. Os modelos U7Q e U7Q Pro foram concebidos a pensar nas atuais exigências de utilizadores jogadores e na visualização de eventos desportivoo, combinando melhorias de imagem, som e desempenho.

A nova série recorre à tecnologia MiniLED PRO, com maior precisão na retro-iluminação e contraste mais apurado face aos modelos LED tradicionais. Em relação à geração anterior, os novos televisores apresentam um pico de brilho superior e mais zonas de escurecimento local, o que se traduz numa melhoria efetiva da experiência HDR.

No interior destas televisões, a Hisense recorre ao Hi-View Engine PRO, um motor de processamento baseado em inteligência artificial, agora atualizado com u CPU 1,6x mais rápida, GPU 2,2x mais rápida e NPU 1,5x mais rápida do que a versão do ano passado. O sistema ajusta em tempo real cada cena, otimizando a imagem consoante o tipo de conteúdo a ser exibido. Para além disso, os ecrãs incluem um tratamento anti-reflexo, com foco na nitidez em qualquer condição de luz ambiente.

Nos aspetos mais técnicos e orientados para jogos e desporto, a U7Q e a U7Q Pro integram um Modo de Jogo PRO capaz de atingir 144Hz, suporte para VRR, AMD FreeSync Premium Pro e ALLM, tudo distribuído graças à presença de quatro portas HDMI 2.1, que asseguram menor latência e evita fragmentação da imagem, ao mesmo tempo que garantem compatibilidade total com as mais recentes consolas de jogos no mercado. A nível de som, os televisores incluem suporte Dolby Atmos, áudio 2.1.2 multicanal e AI Sound – com gestão dinâmica da paisagem sonora.

Já para melhorar a visualização de conteúdos como filmes e séries, os televisores incluem compatibilidade com IMAX Enhanced, Dolby Vision e o Modo Filmmaker, garantindo uma apresentação 4K ajustada à intenção criativa original.

Apple altera regras na União Europeia e prepara novo modelo de taxas para 2026

As alterações da Apple visam adaptar o ecossistema da App Store às exigências regulatórias europeias, mas trazem novas taxas e desafios para os programadores.

A Apple anunciou algumas alterações ao seu sistema de distribuição de aplicações no Espaço Económico Europeu (EEE), como resposta contínua às exigências da Comissão Europeia. A empresa começou a abrir mais espaço à concorrência e à transparência, ao mesmo tempo que estabelece novas formas de compensação pelos seus serviços e infraestruturas.

Uma das mudanças mais significativas diz respeito à liberdade dos programadores para comunicarem opções de compra fora do seu ecossistema. A partir de agora, será permitido informar os utilizadores — tanto dentro como fora das aplicações — sobre alternativas para a aquisição de bens e serviços digitais. Estas podem estar alojadas em sites próprios, noutras aplicações ou até em lojas de aplicações alternativas. Contudo, esta abertura não vem sem custos. A Apple anunciou um novo modelo de taxas que inclui uma “taxa de aquisição inicial” e a chamada Comissão de Tecnologia Central (CTC), destinada a aplicações que ofereçam compras externas. Segundo a Apple, esta taxa visa refletir os investimentos contínuos em APIs, segurança, distribuição e suporte técnico. A justificação poderá ter algum fundamento, mas não deixará de ser vista por muitos como uma forma da marca manter o controlo económico sobre o seu ecossistema, mesmo quando parte da experiência acontece fora da App Store.

Mais mudanças são esperadas em 2026, altura em que a Apple pretende substituir a atual Comissão de Tecnologia Essencial (CTF) pela nova CTC. Esta nova taxa será aplicada de forma transversal a todos os bens e serviços digitais, quer sejam distribuídos pela App Store, por plataformas web ou através de lojas alternativas. Em teoria, isso deverá criar um modelo mais “uniforme”, mas poderá também introduzir obstáculos adicionais para pequenos programadores ou serviços emergentes.

Com a chegada do iOS 18.6 e do iPadOS 18.6, será ainda lançada uma nova interface de instalação de lojas de aplicações alternativas, bem como uma API que permitirá iniciar downloads de aplicações externas a partir de aplicações já instaladas. Esta funcionalidade será especialmente relevante para empresas que queiram oferecer uma experiência mais direta aos seus utilizadores, contornando os canais tradicionais da App Store. Do lado dos consumidores, as mudanças deverão traduzir-se numa maior facilidade de acesso a aplicações fora do ecossistema habitual da Apple e, possivelmente, em preços mais competitivos graças à concorrência externa. Ainda assim, a maioria das alterações técnicas e fiscais afetará sobretudo os programadores, que agora enfrentam um novo quadro regulatório e económico, repleto de complexidade, mas também de oportunidade.

Portugal prepara reforço orçamental na Defesa com mil milhões de euros

Portugal vai investir mais mil milhões de euros na Defesa, antecipando objectivos da Lei de Programação Militar e alinhando-se com a nova meta da NATO de 5% do PIB até 2035.

Portugal vai aumentar significativamente o investimento na área da Defesa, com a alocação de mais mil milhões de euros até ao final de 2025. A decisão foi anunciada pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, que explicou que este reforço se destina a aquisições de equipamentos, melhorias em infraestruturas e valorização dos recursos humanos militares, antecipando metas previstas na atual Lei de Programação Militar.

A revelação foi feita no final da cimeira de Chefes de Estado e de Governo da NATO, realizada em Haia, nos Países Baixos. Montenegro afirmou que o Governo está a avaliar a possibilidade de acelerar alguns dos compromissos definidos na Lei de Programação Militar, priorizando objetivos considerados estratégicos para o reforço das capacidades das Forças Armadas. O Executivo promete, para breve, a identificação concreta das áreas que receberão este acréscimo de investimento.

Apesar da ambição, o Primeiro-Ministro sublinhou que atingir a meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em investimento na Defesa continua a ser um desafio. Isto deve-se, em grande parte, à complexidade dos processos de aquisição de material militar, que exigem prazos de entrega significativamente mais longos do que os habituais noutras áreas. Por isso, o Governo está a agilizar procedimentos e a reforçar relações com fornecedores, embora admita que os resultados não serão imediatos.

O reforço orçamental insere-se numa estratégia mais ampla, que envolve vários ministérios – nomeadamente os da Defesa, Negócios Estrangeiros, Economia, Ciência e Inovação, e Ambiente e Energia. O objetivo passa por potenciar a dupla utilização – civil e militar – de muitos dos investimentos a realizar, maximizando o seu impacto e aplicabilidade.

Até 2029, o plano nacional prevê um crescimento progressivo do investimento em Defesa, com valores que ultrapassam os 2% do PIB. A meta final é atingir os 5% até 2035, em linha com a nova orientação aprovada na cimeira da NATO. A abordagem portuguesa prevê uma subida gradual, sustentada por sucessivos orçamentos e ciclos legislativos, numa lógica de continuidade política e de diálogo com as principais forças da oposição, que já foram envolvidas no processo de preparação da cimeira.

Luís Montenegro destacou ainda os primeiros passos já dados, nomeadamente a valorização financeira das carreiras nas Forças Armadas, incluída no Orçamento do Estado para 2025, medida que visa reforçar a atratividade e retenção de pessoal qualificado no setor da Defesa. Segundo o chefe do Governo, esta aposta só é possível graças ao atual equilíbrio das contas públicas, que permite avançar com investimentos sem comprometer outras áreas fundamentais do Estado.

A nova meta da NATO estabelece que, até 2035, os países membros deverão atingir os 5% do PIB em investimento na área da Defesa, incluindo tanto despesas militares clássicas – como treino e aquisição de equipamentos – como investimentos indiretos com aplicação dual, nomeadamente em cibersegurança, resiliência estratégica e prontidão. Dentro desse valor, 3,5% devem corresponder a despesa militar direta, enquanto os restantes 1,5% referem-se a aplicações com impacto civil e militar.

Google alerta sobre o crescimento das fraudes digitais

Enquanto as fraudes digitais disparam, a Google reforçou a proteção com novas ferramentas. Mas será que todos os utilizadores estão igualmente preparados?

As fraudes digitais são uma constante diária difícil de evitar. Sejam mensagens de texto fraudulentas, e-mails suspeitos ou chamadas de números falsos, os ataques multiplicam-se — e com eles, os prejuízos. De acordo com dados do FBI, só em 2023 as vítimas de fraudes digitais perderam cerca de 16,6 mil milhões de dólares, um aumento de 33% em relação ao ano anterior – dados correspondentes aos Estados Unidos da América.

O fenómeno não está confinado a uma plataforma, já que a mesma chega por SMS, redes sociais, e-mail e até por chamadas automáticas. Um estudo recente da Morning Consult, em parceria com a Google, revelou que mais de 60% dos consumidores nos Estados Unidos já foram alvo de tentativas de fraude digital. E há mais: cerca de um terço admite ter sofrido um roubo de dados pessoais. Apesar de tudo, há sinais positivos e a maioria dos utilizadores começa a ganhar “faro” para essas fraudes. Mais de 80% dos inquiridos dizem sentir-se capazes de reconhecer tentativas de fraude, quer por desconfiarem de links estranhos, mensagens com pedidos urgentes ou exigências de dados sensíveis. No entanto, a forma como cada um se protege destas ameaças varia muito consoante a geração.

Os utilizadores mais experientes, como os pertencentes à Geração X e aos baby boomers, mantêm-se fiéis a métodos clássicos, como palavras-passe complexas, autenticação em dois passos e, por vezes, até papel e caneta para guardar logins. Embora eficazes até certo ponto, estas soluções já não acompanham a sofisticação dos atuais ataques, especialmente quando as mesmas credenciais são reutilizadas em várias contas. Por outro lado, os mais jovens — especialmente a Geração Z — estão a adotar formas de proteção mais modernas. Muitos já não utilizam as passwords tradicionais, preferindo autenticação por impressão digital, reconhecimento facial ou login com contas de serviços como a Google. Isto permite-lhes não só maior segurança, mas também comodidade, já que centralizam os acessos a partir de um único serviço e reduzem o risco de esquecimento ou fuga de dados.

A Google afirma estar atenta a estas mudanças de comportamento e tem apostado forte na integração de ferramentas de segurança nos seus serviços. O Gmail, por exemplo, bloqueia automaticamente mais de 99,9% das tentativas de phishing, spam e malware antes sequer de chegarem ao utilizador. No Android, funcionalidades como o “Call Screen” ajudam a filtrar chamadas suspeitas, enquanto mensagens SMS são analisadas em tempo real para detetar esquemas de burla. Para além disso, o gestor de passwords da Google passou a ser mais do que um simples repositório, alertando os utilizadores sempre que uma das suas credenciais é comprometida, sugere passwords seguras e preenche os dados automaticamente. A empresa também está a promover o uso das chamadas PassKeys, uma solução que dispensa passwords e permite iniciar sessão com recurso a dados biométricos, como a impressão digital ou o rosto. A promessa é simples: mais segurança, menos complicações.

Utilização das PassKeys (Fonte: Google)

No final, a proteção online não é apenas uma questão de tecnologia — é também uma questão de hábito. Seja qual for a geração, o essencial é manter-se informado, adotar boas práticas e estar atento aos sinais. Os ataques estão cada vez mais sofisticados, mas também existem mais ferramentas ao nosso dispor para os evitar. A chave está em saber utiliza-las.

Como ler a etiqueta energética dos smartphones e tablets?

Os smartphones e tablets vendidos na União Europeia passam a contar com uma etiqueta energética com informações detalhadas sobre consumo e durabilidade.

O dia 20 de junho de 2025 assinalou um marco na regulação ambiental europeia, já que foi nesse dia que entrou oficialmente em vigor o Regulamento (UE) 2023/1669, que tornou obrigatório a etiqueta energética para smartphones e tablets comercializados no espaço da União Europeia.

A medida tem como principal objetivo promover uma escolha mais informada e consciente por parte dos consumidores, ao disponibilizar dados claros sobre a eficiência energética, durabilidade e capacidade de reparação dos dispositivos. O regulamento, publicado em junho de 2023, expande o âmbito do anterior Regulamento (UE) 2017/1369, alargando-o a novas categorias de produtos tecnológicos.

Objetivos do novo regulamento europeu

Este novo enquadramento legislativo visa reduzir o impacto ambiental dos dispositivos móveis através de duas vertentes principais:

  1. Informar os consumidores com dados padronizados e comparáveis sobre eficiência energética e durabilidade, permitindo escolhas de compra mais sustentáveis;
  2. Incentivar as fabricantes a conceber e produzir equipamentos com menor impacto ambiental, maior eficiência energética, vida útil prolongada e facilidade de reparação.

A novidade mais visível trazida pelo regulamento é a própria etiqueta energética, que passa agora a ser obrigatória nos smartphones e tablets vendidos na União Europeia. Esta etiqueta, semelhante às já utilizadas noutros eletrodomésticos, apresenta um conjunto alargado de informações técnicas.

No topo, surge a bandeira da União Europeia e a inscrição “ENERGY”, acompanhadas por um código QR que remete para uma ficha técnica detalhada no portal europeu EPREL. Seguem-se o nome da marca e a referência do modelo. A parte central da etiqueta exibe a escala de eficiência energética, classificada de A (mais eficiente) a G (menos eficiente), com a classe atribuída ao produto claramente destacada. Abaixo, encontra-se um campo com a autonomia da bateria em horas e minutos, medida com base em testes laboratoriais padronizados. Por exemplo, um dispositivo com uma autonomia de 15h35min poderá ser utilizado continuamente até necessitar de nova carga.

Exemplo da nova etiqueta energética para smartphones e tablets
Exemplo da nova etiqueta energética para smartphones e tablets

Quatro indicadores adicionais

Na secção inferior da etiqueta surgem quatro parâmetros técnicos adicionais, de leitura menos imediata, mas de grande relevância para a durabilidade e sustentabilidade do dispositivo:

  • Classe de resistência a quedas: indica quantas quedas de 1 metro o dispositivo suporta sem danos funcionais.
  • Vida útil da bateria (em ciclos): especifica o número de ciclos de carga garantidos antes da capacidade descer abaixo dos 80% do valor nominal.
  • Classe de reparabilidade: baseada num índice que vai de A (mais fácil de reparar) a E (mais difícil de reparar), tendo em conta critérios como a disponibilidade de peças sobresselentes durante sete anos após a descontinuação do modelo.
  • Índice de proteção (IP): representa o grau de proteção contra poeiras e líquidos, com dois dígitos – o primeiro (0–6) refere-se à proteção contra partículas sólidas; o segundo (0–9) indica a resistência à penetração de líquidos.

Para mais detalhes, os interessados podem consultar o regulamento completo através do portal oficial da Comissão Europeia ou aceder diretamente à base de dados EPREL.