Nova solução de telereabilitação no SNS utiliza dispositivos médicos e IA para monitorizar exercícios e apoiar tratamentos fora das unidades de saúde.
A introdução de soluções baseadas em inteligência artificial no Serviço Nacional de Saúde (SNS) avança com a implementação de um modelo de fisioterapia remota, concebido para reduzir tempos de espera, aumentar a capacidade de resposta dos serviços e permitir o acompanhamento clínico à distância.
O novo modelo foi formalizado a 18 de junho, na Unidade Local de Saúde de Santa Maria, através da assinatura de protocolos de colaboração entre nove Unidades Locais de Saúde e a empresa portuguesa Sword Health.
A solução agora integrada no SNS permite que médicos prescrevam programas de fisioterapia remota a doentes com patologias musculoesqueléticas comuns, incluindo lombalgias, dores no ombro, dores no joelho, entorses e distensões musculares. O tratamento é realizado fora do contexto hospitalar, com recurso a um dispositivo médico certificado que monitoriza a execução dos exercícios e a ferramentas de inteligência artificial que analisam os movimentos em tempo real. Este sistema fornece correções imediatas durante a realização dos exercícios, mantendo supervisão contínua por parte de profissionais de saúde.
Após a prescrição médica, os utentes passam por uma avaliação inicial conduzida por uma equipa clínica composta por fisiatras e fisioterapeutas. Posteriormente, recebem no domicílio o equipamento necessário para cumprir o plano terapêutico definido, permitindo a realização das sessões sem necessidade de deslocação às unidades de saúde.
De acordo com os dados associados à implementação desta tecnologia, é expectável uma redução significativa dos tempos de espera para início do tratamento, podendo atingir uma diminuição na ordem dos 97%. Em paralelo, o modelo apresenta uma estimativa de redução de custos de cerca de 45% quando comparado com os métodos tradicionais de prestação de cuidados de fisioterapia.
A disponibilização do serviço está prevista para a semana seguinte à assinatura dos protocolos e não implicará encargos adicionais para os utentes do SNS. A medida enquadra-se no Despacho n.º 1211/2026, publicado em fevereiro, que estabeleceu as condições para a integração de soluções de telereabilitação com dispositivos médicos certificados no sistema público de saúde.
