Sackboy: A Big Adventure – PC/Steam Deck

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A estreia de Sackboy no PC pode ter passado despercebida, mas foi feita em grande.

Faz quase dois anos desde que Sackboy – uma das mascotes da PlayStation desde a sua terceira geração – se estreou a solo, fora das amarras dos jogos criativos da Media Molecule, com Sackboy: A Big Adventure, um jogo que marca mais uma estreia para a personagem ao chegar aos PCs, apesar da pouca fanfarra.

Desenvolvido pela Sumo Digital com a PlayStation 5 em mente (a coincidir com o seu lançamento), este foi um jogo cross-gen (também com lançamento na PlayStation 4) e foi uma ótima aposta para um público mais novo, numa promissora experiência da PlayStation ao dirigir os seus recursos em jogos mais casuais para um público mais jovem.

Agora, e tal como na altura do seu lançamento, o meu sentimento em relação a Sackboy: A Big Adventure mantém-se: é uma aventura inocente, bem feitinha e que evoca aquele sentimento de satisfação e de magia que só a SEGA de outra era e a atual Nintendo conseguem entregar.

Simples e acessível, Sackboy: A Big Adventure é um jogo de plataformas e ação, com uma progressão semelhante à de um collectathon, onde navegamos de nível para nível com novos temas, ambientes, inimigos, desafios e puzzles ambientais, que podem ser passados a solo ou com amigos em sessões co-op.

A seleção de níveis é extensa e sempre variada, com um desbloqueio dependente da nossa prestação anterior, convidando assim a apanhar o máximo de esferas e colecionáveis – por vezes repetindo níveis, de forma a avançarmos. Muito clássico, seguro e divertido, em particular os seus níveis musicais acompanhados por temas de Bruno Mars ou Britney Spears. Mas como já falei do jogo em 2020 vou, por isso, passar para o que interessa.

Com visuais adoráveis, reminiscentes do aspeto realista de Little Big Planet, num mundo de brinquedos de trapos e lã, Sackboy: A Big Adventure tem, no PC, a oportunidade de aproximar o seu aspeto mais da realidade, mantendo a sua distinta direção artística surreal.

Para atingir esse objetivo, a Sumo Digital lança então no PC uma versão que podemos considerar uma “remasterização”, ou seja: exatamente a mesma versão original, mas com melhorias visuais subtis e a pensar no futuro dos computadores mais exigentes.

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Sackboy: A Big Adventure no PC é, assim, um jogo exigente no PC. Mesmo com um CPU de topo e uma placa gráfica como uma NVIDIA RTX 3080Ti, com todas as definições no máximo, é quase impossível de atingir os 60FPS, com porções de jogo abaixo dos 20FPS. Mas nada temam pois, apesar disso, há formas de encontrar uma experiência suave, até porque apesar da exigência, Sackboy: A Big Adventure é um jogo bem otimizado.

O que torna Sackboy: A Big Adventure tão exigente é, felizmente, a tal camada extra e quase desnecessária de melhorias que o jogo traz para o PC. Camada essa que inclui o tão adorado Ray-Tracing desta geração – que oferece a opção de Ray-Tracing Ultra; e as sombras dinâmicas altamente taxativas. Significa assim que, afinando estas duas opções, os ganhos em visuais, apesar de notórios após uma análise profunda, são menores, mas o desempenho é drasticamente melhor.

Estas são as duas definições mais exigentes de Sackboy: A Big Adventure, mas não são as únicas novidades desta conversão, que inclui ainda efeitos de iluminação melhorados, assim como texturas, que dão aquele toque mais realista e palpável ao jogo; efeitos adicionais de Ray-Tracing em hardware compatível; cabelos melhorados; penugem na nossa personagem; suporte para ecrãs panorâmicos; e ainda limite da taxa de frames ilimitado.

Para os utilizadores de placas gráficas da NVIDIA, temos também o acesso ao DLSS, que ajuda a oferecer uma experiência mais fluida em troca da resolução nativa e, em Sackboy: A Big Adventure, a sua implementação é excelente. Não só os ganhos da taxa de frames são enormes, passando na minha configuração dos 80FPS para os 120FPS em alguns cenários, como ao aumentar a sua agressividade (De Qualidade, para Equilibrado, para Desempenho) a diferença de qualidade de imagem é pouco percetível. Excelentes notícias para utilizadores de GPUs mais modestos da série RTX 2000 e RTX 3000.

Com esta conversão, a PlayStation entrega no PC mais um jogo com suporte de DualSense, onde é possível tirar partido das capacidades avançadas do comando ainda apenas via USB, e é, provavelmente, a melhor demonstração do feedback háptico do comando no PC. Enquanto que, tal como no original da PlayStation, os gatilhos não são tão utilizados, os motores hápticos fazem maravilhas ao fazer-nos sentir todas as texturas dos níveis quando as patinhas do nosso sackboy navegam as diferentes superfícies. Também de destacar é o excelente uso da coluna do comando que, quando usado com colunas (em vez de headphones), aproxima os efeitos sonoros do jogador, entregando aquele nível de imersão mágico e inesperado, como se o sackboy andasse pela nossa secretária a apanhar colecionáveis.

Outra particularidade desta conversão, como a PlayStation já nos habituou, é a compatibilidade com a Steam Deck. Uma vez instalado, está pronto a ser jogado com um desempenho surpreendente, tendo em conta o quão exigente o jogo parece ser no PC.

Aqui, na Steam Deck, felizmente não precisamos das definições no máximo para ter uma excelente experiência a 60FPS. Mexendo um pouco nas definições do jogo (que aqui não entrega funções de Ray-Tracing), é possível ativar a maioria das opções numa mistura entre Alto e Médio, e ter os extras todos ligados. Já quanto à taxa de frames, recomendo trancar através das opções de Performance da própria Steam Deck, com a opção do jogo em Ilimitado.

Desta forma, Sackboy: A Big Adventure corre bastante bem na consola portátil da Valve, ainda que os soluços inconsistentes sejam regulares, pelo que podem afetar um pouco a experiência de jogo. Uma vez que Sackboy: A Big Adventure ainda não é um jogo com selo de “Verificado”, é possível que tenhamos algum tipo de atualização ou otimização em breve. Já quem preferir pode trancar nos 30FPS, mas a experiência torna-se, honestamente, mazinha, com um aparente atraso de inputs que quebram com a fluidez e a beleza do jogo.

Numa pequena nota, não se assustem quando iniciarem Sackboy: A Big Adventure na vossa Steam Deck e vos for apresentada uma imagem cheia de cores como se faltasse um vídeo. Neste momento, a consola não reconhece a introdução dos Estúdios da PlayStation, mas basta uns segundos e estamos logo no jogo.

Não há muito a dizer sobre esta fantástica conversão, também a cargo da Sumo Digital, para lá do que foi dito em 2020. É, essencialmente, o mesmo jogo da PlayStation, com flexibilidade para se moldar a diferentes hardwares, dos mais modestos aos mais poderosos, sem perder a sua tão adorável essência.

Sackboy: A Big Adventure está agora disponível no PC e Steam Deck a partir da Steam Store e na Epic Games Store.

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Cópia para análise cedida pela PlayStation Portugal.

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