O que é uma chave de segurança de rede e porque continua a ser essencial

Num mundo onde a ligação à internet se tornou indispensável – seja para trabalhar, estudar ou simplesmente ver uma série -, a segurança das redes domésticas é um tema que raramente recebe a atenção que merece. Segundo dados recentes, mais de 80% dos utilizadores nunca alteraram a palavra-passe de administrador do router e muitos continuam a usar as credenciais impressas na parte traseira do equipamento. Esse detalhe aparentemente inofensivo é, na prática, um convite aberto a intrusões.

A chave de segurança de rede é, em termos simples, a palavra-passe do Wi-Fi: o código que autoriza dispositivos a ligarem-se ao router e que activa os mecanismos responsáveis por manter os dados privados durante a navegação. A sua importância vai além do acesso básico à internet – é também o que protege a tua ligação quando realizas operações sensíveis, como compras, transferências bancárias ou até quando jogas online, em plataformas que exigem ligação estável e segura, como o jogo crash Aviator. Apesar de parecer apenas uma combinação de caracteres, esta chave tem um papel crucial: autentica quem tenta aceder à rede e estabelece encriptação entre o dispositivo e o router, impedindo que terceiros consigam decifrar o que é transmitido. Sem esta camada de segurança, qualquer pessoa nas proximidades poderia usar a tua ligação e até espiar o tráfego de dados que passa por ela.

Como funciona a autenticação e a encriptação

Cada vez que um dispositivo tenta aceder a uma rede Wi-Fi, o router compara a chave introduzida com a que está guardada na configuração. Se corresponder, o acesso é concedido; caso contrário, é recusado. Esse processo, designado autenticação, impede que desconhecidos usem a tua ligação sem autorização.

Logo depois entra em acção a encriptação, um mecanismo que transforma os dados transmitidos em código indecifrável enquanto circulam entre o router e o dispositivo. Mesmo que alguém consiga intercetar o sinal, verá apenas uma sequência de caracteres sem sentido. Apenas os equipamentos com a chave correcta conseguem decifrar a informação original.

Da fragilidade do WEP à robustez do WPA3

A segurança das redes sem fios evoluiu ao longo dos anos, acompanhando o avanço das técnicas de intrusão. O WEP foi o primeiro padrão de encriptação, mas rapidamente se tornou obsoleto devido à facilidade com que podia ser quebrado. O WPA surgiu em 2003 como uma alternativa mais segura, mas também acabou por revelar vulnerabilidades.

O passo seguinte foi o WPA2, que trouxe uma encriptação mais forte e se tornou o padrão dominante durante mais de uma década. Hoje, o WPA3 representa o estado da arte em segurança Wi-Fi, com protecção reforçada contra ataques de força bruta e melhor gestão das palavras-passe. Embora nem todos os dispositivos o suportem ainda, é considerado o nível de segurança mais elevado disponível.

Onde encontrar a chave de segurança de rede

Em grande parte dos routers domésticos, a chave de segurança de rede pode ser encontrada na etiqueta do equipamento, onde também consta o nome da rede (SSID). No entanto, se a palavra-passe tiver sido alterada, essa informação deixará de ser válida. Nesse caso, o acesso é feito através do painel de administração do router, a partir de um navegador, utilizando o endereço IP interno do dispositivo – normalmente algo como 192.168.0.1 – e as credenciais de administrador.

Dispositivos já ligados à rede também guardam a chave localmente. Em telemóveis Android, pode ser visualizada através da opção de partilha por código QR; no iPhone, aparece após desbloqueio por código ou reconhecimento facial. Nos computadores com Windows, a palavra-passe pode ser consultada nas definições de rede; no macOS, é possível aceder às senhas guardadas através do sistema de chaves ou das opções avançadas de Wi-Fi.

Quando e como alterar a palavra-passe do Wi-Fi

Alterar regularmente a chave de segurança é uma das formas mais eficazes de proteger uma rede. O processo é simples: basta aceder ao painel de administração do router, procurar as definições de Wi-Fi e substituir a palavra-passe antiga por uma nova. Após a alteração, todos os dispositivos terão de ser reconectados usando o novo código.

O erro de “chave de segurança incompatível” é comum quando a palavra-passe é escrita com um erro – especialmente porque distingue maiúsculas de minúsculas – ou quando o router foi atualizado e as configurações de segurança mudaram. Reiniciar o equipamento ou esquecer a rede no dispositivo costuma resolver o problema.

Hábitos simples que reforçam a segurança da rede

Algumas práticas básicas fazem uma diferença significativa na protecção de uma rede doméstica. Alterar as credenciais de administração de fábrica é um dos primeiros passos, já que essas informações são facilmente encontradas online. Criar uma palavra-passe forte, com letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos, é igualmente essencial.

Evitar deixar a palavra-passe escrita num local visível e usar um gestor de senhas ajuda a manter a segurança. Activar o WPA2 ou WPA3 garante uma encriptação moderna, enquanto criar uma rede separada para convidados impede que acedam aos dispositivos principais. Manter o firmware do router atualizado fecha vulnerabilidades e, quando possível, deve-se desactivar opções como WPS ou gestão remota, que facilitam ataques externos.

A importância de uma actualização periódica

Os especialistas recomendam mudar a palavra-passe do Wi-Fi a cada seis a doze meses, ou de imediato se houver suspeita de acesso indevido. Essa renovação regular impede que antigos utilizadores – vizinhos, ex-companheiros de casa ou visitantes ocasionais – mantenham acesso à rede.

Mais do que uma simples precaução, uma chave de segurança robusta é uma barreira fundamental contra o roubo de dados e o acesso não autorizado. Combinada com actualizações regulares e boas práticas de utilização, continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a privacidade e a estabilidade de qualquer ligação doméstica.

Cypress Hill, Kaiser Chiefs e grandson reforçam cartaz do Rock in Rio Lisboa 2026

Estes três nomes juntam-se no dia do Rock do Rock in Rio Lisboa 2026, encabeço pelos Linkin Park a 21 de junho.

O Rock in Rio Lisboa anunciou novos nomes para o dia 21 de junho de 2026, reforçando um cartaz que já contava com os Linkin Park. Cypress Hill e Grandson atuam no Palco Mundo, enquanto os Kaiser Chiefs lideram o Palco Super Bock, novo nome do antigo Palco Tejo.

Com mais de três décadas de carreira, os Cypress Hill mantêm o estatuto de referência mundial na fusão entre rap e rock. Ícones culturais e pioneiros na mistura de géneros, o grupo californiano construiu uma sonoridade inconfundível com êxitos como “Insane in the Brain”, “Rock Superstar” e “Hits from the Bong”.

Já os Kaiser Chiefs regressam a Lisboa com a digressão More Employment, assinalando os 20 anos do álbum de estreia Employment, que redefiniu o rock britânico do início do século. Com temas que se tornaram hinos, como “Ruby”, “I Predict a Riot” e “Oh My God”, o grupo britânico soma oito álbuns editados.

O Palco Tejo, que em 2024 se destacou como uma das grandes surpresas do evento, regressa agora sob o nome Palco Super Bock, resultado de uma parceria de uma década entre a marca de cerveja e o festival. A área do público será ampliada para acolher até 30.000 pessoas, com uma programação que promete consolidar o espaço como ponto central da celebração musical.

A abrir o Palco Mundo, Grandson estreia-se em Portugal com a força do rock alternativo contemporâneo. Conhecido pelas letras de crítica social e por uma abordagem emocional e direta, o artista apresenta o seu mais recente álbum, INERTIA, marcado por uma sonoridade intensa que combina guitarras e batidas urbanas. A atuação ganha simbolismo acrescido, já que Grandson partilhou palco com os Linkin Park em versões ao vivo de “One Step Closer” e reencontrará agora a banda num dia que promete ser um dos pontos altos do festival.

Quanto aos bilhetes, estão à venda nas lojas Worten e no site oficial, bem como na Fever, custando 89€ cada. Se quiserem, aproveitem este link que vos dará 5€ de desconto na primeira compra na Fever.

A edição de 2026 do Rock in Rio Lisboa decorre nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho, no Parque Tejo, em Lisboa.

NORMAL vai abrir no Barreiro a sua próxima loja na Margem Sul

A abertura da loja da NORMAL no Barreiro está prevista algures para o inverno. Já durante este outono, a retalhista dinamarquesa chegará à Maia e a Alfragide.

A cadeia de retalho dinamarquesa NORMAL chegou a Portugal no final de outubro de 2022 com a abertura da sua primeira loja na zona da Grande Lisboa, localizada no Alegro Sintra. Essa foi apenas uma das várias lojas que a empresa tem a funcionar no país, contando desde então com espaços um pouco por todo o território nacional. E claro, vão sempre surgindo novas lojas ao longo do tempo.

A mais recente abertura data de 6 de agosto, com uma loja a funcionar desde esse dia no Estação Viana Shopping, em Viana do Castelo. Antes dessa foi a vez do Montijo, em junho, com um espaço aberto no Alegro Montijo. Foram as duas únicas aberturas da empresa no verão.

No entanto, e como seria de esperar, a NORMAL vai continuar a expandir-se. Recentemente, demos conta de duas novas lojas: uma no Alegro Alfragide, outra no MaiaShopping, sendo que ambos os espaços serão inaugurados algures durante o outono.

Pois bem, há uma nova loja na calha. E será no Barreiro, mais especificamente no Fórum Barreiro, sendo que a abertura está prevista para o inverno. Ou seja, é altamente improvável que esta loja esteja a funcionar até ao final de 2025.

O que diferencia a NORMAL?

A NORMAL destaca-se de outras cadeias por oferecer produtos a preços baixos e constantes, para que os clientes não tenham necessidade de procurar promoções. É também uma experiência de compra diferente e divertida. O layout das lojas em labirinto convida os clientes a uma caça ao tesouro de produtos conhecidos e outros por descobrir, e para além disso, o facto de chegarem cerca de 100 novos produtos semanalmente faz com que cada visita seja sempre uma surpresa.

A empresa compra produtos de marca em toda a UE, sempre que os preços sejam baixos e favoráveis. Daí se explica que consiga vender mais de 4.000 artigos dentro das categorias de cuidado do cabelo, cuidado da pele, produtos domésticos, cosméticos, papelaria, bebidas, etc.

TAP anuncia nova rota Lisboa–Curitiba para 2026

A TAP Air Portugal vai ligar Lisboa a Curitiba com três voos semanais a partir de julho de 2026, reforçando a sua presença no Brasil.

A TAP Air Portugal vai inaugurar uma nova rota direta entre Lisboa e Curitiba, capital do estado do Paraná, a partir de 2 de julho de 2026. A companhia prevê três voos por semana – às terças, quintas e sábados – que serão realizados com aviões Airbus A330-200, com capacidade para 269 passageiros. O percurso seguirá o itinerário Lisboa–Curitiba–Rio de Janeiro–Lisboa, e as passagens estarão disponíveis para venda a partir de 11 de novembro deste ano.

Com esta operação, a transportadora portuguesa reforça a sua presença no mercado brasileiro, consolidando a posição de maior companhia aérea europeia a operar no país. A ligação direta à capital paranaense é considerada um passo estratégico, tanto para o turismo como para o intercâmbio económico entre o Brasil e a Europa.

Com a introdução desta nova rota, a TAP passará a voar para 14 cidades brasileiras, ampliando a conectividade transatlântica e reforçando o seu papel como elo entre a Europa e a América do Sul.

Portela regressa às origens: meio século depois, o café volta ao local onde tudo começou

50 anos depois, a Portela reabre a loja original no Centro Comercial da Portela, num tributo às suas raízes e à paixão pelo café.

Cinco décadas depois, o café regressa a casa, com o mesmo aroma e a mesma paixão que marcaram o seu início. A Portela voltou ao local onde tudo começou, em 1977, recriando o espírito do café português, feito de tradição, alma e autenticidade. A inauguração da nova loja, realizada a 30 de outubro, no Centro Comercial da Portela, representou um marco simbólico na história da marca, que há quase meio século mantém viva a ligação entre o sabor do café e a comunidade que a viu nascer.

A origem da Portela remonta ao regresso de Ângelo Marçal a Portugal, em meados da década de 1970, depois de mais de 25 anos dedicados à produção de café em Angola. Como tantas outras famílias portuguesas da época, viu-se obrigado a abandonar o país no contexto das mudanças políticas então vividas. De volta a Lisboa, encontrou na família e no café o impulso para um novo começo. “Acabados de chegar de Angola, foi na família que encontrámos a força para recomeçar. A união trouxe-nos até aqui e continua a ser o nosso maior valor”, recorda o fundador.

A construção do Centro Comercial da Portela – o primeiro do país – surgiu como a oportunidade perfeita para dar início a esse novo projecto de vida. Assim nasceu, em 1977, a primeira loja da Portela, com a missão de oferecer experiências de degustação centradas na autenticidade e na essência do verdadeiro café português. Desde então, o negócio manteve-se fiel aos seus valores fundadores: paixão, qualidade, proximidade e autenticidade.

Atualmente, a Portela continua a ser uma empresa de gestão familiar. Ângelo Marçal mantém-se à frente do conselho de administração, acompanhado pela segunda e terceira gerações, incluindo Bernardo Marçal, garantindo a continuidade e o espírito familiar que sempre definiram a marca. A reputação de qualidade que distingue a Portela assenta na seleção rigorosa do café verde e na torra artesanal, processos que asseguram um sabor consistente e genuíno. Os grãos são provenientes das melhores origens da América Central, África e Ásia, sendo cuidadosamente trabalhados para preservar a frescura e o aroma em cada chávena.

A inauguração da nova loja foi também o momento escolhido para lançar um livro comemorativo em homenagem ao fundador. A obra revisita os principais marcos da marca e reúne testemunhos que retratam quase cinquenta anos de dedicação ao café e às pessoas que fizeram parte desta história. Aos 88 anos, Ângelo Marçal continua presente no quotidiano da empresa, visitando as lojas e participando ativamente no seu crescimento.

Com uma rede de 10 lojas na região de Lisboa, a Portela tem registado um crescimento sustentado. Nos últimos anos, as vendas aumentaram cerca de 16%, acompanhadas por uma subida do número de clientes, que passou de 1,3 para 1,5 milhões. As recentes inaugurações nas zonas de D. João II e da Avenida António Augusto Aguiar, bem como a relocalização das lojas da Portela e do Freeport, integram a estratégia de reforçar a ligação com os consumidores e garantir experiências de café de excelência.

Plano +MultiOpticas é o novo modelo de acesso aos cuidados visuais em Portugal

A MultiOpticas apresenta o Plano +MultiOpticas, uma solução mensal que facilita o acesso a óculos graduados, consultas de optometria e substituição de lentes em caso de alteração de graduação.

A MultiOpticas reabriu a sua loja no CascaiShopping com uma imagem completamente renovada, reforçando o compromisso de oferecer uma experiência de compra moderna e centrada nas necessidades dos consumidores. O novo espaço apresenta uma disposição de produtos mais clara e funcional, concebida para facilitar a escolha de armações e serviços de saúde visual de forma prática e acessível, mantendo o acompanhamento personalizado que tem distinguido a marca ao longo dos anos.

Na visita à MultiOpticas de Cascais, ficámos a conhecer em detalhe o Plano +MultiOpticas, uma solução desenvolvida para facilitar a aquisição de óculos através de um sistema de pagamento mensal, oferecendo diversas vantagens aos clientes. O plano permite escolher entre dois e cinco pares de óculos, ajustando o valor da mensalidade conforme a quantidade, a qualidade das lentes e o tipo de armações selecionadas. Tal como acontece nos modelos de telecomunicações, o valor mensal é definido de acordo com o conjunto de produtos escolhidos, ou seja, quanto mais elevada for a gama das lentes e armações, maior será a mensalidade.

Entre os principais benefícios apresentados, destaca-se a possibilidade de trocar as armações e as lentes ao fim de um ano, sem qualquer alteração no valor da mensalidade, desde que se mantenham dentro da mesma gama de preços. O plano garante ainda a atualização da graduação, mesmo que a alteração seja de apenas meia dioptria, assegurando a substituição de todas as lentes incluídas. Está igualmente incluído um seguro que cobre quebras, riscos, danos e roubo, com a obrigatoriedade de um copagamento de 20% em determinados casos. Além disso, o cliente pode trocar uma armação por ano, seja por desconforto ou simplesmente por vontade de mudar de visual.

Outro aspeto importante é a flexibilidade que o plano oferece, permitindo o cancelamento gratuito nos primeiros 100 dias. Caso o cliente opte por desistir, a MultiOpticas procede ao reembolso total dos valores pagos até à data, mediante a devolução dos óculos incluídos no plano. A primeira mensalidade é debitada nas primeiras 48 horas após a adesão, o que torna o processo simples e imediato.

Este modelo é especialmente atrativo para quem pretende evitar grandes investimentos únicos em óculos e valoriza a possibilidade de manter a graduação sempre atualizada e de trocar armações e lentes com regularidade. Durante a apresentação, a equipa da loja sublinhou que o pagamento mensal é percecionado pelos clientes como mais leve e acessível, tornando a adesão mais simpática e conveniente. O plano é totalmente personalizável, permitindo ao cliente escolher as lentes – com diferentes níveis de qualidade e tratamentos – e as armações – de várias marcas e estilos – de acordo com as suas preferências e necessidades específicas.

Outra característica que se destaca é a adaptabilidade do plano. Um cliente que utilize inicialmente lentes monofocais pode, mais tarde, quando necessitar de lentes progressivas, fazer essa alteração de forma simples, ajustando apenas o valor da mensalidade. Esta flexibilidade é vista como uma das grandes vantagens, uma vez que permite acompanhar as mudanças naturais na visão sem obrigar a um novo investimento completo em óculos.

A MultiOpticas salientou ainda que foi pioneira em Portugal ao lançar este tipo de plano, que entretanto tem vindo a ganhar cada vez mais expressão e a crescer rapidamente na Europa, tornando-se uma referência neste segmento.

De resto, e com a chegada do outono, a marca apresenta as principais tendências de eyewear que irão marcar a estação. As novas coleções distinguem-se pelos tons quentes e terrosos, pelas armações metálicas subtis e pelos formatos que evocam o estilo retro, como os cat-eye e os oversized. Modelos de marcas como Ralph (RA7174U), Ray-Ban (RB3694V) e Emporio Armani (EA4259U) surgem entre as propostas que conjugam elegância, conforto e expressão individual.

Football Manager 2026 Review: Um motor novo que custa a arrancar

Com uma cara completamente lavada e muitas novidades a nível de conteúdo, Football Manager 2026 tem ambições tão altas como potencial. Mas apesar de funcional e familiar, tal como uma equipa em início de época, ainda não está na sua forma final.

Texto por: Cláudio Araújo

Após uma reconstrução total do jogo anterior com o motor de jogo Unity, que durou dois anos, a Sports Interactive regressou com a promessa de revolucionar e de nos deixar de queixo caído com Football Manager 2026, ao aterrar com aura de Special One. É a primeira vez em Unity, com interface completamente renovada, táticas separadas em “Com Posse de Bola” e em “Sem Posse de Bola”, o match day mais rico de sempre, a estreia do futebol feminino, recrutamento alterado com a introdução TransferRoom e, finalmente, o licenciamento da Premier League. Mas será que isto é o Messias do management que nos ia levar diretos à terra prometida, ou um protótipo ambicioso que precisa de uns ajustes? Foi para testar tudo isso que comecei uma carreira num save com o Brighton.

Interpretando o papel do nosso treinador Echo Boomer, peguei no Brighton com um plano simples e ambicioso: aproveitar o orçamento gordo que temos disponível para caçar jovens talentos com potencial altíssimo, atirá-los direto à Premier League como catalisador de crescimento e vender os trintões (nada contra, eu próprio sou um) e excedentários para clubes da Arábia Saudita que pagam o que for preciso. A ideia era construir uma máquina de wonderkids, rodar nas lesões e ver quem explodia. 

Comecei pela tática. Queria emular o relativismo de Fernando Diniz no Fluminense – posse alta, laterais a subir como meio-campistas, meio-campo rotativo e riscos calculados, mas adaptado à realidade do Brighton. E com as táticas com posse de bola e sem posse de bola separadas.

Comecei com um 4-3-3 com inside forwards a descair, wingbacks a criar overloads no meio-campo juntamente com os outros médios e um avançado wonderkid entre linhas. Já defensivamente, um 4-1-4-1 bem simples. O visualizer mostrou logo o caos bonito, mas o defensivo? Descuidei-me, sofria sempre golos por conceder demasiado xG. Ao menos era futebol bonito. E por falar em bonito, o novo Motor de jogo também se destaca, pelo menos para mim. Estes são dois grandes pontos de melhoria face aos FM anteriores. No passado, tanto as táticas como o motor de jogo já se sentiam datados e limitados, e com a implementação de duas táticas (uma em posse de bola e outra sem posse de bola) e do motor Unity, justifica-se a espera de dois anos pelo jogo. 

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Football Manager 26 (Sports Interactive)

Mas eis que veio o inferno, porque a nova interface de Football Manager 2026 é penosa. Eu já não era particularmente fã da escolha do roxo utilizado, e agora, com esta nova organização de tabs infinitas, há imensa informação comprimida para a mesma tab. Andar a procurar as ligações que já conhecia de cor, fazer cliques para mover um jogador no combined screen ou ter de arrastá-los ao longo do ecrã… não é nada intuitivo, e os bugs em vários ecrãs (até a seta para baixo no teclado está bugada na caixa de mensagens) tirou-me a pica toda e fez-me jogar FM26 de forma mais casual. Isto é, após a pré-época defini um 11 titular… e simulei a época.

Foi neste processo que descobri que o jogo é fraco na simulação, dá pouquíssimas atenções (e em alguns casos até mesmo nenhumas) aos não-titulares, mesmo quando lesionados. Aliás, alguns wonderkids que contratei das shortlists de Passion4FM e FM Scout mal cheiraram relvado, mas pelo menos jogam os que defini como titulares. E também descobri que a função de pesquisa parece funcionar melhor! Contas feitas, acabei em 6º lugar na Premier League, com 68 pontos, e qualificação para Europa League, superando a expectativa de meio da tabela.

Na segunda época, fiz double down. Com algumas vendas fantásticas a clubes de sheiks e recorrendo a short-lists, renovei ainda mais o plantel. Acertei a defesa, tornando-a mais compacta na tática e sem posse de bola, mas também bastante mais jovem, ao colocar wonderkids como titulares.

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Football Manager 26 (Sports Interactive)

O TransferRoom revelou-se uma boa adição. Trata-se de um hub centralizado, dividido em entradas e saídas, para jogadores que queremos contratar e que pretendemos vender, respetivamente. Neste hub definimos requisitos para pesquisar jogadores como fazemos nos filtros de pesquisa de jogadores ou da Lista Preferencial, tais como a posição e melhor papel dentro dessa posição, intervalo de idade e tempo de jogo pretendido. Dias depois recebemos listas de jogadores disponíveis, disponibilizadas pelos próprios clubes, para o caso em que procuramos um jogador para juntar ao nosso plantel. A diferença aqui é que não podemos usar todos os outros filtros do nosso sistema tradicional de scouting. É quase como uma espécie de Marketplace, tornando-se ainda mais notório para os casos em que pretendemos vender jogadores. Aquilo que encontramos é uma lista dos clubes que registaram pedidos, como o nosso acima, e no fundo oferecemos os nossos jogadores a esses clubes. No meu caso, com o Kaoru Mitoma insatisfeito por ter perdido a titularidade, acabei por oferecê-lo a alguns clubes via TransferRoom. Acaba por ser uma adição gira, mas desnecessária para quem vai direto às shortlists de experts ou vai conhecer a base de dados de trás para a frente ao fim de alguns saves.

Mesmo no início da segunda época aconteceu isto:

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Football Manager 26 (Sports Interactive)

Seguido disto:

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Football Manager 26 (Sports Interactive)

Não só disse que não, como também emprestei o Mitoma ao Benfica. O karma depois apanhou-me e fui eliminado da Liga Europa em abril pelo Sporting. Quanto à classificação final no campeonato, salvei um 7º lugar com 64 pontos (-4 que época anterior), após ter começado mal o campeonato, devido a um erro crasso. Ao simular a primeira metade da época, escolhi os jogadores suplentes e, com o passar do tempo, os jogadores do 11 titular foram-se lesionando e substituídos por jogadores sem ritmo e de qualidade inferior que não estavam no banco, pois os marcados como suplentes ficam sempre suplentes. Sendo assim, para a segunda metade não escolhi suplentes, e a escolhas da IA acabaram por ser mais inteligentes, ainda que não muito.

A verdade é que não me posso queixar com o resultado final. Com um plantel composto essencialmente por miúdos entre os 19-22 anos, 7º lugar na liga mais difícil do mundo não é nada dececionante. Com mais atenção aos planos de treino, melhor staff e alguns acertos, teria sido possível alcançar um pouco mais.

O save também prova o potencial de FM26. As táticas brilham, o motor responde, os wonderkids crescem se jogarem – a verdade é que nada disto é novo, apenas foi melhorado ou reconstruido do zero. Se fizermos o paralelismo a um carro, o motor (tático e de jogo) ronrona alto, mas a carroçaria (a user interface penosa) treme um pouco por todo o lado e mata a imersão. Talvez seja esse o intuito da equipa de produção, isto é, transformar o jogo numa experiência mais leve para os adultos que não têm tempo para jogar o jogo com o mesmo detalhe com que jogavam quando eram adolescentes (o meu caso, só que continuo preferir fazer saves lentos e jogar em detalhe). E se assim for, está tudo bem, embora para mim seja um turn-off.

A verdade, no entanto, é que Football Manager 2026 continua o rei incontestável dos simuladores, ponto final. O motor Unity estabelece fundações para anos, as novas táticas também elevam a estratosfera, a inclusão do futebol feminino e do licenciamento da Premier League também são bem-vindas. Com patches para corrigir bugs, alguns mods da comunidade na UI (como os habituais facepacks realistas, e até custom kits) a experiência pode melhorar imenso, só que, por agora, é apenas isso: Potencial.

Cópia para análise (versão PC) cedida pela Ecoplay.

Comité Olímpico Internacional cancela os Olympic Esports Games na Arábia Saudita

A decisão foi tomada após uma revisão interna entre o COI, o comité saudita e a Esports World Cup Foundation.

O Comité Olímpico Internacional (COI) confirmou o cancelamento dos primeiros Olympic Esports Games, que estavam previstos para decorrer na Arábia Saudita em 2027. A decisão resulta de uma revisão interna que levou o COI, o Comité Olímpico e Paralímpico da Arábia Saudita (SOPC) e a Esports World Cup Foundation a terminarem a parceria por mútuo acordo.

Num comunicado oficial, o COI referiu que as três entidades “decidiram seguir caminhos separados” e que o organismo olímpico “irá desenvolver uma nova abordagem” para o projeto. O objetivo passa por criar um novo modelo de parceria que “se adeque melhor às ambições de longo prazo do Movimento Olímpico” e permita realizar a primeira edição “o mais rapidamente possível”.

A Esports World Cup Foundation, por sua vez, confirmou o fim da cooperação após “uma análise construtiva” da iniciativa, agradecendo “o diálogo aberto e colaborativo” mantido com o COI e o SOPC durante o último ano.

O projeto dos Olympic Esports Games tinha sido anunciado originalmente em 2023, com um reforço em 2024 que marcou a primeira edição este ano. A data foi posteriormente adiada para 2027 devido a “preocupações com o formato” e à “falta de detalhes sobre aspetos essenciais do programa por parte dos editores de jogos”, de acordo com o portal Esports Insider.

Com o cancelamento, o COI pretende agora redefinir o conceito e preparar uma nova proposta que possa integrar os videojogos competitivos no contexto olímpico.

A Apple prepara nova Siri baseada no modelo Gemini da Google

A Apple terá recorrido ao modelo Gemini da Google para desenvolver a próxima versão do assistente de voz Siri.

A Apple está a trabalhar numa nova geração da Siri, que utilizará um modelo linguístico desenvolvido pela Google. De acordo com informações avançadas pelo jornal Bloomberg, o assistente recorrerá a uma versão personalizada do Gemini, executada nos servidores privados da Apple.

O projeto faz parte da estratégia de apostas em inteligência artificial que a empresa pretende apresentar em 2026. A colaboração com a Google incluirá um acordo que permitirá integrar capacidades avançadas de linguagem natural, mantendo o processamento sob controlo interno da Apple, sem partilha de dados com o ecossistema Android.

De acordo com as mesmas fontes, a Apple avaliou também modelos da Anthropic, mas optou pela proposta da Google devido às condições financeiras e à relação comercial existente entre ambas as empresas no domínio da pesquisa online.

A nova versão da Siri deverá ser lançada em março de 2026, coincidindo com o início do plano de integração de inteligência artificial nos principais dispositivos da marca. A atualização deverá ser acompanhada pelas novas versões do iOS, macOS e iPadOS.

Sindicato britânico acusa a Rockstar de despedir trabalhadores para impedir sindicalização

A IWGB afirma que mais de 30 funcionários da Rockstar no Reino Unido foram despedidos por integrarem ou tentarem formar um sindicato. A empresa alega “falta grave”.

O sindicato britânico Independent Workers’ Union of Great Britain (IWGB) acusou a Rockstar Games, a produtora da série Grand Theft Auto, de despedir dezenas de trabalhadores em retaliação por atividades sindicais. De acordo com o sindicato, entre 30 e 40 funcionários foram dispensados a 30 de outubro, numa decisão que descreve como “um dos atos mais descarados e implacáveis de repressão sindical na história da indústria dos videojogos”.

Os trabalhadores afetados integravam um grupo sindical privado na plataforma de caht Discord e eram membros da IWGB ou estavam em processo de adesão. A organização afirma que alguns dependiam de planos de saúde e de vistos de trabalho patrocinados pela própria Rockstar, subsidiária da Take-Two Interactive.

O presidente da IWGB, Alex Marshall, afirma em comunicado que “esta demonstração de desprezo pela lei e pelas vidas dos trabalhadores que geram milhares de milhões para a empresa é um insulto aos fãs e à indústria global”. O responsável acrescentou que, apesar do que considera “um ataque calculado aos que procuram uma voz coletiva e melhores condições de trabalho”, o movimento sindical dentro da Rockstar “não será travado”.

Marshall garantiu ainda que o sindicato vai recorrer a todos os meios legais possíveis para exigir a reintegração dos funcionários e compensações por despedimento injustificado.

A Take-Two Interactive, empresa-mãe da Rockstar, rejeitou as acusações, assegurando que as demissões se deveram exclusivamente a “falta grave”. De acordo com o jornal Bloomberg, em resposta enviada a vários meios, o diretor de comunicação global da Take-Two, Alan Lewis, afirmou que “a Rockstar Games terminou o vínculo com um pequeno número de indivíduos por motivos de falta grave e por nenhuma outra razão”. E acrescentou que a empresa “procura proporcionar ambientes de trabalho positivos, assentes em trabalho de equipa, excelência e respeito”.

As fontes do sindicato afirmam não ter sido apresentada qualquer prova de conduta inadequada e que os trabalhadores não foram informados dessa justificação no momento do despedimento. A IWGB representa atualmente cerca de 10% do total de funcionários da Rockstar no Reino Unido e está a avaliar os próximos passos jurídicos.

O caso surge a poucos meses do lançamento de Grand Theft Auto VI, previsto para maio de 2026, naquele que é considerado um dos lançamentos mais aguardados desta geração de jogos.

Estúdios japoneses exigem que a OpenAI cesse utilização indevida dos seus jogos no Sora 2

A associação CODA acusa a OpenAI de recorrer a material protegido de empresas como a Square Enix e a Bandai Namco no treino do modelo de vídeo Sora 2.

A Content Overseas Distribution Association (CODA), entidade japonesa dedicada à proteção de direitos de autor, apresentou um pedido formal à OpenAI para que interrompa o uso não autorizado de obras pertencentes às empresas que representa no treino do modelo de vídeo Sora 2.

A associação, criada em 2002 com o apoio do Ministério da Economia e da Agência dos Assuntos Culturais do Japão, representa editoras e produtoras como a Square Enix, a Cygames, a Bandai Namco e a Kadokawa Corporation. De acordo com a CODA, vários conteúdos gerados pelo Sora 2 mostram semelhanças diretas com produções japonesas, o que indicaria a utilização de material protegido no processo de aprendizagem automática.

Em comunicado, a organização adverte que a replicação de obras durante o treino de modelos de inteligência artificial pode configurar uma violação de direitos de autor. “Em casos como o do Sora 2, em que obras específicas protegidas por direitos de autor são reproduzidas ou geradas de forma semelhante, a CODA considera que o ato de replicação durante o processo de aprendizagem automática pode constituir infração de direitos de autor”, refere a associação.

A CODA contesta ainda o sistema de exclusão posterior adotado pela OpenAI, argumentando que a lei japonesa exige autorização prévia para qualquer utilização de material protegido. Defende, por isso, que o modelo Sora 2 deve ser impedido de recorrer a conteúdos pertencentes às suas associadas e que a empresa norte-americana deve responder formalmente às queixas de possíveis infrações apresentadas no Japão.

O Sora 2 foi lançado pela OpenAI a 30 de setembro de 2025. Dias depois, o diretor executivo Sam Altman afirmou que a empresa pretende permitir aos detentores de direitos definir de forma mais precisa como as suas criações podem ser usadas ou bloqueadas. Nessa declaração, reconheceu também “a importância da criatividade japonesa” e o impacto internacional da sua produção audiovisual e interativa.

AMD termina suporte ativo às placas gráficas Radeon RX 5000 e RX 6000

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As placas gráficas da AMD com arquiteturas RDNA 1 e RDNA 2 passam a receber apenas correções de segurança, deixando de contar com otimizações específicas para novos jogos.

A AMD confirmou que as placas gráficas baseadas nas arquiteturas RDNA 1 e RDNA 2, correspondentes às séries Radeon RX 5000 e RX 6000, entraram oficialmente em modo de manutenção. A decisão foi comunicada após a publicação da versão 25.10.2 do driver AMD Software: Adrenalin Edition, e confirmada ao site alemão PC Games Hardware.

De acordo com a AMD empresa, os modelos das gerações anteriores continuarão a receber atualizações relacionadas com correções de segurança e estabilidade, mas deixarão de receber atualizações com otimizações de desempenho para lançamentos de novos jogos. O foco do desenvolvimento desta vertente passa agora para as arquiteturas RDNA 3 e RDNA 4, que alimentam as séries Radeon RX 7000 e futuras RX 9000.

A AMD especifica que “as placas gráficas RDNA 1 e RDNA 2 continuarão a receber atualizações de segurança e correções de erros críticos”, mas que “as próximas versões de drivers com otimizações específicas de jogos concentrar-se-ão nas GPUs RDNA 3 e RDNA 4”.

Esta alteração coincide com a publicação do driver 25.10.2, que inclui otimizações para Battlefield 6 e Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2, bem como suporte expandido à API Vulkan e novas extensões DirectX destinadas exclusivamente às placas RX 7000 e RX 9000.

A transição para suporte legado afeta diretamente placas como as Radeon RX 5700 XT e RX 6800, bem como a mais recente RX 6750 GRE, lançada em 2023, o que significa que apesar de esta última ter apenas dois anos no mercado, a AMD deixa de garantir melhorias de desempenho através de novos drivers.

A AMD não esclareceu, por enquanto, o impacto desta decisão em processadores com gráficos integrados baseados em RDNA 2, como os usados no Steam Deck e nas APU Ryzen da série Mendocino, recentemente renomeadas como Ryzen 10.

Algumas fontes próximas à indústria indicam ainda que o futuro FSR Redstone, a nova versão da tecnologia de reconstrução de imagem da AMD, poderá já não incluir suporte otimizado para as séries RX 5000 e RX 6000. Embora o sistema utilize compute shaders genéricos, a ausência de atualizações regulares poderá limitar a sua compatibilidade com estas gerações.

Dreame X50 Ultra Complete Review: o robô aspirador que precisam de ter em casa

O Dreame X50 Ultra Complete é o aliado perfeito para quem quer ter o chão sempre limpo e a brilhar, mas sem perder tempo e energia.

Num mercado repleto de concorrentes e constante inovação, a Dreame, marca chinesa fundada em 2017 e presente em mais de 120 países, procura elevar a fasquia e afirmar-se entre os grandes nomes do setor. Durante a CES deste ano, a maior feira de tecnologia do mundo, apresentou o Dreame X50 Ultra, a sua aposta mais ambiciosa até à data no mundo dos aspiradores robô. Um modelo que chega para reforçar a presença da marca no segmento premium, e com um preço que não deixa margem para dúvidas sobre as suas intenções.

No Echo Boomer já tivemos o prazer de testar outros produtos da Dreame, como o L10s Ultra e o P10 Pro. Quando esses modelos chegaram às minhas mãos, rapidamente percebi que estavam prestes a mudar, em muito, a minha rotina. O meu dia-a-dia é dominado pelo trabalho e, quando chego a casa, a última coisa que me apetece é pegar no aspirador e começar a lavar o chão. O L10s veio libertar-me dessa tarefa diária e, até ao momento, tem cumprido essa função com distinção.

Mas com o lançamento do Dreame X50 Ultra, surgiu a questão: consegue este “irmão mais novo” elevar ainda mais a fasquia e provar que a limpeza autónoma pode, de facto, ser levada a outro nível?

Ao receber a caixa, temos vários acessórios que acompanham o Dreame X50 Ultra, como por exemplo a sua estação de carregamento, a escova de limpeza principal, dois suportes magnéticos das mopas e as duas respetivas mopas. Já vêm pré-instalados outros acessórios, como a escova principal, a escova de limpeza lateral, sistema anti-calcário e depósito do pó. E, no caso da versão que recebemos, a Complete, o nome não podia ser mais apropriado. É, sem dúvida, o conjunto de acessórios mais completo e generoso que já vi num robô aspirador. A versão Complete vem acompanhada por uma caixa extra repleta de acessórios, e não, não é força de expressão. Lá dentro encontramos duas escovas laterais, sacos do pó, duas escovas principais, três filtros, uma garrafa de detergente multi-superfícies e várias mopas de substituição. Um verdadeiro kit de manutenção pensado ao detalhe e pronto para durar vários anos, demonstrando assim uma atenção especial da parte da Dreame para com os seus clientes, algo que nem sempre se vê neste segmento.

Comecemos pelo seu design, que merece, sem dúvida, um destaque especial. O Dreame X50 Ultra é, até agora, o aspirador robô mais elegante que já tive oportunidade de testar. A marca apostou num visual minimalista, de cor branca, realçado por um subtil dourado na estrutura da estação de limpeza automática, o que lhe confere uma presença distinta e sofisticada, muito longe do aspeto mais genérico e utilitário de muitos modelos concorrentes.

Como a estação de limpeza automática é algo volumosa (com 59 cm de altura, 34 cm de largura e 45,7 cm de profundidade), é importante pensar bem onde a colocar, já que acaba por ocupar um pouco mais de espaço que a maioria das bases de aspiradores. Mas o tamanho justifica-se: esta não é apenas uma base de carregamento; antes uma verdadeira estação de limpeza totalmente equipada.

Na parte superior da estação encontra-se uma tampa que se levanta facilmente, revelando os depósitos de água limpa e suja, bem organizados e de fácil acesso, com cerca de 4,5l e 4l, respetivamente. Como ambos têm uma capacidade generosa, acabam por tornar-se um pouco pesados quando cheios, mas que se traduz também numa clara vantagem: reduz a necessidade de manutenção frequente. Em vez de estar constantemente a encher ou esvaziar os tanques, é possível deixá-los durante alguns ciclos de limpeza antes de precisar de os encher novamente.

Logo abaixo, uma luz subtil acende-se sempre que o robô está em funcionamento, indicando visualmente o estado da limpeza ou do carregamento. Mais abaixo, temos uma segunda tampa, desta vez em dourado, que dá acesso ao saco do pó e ao reservatório do detergente, que é dispensado automaticamente pela estação para cada ciclo de lavagem.

Já na parte inferior da estação, começam a revelar-se alguns dos pormenores que realmente distinguem este modelo dos restantes. É aqui que se encontra o sistema responsável pela lavagem das mopas, o AceClean DryBoard. Para fazer a limpeza, é lançada água a 80 °C (uma temperatura suficientemente elevada para eliminar bactérias e odores) seguidos por um processo de secagem automática que impede a formação de humidade e aquele cheiro desagradável que tantas vezes se instala noutros modelos. Este sistema permite poupar tempo e trabalho, já que elimina a necessidade de estar constantemente a remover as mopas para as lavar manualmente ou na máquina, se bem que de vez em quando é recomendado fazê-lo, sobretudo após limpezas mais intensas.

Um pormenor curioso e muito prático é que as mopas permanecem guardadas dentro da estação sempre que o robô está apenas em modo de aspiração. Para mim, que tenho uma cadela em casa, isto é uma vantagem clara, pois evita que as mopas se encham de pó e pêlos desnecessariamente. Por cima da área dedicada à limpeza e armazenamento das mopas encontra-se o sistema de autoesvaziamento, responsável por aspirar o lixo acumulado no depósito interno do robot após cada ciclo de limpeza. No centro dessa mesma zona está o conector ligado a um sistema interno de drenagem e enchimento que mantém o robô sempre abastecido e pronto a funcionar, sem que me precise de preocupar com o nível de água para as lavagens. Para além disso, também temos os contactos de carregamento, que garantem o fornecimento de energia sempre que o robô regressa à base.

Ainda na base, encontra-se um pequeno reservatório removível que recolhe a água suja após cada ciclo de lavagem. Retirá-lo e limpá-lo é simples e rápido, o que facilita a manutenção sem grande esforço. No entanto, com o uso prolongado, percebi um pequeno detalhe: mesmo ao remover o reservatório, acaba por ficar alguma sujidade acumulada por baixo, o que não é particularmente prático, já que o acesso é algo limitado para uma limpeza manual.

No que toca ao design do aspirador em si, o Dreame X50 Ultra segue a mesma linha estética da estação de limpeza automática, também com um acabamento em branco. O contraste surge apenas na parte superior, onde se encontra o módulo LiDAR retrátil, coroado com o mesmo tom dourado subtil que já vimos na base. Quando o módulo LiDAR está recolhido, o Dreame X50 Ultra apresenta uma altura de apenas 89 mm, tornando-se suficientemente baixo para passar sob a maioria dos móveis, como sofás com perfil muito baixo. Com o LiDAR em funcionamento, essa altura aumenta para 111 mm, o que continua a ser bastante razoável para um modelo com esta tecnologia de navegação avançada. O seu diâmetro é de 350 mm e o peso total ronda os 4,53 kg, o que o torna robusto, mas ainda assim fácil de manusear ou transportar quando necessário.

É também no LiDAR retrátil que também temos dois botões físicos: o Home, que envia o Dreame X50 Ultra de volta à estação, e o On/Off, responsável por ligar ou desligar o equipamento. Ao remover a tampa superior do robô, podemos ainda encontrar o depósito do pó, facilmente acessível para limpeza seguindo as instruções da marca. Costumo fazê-lo a cada dois meses, um intervalo que considero ideal para garantir que o sistema mantém sempre o mesmo nível de desempenho.

Já na parte inferior do Dreame X50 Ultra encontramos duas grandes rodas motrizes que deslizam com suavidade sobre o chão, sendo surpreendentemente silenciosas durante o movimento.

Para ajudar na direção, o Dreame X50 Ultra conta com uma roda dianteira de orientação que cumpre bem a sua função, embora tenda a acumular alguns pêlos (no meu caso, os da minha cadela), algo que se resolve facilmente com uma limpeza manual rápida. Entre as rodas principais encontram-se as duas escovas centrais, e é aqui que o Dreame X50 Ultra se destaca. Graças ao sistema HyperStream Detangling DuoBrush, que combina duas escovas em vez de uma, o aspirador consegue recolher com muito mais eficácia pêlos, cabelos, pó e detritos finos, algo que os sistemas de escova única acabam por não conseguir fazer tão bem.

Além disso, o design destas escovas é engenhoso: uma das extremidades é aberta, o que reduz bastante a tendência para o emaranhar de cabelos e facilita imenso a limpeza quando isso acontece. Isto é muito prático para quem, como eu, vive com um animal de estimação ou tenha cabelos compridos e quer evitar estar constantemente a desmontar o aspirador para remover pêlos.

Existe ainda uma escova lateral flexível, equipada com um braço extensível que faz toda a diferença na qualidade da limpeza. Este braço consegue estender-se para alcançar cantos e zonas de difícil acesso, garantindo que o robô limpa junto às paredes e nos limites dos móveis com muito mais eficácia. Além disso, o sistema é inteligente o suficiente para detetar líquidos no chão: quando isso acontece, a escova eleva-se automaticamente, evitando salpicos e aquela acumulação pegajosa que facilmente se forma nesses casos.

Finalmente temos os dois encaixes magnéticos onde se fixam as mopas de limpeza. Uma delas possui um pequeno mecanismo de extensão que lhe permite sair ligeiramente da estrutura do robô, alcançando zonas mais difíceis, como cantos ou rodapés, tal como acontece com a escova lateral flexível. Além disso, graças ao sensor de deteção de carpetes, que identifica automaticamente quando o robot passa sobre um tapete ou alcatifa, o sistema eleva as mopas de limpeza para evitar que entrem em contacto com o tecido, impedindo que fiquem húmidas ou deixem marcas indesejadas.

Na zona frontal do Dreame X50 Ultra encontra-se uma câmara acompanhada por um conjunto de sensores que ajudam o aspirador a identificar e contornar obstáculos com precisão. Esta secção frontal não é totalmente fixa – tem uma ligeira liberdade de movimento -, o que lhe permite amortecer pequenos impactos caso o robô embata em algum objeto.

Já na parte traseira do aspirador encontram-se os contactos de carregamento, responsáveis por garantir a ligação elétrica à estação, e também o sistema de abastecimento e drenagem de água.

A própria estação de limpeza integra um sensor que analisa a sujidade da água após cada lavagem. Se o robô regressar à base e for detetado que a água está demasiado suja, volta automaticamente à zona onde limpou para repetir o processo. Por exemplo, se derramar café no chão e o sistema perceber que as mopas ficaram mais sujas do que o normal, o robô regressa ao local e faz uma segunda passagem. Nessa repetição, começa por limpar o perímetro e os cantos da área afetada antes de se concentrar na mancha em si, garantindo uma limpeza mais completa. Durante os meus testes, percebi que em manchas mais difíceis, especialmente as mais pegajosas (como manteiga de amendoim por exemplo), o robô ainda precisa de alguma ajuda manual. Mas em sujidades mais comuns do dia a dia, como café ou sumo, cumpriu sempre bem a sua tarefa.

Para mim, uma das características mais fascinantes são as suas duas pernas extensíveis, um verdadeiro feito de engenharia que permite ao Dreame X50 Ultra “saltar” por cima de desníveis com dois degraus até 6 cm e superar degraus únicos de até 4,2 cm. É impressionante ver o robô adaptar-se de forma tão ágil a diferentes superfícies, algo que, até onde sei, nenhum outro modelo no mercado consegue fazer neste nível de precisão e estabilidade.

No que toca a carpetes ou tapetes, confesso que não tenho nenhum em casa – sobretudo porque acabam sempre por acumular pêlos e pó. Ainda assim, para testar o Dreame X50 Ultra, pedi um tapete emprestado e espalhei algumas migalhas de pão para ver como se comportava. O resultado surpreendeu-me: o robô aspirou tudo com uma facilidade impressionante. Fiquei tão satisfeita com o desempenho que até comecei a ponderar voltar a ter uma carpete. Afinal, quem tem animais em casa sabe bem o quão difícil é manter uma carpete realmente limpa e higienizada.

Antes de começar uma limpeza, especialmente quando vai usar as mopas, o Dreame inicia sempre o processo molhando e lavando-as, garantindo que estão prontas para o novo ciclo. Já sei que está prestes a entrar em ação quando vejo o LiDAR a erguer-se, como que a preparar-se para mais uma ronda pela casa.

E confesso que confio bastante nestas rondas do Dreame X50 Ultra. Para além da câmara, o sistema recorre à IA RGB e à luz 3D para identificar objetos no percurso, conseguindo até tirar fotografias dos mesmos quando necessário. Durante as várias semanas de uso do robô aspirador, notei que o sistema se sai especialmente bem com objetos de maior dimensão, como chinelos, almofadas, malas ou outros elementos mais volumosos. No entanto, com coisas mais pequenas ou finas, tipo folhas de papel, plantas, canetas, ou algo do género, nota-se alguma dificuldade. Ainda assim, o mais importante: reconhece perfeitamente a minha cadela e, felizmente, nunca tentou aspirá-la. Como tem também função de vídeo, costumo divertir-me a “persegui-la” pela casa quando não estou presente, só para confirmar que está tudo em ordem.

Para ajustar estes detalhes e explorar todas as funcionalidades, é preciso recorrer à aplicação da Dreame e, sinceramente, é uma das que mais gosto de usar. É simples, intuitiva e muito bem organizada. A partir da app posso personalizar cada limpeza ao meu gosto, escolhendo a potência de aspiração, a quantidade de água usada na limpeza, quantas vezes o aspirador vem lavar as mopas à base ou, até, definir zonas específicas para diversos fins, por exemplo, proibir que o aspirador vá para a zona de dormir da minha cadela. A aplicação mostra ainda, em tempo real, o percurso do robô, quantas divisões já aspirou e lavou e quanto tempo decorreu desde o início da tarefa. É uma função bastante prática, sobretudo porque me permite planear melhor as limpezas. Por exemplo, quando sei que vou ter visitas, já consigo calcular exatamente quando pôr o Dreame X50 Ultra a trabalhar para ter tudo impecável a tempo.

Tudo isto é possível graças ao mapeamento extremamente preciso que o Dreame X50 Ultra faz da casa e que, no meu caso, ficou completo logo na primeira utilização, em cerca de 20 minutos. A partir daí, o controlo é total: posso selecionar áreas específicas, criar rotinas e até dar instruções por voz. Basta dizer “Vai para o quarto aspirar” e ele obedece sem hesitar.

Outra coisa que adoro neste modelo é o facto de o poder pôr a aspirar mesmo durante a noite. O Dreame X50 Ultra acende uma luz frontal que ilumina o caminho e permite continuar a limpeza sem depender da iluminação ambiente, algo que nem todos os aspiradores robô possuem, e que é especialmente útil nas longas noites de inverno, quando anoitece cedo e o tempo livre é curto.

Também é agradável ver um aparelho que podemos configurar na nossa própria língua, português – algo que, curiosamente, nem sempre acontece neste tipo de dispositivos. No caso da Dreame, a opção está lá, embora deixo a sugestão: seria ótimo se viesse também em Português de Portugal, e não apenas o do Brasil.

Quanto ao ruído, este é, provavelmente, o aspirador mais potente e silencioso que já testei. Mesmo no modo turbo, o som é bastante contido, muito distante do que se ouve noutros modelos equivalentes. A estação de limpeza acompanha essa eficiência: faz uma dupla sucção mais rápida no final de cada ciclo de limpeza e, ainda assim, mantém-se surpreendentemente silenciosa.

Nem tudo é perfeito, claro. De vez em quando surgem pequenos “glitches”: por exemplo, há momentos em que o robô parece esquecer o caminho mais direto para a base, mesmo sem que eu tenha alterado nada no espaço físico. Não acontece sempre, mas quando acontece é ligeiramente irritante – e sim, se o vosso animal de estimação se colocar no caminho, o Dreame X50 Ultra vai ficar algo confuso… Também noto alguma dificuldade em identificar as pernas da minha secretária como um obstáculo, já que acontece ficar preso, ou empurrar um móvel com rodas, que também não é identificado corretamente.

Durante os testes, reparei ainda que o Dreame X50 Ultra tinha alguma dificuldade com determinados tipos de sujidade mais finos, especialmente os de textura em pó. Para experimentar, espalhei algumas especiarias e um pó bronzeador de maquilhagem ao longo das paredes e nos cantos e o resultado foi positivo, mas não perfeito: limpou cerca de 90% do total. Nada mau, mas para um modelo topo de gama, esperava uma performance ligeiramente mais precisa nesses detalhes. Fora isso, a potência é impressionante. Com os seus 20.000 Pa de sucção, o Dreame X50 Ultra consegue aspirar praticamente tudo em áreas abertas e sem obstáculos, deixando o chão impecável e com uma sensação de limpeza profunda.

No que toca à bateria, o Dreame X50 Ultra vem equipado com uma capacidade de 6400 mAh, o que considero mais do que suficiente para casas de pequenas a médias dimensões. Já em espaços maiores, pode ter alguma dificuldade em completar a limpeza inteira de uma só vez, sobretudo se estiver a usar o modo de aspiração mais potente. A marca promete até 220 minutos de autonomia e cerca de 205 m² de área limpa com um único carregamento, valores impressionantes no papel e, na prática, bastante próximos da realidade. No meu caso, com cerca de 70 m² para limpar, o robô consegue terminar tudo confortavelmente numa única sessão, sem precisar de regressar à base para recarregar.

Gostei imenso de usar o Dreame X50 Ultra Complete e acredito que vai continuar a ser um dos meus favoritos cá por casa durante bastante tempo. Apesar de, ocasionalmente, se atrapalhar um pouco ao sair ou regressar à estação de limpeza (e de ter a mania de subir para cima dos pés da secretária), isso não diminui o seu excelente desempenho. É um robô verdadeiramente eficiente e meticuloso, capaz de deixar o chão com um brilho que, de outra forma, exigiria tempo e esforço da minha parte. E esse tempo poupado é, para mim, um dos maiores luxos que um aspirador pode oferecer.

Com um PVP de 1.499€, o Dreame X50 Ultra Complete pode, neste momento, ser adquirido por pouco mais de 1000€… ou até menos.

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela Dreame.

Linha vermelha do Metro de Lisboa fora do PRR, mas com financiamento garantido

Apesar de sair do PRR, a extensão da linha vermelha do Metro de Lisboa até Alcântara mantém execução garantida através de empréstimos com taxas de juro equivalentes.

Portugal submeteu à Comissão Europeia, no dia 31 de outubro, a versão revista e final do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Esta atualização constitui um passo estratégico para garantir a execução integral do programa dentro dos prazos definidos por Bruxelas, privilegiando projetos que possam ser concluídos até 2026 e que gerem impacto direto nas comunidades e no tecido empresarial.

Com esta revisão, o Governo procura concentrar recursos nas intervenções exequíveis e com resultados concretos, reforçando uma gestão do PRR assente na responsabilidade e na eficiência. O foco recai sobre investimentos que promovem a inovação, aumentam a competitividade e impulsionam as transições climática e digital, consideradas essenciais para o desenvolvimento sustentável do país.

De acordo com a revisão apresentada, ficam assegurados três compromissos centrais. Todas as subvenções previstas serão mantidas e integralmente aplicadas, ainda que com ajustes pontuais nas metas, de modo a garantir o mesmo montante global. Os projetos que, por razões de calendário, não possam ser concluídos até agosto de 2026, num total de 311 milhões de euros, passarão a ser financiados através de outros empréstimos, com condições equivalentes. Entre estes está o Projeto de Execução do prolongamento da linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa, que ligará as estações de S. Sebastião e Alcântara.

Este prolongamento da linha Vermelha terá cerca de 4 quilómetros e incluirá quatro novas estações: Campolide/AmoreirasCampo de OuriqueInfante Santo e Alcântara. A estimativa é que o projeto contribua para um aumento de 11 milhões de passageiros na rede do metro e para a diminuição de 3,7 mil veículos nas ruas da cidade, reduzindo também as emissões de CO2 em 6,2 mil toneladas no primeiro ano de operação. Além disso, os utilizadores do metro poderão beneficiar de um tempo de viagem até 72% mais rápido, promovendo uma mobilidade mais sustentável na cidade.

O mesmo acontecerá com o Hospital de Lisboa Oriental, que será financiado não através do PRR, mas outros empréstimos, com condições equivalentes. O HLO, que será construído numa área total de 180.000 m2 na zona de Marvila, permitirá assegurar a maior parte da atividade do atual Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, que é constituído por seis unidades hospitalares dispersas fisicamente no centro da cidade de Lisboa: Hospital S. JoséHospital de Sta. MartaHospital de Sto. António dos CapuchosHospital D. EstefâniaMaternidade Dr. Alfredo da Costa e Hospital Curry Cabral.

O HLO terá 875 camas e disporá de todas as especialidades atualmente existentes no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, a que acrescem as especialidades de Reumatologia, Medicina Nuclear e de Radioncologia, estando prevista uma ligação reforçada à Faculdade com forte componente de ensino e investigação.

Com o novo enquadramento, Portugal passa a dispor de 196 marcos e metas a reportar no 8.º Pedido de Pagamento, ainda em 2025, e nos dois pedidos subsequentes, previstos para 2026. O Governo considera que este ajustamento permitirá cumprir integralmente o PRR, assegurando a concretização dos investimentos e a maximização dos seus efeitos na economia e na sociedade portuguesas.

MYLABEL reforça ligação à comunidade digital com evento dedicado à beleza

A MYLABEL, marca de beleza do Continente, reuniu criadores de conteúdo e fãs num evento dedicado à expressão individual e à criatividade no mundo digital.

A MYLABEL, marca de beleza do Continente, organizou na semana passada, em Lisboa, um encontro que destacou a ligação entre o universo digital e a expressão individual. A iniciativa reuniu criadores de conteúdo, seguidores e entusiastas da área da beleza, num momento que evidenciou a autenticidade e o espírito criativo que caracterizam esta comunidade.

O evento incluiu uma conversa conduzida por Carina Caldeira, com a participação de Inês Mendes da Silva, Explorerssaurus e Ana Pacífico. O debate centrou-se nas dinâmicas atuais das redes sociais, abordando novas formas de crescimento e de afirmação num espaço cada vez mais competitivo e em constante evolução.

Num ambiente marcado pela experimentação e pela partilha, os participantes tiveram oportunidade de conhecer de perto as mais recentes novidades de skincare e maquilhagem da MYLABEL, explorando também áreas interativas dedicadas à criação de conteúdos.

Sob o lema Na Pele de Quem Segue, a marca reforçou o seu compromisso em construir uma relação autêntica com a comunidade digital, valorizando a diversidade e a voz de quem acompanha o seu percurso no mundo da beleza.

Rede Expressos lança Pack Família com viagens mais acessíveis em todo o país

A nova modalidade da Rede Expressos permite que a segunda criança viaje gratuitamente e oferece descontos a famílias monoparentais, facilitando deslocações económicas em território nacional.

A Rede Expressos lançou uma nova modalidade de bilhetes destinada a tornar as viagens em família mais acessíveis em todo o território nacional. O Pack Família introduz condições especiais que permitem reduzir de forma significativa o custo das deslocações de autocarro, abrangendo todos os percursos da rede.

Esta iniciativa garante que a segunda criança viaja gratuitamente quando acompanhada por dois adultos, jovens ou seniores. A medida abrange também as famílias monoparentais, nas quais o bilhete da criança passa a beneficiar de um desconto de 50%. A aquisição do Pack Família e a aplicação dos respetivos descontos podem ser efetuadas através do site oficial da Rede Expressos ou da aplicação móvel da empresa, simplificando o processo de reserva.

Com esta oferta, a Rede Expressos pretende incentivar as famílias a optar pelo transporte coletivo, apresentando-o como uma alternativa prática e económica ao automóvel particular. A empresa sublinha que esta solução contribui para reduzir as despesas associadas a portagens, combustível e estacionamento, ao mesmo tempo que promove hábitos de mobilidade mais sustentável entre os mais jovens.

O Pack Família pretende ainda alargar as possibilidades de viagem dentro do país, tornando mais acessíveis as escapadelas de fim de semana e os períodos de férias.

Nova campanha Taxa Zero ao Volante decorre até ao próximo dia 10 de novembro

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Entre 4 e 10 de novembro, ANSR, GNR e PSP reforçam a fiscalização e sensibilizam para os riscos da condução sob o efeito de álcool.

A partir da próxima terça-feira, dia 4 de novembro, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam a campanha Taxa Zero ao Volante, uma iniciativa integrada no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2025. O objetivo é simples e passa por alertar para os perigos da condução sob o efeito de álcool e reforçar a fiscalização nas estradas portuguesas.

De acordo com os dados da ANSR, um em cada quatro condutores mortos em acidentes de viação em 2023 apresentava uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,5 g/l, sendo que três em cada quatro destes ultrapassavam os 1,2 g/l, o limite que configura crime rodoviário. Entre as vítimas autopsiadas, 23% tinham álcool acima do limite legal, e a grande maioria apresentava valores muito superiores. As autoridades recordam que mesmo pequenas quantidades de álcool comprometem a capacidade de condução: reduzem o campo visual, atrasam os reflexos, alteram o julgamento e provocam a chamada “visão em túnel”. Com apenas 0,5 g/l de álcool no sangue, o risco de acidente grave ou mortal duplica.

Durante a semana da campanha Taxa Zero ao Volante, decorrem ações conjuntas de sensibilização e fiscalização em várias regiões do país, incluindo o continente e as ilhas. Entre as operações programadas destacam-se:

  • 4 de novembro, 08h – Rotunda de Acesso A24, Andrães (ANSR e GNR)
  • 5 de novembro, 14h – Avenida Eng.º Duarte Pacheco, Chaves (ANSR e PSP)
  • 6 de novembro, 08h – EN1/IC2, km 119 (ANSR e GNR)
  • 7 de novembro, 22h – EN360, Estrada da Foz (ANSR e PSP)
  • 10 de novembro, 13h – EM524, cruzamento com a Estrada dos Amendoais, Tunes (ANSR e GNR)

Esta é a última das 11 campanhas previstas no PNF 2025, um programa que combina fiscalização e sensibilização com base nas recomendações europeias. As prioridades mantêm-se: velocidade, álcool, uso de acessórios de segurança, telemóvel ao volante e segurança dos veículos de duas rodas. As autoridades insistem numa mensagem de responsabilidade partilhada, uma vez que a sinistralidade rodoviária não é uma inevitabilidade, e pode ser combatida com comportamentos prudentes e conscientes.

Sob o lema “Respira vida, sopra zero”, a campanha Taxa Zero ao Volante apela à sobriedade e ao bom senso, lembrando que nenhuma viagem vale o risco de uma vida.

Microsoft confirma problemas com o Gestor de Tarefas do Windows 11

O erro impede o encerramento completo do programa e pode afetar o desempenho do sistema nas versões mais recentes do Windows 11.

A Microsoft confirmou um problema no Gestor de Tarefas do Windows 11 associado à atualização KB5067036, lançada a 28 de outubro. O bug impede que o programa seja encerrado corretamente quando o utilizador fecha a janela, mantendo o processo taskmgr.exe ativo em segundo plano.

Na prática, o sistema continua a executar o Gestor de Tarefas sem janelas visíveis, acumulando múltiplas instâncias ao longo do tempo. A anomalia tende a passar despercebida em casos de uso pontual, mas em situações de utilização frequente pode originar uma degradação gradual do desempenho, com maior consumo de memória e CPU.

O erro afeta as versões 24H2 e 25H2 do Windows 11. A Microsoft reconheceu o problema e está a preparar uma atualização corretiva, embora ainda sem calendário definido.

Enquanto a correção não chega, a empresa sugere duas soluções temporárias. Uma passa por encerrar manualmente o processo através do próprio Gestor de Tarefas, acedendo ao separador “Processos”, selecionando “Gestor de Tarefas” e escolhendo “Terminar tarefa”. A alternativa é recorrer ao à Linha de Comandos, com privilégios de administrador, e executar o “taskkill.exe /im taskmgr.exe /f”, que termina todas as instâncias ativas e liberta os recursos ocupados.

O bug junta-se a outros problemas recentes identificados em atualizações cumulativas do Windows 11, que têm levado a pequenas correções adicionais nas semanas seguintes.

Maia acolhe Centro de Inovação Carlos Fiolhais  dedicado ao futuro digital

Na Maia, o Centro de Inovação Carlos Fiolhais propõe uma aprendizagem prática e colaborativa que cruza robótica, IA e criatividade para todos os públicos.

Foi inaugurado, na Maia, o novo Centro de Inovação Carlos Fiolhais (CICF), afirmando-se como um espaço dedicado à experimentação e ao desenvolvimento digital, com enfoque na inclusão e na transformação social. Nascido de uma parceria entre o CDI Portugal e a Câmara Municipal da Maia, o centro propõe uma abordagem educativa baseada na prática, na criatividade e na colaboração, valorizando o erro como parte essencial do processo de aprendizagem.

O Centro de Inovação Carlos Fiolhais foi concebido para aproximar a comunidade do mundo da inovação e das novas tecnologias, promovendo o desenvolvimento de competências digitais, criativas e cívicas. Robótica, programação, inteligência artificial, arte digital, música e design são algumas das áreas exploradas num ambiente que estimula a curiosidade, o pensamento crítico e o trabalho em equipa.

Aberto a todos – crianças, jovens, educadores, famílias, adultos e seniores -, o espaço é inclusivo e acessível, permitindo a cada participante escolher o universo temático que mais se adequa aos seus interesses. As atividades decorrem em diferentes formatos, desde oficinas breves a programas de maior duração, garantindo flexibilidade e continuidade ao longo do ano letivo. Além disso, o centro oferece respostas específicas para jovens NEET e programas voltados para a comunidade educativa, incentivando a integração da tecnologia nas escolas e o uso de metodologias pedagógicas inovadoras.

No Centro de Inovação Carlos Fiolhais, a curiosidade é o ponto de partida. Os universos temáticos exploram áreas como cibersegurança, montagem de circuitos, criação de jogos e conteúdos digitais, fabrico e impressão 3D, sustentabilidade tecnológica, rádio e jornalismo, entre outras. Todos os programas seguem uma lógica de participação livre e contínua, repetindo-se periodicamente para garantir que cada participante possa desenvolver o seu próprio percurso de aprendizagem e aprofundar competências ao seu ritmo.

O projeto integra a rede dos Centros de Cidadania Digital do CDI Portugal, que colocam a tecnologia ao serviço das pessoas e das comunidades. Inspirado no conceito de “smart and human cities”, este modelo incentiva a utilização das ferramentas digitais para enfrentar desafios reais, promovendo a colaboração entre cidadãos, autarquias e organizações locais.

A missão dos CCD passa por fortalecer a literacia digital e as chamadas competências transversais – como o pensamento crítico, a criatividade e a cooperação -, ao mesmo tempo que promove a inclusão, a sustentabilidade e a responsabilidade social. A tecnologia surge, assim, como meio de capacitação e de participação ativa na construção de uma sociedade mais informada e equitativa.

Google Clock passa a ser exclusivo do Pixel Watch

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A aplicação de relógio da Google foi retirada de outros smartwatches com Wear OS, permanecendo apenas disponível nos modelos Pixel Watch.

A Google confirmou que o Google Clock deixou de estar acessível em dispositivos Wear OS de fabricantes como a Samsung e a OnePlus. A alteração, observada desde o final de setembro, torna a aplicação exclusiva dos Pixel Watch, a linha de relógios inteligentes desenvolvida pela própria tecnológica.

De acordo a explicação oficial, a decisão deve-se ao facto de as principais marcas que utilizam o Wear OS já oferecerem aplicações de relógio próprias. Assim, a versão da Google deixa de poder ser instalada fora do seu hardware. Nos equipamentos onde já se encontra presente, continuará funcional, mas deixará de receber atualizações futuras.

A medida representa mais uma alteração na estrutura do Wear OS, sistema criado em 2014 como plataforma comum para diferentes fabricantes. A exclusividade do Google Clock nos Pixel Watch reflete a crescente integração do software e hardware da empresa, reduzindo a partilha de aplicações entre marcas.

Atualmente, a aplicação mantém-se disponível apenas através da Play Store nos modelos Pixel Watch, estando removida dos restantes dispositivos Wear OS.