A premissa de Gears of War E-Day é, em teoria, aliciante e sua jogabilidade pode ser a melhor que a série já entregou. Mas entre inimigos esponjosos, um design focado no coop e uma história com pouco para contar, esta pode muito bem ser a campanha mais fraca de Gears até à data.
Com maquilhagem nova, mas sem alterar a sua fórmula de sucesso, Dynasty Warriors 3 é uma cápsula do tempo para uma série que se recusa a mudar - e ainda bem.
A Something We Made regressa ao mundo de TOEM com uma sequela segura que pouco se afasta do original, apesar de introduzir algumas mecânicas interessantes que mereciam mais tempo e oportunidades para brilharem.
Orbitals é uma adorável aventura cooperativa que impressiona pela forma como adapta a estética do anime retro a um mundo interativo, ainda que a sua história e alguns desafios não consigam acompanhar todo esse charme.
Entre Evangelion, David Lynch e a arquitetura impossível de Inception, Control Resonant é um Action RPG enorme que absorve inúmeras influências com imensa confiança sem deixar de parecer genuinamente Remedy, levando o estúdio a novos patamares em mais um género que que ainda não tinha explorado.
Ao reinventar a sua estrutura e ao focar-se ainda mais nas mecânicas e sistemas roguelikes, Moonlighter 2: Endless Vault perdeu o foco naquilo que o tornava tão especial: a gestão da loja e o dia a dia de um mercador à procura de tesouros.
Um sistema de combate esquecido e uma aposta forma na exploração, que obriga os jogadores a desvendar as zonas escondidas pelos mapas, tornam Angeline Era num dos títulos mais interessante, mas igualmente desafiantes deste ano nas consolas.
Em Onimusha: Way of the Sword, a Capcom apresenta uma fantástica aventura de ação que, apesar de perder algum ritmo nas missões menos interessantes do seu pequeno mundo aberto, conquista com um combate tão acessível como satisfatório e um protagonista cheio de personalidade.
Em Marvel's Wolverine, Logan regressa aos videojogos pelas mãos da Insomniac Games com mais uma emocionante história original que, apesar de não atingir os patamares de outros jogos do estúdio, apresenta uma fantástica versão deste herói da Marvel e um sistema de combate bem divertido.
Em Sprawl Zero a MAETH regressa ao género dos FPS com uma homenagem ao passado, repleta de ação frenética, boas habilidades e uma dificuldade que obriga a uma mobilidade constante através de cenários que podiam ser mais criativos no seu design.
É difícil acreditar que a Devolver Digital decidiu investir num projeto tão mediano, previsível e vazio como este, que força uma série clássica a ser o que não é: um roguelike cooperativo com uma progressão lenta, dificuldade desequilibrada e uma jogabilidade sem imaginação que nos dá poucos motivos para regressarmos a este multiverso da tanga.
Gothic Remake mantém intacta a alma do jogo original, ao ponto de não se preocupar se o jogador está ou não consigo. Este é um RPG clássico, mas com gráficos modernos, capaz de nos castigar pelo mais pequeno erro e ficar feliz por nos ver falhar. E ainda bem.