Oficial: Vamos poder comprar insetos inteiros para alimentação em Portugal

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Podem ser comercializados/usados, inteiros (não vivos) e moídos (por exemplo, farinha). Partes ou extratos de insetos não podem ser comercializados.

Há alguns anos que a União Europeia está a tentar autorizar a entrada de novos alimentos no mercado, como por exemplo insetos, mas a demora tem estado relacionado com o facto de, naturalmente, não quererem autorizar algo que represente um risco para a saúde humana.

No passado mês de maio, já depois de termos referido que a a Agência Europeia de Segurança Alimentar tinha autorizado o consumo de larvas de besouro, passando a ser o primeiro inseto comestível a ser aprovado na Europa para ser utilizado como ingrediente na alimentação humana, ficámos a saber que a empresa portuguesa Thunder Foods estava à procura de implementar uma unidade industrial de produção e processamento de insetos em larga escala, neste caso para a produção de farinha de Tenebrio molitor, produzida a partir de larvas de escaravelho, também conhecida como “farinha amarela”.

Agora, é a vez da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) autorizar ao abrigo do Regulamento Europeu para Novos Alimentos a colocação no mercado de forma transitória de alguns insetos.

Acheta domesticus, Alphitobius diaperinus, Apis mellifera male pupae, Gryllodes sigillatus, Locusta migratoria, Schistocerca Gregaria e Tenebrio mollitor são as espécies de insetos que podem ser produzidas, comercializadas e utilizadas na alimentação em Portugal. Porém, há regras a cumprir.

Os insetos podem ser comercializados/usados inteiros, desde que não estejam vivos, ou então moídos, neste caso no formato farinha, por exemplo. De resto, partes ou extratos de insetos não podem ser comercializados.

Convém também alertar que, de acordo com avaliações disponíveis até ao momento da Agência Europeia para a Segurança dos Alimentos – EFSA, diversas espécies de insetos podem causar alergias ou alergias cruzadas, especialmente para quem sofre de alergia a marisco. Assim, é importante que os consumidores sejam claramente informados na rotulagem e na comercialização que um alimento contém insetos e de que espécie são.

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