Motorslice Review: À base da motosserra

- Publicidade -

Ainda que apresente alguns problemas mecânicas que podiam ter sido resolvidos com maior polimento, Motorslice vem preencher um enorme vazio no género de ação e aventura com uma campanha repleta de saltos arrojados e um leque de habilidades que relembra os tempos áureos de Prince of Persia e Mirror’s Edge.

Enquanto os grandes estúdios colocam séries e géneros em hibernação, os indies continuam a sua missão de resgate. Esta é talvez uma das maiores verdades da atual indústria dos videojogos, agora que o desenvolvimento se tornou mais acessível para todos, com plataformas e programas à disposição dos mais curiosos e criativos. Se existe uma série ou género a precisarem de uma segunda oportunidade, o mais certo é que exista um projeto independente em forma de homenagem. No caso de Motorslice, a Regular Studio quis ressuscitar Prince of Persia, mais especificamente a trilogia Sands of Time, e Mirror’s Edge das catacumbas da Ubisoft e da EA, mas num mundo distópico, influenciado por Tsutomu Nihei e o manga BLAME!.

Motorslice não é apenas uma homenagem, mas é possível ver o ADN de Prince of Persia enquanto navegamos através da megaestrutura onde decorre a ação. Enquanto eliminamos escavadoras e camiões desgovernados com a nossa motosserra, temos de evitar todo o tipo de perigo enquanto saltamos entre paredes, pulamos entre candeeiros e deslizamos por canos à procura do caminho mais seguro. Apesar dos seus problemas, nomeadamente nos inputs e num certo magnetismo estranho entre a personagem e as plataformas – e a inclusão de sequências de diálogo que só desvirtuam o tom mais minimalista e solitário do jogo –, Motorslice mantém o género vivo e é muito divertido ao longo de nove capítulos e de enormes batalhas contra bosses gigantescos, revelando uma surpreendente influência também por Shadow of the Colossus.

reviews 2021 recomendado

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Top Hat Studios.

João Canelo
João Canelo
Crítico de videojogos, Guionista, Professor e o responsável pelo melhor mortal nas aulas de Educação Física em 2002. Um aficionado por jogos peculiares.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados