O Governo aprovou a criação da Universidade Técnica do Porto, resultante da reconfiguração do Politécnico do Porto e da sua integração no ensino universitário.
O Conselho de Ministros aprovou, a 21 de maio, o decreto-lei que concretiza a reconfiguração do Instituto Politécnico do Porto, que passa a integrar o subsistema universitário com a designação de Universidade Técnica do Porto.
A decisão foi tomada numa reunião realizada em Pombal e formaliza a transição do ensino politécnico para o ensino universitário. Segundo o comunicado do Governo, a criação da Universidade Técnica do Porto insere-se numa estratégia mais ampla de reorganização do ensino superior em Portugal e de reforço do sistema científico e tecnológico nacional.
O executivo enquadra esta mudança como parte de um objetivo de longo prazo: tornar o ensino superior público mais diversificado, competitivo e preparado para responder a novos desafios, ao mesmo tempo que promove maior coesão territorial.
De acordo com Paulo Pereira, presidente da instituição, a futura Universidade Técnica do Porto será organizada segundo um modelo binário, permitindo a coexistência de diferentes tipos de formação. O objetivo, segundo o próprio, passa por reforçar o contributo da instituição para o desenvolvimento económico e social da região Norte e do país.
A criação da Universidade Técnica do Porto deverá igualmente traduzir-se num reforço das atividades de formação avançada, investigação científica e transferência de conhecimento para o tecido empresarial, consolidando a ligação entre ensino superior e economia.
Com esta alteração, é também criada a Escola Técnica Superior Profissional, estrutura que assegurará a continuidade da oferta de cursos de natureza mais aplicada, alinhados com as necessidades do mercado de trabalho e integrados em percursos formativos diferenciados.
