Música – Álbuns essenciais (junho 2022)

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O calor começa a apertar e, nos dias de descontração que começam a surgir com mais frequência, nada melhor que a música certa a acompanhar. Eis as minhas sugestões!

Junho foi um mês relativamente calmo no que toca a lançamentos, onde um dos mais aguardados pelo mercado mainstream ficou aquém do esperado – falo de Drake.

Contudo, quando se sabe onde procurar, há sempre coisas boas para se encontrar. Venho-vos falar de 12 (em forma de álbuns):

Alexisonfire – Otherness

Alexisonfire Otherness

Género: Post-Hardcore/Neo-Psychedelia

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Tendo iniciado o percurso juntos, em 2001, os Alexisonfire são uma banda canadiana de Post Hardcore que já cá anda há alguns anos. No entanto, em vias de celebrar uma década de carreira juntos e já com planos de lançamento de um novo álbum, acompanhado de uma digressão, as coisas começaram a descarrilar e a banda separou-se subitamente sem aviso prévio. No entanto, apesar dos projetos díspares, houve um esforço conjunto por fazer a digressão acontecer, e em 2013 arrancou e arrasou, visto que as nove data iniciais passaram a 30.

Ao fim de mais de uma década sem produzir música, a banda conseguiu finalmente alinhar as suas diferenças e produzir um novo álbum em conjunto.

Otherness pode ter os seus defeitos, mas uma coisa é certa: tendo em conta as circunstâncias, é admirável como há uma sensação de frescura do presente na música da banda. Mas mais admirável é a fluidez e sintonia que os cinco músicos demonstram, como se estivessem a fazer isto simplesmente com base na amizade e gosto por tocarem música juntos.

Por vezes não se percebe muito bem para onde os Alexisonfire querem ir, mas há conforto, frescura, inventividade, nostalgia e amizade. Por isso, para onde quer que seja, tenho a certeza que vai correr bem.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Sweet Dreams of Otherness
> Sans Soleil
> Dark Night of the Soul
> Reverse the Curse
> World Stops Turning

Angel Olsen – Big Time

Angel Olsen Big Time

Género: Indie Folk/Alternative Country

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Da geração de artistas pós-2010, Angel Olsen é uma das mais completas e constantes a nível lírico e instrumental. Prova disso é o seu catálogo de álbuns consecutivos nunca abaixo do nível “muito bom”, aos quais se junta Big Time. Apesar de ser uma artista que se enquadra mais no panorama “indie”, joga muito com sub-géneros como o Folk, Rock e Country.

Curiosamente, foi com o Indie Rock que prendeu a minha atenção, em 2016, com o álbum My Woman. Desse álbum saiu a música “Shut Up Kiss Me”, que é uma das mais emblemáticas da artista norte-americana, tendo entrado na minha seleção de melhores músicas desse ano. A partir daí, foi sempre a subir até ao estrelato.

Em 2022, apesar de já poucas dúvidas existirem, pode-se constatar com certeza que Olsen atingiu um nível de maturidade musical elevado, e Big Time funciona como uma celebração em fogo brando.
Não obstante, é quando olhamos para a escrita – que se desenrola de forma pausada, mas nunca sem soltar a expectativa criada para saber o que vem a seguir – que percebemos do que se trata Big Time.

Big Time é um trunfo de emoção e vulnerabilidade que resulta num triunfo, pois melhor que apenas ter um álbum para ouvir, é ter um álbum para absorver, e neste disco temos muito de Angel Olsen para absorver e assimilar. Um clássico instantâneo, pelo seu esplendor de beleza de composição e transparência para a alma da artista.

Se forem ou ficarem fãs de Angel Olsen após este álbum, apontem na agenda os dias 26 e 27 de setembro, que é quando a artista estará por Lisboa!

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> All The Good Times
> Big Time
> Go Home
> Through The Fires

Bartees Strange – Farm To Table

Bartees Strange Farm To Table

Género: Hip-Hop/Alternative

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Bartees Strange estreou-se em 2020, no epicentro de um ano conturbado por inúmeras razões, e, no seu álbum de estreia, expôs a sua opinião explorativa sobre temas relacionados com cultura e demografia sócio-económica. Foi o posicionamento perfeito para lançar a carreira, sendo que esse álbum até acabou por ser aclamado.

Dois anos depois volta com Farm To Table, que não é tão surpreendente nem intenso como o seu trabalho de estreia, mas sonoramente traz truques que funcionam.

A escrita não é sequer surpreendente, mas é sincera e eficiente. Em contrapartida, as melodias estão um nível acima de Live Forever, que vai do hip-hop a guitarradas, numa criatividade que não fazia ideia que Bartees Strange tinha dele.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Heavy Heart
> Wretched
> Hold The Line

Coheed and Cambria – Vaxis II: A Window of the Walking Mind

Coheed and Cambria Vaxis II A Window of the Walking Mind

Género: Progressive Rock/Emo
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Com quase 30 anos de carreira juntos e uma dezena de álbuns em seu nome, mas que nunca foram muito além do nível “bom”, eis que chega o momento para os Coheed and Cambria brilharem e conseguirem um álbum consistente.

Led Zeppelin, Pink Floyd, Queen e The Police (tudo nomes gigantes) são algumas das bandas que influenciaram Claudio Sanchez na altura em que este projeto teve início. No entanto, Vaxis II soa a um misto de passagens clássicas do Rock com um toque emo que faz lembrar Panic! At The Disco.

Este misto faz de Vaxis II o trabalho mais fresco da banda, que inevitavelmente traz muito de inesperado aos seus fãs.

Está longe de ser o álbum perfeito, mas se revistarem trabalhos passados dos Coheed and Cambria, não fica muito melhor que isto.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Comatose
> Shoulders
> The Liars Club
> Rise Naianasha (Cut The Cord)

Horsegirl – Versions of Modern Performance

Horsegirl Versions of Modern Performance

Género: Indie Rock/Alternative Rock

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O que o trio de mulheres do rock de Chicago perde em vocais, ganha nos instrumentos.
Versions of Modern Performance é o álbum de estreia das Horsegirl e faz jus ao seu nome, dado que a banda estado-unidense redefine o rock moderno através de nuances mais clássicas do género, criando texturas instrumentais muito distintas e interessantes.

Há tempo para tudo ao longo de um álbum com 12 faixas, até para momentos mais experimentais como em “The Fall of Horsegirl” e “Electrolocation 2” (com formato de interlude). No entanto, o género que pauta o álbum é mesmo o Indie Rock com muita influência do Classic Rock.

Enquanto este disco de estreia oferece uma riqueza instrumental recheada de qualidade, para a qual é precisa alguma atenção e entrega por parte do ouvinte para a absorver e interiorizar, falta alguma experiência na escrita e um aprimoramento vocal. Conseguindo as duas últimas, as Horsegirl têm tudo para começar uma caminhada em direção ao Hall of Fame do Rock n Roll.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Anti-Glory
> Option 8
> World of Pots and Pans
> Billy

MUNA – Muna

MUNA Muna

Género: Electro Pop/Powerpop

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Julgo que não falo só por mim quando digo que, no ano passado, como o lançamento do single “Silk Chiffon” (que entrou na minha seleção de melhores músicas de 2021) as expectativas ficaram bem lá em cima cm as MUNA. Esperava-se uma ligeira mudança de género e, ainda que este álbum abra com “Silk Chiffon”, para aguçar o apetite, é só um truque. Com a exceção de “Kind of Girl” e “Handle Me”, nada do que acontece a seguir faz jus ao single de 2021, de tal forma que, apesar de ser uma música fantástica, não encaixa nada bem no álbum. Tenho poucas ou nenhumas dúvidas que foi incluída por motivos comerciais.

O que acabei de escrever pode soar a uma crítica dura ao álbum, mas o álbum é bom, com músicas consistentes dentro de duas abordagens. O único problema é que as duas abordagens presentes neste álbum homónimo tornam-o num produto bipolar que cambaleia abruptamente em baladas que fazem lembrar Kacey Musgraves e faixas eletrónicas a fugir para o Electro Pop de Robyn.

Isto para dizer que este registo discográfico tem qualidade para agradar a dois públicos distintos: os que já conheciam e gostavam das MUNA antes de “Silk Chiffon”, e aos que descobriram e ficaram fãs do trio após o single com a fantástica Phoebe Bridgers. O problema? Difícil agradar a ambos que ouvem o álbum de uma ponta a outra.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Silk Chiffon (ft. Phoebe Bridgers)
> Home By Now
> Kind Of Girl
> Anything But Me

Nova Twins – Supernova

Nova Twins Supernova

Género: Nu Metal/Grimes

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Melhor trabalho de Nu Metal puro em muitos anos e um dos melhores álbuns de 2022.

Muito resumidamente, para oferecer um contexto claro sobre a química que existe entre este duo: Amy Love e Georgia South já se conhecem desde a infância e cresceram juntas, desenvolvendo uma amizade que cresceu em paralelo com a sua paixão e aptidão mútua pela música.

Hoje são as Nova Twins e acabam de lançar o seu álbum estrela, cujo nome apresenta a designação perfeita para o que acontece ao longo dele: uma “Supernova” musical!

Em 2020, Rina Sawayama tinha mostrado vislumbres do estado atual do Nu Metal com a visão de uma artista feminina, num álbum que se dividia entre esse género, pop e dance. Em 2022, as Nova Twins trazem ao mundo um álbum puro de Nu Metal, que não só prova o potencial da dupla britânica, como demonstra que o Nu Metal não está ultrapassado (longe disso) e que é a vez das mulheres mostrarem como se faz!

Com a criatividade lírica (por vezes explícita) e instrumental, é um género com muito por onde explorar, e as Nova Twins apenas acabaram de começar essa exploração.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Antagonist
> Cleopatra
> Puzzles
> Toolbox
> Choose Your Fighter
> Sleep Paralysis

Regina Spektor – Here, Before and After

Regina Spector Here Before and After

Género: Contemporary Folk

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Regina Spektor, nascida e criada na união soviética até aos 9 anos de idade, sempre teve um contacto próximo com a música graças aos seus pais, e aos 7 já sabia tocar piano. Cresceu com influências de bardos russos como Vladimir Vysotsky e Bulat Okudzhava, mas teve também acesso aos grandes do rock como The Beatles, Queen e The Moody Blues, através de cassetes trocadas entre o seu pai e amigos. Isto explica muito o seu longo historial de álbuns pautados por uma inventividade e imaginação sem limites, a um nível quase imprevisível, aproximando-se de melodias e arranjos que só se encontram em filmes de contos de fadas – ouvir “What Might Have Been” ou “Spacetime Fairytale”.

Home, Before and After é só mais um álbum de qualidade inquestionável para juntar ao seu repertório, que cimenta de forma mais explícita o seu génio enquanto escritora lírica. Ainda que falte uma linha condutora da orientação musical ao longo deste álbum, Here, Before and After vem provar que Spektor ainda tem muito para oferecer, proveniente das ramificações dos seus trabalhos originais, numa ousadia que já não precisava de ter, por esta altura da sua carreira.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Becoming All Alone
> Up The Mountain
> Spacetime Fairytale
> Loveology

S.G. Goodman – Teeth Marks

S.G. Goodman Teeth Marks

Género: Americana/Blues

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De Hickman (Kentucky), para o mundo, uma artista que nunca pensei que me fosse prender a atenção.

S. G. Goodman não precisa de muito para encantar quem tropeça nela. O segredo está não só na simplicidade melódica, mas sobretudo nas letras pessoais que se desenrolam nela.

Teeth Marks é uma ode ao património musical dos Estados Unidos e ao que envolve vir de um meio pequeno, um pouco por todo o território: A hipocrisia religiosa, os vícios encrostados no seio das famílias, os problemas financeiros, as feridas amorosas incuráveis, entre outras coisas que acabam por incendiar comunidades que passam a suportar-se no ódio no seu quotidiano.

São 11 músicas, muito bem vindas, mas bem podiam ser 20, tal é forma irrepreensível com que Goodman conta as suas histórias, que têm tanto de cativante como de impressionante.

É só o seu segundo álbum, mas a demonstração da sua capacidade enquanto artista já está bem à vista de todos.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> All My Love Is Coming Back To Me
> Heart Swell
> Work Until I Die
> Keeper Of The Time

Soccer Mommy – Sometimes, Forever

Soccer Mommy Sometimes Forever

Género: Indie Rock/Shoegaze

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Uma carreira curta, mas já tão bonita e radiante, em constante adaptação.

Sophie Allison (ou Soccer Mommy) ainda só tem 25 anos, mas a sua paixão e aptidão pela música já percorreu um longo caminho, dado que começou a aprender a tocar guitarra aos 6 e pouco depois a produzir a própria música. Aos 18, através do Bandcamp, deu-se a conhecer ao mundo como Soccer Mommy, mas só depois de dois anos na universidade em Nova Iorque é que recebeu uma proposta da editora Fat Possum para gravar um EP. E aí, decidiu abandonar os estudos para se dedicar à música a 100%.

No entanto, foi só em 2020 que conseguiu começar a ganhar notoriedade com o álbum Color Theory, que fez o triplete no meu processo de análise musical: entrou na minha seleção de essenciais, nos 50 melhores álbuns de 2020 (em 30º) e teve a música “Circle The Drain” em 13º a minha seleção de 100 melhores músicas desse mesmo ano.

Este ano chega com um disco que desempenha um papel fundamental na sua carreira, o de afirmação enquanto artista de referência no Indie Rock, principalmente devido à sua força lírica.

Ainda que não seja um álbum inteiramente terno e aconchegante, é uma lufada de ar fresco por se poder constatar que há mais para dizer sobre Allison do que se pensava. Sometimes, Forever por vezes tem variações de tom e sonoridade (entre o confortável e o depressivo), porém, isso acaba por ser mais uma virtude do que um defeito, dado que demonstra a capacidade de adaptação de Soccer Mommy a uma indústria em constante mutação.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Bones
> Shotgun
> Don’t Ask Me
> Fire In The Driveway
> Feel It All The Time

The Dream Syndicate – Ultraviolet Battle Hymns and True Confessions

The Dream Syndicate Ultraviolet Battle Hymns and True Confessions

Género: Alternative Rock/Neo-Psychedelia

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Os The Dream Syndicate são a prova viva que nunca é tarde de mais para começar de novo.
Após uma próspera, mas atribulada carreira, que se desenrolou entre 1981 e 1989, onde surgiram quatro álbuns e o famoso single “Tell Me When It’s Over”, altura em que Kendra Smith ainda integrava a banda, estão de volta.

Foram precisos mais de 20 anos para uma reunião para relembrar os bons velhos tempos e tocar os clássicos. Correu tão bem que desde 2017 já lançaram mais quatro álbuns (tantos quanto tinham antes da separação) e, a meu ver, o som da banda estado-unidense está a melhorar de álbum para álbum. Já acima da meia idade, os elementos da banda encontraram a chama e vigor que precisavam para elevar as suas carreiras uma última vez antes de se reformarem em definitivo.

Classificação do álbum: ★★★★

Músicas a ouvir:

> Where I’ll Stand
> Damian
> Everytime You Come Around
> Straight Lines

Zola Jesus – Arkhon

Zola Jesus Arkhon

Género: Art Pop/Dark Wave

Link para o Spotify

Ainda que o meu primeiro contacto com Zola Jesus tenha sido através da colaboração com os M83 numa das músicas do célebre álbum Hurry Up, We’re Dreaming, “Intro”, rapidamente fiquei fã.
Ao fim de alguns álbuns de aprendizagem e evolução estável, com Arkhon, parece que Nika Danilova tem em si todos os sonhos do mundo e os consegue materializar em forma de música.

Nesses sonhos, Danilova transborda de ideias soltas, cada uma mais surpreendente que a próxima, que fazem deste um álbum fluído, sem uma forma definida. No entanto, tudo o que nos é apresentado é tão ímpar que fica difícil criticar o intervalo de variação musical presente nele.

Mais de uma década voou, mas o tempo não ultrapassou ou descaracterizou o impacto da sonoridade de Zola Jesus, que atinge um novo auge onde a escuridão e o poder se misturam num produto final muito apetecível para quem ouve com ouvidos de ouvir.

Classificação do álbum: ★★★★½

Músicas a ouvir:

> Lost
> The Fall
> Desire
> Efemra
> Do That Anymore

Outros álbuns a ouvir:
Conan GraySuperache
DrakeHonestly, Nevermind
Joan ShelleyThe Spur
Joyce Manor40 Oz. to Fresno
NayeonIm Nayeon
Perfume GeniusUgly Season

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