Plataformas de delivery estão a ser utilizadas para traficar droga

Há cada vez mais esquemas relacionados com estas aplicações.

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Plataformas de delivery é algo que destacamos bastante aqui no Echo Boomer. Desde a chegada de novas apps a Portugal, passando pela expansão da cobertura em território nacional, até às novidades relacionadas com a alterações dos preços praticados ou promoções, tentamos estar em cima do acontecimento. Seja por bons ou maus motivos.

Sim, nem tudo são rosas no mundo destes serviços. No passado mês de julho, referimos que existem estafetas que manipulam GPS para ganharem vantagem nos pedidos. Ora, parece que este não é o único crime que cometem. De acordo com uma relatório da PSP, ao qual o Expresso teve acesso, as plataformas de entrega de encomendas ao domicílio estão a ser utilizadas para traficar droga.

Para já, sabe-se que existem pontos estratégicos em Portugal, neste caso no Algarve, Lisboa e Porto, que tornam possível a distribuição de todo o tipo de estupefacientes – seja heroína, cocaína, MDMA ou haxixe – para o resto do país.

Tudo começa através de aplicações como o WhatsApp, Signal, Messenger ou Telegram, utilizadas para as encomendas. Já os pagamentos são feitos com recurso ao MB Way, Revolut ou PayPal. No final de tudo, os traficantes “aproveitam e utilizam ilicitamente as plataformas de distribuição, tais como a Uber ou a Glovo”, segundo refere o relatório da PSP.

Mas como funciona ao certo este processo de utilização das plataformas de delivery para traficar droga?

Simples. Existe um dealer e um comprador. O cliente propõe enviar um estafeta da Glovo (que alegadamente não está a par da situação) para levantar a droga, que neste caso ficaria escondida numa caixa de telemóvel. O estafeta, sem saber, está no fundo a servir de intermediário para o negócio. Entrega o produto (os estafetas não podem verificar os conteúdos das encomendas) e está feito. Neste caso, o pagamento foi feito por MB Way.

Ao mesmo jornal, a Glovo garantiu ter “diversos protocolos para prevenir qualquer incidente”, estando naturalmente disponível para colaborar com as autoridades competentes em qualquer situação. Já a Uber não revela possuir mecanismos contra estas situações, avançado somente que os estafetas “são imediatamente banidos” se envolvidos em qualquer atividade criminosa, relacionada ou não com o tráfico de droga.

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2 Comentários

  1. eu trabalho só glovo e tenho a certeza que ambas plataformas glovo/uber tem mecanismos para “distribuir” rendimentos quase estáveis conforme as horas que estas ligado e pronto a prestar serviço, e digo mais quem e trabalhador e não passa o dia a coçar a micose no sofá em casa ganha um ordenado razoável.
    e tem outro fator importante não deixem a profissão de estafeta ser mal falada por essas pessoas como fala na mídia, esse método de pedido de ir buscar coisas não é verdade, ate porque isso não e permitido na Uber nem na glovo pois para emitir uma fatura tem que haver um NIF se não tem um NIF o estafeta não pode pegar o pedido.

  2. Ja houve uma vez o mesmo em janeiro, sendo a primeira cidade a paralisar no pais a reivindicar melhores ganhos a estas empresas digitais.
    Tudo é mar de rosas, no inicio, agora passam horas, e horas sem ganhar alguns, outros fazem 10 a 12horas para conseguir 30€ e chorados!!! chegando ao fim duma semana com 60horas ou ate mais, e ao fim do mes, tem o salario minimo, e e!

    Agora voltaram a fazer, sendo a 1º cidade a parar toda, e agora pela 2º vez, que desta durou 3 dias no horario de alta procura (19h ás 22h)

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