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Crítica – Ready or Not – O Ritual

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Ready or Not – O Ritual conta-nos a história da integração de uma jovem noiva (Samara Weaving) na família rica e excêntrica do novo marido (Mark O’Brien), numa tradição familiar que se transforma num jogo letal onde todos vão ter de lutar pela sua sobrevivência.

Mais uma vez, não tinha qualquer conhecimento prévio do filme à entrada do cinema. Na verdade, Ready or Not – O Ritual nem sequer estava na minha watchlist até ao início desta semana. Esperava que fosse apenas mais um filme de horror genérico e barato, mas o feedback tremendamente positivo de toda a gente pelo mundo fora convenceu-me a dar-lhe uma oportunidade.

Felizmente, não desiludiu! Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett entregam um filme absurdamente divertido, com um conceito infantil mas engraçado, nunca realmente explorado desta maneira brutal e sangrenta.

É um daqueles filmes em que a única falha que tem está relacionada com as expetativas do espetador. Apenas não gostarão desta história se não aceitarem o seu tom mais leve. Se esperam um filme cheio de sequências verdadeiramente aterrorizadoras e assustadoras, não o vão obter. Se esperam um filme com uma vibe negra e cenas totalmente pesadas, também não terão essa sorte. Este é um dos problemas mais comuns que o público geral tem: expetativas pouco realistas.

Depois de assistir aos trailers, é claro que Ready or Not – O Ritual foi sempre promovido como uma comédia-horror com mais ênfase na diversão ridícula que o conceito inevitavelmente oferece, por isso, não esperem algo que os produtores nem sequer pensaram em fazer.

Tendo isso em mente, o filme definitivamente entrega o que promete. É um “jogo da apanhada” com um ritmo rápido, repleto de cenas de suspense e momentos genuinamente engraçados. O seu curto tempo de execução não nos deixa realmente importar com cada personagem, mas para ser justo, não é algo que interesse neste caso.

Samara Weaving interpreta a noiva que tem que se esconder enquanto o resto da família tenta encontrá-la. No geral, todos têm boas prestações, mas Weaving rouba o espetáculo por completo com reações fantásticas a situações diferentes, abrindo espaço para uma gargalhada extra.

Apesar da exploração única de uma premissa estranha, esta película tem um desenvolvimento bastante genérico e até mesmo formulaico, o que é algo dececionante. Mesmo assim, o final é, bem, inesperado na maneira como é executado, mas o seu resultado final ainda é muito previsível. Há vários momentos cheesy, em que alguns funcionam, mas outros acabam por não ser tão eficazes.

A banda sonora é uma das surpresas, visto que não é comum este recurso ter tanto impacto num filme bastante simples. Provoca alguns risos com algumas letras mais engraçadas e ajuda a elevar o suspense nas sequências mais tensas. Também é, na sua maioria, bem filmado e definido em apenas um local, algo que aprecio bastante.

 

No geral, Ready or Not – O Ritual consegue entregar exatamente o que promete. Oferece 90 minutos de uma versão ridiculamente divertida do “jogo das escondidas” como nunca antes vimos. A sua classificação etária R (M/16) permite aos seus criadores fazer o que quiserem com a quantidade de sangue presente em cada cena, o que culmina num final de fazer cair o queixo de tão hilariante e inesperado.

Samara Weaving é brilhante como a personagem principal, carregando o filme todo nos seus ombros. É clichê? Sim. É formulaico e previsível? Sim. É cheesy? Imenso. No entanto, este filme nunca pretendeu ser uma película impressionante e groundbreaking no género. Apenas quer divertir os seus espetadores. E diverte!

Nota: 3 Estrelas

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