Grand Theft Auto VI foi adiado para 2026

Grand Theft Auto VI tem agora lançamento para dia 26 de maio do próximo ano.

Grand Theft Auto VI foi oficialmente adiado para 2026. Este adiamento surge após muita especulação com falta de novas informações, apesar da Take Two ter afirmado em fevereiro que o jogo se mantinha em 2025. Apesar dos esforços, o jogo será agora lançado a 26 de maio de 2026, ou seja, daqui um ano e quase um mês.

O anúncio foi feito num breve comunicado nas plataformas da Rockstar Games onde se pode ler o seguinte:

“Olá a todos,

Grand Theft Auto VI tem agora lançamento previsto para 26 de maio de 2026.

Lamentamos profundamente que esta data seja mais tardia do que o esperado. O interesse e entusiasmo em torno de um novo Grand Theft Auto têm sido verdadeiramente comoventes para toda a nossa equipa. Agradecemos o vosso apoio e a vossa paciência enquanto continuamos a trabalhar no jogo.

Com cada título que lançamos, o nosso objetivo é sempre superar as vossas expectativas, e Grand Theft Auto VI não é exceção. Esperamos que compreendam que precisamos deste tempo adicional para atingir o nível de qualidade que esperam — e merecem.

Estamos ansiosos por partilhar mais novidades em breve.

Com os melhores cumprimentos,
Rockstar Games”

Jason Schreier, jornalista no Bloomberg,partilha também alguns fatores que podem ter ajudado a esta decisão, dizendo que ninguém da Rockstar com quem falou acreditava a sério no lançamento para 2025 e que “há muito trabalho para fazer e pouto tempo”. Referindo também estra decisão como uma forma para evitar o chamado “crunch” na reta final de desenvolvimento do jogo.

Grand Theft Auto VI foi anunciado originalmente para PlayStation 5 e Xbox Series X|S, no final de 2023.

Borderlands 4 recebe um State of Play dedicado com revelação de jogabilidade, história e data de lançamento

A recente apresentação de 20 minutos mostrou dois dos novos Vault Hunters e confirmou o lançamento de Borderlands 4 a 12 de setembro.

A PlayStation transmitiu recentemente um novo State of Play totalmente dedicado a Borderlands 4, com um vídeo de jogabilidade de 20 minutos onde apresentou novidades importantes sobre a narrativa, personagens, sistema de combate e funcionalidades cooperativas. Também digno de destaque foi a aguardada confirmação da data de lançamento, para dia 12 de setembro, com alvo a PlayStation 5, Xbox Series e PC (via Steam e Epic Games Store), com uma versão para a Nintendo Switch 2 prevista para mais tarde.

O longo vídeo revelou dois dos quatro novos Vault Hunters jogáveis: Vex, uma Siren poderosa, pode capaz de se fortalecer a si própria ou invocar sombras letais para lutar ao seu lado. Já Rafa, é um ex-soldado da Tediore, que usa um fato exo experimental que permite criar armas digitalmente. Ambos contam com estilos de jogo distintos, suportados por um sistema de árvores de habilidade mais profundo do que nos jogos anteriores.

A história decorre no planeta Kairos, um mundo vasto e interligado, mantido em segredo durante milénios por uma figura conhecida como Timekeeper. Este antagonista controla a população através de implantes cibernéticos chamados Bolts e um exército de soldados sintéticos conhecido como The Order. No jogo. os jogadores terão que atravessar quatro regiões distintas, encontrando fações, criaturas e personagens — novas e já conhecidas — numa campanha focada na libertação do planeta.

O novo State of Play mostrou a jogabilidade durante uma missão em Terminus Range, uma região montanhosa e gelada, onde Vex e Rafa enfrentam um local secreto. Foram ainda detalhadas novas mecânicas, como o sistema de peças licenciadas, que permite combinar características de vários fabricantes numa única arma, e os slots de Enhancements e Ordnance, que introduzem novas opções ofensivas e utilitárias durante o combate.

Borderlands 4 poderá ser jogado a solo, mas foi concebido para experiências cooperativas e de acesso simplificado, onde jogadores de níveis diferentes podem encontrar-se e receber recompensas ajustadas aos seus níveis.

A Google simplificou o processo da configuração inicial do Google TV

O processo da configuração inicial do Google TV é agora mais fácil, rápido, completo e intuitivo.

A Google introduziu uma série de melhorias na configuração inicial dos dispositivos com Google TV. As inovações visam acelerar o processo de configuração, frequentemente visto como moroso e frustrante. Agora, os proprietários de smartphones Android passam agora a receber uma notificação automática assim que ligam o novo dispositivo Google TV. Já em alternativa, os utilizadores de iOS podem simplesmente digitalizar um código QR apresentado no ecrã da televisão.

Outra novidade prende-se com a instalação de aplicações durante a configuração. A Google otimizou este processo, permitindo aos utilizadores começarem a transmitir conteúdos mais rapidamente. Paralelamente, a gestão de memória foi melhorada para evitar futuros estrangulamentos de desempenho.

A integração com a casa inteligente também foi revista, com os dispositivos Google TV a poderem agora ligar-se com maior facilidade aos dispositivos Google Home, que por sua vez podem ser utilizadores para controlar a televisão, efetuar pesquisas por voz de filmes e séries, bem como para controlar outros dispositivos domésticos inteligentes.

Também houve avanços na personalização, oferecendo controlo aos utilizadores para definir o Google Fotos como protetor de ecrã, ativar o controlo parental e criar perfis individuais. Embora estas funcionalidades já estivessem disponíveis anteriormente, agora estão melhor integrados no processo de configuração.

A nova funcionalidade estará disponível, numa fase inicial, nos modelos Hisense das séries U7 e U8 de 2025, e será alargado a outros dispositivos Google TV ao longo deste ano.

A Microsoft aumentou o preço das consolas Xbox, acessórios e de futuros jogos

0

Se esperavam por promoções a meio da geração, vão ter que pagar mais se quiserem uma Xbox.

À semelhança do que a Sony recentemente fez com o aumento do preço de alguns modelos das suas consolas, nomeadamente o modelo digital mais recente, a Microsoft apresentou agora uma nova tabela de preços dos seus produtos de jogos, com aumentos em consolas Xbox, acessórios e jogos, em todo o mundo.

As alterações tiverem efeito imediato no dia 1 de maio, com as alterações publicadas na página de suporte da Xbox, onde é possível observar os novos preços em diferentes regiões, incluindo na Europa.

Em destaque temos preços doas consolas, a aumentar significativamente, cerca de 50€ em todos os modelos. Por exemplo, o modelo mais acessível até agora, a Xbox Series S de 512GB que custava 299,99€ passa a custar 349,99€, o mesmo preço anterior da versão de 1TB da Xbox Series S, que sobe também 50€ para 399,99€.

O modelo mais caro da Xbox, a Xbox Series X 2TB Galaxy Black Edição Especial, que não conta com leitor de discos de forma alguma, aproxima-se ainda mais dos 700€, por 699,99€.

No que toca a acessórios, são os comandos de edições limitadas, assim como os da série elite que assistem a um aumento de 10€ a 20€. Já os comandos base e especiais mantém os seus valores.

E, por fim, também os jogos terão um aumento. Mas, só nos futuros. A partir de agora, os jogos mais importantes considerados “First-Party”, ou seja, desenvolvidos e publicados pela Xbox Game Studios passaram a custar, ou ter um teto base de 89,99€.

Esta decisão da Microsoft é descrita pela mesma como desafiante e feita com muita consideração, justificada com condições de mercado e do aumento dos custos de desenvolvimento de jogos e de hardware. Aumentos esses que tornam os videojogos um hobby cada vez mais caro e inacessível.

O que ficou por alterar, para já, foram os valores de serviços como o Xbox Game Pass, que não será surpresa se também ficaram mais elevados.

Em baixo, poderão apontar os novos preços de consolas e de alguns acessórios.

Consolas:

  • Xbox Series S 512GB – €349.99 – Antes €299,99
  • Xbox Series S 1TB – €399.99 – Antes €349,99
  • Xbox Series X Digital – €549.99 – Antes €499,99
  • Xbox Series X – €599.99 – Antes €549,99
  • Xbox Series X 2TB Galaxy Black Edição Especial- €699.99 – Antes €649,99

Acessórios:

  • Comando Xbox Wireless (Versão Base) €64.99 – Igual
  • Comando Xbox Wireless (Colorido) €69.99 – Igual
  • Comando Xbox Wireless – Edições Especiais €79.99 – Igual
  • Comando Xbox Wireless – Edições Limitadas €89.99 – Antes €79,99)
  • Comando Xbox Elite Wireless Series 2 (Base) €149.99 – Antes €139,99)
  • Comando Xbox Elite Wireless Series 2 (Completo) €199.99 – Antes €179,99)

Sesimbra Oceanfront Hotel: entre o azul e a tradição

0

Aqui, há algo de magnífico que se estende para além das pernas na espreguiçadeira… a vista. Um verdadeiro refúgio com vista para o mar infinito. E não só: o MarLuso é o restaurante do Sesimbra OceanFront Hotel, cuja excelente oferta gastronómica incluiu, desta vez, um workshop com o chef de cozinha José Faustino.

A bela vila piscatória de Sesimbra, situada no maciço calcário da Arrábida, destaca-se pela sua localização privilegiada, que desde sempre favoreceu uma forte ligação das suas gentes ao mar. Não é, por isso, de estranhar o papel fundamental que a pesca teve no seu desenvolvimento – uma atividade que remonta a tempos pré-históricos. Ao longo da História, momentos marcantes como a época dos Descobrimentos impulsionaram ainda mais o crescimento urbano da vila, moldando o que é hoje a encantadora Sesimbra.

Localizada a apenas uma hora de carro a partir de Lisboa, esta bela vila repleta de história e tradição encontra-se numa localização privilegiada, pertinho de outros destinos turísticos, como o Parque Natural da Arrábida, candidato a reserva da biosfera da UNESCO. Com efeito, a oferta hoteleira de Sesimbra enquadra-se numa paisagem magnífica em que atividades como andar de barco, conhecer praias encantadoras ou fazer trilhos pela natureza exuberante, e estas são apenas algumas das atividades que Sesimbra proporciona aos seus turistas.

Se esta vila ainda não faz parte da vossa lista de destinos, é melhor que façam uma atualização, especialmente com um ponto de paragem no Sesimbra Oceanfront Hotel, um hotel de cinco estrelas que eleva a outro nível a experiência de quem procura conforto, exclusividade e uma oferta gastronómica de excelência.

Recentemente, o Echo Boomer foi conhecer a oferta gastronómica do restaurante do Sesimbra OceanFront, o MarLuso – que experimentámos no ano passado em modo “buffet barbecue” -, e participar no workshop “Aprenda a fazer farinha torrada” com o chef de cozinha José Faustino, para recordar as melhores tradições marítimas.

Neste workshop tivemos a oportunidade de mergulhar a fundo e conhecer melhor o ex-libris da região, a Farinha Torrada, cuja receita e marca estão registadas pela Câmara Municipal de Sesimbra. Foi com um brilho nos olhos e um sorriso nos lábios que o chef nos explicou em que consistia este doce e o enquadramento histórico que justifica a sua importância e pertinência para as gentes de Sesimbra e a atividade piscatória: a Farinha Torrada servia autenticamente como uma “barra energética”, fundamental para os homens do mar na sua faina. Era um mantimento que, para além de ser de fácil confeção, tinha também um longo prazo de validade, dispensando qualquer tipo de refrigeração. Era, por isso, ideal para levar em longas viagens pelo mar. Como a vida de um pescador é dura, era também fundamental ter um alimento energético, sendo essa a finalidade da Farinha Torrada: dava sustento àqueles que traziam o sustento às famílias sesimbrenses.

Era também nestas viagens, sobretudo nos portos onde atracavam, que os pescadores trocavam os ingredientes, como açúcar amarelo (caloricamente denso para garantir a energia necessária e conservação da Farinha Torrada) e chocolate, que se usava depois para confecionar a mesma.

Os outros ingredientes, como a farinha, vinham dos moinhos da Aldeia do Meco, enquanto os ovos eram fornecidos pelas famílias do campo.

Foi graças a esta união entre o mar e a terra, da entreajuda e espírito comunitário das gentes de Sesimbra, que nasceu a Farinha Torrada. Mais do que um simples doce tradicional, é uma verdadeira homenagem à resiliência, criatividade e união do povo sesimbrense. Tudo isto foi-nos explicado pelo chef José Faustino, enquanto nos revelava, passa a passo, a receita original da Farinha Torrada. Pusemos as mãos na massa (literalmente!) e, depois de colocada a farinha durante 20 minutos no forno, tivemos a nossa própria Farinha Torrada, um doce crocante por cima e macio por baixo, mas sempre cheio de sabor.

Esta experiência também está disponível para os clientes que optem pela Tarifa Culinary Premium, sendo que, no final da experiência, o cliente leva consigo duas cookies de Farinha Torrada de Sesimbra e Moscatel.

Pouco depois do workshop da Farinha Torrada, a próxima experiência gastronómica: o jantar no restaurante MarLuso. Antes disso, abrimos o apetite com um cocktail fresco no Poké Bar, e tendo em conta que o dia estava surpreendentemente quente para início de abril, soube mesmo bem. Quem quiser pode até levar o seu cocktail para junto da piscina infinita, com vista direta para o mar, o que, por si só, já é uma experiência.

O menu do Poké Bar é extenso e variado, com muitas opções de bebidas e cocktails para todos os gostos. Para além disso, também é possível fazer uma refeição mais leve, numa carta que aposta na fusão entre a culinária havaiana dos tradicionais poké, mas com um twist de influências da culinária portuguesa.

Acabámos por pedir um cocktail de assinatura, o Algarve Margarida, feito com tequila, licor de laranja do Algarve, agave, lima e sal preto do Hawai. Um cocktail leve, de sabor ligeiramente mais adocicado, mas equilibrado. Com uma apresentação irrepreensível, é, no fundo, uma adaptação da clássica Margarita, que ganha muito pelos sabores cítricos do nosso Algarve.

Já no Restaurante MarLuso, é de salientar o pano de fundo da nossa mesa de jantar, isto é, a belíssima vista mar desafogada. Para aqueles que questionam o nome do restaurante, surge como uma clara homenagem ao período dos Descobrimentos, época em que Sesimbra contribuiu com o seu próprio protagonista: o navegador sesimbrense Sebastião Soromenho, que comandou um galeão ao longo das costas entre a Califórnia e o México, viajando por Acapulco, Manila e Havai. Foi precisamente esse percurso que inspirou a criação das ementas do Poké Bar e MarLuso, combinando ingredientes de diferentes pontos do mundo (como o Sal Preto do Havai) com produtos frescos de produtores locais portugueses.

Para abrir o apetite, fomos presenteados com o Pescador Sour, um cocktail de assinatura que se revelou uma deliciosa surpresa. Feito com limão, açúcar e licor do pescador (uma bebida tradicional de Sesimbra à base de anis e caramelo), tem também uma apresentação impecável, com uma espuma vegana com a espessura ideal e uma textura muito leve. Na boca, destaca-se mais pela doçura, graças ao licor, sendo por isso a escolha perfeita para quem não resiste a um toque mais doce. Curiosamente, o mesmo licor é também utilizado para criar umas irresistíveis Trufas de chocolate com recheio de licor do pescador, que nos foram oferecidas pelo chef no final da nossa estadia.

De seguida veio o couvert, composto por uma delicioso pão de Trigo da Azóia, acompanhado por manteiga rainha do Pico, uma verdadeira iguaria produzida artesanalmente nos Açores, de sabor intenso e textura bem cremosa. Por cima, tinha flor de sal, sementes de sésamo e furikake. A acompanhar, chegou também à mesa um dip de tremoço, feito com tremoços do Alentejo e coentros frescos da mesma região, temperado com um leve toque de chili.

Seguiram-se os snacks, começando pelas irresistíveis Batatas Bravas, fritas na perfeição de maneira a ficarem crocantes por fora e surpreendentemente macias por dentro, quase como um puré. A acompanhar, uma maionese com redução de molho de tomate caseiro, misturada com maionese japonesa, criava uma combinação viciante.

Logo depois, chegaram as Empanadas de atum com escabeche de laranja do Algarve. A massa, típica da América do Sul, foi meticulosamente aperfeiçoada pelo chef e pela sua equipa, até atingir o ponto ideal. O recheio? Uma bela de uma Tomatada de atum!

Mas as estrelas da noite foram, sem dúvida, os Croquetes de carne com maionese de chipotle. O recheio, húmido e cheio de sabor, conquistou todos à mesa. Um daqueles petiscos que se começa a comer… e é praticamente impossível parar.

Estes snacks eram ideais tanto para ir petiscando enquanto se espera pelos pratos seguintes, como para partilhar no descontraído ambiente do Poké Bar, entre conversa e cocktails, até porque fazem parte do menu deste espaço também.

Para entrada, fomos presenteados com três sugestões deliciosas: Ovos mexidos com parrilhada de cogumelos, Pica-pau de camarão e Melão com presunto serrano. Os ovos mexidos com parrilhada de cogumelos – shiitake, portobello e marron – estavam salteados na perfeição. Já a confeção dos ovos seguiu uma técnica tradicional alentejana, pois foram cozinhados lentamente em lume brando, o que lhes conferiu uma textura muito cremosa.

O Pica-pau de camarão também surpreendeu pela fusão de sabores: camarão cortado em pedaços pequenos, salteado com leite de coco e chili vermelho, num equilíbrio entre o picante e o doce do coco.

Por fim, o clássico Melão com presunto ganhou nova vida com a adição de um molho chimichurri, que acrescentou um toque ácido ao prato, criando assim um contraste com a doçura do melão de casca verde e o sabor intenso do presunto serrano.

Seguindo para os pratos principais, fomos surpreendidos com combinações criativas e muito bem executadas, como o primeiro prato, o “Chili sin carne”. Acompanhado com arroz de coco, lima e gengibre, esta versão vegetariana, longe de ser aborrecida, levava batata doce, milho branco e milho amarelo (previamente demolhados e cozidos), e tem ainda feijão encarnado, aromatizado com coentros. O arroz, salteado com coco, era finalizado com sementes de sésamo e furikake, resultando numa explosão de texturas e sabores.

Depois, chegou o Polvo, servido sobre um puré de feijão com leite de coco, polvilhado com coco seco, criando uma fusão interessante entre o tradicional e o exótico. A acompanhar, bimis fritos em óleo de chouriço – uma combinação, no mínimo, surpreendente, que elevou o prato com um toque fumado.

Por fim, para os verdadeiros apreciadores de carne, chegou o Ribeye com 20 dias de maturação, grelhado no ponto. A carne estava incrivelmente tenra e suculenta, daquelas que quase se desfazem na boca. A acompanhar, as Batatas fritas 3x, que são simplesmente viciantes – super crocantes por fora, macias por dentro, simplesmente irresistíveis. Escusado será dizer que a carne desapareceu da travessa num abrir e fechar de olhos…

Como tudo o que é bom acaba depressa, quando chegaram as sobremesas já tínhamos o estômago bem aconchegado – mas, claro, ainda havia aquele espacinho especial reservado para o doce. Provámos então a Tarte de maçã camoesa e o Ananás dos Açores grelhado, servido em carpaccio e mergulhado numa calda aromática de lima e gengibre, com um delicioso toque de toffee de rum. Na foto, podem ver esta sobremesa na sua versão sem lactose – e sim, estava tão boa quanto parece. O ananás estava bem docinho e muito tenro, e o toque da lima contrastava bem com o mesmo.

Para fechar com chave de ouro, foi-nos servido então o último cocktail do dia, o Arrábida Expresso Martini. Feito com vodka, bicabagaço, licor de café e um expresso, é a escolha perfeita para os verdadeiros fãs de café. Mas atenção: é intenso e bem doce, por isso recomendamos apenas a quem aprecia sabores mais marcantes (e uma boa dose de cafeína!).

Se vos pareceu bem, então fiquem atentos, porque em breve chega uma nova carta totalmente portuguesa, onde não vai faltar criatividade e sabor.

Ainda no campo dos comes e bebes, é também importante referir o pequeno-almoço, servido no MarLuso. Tal como nas restantes refeições, nota-se uma aposta clara na apresentação cuidada e na utilização de produtos locais – como o queijo ortodoxo de Azeitão, produzido de forma tradicional, ou a charcutaria da região.

Uma das coisas que mais nos agradou foi a variedade, tanto nas frutas frescas como nos diferentes tipos de pão. Claro que os clássicos não foram esquecidos: pastéis de nata, croissants, ovos mexidos, ovos cozidos e bacon, tudo com ótima apresentação e sabor. O sumo de laranja é outro destaque, espremido na hora e 100% natural. E para quem quiser começar o dia com um toque especial, há até champanhe disponível. Aqui, a única “queixa” que temos a apontar é a ausência de panquecas, até porque com o creme de chocolate e avelã ali a piscar o olho, só faltavam mesmo as panquecas para dar o toque final.

No geral, é um pequeno-almoço completo, com qualidade e variedade de sobra para agradar a todos e permite ir variando as escolhas ao longo dos dias de estadia no Sesimbra OceanFront.

Quanto ao hotel em si, e para quem não faz ideia, está inserido num condomínio que combina a vertente hoteleira com unidades residenciais privadas. Anteriormente conhecido como Sesimbra Hotel & Spa, era, há cerca de um ano, uma unidade hoteleira de 4 estrelas, até que foi adquirida pelo grupo Highgate Portugal, que investiu um milhão de euros na renovação do edifício. Já com a nova identidade, o Sesimbra OceanFront subiu de categoria para se tornar no primeiro hotel de 5 estrelas da região.

Esta remodelação trouxe um ar mais modernizado, com uma aposta num design mais inspirado na natureza, através da incorporação de bastantes plantas verdes em várias partes do hotel e da aposta em cores claras, como o azul, alusivo ao mar. Outros materiais como a madeira ajudam a preencher o ar natural da decoração do espaço. Temas alusivos à vida marítima no papel de parede complementam esta decoração, sendo usados em espaços comuns como o spa ou a zona do restaurante, criando assim um tema decorativo coeso por todo o hotel, bem como várias obras de arte inspiradas no universo marítimo.

O OceanFront divide-se em duas alas: a Ala Norte, que é a principal e conta com 66 quartos, e a Ala Sul, com 26 quartos, totalizando assim 92 quartos. Um dos grandes atrativos é que todos os quartos, sem exceção, oferecem varanda com vista mar desafogada. Existem quatro tipologias distintas: Ocean View Suite, Ocean View Premium, Ocean View Deluxe e Ocean View Premium Deluxe.

Ficámos alojados na Suite Ocean View e tudo o que podemos dizer é que… ficámos encantados! Para além do espaço generoso que estas suites dispõem (entre 30 a 43m²), esta suite em particular destaca-se por um detalhe muito interessante: um corredor com três armários espaçosos, ideais para organizar tudo, melhorando assim a tarefa chata de desfazer malas.

No quarto, há também uma secretária equipada com uma máquina de café e cápsulas, perfeita para os amantes da cafeína reporem a energia..

No que toca à casa de banho, ficámos fãs do espaço – bastante amplo – e da presença de bidé, que, embora seja sempre um tema de controvérsia, para nós é um verdadeiro bónus num quarto de hotel. As amenities estão à altura de um verdadeiro cinco estrelas: além do shampoo e gel de banho, há também condicionador de cabelo e creme hidratante, mimos estes que fazem toda a diferença durante a estadia.

Mas aqui o verdadeiro espetáculo é mesmo a vista, capaz de tirar o fôlego sem nos darmos conta. A nossa varanda privativa, com duas cadeiras e uma mesinha, é um convite irresistível para passar longas horas a apanhar sol enquanto se respira a brisa do mar. E mesmo à noite, a experiência continua incrível: adormecer embalados pelo som das ondas é daquelas pequenas grandes coisas que ficam na memória e até nos ajudam a dormir melhor.

Os restantes espaços comuns do OceanFront incluem o já mencionado restaurante MarLuso, uma sala comum com um piano de cauda, salas de reunião com vista panorâmica e, ainda, os quartos da Ala Sul, localizados no 5.º piso. No 6.º piso encontra-se a receção, o Poké Bar e a magnífica piscina infinita com vista mar. Do 6.º ao 10.º piso distribuem-se os restantes quartos. Para quem quiser estacionar o carro no parque privativo do hotel, o acesso faz-se pelos pisos 3 e 4, os únicos com ligação direta aos elevadores e de uso exclusivo dos hóspedes. Para aceder à marginal ou à Praia da Califórnia, basta descer ao piso 0 – em apenas dois minutos está com os pés na areia!

Mesmo sem estar hospedado, é possível usufruir do bar, restaurante e spa, já que estes espaços estão abertos ao público – uma excelente opção para quem vive ou está de passagem por Sesimbra.

O hotel conta ainda com um ginásio bem equipado e um spa com várias salas de massagem, tanto individuais como para casais. Existe também uma zona reservada para aulas de Yoga, Oilates e Qigong, disponível não só para hóspedes, como também para visitantes externos, mediante o pagamento de 15€. A ligar todos estes pisos está um elevador panorâmico que vale mesmo a pena destacar: desde o momento em que se entra até ao momento em que se sai, somos brindados com uma vista incrível para a piscina infinita e, logo atrás, o mar como pano de fundo.

Quem quiser passar umas noites no Sesimbra OceanFront pode contar com uma estadia que alia luxo, conforto e sofisticação. Para além de noites tranquilas em quartos espaçosos com vista mar, todo o ambiente do hotel é acolhedor e convidativo. A simpatia do staff, aliada à experiência gastronómica de excelência no MarLuso e no Poké Bar, tornam qualquer estadia no OceanFront verdadeiramente memorável.

As novas contas da Microsoft agora exigem autenticação sem password

É o fim das passwords para as novas contas da Microsoft.

A Microsoft dá mais um passo na luta contra as passwords. Depois de ter testado diferentes métodos de autenticação segura nos últimos anos, a empresa passa agora a exigir, por defeito, a autenticação sem password para novas contas. A partir de agora, ao criar uma nova conta Microsoft, os utilizadores terão de optar por uma alternativa mais segura:

  • Chaves de Acesso (Passkeys)
  • Notificações push
  • Chaves de segurança físicas

Esta iniciativa é acompanhada por um redesenho da interface de início de sessão, otimizada para uma experiência sem password. “As novas contas Microsoft passam agora a não ter password por defeito”, explicou a empresa. Os utilizadores existentes podem remover manualmente as suas passwords nas definições das suas contas.

As Passkey substituem as passwords na Microsoft
Funcionamento das PassKey

Para quem não sabe, as Passkeys são um método de autenticação que substitui as tradicionais passwords para aceder a sites, aplicações ou serviços. Funcionam com base em encriptação assimétrica: uma chave pública é armazenada no servidor do serviço, enquanto a chave privada permanece protegida no dispositivo do utilizador (smartphone, computador, etc.) e nunca é partilhada. As Passkey são mais seguras do que as palavras passe tradicionais porque não podem ser roubadas remotamente, não são partilhadas e são resistentes a ataques de phishing.

A Microsoft também está a renomear o “Dia Mundial da Password” para “Dia Mundial da PassKey”, assinalando o seu compromisso com esta transição. Desde a sua introdução, no ano passado, a Microsoft tem registado resultados promissores: quase um milhão de PassKeys são registadas diariamente, e a taxa de sucesso no início de sessão é de 98% (comparada com 32% no caso das palavras passe).

Festival Língua Terra regressa a Setúbal com programação dedicada à diversidade da lusofonia

Artistas do Brasil, Cabo Verde e Guiné-Bissau juntam-se ao Língua Terra para celebrar a riqueza da língua portuguesa, com destaque para a homenagem a José Carlos Schwarz.

Setúbal volta a acolher o Festival Língua Terra nos dias 5 e 6 de junho, com sessões marcadas para as 21h, no Fórum Municipal Luísa Todi. A iniciativa, que atinge a sua quinta edição, reforça a vocação da cidade enquanto espaço de encontro entre culturas que partilham a língua portuguesa, e apresenta uma programação que cruza diferentes geografias e gerações.

A edição de 2025 afirma-se como um ponto de convergência entre África, América Latina e Europa, reunindo em palco artistas oriundos do Brasil, de Cabo Verde e da Guiné-Bissau. A proposta curatorial mantém o foco na criação de redes de colaboração artística, acolhendo músicos cuja obra reflete as múltiplas expressões da lusofonia contemporânea.

Entre os nomes já confirmados para o Língua Terra destacam-se Melly, cantora brasileira proveniente de Salvador da Bahia e reconhecida pela abordagem singular no panorama da música independente, e Eu.Clides, artista cabo-verdiano radicado em Portugal, cuja trajetória se tem afirmado pela experimentação sonora e pela escrita introspetiva.

Um dos momentos centrais desta edição será a evocação da figura de José Carlos Schwarz, poeta e músico da Guiné-Bissau, cuja obra se tornou emblemática da resistência cultural durante o processo de luta pela independência do país. O tributo contará com direção musical de Manecas Costa e com a participação de Karyna Gomes e de Remna Schwarz, filho do homenageado.

O Festival Língua Terra nasceu com o objetivo de fomentar o intercâmbio entre criadores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal. Ao longo dos anos, consolidou-se como espaço de diálogo artístico e político, promovendo colaborações que têm na música o seu eixo principal, mas que se estendem também à literatura, ao cinema e às artes visuais.

Em edições anteriores, o evento recebeu nomes como Bonga, Paulo Flores, Elida Almeida, Adriana Calcanhotto e Salvador Sobral, assim como iniciativas interdisciplinares, entre as quais a peça Chovem Amores na Rua do Matador, de Mia Couto e José Eduardo Agualusa, ou o encontro Conversas entre Kotas, com Bonga, Betinho Feijó e Pedro Coquenão (Batida).

Foto: CM Setúbal

Leiria apresenta projetos que quer concluir até 2035

Leiria tem tudo para se tornar numa grande cidade.

O Município de Leiria apresentou esta semana uma nova versão da sua estratégia de desenvolvimento, denominada Leiria 2035, que estabelece as orientações para a próxima década.

A revisão estratégica decorre de uma consulta pública ao plano Leiria 2030, que permitiu recolher contributos diversos, resultando numa reorganização dos eixos centrais de atuação. O novo documento estrutura-se em torno de seis áreas principais: Economia e Competitividade, Educação para o Futuro, Viver Melhor, Cultura, Desporto e Lazer, Leiria Sustentável e Território em Movimento. Estes eixos enquadram um conjunto de intervenções concretas a ser implementadas até 2035.

Entre as propostas anunciadas, destaca-se a criação de um ecossistema de inovação, que inclui o Leiria Innovation Hub, espaços de coworking, e novos parques empresariais. Está ainda previsto o desenvolvimento do Polo Tecnológico de São Romão e o reforço da ligação ao ensino superior, com apoio à transição do Politécnico para Universidade e a atração de um colégio internacional.

No setor da saúde, o município prevê a reabilitação de várias unidades de cuidados primários, como o Centro de Saúde Dr. Gorjão Henriques, bem como melhorias no Hospital de Leiria. Em matéria de segurança, está planeada a criação de uma Polícia Municipal e a expansão do sistema de videovigilância.

Ao nível cultural e desportivo, estão previstas intervenções no património, a conclusão do projeto Aquapolis e a requalificação do percurso Polis, na zona do Parque Verde. Já na vertente ambiental, a autarquia vai avançar com a execução do Plano de Drenagem Pluvial, tendo em vista a mitigação de inundações, e com a instalação de unidades de produção de biometano, como forma de combater a poluição no Rio Lis.

A mobilidade surge também como eixo estruturante, com destaque para a integração da Linha de Alta Velocidade (LAV), considerada uma oportunidade para redesenhar a relação da cidade com o território envolvente. Estão previstas medidas complementares como a ampliação da oferta de estacionamento, a gratuitidade dos transportes públicos para a população sénior e o incentivo à mobilidade suave, com foco nas bicicletas.

No que toca às freguesias, o município reforça a aposta no desenvolvimento local com a transferência de verbas superiores a 10 milhões de euros anuais, garantindo uma distribuição mais equitativa dos recursos e promovendo a coesão territorial.

O documento prevê ainda a reabilitação do antigo edifício do IVV, a reabilitação do antigo edifício da EDP para ser transformado no Leiria CO:WORK, a conclusão do Parque Empresarial de Monte Redondo, a construção do Pavilhão Multiusos de Leiria nos terrenos da Prisão Escola, a criação de um novo complexo educativo com o Jardim de Infância e EB Santa Clara, a modernização de várias escolas, entre outras propostas.

Foto: Pedro Nuno Caetano

Shōgun deixa de ser minissérie e terá segunda temporada

No entanto, ainda não há data de estreia para os novos episódios de Shōgun.

Foi a 27 de fevereiro de 2024 que Shōgun, uma adaptação original do romance bestseller de James Clavell, e criada para televisão por Rachel Kondo e Justin Marks, chegou ao Disney+, numa série que se centra na ascensão de Lord Yoshii Toranaga, interpretado por Hiroyuki Sanada, numa luta estratégica e brutal pelo poder no Japão feudal. A descoberta de um navio europeu encalhado numa aldeia piscatória e a chegada do navegador inglês John Blackthorne, interpretado por Cosmo Jarvis, precipitaram uma série de alianças e confrontos que alteraram o equilíbrio político da época.

Ora, inicialmente pensava-se que Shōgun seria uma minissérie, até porque foi “vendida” precisamente nesses termos. Mas afinal não, pois esta semana foi anunciado que a produção da segunda temporada começa em janeiro de 2026, na cidade canadiana de Vancouver.

A nova temporada, cuja ação decorre 10 anos após os acontecimentos da anterior, representa uma mudança significativa na abordagem da série. Os argumentistas Rachel Kondo e Justin Marks desenvolveram uma continuação inédita, afastando-se do enredo do livro e explorando novos caminhos narrativos, mantendo, no entanto, o enquadramento histórico que caracterizou a primeira parte.

O elenco principal mantém-se, com Hiroyuki Sanada a regressar ao papel de Toranaga, acumulando também funções de produtor executivo. Cosmo Jarvis retoma o papel de Blackthorne e passa a integrar a equipa de produção como co-produtor executivo. Michaela Clavell, Edward L. McDonnell e Michael De Luca permanecem igualmente na produção.

A primeira temporada de Shōgun foi amplamente reconhecida, tendo conquistado 18 prémios Emmy, incluindo o de Melhor Série Dramática. Quanto à segunda temporada, uma eventual data de estreia não foi divulgada… por enquanto.

O YouTube está a testar miniaturas desfocadas para conteúdo sensível

O YouTube está a trabalhar em nova funcionalidade que tem como principal objetivo oferecer aos utilizadores maior controlo visual, sobretudo com conteúdos gráficos e sensíveis.

O YouTube anunciou, através da sua Central de Ajuda, o início de testes para uma nova funcionalidade que visa oferecer maior controlo visual aos utilizadores durante a navegação na plataforma. O ensaio, que por enquanto está disponível apenas para uma pequena percentagem de utilizadores, consiste em desfocar automaticamente as miniaturas de vídeos associados a temas potencialmente sensíveis, mesmo que estes cumpram as diretrizes da comunidade.

A medida pretende proteger os utilizadores de imagens que possam ser consideradas incómodas ou indesejadas, sem, no entanto, remover o acesso ao conteúdo. A desfocagem incide apenas sobre a imagem de pré-visualização, mantendo-se visíveis elementos como o título do vídeo, o nome do canal e a descrição. E embora a plataforma não tenha especificado os critérios exatos que ativam este novo filtro, foi confirmado que os utilizadores abrangidos pelo teste poderão desativar a funcionalidade nas definições da sua conta.

Este novo sistema aproxima-se de funcionalidades já existentes noutros produtos da Google, como o SafeSearch na Pesquisa Google, que permite desfocar imagens explícitas mantendo os restantes elementos informativos visíveis. Ao contrário do Modo Restrito do YouTube — que aplica uma filtragem mais abrangente a conteúdos para adultos —, esta nova abordagem oferece um controlo mais granular e visual, sem bloquear totalmente o acesso aos vídeos.

Os novos Huawei Watch 5 e Fit 4 serão anunciados a 15 de maio com o novo sistema TruSense

O sistema de medição biométrica TruSense é um dos grandes destaques dos próximos smartwatches da Huawei.

A fabricante chinesa está a trabalhar no lançamento dos novos Huawei Watch 5 e Huawei Watch Fit 4, com os quais pretende redefinir o futuro da saúde e do bem-estar digitais. Ambos são smartwatches que aliam tecnologias avançadas de monitorização a um design sofisticado. Contudo, no centro das inovações está a mais recente atualização do sistema TruSense, que agora está equipado com um módulo de super-deteção biométrica, que promete medições de saúde mais precisas e completas. Estes novos dispositivos serão oficialmente anunciados a 15 de maio de 2025, num evento global que será realizado em Berlim.

O sistema melhorado do TruSense integra deteção na ponta dos dedos com fusão de sinais multimodais, prolongando a monitorização do pulso até ao dedo para maior exatidão. A deteção combinada no pulso e na ponta dos dedos promete medições rápidas e fiáveis. Lançado em 2024, o TruSense assenta em seis princípios, a precisão, abrangência, velocidade, flexibilidade, abertura e capacidade de evolução. O sistema monitoriza mais de 60 indicadores de saúde, abrangendo seis sistemas do corpo humano, como o circulatório, respiratório, nervoso, endócrino, reprodutor e muscular.

A nova versão recorre a sinais óticos, elétricos, acústicos e mecânicos, recolhidos em diferentes pontos do corpo, nomeadamente no pulso e nos dedos. Graças à densidade vascular e à pele fina dos dedos, a Huawei afirma que há menos interferência, o que melhora significativamente a fiabilidade dos dados, sobretudo na monitorização cardiovascular. Esta abordagem permite captar sinais mais ricos e oferecer análises mais rápidas e detalhadas. A medição dos níveis de oxigénio no sangue também foi otimizada e que a empresa revela que passa a ser feita em tempo real.

Primaprix. A “loja mais viral da Europa” chega a Portugal em maio

A Primaprix promete preços até 70% mais baixos nas nossas marcas preferidas e uma experiência de loja onde cada visita é uma descoberta.

Foi no passado mês de março que o Echo Boomer descobriu que a Primaprix, cadeia espanhola que é uma espécie de concorrente da NORMAL, ia, em breve, chegar a Portugal. E esse em breve é já este mês de maio, com três inaugurações.

As primeiras lojas da Primaprix em Portugal abrem entre os dias 19 e 27 de maio. Por exemplo, sabemos exatamente onde ficará localizada a loja da Primaprix em Lisboa: Rua Pascoal de Melo 73D. Já o dia da inauguração, chegou a surgir online a data de 21 de maio – bastava pesquisar pelo termo “Primaprix Lisboa” no motor de pesquisa da Google para surgir essa indicação -, mas não está confirmada. Sobre as lojas de Guimarães e Porto é que ainda não temos informações sobre as respetivas datas de abertura, mas, assim que descobrirmos, logo informamos.

Com mais de 280 lojas na Europa, a Primaprix é, no fundo, uma loja outlet para marcas de grande consumo, assumindo-se como a “loja mais viral da Europa”. Em vez de operar com catálogos fixos e fornecedores constantes, a cadeia espanhola aposta num conceito de oportunidade – trazendo para as prateleiras portuguesas produtos de grandes marcas internacionais a preços significativamente mais baixos.

O segredo está na forma como abastece as suas lojas. A PrimaPrix percorre a Europa à procura de excedentes de stock, sobras de promoções sazonais – como o Natal, o verão ou eventos específicos -, lançamentos recentes que não cumpriram expectativas, alterações no design das embalagens ou produtos que, simplesmente, têm um preço mais competitivo noutros mercados. Esta estratégia permite à empresa garantir uma rotatividade constante e um leque surpreendente de produtos que dificilmente se encontra reunido num só local.

Contudo, esta dinâmica implica uma característica fundamental: a imprevisibilidade da oferta. Como a rotatividade é elevada e dependente de oportunidades pontuais, nem sempre é possível garantir que determinado artigo esteja disponível numa loja específica, ou que permaneça em stock durante muito tempo.

A marca opera exclusivamente em lojas físicas e não disponibiliza, para já, venda online. A descoberta é feita no local, sendo parte integrante da experiência de compra – quase como uma “caça ao tesouro”, onde se podem encontrar desde artigos de higiene e beleza, até alimentos e produtos de limpeza, todos com a chancela de marcas reconhecidas internacionalmente.

Embora a empresa reconheça que, pontualmente, certos artigos possam estar mais baratos noutros estabelecimentos, sublinha que o seu modelo garante, na maioria dos casos, poupanças reais. Para isso, recorre a dados de comparação de preços obtidos através de plataformas internacionais especializadas e comparadores online portugueses, assegurando que os preços praticados refletem, de facto, uma vantagem para o consumidor.

A Google confirmou que o Android TV será atualizado a cada dois anos

A Google confirmou o Android TV 16 e estabelece novo ciclo bienal de atualizações.

O ecossistema Android para televisores inteligentes tem sido, ao longo dos anos, alvo de críticas pela sua fragmentação e falta de consistência entre fabricantes. A situação tornou-se ainda mais evidente com o ritmo irregular das atualizações do sistema operativo Android TV/Google TV, cuja adoção varia significativamente entre diferentes marcas e modelos.

Até ao Android 12, a Google ainda mantinha uma cadência anual de lançamento de novas versões para televisores, acompanhando, com algum atraso, o calendário das atualizações destinadas a smartphones e tablets. No entanto, essa prática parece ter sido abandonada. A empresa surpreendeu recentemente ao lançar diretamente o Android TV 14, praticamente um ano após a chegada da versão homónima para dispositivos móveis, ignorando completamente a versão 13. E agora, segundo informações já confirmadas no convite oficial para a conferência Google I/O 2025, a empresa irá saltar também o Android TV 15, passando diretamente para uma nova versão baseada no Android 16. Isto indica que, a partir de agora, o sistema operativo passará a receber grandes atualizações apenas de dois em dois anos, em contraste com o ciclo anual anteriormente seguido.

Apesar do lançamento da versão 14, a maioria dos televisores com esse sistema operativo continua bloqueada na versão 12. A Philips foi uma das primeiras marcas a anunciar que os seus modelos Google TV de 2025 chegarão já com o Android TV 14 pré-instalado. Por outro lado, a situação permanece mais crítica para outros dispositivos populares. O Nvidia Shield TV, por exemplo, continua a operar com a versão 11, uma versão que remonta a 2020. Embora o Shield ainda seja uma das boxes de streaming mais completas do mercado, a ausência de grandes atualizações levanta questões sobre o seu suporte a longo prazo.

Entretanto, o Chromecast com Google TV recentemente descontinuado foi atualizado para o Android TV 14, e o novo Google TV Streamer já vem com esta versão de fábrica, demonstrando o empenho da Google em, pelo menos, manter os seus próprios produtos atualizados. Com a conferência Google I/O 2025 agendada para os dias 20 e 21 de maio, espera-se que a empresa revele mais detalhes sobre o Android TV 16, incluindo novidades ao nível da interface, desempenho, integração com o ecossistema Google e, possivelmente, novas parcerias com fabricantes.

A Xiaomi anunciou a nova Portable Photo Printer 1S

A Portable Photo Printer 1S é a nova impressora portátil da Xiaomi que dispensa a utilização de tinteiros.

A Xiaomi anunciou oficialmente, a nova Portable Photo Printer 1S, uma impressora compacta, com apenas 82 x 124 x 22 mm, que permite transformar fotografias digitais captadas no telemóvel em impressões físicas, através da aplicação Mi Home e papel fotográfico ZINK.

O anúncio foi feito recentemente no site internacional da marca, numa página dedicada ao produto. No entanto, a Xiaomi ainda não revelou a data de lançamento oficial para os mercados europeus, onde se inclui Portugal. Por enquanto, o equipamento está disponível apenas na China, onde tem um preço aproximado de 50€ (conversão direta). E apesar do anúncio global, ainda não foi avançada uma data concreta para a disponibilidade da impressora em outros mercados.

Uma das principais inovações da Xiaomi Portable Photo Printer 1S é a tecnologia ZINK (Zero Ink), que dispensa a utilização de tinteiros. O processo de impressão é feito através de calor, que ativa cristais presentes no papel especial, resultando em fotografias coloridas e resistentes. Para além disso, as folhas têm verso adesivo, permitindo colar as imagens em álbuns, cadernos ou mesmo na capa do telemóvel.

Portable Photo Printer 1S
Xiaomi Portable Photo Printer 1S

Em termos de ligações, a impressora conta com Bluetooth 5.2, sendo possível ligar até três dispositivos em simultâneo. É compatível com diversos formatos de imagem, como JPEG, PNG e HEIF, e também suporta conteúdos de realidade aumentada (AR).

Leiria vai ganhar 419 novos lugares de estacionamento gratuitos

Leiria terá dois novos parques de estacionamento gratuitos, num investimento que supera os 2,1 milhões.

A Câmara Municipal de Leiria aprovou a adjudicação das obras para dois novos parques de estacionamento, localizados junto à Rotunda D. Dinis e na Avenida Papa Francisco, num investimento avaliado em mais de 2,1 milhões de euros.

O principal objetivo passa por reforçar a oferta de estacionamento público gratuito na cidade, com a criação de 419 novos lugares, ao mesmo tempo que se promove uma redução da pressão automóvel nas zonas centrais, contribuindo para mitigar o impacto ambiental do tráfego rodoviário. Os parques serão implantados em locais considerados estratégicos, de forma a facilitar o acesso ao centro urbano e a incentivar práticas de mobilidade mais sustentáveis.

O parque junto à Rotunda D. Dinis, situado nas imediações de estabelecimentos de ensino e diversos serviços, contará com 271 lugares. A infraestrutura será complementada com ciclovias e acessos pedonais que se ligarão às estruturas já existentes, bem como à rede de transportes públicos. A autarquia pretende, igualmente, que este espaço possa ser utilizado para momentos de recreio e lazer, incluindo a realização de pequenos eventos de carácter não permanente, pelo que a vertente de arquitectura paisagística terá um papel de destaque no projeto.

Já o parque da Avenida Papa Francisco será dividido em duas zonas: uma bolsa com 81 lugares e outra situada numa nova rua a construir paralelamente à avenida. Está igualmente prevista uma intervenção ao nível da drenagem de águas pluviais, bem como a plantação de árvores, numa lógica de integração ambiental.

Ambos os parques serão integrados no sistema Leiria Smart City, que disponibiliza informação em tempo real sobre a ocupação dos lugares. Serão ainda equipados com uma estação da biclis, contribuindo para fomentar a intermodalidade e a adopção de meios de transporte mais suaves.

A empreitada junto à Rotunda D. Dinis foi adjudicada por 1.424.142,30€ – cerca de 150.000€ abaixo do valor inicialmente previsto em concurso -, estando ainda sujeita a visto do Tribunal de Contas. No caso do parque da Avenida Papa Francisco, o investimento será de 719.486,77€. A duração estimada para a execução de cada uma das obras é de 14 meses.

Foto: CM Leiria

Afinal, a RAM Virtual não utiliza a memória interna dos equipamentos

A Samsung desmistificou o mito por trás da RAM Virtual ao explicar como funciona o RAM Plus.

Nos últimos anos diversos fabricantes de smartphones Android introduziram uma funcionalidade que permite expandir a capacidade da memória RAM dos seus equipamentos, que é conhecida como RAM Virtual. Contudo, essa RAM Virtual não funciona como muitos pensavam que funciona, e a culpa é das fabricantes.

A Samsung é uma das muitas fabricantes que já utiliza essa funcionalidade nos equipamentos Galaxy, e a mesma é conhecida na One UI, a interface da empresa baseada no Android, como RAM Plus. Agora, a empresa sul-coreana utilizou o Reddit para explicar como funciona essa RAM Plus, que na prática é a mesma forma como funciona a RAM Virtual em todos os outros equipamentos, independentemente do seu nome. E tal como outras fabricantes, a Samsung induz os utilizadores em erro, uma vez que na descrição do RAM Plus, a empresa revela que “o RAM Plus utiliza o espaço de armazenamento do seu smartphone para fornecer memória virtual. Escolha mais memória virtual para permitir que mais aplicações se mantenham abertas em segundo plano. Escolha menos memória virtual para manter espaço de armazenamento livre”.

RAM Virtual
Samsung RAM Plus

Aparentemente, a própria Samsung está a contribuir para a “confusão” entre os utilizadores, uma vez que essa descrição está… errada. O RAM Plus baseia-se, na verdade, numa tecnologia chamada zRam, que existe no Linux há vários anos: é um módulo do kernel que cria um bloco na RAM do sistema onde os dados podem ser armazenados com uma taxa de compressão elevada (cerca de 2:1, ou seja, uma aplicação que utilize 50MB de RAM ocuparia cerca de 25MB de espaço). Este sistema não utiliza memória interna, mas sim uma parte da RAM do sistema alocada como zRam: aqui, os dados são mais compactados, permitindo armazenar mais informação na mesma quantidade de espaço. A vantagem é que se podem manter mais aplicações em memória, mas a desvantagem é que é necessário utilizar algum processamento do CPU durante a compressão e descompressão. Como resultado, ativar o RAM Plus não consome espaço de armazenamento do smartphone ou tablet.

Para confirmar isto, basta realizar um teste simples: mesmo alterando a configuração do RAM Plus, após reiniciar o dispositivo não haverá qualquer diferença no armazenamento ocupado. Para além disso, desativar a funcionalidade RAM Plus nas definições não desativa completamente o zRam. A única parte realmente “útil” da opção é, portanto, a possibilidade de escolher a quantidade de RAM que se pretende alocar. Qual é a configuração recomendada? Aconselha-se manter um valor equivalente a metade da RAM física. Por exemplo, se o seu equipamento tiver 8GB de RAM, deverá utilizar 4GB de RAM Virtual, pois alocar demasiada memória pode ser desperdício, a menos que execute modelos de linguagem de grande escala ou seja um utilizador particularmente exigente.

Então, por que razão a Samsung publicita o RAM Plus desta forma, associando-o ao uso de armazenamento interno? É uma boa questão: provavelmente trata-se apenas de marketing, tal como acontece com outras fabricantes.

A Samsung ativou o VoLTE por defeito nos seus equipamentos com o Android 15

O VoLTE passa a estar ativo por padrão nos smartphones Samsung Galaxy com o One UI 7.0 ou superior.

A Samsung, em colaboração com a GSMA, confirmou que os seus smartphones com a interface One UI 7.0, que é baseada no Android 15, passam a ter a tecnologia VoLTE ativada por defeito. A medida visa melhorar a qualidade das chamadas de voz e garantir uma ligação mais estável com as redes 4G e 5G.

O VoLTE permite manter a ligação à rede móvel mesmo durante as chamadas, assegurando uma experiência de voz em alta definição e possibilitando a utilização de dados móveis em simultâneo. Esta funcionalidade ganha importância à medida que as redes 2G e 3G são progressivamente desativadas em várias regiões do mundo. E embora os dispositivos da marca já fossem compatíveis com o VoLTE, a configuração nem sempre estava visível ou ativa, variando consoante a operadora ou o país. Com esta atualização, a funcionalidade será automaticamente configurada, utilizando os perfis estabelecidos pela GSMA, sem necessidade de intervenção do utilizador.

Os modelos mais recentes, como os da série Galaxy S25, bem como todos os dispositivos a receber a nova versão do sistema operativo, beneficiarão desta mudança. O objetivo passa por garantir que as chamadas de voz, incluindo em roaming ou situações de emergência, continuem disponíveis e com melhor desempenho nas redes móveis.

McBifana regressou aos restaurantes McDonald’s

Confirma-se, assim, os rumores das últimas semanas, que indicavam o regresso da icónica McBifana.

Estávamos em setembro de 2012 e a McDonald’s surpreendia tudo e todos com o lançamento da McBifana Original, um exclusivo do mercado português com uma receita inspirada nos melhores sabores portugueses. Nove anos depois, em 2021, em altura de pandemia, mas quando os restaurantes já podiam reabrir, a conhecida cadeia de fast food fez regressar a icónica sanduíche, mas sempre em edição limitada.

Desde então, a McBifana nunca mais regressou… até hoje. Confirmando os rumores das últimas semanas, a McDonald’s volta novamente a vender esta criação nos seus restaurantes da cadeia, numa edição que recupera o perfil de sabor que muitos associam à memória e ao conforto. Inspirada na tradicional bifana portuguesa, esta versão mantém os ingredientes característicos: pão de água, carne de porco e um molho original que junta maionese com notas de pimento, alho e louro. Para quem prefere um toque mais intenso, a mostarda continua disponível em saquetas individuais.

A McBifana está disponível tanto para ser consumida nos restaurantes, como para takeaway, podendo ainda ser pedida através das várias plataformas da Uber Eats, Glovo ou Bolt Food, graças ao McDelivery. Mas atenção: têm apenas até 30 de junho para experimentar.

Para breve, mais especificamente para dia 13 de maio, a McDonald’s promete outra versão da McBifana, num produto “ainda mais saboroso e feito para surpreender os verdadeiros fãs”.

Days Gone Remastered

Atualizações são sempre bem-vindas, mas o mais recente lançamento de Days Gone Remastered para a PlayStation 5 parece mais uma recompilação do jogo do que uma nova experiência digna da nossa atenção.

A gestão das propriedades da Sony PlayStation é, para todos os efeitos, interessante. Volta e meia, temos um novo relançamento, apresentado com grande entusiasmo, mas que deixa jogadores, comunidade e até fãs desses jogos com dúvidas e questões. Sendo uma das maiores: “Porquê?”

Neste campo, tivemos recentemente Horizon Zero Dawn Remastered, The Last of Us Part I e The Last of Us Part II a receberem tratamentos de remasterização com diferentes níveis de otimização, apesar de, superficialmente, não necessitarem de tais relançamentos – alguns deles também acessíveis via atualização. Mas, após algum tempo com estes jogos, compreende-se que existem melhorias substanciais e conteúdos que nos convidam a dar mais um passeio pelo parque. Ao mesmo tempo, a sua presença mediática e o facto de serem propriedades ativas, com outros projetos, spin-offs e adaptações, demonstram alguma relevância.

O mesmo não se pode dizer de Days Gone, agora relançado como Days Gone Remastered para a PlayStation 5, um jogo competente, lançado originalmente em 2019 para a PlayStation 4, que teve direito ao seu próprio culto dentro da comunidade de jogadores, mas que foi rapidamente abandonado, de certa forma, pela própria Sony, que não só cancelou os planos para a sua sequela, como também travou a Bend Studio – também conhecida por criar Syphon Filter – de avançar com um novo jogo original em produção, que seria, alegadamente, um jogo enquanto serviço.

Num mundo onde os fãs pediriam uma sequela ou um regresso de Bloodborne, foi Days Gone que regressou da campa. E uma vez que se trata de uma nova versão do jogo, com direito a uma atualização paga, terá de ter o suficiente para nos convencer. Certo? Após algumas horas num jogo cuja vontade de repetir já não era suficiente, temo que Days Gone Remastered não seja mais do que uma simples recompilação, que, para quem já tem ou jogou na PlayStation 5, não valerá a pena repetir esta história sem continuação.

days gone remastered review echo boomer 2
Days Gone Remastered (Bend Studio)

As “vantagens” de Days Gone Remastered são várias, ou assim indica a Bend Studio. Nesta remasterização, o jogo oferece “visuais melhorados”, modos a 60 FPS, suporte de VRR, áudio espacial, suporte do DualSense, entre outras melhorias técnicas que, para todos os efeitos, já estavam disponíveis em Days Gone – no início da geração tinha recebido uma atualização de retrocompatibilidade na qual também se incluíam alguns conteúdos adicionais.

Se estão à espera de uma diferença transformadora, poderão ficar desiludidos. Days Gone Remastered apresenta-se tal e qual como a versão anterior, onde as diferenças entre versões, até lado a lado, podem ser difíceis de identificar por olhos treinados durante o jogo em si, com exceção de momentos e cinemáticas em que a iluminação dinâmica é diferente ou cenas com uma palete de cores alterada ou mais dramática – cujo o resultado nem sempre é, subjetivamente falando, o melhor. A nível de experiência, o suporte de algumas capacidades exclusivas da PlayStation 5, aqui aprimoradas, é demasiado subtil para justificar a atualização pela maioria dos jogadores. Mesmo o novo modo gráfico exclusivo da PlayStation 5 Pro desilude, ao oferecer uma experiência trancada nos 60 FPS, com uma resolução nativa de 1584p, inferior à do modo de desempenho da PlayStation 5 normal, de 1800p, mas que recorre ao PSSR para a reconstrução de imagem para os 4K. Mais uma vez, as diferenças não são claras ou imediatamente óbvias, fazendo também muito pouco para mostrar as capacidades da “mais poderosa consola no mercado”. Até The Last of Us Part II Remastered, um dos mais desnecessários relançamentos desta geração, foi capaz de justificar a sua existência de forma igualmente subtil, mas com resultados palpáveis na experiência de jogo, quer ao nível da jogabilidade aprimorada, quer na imersão cinematográfica.

Digno de nota nesta versão do jogo é que não nos poupa a ecrãs de carregamento. São mais rápidos, de facto, mas ainda presentes durante algum tempo em vários momentos do jogo.

Também à semelhança de The Last of Us Part II Remastered, Days Gone Remastered inclui conteúdos adicionais, nomeadamente novos modos de jogo arcade. Estes poderão ser os verdadeiros pontos de destaque desta versão. Days Gone já havia recebido uma espécie de modo de Hordas, com o Challenge Mode, mas agora recebe algo mais desafiante com o Horde Assault, descrito como um modo de sobrevivência arcade, que testa as capacidades dos jogadores para atingirem pontuações mais elevadas à medida que a Horda vai crescendo e evoluindo. Este modo leva os jogadores até várias regiões do mapa, em ambientes fechados para sessões cíclicas, com recurso às mecânicas de jogo base. Interessante neste modo é a capacidade de usar outras personagens do jogo e desbloquear cosméticos.

days gone remastered review echo boomer 3
Days Gone Remastered (Bend Studio)

Para os grandes fãs de Days Gone, esta versão inclui um modo Permadeath. É um modo verdadeiramente sádico, que testa as capacidades, mas também a paciência, do jogador, ao percorrer novamente toda a sua história sempre no limite. É um modo mais “imersivo”, onde a gestão de recursos, estratégia e habilidade de movimento são elementos-chave para sobreviver, pois um simples erro, uma morte, pode significar o fim do desafio. Também dedicado à campanha, há um novo speedrun mode, que propõe completar a história do jogo o mais rapidamente possível. Adicionalmente, esta versão inclui novas funcionalidades de acessibilidade e um modo de fotografia melhorado, que, francamente, não deveriam estar trancadas numa atualização paga do jogo.

Outro aspeto crítico deste lançamento prende-se com a forma como a Sony o quer vender, especialmente na PlayStation 5. Os jogadores que já tenham o jogo via PlayStation Plus não estão habilitados à compra da atualização de 10€, sendo obrigados a adquirir o jogo completo por 49,99€.

Days Gone vive, assim, mais um dia com Days Gone Remastered, num relançamento estranho que poucos pediram, e que fundamentalmente pouco ou nada entrega quando se pensa numa remasterização, aproximando-se apenas de uma “versão completa” do jogo. As suas mais-valias são, de facto, os novos modos de jogo dirigidos aos maiores fãs do título da Bend Studio, que poderão continuar a desfrutar das aventuras de sobrevivência no Oregon por mais algum tempo, dado que uma sequela não parece estar em cima da mesa.

Cópia para análise cedida pela PlayStation Portugal.

Sistema de Defesa Primário do Baixo Vouga Lagunar avança com financiamento garantido de 24,3 milhões de euros

Obra estruturante no Baixo Vouga Lagunar vai avançar até 2028, com financiamento europeu e nacional.

O Sistema de Defesa Primário do Baixo Vouga Lagunar vai avançar, com financiamento assegurado. A Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) adjudicou a empreitada no valor de 24.273.813,70€, após a aprovação, no passado dia 10 de abril, de uma Resolução do Conselho de Ministros, publicada a 21 de abril de 2025, que estabelece o modelo de apoio financeiro a aplicar entre 2025 e 2028.

Esta intervenção integra um conjunto de três obras fisicamente ligadas, com funções essenciais de defesa territorial, cujo investimento total ronda os 45 milhões de euros. Além deste sistema, estão incluídas a Ponte-Açude do Rio Novo do Príncipe, já em fase de execução, e a reabilitação da margem esquerda do mesmo rio, cujo arranque está em curso.

O principal objetivo do projeto passa por conter o avanço da cunha salina da Ria de Aveiro sobre os campos agrícolas, através da construção de um sistema de diques e estruturas hidráulicas, bem como assegurar um sistema de drenagem eficaz e controlo de cheias no período invernal, permitindo a recarga dos aquíferos subterrâneos nos meses mais secos.

Embora a ideia para esta obra remonte a 1972, apenas entre 1995 e 1999 se avançou com a construção de parte do dique, numa extensão de 4,1 km, sob responsabilidade do Ministério da Agricultura. No entanto, a intervenção foi interrompida e nunca finalizada, devido a constrangimentos de ordem financeira e ambiental. Em 2016, a CIRA assumiu a liderança do processo, tendo concluído o novo projeto em 2020, o qual recebeu parecer favorável por parte das autoridades competentes.

No entanto, o Estudo de Impacte Ambiental identificou a intrusão de água salgada nos terrenos como uma ameaça significativa. O processo contou com acompanhamento técnico por parte de entidades como a DGADR, DRAPC, ICNF e APA. Após um processo legal e técnico extenso, foi emitida a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) em fevereiro de 2023.

O primeiro concurso público foi declarado deserto, obrigando à redefinição do valor base. A adjudicação foi finalmente atribuída à empresa Alexandre Barbosa Borges, estando neste momento em curso a formalização do contrato e os procedimentos necessários para obtenção do visto do Tribunal de Contas.

A transição entre os quadros comunitários de financiamento Portugal 2020 e Portugal 2030 obrigou a uma reformulação da estrutura de financiamento. Após diligências junto do Governo, foi garantido apoio através do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR/PEPAC) e do Fundo Ambiental, num montante global máximo de 25 milhões de euros. Desse total, 14.608.514,11€ serão financiados pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), nos anos de 2025 e 2026. Os restantes 10.391.485,89€ serão assegurados em 2027 e 2028 através de verbas do Fundo Ambiental.

Encontram-se agora em preparação os trabalhos técnicos e administrativos necessários para o início da empreitada, cuja complexidade exige uma articulação estreita entre a entidade intermunicipal e o empreiteiro. Está igualmente prevista uma gestão ambiental rigorosa, tanto durante a execução como na futura operação da infraestrutura, a cargo da CIRA.

O projeto contempla a construção de um sistema primário de defesa contra marés, constituído por diques e estruturas hidráulicas, um sistema de drenagem e defesa contra cheias, que incluirá o dique da margem direita do Rio Vouga e da margem esquerda do Rio Velho, uma estrutura verde primária, e caminhos rurais ao longo dos diques.

A obra abrange áreas dos concelhos de Aveiro, Albergaria-a-Velha e Estarreja, e pretende salvaguardar o potencial agrícola da região e proteger um agroecossistema de elevada biodiversidade.

Foto: Wildstep Productions/Daniel Pinheiro