A Xbox admitiu estar a reavaliar a sua política de exclusividade e de janelas de lançamento, sem comprometer o fim das versões para PlayStation e Nintendo Switch.
Há um ano para cá, a Microsoft surpreendeu os fãs da Xbox ao começar a levar alguns dos seus jogos mais importantes para a PlayStation e a Nintendo Switch, uma decisão que gerou reação intensa na comunidade e que nunca foi completamente aceite pelos fãs mais dedicados da plataforma. Mas esse caminho poderá estar agora a ser repensado. De acordo com fontes ao The Verge, numa reunião interna desta semana, a nova CEO Asha Sharma e o diretor de conteúdo Matt Booty confirmaram que a Xbox está a “reavaliar a sua abordagem à exclusividade, às janelas de lançamento e à inteligência artificial“, prometendo partilhar mais informação à medida que as decisões forem tomadas.
No entanto, não há qualquer compromisso definitivo de reversão da política atual, e o caminho de regresso poderá ser mais complicado que um simples 180, pois levar títulos da Xbox para a PlayStation e a Nintendo Switch revelou-se financeiramente rentável, e jogos como Forza Horizon 5 geraram receitas bastante significativas nessas plataformas (neste caso na PlayStation 5, onde se encontra disponível), o que torna difícil justificar internamente o abandono dessa abordagem. Uma hipótese que circula é a de manter os jogos exclusivos na Xbox e no PC durante um determinado período antes de os relançar noutras plataformas, um modelo de janela temporária que o Forza Horizon 6 poderá testar, chegando primeiro à Xbox e o PC, antes do seu lançamento para a PlayStation 5, prometido para o final do ano.
Este é um tema considerado sensível para a comunidade Xbox, e a nova liderança parece consciente disso. O recente comunicado conjunto de Sharma e Booty sublinha a necessidade de a empresa ser “honesta sobre a sua situação atual” e de operar com um nível de autocrítica que os próprios até descrevem como “desconfortável“. A reavaliação da exclusividade surge assim como mais um capítulo de uma semana de mudanças aceleradas na divisão de jogos, que incluiu também o abandono do nome Microsoft Gaming, a reversão da política do Call of Duty no Xbox Game Pass e a descida de preço do Xbox Game Pass Ultimate de 26,99€ para 20,99€ mensais. A empresa não avançou com datas para futuras alterações estratégicas, comprometendo-se apenas a partilhar mais informação à medida que os planos ganharem forma.
