Ys Memoire: Revelations in Celceta Review – Em equipa vencedora não se mexe

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Apesar de ser o mesmo jogo que foi lançado em 2012 na PlayStation Vita, em 2018 no PC e depois em 2019 na PlayStation 4, Revelations in Celceta ganha um novo nome, mas é o mesmo excelente RPG de ação que tão bem demonstra as qualidades da série Ys.

Enquanto o futuro da série Ys não se materializa, a Nihon Falcom decidiu olhar uma vez mais para o passado e relançar uma das mais populares aventuras de Adol Christin. Depois de Ys Origin e Ys Memoire: The Oath in Felghana, este último lançado já em 2025, a produtora japonesa traz-nos uma nova versão de Memories of Celceta, desta vez em exclusivo para Nintendo Switch. A Nihon Falcom remodelou ligeiramente o título, associou-o ao que parece ser a sua série de relançamentos – com o título Memoire -, mas Revelations in Celceta é o mesmo jogo lançado na PS Vita em 2012 e depois na PlayStation 4 em 2019. O que é perfeito, se nunca jogaram as versões anteriores.

Ys Memories: Revelations in Celceta não traz grandes novidades, fora a utilização de uma nova banda sonora, curada para a versão Nintendo Switch, e continuamos a seguir o aventureiro de cabelo vermelho enquanto explora a floresta de Celceta. Mas esta não é uma aventura qualquer no historial de Adol, é também um regresso ao passado, ao início da sua vida enquanto aventureiro com apenas 18 anos. À semelhança de Ys X: Nordics, Adol ainda está a descobrir o seu caminho e as suas capacidades enquanto espadachim, e nesta aventura, ele acaba por perder as memórias em Celceta, influenciado pelos poderes misteriosos da floresta. Agora Adol tem de ajudar os habitantes da região, recuperar as suas memórias e travar amizade com uma nova equipa, como Duren e Karna, em mais uma campanha rápida, frenética e assente na experiência clássica da série de ação e aventura.

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Ys Memoire: Revelations in Celceta (Nihon Falcom)

Se jogaram os últimos títulos da série, ou se estão familiarizados com Ys Seven, Revelations in Celceta segue o mesmo modelo. Temos as cidades de Casnan e Highland como algumas das bases de operações, onde podemos comprar equipamentos e aceitar missões secundárias enquanto conhecemos melhor a nossa equipa e os habitantes da região, mas quando nos aventuramos pela floresta, a ação começa e os níveis seguem um esquema familiar para os fãs, com corredores, arenas, vários recursos para descobrirmos e inimigos que nos puxam para combates focados na velocidade e na personalização das habilidades especiais da equipa.

A exploração continua a ser um dos destaques do jogo e volta a puxar pelo complexo compulsivo dos jogadores que querem completar tudo a 100%. Como acontece nos títulos mais recentes, até em Ys X: Nordics, é impossível jogar Ys sem querermos revelar o mapa por completo, descobrir todos os tesouros e zonas de recursos. É uma enorme satisfação ver o mapa a ficar completo e saber que todos os pontos de interesse foram descobertos ao longo da campanha. O que Revelations in Celceta faz muito bem, no entanto, é garantir que os 100% só são possíveis se utilizarmos todas as habilidades das personagens. Cortar raízes, destruir pedras, abrir tesouros específicos são tudo ações que requerem personagens específicas e a colaboração entre elas. Um elemento que acaba por influenciar o próprio sistema de combate.

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Ys Memoire: Revelations in Celceta (Nihon Falcom)

Em Revelations in Celceta, regressamos à equipa com três elementos, semelhante ao vimos em Ys VIII: Lacrimosa of Dana e Ys IX: Monstrum Nox, e ao sistema de pedra-papel-tesoura. Cada personagem tem habilidades únicas e um tipo de ataque pré-definido que são mais eficazes contra certos inimigos. Por exemplo, Adol é uma personagem rápida, do tipo slash, capaz de atacar e criar pressão sobre os inimigos. Já Duren é mais lento, mas também mais poderoso. Ao combater com as suas próprias mãos, Duren, do tipo strike, é muito forte contra inimigos que estão revestidos por alguma proteção, como pedra ou armaduras. Por sua vez, Karna é do tipo Pierce, rápida, versátil com facas e é muito mais eficaz perante inimigos voadores. O coração do sistema de combate encontra-se na troca entre personagens e na combinação rápida entre as suas habilidades para que possamos vencer o mais depressa possível e sem entraves. Mesmo sem introduzir novidades, e manter-se idêntico às versões anteriores, Revelations in Celceta reafirma a qualidade do sistema de combate da série e demonstra como se mantém divertido dentro da simplicidade e frontalidade das suas mecânicas principais.

A estreia de Ys Memoire: Revelations in Celceta na Nintendo Switch é obrigatória para os fãs e para aqueles que procuram um novo RPG de ação. Apesar da idade, já que estamos a falar de uma versão que se baseia num remake lançado em 2012, a aventura de Adol continua a ser divertida, ainda que possa parecer mais básica e desprovida de grandes distrações como os títulos mais recentes, incluindo Ys IX: Monstrum Nox e Ys X: Nordics. A nova versão corre muito bem em particular na Nintendo Switch 2, mantendo um frame rate sólido e sem quaisquer quedas registadas, com as cores naturais e brilhantes do jogo a ganharem destaque quando jogamos no modo portátil. No fundo, se querem conhecer melhor o universo Ys, este jogo é para vocês.

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Cópia para análise (versão Nintendo Switch) cedida pela Decibel PR.

João Canelo
João Canelo
Crítico de videojogos, Guionista, Professor e o responsável pelo melhor mortal nas aulas de Educação Física em 2002. Um aficionado por jogos peculiares.
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