Análise – Days Gone (PC)

Days Gone ganha uma nova casa com todos os conteúdos lançados ao longo do tempo e uma fantástica otimização para os PCs modernos.

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Não parece, mas Days Gone já fez dois anos. Na altura, o exclusivo da PlayStation 4 desenvolvido pela Bend Studio (ler análise original aqui) transformou-se num sucesso de vendas, mas carecia de algum polimento para convencer a crítica e muitos jogadores, algo que, ao longo do tempo, foi melhorando, tendo recebido otimizações para quem o joga na PlayStation 5 e para a recente conversão para PC, que inclui algumas funcionalidades exclusivas.

Já falei em Days Gone na altura do seu lançamento original, com uma análise que terminou com uma nota bem positiva apesar de alguns problemas além dos técnicos, que são agora quase inexistentes. Para recordar, Days Gone é um jogo na terceira pessoa que nos leva a um enorme mundo aberto inspirado no ambiente e paisagens do estado norte-americano de Oregon, onde a nossa diversão se foca em mecânicas de sobrevivência, procurando materiais e recursos por todo o lado e fugindo de hordas de zombies, a que vamos falar de freakers.

Para nos incentivar à exploração e navegação pelo mapa que vai abrindo de acordo com a nossa progressão, temos uma forte narrativa que nos coloca na pele de Deacon St. John em busca do paradeiro da sua mulher, numa aventura cross-country cheia de twists e emoções com a sua fiel moto de drifter.

Os aspetos narrativos e as primeiras horas de jogo que duram uma eternidade, com fetch-quests que parecem extras ou conteúdo a mais deixados pelo vários anos de desenvolvimento do jogo, não estão magicamente resolvidos nesta nova versão, podendo ser um desafio à paciência dos jogadores que pretendem revisitar Days Gone no PC. Porém, tornam-se essenciais para preparar os novatos a encarar o seu mundo sem tréguas, onde é necessário, por exemplo, aprender a manter a mota sempre por perto e sempre em condições ou a treinar Deacon para as hordas de freakers que vamos encontrar no futuro, neste caso com o aumento das suas habilidades.

Essencialmente, a nova versão de Days Gone para PC foca-se no polimento e nas capacidades técnicas do jogo, que tem o suporte do Unreal Engine, um motor de jogo multiplataforma e bastante versátil. Tive a oportunidade de ver Days Gone a crescer em diferentes fases. Desde as demonstrações à porta fechada na LGW 2017, à sessão de antevisão para imprensa, passando pelo período de pré-lançamento, ainda lhe voltei a tocar na PlayStation 5 e estou de volta a este mundo no PC. E tem sido uma jornada bastante interessante, porque em todos estes momentos vi melhorias a nível técnico.

É certo que na PlayStation 4 o jogo saiu inicialmente num estado complicado, onde texturas não carregavam, cinemáticas apareciam quebradas e os bugs eram frequentes, mas não proibitivos de o jogar. Com o fantástico suporte da Bend Studio, os sucessivos patches tornaram o jogo cada vez mais polido e, também graças a novos conteúdos, como itens para a mota, desafios espalhados pelo mundo e novos modos de jogo, Days Gone ficou também mais completo.

Com a chegada da PlayStation 5, Days Gone poderia ser a sua versão definitiva. Afinal de contas, todos os ajustes já estavam feitos, assim como o conteúdo adicional, e tínhamos a vantagem de o poder jogar com resoluções superiores a 60FPS. Mas talvez haja uma nova forma de jogar.

É fácil de perceber que Days Gone para PC é incrível, especialmente se tiverem uma máquina moderna. No meu PC com um Intel Core i9, uma NVIDIA GeForce 2070, 32GB RAM DDR4 e um disco SSD de alta velocidade, o jogo voa sem grandes compromissos a 1440p com todas as definições no máximo. 60FPS a 4K nestas configurações são também alcançáveis, com quebra regulares para a casa dos 40FPS, mas o jogo permite que seja ajustada a escala de renderização, deixando elementos como o HUD em modo “pixel perfect” independentemente da resolução escolhida.

Por ser uma versão de PC, maleável e adaptável a preferências e limites de diferentes utilizadores e máquinas, Days Gone apresenta modos de configuração sólidos, com os habituais ajustes de qualidade de texturas, longevidade da vista, qualidade de sombras e iluminação, ativação de elementos de pós-processamento, entre outros.

Requisitos Mínimos:

  • Requer um sistema operativo e processador de 64 bits
  • Sistema Operativo: Windows 10 64-bits
  • Processador: Intel Core i5-2500K@3.3GHz ou AMD FX 6300@3.5GHz
  • Memória: 8GB de RAM
  • Placa gráfica: Nvidia GeForce GTX 780 (3GB) ou AMD Radeon R9 290 (4GB)
  • DirectX: Versão 11
  • Espaço no disco: Requer 70GB de espaço livre, de preferência SSD

Requisitos Recomendados:

  • Requer um sistema operativo e processador de 64 bits
  • Sistema Operativo: Windows 10 64-bits
  • Processador: Intel Core i7-4770K@3.5GHz or Ryzen 5 1500X@3.5GHz
  • Memória: 16GB de RAM
  • Placa gráfica: Nvidia GeForce GTX 1060 (6 GB) or AMD Radeon RX 580 (8GB)
  • DirectX: Versão 11
  • Espaço no disco: Requer 70GB de espaço livre, de preferência SSD

Os destaques destas funções vão para a capacidade de podermos escolher o ângulo da visão na terceira pessoa, que vai dos 50º aos 100º, permitindo ver mais nas nossas periferias e um afastamento da personagem maior; a possibilidade de desativar efeitos que alguns jogadores não gostam tanto, como aberração cromática e motion blur; e por fim as opções de qualidade extra face à versão de consola, como o framerate desbloqueado para monitores de frequências elevadas, suporte ultra-widescreen, melhor qualidade da vegetação, texturas e sombras e muito mais.

Durante a minha experiência com Days Gone no PC ainda encontrei alguns pequenos bugs, como algumas sombras quebradas e animações que congelavam durante porções de segundo, mas diria que não são problemas que representem sequer 1% da experiência. Contudo, é possível voltar a encontrar ainda restos de problemas da sua versão original.

A versão de PC encontra também novas formas de jogar, com um suporte alargado aos comandos compatíveis, que inclui os comandos da Xbox e da Steam, e claro, o suporte de teclado e rato, que no início foi de ajuste estranho (há semelhança de Horizon: Zero Dawn e Death Stranding) pelo uso da sua weapon wheel, mas que rapidamente se tornou bastante intuitiva de usar sem fazer mapping. Controlar Deacon com o rato tornou-se rapidamente uma preferência, especialmente para aniquilar rapidamente os freakers com balas à cabeça, com a precisão extra destes periféricos. Já conduzir a mota… nada melhor do que pegar num comando se o tiverem à mão, pois a jogabilidade é aí muito mais satisfatória.

Days Gone para PC inclui todos os extras do jogo original que foram lançados ao longo do tempo, onde dou destaque ao modo NG+, para quem quiser dar uma segunda viagem no jogo com toda a progressão anterior, e o modo de Challenges desbloqueado logo de início, um conjunto de cenários, em registo de árcade, que nos coloca logo no meio da ação onde podemos controlar até outras personagens do jogo. É divertido, pouco cerebral e perfeito para quem simplesmente quer viver as emoções mais desafiantes que o jogo tem para dar, mas que é obviamente recomendável aceder apenas depois de conhecer os horrores da sua história, como as gigantescas hordas que preenchem o ecrã.

days gone pc review echo boomer 7

Também de interessante nesta versão é o modo de fotografia melhorado. Essencialmente, é o mesmo modo da versão de consolas, já bastante completo e complexo de usar (se assim o pretendermos), mas que aqui se torna melhor pelas capacidades gráficas melhoradas e pelo suporte de ultra-resoluções, com um multiplicador de 8X que permite a captura de imagens com resoluções ridículas como 17902×10069. Perfeitas para crop e edição de imagem posterior. Este é, também, um fantástico modo para registar a longa viagem de Deacon e tirar fotos às belas paisagens de Oregon, aqui tão bem recriadas.

Esta nova versão não vem incluir tecnologias recentes como iluminação ou áudio via ray-tracing, ou reconstrução de imagem com inteligência artificial como é o caso de DLSS (que poderia tornar o jogo mais otimizado para alguns jogadores). Mas é, sem dúvida uma excelente conversão de um título que se tornou ao longo do tempo adorado pelos fãs e pela comunidade.

A chegada de Days Gone para PC é apenas mais uma das apostas da Sony na nova plataforma e é, provavelmente, a mais bem convertida, oferecendo uma experiência digna de se experimentar a primeira vez, ou a segunda, se o PC for a vossa plataforma de eleição nesta nova geração.

Days Gone para PC está disponível a partir do dia 18 de maio.

Nota: Muito Bom

Disponível para: PC, PlayStation 4 e PlayStation 5
Jogado na PC
Cópia para análise cedida pela PlayStation.

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