God of War – Kratos mostra as suas forças no mundo dos PC

A estreia de God of War no PC é indiscutivelmente fantástica, mas só é 100% ideal se tiverem uma máquina capaz.

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Quando God of War foi lançado na PlayStation 4, em 2018, apercebemo-nos rapidamente que o soft-reboot desta icónica saga da PlayStation, desenvolvida pela Santa Monica Studios, chegou para marcar a geração. Não só como um incrível jogo de ação, mas também bela, e muito segura, transformação de Kratos.

Longe dos Deuses do Olimpo, e face à oportunidade de começar a sua vida de novo, Kratos quase que atingiu a tranquilidade – até que o destino lhe trocou as voltas. Com o falecimento da esposa, Kratos vê-se encarregue de cuidar e educar o seu filho, também ele semi-deus e com o potencial de transformar o mundo, com a dupla a partir numa jornada de luto e aprendizagem para espalharem as cinzas da matriarca num “local especial”.

God of War é também, secretamente, uma das histórias mais bonitas e bem concretizadas da sua geração e no mundo dos AAA, com muito mais humanidade do que qualquer um dos seus predecessores. Quatro anos depois da sua estreia, a viagem de Kratos e Atreus chega a um novo público com o lançamento no PC.

A estratégia de lançar mais jogos exclusivos da PlayStation para o PC continua a ser interessante para recrutar mais jogadores para o mundo das consolas. Estes lançamentos não são, de todo, inocentes, e procuram convidar os jogadores a descobrir as sequelas destes relançamentos nas consolas da Sony, com Horizon Forbidden West e God of Ragnarok a serem exemplos deste piscar de olhos à comunidade do PC.

Como seria de esperar, estas não têm sido simples conversões. A Sony tem-se certificado que os jogadores de PC podem não só ter uma experiência semelhante a quem joga na consola, como também lhes oferece a flexibilidade de ajustarem as suas experiências a uma plataforma tão vasta e modular como os PCs, dos mais modestos às verdadeiras máquinas de guerra de milhares de euros, onde a promessa é de jogos na sua melhor versão.

Death Stranding chegou ao PC com funcionalidades únicas, com tecnologias como DLSS e suporte Ultra Wide; Horizon Zero Dawn, depois de algum suporte, encontra-se num estado semelhante; Days Gone apresentou-se preparadíssimo para altas resoluções, qualidade de texturas e efeitos, bem acima do que é possível nas consolas; e agora, God of War surge com uma série de promessas e funções exclusivas no PC que, na teoria, o tornam na melhor versão possível do jogo. A questão que se coloca é: quais os sacrifícios?

Tal como a versão atual do jogo na PlayStation 5, God of War para PC permite tirar partido de resoluções 4K, mas vai para além dos 60FPS, com a possibilidade de trancarmos nos 120FPS ou simplesmente desbloquear para jogadores com monitores de alta taxa de frames e computadores capazes.

Para melhorar o desempenho sem sacrificar muito a qualidade de imagem, God of War tira também partido do DLSS, com diferentes presets disponíveis (qualidade, equilibrado, desempenho e alto desempenho). Para quem tem placas com AMD, conta ainda com o Super Resolution AMD FidelityFX, uma alternativa open-source disponível também para utilizadores NVIDIA.

A nível de inputs, contamos com uma variada quantidade de periféricos compatíveis, desde o óbvio teclado e rato aos comandos third party, Xbox, DualShock 4 e até o DualSense… mas com um pequeno “grande” asterisco. Durante os nossos testes, o DualSense só funcionou ligado via cabo USB-C e não tirou partido de nenhuma das suas novidades, como vibração háptica e gatilhos responsivos, funcionando apenas como um DualShock e a sua vibração normal.

God of War é, sem dúvida, um jogo belíssimo, e no PC mostra bem as suas ambições apesar de não surpreender com o mesmo impacto causado aquando do lançamento em 2018, quando se sentiu um verdadeiro salto em fidelidade gráfica. Com diferentes presets e parâmetros para alterar, mesmo no mais baixo, o jogo apresenta-se aparentemente tão bom como na PlayStation 4 e PlayStation 5, algo que com o tempo, e alterando as definições, vamos percebendo que pode ser ainda melhor.

Apesar de podermos tirar partido de melhores reflexos, sombras, texturas e outros aspetos de renderização, que tornam o jogo mais polido e bonito, o jogo inclui um simples e direto modo “original”, replicando as definições da consola para quem não quer perder muito tempo com ajustes. O que achei mais curioso é que, excluindo a qualidade de Texturas – que pode ser aumentada até um nível bem superior do que temos nas consolas –, durante a ação, e mesmo nos momentos calmos ou no modo fotografia, a alteração dos diferentes presets pouco alteram o aspeto do jogo numa impressão imediata, mas que afetam, obviamente, o seu desempenho.

God of War é um jogo que pode ser bem levezinho ou muito pesado. Olhando para os requisitos, percebemos que está preparado para configurações de 2015 como para configurações de 2022 e mais além. Para o nosso teste, apontámos para o Desempenho, com um processador Intel Core i9 -10900X @ 3.70GHz, uma NVIDIA RTX3060 de 12GB VRAM, 32GB de RAM, disco SSD e com recurso a um monitor 1440p de 165Hz, uma configuração também ela capaz de fazer 4K a 30FPS num monitor ajustado.

Os resultados da nossa jornada por Midgard foram satisfatórios, especialmente com recurso ao DLSS, mas não foram perfeitos. Na resolução de 1440p, com as definições em High, o jogo ultrapassa bem a linha dos 60FPS, mas peca pela consistência onde aleatoriamente pausa por alguns frames, quebrando aquela fluidez natural. Este fenómeno ocorreu ao mudar de definições e é algo que poderá ser corrigido via patches em breve.

A fidelidade gráfica do jogo é também impecável, já como era no jogo original, mas mesmo com o DLSS nesta resolução de 1440p, é notável alguns artefactos e uma aura em volta de objetos e vegetações durante o movimento do jogo, causando alguma falta de clareza que, para alguns jogadores, pode ser distrativo. Assim, as definições em “Original” sem DLSS, para um jogador com um computador relativamente modesto e atual, parecem ser as melhores para experienciar esta aventura. Também de notar é a falta de uma opção de Fullscreen, impedido a utilização de ferramentas da NVIDIA ou a configuração correta do HDR no Windows com o qual o jogo é compatível, ou de um FOV Slider, para aumentar o ângulo de visão.

No PC, God of War é o excelente jogo que já era nas consolas PlayStation e uma fantástica oportunidade para os adeptos do PC colocarem as mãos nesta experiência, com potencial para ser a sua versão definitiva. Contudo, após ajustes para uma experiência de jogo simples e suave, olho para a minha PlayStation 5 com muito mais simpatia pelo seu uso mais facilitado e pela promessa garantida de uma experiência sólida de uma versão já bem maturada e cheia de suporte. Ainda assim, se o PC é a única opção que têm para conhecer Kratos, não percam este colossal relançamento.

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Cópia para análise (versão PC) cedida pela PlayStation Portugal.

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