O mais recente trailer de Marvel’s Wolverine voltou a servir de palco para milhares de jogadores criticarem a decisão da PlayStation de deixar de produzir jogos em disco a partir de 2028.
A decisão da PlayStation de abandonar os jogos físicos em 2028 continua a gerar uma forte onda de contestação nas redes sociais, sem sinais de abrandar. Nas últimas semanas, praticamente todas as publicações oficiais da marca em todas as suas redes sociais e até no seu blogue oficial, têm sido inundadas por comentários de jogadores descontentes, independentemente do tema em questão.
O mais recente exemplo aconteceu com o lançamento do novo trailer cinemático de Marvel’s Wolverine, no qual em vez da comunidade concentrar as atenções no exclusivo da Insomniac Games, escolheu continuar a pressionar a Sony, com centenas de milhares de utilizadores na a caixa de comentários do YouTube a criticarem a decisão de acabar com a produção de jogos em disco.
A onda de críticas não se limita ao YouTube, estendendo-se a redes sociais como o Instagram, Threads, e BlueSky, destacando-se o X (antigo Twitter), onde os jogadores continuam a utilizar as Community Notes para acrescentar contexto às publicações da PlayStation, alertando para preocupações relacionadas com a perda dos jogos físicos, a impossibilidade de revenda, a preservação dos videojogos e a dependência exclusiva da PlayStation Store para futuras compras digitais.
A revolta da comunidade tem-se mantido presente em todo o tipo de publicações, sejam elas de novos jogos, atualizações de hardware ou anúncios do PlayStation Plus, que acabam rapidamente dominadas por comentários sobre o fim dos jogos físicos, desviando a atenção da mensagem original. Este fenómeno tem sido particularmente infeliz em publicações de projetos parceiros, de promoção a lançamentos que não são da Sony, incluindo de jogos independentes, que acabam por levar com críticas por tabela.
Apesar da polémica já persistir há várias semanas, a Sony continua sem responder publicamente às críticas, ou a apresentar qualquer alternativa à gestão da biblioteca dos jogadores para futuras gerações. Ainda assim, alguns analistas acreditam que, embora seja pouco provável que esta campanha leve a empresa a alterar os seus planos, o impacto na imagem já deixou marcas irreversíveis.
Na esperança de a Sony reverter algumas das suas políticas, a campanha Don’t Kill the Disc, continua ativa e já conta com mais de 332 mil assinaturas.
