Lançamento da Nintendo Switch 2 torna-se no mais bem-sucedido da história da Nintendo

A Nintendo Switch 2 ultrapassou os dez milhões de unidades vendidas em apenas quatro meses, tornando-se a consola com o arranque mais rápido de sempre na história da Nintendo.

A Nintendo revelou que a Nintendo Switch 2 alcançou 10,36 milhões de unidades vendidas entre junho e setembro de 2025, superando largamente o desempenho inicial do modelo original. Shuntaro Furukawa, atual presidente da Nintendo afirma que a consola “está a crescer ao ritmo mais rápido alguma vez registado” no catálogo da marca, tendo confirmando já no passado que a produção será aumentada para responder à procura, que continua acima das previsões.

De acordo com o mais recente relatório financeiro da Nintendo, 84% dos utilizadores da nova consola já possuía uma Nintendo Switch anterior, sendo que 16% são, então, novos compradores. Mario Kart World, incluído em alguns pacotes de lançamento, destaca-se por ser o título mais adquirido, com quase dez milhões de cópias vendidas desde junho. E Donkey Kong Bananza também registou uma forte procura, ultrapassando os dois milhões de unidades nas primeiras semanas.

Furukawa refere ainda que a Nintendo mantém a venda dos modelos anteriores da consola, que continuam a ter “um desempenho estável” mesmo após a chegada da sucessora.

O lançamento da Nintendo Switch 2 impulsionou uma forte subida das receitas da empresa durante o primeiro semestre fiscal de 2025, levando à revisão em alta das previsões de vendas e lucros até ao final do ano. A marca prevê ainda vender cerca de 19 milhões de consolas Nintendo Switch 2 até março de 2026, o final do ano fiscal, apoiada numa linha crescente de jogos exclusivos e no reforço da produção mundial.

Call of Duty: Black Ops 7, Winter Burrow e Dead Static Drive chegam ao Xbox Game Pass em novembro

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As novidades incluem ainda Voidtrain, Great God Grove e outros títulos indie e cooperativos.

A Microsoft anunciou a vaga de jogos que chegam ao Xbox Game Pass na primeira quinzena de novembro, com destaque para Call of Duty: Black Ops 7, que chega ao serviço no dia de lançamento a 14 de novembro na Cloud, consolas e PC via Game Pass Ultimate e PC Game Pass. O novo capítulo da série, desenvolvido pela Treyarch e pela Raven Software, inclui campanha cooperativa, modos multijogador e o regresso de Zombies.

Também em destaque encontra-se Winter Burrow, com lançamento direto a 12 de novembro no Game Pass Ultimate e PC Game Pass. Trata-se de sobrevivência e reconstrução num cenário gelado, com ênfase em recolha de recursos e interação com habitantes locais. Mas antes disso, a 5 de novembro, chega Dead Static Drive, descrito como um “Grand Theft Cthulhu”, também tem entrada direta no dia de lançamento no Game Pass Ultimate e PC Game Pass.

Em baixo, podem ficar a conhecer a lista completa de entradas confirmadas para o início de novembro:

  • Dead Static Drive – 5 de novembro (Cloud, Consola e PC) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass
  • Sniper Elite: Resistance – 5 de novembro (Cloud, Consola e PC) – Game Pass Premium
  • Egging On – 6 de novembro (Cloud, PC e Xbox Series X|S) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass
  • Whiskerwood – 6 de novembro (PC) – PC Game Pass, Game Pass Ultimate
  • Voidtrain – 7 de novembro (Cloud, PC e Xbox Series X|S) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass, Game Pass Premium
  • Great God Grove – 11 de novembro (Cloud, PC e Xbox Series X|S) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass, Game Pass Premium
  • Lara Croft and the Temple of Osiris – 11 de novembro (Cloud, Consola e PC) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass, Game Pass Premium
  • Pigeon Simulator – 11 de novembro (Cloud, PC e Xbox Series X|S) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass
  • Relic Hunters Legend – 12 de novembro (Cloud, Consola e PC) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass, Game Pass Premium
  • Winter Burrow – 12 de novembro (Cloud, Consola e PC) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass
  • Call of Duty: Black Ops 7 – 14 de novembro (Cloud, Consola e PC) – Game Pass Ultimate, PC Game Pass

Como habitual, há também saídas agendadas. A 15 de novembro deixam o serviço os seguintes jogos, que podem ser adquiridos com 20% de desconto até à data de remoção:

  • Blacksmith Master (Game Preview) – Cloud, Consola e PC
  • Football Manager 2024 (PC) – PC Game Pass
  • Football Manager 2024 Console Edition – Cloud, Consola e PC
  • Frostpunk – Cloud, Consola e PC
  • Spirittea – Cloud, Consola e PC
  • S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chernobyl – Cloud, Consola e PC

Nova atualização do PlayStation Portal já deixa jogar via Cloud alguns jogos digitais da biblioteca

O PlayStation Portal fica mais independente da PlayStation 5, com os jogadores a poderem aceder a jogos disponíveis na sua biblioteca pessoal.

O PlayStation Portal prepara-se para receber finalmente o suporte completo de Cloud Streaming, sem depender da PlayStation 5 ligada ou do catálogo do PlayStation Plus, permitindo jogar diretamente da nuvem tanto os títulos incluídos no catálogo do serviço como os jogos digitais adquiridos ou pertencentes à biblioteca pessoal. Embora ainda requeira uma subscrição Premium ativa.

Até agora, a utilização do PlayStation Portal dependia do uso da consola física ligada à rede para jogar os jogos pessoais, através do Remote Play. Com esta atualização, passa a ser possível aceder diretamente aos servidores da PlayStation, tornando possível jogar sem ligação à consola e em qualquer lugar com cobertura de rede Wi-Fi.

Esta funcionalidade tem, contudo, algumas limitações, ou seja, nem toda a biblioteca da PlayStation poderá ser jogada via Cloud. Ainda assim, a PlayStation promete uma oferta de “milhares de jogos”, incluindo Astro Bot, Final Fantasy VII Rebirth, Fortnite, Grand Theft Auto V, Resident Evil 4 e Borderlands 4. O catálogo de streaming inclui ainda centenas de títulos disponíveis no PlayStation Plus, como Cyberpunk 2077, God of War Ragnarök, Hogwarts Legacy, Sword of the Sea e The Last of Us Part II Remastered. No fundo, espera-se que a incompatibilidade com o Cloud Streaming seja reduzida.

Esta atualização também se faz acompanhar de uma nova interface, dividida em três separadores, o Remote Play, Cloud Streaming e Pesquisa. O primeiro mantém a ligação à consola emparelhada, o segundo permite aceder diretamente ao modo de streaming e o terceiro serve, obviamente, para procurar. Caso o utilizador não possua um determinado jogo, o sistema apresenta um código QR que encaminha para a PlayStation App ou para a loja online.

Há ainda um conjunto de novidades técnicas que chegam ao PlayStation Portal, entre eles, a inclusão de suporte para áudio 3D em jogos compatíveis, bloqueio por código de acesso, um ecrã de estado de rede e novas opções de acessibilidade para o streaming, incluindo leitor de ecrã e ajuste do tamanho do texto. O dispositivo suporta também convites de jogo durante o streaming e compras dentro do jogo, sem interrupção da sessão.

Como é óbvio, para tirar partido das capacidades do PlayStation Portal, são necessários alguns requisitos para o bom funcionamento do Cloud Streaming, com a Sony a apontar para uma ligação Wi-Fi mínima de 5 Mbps, e uma recomendada uma velocidade de 15 Mbps para estabilidade.

Esta é a segunda grande atualização do PlayStation Portal, depois de no ano passado ter recebido a capacidade de Cloud Streaming de jogos do catálogo do Playstation Plus Premium.

Warhammer 40,000: Boltgun e Vampire Survivors fundem-se em Warhammer Survivors para PC

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Os estúdios responsáveis por Boltgun e Vampire Survivors apresentaram um novo roguelite de ação inspirado no universo Warhammer 40,000.

A Auroch Digital anunciou Warhammer Survivors para PC, que como o nome sugere leva o universo de Warhammer 40,000 para um jogo ao estilo de Vampire Survivors. E não é para menos, não fosse a Auroch Digital – responsável pela produção de Warhammer 40,000: Boltgun -, contar com a colaboração da poncle, a criadora de Vampire Survivors.

Warhammer Survivors é descrito como um jogo inspirado na fórmula muito fácil de pegar de Vampire Survivors, onde o jogador simplesmente se move pelo ecrã, com disparos automáticos, limpando hordas intermináveis e inimigos, com power ups aleatórios para escolher e evoluir, de forma a tornar cada sessão tão caótica como eficaz.

Sendo temático ao universo Warhammer, os jogadores poderão escolher entre diversos campeões icónicos da saga, cada um com armas e atributos distintos, com um elenco que se expande também ao universo Warhammer: Age of Sigmar.

Cada cenário do jogo representa uma arena com inimigos próprios e o sistema de progressão permitirá desbloquear personagens, armas e relíquias ao longo das partidas, tal como seria esperar do jogo em que se inspira, Vampire Survivors.

Supervisionado pela Games Workshop, o novo roguelite de ação está a ser desenvolvido para PC, via Steam, com lançamento previsto para 2026.

A Nintendo lança nova aplicação móvel dedicada à Nintendo Store com funcionalidades úteis

Para além de servir de um novo local para compras oficiais da Nintendo, a nova aplicação Nintendo Store apresenta registos detalhado da atividade de jogo nas consolas.

A Nintendo lançou a nova aplicação móvel Nintendo Store para iOS e Android, com o objetivo de reunir num único sítio o acesso à loja oficial e a várias funcionalidades ligadas à conta Nintendo dos jogadores. A aplicação sucede à My Nintendo App, lançada originalmente no Japão em 2020, que foi agora atualizada e disponibilizada no resto do mundo.

Esta é a quinta grande aplicação lançada recentemente pela Nintendo, deixando ainda de parte funções como o controlo parental, um player de música, um feed de anúncios exclusivos ou de complemento à experiência Nintendo Switch, funções essas que existem todas em aplicações separadas, na Nintendo Switch Parental Controls, Nintendo Music, Nintendo Today! e Nintendo Switch App, respetivamente.

Ainda assim, a Nintendo Store App apresenta-se com funcionalidades que não devem ser ignoradas. Esta serve de porta alternativa ao universo Nintendo, permitindo navegar pelo catálogo da My Nintendo Store, onde é possível comprar consolas Nintendo Switch e Nintendo Switch 2, jogos em formato físico e digital, acessórios e outros produtos oficiais. No entanto, em alguns países, a venda de artigos físicos poderá não estar disponível.

Há uma funcionalidade nova que se destaca para os jogadores Nintendo, o registo da atividade de jogo, que apresenta finalmente o tempo total e as sessões registadas por jogo, associadas à conta Nintendo. Um registo particularmente impressionante, já que permite também consultar a atividade anterior nas consolas Nintendo 3DS e Nintendo Wii U, desde que o Nintendo Network ID esteja ligado à conta principal. Esta opção oferece um nível de detalhe superior ao do já existente nos sistemas operativos das Nintendo Switch e Nintendo Switch 2, que apenas indica uma estimativa aproximada de horas jogadas.

A aplicação inclui ainda uma secção de notícias e atualizações sobre jogos e eventos da Nintendo, bem como notificações de promoções e a possibilidade de efetuar check-ins em eventos oficiais, com recompensas associadas.

Novo financiamento de 51,5 milhões reforça o programa E-Lar

Após 40 mil candidaturas em seis dias, o programa E-Lar recebe um reforço de 51,5 milhões de euros, aprovado no âmbito do PRR.

O Governo anunciou o reforço do programa E-Lar, com a abertura de um novo concurso público no valor de 51,5 milhões de euros, que entra em vigor a 2 de dezembro.

O primeiro concurso, lançado em outubro, registou uma procura muito elevada: cerca de 40.000 candidaturas foram submetidas em apenas seis dias, esgotando rapidamente a verba inicial de 30 milhões de euros. O novo financiamento resulta da reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), já aprovada pela Comissão Europeia, e visa dar resposta à forte adesão verificada na fase anterior.

Desde o arranque do programa, foram emitidos 21.000 vales, correspondentes a um total de 17 milhões de euros. Deste montante, cerca de 4.000 vales já foram utilizados pelas famílias para substituir equipamentos a gás por alternativas elétricas mais eficientes, em consonância com os objetivos de descarbonização e de eficiência energética definidos pelo Governo.

Ponta Delgada acolhe o Alto Visconde, novo projeto habitacional do Grupo Arliz

Ponta Delgada recebe o Alto Visconde, condomínio com 47 frações, piscina comum e penthouses com jacuzzi.

Nos Açores, um novo projeto imobiliário está a ganhar forma e promete marcar o panorama residencial de Ponta Delgada. Chama-se Alto Visconde e ergue-se na Rua Nova do Visconde, na freguesia de São Pedro, numa das zonas mais centrais e valorizadas da cidade. O empreendimento, concebido pelo gabinete Lousinha Arquitectos e promovido e construído pelo Grupo Arliz, distingue-se pela aposta em conforto, qualidade e vistas abertas sobre o Atlântico.

O conjunto é composto por dois blocos residenciais que integram um total de 47 apartamentos: nove T1, vinte e oito T2, sete T3 e três T4, com áreas entre 58,30 m² e 332,10 m². As habitações distribuem-se por sete pisos, complementados por dois níveis subterrâneos destinados a estacionamento. Nas penthouses, os terraços privativos incluem jacuzzis com vista de mar, enquanto um dos apartamentos dispõe de piscina exclusiva. Os restantes moradores terão acesso a uma piscina comum, com zona de lounge e área ajardinada.

O Alto Visconde inclui ainda uma sala multiusos equipada com kitchenette, instalações sanitárias e espaços adaptáveis para reuniões ou celebrações, bem como uma área de fitness. As infraestruturas de apoio contemplam lugares de garagem, incluindo opções para residentes com mobilidade reduzida, zona de lavagem de viaturas, pré-instalação para carregamento de veículos elétricos e arrecadações privativas.

Todas as frações dispõem de ar condicionado em todas as divisões e cozinhas em open space equipadas com placa de indução, forno, frigorífico combinado, máquina de lavar louça e micro-ondas. A vertente da sustentabilidade está também presente, com a utilização de materiais ecológicos e recicláveis, bombas de calor e painéis fotovoltaicos, que garantem maior eficiência energética ao edifício.

Tormented Souls II Review: Em terras familiares

Tormented Souls II traz algumas novidades de peso que melhoram significativamente a jogabilidade da série, mas a sua falta de inovação e dependência na nostalgia retiram-lhe a surpresa e encanto que teria há cinco anos.

O género terror caminha para uma nova revolução. Esta é uma previsão que poderá não se cumprir na totalidade, muito devido aos tempos incertos na indústria dos videojogos, mas é o passo lógico para um género que se vê lentamente sem a presença necessária de homenagens e reinterpretações de séries adormecidas. Com Resident Evil cada vez mais popular, com remakes e novos títulos a reconquistarem os fãs nestes últimos seis anos, e Silent Hill a sair da sua hibernação – tal como Project Zero, que se prepara para receber o há muito aguardado remake de Crimson Butterfly -, as séries clássicas recuperaram o trono que havia sido tomado por estúdios e projetos independentes que se muniram da nostalgia para revigorar o género moribundo. Sem essa necessidade de homenagear o passado, qual será o próximo passo para o género? O único caminho é a evolução.

Se olharmos para Crow Country, Sorry We’re Closed e Silly Polly Beast, entre outros, podemos ver o género a querer quebrar as amarras dos sistemas e funcionalidades que associamos ao passado. As câmaras pré-definidas são utilizadas, mas a sua função é agora mais cinematográfica; a jogabilidade tornou-se mais imediata e centrada na personalização ou então na utilização de armas pouco convencionais; e as campanhas procuram uma modernização saudável, ora apostando em mundos mais expansivos com NPC e um sistema de diálogo mais próximo de um jogo narrativa, ora introduzindo sequências de ação que destoam corajosamente da experiência de terror. Perante esta tentativa de conciliar o passado com o futuro, encontramos Tormented Souls II, um bom jogo de terror, um salto significativo em comparação ao primeiro título e uma demonstração clara do quão a Dual Effect domina esta vertente de homenagem a Resident Evil e Silent Hill, mas cujo futuro fica agora por determinar.

É injusto dizer que Tormented Souls II é uma experiência vazia ou muito menos marcante do que o primeiro título da Dual Effect, mas o seu impacto é, de facto, menor. Isto é uma tragédia. A sequela é um salto evolucionário em vários sentidos, com melhor sistema de combate, navegação mais ponderada – com melhor level design e utilização dos ângulos pré-definidos –, um sistema de iluminação mais detalhado, novas mecânicas e até um elemento mais sobrenatural que nos permite visitar versões alternativas de algumas das suas zonas. No entanto, a Dual Effect insiste em inimigos que pecam pela AI e que são demasiado resistentes para manter o combate divertido ou tenso, invalidando quase por completo os confrontos corpo a corpo. A utilização da escuridão, à semelhança do primeiro jogo, continua a servir mais como barreira de progresso do que como uma funcionalidade inventiva e assustadora.

Talvez o maior erro de Tormented Souls II seja permanecer confortavelmente no seu lugar, conseguindo assumir-se como uma evolução e a sua própria estagnação, num género que parece estar cada vez mais interessado em evoluir. É um desfecho algo injusto, mas Tormented Souls II não peca por ser um bom jogo, antes por ser seguro.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela PQube.

Steam Deck recebe finalmente um modo de downloads com ecrã desligado

A Steam Deck fica agora mais conveniente de se usar, ao permitir downloads com o ecrã desligado através de um novo modo de baixo consumo.

A Valve lançou uma nova atualização para a Steam Deck que introduz um novo modo de downloads com o ecrã inativo. Para já disponível nos canais Beta e Antevisão, a funcionalidade permite concluir downloads de jogos e de atualizações sem manter o ecrã ligado, reduzindo o consumo energético e evitando riscos de burn-in nos modelos OLED.

O novo modo de baixo consumo ativa-se automaticamente quando o dispositivo está a carregar e pode ser ligado manualmente em “Definições > Energia” para utilização com bateria. Durante uma transferência, ao pressionar o botão de energia é apresentada uma janela que pergunta se o utilizador pretende continuar o download com o ecrã desligado. Para além disso, o sistema agora também entra neste modo após um período de inatividade.

Quando a Steam Deck está em modo de download com o ecrã inativo, qualquer interação física, como pressionar um botão ou mover o dispositivo, apresenta um ecrã de estado com o progresso da transferência. Se estiver em bateria, o sistema suspende-se automaticamente quando o nível de carga desce abaixo dos 20 por cento.

Até agora, a Steam Deck não permitia descarregar jogos ou atualizações sem estar totalmente ligado. Na utilização diária, esta limitação obrigava os jogadores a esperar pelo fim das transferências ao ligar o equipamento e expunha os modelos OLED ao risco de burn-in, com o ecrã ativo durante longos períodos mesmo sem uso efetivo. Havia formas parciais de contornar o problema, como recorrer ao modo desktop, reduzir a luminosidade ou usar plugins para desligar o ecrã, mas a consola tinha de permanecer ligada. Assim, estes problemas ficam mitigados, com uma funcionalidade que aproxima a Steam Deck cada vez mais de consolas de jogos rivais.

Honda apresenta a WN7, a sua primeira mota verdadeiramente elétrica

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A primeira mota elétrica de grande produção da Honda promete unir desempenho, prazer e identidade.

A Honda acelerou a fundo rumo à era elétrica com a nova WN7, a sua primeira mota concebida de raiz para a mobilidade elétrica. Depois de anos de protótipos e promessas, a marca japonesa apresentou um modelo que não procura apenas converter motores a combustão, mas repensar o que significa pilotar uma mota Honda num mundo sem gasolina.

A WN7 promete ser o ponto de partida de uma nova geração de motas elétricas, criadas para oferecer emoção e acessibilidade, sem sacrificar o ADN da marca. A filosofia resume-se numa frase escolhida pela própria Honda: “Vive o dia a dia. Descobre o inesperado.”

Visualmente, a WN7 assume a herança estética dos roadsters naked da Honda, com linhas limpas, proporções equilibradas e um toque de agressividade contida. Os duplos faróis LED e o design minimalista sublinham a modernidade, enquanto a bateria centralizada garante uma distribuição de peso precisa. E sob a sua aparência contida, a WN7 esconde números que impressionam, com 50 kW de potência máxima (18 kW nominais) e 100 Nm de binário instantâneo. A aceleração promete ser tão fulminante quanto silenciosa, sem vibrações, sem trocas de mudanças, apenas impulso puro. A autonomia oficial ronda os 140 quilómetros, e o carregamento rápido CCS permite repor 80% da bateria em cerca de 30 minutos.

Honda WN7
Honda WN7

O quadro em alumínio leve e a transmissão por correia destacam a aposta na fiabilidade e baixa manutenção, enquanto o painel TFT de 5 polegadas com Bluetooth e os modos de condução Sport, Standard, Rain e Eco trazem a sofisticação digital ao quotidiano. Há ainda um sistema de travagem regenerativa ajustável, que recria a sensação de travão motor tradicional. A Honda tem planos para integrar conectividade em nuvem e inteligência artificial, permitindo que a WN7 aprenda com o condutor, ajuste a resposta do motor e otimize o consumo de energia conforme a rota e o estilo de condução.

Com chegada prevista à Europa em 2026 e preço estimado em 15.000€, a Honda WN7 posiciona-se frente a rivais como a Zero S e a Energica Experia.

Mercadona começa a contratar para a futura loja em Beja, que abre em 2026

A Mercadona iniciou o recrutamento para o supermercado de Beja, integrado no futuro Retail Park.

A Mercadona iniciou o processo de recrutamento para a nova loja que vai abrir em Beja em 2026, integrada no futuro Retail Park da cidade.

As candidaturas destinam-se à função de operador de loja. Todas as admissões incluem um período de formação remunerado desde o primeiro dia, com contrato efetivo. Durante esse período, a empresa assegura as despesas de alojamento, transporte e alimentação, bem como duas viagens mensais a casa para cada colaborador.

Com presença em 12 distritos, mais de de 65 supermercados e uma equipa que já ultrapassa os 7.000 trabalhadores, a Mercadona contratou mais 1.700 pessoas em 2024, reforçando a sua estrutura nacional.

No início de 2025, a Mercadona aplicou um aumento salarial de 8,5% a todos os trabalhadores, elevando o vencimento de entrada para 14.963,90€ brutos anuais, com progressão até 20.465,10€ em quatro anos. A estes valores acrescem o subsídio diário de alimentação, bem como suplementos por trabalho aos domingos, feriados e em horário noturno. Os colaboradores recebem ainda um prémio anual, equivalente a um salário extra após o primeiro ano completo, e de dois salários extra a partir do quarto ano de antiguidade.

Com esta tabela, o salário inicial supera em 23% o salário mínimo nacional, enquanto os profissionais com mais de quatro anos de casa recebem, em média, mais 68% do que o valor do Salário Mínimo Nacional.

De resto, relembrar que, para este mês, estão previstas duas inaugurações: uma na Alta de Lisboa, marcando a estreia da Mercadona na cidade, e outra no Amial.

Myiced lança novo menu de inverno com bebidas de matcha e chocolate quente

A Myiced renovou a carta de inverno com opções quentes e criativas, mantendo os clássicos como crepes, waffles e bubble teas.

A Myiced inaugurou a época fria com o lançamento do seu novo menu de inverno, uma proposta que une conforto e originalidade em torno de sabores reconfortantes. Entre as principais novidades, destaca-se o Matcha Latte, disponível nas versões quente e fria, bem como as novas combinações de Matcha com Morango e Matcha com Manga, fusões que equilibram o sabor intenso do chá japonês com um toque frutado e fresco.

Outra das apostas é o novo Chocolate Quente Myiced, preparado com leite cremoso e finalizado com um topping líquido à escolha. Para quem procura algo fora do comum, surge o Choco Float, uma criação que conjuga a textura quente do chocolate com a frescura do Frozen Yogurt da marca, num contraste pensado para surpreender.

De acordo com João Gouveia, gestor da Myiced, o objetivo deste menu é continuar a inovar sem perder o espírito criativo que caracteriza a marca: “O matcha é uma tendência global, e o Choco Float mostra que até uma bebida quente pode ser reinventada de forma divertida e inesperada.”

Apesar das novidades, a Myiced mantém na sua carta os produtos que conquistaram um público fiel ao longo do ano, entre eles crepes, waffles, panquecas, bubble teas, gelados vegan, açaí e frozen yogurt sem açúcar nem lactose, acompanhados da habitual variedade de toppings.

O novo menu de inverno já se encontra disponível nas lojas Myiced de todo o país e nas principais plataformas de entrega ao domicílio.

Motorola apresenta os novos moto buds bass 

Os novos moto buds bass oferecem áudio Hi-Res, ANC adaptativo e até 43 horas de reprodução.

A Motorola reforçou a sua presença no segmento de áudio com o lançamento dos novos moto buds bass, integrados na linha moto things. Segundo a marca, os novos auriculares apostam num desempenho sólido e num som encorpado, pensado para acompanhar o ritmo do quotidiano, oferecendo graves intensos e agudos definidos.

Os auriculares garantem até nove horas de reprodução contínua com uma única carga e uma autonomia total de 43 horas com o estojo de carregamento. A função de carregamento rápido permite ainda usufruir de cerca de duas horas de utilização após apenas dez minutos ligados à corrente.

Cada unidade integra um sistema de três microfones equipado com tecnologia CrystalTalk AI, que melhora a clareza das chamadas ao eliminar o eco, reduzir o ruído ambiente e minimizar o som do vento. O design inclui um revestimento resistente à água, preparado para enfrentar salpicos, chuva e o desgaste natural do uso diário.

Os drivers dinâmicos de 12,4 mm, calibrados para realçar os graves, contam com certificação Hi-Res Audio, garantindo uma reprodução sonora de alta fidelidade, com três vezes mais informação do que o formato de CD. Já o cancelamento dinâmico ativo de ruído (ANC) oferece isolamento até 50 dB, com uma faixa de atuação que cobre 4 kHz. O sistema é adaptativo, ou seja, ajusta automaticamente o nível de cancelamento conforme o ambiente, embora seja possível optar por configurações manuais. Já o modo de transparência permite manter a perceção do que se passa ao redor sem remover os auriculares.

Os moto buds bass chegam ao mercado português com um PVP de 59,99€, mas o melhor de tudo é que já os conseguem encontrar em algumas lojas por pouco mais de 30€.

Motorola Edge 70 chega a Portugal com design ultrafino e autonomia anunciada de 50 horas

Com menos de 6 mm, o Motorola Edge 70 é o novo topo de gama “acessível” da marca.

A Motorola vive um período de forte crescimento global e de renovada relevância no setor móvel, impulsionada por uma estratégia que alia inovação tecnológica, design e uma ligação cada vez mais sólida a um público jovem. Portugal não é exceção: o país tornou-se um dos mercados em que a marca mais tem crescido, com 68% dos compradores abaixo dos 35 anos e um interesse crescente pela linha Edge, que tem vindo a afirmar-se como a mais sofisticada do portefólio. Foi neste contexto que o Echo Boomer esteve recentemente presente numa sessão de pré-briefing exclusiva, onde a marca apresentou o seu novo modelo, o Motorola Edge 70.

Com o lema “impossivelmente fino e incrivelmente inteligente”, o Edge 70 posiciona-se como um dos equipamentos mais elegantes do mercado. Com menos de seis milímetros de espessura e menos de 160 gramas de peso, o dispositivo impressiona pela leveza, mas mantém uma construção sólida: cumpre normas militares de resistência, possui certificações IP68 e IP69, utiliza vidro Gorilla Glass 7 e foi projetado para resistir a quedas até 1,5 metros, temperaturas entre -30 °C e 70 °C e altitudes de 4.500 metros. O corpo é produzido em nylon reciclado, reforçando a aposta da Motorola em materiais sustentáveis, e o design foi desenvolvido em colaboração com a Pantone, que também validou as cores.

Na verdade, o Motorola Edge 70 vem introduzir uma nova linguagem visual na família Edge, com detalhes metálicos e um design mais premium, diferenciando-se da gama Moto G. Segundo a marca, este será o primeiro de uma nova geração de produtos que reforçam o equilíbrio entre design, autonomia e acessibilidade, pilares centrais da estratégia da Motorola para os próximos anos.

Quanto ao ecrã, temos um painel AMOLED de 6,7 polegadas com resolução 1.5K, HDR10+ e taxa de atualização de 120Hz, enquanto o áudio é garantido por altifalantes estéreo com certificação Dolby Atmos. A Motorola incluiu também a tecnologia “water touch”, que permite o uso do ecrã mesmo com os dedos molhados. No interior, tem o processador Snapdragon 7 Gen 4 que oferece 27% mais desempenho gráfico do que o seu antecessor, o GPU Adreno 722, acompanhado por um sistema de refrigeração por câmara de vapor que assegura um controlo térmico mais eficiente, e há também 12GB de RAM (expansíveis até 24GB com RAM Boost) e 512GB de armazenamento.

Outro dos maiores destaques é a bateria de silício-carbono de 4.800 mAh, a primeira deste tipo num smartphone da marca, que afirma que esta tecnologia oferece 20% mais eficiência face à concorrência direta, mantendo o formato ultrafino. A autonomia anunciada é de até 50 horas – durante a apresentação foram mostradas as etiquetas energéticas, com o Edge 70 a alcançar o topo da escala -, pelo que estou muito curioso para constatar esta afirmação. O smartphone é também compatível com carregamento rápido TurboPower de 68 W.

Na fotografia, o Edge 70 aposta num sistema triplo de câmaras de 50MP, com dois sensores traseiros e uma câmara frontal de igual resolução. A reprodução cromática foi validada pela Pantone, garantindo tons de pele realistas e cores equilibradas. A câmara principal recorre ao Moto AI, a inteligência artificial desenvolvida pela Motorola, para ajustar automaticamente contraste e saturação e criar estilos fotográficos personalizados, as chamadas “assinaturas” visuais. A ultra grande-angular grava em 4K com estabilização, e o terceiro sensor atua como módulo híbrido 3-em-1, otimizado para fotografia em baixa luminosidade, uma área onde a marca quis concentrar esforços, dado que, de acordo com a Motorola, mais de 60% das fotografias captadas pelos utilizadores são tiradas em condições de pouca luz.

Mas claro, o Moto AI não se limita à fotografia. Está presente em todo o sistema operativo e inclui novas ferramentas como o Playlist Studio e Image Studio, que permitem criar playlists automáticas ou editar imagens por comando de voz. Há ainda um botão lateral dedicado à IA, além da possibilidade de personalizar o botão de energia para aceder rapidamente ao Google Gemini.

O Edge 70 chega com Android 16 e promete cinco anos de atualizações de segurança, com suporte até Android 20 ou 21. Em Portugal, o smartphone tem um preço de 799€ e, entre 5 de novembro e 31 de dezembro, incluirá um bundle promocional avaliado em 319€, composto pelos Moto Buds Loop, Moto Watch Fit, Moto Tag e, ainda, um carregador de tomada de 68W, numa campanha que abrange Black Friday e Natal. Trata-se da primeira campanha europeia coordenada pela marca.

OPPO Find X9 Review: Fotos e bateria incríveis

O OPPO Find X9 é a definição de equilibro e harmonia, ao oferecer um desempenho de topo, num pacote completo que surpreende em quase todas as suas características.

Todos sabem que o design de um smartphone vai muito além da sua estética, já que é a forma como o dispositivo comunica a sua identidade. No caso do OPPO Find X9, este demonstra elegância funcional, atenção ao detalhe e uma sobriedade distinta, pensada para um público exigente e maduro. A OPPO reformulou completamente a linguagem de design face ao modelo anterior, onde abandonou o enorme módulo circular da câmara e optou por algo mais discreto e integrado, agora deslocado para o canto superior esquerdo e perfeitamente alinhado com o perfil do aparelho. O resultado é uma geometria limpa, com uma lógica de equilíbrio visual e funcional. Pessoalmente, considero esta mudança muito bem-vinda, e confesso que já estava um pouco cansado dos módulos de câmara gigantes, que, na minha opinião, prejudicam tanto a estética como a ergonomia.

A moldura lateral é em alumínio com acabamento acetinado, plana, mas com bordas ligeiramente angulares, o que melhora a aderência sem sacrificar as linhas elegantes. A traseira é de vidro com acabamento fosco e toque suave, resistente a impressões digitais. A versão que testei conta com a cor Preto Espacial, a única disponível, com um look profissional e uma textura mate que remete para um design industrial, com um excelente acabamento e que transmite a sensação de um produto verdadeiramente premium, feito para durar. E falando em durabilidade, o Find X9 conta com a certificação IP68, e isso significa que tem resistência a pó e água. E como o design não se resume ao aspeto físico, a marca introduziu o Snap Key, situado na lateral esquerda, que é um botão multifunções totalmente personalizável. Por predefinição, esse botão dá acesso rápido à nova função “Espaço Mental”, pode ser configurado para diversas tarefas, como abrir a câmara, tirar capturas de ecrã, ligar a lanterna, iniciar gravações de voz ou abrir aplicações.

Em termos de dimensões, o Find X9 consegue surpreender apesar da sua enorme bateria de 7025mAh, já que se mantém surpreendentemente fino, com apenas 7,99 mm de espessura e pesa 203 gramas. É um peso considerável, mas está tão bem distribuído que o telefone nunca parece desequilibrado. Se o preço a pagar por uma bateria tão generosa num corpo tão compacto é um ligeiro aumento no peso, diria sem hesitar que compensa. Por fim, o sensor de impressões digitais ultrassónico 3D, embutido no ecrã, que de acordo com a OPPO é 35% mais rápido e 33% mais preciso do que os leitores óticos anteriores. Funciona mesmo com os dedos húmidos ou sujos e, o mais importante, está colocado na posição certa.

O ecrã do OPPO Find X9 oferece uma qualidade visual que o coloca entre os melhores do mercado. Trata-se de um ecrã LTPO OLED de última geração, com 6,59 polegadas, resolução 1.5K (2760 x 1256 pixeis) e uma densidade de cerca de 460 ppi. A tecnologia LTPO permite uma taxa de atualização variável entre 1 e 120 Hz, com uma adaptação fluida e precisa ao conteúdo apresentado. Mas o que se destaca realmente é o seu brilho. O ecrã do Find X9 atinge uns impressionantes 3600 nits de pico em modo HDR, um valor que, até ao momento, o coloca entre os mais brilhantes do setor. Na prática, isto traduz-se numa visibilidade impecável, mesmo sob luz solar direta, e num contraste extraordinariamente elevado. A reprodução de conteúdos HDR é soberba em conteúdos múltimédia, já em SDR, o modo HBM permite ultrapassar os 1000 nits, garantindo uma legibilidade exemplar em qualquer ambiente.

A precisão cromática é outro ponto onde o X9 se destaca. O painel cobre 100% do espaço de cor DCI-P3, suporta profundidade de cor de 10 bits e conta com certificações HDR10+, HDR Vivid e Dolby Vision. As cores são vivas sem parecerem artificiais, o contraste é profundo e as gradações tonais são reproduzidas com uma naturalidade impressionante. É um ecrã que convence tanto em fotografia e vídeo como na utilização diária. Para além disso, o Find X9 consegue reduzir o brilho até 1 nit, ideal para leitura noturna, e utiliza modulação PWM de ultra-alta frequência (2160 Hz) para minimizar a cintilação, uma das principais causas de fadiga ocular em ambientes escuros. Estes são detalhes que fazem uma diferença real no dia a dia. Ler à noite, ver notificações numa sala escura ou usar o telefone em viagens longas torna-se simplesmente mais agradável.

OPPO Find X9
OPPO Find X9

No que toca ao áudio, o Find X9 conta com uma coluna principal na base e utiliza o auscultador como segundo canal, criando um efeito estéreo convincente, potente e bem equilibrado. A qualidade sonora é boa, com som encorpado, com boa separação de frequências e uma dinâmica que permite apreciar tanto música como filmes com bandas sonoras mais complexas. Os médios são claros e definidos, enquanto os graves, embora limitados pelo tamanho físico das colunas, estão bem presentes e dão corpo ao som, sem distorções artificiais. No geral, o resultado é natural e agradável. Nas chamadas e nas gravações o Find X9 também demonstra competência, com um sistema de quatro microfones, três nas laterais e um junto ao módulo da câmara, garante uma excelente captação de voz, mesmo em ambientes ruidosos. A função Sound Focus é particularmente útil, já que consegue destacar a voz principal e reduzir o ruído de fundo. Já o Modo Palco atua como uma espécie de “amplificador inteligente”, que expande o alcance do microfone para captar melhor o som ambiente em eventos ou apresentações. Ou seja, apesar de não ser revolucionária, é uma abordagem muito bem conseguida e sólida.

O setor fotográfico, a OPPO voltou à parceria já consolidada com a Hasselblad, que desempenha um papel de co-desenho, em particular no seu contributo está na calibração dos sensores, no desenvolvimento dos algoritmos, no ajuste da interface fotográfica e, claro, na ciência das cores. Neste OPPO Find X9 não temos um sensor que se destaque de todos os outros, já que temos três bons sensores de 50MP, preparados para qualquer cenário de iluminação ou distância. Capazes de resultados que impressionam com nitidez, profundidade e um efeito tridimensional que, sinceramente, não esperava ver neste smartphone. Em condições normais, o sensor telefoto, o Sony LYT-600, oferece um zoom ótico de 3x, ideal para retratos e fotografia urbana, já que conta com estabilização ótica (OIS). E as outras duas câmaras não ficam nada atrás.

A câmara principal utiliza um sensor Sony LYT-808 de 50MP, com lente de sete elementos, abertura f/1.6 e estabilização ótica (OIS). É um sensor concebido para captar mais luz e alargar a gama dinâmica a níveis de câmara profissional. A grande novidade é a Tripla Exposição em Tempo Real, que combina simultaneamente três exposições (sombras, realces e tons médios) numa única imagem. As fotografias captadas apresentam uma faixa dinâmica impecável, com textura e profundidade, sem aquele aspeto artificial de HDR forçado. À luz do dia, as imagens são excelentes, com cores vivas e realistas, nitidez impecável e micro-contraste muito bem gerido. À noite, o conjunto de grande abertura, sensor avançado e o motor de processamento LUMO Engine mostra todo o seu potencial, com o ruído a ser mínimo, os realces são controlados e o flare, tão habitual em smartphones, é quase inexistente, graças ao revestimento ótico da lente. Por sua vez, a lente ultra grande-angular utiliza um sensor Samsung JN1 de 50MP com abertura f/2.0. Aqui, a OPPO reduziu drasticamente a distorção nas bordas para garantir uma consistência cromática quase perfeita com as restantes câmaras. Alternar entre as três lentes é uma experiência fluida, sem saltos de cor, contraste ou exposição. E mesmo em fotografia noturna, este sensor ultra grande-angular mantém boa definição e cores equilibradas.

Quanto ao vídeo, todas as câmaras, mesmo a frontal de 32MP, gravam em 4K a 60 FPS com HDR, com resultados muito consistentes. A estabilização é notável quer estejamos a caminhar, a filmar ação rápida ou a trocar de lente durante a gravação, as imagens mantêm-se estáveis e fluídas. Há ainda um modo 4K a 120 FPS, disponível tanto na lente principal como na telefoto, e é o ideal para capturar movimento com detalhe e impacto, sem sacrificar a nitidez. Ou seja, no geral, o sistema fotográfico deste OPPO Find X9 é um dos tecnicamente mais equilibrados que já experimentei num smartphone.

No interior do Find X9 está o novo MediaTek Dimensity 9500, um dos mais avançados e eficientes atualmente no mercado, que utiliza uma arquitetura All Big Core de terceira geração, composta por um núcleo ultra que opera no máximo a uns impressionantes 4,21 GHz, três núcleos de alto desempenho e quatro núcleos otimizados para eficiência. A acompanhar está o novo GPU Arm G1-Ultra, o mais poderoso alguma vez integrado num chip MediaTek, e um NPU de nona geração que oferece ganhos superiores a 100% no desempenho face à geração anterior. O conjunto é complementado por 12GB de RAM LPDDR5X e armazenamento interno UFS 4.1, o que se traduz em velocidades de carregamento quase instantâneas e utilização multi-tarefa fluida.

OPPO Find X9
OPPO Find X9

Mas o grande destaque é a integração com o Trinity Engine, desenvolvido em colaboração direta com a MediaTek. Este “motor de software” atua em tempo real, ajustando a distribuição de recursos entre CPU, GPU e memória, prevendo cargas de trabalho e adaptando as frequências conforme necessário. O resultado é um smartphone que responde sempre com rapidez, sem aquecer em excesso ou consumir energia de forma desnecessária. Nos mea testes, o Find X9 manteve um desempenho ótimo mesmo sob stress, quer em longas sessões em Genshin Impact, quer durante gravações prolongadas em 4K HDR. Em parte graças ao seu sistema de dissipação térmica, que recorre a uma câmara de vapor de 36.000 mm² que cobre os componentes críticos, aliada a uma grelha ultra-fina de aço inoxidável para melhorar a condutividade do calor. No uso diário, é fantástico de utilizar. Tudo é rápido, fluido e previsível, no bom sentido da palavra. Há sempre aquela sensação de que o telefone está pronto para acompanhar o que lhe pedirmos, sem hesitar.

Em termos de ligações, o Find X9 está preparado para o futuro, já que suporta Wi-Fi 7 e Bluetooth 6.0, ambos padrões de última geração. A porta USB-C 3.2 Gen 1 assegura transferências rápidas e compatibilidade com monitores externos de alta resolução. E, naturalmente, o NFC está presente, bem como um sistema de geo-localização de alta precisão compatível com GPS, GLONASS, Galileo, BeiDou, QZSS e NavIC. Tudo isto resulta numa experiência de rede impecável, seja em streaming, navegação, jogos online ou video-conferências. O sistema Dual SIM híbrido (físico + eSIM) é igualmente inteligente, gerindo de forma automática e eficiente a ligação mais estável em cada momento.

O OPPO Find X9 vem equipado com uma bateria de silício-carbono de terceira geração com 7025mAh, que só não é a maior alguma vez integrada num modelo da série Find X, porque o Find X9 Pro conta com uma bateria de 7500mAh. E o seu desempenho é, sem exageros, impressionante. Com uso misto, com muitas notificações, redes sociais, fotografia, vídeo, navegação e até algum jogo ocasional, é perfeitamente possível chegar ao final do segundo dia com carga acima dos 20%. Em cenários mais moderados, ultrapassar as 48 horas de autonomia não é uma tarefa difícil. O que mais me surpreendeu, porém, foi a consistência, uma vez que a bateria não se descarrega de forma irregular, não sofre quedas súbitas sob carga e mantém um consumo estável mesmo em tarefas exigentes. Para dar um exemplo concreto, uma hora de jogo em Genshin Impact consome cerca de 11% da bateria, o que significa, pelo menos em teoria, quase 10 horas de jogo contínuo. E mesmo quando a bateria se esgota, o carregamento é rápido o suficiente para quase fazer esquecer o problema. O sistema SUPERVOOC de 80W permite atingir 42% em apenas 10 minutos, e a carga completa demora cerca de 45 minutos. Já o carregamento sem fios AIRVOOC de 50W é igualmente eficaz, e inclui ainda carregamento reverso de 10W, útil para dar energia a acessórios como auriculares ou até outro smartphone compatível. Há também suporte para o padrão USB Power Delivery (PD) até 55W, o que garante flexibilidade caso utilizes carregadores de terceiros. A autonomia do Find X9 revela-se assim um dos pontos de destaque a considerar na sua escolha, já que é raro encontrar um smartphone tão avançado e, ao mesmo tempo, tão eficiente e previsível na gestão de energia.

OPPO Find X9 11

Num mercado onde as especificações técnicas dos principais smartphones já são muito semelhantes entre si, o sistema operativo e, sobretudo, a interface de utilizador, tornaram-se o verdadeiro elemento diferenciador. Entra assim em cena o ColorOS 16, baseado no Android 16, que representa um bom salto qualitativo de um dos sistemas mais refinados que a marca já produziu. E entre as novidades mais interessantes temos o Espaço Mental, um espaço digital pessoal, algo entre um quadro branco e um caderno inteligente, onde é possível reunir capturas de ecrã, gravações de voz, imagens e links. Cada elemento pode ser etiquetado, associado a contactos ou projetos e editado a qualquer momento. É uma ferramenta que mistura produtividade e criatividade, e que oferece uma forma visual e intuitiva de organizar ideias e conteúdos. A integração com o novo Snap Key, o botão físico situado na lateral esquerda do dispositivo, reforça essa abordagem centrada no utilizador. Totalmente personalizável, permite criar atalhos imediatos, com um toque para capturar o ecrã, dois para aceder ao Espaço Mental, ou uma pressão longa para iniciar uma gravação de voz ou acionar o assistente. Para quem preferir outra função, é possível redefini-lo para tarefas diferentes, como abrir uma aplicação específica ou ativar o modo silencioso.

O ColorOS 16 continua também a oferecer uma vasta gama de opções de personalização, que vão desde temas, estilos de ícones e animações do sistema, até ao Always-On Display interativo com widgets funcionais. O sistema inclui ainda modos de foco, gestão inteligente de notificações e perfis adaptativos que ajustam o comportamento do telefone consoante o contexto. Por fim, há um compromisso sólido com a longevidade do software, uma vez que foram prometidos cinco anos de atualizações de segurança e cinco versões principais do Android. Não atinge o recorde de alguns concorrentes (7+7), mas ainda assim posiciona-se entre os melhores programas de suporte no universo Android.

Todos os anos, o mercado de smartphones é inundado com novos modelos de topo, cada um com o seu próprio discurso e conjunto de inovações. No entanto, apenas alguns conseguem realmente distinguir-se, ir além da soma das suas especificações técnicas e transmitir uma sensação de identidade e coerência. O OPPO Find X9 é, a meu ver, um desses raros exemplos. Não há um único componente que se imponha aos restantes, tudo, desde o design ao software, passando pela câmara, o desempenho e a autonomia, trabalha em perfeita harmonia. E é precisamente essa harmonia que torna a experiência de utilização tão marcante. O seu ecrã é capaz de ser mesmo um dos melhores do mercado, as câmaras situam-se num patamar de excelência, o processador Dimensity 9500 surpreende por um desempenho fluido, pela eficiência energética e pela estabilidade térmica. O design é ao mesmo tempo moderno e discreto, com uma solidez que inspira confiança. E já o ColorOS 16 é o reflexo de um software que atingiu um ponto elevado de maturidade, sendo intuitivo, consistente e repleto de funcionalidades realmente úteis, com o Espaço Mental a destacar-se como uma das mais inspiradas. Depois há uma bateria de 7025mAh, que redefine o que esperamos de um smartphone topo de gama. Dois dias reais de autonomia, sem truques nem compromissos. É o tipo de detalhe que transforma um bom dispositivo num companheiro fiável. Para terminar, tudo isto encontra-se num valor que para o seu patamar considero bastante competitivo, ao apresentar-se à venda por 999,99€.

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Este produto foi cedido para análise pela OPPO

DIGI alarga cobertura móvel ao Metro do Porto

A DIGI anunciou a expansão da sua rede móvel ao Metro do Porto, garantindo cobertura total e ligação 5G em todas as linhas.

A DIGI anunciou a expansão da sua cobertura de rede móvel ao Metro do Porto, permitindo que os utilizadores possam agora aceder aos serviços de telecomunicações em todas as linhas do sistema metropolitano. A medida integra o plano de alargamento da infraestrutura de rede da operadora, com o objetivo de assegurar conectividade contínua durante as deslocações na área urbana do Porto.

Com esta implementação, os passageiros passam a poder efetuar chamadas, enviar mensagens e aceder à internet, incluindo ligação 5G, sem interrupções durante as viagens subterrâneas. A cobertura abrange toda a rede do Metro do Porto, garantindo aos clientes da DIGI uma experiência de utilização idêntica à que têm à superfície, independentemente do tarifário que possuam.

A empresa destaca que esta etapa resulta de um trabalho conjunto entre a DIGI e o Metro do Porto, permitindo levar o sinal móvel à infraestrutura subterrânea da cidade. O projeto é apresentado como parte de um esforço contínuo de melhoria do serviço e reforço da rede, num processo que deverá conhecer uma nova fase até ao final de 2025, quando se prevê a conclusão da segunda etapa da expansão.

Saga The Mummy pode estar de volta com Brendan Fraser e Rachel Weisz

Este novo filme irá ignorar os acontecimentos do terceiro filme da saga The Mummy, sendo uma sequela direta dos dois primeiros capítulos.

Lembram-se dos filmes d’A Múmia, que conquistaram o público no final dos anos 90 e no início do milénio? Pois bem, pelos vistos a saga está prestes a regressar.

Meios internacionais como a Variety, The Hollywood Reporter, Deadline, entre outros, estão a avançar com a informação de que um novo filme The Mummy está na calha. E sim, Brendan Fraser e Rachel Weisz estão em negociações para regressar aos papéis de Rick O’Connell e Evelyn Carnahan, respetivamente.

Recorde-se que o primeiro filme, The Mummy, estreou em 1999. Dois anos depois surgiu The Mummy Returns. Finalmente em 2008 chegou às salas de cinema o terceiro filme da trilogia The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor, que já não contou com Rachel Weisz, uma vez que foi substituída por Maria Bello. Ou seja, e com o eventual regresso dos atores originais, tal significa que os acontecimentos do terceiro filme serão ignorados. Por outras palavras, esta nova longa-metragem será uma sequela direta de The Mummy Returns.

Ao que tudo indica, o novo capítulo será realizado pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, conhecidos como Radio Silence, responsáveis por revitalizar a saga Scream e pelo sucesso de Ready or Not. Já o argumento estará a cargo de David Coggeshall.

Recorde-se que, em 2017, fez-se uma tentativa de reiventar a saga, num reboot protagonizado por Tom Cruise, mas o filme falhou em conquistar o público e a crítica. Resta saber se a nostalgia e a química entre Fraser e Weisz trarão outros resultados para a Universal.

Microsoft corrige falha que impedia o Windows de desligar após atualizações

O conhecido erro fazia com que a opção “Atualizar e Desligar” reiniciasse o computador em vez de o encerrar. A correção foi incluída na atualização KB5067036.

A Microsoft corrigiu uma falha antiga no Windows que impedia o computador de desligar corretamente após instalar atualizações. O problema, presente desde as versões mais recentes do Windows 10 e ainda existente no Windows 11, levava o sistema a reiniciar quando o utilizador escolhia a opção “Atualizar e Desligar”, em vez de concluir o processo de encerramento.

De acordo com a empresa, o erro estava relacionado com a sequência de comandos executada depois da instalação de atualizações, que ignorava a instrução final de desligar. Na prática, o sistema completava a atualização, mas regressava ao ecrã de início de sessão, permanecendo ligado. Para além do incómodo, o comportamento provocava consumo energético desnecessário, sobretudo em portáteis que eram deixados fechados durante a noite com a expectativa de estarem desligados no dia seguinte.

O problema, que persistiu durante vários anos sem reconhecimento oficial, tinha efeitos cumulativos na autonomia e na saúde da bateria. A atualização KB5067036, lançada no final de outubro para as versões 24H2 e 25H2 do Windows 11, introduz finalmente a correção que restabelece o comportamento esperado da opção “Atualizar e Desligar”.

Por agora, a atualização permanece opcional, mas a Microsoft confirmou que será incluída nas próximas atualizações cumulativas obrigatórias, que chegarão a todos os utilizadores nas próximas semanas.

Entre a História e a Bruma: redescobrir o arquipélago no novo Mercure Ponta Delgada Açores

Num edifício com mais de dois séculos de memórias, o antigo palacete da Baronesa de Nossa Senhora de Oliveira renasce como o primeiro hotel da marca Mercure nos Açores, o Mercure Ponta Delgada Açores, unindo o charme histórico ao design contemporâneo e à alma da ilha.

No coração do Atlântico, os Açores mantêm o magnetismo silencioso dos lugares que parecem existir fora do tempo. São nove ilhas moldadas por vulcões e rodeadas por bruma, onde a natureza dita o ritmo e o homem se move ao compasso das marés. Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, é o seu principal ponto de chegada, uma cidade de fachadas brancas e portões de ferro forjado, onde o passado e o presente convivem numa harmonia discreta.

Foi aqui, entre a arquitetura pombalina e o murmúrio do porto, que o antigo palacete dos Barões de Nossa Senhora de Oliveira encontrou nova vida. O edifício, erguido no final do século XVIII, foi primeiro residência de Simão José Silveira, comerciante vindo de Valença do Minho, e depois do seu filho, Jacinto Inácio da Silveira, um próspero negociante de laranjas, produto que durante décadas sustentou a riqueza micaelense. Foi também aqui que D. Maria Isabel Gago da Câmara, a célebre baronesa de Nossa Senhora de Oliveira, dançou com D. Pedro IV em 1832, durante a passagem do monarca liberal pelos Açores.

Ao longo dos séculos, esta casa acompanhou a história de Ponta Delgada. Viu nascer a República, acolheu jantares de intelectuais e, já no século XX, transformou-se na icónica Pensão Central, ponto de encontro de viajantes e local de memórias familiares para gerações de micaelenses. Foi palco de celebrações, de tertúlias, e de um certo encanto cosmopolita que descia do porto com o cheiro a maresia.

Encerrada nos anos 90, a Pensão Central renasceu recentemente sob a insígnia Mercure, do grupo Accor, devolvendo à cidade o brilho de outrora. O Mercure Ponta Delgada Açores, aberto desde abril deste ano, abre assim as portas do passado à modernidade, preservando o traço histórico do edifício original e acrescentando-lhe um novo corpo arquitetónico, discreto e elegante.

O tema da “Viagem” percorre todo o hotel, em homenagem à importância dos Açores como encruzilhada atlântica desde o século XIV. A decoração mistura mapas náuticos, malas antigas, bússolas e referências às rotas dos navegadores portugueses, criando uma narrativa visual que liga o arquipélago ao mundo.

O Mercure Ponta Delgada Açores dispõe de 75 quartos, divididos entre a ala histórica e o edifício moderno. Muitos têm varandas amplas com vista sobre o centro histórico e o mar. No interior, o conforto contemporâneo encontra o requinte clássico, com linhas simples, tons neutros e detalhes inspirados na paisagem açoriana.

O Bruma Lounge Bar & Bistro, aberto a hóspedes e locais, é o coração social do Mercure Ponta Delgada Açores. O nome vem da neblina que tantas vezes envolve a ilha, e também da canção “Bruma”, que evoca esse mesmo ambiente etéreo. Aqui servem-se cocktails de autor criados a partir de ingredientes locais: vinho da ilha do Pico, chá da plantação de Gorreana, mel de incenso, notas de mar e floresta. Cada bebida conta uma história do território. A carta gastronómica segue o mesmo princípio: celebra os sabores regionais com um toque contemporâneo, sob o lema Discover Local.

Este conceito, transversal à marca Mercure, traduz-se num convite à descoberta da cultura e da autenticidade de cada destino. No caso dos Açores, essa imersão estende-se a colaborações com artesãos locais, como as miniaturas em escamas de peixe ou os presépios em basalto, e à criação de um guia digital personalizado, que sugere percursos fora dos circuitos habituais, mitos, lendas e ligações com a comunidade.

Para quem procura descanso, o Mercure Ponta Delgada Açores oferece duas piscinas exteriores de água salgada – uma para adultos e outra para crianças -, além de uma piscina interior climatizada, sauna, banho turco e uma zona de spa com tratamentos assegurados por terapeutas locais. Há também uma sala de reuniões para até 60 pessoas, reforçando o equilíbrio entre lazer e negócios.

Entre paredes que guardam ecos de bailes oitocentistas e memórias de hóspedes de outro tempo, o Mercure Ponta Delgada Açores assume-se hoje como um ponto de partida para descobrir São Miguel, uma ilha onde a História, a natureza e a bruma continuam a misturar-se, tal como o fizeram desde o início das viagens. Aliás, foi precisamente isso que fizemos no passado mês de setembro, durante uma press trip de três para conhecer não só o hotel, mas também outros pontos de destaque.

Após a nossa chegada ao Mercure Ponta Delgada Açores, e já depois de um rápido check-in, os portugueses foram aos respetivos quartos descansar um bocadinho da viagem enquanto se aguardava pelos colegas espanhóis. No meu quarto, bem espaçoso por sinal, e com vista para a piscina exterior do Mercure Ponta Delgada, descobri uma cama não só enorme, mas extremamente confortável, onde viria a ter duas excelentes noites de sono durante esta press trip.

Mas não era tempo de dormir; antes descobrir a ilha. Após uns minutos de descanso e energia restabelecida com uma mesa de snacks especialmente preparada para nós, apanhámos um autocarro que nos levou para as Sete Cidades.

Lagoa das Sete Cidades – Uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal

Na zona ocidental da ilha de São Miguel, nos Açores, encontra-se a Paisagem Protegida da Bacia das Sete Cidades, um dos lugares mais emblemáticos do arquipélago e uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Neste cenário de origem vulcânica, destacam-se as célebres lagoas Verde e Azul, que, segundo a lenda, nasceram das lágrimas de um pastor e de uma princesa separados por um amor impossível. A partir do miradouro da Vista do Rei, ponto que evoca a visita de D. Carlos e da rainha D. Amélia em 1901, é possível contemplar a vista ampla sobre a caldeira e compreender a dimensão deste património natural.

Com cerca de 2173 hectares, a área protegida abrange o vulcão central das Sete Cidades, cuja caldeira de colapso, de forma quase circular, atinge 5,3 quilómetros de diâmetro e cerca de 630 metros de profundidade. Formada há aproximadamente 36.000 anos, esta estrutura é um testemunho do passado geológico da ilha e integra o Geoparque Açores, reconhecido pela UNESCO como Geoparque Mundial. No interior desta formação imponente coexistem lagoas, cones de tufos, domos traquíticos e depósitos de pedra-pomes, elementos que revelam a intensa atividade vulcânica que moldou o território.

As Lagoas Verde e Azul dominam o interior da caldeira, mas não são as únicas. As lagoas de Santiago e Rasa, localizadas em crateras de explosão de vulcões secundários, reforçam a complexidade geológica da região. A última erupção conhecida dentro da caldeira terá ocorrido em 1439, no cone de pedra-pomes da Caldeira Seca, assinalando o fim de um ciclo eruptivo que definiu grande parte da paisagem atual.

A sudeste, a cordilheira vulcânica da Serra Devassa prolonga o sistema das Sete Cidades, desenhando um conjunto de cones de escórias orientados no sentido noroeste-sudeste. Neste relevo encontram-se pequenas lagoas de grande interesse ecológico, como as do Carvão, das Empadadas, Rasa, das Éguas e do Canário, que completam a variedade de ecossistemas presentes nesta área de elevado valor natural.

A vegetação é dominada por espécies endémicas dos Açores, entre as quais se destacam a alfacinha (Lactuca watsoniana), a angélica (Angelica lignescens), a labaça-das-ilhas (Rumex azoricus) e o trovisco-macho (Euphorbia stygiana stygiana). A diversidade de habitats atrai também várias aves migratórias, como a garça-real (Ardea cinerea) e o galeirão-comum (Fulica atra), reforçando a importância ecológica deste território protegido.

Eleita como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, a Lagoa das Sete Cidades é classificada como massa de água protegida no âmbito do Plano de Ordenamento de Bacia Hidrográfica e reconhecida internacionalmente como Sítio Ramsar, ao abrigo da Convenção das Zonas Húmidas. Este estatuto confirma o seu valor ambiental, científico e paisagístico, tornando as Sete Cidades não apenas um símbolo dos Açores, mas também um exemplo notável da harmonia entre a natureza e a história humana.

De facto, são paisagens lindíssimas e de cortar a respiração. E até nos foi possível apreciar mais de perto, pois após uma paragem para almoçar na casa de chá O Poejo, pegamos em bicicletas elétricas e, durante cerca de uma hora de passeio, passámos pela zona da Lagoa Azul, que é tão linda como podem imaginar. “Parece a Noruega”, disseram-me, após ter partilhado algumas fotos. E eu, que efetivamente já estive na Noruega, não discordo.

Já no regresso ao centro de Ponta Delgada, onde tivemos algum – pouco, vá – tempo livre, fomos depois transportados para o norte da ilha, mais precisamente para a Praia de Santa Bárbara, para um jantar muito agradável no Tuká Tulá. O programa também previa uma visita à fabrica de cerveja local, mas teve mesmo de ficar para outra ocasião.

Vimos golfinhos e baleias, visitámos as caldeiras vulcânicas e relaxámos nas águas termais

O segundo dia desta excursão aos Açores começou, claro, com um belíssimo pequeno-almoço no Mercure Ponta Delgada Açores. Não faltou nada – muitos pães e croissants, fatias de bolo, panquecas e respetivas compotas, vegetais grelhados, cogumelos, salsichas, bacon e ovos, queijo, doçaria regional e, claro, o inconfundível bolo lêvedo. Para bebidas, havia água, vários sumos e uma máquina para quem quisesse café ou outro tipo de bebidas quentes.

Pouco depois, dirigimo-nos para a zona das docas, onde iríamos fazer uma excursão para observação de baleias e golfinhos. Rapidamente percebemos porque é que os Açores se destacam como um dos destinos de referência mundial para a observação de cetáceos. Nas águas que rodeiam o arquipélago podem ser identificadas cerca de 25 espécies diferentes, algumas residentes e outras que passam durante as suas rotas migratórias. Entre os avistamentos mais frequentes encontra-se o Cachalote (Physeter macrocephalus), o maior dos cetáceos com dentes, conhecido pela imponência que inspirou o célebre romance Moby Dick. Este colosso dos oceanos pode atingir cerca de 18 metros de comprimento e pesar até 44 toneladas.

Além do cachalote, é comum observar outras espécies de grande porte, como a Baleia-azul (Balaenoptera musculus), considerada o maior animal existente, e a Baleia-comum (Balaenoptera physalus), uma das mais rápidas entre as grandes baleias. A diversidade marinha da região inclui ainda tubarões, tartarugas e uma notável variedade de golfinhos, entre os quais o Golfinho-comum (Delphinus delphis), o Roaz (Tursiops truncatus) e o Golfinho-pintado (Stenella frontalis). A conjugação destas espécies com o cenário natural do arquipélago faz dos Açores um dos pontos mais privilegiados do planeta para observar a vida marinha no seu estado selvagem.

Sim, vimos muitas famílias de golfinhos, bem como duas baleias, embora quase só tivesse dado para ver a parte da cauda. Deixo, no entanto, dois alertas: a excursão é bastante demorada e é feita numa lancheira com vários lugares muito apertados, pelo que não será uma viagem propriamente muito agradável, tendo em conta os vários embates contra as ondas do mar. Portanto, se são daquelas pessoas que ficam indispostas em alto-mar, muito provavelmente não será uma viagem recomendada. O outro aviso? Não comam demasiado ao pequeno-almoço…

Feita a excursão, estava na hora de regressar para a zona do hotel para a nossa próxima paragem de autocarro: as caldeiras vulcânicas.

Com cerca de 3.150 hectares, a área situada no interior da caldeira do Vulcão das Furnas é uma das zonas mais emblemáticas do arquipélago. O vulcão central, moldado por múltiplas erupções ao longo de cerca de 800.000 anos, intercaladas por fases de inatividade, apresenta uma ampla depressão no topo, a Caldeira das Furnas, de forma elíptica, com cerca de oito quilómetros no eixo maior e 5,6 no menor.

Classificada como geopaisagem e geossítio do Açores Geoparque Mundial da UNESCO, esta zona reúne uma grande diversidade geológica. A Lagoa das Furnas, com aproximadamente 200 hectares, é o elemento mais visível, rodeada por cones de escórias, anéis de tufos, domos traquíticos como os do Pico do Ferro e vários campos fumarólicos. A abundância de nascentes, águas minerais e termais valeu-lhe a designação de “hidrópole” das Furnas.

O aproveitamento das características geotérmicas é uma tradição enraizada. Os banhos termais, a aplicação de lamas vulcânicas e o uso de águas minerais fazem parte da vida local, tal como o conhecido Cozido das Furnas, preparado em covas no solo quente, onde permanece a cozinhar entre cinco e seis horas.

A vegetação combina espécies exóticas e invasoras, sobretudo nos jardins botânicos, com plantas endémicas como o azevinho (Ilex azorica) e o louro-da-terra (Laurus azorica). Estas, juntamente com outras espécies nativas, têm sido reintroduzidas no âmbito de projetos de recuperação ecológica da lagoa. No que toca à fauna, destaca-se o morcego dos Açores (Nyctalus azoreum), o único mamífero endémico do arquipélago.

Inserida na Rede Natura 2000 como Zona de Proteção Especial e classificada como Sítio Ramsar, esta área integra também o conjunto de zonas protegidas dos concelhos de Povoação e Nordeste distinguido com a Carta Europeia de Turismo Sustentável em Áreas Protegidas, atribuída pela Federação EUROPARC.

Foram várias as famílias a retirar o seu cozido, independentemente do cheiro a enxofre. Há quem diga que o sabor a enxofre se sente no cozido, mas não foi esse o caso durante o nosso almoço no Restaurante Banhos Férreos, onde nos deliciámos precisamente com um fantástico cozido, com destaque para a carne, tão suave que mal deu trabalho a mastigar. Maravilhoso.

De barriga ainda cheia, seguimos para outra paragem altamente recomendada: Parque Terra Nostra, onde muita gente se concentra no seu Tanque Termal.

Também aqui há novidades. O espaço reabriu ao público em abril deste ano após a conclusão de um conjunto de obras de melhoria. Foi sujeito a intervenções que abrangeram a valorização da sua envolvência, como a instalação de um novo sistema de recirculação de água e a renovação dos revestimentos.

A renovação teve em consideração a relevância histórica e natural do Parque Terra Nostra, um dos principais pontos turísticos da ilha de São Miguel. O interior do Tanque também foi alvo de melhorias, com a aplicação de um novo revestimento que visa aumentar o conforto e o bem-estar dos banhistas. Para melhorar a dinâmica da água no espaço, o número de bicas de entrada foi alargado, passando de duas para seis.

A modernização incluiu, ainda, a instalação de um sistema de recirculação forçada da água termal, que pretende garantir uma gestão mais eficiente e sustentável do recurso, sem comprometer as características naturais das águas.

Foi difícil sair daquela água termal, num dos mais belos jardins da Europa, mas tivemos de regressar ao hotel para descansar um pouco e ganhar apetite para o jantar. A refeição foi no São Jorge Restaurante, e embora os pratos de carne tenham feito sucesso, o mesmo não se pode dizer de quem optou pelo peixe – nenhum dos colegas, portugueses ou espanhóis, comeu sequer meio peixe…

Ananases, piscinas naturais de Caloura e queijadas

Último dia da excursão, que começou com mais um belíssimo pequeno-almoço no Mercure Ponta Delgada Açores – havia nesta manha uns mini cheesecake de coco e chocolate que nem vos conto…

Daí seguimos para algo também incontornável em São Miguel: as plantações de Ananás. A cultura do ananás em São Miguel tem raízes que remontam ao século XIX, quando a variedade Cayenne (Ananas comosus L. Merril) foi introduzida na ilha, em 1850. Originalmente cultivado como planta ornamental, o ananás acabou por ganhar importância económica, tornando-se um dos produtos agrícolas mais emblemáticos dos Açores.

A produção desenvolveu-se em estufas de vidro, estrutura que se mantém até hoje e que permite recriar as condições tropicais necessárias ao crescimento do fruto. Este método, totalmente artesanal, exige tempo e cuidado: entre a plantação e a colheita decorrem cerca de dois anos. Durante esse período, cada fase do processo é acompanhada com precisão, desde a plantação e o fumo – técnica tradicional que estimula a floração – até à maturação final.

Com mais de um século de história, as estufas de ananases A. Arruda representam um testemunho vivo desta tradição agrícola. Nelas é possível observar de perto o ciclo completo do cultivo do ananás, tal como era feito pelas gerações anteriores. A continuidade destas práticas garante não apenas a qualidade e singularidade do fruto, mas também a preservação de um método de produção que se tornou parte integrante da identidade agrícola e cultural micaelense.

Bebemos, claro, um belo suminho de ananás, realmente bastante diferente daquele a que estamos acostumados. Depois, uma paragem rápida para aconchegar o estômago com algumas Queijadas da Vila Franca, doce tradicional de origem conventual com raízes que remontam a finais do século XVI. Reza a história que a sua criação ocorreu por volta de 1593, quando as primeiras freiras chegaram a Vila Franca após o terramoto. Nessa altura, as religiosas utilizavam as claras de ovo para engomar as vestes, o que gerava um excesso de gemas. Para evitar o desperdício, começaram a preparar as queijadas, cuja receita se manteve guardada dentro das paredes do convento durante várias gerações.

A forma como a receita saiu do convento permanece envolta em mistério. Há quem defenda que o segredo foi levado por jovens de famílias abastadas que ali estudavam; outros acreditam que terá sido revelado por leiteiros que forneciam o convento e acabaram por aprender a confeção do doce. No entanto, nenhuma destas versões foi confirmada…

Daí seguimos para as Piscinais naturais de Caloura, sendo que alguns colegas aventuraram-se em banhos, embora o tempo não estivesse propriamente muito convidativo. Já de regresso ao hotel, também tivemos um excelente almoço no restaurante do Mercure Ponta Delgada Açores, o BRUMA, que aposta em ingredientes frescos, na atenção à apresentação de cada prato e, claro, num serviço cuidado.

Chegava assim, ao fim, a nossa excursão a São Miguel, para conhecer o novíssimo Mercure Ponta Delgada, onde certamente iremos regressar em breve. Mais do que um hotel, o Mercure Ponta Delgada Açores simboliza a união entre tradição e modernidade, reforçando o papel dos Açores como destino de excelência e contribuindo para o desenvolvimento local.

PepsiCo muda de cara para mudar de era

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Depois de 25 anos, o novo logótipo da PepsiCo quer traduzir a ambição, a sustentabilidade e a diversidade de um império que o público ainda associa apenas à Pepsi.

A PepsiCo decidiu virar a página da sua própria história visual. Após um quarto de século a manter a mesma identidade corporativa, o conglomerado norte-americano apresentou uma nova imagem que pretende espelhar não apenas a evolução estética, mas também a transformação estratégica da empresa.

O rebranding surge com um discurso repleto de palavras-chave que traduzem as ambições do século XXI: energia, otimismo, inovação, sustentabilidade. A PepsiCo quer mostrar-se moderna e resiliente, mas também mais próxima do consumidor e do planeta. O desafio, no entanto, é tão simbólico como concreto. De acordo com dados divulgados pela própria empresa, apenas 21% dos consumidores é capaz de identificar outra marca do grupo além da Pepsi. Um número muito pouco expressivo, uma vez que detém mais de 500 nomes no portefólio, que vão do Gatorade à Lays, e de Quaker à Doritos.

PepsiCo

A nova identidade tenta, portanto, corrigir essa problemática. O novo logótipo destaca a letra “P”, descrita como o pilar da herança histórica da empresa, mas reinterpretada com curvas e formas que remetem para o futuro, com foco no consumidor, sabor e sustentabilidade. A paleta de cores evoca o solo, símbolo das origens alimentares, e o frescor das bebidas. A base do logótipo, segundo a própria PepsiCo, representa um sorriso, metáfora do elo emocional entre a marca e as pessoas.

PepsiCo

Esta é já a quarta grande renovação de identidade da empresa. Desde 1965, quando nasceu da fusão entre a Pepsi e a Lays, a PepsiCo tem procurado adaptar-se aos novos tempos, ora sublinhando a herança, ora a modernidade. A diferença, agora, é que o mundo mudou mais depressa do que os logótipos conseguem acompanhar. E a PepsiCo, com o seu novo “P” sorridente, tenta mostrar que percebeu a mensagem: já não basta ser uma marca global, é preciso parecer uma marca com propósito.