Wolf Alice no Coliseu dos Recreios – Um grande concerto para um público pequenino

Os ingleses Wolf Alice estrearam-se, finalmente, em nome próprio na capital portuguesa. Na verdade, a terceira presença em terras lusas (NOS Alive, edições de 2017 e 2018) difere apenas na duração do concerto e o espaço em relação aos anteriores. Porquê? Já lá iremos…

Esta passagem por Lisboa, a tão poucos meses da atuação no último NOS Alive, é inserida na (ainda) tour do segundo álbum Visions of a Life, editado em 2017. Ou seja, pouco haveria a acrescentar dada a curta, mas muito interessante, discografia dos Wolf Alice. Pouco passava das 20h30 quando Ellie Roswell (voz, guitarra), Joff Oddie (guitarra, voz secundária), Theo Ellis (baixo) e Joel Amey (bateria, voz secundária) entraram no palco… de um desolado Coliseu! Fosse do facto de ter sido um feriado – acompanhado por ponte, em muitos casos – ou de terem cá estado recentemente, a verdade é que o nosso Coliseu não chegava a ter a plateia meio-cheia e as galerias estavam praticamente desertas.

Perante tal cenário podia perceber-se o possível desânimo do grupo, mas tal não aconteceu. Num início tirado a papel químico ao concerto do NOS Alive, Ellie Roswell e companhia brindaram o pouco – mas muito devoto – com uma explosão de boa energia: “Your Loves Whore”, “Yuk Foo” e “You’re a Germ” num mix que começa e acaba com canções do primeiro álbum My Love is Cool e dá uma mostra da diferença de sonoridade entre o primeiro e segundo trabalho dos Wolf Alice. Parecida, no entanto, foi a setlist apresentada em relação ao concerto dado no NOS Alive. Mas parecida não é igual e, aliando ao facto de tocarem num evento em nome próprio, fomos público de um concerto que foi generoso na dose de canções (18, no total).




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Ao quarto tema é jogada uma das cartas mais esperadas: “Don’t Delete the Kisses”, single de apresentação deste último álbum, é cantado fervorosamente pelo público – sim, poucos, mas que valeram por uma multidão – e a casa está rendida. Se “St. Purple & Green” é um resquício da dreampop que os Wolf Alice faziam no início da carreira e “Beautifully Unconventional” traz certos elementos ska à mistura, “Formidable Cool” traz ao de cima uma Ellie Roswell cheia de uma veia grunge que polvilha o som dos Wolf Alice atualmente.

“Planet Hunter” refreia um pouco os ânimos para depois ser jogada outra carta da noite: “Lisbon” – canção referente à família Lisbon do filme Virgens Suicídas – é tomado como um hino, justificavelmente, pecando apenas pela má qualidade de som: reverberância a mais que distorcia ao ponto do que se ouvia ser uma amálgama de sons atirada à cara do espectador. Segue-se a balada “Silk” do álbum anterior e ainda “90 Mile Beach” vindo do já distante EP Blush (2015), mas também presente no álbum de estreia. Nisto já uma hora tinha passado e havia que jogar bem os restantes trunfos.

E assim fizeram. “Bros”, single solitário de 2013, e, mais tarde, – com umas polidelas aqui e ali – incluso no álbum de estreia (e novamente single), é recebido no maior êxtase e dá fôlego à reta final da noite. “Sad Boy” – um exercício psicadélico bem conseguido -, “Space & Time” e o enorme “Visions of a Life” são o trio que fecha a apresentação do último álbum. Se o concerto podia ter fechado na enormidade da performance de “Visions of Life”, não estava, de todo. assim programado, e “Fluffy”, do álbum de estreia, fechou um set de 16 músicas tocadas.

“Blush” era o trunfo final. Também ele single lançado num 2013 perdido – mas desta feita incluso, tal e qual, em My Love is Cool – foi o fecho impregnado em sorrisos.

Foi? Não foi. Ao contrário do que tem sido hábito na sua tour, em que os Wolf Alice raramente tocam um encore, o concerto fechou com “Giant Peach”, mostra indie rock, que traz heranças diretas dos The Breeders e mostra a linhagem dos Wolf Alice. A pleasure.


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