Análise – Sackboy: A Big Adventure (PlayStation 5)

A grande aventura a solo da mascote da PlayStation começa aqui.

Sackboy: A Big Adventure
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A PlayStation sempre teve jogos de plataformas e títulos mais acessíveis para os mais novos, mas, por alguma razão, apesar do extremo sucesso de algumas franquias, há algo nesses jogos que se mantiveram longe da magia e daquele toque especial que a Nintendo e, outrora, a SEGA, ofereciam.

A pouco e pouco, as coisas têm mudado e, com a chegada de Little Big Planet e as aventuras de Astrobot, começámos a ver um pouco dessa magia. Agora, no início de uma nova geração, essa magia faz-se sentir com a viagem nostálgica pela história da PlayStation em Astro’s Playroom e com o spin-off de Little Big Planet, Sackboy: A Big Adventure.

De fora com os elementos e potencial criativo da aposta da Media Molecule, a Sumo Digital adotou a pequena mascote da PlayStation e levou-a numa aventura própria por um mundo mágico criado com objetos, cartões, novelos de lã e muito mais, aspetos que tornaram icónico o look de Little Big Planet.

Disponível para a PlayStation 4 e PlayStation 5, Sackboy: A Big Adventure é um jogo simples, um platformer 3D composto por uma grande variedade de níveis distribuídos por diferentes mundos. Em cada nível, o objetivo é chegar ao fim com vida com o máximo de colecionáveis possíveis, isto tudo enquanto ultrapassamos obstáculos e inimigos e exploramos os recantos mais escondidos por itens secretos e outras surpresas. É, no fundo, um collectathon que culmina em tradicionais batalhas de bosses.

Com os seus níveis desenhados para serem jogados em modo cooperativo até quatro jogadores, Sackboy: A Big Adventure conta com níveis exclusivos à cooperação, mas estes representam apenas uma fração da oferta geral do jogo, com desafios de dificuldade crescente e níveis cada vez mais complexos e dinâmicos, com puzzles ambientais e obstáculos que requerem precisão e rapidez.

Sackboy: A Big Adventure

Sackboy: A Big Adventure nunca é difícil. É um jogo bastante acessível até para os mais novos, mas requer algum investimento e aprendizagem ao longo dos níveis iniciais, uma vez que vão apresentando as suas simples mecânicas e, eventualmente, itens especiais que nos ajudam a manipular partes dos cenários.

Além dos níveis ditos tradicionais, Sackboy: A Big Adventure tem ainda uma série de níveis de desafios contra o tempo, prometendo muitas tentativas até se conseguir a taça de ouro. Esta é uma métrica utilizada ao longo de todo o jogo, convidando à repetição de todos os níveis ao tentarmos apanhar o máximo de orbs e sinos dourados possíveis, itens que nos ajudam a desbloquear fatos e acessórios para a personalização do nosso Sackboy.

A premissa do jogo é igualmente simples ao seu conceito. Sackboy estava a viver feliz no mundo de Craftworld quando, certo dia, o temível Vex aparece para raptar todos os seus habitantes. Depois de fugir, Sackboy embarca então na aventura pelo resgate dos seus amigos e para salvar o seu mundo.

Ao longo desta aventura, vamos encontrando personagens secundárias com perfis e características muito engraçadas que nos ajudam a dar um propósito enquanto avançamos no jogo e a dar um pouco mais de emoção ao mesmo, evitando, assim, um mundo vazio e desconexo. Vamos, também, encontrar pequenos vilões com as suas missões que, por vezes, são os bosses dos níveis. E claro, teremos uma enorme variedade de inimigos para conhecer como derrotar.

Sackboy: A Big Adventure nunca é aborrecido, mesmo quando a permanência num mundo parece em demasia. Todos os níveis, que se passam em apenas alguns minutos, foram desenhados com atenção, rigor e alma, com objetivos e obstáculos sempre distintos, tornando-os, de alguma forma, memoráveis.

Volta e meia lá temos níveis onde a utilização de uma determinada mecânica é o foco central, bem como outros em que temos que acompanhar o seu ritmo. E não faltam níveis musicais, com músicas comerciais bastante populares de artistas bem reconhecidos, como Depeche Mode e David Bowie, em que todos os elementos de um determinado nível reagem à batida da música. Se é um deleito para os mais novos, o que dizer para os mais velhos e atentos.

Sackboy: A Big Adventure

Sendo um título cross-gen disponível também para a PlayStation 4, Sackboy: A Big Adventure não tem na sua base um jogo completamente next-gen, mas oferece melhorias substanciais a nível de mecânicas e de detalhes. Na nova consola, as texturas dos cenários são mais realistas e autênticas, algo que salta logo à vista nas cinemáticas, onde o detalhe do pequeno Sackboy é incrível, com pequenas linhas e imperfeições a darem-lhe um ar de boneco real. A iluminação dos cenários também ajuda a criar um cenário mais consistente e imersivo e parece haver inclusão de ray-tracing em pequenos pormenores como nas orbs, que refletem o ambiente à sua volta. É subtil, mas marca toda a diferença.

O que também marca toda a diferença é o DualSense que, mais uma vez, tem algumas funcionalidades muito bem aplicadas. Especialmente na resposta das ações do pequeno Sackboy e nos seus movimentos pelos níveis. À semelhança de Astro’s Playroom, é possível sentir os seus passinhos em diferentes superfícies e o raspar de relva no seu corpo, com a coluna a amplificar, mais uma vez, todas as ações com efeitos sonoros.

Apesar da camada extra de imersão, a implementação das capacidades do novo comando poderia ter sido mais vasta e mais presente ao longo do jogo, mas o que faz, já faz bastante bem.

Com Sackboy: A Big Adventure, a PlayStation 5 entra, assim, na nova geração com mais um jogo para todas as idades. É uma aposta inesperada ao oferecer uma aventura standalone à mascote de Little Big Planet, mas acaba por fazer todo o sentido e eleva o seu estatuo de ícone da PlayStation para um novo patamar.

Nota: Muito Bom

Disponível para: PlayStation 4 e PlayStation 5
Jogado na PlayStation 5
Cópia para análise cedida pela PlayStation Portugal.

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