Entre a História e a Bruma: redescobrir o arquipélago no novo Mercure Ponta Delgada Açores

Num edifício com mais de dois séculos de memórias, o antigo palacete da Baronesa de Nossa Senhora de Oliveira renasce como o primeiro hotel da marca Mercure nos Açores, o Mercure Ponta Delgada Açores, unindo o charme histórico ao design contemporâneo e à alma da ilha.

No coração do Atlântico, os Açores mantêm o magnetismo silencioso dos lugares que parecem existir fora do tempo. São nove ilhas moldadas por vulcões e rodeadas por bruma, onde a natureza dita o ritmo e o homem se move ao compasso das marés. Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, é o seu principal ponto de chegada, uma cidade de fachadas brancas e portões de ferro forjado, onde o passado e o presente convivem numa harmonia discreta.

Foi aqui, entre a arquitetura pombalina e o murmúrio do porto, que o antigo palacete dos Barões de Nossa Senhora de Oliveira encontrou nova vida. O edifício, erguido no final do século XVIII, foi primeiro residência de Simão José Silveira, comerciante vindo de Valença do Minho, e depois do seu filho, Jacinto Inácio da Silveira, um próspero negociante de laranjas, produto que durante décadas sustentou a riqueza micaelense. Foi também aqui que D. Maria Isabel Gago da Câmara, a célebre baronesa de Nossa Senhora de Oliveira, dançou com D. Pedro IV em 1832, durante a passagem do monarca liberal pelos Açores.

Ao longo dos séculos, esta casa acompanhou a história de Ponta Delgada. Viu nascer a República, acolheu jantares de intelectuais e, já no século XX, transformou-se na icónica Pensão Central, ponto de encontro de viajantes e local de memórias familiares para gerações de micaelenses. Foi palco de celebrações, de tertúlias, e de um certo encanto cosmopolita que descia do porto com o cheiro a maresia.

Encerrada nos anos 90, a Pensão Central renasceu recentemente sob a insígnia Mercure, do grupo Accor, devolvendo à cidade o brilho de outrora. O Mercure Ponta Delgada Açores, aberto desde abril deste ano, abre assim as portas do passado à modernidade, preservando o traço histórico do edifício original e acrescentando-lhe um novo corpo arquitetónico, discreto e elegante.

O tema da “Viagem” percorre todo o hotel, em homenagem à importância dos Açores como encruzilhada atlântica desde o século XIV. A decoração mistura mapas náuticos, malas antigas, bússolas e referências às rotas dos navegadores portugueses, criando uma narrativa visual que liga o arquipélago ao mundo.

O Mercure Ponta Delgada Açores dispõe de 75 quartos, divididos entre a ala histórica e o edifício moderno. Muitos têm varandas amplas com vista sobre o centro histórico e o mar. No interior, o conforto contemporâneo encontra o requinte clássico, com linhas simples, tons neutros e detalhes inspirados na paisagem açoriana.

O Bruma Lounge Bar & Bistro, aberto a hóspedes e locais, é o coração social do Mercure Ponta Delgada Açores. O nome vem da neblina que tantas vezes envolve a ilha, e também da canção “Bruma”, que evoca esse mesmo ambiente etéreo. Aqui servem-se cocktails de autor criados a partir de ingredientes locais: vinho da ilha do Pico, chá da plantação de Gorreana, mel de incenso, notas de mar e floresta. Cada bebida conta uma história do território. A carta gastronómica segue o mesmo princípio: celebra os sabores regionais com um toque contemporâneo, sob o lema Discover Local.

Este conceito, transversal à marca Mercure, traduz-se num convite à descoberta da cultura e da autenticidade de cada destino. No caso dos Açores, essa imersão estende-se a colaborações com artesãos locais, como as miniaturas em escamas de peixe ou os presépios em basalto, e à criação de um guia digital personalizado, que sugere percursos fora dos circuitos habituais, mitos, lendas e ligações com a comunidade.

Para quem procura descanso, o Mercure Ponta Delgada Açores oferece duas piscinas exteriores de água salgada – uma para adultos e outra para crianças -, além de uma piscina interior climatizada, sauna, banho turco e uma zona de spa com tratamentos assegurados por terapeutas locais. Há também uma sala de reuniões para até 60 pessoas, reforçando o equilíbrio entre lazer e negócios.

Entre paredes que guardam ecos de bailes oitocentistas e memórias de hóspedes de outro tempo, o Mercure Ponta Delgada Açores assume-se hoje como um ponto de partida para descobrir São Miguel, uma ilha onde a História, a natureza e a bruma continuam a misturar-se, tal como o fizeram desde o início das viagens. Aliás, foi precisamente isso que fizemos no passado mês de setembro, durante uma press trip de três para conhecer não só o hotel, mas também outros pontos de destaque.

Após a nossa chegada ao Mercure Ponta Delgada Açores, e já depois de um rápido check-in, os portugueses foram aos respetivos quartos descansar um bocadinho da viagem enquanto se aguardava pelos colegas espanhóis. No meu quarto, bem espaçoso por sinal, e com vista para a piscina exterior do Mercure Ponta Delgada, descobri uma cama não só enorme, mas extremamente confortável, onde viria a ter duas excelentes noites de sono durante esta press trip.

Mas não era tempo de dormir; antes descobrir a ilha. Após uns minutos de descanso e energia restabelecida com uma mesa de snacks especialmente preparada para nós, apanhámos um autocarro que nos levou para as Sete Cidades.

Lagoa das Sete Cidades – Uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal

Na zona ocidental da ilha de São Miguel, nos Açores, encontra-se a Paisagem Protegida da Bacia das Sete Cidades, um dos lugares mais emblemáticos do arquipélago e uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Neste cenário de origem vulcânica, destacam-se as célebres lagoas Verde e Azul, que, segundo a lenda, nasceram das lágrimas de um pastor e de uma princesa separados por um amor impossível. A partir do miradouro da Vista do Rei, ponto que evoca a visita de D. Carlos e da rainha D. Amélia em 1901, é possível contemplar a vista ampla sobre a caldeira e compreender a dimensão deste património natural.

Com cerca de 2173 hectares, a área protegida abrange o vulcão central das Sete Cidades, cuja caldeira de colapso, de forma quase circular, atinge 5,3 quilómetros de diâmetro e cerca de 630 metros de profundidade. Formada há aproximadamente 36.000 anos, esta estrutura é um testemunho do passado geológico da ilha e integra o Geoparque Açores, reconhecido pela UNESCO como Geoparque Mundial. No interior desta formação imponente coexistem lagoas, cones de tufos, domos traquíticos e depósitos de pedra-pomes, elementos que revelam a intensa atividade vulcânica que moldou o território.

As Lagoas Verde e Azul dominam o interior da caldeira, mas não são as únicas. As lagoas de Santiago e Rasa, localizadas em crateras de explosão de vulcões secundários, reforçam a complexidade geológica da região. A última erupção conhecida dentro da caldeira terá ocorrido em 1439, no cone de pedra-pomes da Caldeira Seca, assinalando o fim de um ciclo eruptivo que definiu grande parte da paisagem atual.

A sudeste, a cordilheira vulcânica da Serra Devassa prolonga o sistema das Sete Cidades, desenhando um conjunto de cones de escórias orientados no sentido noroeste-sudeste. Neste relevo encontram-se pequenas lagoas de grande interesse ecológico, como as do Carvão, das Empadadas, Rasa, das Éguas e do Canário, que completam a variedade de ecossistemas presentes nesta área de elevado valor natural.

A vegetação é dominada por espécies endémicas dos Açores, entre as quais se destacam a alfacinha (Lactuca watsoniana), a angélica (Angelica lignescens), a labaça-das-ilhas (Rumex azoricus) e o trovisco-macho (Euphorbia stygiana stygiana). A diversidade de habitats atrai também várias aves migratórias, como a garça-real (Ardea cinerea) e o galeirão-comum (Fulica atra), reforçando a importância ecológica deste território protegido.

Eleita como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, a Lagoa das Sete Cidades é classificada como massa de água protegida no âmbito do Plano de Ordenamento de Bacia Hidrográfica e reconhecida internacionalmente como Sítio Ramsar, ao abrigo da Convenção das Zonas Húmidas. Este estatuto confirma o seu valor ambiental, científico e paisagístico, tornando as Sete Cidades não apenas um símbolo dos Açores, mas também um exemplo notável da harmonia entre a natureza e a história humana.

De facto, são paisagens lindíssimas e de cortar a respiração. E até nos foi possível apreciar mais de perto, pois após uma paragem para almoçar na casa de chá O Poejo, pegamos em bicicletas elétricas e, durante cerca de uma hora de passeio, passámos pela zona da Lagoa Azul, que é tão linda como podem imaginar. “Parece a Noruega”, disseram-me, após ter partilhado algumas fotos. E eu, que efetivamente já estive na Noruega, não discordo.

Já no regresso ao centro de Ponta Delgada, onde tivemos algum – pouco, vá – tempo livre, fomos depois transportados para o norte da ilha, mais precisamente para a Praia de Santa Bárbara, para um jantar muito agradável no Tuká Tulá. O programa também previa uma visita à fabrica de cerveja local, mas teve mesmo de ficar para outra ocasião.

Vimos golfinhos e baleias, visitámos as caldeiras vulcânicas e relaxámos nas águas termais

O segundo dia desta excursão aos Açores começou, claro, com um belíssimo pequeno-almoço no Mercure Ponta Delgada Açores. Não faltou nada – muitos pães e croissants, fatias de bolo, panquecas e respetivas compotas, vegetais grelhados, cogumelos, salsichas, bacon e ovos, queijo, doçaria regional e, claro, o inconfundível bolo lêvedo. Para bebidas, havia água, vários sumos e uma máquina para quem quisesse café ou outro tipo de bebidas quentes.

Pouco depois, dirigimo-nos para a zona das docas, onde iríamos fazer uma excursão para observação de baleias e golfinhos. Rapidamente percebemos porque é que os Açores se destacam como um dos destinos de referência mundial para a observação de cetáceos. Nas águas que rodeiam o arquipélago podem ser identificadas cerca de 25 espécies diferentes, algumas residentes e outras que passam durante as suas rotas migratórias. Entre os avistamentos mais frequentes encontra-se o Cachalote (Physeter macrocephalus), o maior dos cetáceos com dentes, conhecido pela imponência que inspirou o célebre romance Moby Dick. Este colosso dos oceanos pode atingir cerca de 18 metros de comprimento e pesar até 44 toneladas.

Além do cachalote, é comum observar outras espécies de grande porte, como a Baleia-azul (Balaenoptera musculus), considerada o maior animal existente, e a Baleia-comum (Balaenoptera physalus), uma das mais rápidas entre as grandes baleias. A diversidade marinha da região inclui ainda tubarões, tartarugas e uma notável variedade de golfinhos, entre os quais o Golfinho-comum (Delphinus delphis), o Roaz (Tursiops truncatus) e o Golfinho-pintado (Stenella frontalis). A conjugação destas espécies com o cenário natural do arquipélago faz dos Açores um dos pontos mais privilegiados do planeta para observar a vida marinha no seu estado selvagem.

Sim, vimos muitas famílias de golfinhos, bem como duas baleias, embora quase só tivesse dado para ver a parte da cauda. Deixo, no entanto, dois alertas: a excursão é bastante demorada e é feita numa lancheira com vários lugares muito apertados, pelo que não será uma viagem propriamente muito agradável, tendo em conta os vários embates contra as ondas do mar. Portanto, se são daquelas pessoas que ficam indispostas em alto-mar, muito provavelmente não será uma viagem recomendada. O outro aviso? Não comam demasiado ao pequeno-almoço…

Feita a excursão, estava na hora de regressar para a zona do hotel para a nossa próxima paragem de autocarro: as caldeiras vulcânicas.

Com cerca de 3.150 hectares, a área situada no interior da caldeira do Vulcão das Furnas é uma das zonas mais emblemáticas do arquipélago. O vulcão central, moldado por múltiplas erupções ao longo de cerca de 800.000 anos, intercaladas por fases de inatividade, apresenta uma ampla depressão no topo, a Caldeira das Furnas, de forma elíptica, com cerca de oito quilómetros no eixo maior e 5,6 no menor.

Classificada como geopaisagem e geossítio do Açores Geoparque Mundial da UNESCO, esta zona reúne uma grande diversidade geológica. A Lagoa das Furnas, com aproximadamente 200 hectares, é o elemento mais visível, rodeada por cones de escórias, anéis de tufos, domos traquíticos como os do Pico do Ferro e vários campos fumarólicos. A abundância de nascentes, águas minerais e termais valeu-lhe a designação de “hidrópole” das Furnas.

O aproveitamento das características geotérmicas é uma tradição enraizada. Os banhos termais, a aplicação de lamas vulcânicas e o uso de águas minerais fazem parte da vida local, tal como o conhecido Cozido das Furnas, preparado em covas no solo quente, onde permanece a cozinhar entre cinco e seis horas.

A vegetação combina espécies exóticas e invasoras, sobretudo nos jardins botânicos, com plantas endémicas como o azevinho (Ilex azorica) e o louro-da-terra (Laurus azorica). Estas, juntamente com outras espécies nativas, têm sido reintroduzidas no âmbito de projetos de recuperação ecológica da lagoa. No que toca à fauna, destaca-se o morcego dos Açores (Nyctalus azoreum), o único mamífero endémico do arquipélago.

Inserida na Rede Natura 2000 como Zona de Proteção Especial e classificada como Sítio Ramsar, esta área integra também o conjunto de zonas protegidas dos concelhos de Povoação e Nordeste distinguido com a Carta Europeia de Turismo Sustentável em Áreas Protegidas, atribuída pela Federação EUROPARC.

Foram várias as famílias a retirar o seu cozido, independentemente do cheiro a enxofre. Há quem diga que o sabor a enxofre se sente no cozido, mas não foi esse o caso durante o nosso almoço no Restaurante Banhos Férreos, onde nos deliciámos precisamente com um fantástico cozido, com destaque para a carne, tão suave que mal deu trabalho a mastigar. Maravilhoso.

De barriga ainda cheia, seguimos para outra paragem altamente recomendada: Parque Terra Nostra, onde muita gente se concentra no seu Tanque Termal.

Também aqui há novidades. O espaço reabriu ao público em abril deste ano após a conclusão de um conjunto de obras de melhoria. Foi sujeito a intervenções que abrangeram a valorização da sua envolvência, como a instalação de um novo sistema de recirculação de água e a renovação dos revestimentos.

A renovação teve em consideração a relevância histórica e natural do Parque Terra Nostra, um dos principais pontos turísticos da ilha de São Miguel. O interior do Tanque também foi alvo de melhorias, com a aplicação de um novo revestimento que visa aumentar o conforto e o bem-estar dos banhistas. Para melhorar a dinâmica da água no espaço, o número de bicas de entrada foi alargado, passando de duas para seis.

A modernização incluiu, ainda, a instalação de um sistema de recirculação forçada da água termal, que pretende garantir uma gestão mais eficiente e sustentável do recurso, sem comprometer as características naturais das águas.

Foi difícil sair daquela água termal, num dos mais belos jardins da Europa, mas tivemos de regressar ao hotel para descansar um pouco e ganhar apetite para o jantar. A refeição foi no São Jorge Restaurante, e embora os pratos de carne tenham feito sucesso, o mesmo não se pode dizer de quem optou pelo peixe – nenhum dos colegas, portugueses ou espanhóis, comeu sequer meio peixe…

Ananases, piscinas naturais de Caloura e queijadas

Último dia da excursão, que começou com mais um belíssimo pequeno-almoço no Mercure Ponta Delgada Açores – havia nesta manha uns mini cheesecake de coco e chocolate que nem vos conto…

Daí seguimos para algo também incontornável em São Miguel: as plantações de Ananás. A cultura do ananás em São Miguel tem raízes que remontam ao século XIX, quando a variedade Cayenne (Ananas comosus L. Merril) foi introduzida na ilha, em 1850. Originalmente cultivado como planta ornamental, o ananás acabou por ganhar importância económica, tornando-se um dos produtos agrícolas mais emblemáticos dos Açores.

A produção desenvolveu-se em estufas de vidro, estrutura que se mantém até hoje e que permite recriar as condições tropicais necessárias ao crescimento do fruto. Este método, totalmente artesanal, exige tempo e cuidado: entre a plantação e a colheita decorrem cerca de dois anos. Durante esse período, cada fase do processo é acompanhada com precisão, desde a plantação e o fumo – técnica tradicional que estimula a floração – até à maturação final.

Com mais de um século de história, as estufas de ananases A. Arruda representam um testemunho vivo desta tradição agrícola. Nelas é possível observar de perto o ciclo completo do cultivo do ananás, tal como era feito pelas gerações anteriores. A continuidade destas práticas garante não apenas a qualidade e singularidade do fruto, mas também a preservação de um método de produção que se tornou parte integrante da identidade agrícola e cultural micaelense.

Bebemos, claro, um belo suminho de ananás, realmente bastante diferente daquele a que estamos acostumados. Depois, uma paragem rápida para aconchegar o estômago com algumas Queijadas da Vila Franca, doce tradicional de origem conventual com raízes que remontam a finais do século XVI. Reza a história que a sua criação ocorreu por volta de 1593, quando as primeiras freiras chegaram a Vila Franca após o terramoto. Nessa altura, as religiosas utilizavam as claras de ovo para engomar as vestes, o que gerava um excesso de gemas. Para evitar o desperdício, começaram a preparar as queijadas, cuja receita se manteve guardada dentro das paredes do convento durante várias gerações.

A forma como a receita saiu do convento permanece envolta em mistério. Há quem defenda que o segredo foi levado por jovens de famílias abastadas que ali estudavam; outros acreditam que terá sido revelado por leiteiros que forneciam o convento e acabaram por aprender a confeção do doce. No entanto, nenhuma destas versões foi confirmada…

Daí seguimos para as Piscinais naturais de Caloura, sendo que alguns colegas aventuraram-se em banhos, embora o tempo não estivesse propriamente muito convidativo. Já de regresso ao hotel, também tivemos um excelente almoço no restaurante do Mercure Ponta Delgada Açores, o BRUMA, que aposta em ingredientes frescos, na atenção à apresentação de cada prato e, claro, num serviço cuidado.

Chegava assim, ao fim, a nossa excursão a São Miguel, para conhecer o novíssimo Mercure Ponta Delgada, onde certamente iremos regressar em breve. Mais do que um hotel, o Mercure Ponta Delgada Açores simboliza a união entre tradição e modernidade, reforçando o papel dos Açores como destino de excelência e contribuindo para o desenvolvimento local.

PepsiCo muda de cara para mudar de era

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Depois de 25 anos, o novo logótipo da PepsiCo quer traduzir a ambição, a sustentabilidade e a diversidade de um império que o público ainda associa apenas à Pepsi.

A PepsiCo decidiu virar a página da sua própria história visual. Após um quarto de século a manter a mesma identidade corporativa, o conglomerado norte-americano apresentou uma nova imagem que pretende espelhar não apenas a evolução estética, mas também a transformação estratégica da empresa.

O rebranding surge com um discurso repleto de palavras-chave que traduzem as ambições do século XXI: energia, otimismo, inovação, sustentabilidade. A PepsiCo quer mostrar-se moderna e resiliente, mas também mais próxima do consumidor e do planeta. O desafio, no entanto, é tão simbólico como concreto. De acordo com dados divulgados pela própria empresa, apenas 21% dos consumidores é capaz de identificar outra marca do grupo além da Pepsi. Um número muito pouco expressivo, uma vez que detém mais de 500 nomes no portefólio, que vão do Gatorade à Lays, e de Quaker à Doritos.

PepsiCo

A nova identidade tenta, portanto, corrigir essa problemática. O novo logótipo destaca a letra “P”, descrita como o pilar da herança histórica da empresa, mas reinterpretada com curvas e formas que remetem para o futuro, com foco no consumidor, sabor e sustentabilidade. A paleta de cores evoca o solo, símbolo das origens alimentares, e o frescor das bebidas. A base do logótipo, segundo a própria PepsiCo, representa um sorriso, metáfora do elo emocional entre a marca e as pessoas.

PepsiCo

Esta é já a quarta grande renovação de identidade da empresa. Desde 1965, quando nasceu da fusão entre a Pepsi e a Lays, a PepsiCo tem procurado adaptar-se aos novos tempos, ora sublinhando a herança, ora a modernidade. A diferença, agora, é que o mundo mudou mais depressa do que os logótipos conseguem acompanhar. E a PepsiCo, com o seu novo “P” sorridente, tenta mostrar que percebeu a mensagem: já não basta ser uma marca global, é preciso parecer uma marca com propósito.

Digimon Story: Time Stranger Review: De volta ao mundo digital

Digimon Story: Time Stranger estabelece um novo padrão para a série ao combinar uma narrativa cativante, criaturas carismáticas e um combate viciante, consolidando-se como um dos melhores RPG de Digimon dos últimos tempos.

Tanto quanto sei, os jogos de Digimon são quase como as linhas de evolução das criaturas digitais: nunca uma linha reta, mas com várias ramificações. O que quer dizer que há um pouco de tudo para todos. A série Digimon World aproxima-se de um simulador de criaturas digitais, com alguma história, quase um Tamagotchi, se ainda se recordarem do fenómeno. Já a série Digimon Story joga-se mais como um RPG tradicional, que tem uma história e uma linearidade, com as duas séries a permitirem o colecionismo e a criação dos Digimon. E depois há Digimon Survive, que é uma aberração no melhor sentido, em formato de novela gráfica de terror que calha envolver a franquia.

Foi com Digimon Story: Cyber Sleuth e Digimon Story: Cyber Sleuth – Hacker’s Memory que me estreei no mundo dos jogos Digimon. Escolhi-os por serem seguros num género que adoro e por estarem disponíveis na Nintendo Switch, a minha consola de eleição para quando tenho de fazer grind sem prestar grande atenção. Gostei bastante dessa duologia tanto pela história como pelo fanservice, mas tinha alguns problemas que só não me maçaram mais pela natureza portátil da consola. O ritmo da história era carregado a fetch quests, com o segmento final mais apressado para atar tudo, a variedade de cenários era pobre, com os mesmos níveis virtuais e a mesma paleta de cores. O final ainda tenta remediar quando finalmente entramos no mundo digital, mas… enfim. A minha tolerância à repetição também é suspeita, admito.

E eis que chega Digimon Story: Time Stranger para resolver os meus queixumes com um orçamento e ambição maiores do que as entradas anteriores. Desta vez, a aventura leva-nos para o mundo digital logo de início, onde cor e variedade não faltam e com uma história sempre a abrir.

Digimon Story: Time Stranger (Bandai Namco)
Digimon Story: Time Stranger (Bandai Namco)

Uma boa história pede um bom gancho e Digimon Story: Time Stranger entrega-o, ao abrir com um cataclismo em Shinjuku. O nosso protagonista silencioso é atirado oito anos para o passado com a missão de impedir que esse evento – o Shinjuku Inferno – chegue a vias de facto. Nesta nova realidade, travamos amizade com Inori e Aegiomon e a história torna-se mais linear enquanto exploramos o mundo digital e revelamos a trama. Não abandona os clichés dos animes, mas eu caio sempre.

É pena que o protagonista tenha pouca agência, mesmo com algumas opções de diálogo. O elenco não fala connosco, mas para nós, e isso parece-me chato e redundante, especialmente quando repetem a mesma informação ad nauseam como se fossemos monos. Felizmente, o lado dos Digimon carrega a alma desta aventura com o charme e a irreverência das séries animadas.

Digimon Story: Time Stranger mergulha na mitologia dos Olympus XII, numa oportunidade bem agarrada, pois é qualquer coisa ver estes deuses, não só como figuras imponentes, mas como trapalhões e próximos. E porque o cerne da aventura são as viagens no tempo, saltamos entre passado e futuro, com efeitos interessantes, como as criaturas que conhecemos num momento, vão amadurecendo física e psicologicamente devido às nossas influências.

Como é que obtemos os Digimon? Bem, cada encontro digitaliza automaticamente os Digimon por uma certa percentagem e assim que um tipo específico chegar aos 100%, podemos convertê-lo para se juntar à equipa. Se esperarmos que essa progressão chegue aos 200%, ele surge mais poderoso.

A mecânica única de evolução dos Digimon, chamada de Digievolução, é o coração da progressão em Digimon Story: Time Stranger. Cada Digimon tem várias linhas evolutivas pelas quais podemos constantemente Digievoluir e Des-digievoluir, mas têm de cumprir com certos requisitos, como o nosso nível de Agente; atingir um determinado valor de atributos; ter a personalidade correta; e/ou possuir itens especiais. Esta abordagem mais rápida à evolução é muito mais gratificante, mesmo havendo ainda algum grind envolvido.

Digimon Story: Time Stranger (Bandai Namco)
Digimon Story: Time Stranger (Bandai Namco)

Ao longo da aventura, vamos inevitavelmente ter várias cópias do mesmo Digimon, o que é um bom problema de se ter! Por exemplo, se tivermos dois Agumon, podemos Digievoluir um para Greymon e o outro para GeoGreymon para ver como as suas linhas evolutivas divergem. Podemos até dizer que é quase como um gacha divertido sem os elementos predatórios. E quando esgotarmos todas as evoluções possíveis para um tipo específico de Digimon, o jogo ainda permite “desmanchá-los” em materiais ou em dinheiro – embora este último até consigamos com bastante facilidade por outras vias.

Digimon Story: Time Stranger também introduz “Personalidades” que influenciam o crescimento de atributos. Há quatro categorias – Philanthropy, Valor, Understanding e Heart -, cada uma com subcategorias que afetam atributos de formas diferentes, um desses exemplos é o Understanding, que gira à volta do Intelecto e que melhora ataques mágicos. Felizmente, podemos influenciar as personalidades dos Digimon respondendo às SMS que nos enviam, falando com eles no mapa ou na Digifarm.

Do lado do combate, se tiver de o comparar, está mais próximo de um Shin Megami Tensei com a sua gestão de criaturas do que de um Pokémon. Aegiomon é uma das presenças fixas na equipa, mas podemos rodar por três membros ativos e outros na reserva.  Parte do porquê de considerar o combate ótimo é simples: este respeita o nosso tempo com várias opções de velocidade e modo automático para aqueles momentos de grind. E se formos os primeiros a investir, podemos eliminar os inimigos mais fracos logo no mapa.

Mas onde o sistema realmente brilha é no seu puzzle de vulnerabilidades. Já estava habituado a jogos que incentivam à exploração de fraquezas, e Digimon Story: Time Stranger eleva isto a outro nível. Existem três atributos principais – Data, Virus e Vaccine – que funcionam num clássico pedra-papel-tesoura, em que Data vence Vaccine, Vaccine vence Virus, e Virus vence Data. Por exemplo, numa batalha, atacamos com vantagem e tiramos 150% a mais de dano, só que há uma segunda camada elemental (fogo, água, luz, escuridão, etc). E se conseguirmos combinar as duas? Um Vaccine com ataque de luz contra um Virus de escuridão? Limpamos uns valentes 400% de dano. É uma satisfação danada quando conseguimos limpar bosses bem mais fortes do que nós. Não é para trabalhar no duro, mas de forma eficiente.  E mesmo que não tenhamos a combinação perfeita de Digimon, podemos equipar-lhes habilidades fora dos seus atributos naturais para cobrir todas as bases. Assim, o combate nunca se sente monótono ou limitado.

Quando acumulamos Cross Points suficientes, temos a opção de intervir diretamente no combate ao puxar de um revólver. Não só podemos acabar o confronto com um balázio como podemos optar por curar ou suportar a party. O único senão, é que não podemos selecionar estas habilidades durante o combate, mas fora deste. O que nos deixa à mercê do nosso estilo de jogo ou do acaso.

Digimon Story: Time Stranger (Bandai Namco)
Digimon Story: Time Stranger (Bandai Namco)

E aqui está o meu maior problema com o jogo: a experiência de utilizador. Navegar entre menus quando temos informação para consultar e cruzar é uma dor de cabeça. A Digifarm – onde colocamos os Digimon para ganharem experiência e treinarem atributos específicos enquanto andamos por aí – não tem qualquer ligação ao menu de Digievolução. O que significa que temos de memorizar (ou puxar do caderno) o que precisamos treinar para não andarmos constantemente a entrar e a sair da Digifarm. São pequenas irritações que se acumulam ao longo de 30-40 horas e fazem-me perder mais tempo do que o backtracking que o jogo já pede por si. Nada que quebre o jogo, mas é frustrante quando tudo o resto está tão bem pensado.

Como bom RPG, Digimon Story: Time Stranger também oferece bastantes atividades secundárias. Embora muitas missões não fujam das fetch quests, permitem explorar o mundo digital e observar um pouco de slice of life dos Digimon. Ainda assim, são uma melhoria drástica em relação aos jogos Digimon Story anteriores. Aqui, o mundo, e a história, respiram. Também encontramos desafios escondidos que recompensam com dinheiro, sendo algumas das mais difíceis formas divertidas de testar a nossa equipa.

Ao mesmo tempo, estas missões oferecem uma recompensa crucial, os Anomaly Points que consumimos para desbloquear mais Cross Arts ou reduzir certos requisitos de Digievolução. Gastá-los também aumenta o nosso Rank de Agente, que também é um requisito de Digievolução por si só. Em Ranks de Agente mais altos, podemos começar a Digievoluir os Digimon para as suas formas Ultimate e Mega, o que é importante para enfrentar os bosses mais poderosos do final.

E como já começa a ser também tradicional em RPG, Digimon Story: Time Stranger também inclui um jogo de cartas que usa as ilustrações do Trading Card real. Consoante o número de rondas ganhas, podemos roubar a quantidade correspondente de cartas do deck derrotado como prémio. Acabei a minha análise do Digimon Survive com esta confissão: que iria continuar com as séries e com os jogos que continuavam a sair, a arriscar e a aliciar. Desde então, já vi mais séries, estando agora a acabar Xros Wars. Apesar de ter o Next Order no backlog, ainda não tive oportunidade de o começar, mas tive a de analisar esta nova entrada de Digimon Story. Se escrevi a última análise com algum fel e com comparações com a outra série rival, aqui estou mais zen porque sei que terminei um daqueles jogos que me marcou e me deixa feliz por ver mais gente a divertir-se. Há uma nova série, o jogo de cartas nunca foi tão popular e eu voltei a ser aquela criança que faltou às aulas para ver o último episódio da primeira temporada.

Recomendado - Echo Boomer

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Bandai Namco.

Hotel Mundial inicia nova fase de requalificação com projeto da Broadway Malyan

A transformação do Hotel Mundial traz novos espaços, design contemporâneo e uma experiência mais luminosa, sem perder a alma lisboeta.

O Hotel Mundial, um marco incontornável da Baixa Pombalina desde 1958, entra numa nova fase da sua história com o avanço do projeto de requalificação assinado pelo atelier Broadway Malyan. Esta intervenção dá continuidade ao processo de renovação do icónico hotel lisboeta, reforçando a sua ligação à cidade e adaptando-o às exigências do turismo urbano atual, sem perder o vínculo à sua identidade histórica.

A primeira etapa da obra, já concluída, transformou integralmente o piso térreo. A nova entrada, o lobby e as áreas comuns foram redesenhados com uma linguagem contemporânea que evoca o glamour dos anos 60 sem recorrer à nostalgia. O uso de materiais naturais e a aposta na luz natural criaram um ambiente mais fluido e acolhedor, onde conforto e sofisticação coexistem de forma harmoniosa.

Entre as novidades, destaca-se o Maximinus Bar & Lounge, que se tornou um ponto de encontro entre hóspedes e lisboetas, prolongando a atmosfera vibrante do Varanda de Lisboa, conhecido pela vista panorâmica e pela gastronomia clássica portuguesa, e do Rooftop Bar Mundial, hoje um dos espaços mais procurados da capital para apreciar o pôr-do-sol e desfrutar da cidade, do Castelo ao Tejo.

Hotel Mundial - Maximinus Bar & Lounge

A nova experiência de chegada ao hotel, descrita pelos visitantes como mais elegante, intuitiva e luminosa, simboliza um regresso às origens do Mundial, reinterpretado agora para o viajante cosmopolita. Em plena operação, o hotel prepara-se para avançar com a segunda fase da requalificação, centrada no primeiro piso. Nesta etapa surgirá o Meeting & Events HUB, composto por oito salas com luz natural e tecnologia de última geração, e o 28 Restaurante & Terraço, pensado para acolher eventos sociais e corporativos, combinando espaços interiores e exteriores com versatilidade e distinção.

O projeto foi concebido como uma narrativa visual e sensorial, onde cada detalhe, dos tetos às texturas, reflete o carácter e a herança do edifício. Materiais portugueses como o burel foram utilizados para transmitir calor e autenticidade, em diálogo com peças artísticas inspiradas nos anos 60 e no espírito irreverente do hotel. O resultado é um conjunto de espaços que celebram Lisboa e o seu ritmo, valorizando a memória e a identidade do bairro onde o hotel nasceu.

Em 2026, o Hotel Mundial entrará numa nova etapa da sua transformação, centrada na remodelação gradual dos quartos. Esta fase visa elevar o conforto e a qualidade da estadia, integrando um design mais refinado e uma atenção minuciosa aos detalhes, de forma a responder às expetativas de um público cada vez mais exigente e atento à experiência global que um hotel oferece.

Recorde-se que o Hotel Mundial vai também mudar de nome, transformando-se no Renaissance Mundial Lisbon Hotel, numa transição que deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2028.

Apple Intelligence e Siri chegam em Português de Portugal

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A Apple lançou finalmente o suporte de Português de Portugal no Apple Intelligence e na Siri, com a nova atualização dos seus sistemas operativos.

A Apple lançou uma nova versão dos seus sistemas operativos para os vários dispositivos da marca, que introduzem o suporte para o nosso idioma, português europeu, no Apple Intelligence e na assistente virtual Siri. A integração é feita com a atualização 26.1 do iOS, iPadOS, macOS e WatchOS.

Os utilizadores portugueses poderão agora tirar partido dos sistemas de software mais avançados da Apple, no seu idioma nativo. O grande destaque é o modelo inteligente da marca, o Apple Intelligence, que introduz funcionalidades como análise visual de imagens, geração automática de texto e imagens, limpeza de elementos em fotografias, criação de genemoji personalizados e ferramentas de escrita capazes de rever, resumir ou reescrever textos. Todos estes processos são realizados através de modelos de linguagem executados diretamente no dispositivo, com recurso opcional ao serviço Private Cloud Compute para pedidos que exigem maior capacidade de processamento.

A Siri não foi esquecida. Até hoje o agente virtual da Apple pré-IA, não suportava português europeu, mas agora passa agora a compreender e responder em português, com personalização adaptada a Portugal. Esta assistente permite definir lembretes, fazer chamadas, obter previsões meteorológicas, reproduzir música ou realizar pesquisas por voz. Servindo de complemento ao Apple Inteligence em dispositivos compatíveis, mas também como alternativa de interação em dispositivos que não suportam o novo agente inteligente. Assim, a nova versão da Siri também aceita comandos por texto, alternando de forma fluida entre escrita e voz, mantendo o contexto entre pedidos sucessivos. De acordo com a Apple, tal como o Apple Intelligence, a maior parte do processamento é feito localmente, garantindo privacidade e reduzindo a dependência dos servidores da empresa.

Esta atualização traz até ao Apple Intelligence a ligação direta ao ChatGPT através da Siri, das ferramentas de escrita e de criação de imagens. Desta forma, o utilizador pode optar por ativar esta integração e controlar quando e que informação é partilhada.

Entre as restantes novidades destacam-se o Image Playground, que cria imagens originais a partir de descrições de texto, e o Clean Up, que remove elementos indesejados de fotografias. A aplicação Notas ganha o Image Wand, que transforma esboços em imagens completas, e a app Mail passa a destacar mensagens prioritárias, gerar resumos e sugerir respostas rápidas.

O Apple Intelligence ainda se encontra em versão beta com suporte para mais línguas para lá do português, como o inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, neerlandês, dinamarquês, norueguês, sueco, turco, vietnamita, chinês (simplificado e tradicional), japonês e coreano. No entanto, algumas funcionalidades poderão não estar ativas em todas as regiões.

Polestar 4 será o primeiro automóvel com Google Maps Live Lane Guidance

O Polestar 4 será o primeiro automóvel a integrar a funcionalidade Google Maps Live Lane Guidance, com orientação de faixa em tempo real e inteligência artificial.

A Polestar vai tornar-se o primeiro fabricante automóvel a integrar a nova funcionalidade Google Maps Live Lane Guidance diretamente no painel de instrumentos de um veículo. O sistema, que estreia no Polestar 4, oferece uma visualização em tempo real das faixas de rodagem, recorrendo a inteligência artificial para detetar a posição do automóvel e fornecer instruções de navegação mais precisas.

A tecnologia, desenvolvida em colaboração com a Google, utiliza uma das câmaras frontais do veículo para identificar elementos da estrada, como marcas no pavimento e sinalização vertical. A informação é processada por algoritmos de IA que analisam continuamente o ambiente, permitindo ao condutor visualizar, no ecrã de 10,2 polegadas, a faixa exata em que se encontra e a melhor via para seguir o trajeto planeado. A funcionalidade combina indicações visuais e sonoras, tornando as mudanças de direção mais claras e reduzindo o risco de manobras tardias, sobretudo em autoestradas com múltiplas faixas ou em situações de tráfego intenso.

A Live Lane Guidance insere-se na política da Polestar de manter os seus modelos atualizados através de atualizações remotas (over-the-air), reforçando o compromisso com uma experiência centrada no condutor e na melhoria contínua do software. O lançamento está previsto para os próximos meses, com implementação inicial nos Estados Unidos e na Suécia, antes de chegar a outros mercados.

Painkiller Review: Uma série que quer pertencer

Ao rejeitar as suas origens, o novo Painkiller procura alcançar um novo público ao apostar numa experiência online e cooperativa, semelhante a tantos outros nomes do género, mas acaba por ambicionar imenso com o pouco que oferece.

Enquanto as editoras compram catálogos inteiros e reinvestem em séries adormecidas, a indústria é constantemente surpreendida com o regresso de nomes que se julgavam perdidos no tempo. Se Ninja Gaiden 4 foi a ressurreição que muito esperavam e Kirby: Air Riders será um retorno improvável, custa-me acreditar que Painkiller goze da mesma popularidade. Lançado em 2004 e desenvolvido pela People Can Fly, o shooter clássico procurou criar uma ponte entre a intensidade de Serious Sam e o design de DOOM e Quake com efeitos positivos, mas não necessariamente memoráveis. No entanto, Painkiller protagonizou um primeiro rejeitar da modernidade no género de ação na primeira pessoa, um contra-ataque contra a crescente moda dos shooters militares, onde a linearidade, o limite de armas e um estilo mais cinematográfico ameaçavam estandardizar o género.

Esta recusa da modernidade é irónica. Em 2025, Painkiller é ressuscitado exatamente para abraçar os modelos populares e aproveitar a pouca reminiscência do seu nome para dar aos jogadores uma campanha sem surpresas, centrada na cooperação e numa campanha dividida por biomas, níveis, um novo leque de personagens e uma enorme aposta na repetição. Ao contrário do título original, Painkiller quer ser mais palatável às sensibilidades modernas, com um level design previsível, corredores que se interligam a arenas fechadas, e um leque de missões que se centra quase exclusivamente no combate contra hordas e na sobrevivência através de tarefas repetitivas. Fora a sua direção de arte e visão infernal dos seus cenários, Painkiller tem um combate com bom feedback, armas poderosas e uma jogabilidade maioritariamente satisfatória, mas não sabe o que quer ser. Então Painkiller não é mestre de coisa alguma. Ora é um shooter clássico, que procura rejeitar as modas atuais, ora é exatamente um título que procura ser o mais fácil de vender a um público que procura experiências online e cooperativas sem mecânicas ou sistemas que o diferenciem dos seus rivais – ao ponto de oferecer um modo roguelike para abranger todas as modas possíveis.

A mudança arrojada na estrutura da campanha e a recusa da experiência a solo tornam Painkiller num projeto difícil de vender, que é rejeitado pelos fãs do original e ignorado pela comunidade que tanto procurou cativar. Uma tragédia.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Sandbox Strategies

Perfumes & Companhia reforça oferta de beleza com marcas coreanas e maquilhagem essence e Catrice

O K-Beauty ganha espaço em Portugal com a chegada de marcas como Anua, COSRX e Beauty of Joseon à Perfumes & Companhia.

A Perfumes & Companhia iniciou uma nova etapa no panorama da cosmética em Portugal com a chegada das marcas coreanas de skincare que têm redefinido o conceito de beleza em todo o mundo. Pela primeira vez, o público português pode encontrar nas lojas e online o melhor do K-Beauty.

Entre as marcas que passam a integrar o portefólio estão a Anua, Beauty of Joseon, Biodance, COSRX, Erborian, Hidehere, Medicube, SKIN1004 e Torriden, nomes que se tornaram sinónimo de eficácia, simplicidade e respeito pela pele.

A Anua, conhecida pelo Heartleaf 77% Soothing Toner, aposta numa cosmética de inspiração natural e fórmulas minimalistas. A Beauty of Joseon revisita os segredos de beleza da dinastia Joseon, combinando tradição e ciência moderna. A Biodance alia tecnologia de ponta à sustentabilidade, com destaque para a Real Deep Collagen Mask. A COSRX, por sua vez, tornou-se um fenómeno global com soluções eficazes e acessíveis, como a Advanced Snail 96 Mucin Power Essence.

Entre as restantes, a Erborian funde o conhecimento coreano com a precisão francesa; a Hidehere privilegia o cuidado essencial para peles sensíveis; a Medicube apresenta uma linha de cuidados clínicos desenvolvida em colaboração com dermatologistas; a SKIN1004 aposta na pureza da centella asiática de Madagáscar; e a Torriden redefine o conceito de hidratação intensa com a linha Dive-In.

Estas marcas estão já disponíveis em exclusivo no site oficial da Perfumes & Companhia, permitindo ao público português o acesso à mais recente tendência global de cuidados de pele, bem como na nova loja Perfumes & Companhia do Alegro Sintra.

Nos próximos meses, a empresa prevê alargar a presença destas marcas às restantes lojas do país. Paralelamente, a Perfumes & Companhia expande o seu portefólio de maquilhagem com a integração das marcas essence e Catrice, representadas em Portugal pela Fun Cosmetics. A parceria, que se inicia com a abertura da loja de novo conceito no Alegro Sintra, reforça o objetivo comum de tornar a beleza mais próxima e acessível.

Carris Metropolitana reforça frota elétrica na Margem Sul com 43 novos autocarros

Com 43 novos autocarros elétricos, a Carris Metropolitana dá mais um passo na descarbonização da Área Metropolitana de Lisboa.

A Carris Metropolitana deu um novo passo na transição energética, com a introdução de 43 autocarros totalmente elétricos que passam a operar nos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra. A iniciativa reforça a aposta da empresa em soluções de mobilidade mais sustentáveis e alinhadas com as metas de descarbonização da Área Metropolitana de Lisboa.

Atualmente, a Transportes Sul do Tejo (TST) opera 337 autocarros ao serviço da Carris Metropolitana na designada Área 3. Com a integração destes 43 novos veículos elétricos, mais de 10% da frota passará a ter emissões nulas. O primeiro autocarro chegou em março de 2025, marcando o início de uma fase de testes que decorreu com resultados positivos. Até novembro, 26 unidades estarão prontas para entrar em circulação, enquanto os 17 restantes deverão ser entregues em janeiro de 2026, com entrada em operação prevista para fevereiro.

Para sustentar esta nova etapa, a TST instalou 23 carregadores duplos, com capacidade para abastecer simultaneamente os 46 veículos elétricos previstos.

Esta renovação da frota insere-se numa estratégia mais ampla de modernização e eficiência energética, apostando numa mobilidade mais silenciosa e com impacto ambiental reduzido. Desde o início da sua atividade, há três anos, a Carris Metropolitana destacou-se por dispor de uma frota moderna, composta por veículos com menos de um ano, o que simbolizou desde o primeiro momento o compromisso com a qualidade e a inovação no transporte público.

A Área 3, que abrange os concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra, tem registado uma procura crescente. Em outubro de 2025, a Carris Metropolitana atingiu um recorde histórico de mais de quatro milhões de passageiros num único mês, mantendo um índice de cumprimento operacional superior a 98%.

Perfumes & Companhia apresenta “loja do futuro” no Alegro Sintra

A Perfumes & Companhia vai investir 30 milhões de euros até 2030 para modernizar lojas e reforçar a presença digital.

A Perfumes & Companhia entrou numa nova fase da sua história, apostando numa transformação de grande escala que promete redefinir a forma como os portugueses vivem o universo da beleza. Com um investimento de 30 milhões de euros até 2030, a marca prepara-se para modernizar toda a rede de 130 lojas e reforçar a sua presença digital, apresentando um conceito que eleva a experiência do cliente a um novo patamar.

O primeiro passo desta mudança materializa-se no Alegro Sintra, onde abriu recentemente o primeiro espaço criado segundo o novo conceito desenvolvido em parceria com a agência francesa Malherbe Paris, reconhecida pelo seu trabalho em design de retalho de luxo. O resultado é uma loja que alia tecnologia, serviço e inspiração, desenhada para envolver o cliente numa autêntica viagem sensorial. O ambiente combina o minimalismo contemporâneo com a sofisticação das grandes casas de cosmética, usando tons neutros e toques de vermelho, a cor emblemática da marca, para criar uma atmosfera acolhedora e elegante.

O novo modelo de loja foi concebido para ser facilmente replicável em todo o país, através de um sistema construtivo sustentável e modular que permite remodelações rápidas e de baixo impacto. O percurso dentro da loja é intuitivo, com iluminação pensada para guiar o cliente e zonas de experimentação que incentivam a descoberta. Há áreas dedicadas à dermocosmética, à maquilhagem e ao bem-estar, com especialistas prontos a oferecer aconselhamento personalizado.

O plano estratégico P&C 2030 da empresa define metas ambiciosas, como duplicar o peso das vendas online nos próximos dois anos e expandir o portefólio para mais de 300 marcas, incluindo mais de uma centena de novas etiquetas que vão desde a cosmética de luxo até marcas de farmácia e maquilhagem acessível.

Depois de Évora e Lisboa, Sabor a España leva os seus torrões para o Porto

Com esta inauguração no Porto, a Sabor a España conta com três lojas em Portugal onde vende os seus deliciosos torrões… e não só.

Depois de, em agosto, ter inaugurado a sua segunda loja em Portugal, a Sabor a España inaugurou esta semana o seu terceiro espaço em Portugal, desta vez na baixa do Porto, com uma loja localizada no nº305 da Rua da Formosa.

Especializada em produtos artesanais como torrões, garrapiñadas (amêndoas caramelizadas) e doces tradicionais, a Sabor a España distingue-se pela aposta em matérias-primas de qualidade e numa confeção cuidada que preserva a essência da doçaria clássica. A partir da sua fábrica, situada no Polígono Industrial de Las Palomas, saem mais de 150 especialidades próprias que chegam diariamente às lojas.

A nova unidade do Porto, com 200 m2 e um investimento de 200.000€, segue o modelo característico da marca: uma loja onde os clientes podem viver a gastronomia com todos os sentidos, através de degustações, showcookings e atendimento personalizado.

O objetivo da empresa passa por continuar a crescer em Portugal, com a meta de abrir cerca de 15 lojas no país, sem perder de vista a sua identidade: oferecer uma experiência autêntica em torno da doçaria artesanal.

A Sabor a España abriu a sua primeira loja portuguesa em novembro de 2024, instalando-se em Évora.

Chiado acende as luzes de Natal esta semana

Os Armazéns do Chiado assinalam o início da época natalícia com o acendimento das luzes e a chegada do Pai Natal.

Os Armazéns do Chiado dão início às celebrações natalícias este sábado, 8 de novembro, com a inauguração oficial da sua iluminação de Natal, marcada para as 18h30. O evento, que simboliza a chegada da época festiva à zona histórica de Lisboa, contará também com a presença do Pai Natal, que fará a sua entrada no centro comercial logo após o acendimento das luzes.

Este ano, a fachada dos Armazéns do Chiado volta a transformar-se num palco luminoso através da tecnologia LED mapping, oferecendo um espetáculo visual composto por projeções animadas inspiradas em símbolos tradicionais do Natal. O jogo de luz e cor promete criar uma atmosfera imersiva e dar um novo brilho ao coração da cidade.

A componente musical ficará a cargo do Coro da Lisbon Film Orchestra, que interpretará temas do filme Sozinho em Casa, um dos clássicos mais reconhecidos da quadra natalícia. Esta atuação integra-se no programa do concerto Sozinho em Casa em Concerto, agendado para o dia 30 de novembro na MEO Arena, num evento realizado em parceria com o Canal Hollywood.

Hackett London inaugura nova loja no NorteShopping

A Hackett London abriu portas no NorteShopping, no Porto, com um espaço que combina elegância britânica, alfaiataria clássica e design contemporâneo.

A Hackett London reforçou a sua presença em Portugal com a inauguração de um novo espaço no NorteShopping, no Porto. A loja, com uma área total de 167 m2, representa mais um passo na estratégia de expansão da marca britânica no mercado nacional.

Situada num dos centros comerciais mais reconhecidos do país, a nova loja beneficia da centralidade e do fluxo intenso de visitantes do NorteShopping, um ponto de referência na cidade do Porto. A escolha do local acompanha a relevância crescente do mercado nortenho, onde o dinamismo cultural e comercial da cidade oferece condições ideais para o crescimento sustentado da marca.

O espaço foi concebido segundo a identidade visual característica da Hackett London, que conjuga a elegância tradicional britânica com um toque contemporâneo. Inspirada na emblemática loja da marca na Savile Row, em Londres, a nova loja apresenta uma atmosfera acolhedora, marcada por tons de verde, mobiliário vintage e elementos de iluminação e decoração cuidadosamente seleccionados. Cada detalhe foi pensado para traduzir o espírito da Hackett: intemporalidade, atenção ao detalhe e compromisso com a qualidade.

O novo ponto de venda disponibiliza as linhas Hackett London e Nº14 Savile Row, que abrangem propostas formais e casuais, bem como acessórios e calçado. O conjunto traduz a essência do estilo britânico da marca, que alia a alfaiataria clássica a uma abordagem moderna, pensada para o quotidiano urbano.

David Byrne regressa a Portugal para o Ageas Cooljazz

Oito anos depois do último concerto em Portugal, David Byrne vai regressar ao nosso país, precisamente ao mesmo festival onde esteve pela última vez.

É músico, escritor e fundador dos míticos Talking Heads. Falamos de David Byrne, artista escocês-americano que regressa a Portugal em 2026 para um concerto inserido no Ageas Cooljazz, festival onde atuou pela última vez em 2018, naquela que foi também, até à data, a sua última passagem por território nacional.

O espetáculo está marcado para 14 de julho do próximo ano, no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais. No concerto, David Byrne apresentará não só o novo álbum Who Is The Sky?, como revisitará clássicos da sua carreira a solo e Talking Heads.

Os bilhetes já estão à venda e variam consoante pretendem lugar para a plateia em pé, bancada ou camarote. De momento, o Ageas Cooljazz conta também com concertos de Jamiroquai (18 de julho) e Diana Krall (22 de julho).

Haven Nature Hotel quer mostrar uma Batalha para além do Mosteiro

Seis meses após a abertura, o Haven Nature Hotel, localizado junto às Serras de Aire e Candeeiros, aposta num modelo de turismo que valoriza a comunidade e o território.

Na encosta das Serras de Aire e Candeeiros, a poucos minutos do centro da Batalha, o Haven Nature Hotel & Villas consolida-se, seis meses após a abertura, como um espaço de refúgio e descoberta. Este hotel de quatro estrelas, integrado numa propriedade de sete hectares, propõe um olhar diferente sobre a região, convidando a explorar um território autêntico, longe do turismo de massas, e a viver experiências que fortalecem a ligação entre visitantes e comunidade local.

Com uma abordagem centrada no turismo regenerativo, o Haven Nature Hotel procura que cada estadia vá além do simples descanso. Através de parcerias com produtores e artesãos, o hotel incentiva o contacto direto com as tradições e ofícios da região. É assim possível acompanhar um rebanho comunitário de duzentas cabras que percorre as encostas da serra, conhecer práticas ancestrais de pastoreio e, inclusive, apadrinhar um dos animais, uma experiência particularmente apreciada pelas famílias, pela dimensão educativa e emocional que proporciona.

A imersão na cultura local estende-se a oficinas de olaria e tecelagem, à confeção de pão em forno a lenha e a degustações de produtos regionais como queijo e azeite artesanal. Para quem prefere atividades ao ar livre, o Haven Nature Hotel sugere percursos de buggy por trilhos serranos, caminhadas que atravessam aldeias rurais ou passeios a cavalo com direito a piqueniques panorâmicos. Há ainda opções mais desafiantes, como escalada, rappel e espeleologia, com visitas às Grutas da Moeda, um dos ícones geológicos da Serra de Aire e Candeeiros.

Haven Nature Hotel & Villas

À medida que o outono se instala, o hotel assume uma atmosfera mais recolhida e serena. O Roots Spa ganha destaque com a sua piscina interior aquecida, jacuzzi voltado para a paisagem, sauna panorâmica e tratamentos inspirados na flora local, desenvolvidos em parceria com a marca Wamo. Cada detalhe reforça a ligação entre bem-estar e natureza, num ambiente pensado para desacelerar e recuperar o equilíbrio.

No exterior, a plataforma de ioga sob os sobreiros centenários é o cenário ideal para práticas de mindfulness, enquanto o circuito de manutenção, com um quilómetro de extensão, convida a exercitar o corpo ao som da serra. A aposta na mobilidade sustentável é outro pilar do projecto: o Haven é um Bike Hotel certificado pela rede Bikotels, com infra-estruturas dedicadas ao cicloturismo, incluindo oficina equipada, boxes fechadas, balneários e carregadores para bicicletas eléctricas. Está igualmente prestes a ser inaugurado um Pump Track, pensado para ciclistas, skaters e patinadores.

Com 24 quartos e cinco villas independentes, o Haven Nature Hotel combina arquitetura biofílica e conforto contemporâneo, numa fusão entre interior e exterior que reflete o espírito do projeto. Situado a pouco mais de uma hora de Lisboa e a duas do Porto, o hotel posiciona-se como um ponto de partida para redescobrir o centro de Portugal de forma consciente, onde a história, a natureza e a hospitalidade se entrelaçam para oferecer uma experiência que valoriza o tempo, o território e as pessoas.

O que é uma chave de segurança de rede e porque continua a ser essencial

Num mundo onde a ligação à internet se tornou indispensável – seja para trabalhar, estudar ou simplesmente ver uma série -, a segurança das redes domésticas é um tema que raramente recebe a atenção que merece. Segundo dados recentes, mais de 80% dos utilizadores nunca alteraram a palavra-passe de administrador do router e muitos continuam a usar as credenciais impressas na parte traseira do equipamento. Esse detalhe aparentemente inofensivo é, na prática, um convite aberto a intrusões.

A chave de segurança de rede é, em termos simples, a palavra-passe do Wi-Fi: o código que autoriza dispositivos a ligarem-se ao router e que activa os mecanismos responsáveis por manter os dados privados durante a navegação. A sua importância vai além do acesso básico à internet – é também o que protege a tua ligação quando realizas operações sensíveis, como compras, transferências bancárias ou até quando jogas online, em plataformas que exigem ligação estável e segura, como o jogo crash Aviator. Apesar de parecer apenas uma combinação de caracteres, esta chave tem um papel crucial: autentica quem tenta aceder à rede e estabelece encriptação entre o dispositivo e o router, impedindo que terceiros consigam decifrar o que é transmitido. Sem esta camada de segurança, qualquer pessoa nas proximidades poderia usar a tua ligação e até espiar o tráfego de dados que passa por ela.

Como funciona a autenticação e a encriptação

Cada vez que um dispositivo tenta aceder a uma rede Wi-Fi, o router compara a chave introduzida com a que está guardada na configuração. Se corresponder, o acesso é concedido; caso contrário, é recusado. Esse processo, designado autenticação, impede que desconhecidos usem a tua ligação sem autorização.

Logo depois entra em acção a encriptação, um mecanismo que transforma os dados transmitidos em código indecifrável enquanto circulam entre o router e o dispositivo. Mesmo que alguém consiga intercetar o sinal, verá apenas uma sequência de caracteres sem sentido. Apenas os equipamentos com a chave correcta conseguem decifrar a informação original.

Da fragilidade do WEP à robustez do WPA3

A segurança das redes sem fios evoluiu ao longo dos anos, acompanhando o avanço das técnicas de intrusão. O WEP foi o primeiro padrão de encriptação, mas rapidamente se tornou obsoleto devido à facilidade com que podia ser quebrado. O WPA surgiu em 2003 como uma alternativa mais segura, mas também acabou por revelar vulnerabilidades.

O passo seguinte foi o WPA2, que trouxe uma encriptação mais forte e se tornou o padrão dominante durante mais de uma década. Hoje, o WPA3 representa o estado da arte em segurança Wi-Fi, com protecção reforçada contra ataques de força bruta e melhor gestão das palavras-passe. Embora nem todos os dispositivos o suportem ainda, é considerado o nível de segurança mais elevado disponível.

Onde encontrar a chave de segurança de rede

Em grande parte dos routers domésticos, a chave de segurança de rede pode ser encontrada na etiqueta do equipamento, onde também consta o nome da rede (SSID). No entanto, se a palavra-passe tiver sido alterada, essa informação deixará de ser válida. Nesse caso, o acesso é feito através do painel de administração do router, a partir de um navegador, utilizando o endereço IP interno do dispositivo – normalmente algo como 192.168.0.1 – e as credenciais de administrador.

Dispositivos já ligados à rede também guardam a chave localmente. Em telemóveis Android, pode ser visualizada através da opção de partilha por código QR; no iPhone, aparece após desbloqueio por código ou reconhecimento facial. Nos computadores com Windows, a palavra-passe pode ser consultada nas definições de rede; no macOS, é possível aceder às senhas guardadas através do sistema de chaves ou das opções avançadas de Wi-Fi.

Quando e como alterar a palavra-passe do Wi-Fi

Alterar regularmente a chave de segurança é uma das formas mais eficazes de proteger uma rede. O processo é simples: basta aceder ao painel de administração do router, procurar as definições de Wi-Fi e substituir a palavra-passe antiga por uma nova. Após a alteração, todos os dispositivos terão de ser reconectados usando o novo código.

O erro de “chave de segurança incompatível” é comum quando a palavra-passe é escrita com um erro – especialmente porque distingue maiúsculas de minúsculas – ou quando o router foi atualizado e as configurações de segurança mudaram. Reiniciar o equipamento ou esquecer a rede no dispositivo costuma resolver o problema.

Hábitos simples que reforçam a segurança da rede

Algumas práticas básicas fazem uma diferença significativa na protecção de uma rede doméstica. Alterar as credenciais de administração de fábrica é um dos primeiros passos, já que essas informações são facilmente encontradas online. Criar uma palavra-passe forte, com letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos, é igualmente essencial.

Evitar deixar a palavra-passe escrita num local visível e usar um gestor de senhas ajuda a manter a segurança. Activar o WPA2 ou WPA3 garante uma encriptação moderna, enquanto criar uma rede separada para convidados impede que acedam aos dispositivos principais. Manter o firmware do router atualizado fecha vulnerabilidades e, quando possível, deve-se desactivar opções como WPS ou gestão remota, que facilitam ataques externos.

A importância de uma actualização periódica

Os especialistas recomendam mudar a palavra-passe do Wi-Fi a cada seis a doze meses, ou de imediato se houver suspeita de acesso indevido. Essa renovação regular impede que antigos utilizadores – vizinhos, ex-companheiros de casa ou visitantes ocasionais – mantenham acesso à rede.

Mais do que uma simples precaução, uma chave de segurança robusta é uma barreira fundamental contra o roubo de dados e o acesso não autorizado. Combinada com actualizações regulares e boas práticas de utilização, continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a privacidade e a estabilidade de qualquer ligação doméstica.

Cypress Hill, Kaiser Chiefs e grandson reforçam cartaz do Rock in Rio Lisboa 2026

Estes três nomes juntam-se no dia do Rock do Rock in Rio Lisboa 2026, encabeço pelos Linkin Park a 21 de junho.

O Rock in Rio Lisboa anunciou novos nomes para o dia 21 de junho de 2026, reforçando um cartaz que já contava com os Linkin Park. Cypress Hill e Grandson atuam no Palco Mundo, enquanto os Kaiser Chiefs lideram o Palco Super Bock, novo nome do antigo Palco Tejo.

Com mais de três décadas de carreira, os Cypress Hill mantêm o estatuto de referência mundial na fusão entre rap e rock. Ícones culturais e pioneiros na mistura de géneros, o grupo californiano construiu uma sonoridade inconfundível com êxitos como “Insane in the Brain”, “Rock Superstar” e “Hits from the Bong”.

Já os Kaiser Chiefs regressam a Lisboa com a digressão More Employment, assinalando os 20 anos do álbum de estreia Employment, que redefiniu o rock britânico do início do século. Com temas que se tornaram hinos, como “Ruby”, “I Predict a Riot” e “Oh My God”, o grupo britânico soma oito álbuns editados.

O Palco Tejo, que em 2024 se destacou como uma das grandes surpresas do evento, regressa agora sob o nome Palco Super Bock, resultado de uma parceria de uma década entre a marca de cerveja e o festival. A área do público será ampliada para acolher até 30.000 pessoas, com uma programação que promete consolidar o espaço como ponto central da celebração musical.

A abrir o Palco Mundo, Grandson estreia-se em Portugal com a força do rock alternativo contemporâneo. Conhecido pelas letras de crítica social e por uma abordagem emocional e direta, o artista apresenta o seu mais recente álbum, INERTIA, marcado por uma sonoridade intensa que combina guitarras e batidas urbanas. A atuação ganha simbolismo acrescido, já que Grandson partilhou palco com os Linkin Park em versões ao vivo de “One Step Closer” e reencontrará agora a banda num dia que promete ser um dos pontos altos do festival.

Quanto aos bilhetes, estão à venda nas lojas Worten e no site oficial, bem como na Fever, custando 89€ cada. Se quiserem, aproveitem este link que vos dará 5€ de desconto na primeira compra na Fever.

A edição de 2026 do Rock in Rio Lisboa decorre nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho, no Parque Tejo, em Lisboa.

NORMAL vai abrir no Barreiro a sua próxima loja na Margem Sul

A abertura da loja da NORMAL no Barreiro está prevista algures para o inverno. Já durante este outono, a retalhista dinamarquesa chegará à Maia e a Alfragide.

A cadeia de retalho dinamarquesa NORMAL chegou a Portugal no final de outubro de 2022 com a abertura da sua primeira loja na zona da Grande Lisboa, localizada no Alegro Sintra. Essa foi apenas uma das várias lojas que a empresa tem a funcionar no país, contando desde então com espaços um pouco por todo o território nacional. E claro, vão sempre surgindo novas lojas ao longo do tempo.

A mais recente abertura data de 6 de agosto, com uma loja a funcionar desde esse dia no Estação Viana Shopping, em Viana do Castelo. Antes dessa foi a vez do Montijo, em junho, com um espaço aberto no Alegro Montijo. Foram as duas únicas aberturas da empresa no verão.

No entanto, e como seria de esperar, a NORMAL vai continuar a expandir-se. Recentemente, demos conta de duas novas lojas: uma no Alegro Alfragide, outra no MaiaShopping, sendo que ambos os espaços serão inaugurados algures durante o outono.

Pois bem, há uma nova loja na calha. E será no Barreiro, mais especificamente no Fórum Barreiro, sendo que a abertura está prevista para o inverno. Ou seja, é altamente improvável que esta loja esteja a funcionar até ao final de 2025.

O que diferencia a NORMAL?

A NORMAL destaca-se de outras cadeias por oferecer produtos a preços baixos e constantes, para que os clientes não tenham necessidade de procurar promoções. É também uma experiência de compra diferente e divertida. O layout das lojas em labirinto convida os clientes a uma caça ao tesouro de produtos conhecidos e outros por descobrir, e para além disso, o facto de chegarem cerca de 100 novos produtos semanalmente faz com que cada visita seja sempre uma surpresa.

A empresa compra produtos de marca em toda a UE, sempre que os preços sejam baixos e favoráveis. Daí se explica que consiga vender mais de 4.000 artigos dentro das categorias de cuidado do cabelo, cuidado da pele, produtos domésticos, cosméticos, papelaria, bebidas, etc.

TAP anuncia nova rota Lisboa–Curitiba para 2026

A TAP Air Portugal vai ligar Lisboa a Curitiba com três voos semanais a partir de julho de 2026, reforçando a sua presença no Brasil.

A TAP Air Portugal vai inaugurar uma nova rota direta entre Lisboa e Curitiba, capital do estado do Paraná, a partir de 2 de julho de 2026. A companhia prevê três voos por semana – às terças, quintas e sábados – que serão realizados com aviões Airbus A330-200, com capacidade para 269 passageiros. O percurso seguirá o itinerário Lisboa–Curitiba–Rio de Janeiro–Lisboa, e as passagens estarão disponíveis para venda a partir de 11 de novembro deste ano.

Com esta operação, a transportadora portuguesa reforça a sua presença no mercado brasileiro, consolidando a posição de maior companhia aérea europeia a operar no país. A ligação direta à capital paranaense é considerada um passo estratégico, tanto para o turismo como para o intercâmbio económico entre o Brasil e a Europa.

Com a introdução desta nova rota, a TAP passará a voar para 14 cidades brasileiras, ampliando a conectividade transatlântica e reforçando o seu papel como elo entre a Europa e a América do Sul.

Portela regressa às origens: meio século depois, o café volta ao local onde tudo começou

50 anos depois, a Portela reabre a loja original no Centro Comercial da Portela, num tributo às suas raízes e à paixão pelo café.

Cinco décadas depois, o café regressa a casa, com o mesmo aroma e a mesma paixão que marcaram o seu início. A Portela voltou ao local onde tudo começou, em 1977, recriando o espírito do café português, feito de tradição, alma e autenticidade. A inauguração da nova loja, realizada a 30 de outubro, no Centro Comercial da Portela, representou um marco simbólico na história da marca, que há quase meio século mantém viva a ligação entre o sabor do café e a comunidade que a viu nascer.

A origem da Portela remonta ao regresso de Ângelo Marçal a Portugal, em meados da década de 1970, depois de mais de 25 anos dedicados à produção de café em Angola. Como tantas outras famílias portuguesas da época, viu-se obrigado a abandonar o país no contexto das mudanças políticas então vividas. De volta a Lisboa, encontrou na família e no café o impulso para um novo começo. “Acabados de chegar de Angola, foi na família que encontrámos a força para recomeçar. A união trouxe-nos até aqui e continua a ser o nosso maior valor”, recorda o fundador.

A construção do Centro Comercial da Portela – o primeiro do país – surgiu como a oportunidade perfeita para dar início a esse novo projecto de vida. Assim nasceu, em 1977, a primeira loja da Portela, com a missão de oferecer experiências de degustação centradas na autenticidade e na essência do verdadeiro café português. Desde então, o negócio manteve-se fiel aos seus valores fundadores: paixão, qualidade, proximidade e autenticidade.

Atualmente, a Portela continua a ser uma empresa de gestão familiar. Ângelo Marçal mantém-se à frente do conselho de administração, acompanhado pela segunda e terceira gerações, incluindo Bernardo Marçal, garantindo a continuidade e o espírito familiar que sempre definiram a marca. A reputação de qualidade que distingue a Portela assenta na seleção rigorosa do café verde e na torra artesanal, processos que asseguram um sabor consistente e genuíno. Os grãos são provenientes das melhores origens da América Central, África e Ásia, sendo cuidadosamente trabalhados para preservar a frescura e o aroma em cada chávena.

A inauguração da nova loja foi também o momento escolhido para lançar um livro comemorativo em homenagem ao fundador. A obra revisita os principais marcos da marca e reúne testemunhos que retratam quase cinquenta anos de dedicação ao café e às pessoas que fizeram parte desta história. Aos 88 anos, Ângelo Marçal continua presente no quotidiano da empresa, visitando as lojas e participando ativamente no seu crescimento.

Com uma rede de 10 lojas na região de Lisboa, a Portela tem registado um crescimento sustentado. Nos últimos anos, as vendas aumentaram cerca de 16%, acompanhadas por uma subida do número de clientes, que passou de 1,3 para 1,5 milhões. As recentes inaugurações nas zonas de D. João II e da Avenida António Augusto Aguiar, bem como a relocalização das lojas da Portela e do Freeport, integram a estratégia de reforçar a ligação com os consumidores e garantir experiências de café de excelência.