Nova atualização disponibiliza o Dolby Atmos FlexConnect em algumas smart TVs da LG

Atualizações de firmware aproximam a marca sul‑coreana do ecossistema de som sem fios idealizado pela Dolby.

Enquanto a Dolby avança timidamente na abertura do seu ecossistema de som sem fios, a LG decidiu tomar a dianteira e acelerar as coisas. O Dolby Atmos FlexConnect, pensado para permitir a combinação de televisores e colunas de diferentes fabricantes, tem enfrentado limitações práticas desde o seu anúncio. A TCL foi um exemplo disso, ao restringir a compatibilidade das suas primeiras colunas apenas às próprias televisões. Agora, a LG surge com avanços concretos que podem redefinir o panorama.

No final de 2025, a marca apresentou o conjunto LG Sound Suite, composto por uma soundbar, colunas traseiras e um subwoofer, solução que voltou a ganhar destaque na CES 2026. Ao mesmo tempo, a empresa anunciou que vários modelos de smart TV já existentes receberiam compatibilidade com o Dolby Atmos FlexConnect através de uma atualização de firmware, num processo que já está em curso. As versões 33.30.92 e 33.30.80 começaram a ser distribuídas para modelos como as OLED G5 e C5 (incluindo a variante CS5), bem como para a QNED9M com retroiluminação Mini‑LED. As televisões de 2026, como as futuras C6 e G6, chegarão ao mercado com esta funcionalidade ativa de origem.

A grande vantagem do FlexConnect reside na liberdade de posicionamento das colunas, que ajustam automaticamente o som ao ambiente. A televisão passa a funcionar como canal central, comunicando sem fios com os restantes elementos do sistema, incluindo o Sound Suite da própria LG.

Sony abandona mercado de gravadores Blu‑ray

A empresa mantém, por enquanto, apenas os reprodutores de Blu‑ray, após anos de cortes e redução de operações.

A Sony decidiu abandonar de vez o mercado de gravadores de discos Blu‑ray, encerrando imediatamente a distribuição e as vendas dos modelos ainda disponíveis e sem qualquer plano para sucessores.

A empresa reconhece que este é um segmento cada vez menos relevante, já que a maioria dos consumidores migrou para o streaming e o Blu‑ray, sobretudo o Ultra HD, nunca deixou de ser um nicho. Apesar disso, a Sony continuará a vender reprodutores Blu‑ray independentes, embora seja difícil prever por quanto tempo, já que outras marcas como LG e Samsung já deixaram completamente esse mercado.

A saída dos gravadores é apenas mais um passo numa retração mais ampla da Sony no entretenimento doméstico. Recentemente, a empresa anunciou que vai deixar de produzir televisores sob as marcas Sony e Bravia a partir de meados de 2027, passando essa área para uma joint venture liderada pela TCL. A divisão de suporte ótico também vem sendo reduzida há anos: em 2024, a Sony cortou 40% dos postos de trabalho na área, e em janeiro de 2025 interrompeu a produção de Blu‑rays, MiniDiscs e cassetes. Agora, com o fim dos gravadores o próximo passo lógico poderá ser o fim dos reprodutores.

O cenário aponta para um encerramento gradual de um capítulo importante da história da Sony, que durante décadas foi uma das principais impulsionadoras desse mercado. Hoje, o mercado segue em outra direção, e a empresa parece apenas acompanhar essa inevitável mudança.

Auchan inaugura supermercado à escala infantil na KidZania

A Auchan inaugurou um novo espaço na KidZania onde as crianças podem ser clientes, caixas ou peixeiros.

A “cidade das crianças”, KidZania, localizada no UBBO, conta agora com um novo inquilino de peso no setor do retalho alimentar. A Auchan inaugurou recentemente um espaço no parque temático, desenhado totalmente à medida dos mais pequenos, com o objetivo de proporcionar uma imersão pedagógica no funcionamento de um supermercado.

Neste novo supermercado, a dinâmica de compra e venda serve de pano de fundo para o desenvolvimento de competências como a autonomia, a responsabilidade e o espírito de equipa. As crianças são convidadas a trocar de papéis, podendo atuar como clientes que percorrem os corredores para encher o carrinho, ou vestir a pele de colaboradores da loja. A experiência foi desenhada para ser abrangente, permitindo aos pequenos visitantes operar caixas registadoras, repor artigos nas prateleiras e até gerir balcões específicos, como a peixaria e a padaria.

Para garantir o realismo da simulação, o espaço encontra-se abastecido com produtos de marca própria da Auchan, promovendo um contacto direto com a oferta real da cadeia.

Para a marca, esta presença vai muito além do mero entretenimento. Trata-se de uma ferramenta para cimentar o posicionamento de proximidade e acompanhar os consumidores nas diferentes fases da vida. Margarida Monteiro, Diretora da Marca da Auchan Retail Portugal, sublinha que a parceria permite apresentar o universo da empresa de forma lúdica, esperando que as crianças cresçam a reconhecer a insígnia não apenas como o local onde os pais fazem compras, mas como um espaço de descoberta e boas escolhas.

Ao apostar na educação através da brincadeira, a retalhista procura também incentivar, desde cedo, a adoção de escolhas mais saudáveis e responsáveis junto daqueles que serão os consumidores do futuro.

Vodafone Paredes de Coura 2026: Thundercat e MEUTE lideram novas confirmações

A garota não, o projeto de Cátia Mazari Oliveira, é outra das novas confirmações no Vodafone Paredes de Coura.

O cartaz da próxima edição do Vodafone Paredes de Coura continua a ganhar forma e consistência. A organização do festival, que regressa às margens do rio Taboão entre os dias 12 e 15 de agosto de 2026, anunciou esta semana um novo lote de confirmações que promete diversificar a sonoridade do evento, com destaque para o virtuosismo de Thundercat e a energia contagiante dos alemães MEUTE.

Stephen Bruner, mundialmente conhecido como Thundercat, encabeça esta nova leva de artistas. O músico norte-americano traz ao Minho a sua fusão singular de funk, jazz e soul, onde o baixo elétrico deixa de ser um mero instrumento de acompanhamento para assumir o papel de motor melódico central. Mas a festa promete não abrandar com a chegada dos MEUTE. Este coletivo de Hamburgo, que se autodefine como uma “techno marching band”, reinventa a música eletrónica através de uma abordagem orgânica, utilizando instrumentos de sopro e percussão para criar uma presença em palco física e arrebatadora, sem necessidade de computadores.

A língua portuguesa também ganha novo destaque no alinhamento com a confirmação de A garota não. O projeto de Cátia Mazari Oliveira, que tem vindo a consolidar-se como uma das vozes mais importantes da música nacional recente, levará a Coura a sua canção de intervenção contemporânea. As suas letras, marcadas por uma crítica social frontal e emotiva, prometem momentos de comunhão e reflexão no anfiteatro natural. Do outro lado do Atlântico chega Julia Mestre, trazendo uma leveza luminosa que cruza a tradição da MPB com uma estética pop delicada e romântica, dialogando com o passado musical brasileiro sem cair na nostalgia.

Para os adeptos de sonoridades mais cruas e alternativas, o festival assegurou a presença dos Bassvictim e das Horsegirl. A dupla londrina Bassvictim aposta numa mistura visceral de eletrónica de club com uma atitude punk e baixos pesados, oscilando entre a euforia e a intimidade. Já as Horsegirl recuperam o espírito do indie rock da década de 1990, apresentando-se com guitarras ruidosas, minimalismo e uma escrita emocionalmente honesta.

Estes seis novos nomes juntam-se a um cartaz que já contava com pesos pesados como os veteranos da eletrónica UNDERWORLD, a energia punk dos Amyl and The Sniffers e o fenómeno indie Wet Leg. O alinhamento inclui ainda Benjamin Clementine, CMAT, Aldous Harding, Kurt Vile & The Violators, entre outros projetos nacionais e internacionais como Capitão Fausto e Milhanas.

Os passes gerais para garantir o regresso ao “habitat natural da música” já se encontram à venda nos locais habituais e na plataforma DICE, com o custo de 130€.

Câmara de Amares investe 2,45 milhões na renovação de dois centros escolares

Município avança com concurso público de 2,45 milhões de euros para requalificar infraestruturas e recreios em Amares e Rendufe.

A Câmara Municipal de Amares aprovou, na reunião do executivo realizada na semana passada, a abertura de um concurso público destinado à remodelação de dois estabelecimentos de ensino. A autarquia prepara-se para mobilizar um investimento global de cerca de 2.450.000€ para as obras de beneficiação do Centro Escolar Dom Gualdim Pais, na sede do concelho, e do Centro Escolar do Vale do Homem, em Rendufe.

Esta empreitada tem como foco central a modernização das infraestruturas existentes, garantindo melhores condições de conforto e sustentabilidade para toda a comunidade educativa. O plano de trabalhos prevê intervenções profundas ao nível da eficiência energética, onde se destaca a reabilitação das coberturas e o novo revestimento das paredes exteriores. A modernização estende-se ao interior, com a substituição integral da iluminação e a instalação de sistemas de aquecimento e arrefecimento, complementados pela colocação de painéis fotovoltaicos para produção de energia.

Para além da vertente estrutural e energética, o projeto contempla uma requalificação significativa dos espaços exteriores. A zona envolvente às escolas será alvo de arranjos que incluem a instalação de novos equipamentos lúdico-desportivos nos recreios, visando promover a atividade física e o lazer dos alunos em segurança.

Em termos orçamentais, a intervenção no Centro Escolar Dom Gualdim Pais, em Amares, absorverá a maior fatia do investimento, num total de 1,5 milhões de euros, enquanto a obra no Centro Escolar do Vale do Homem, em Rendufe, está orçada em 950.000€. Na mesma sessão, o executivo municipal sinalizou ainda a continuidade desta estratégia de renovação, aprovando o projeto de execução para a futura remodelação do Centro Escolar de Ferreiros.

Ramalde recebe 50 câmaras de videovigilância para travar vaga de furtos

Aumento da pequena criminalidade leva Câmara do Porto a instalar videovigilância na freguesia de Ramalde.

A freguesia de Ramalde, no Porto, vai ser equipada com 50 câmaras de videovigilância. A medida insere-se na terceira fase do programa municipal de segurança e surge como resposta ao aumento da pequena criminalidade naquela zona da cidade. A decisão foi confirmada após uma reunião entre o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, a presidente da Junta de Freguesia, Patrícia Rapazote, e representantes da PSP e da Polícia Municipal.

Apesar de ainda não existir uma data definida para a instalação dos equipamentos, a autarquia garantiu que a intervenção será acompanhada por um reforço da iluminação pública. Segundo Pedro Duarte, o objetivo é criar um efeito dissuasor face aos incidentes reportados, que se concentram sobretudo em furtos a viaturas e em zonas comerciais. O autarca ressalvou, no entanto, que não se verifica um cenário de criminalidade violenta ou grave.

A presidente da Junta de Freguesia aproveitou o encontro para sublinhar a necessidade de mais meios humanos, alertando que Ramalde passou de três esquadras para apenas uma. Patrícia Rapazote confirmou já ter solicitado ao Ministério da Administração Interna um reforço do policiamento e, paralelamente, enviou um ofício à Metro do Porto a pedir o aumento de vigilantes nas estações.

O executivo municipal abordou ainda a implementação das fases anteriores do sistema de videovigilância, que abrangem a Baixa, o Centro Histórico, a Asprela e Campanhã. Pedro Duarte reconheceu a existência de falhas informáticas nestes equipamentos, mas assegurou que as questões técnicas estão em fase de resolução. O município anunciou ainda a intenção de estabelecer um protocolo com uma instituição de Ensino Superior para obter dados científicos e rigorosos sobre a criminalidade no Porto.

A Obra-Prima: novo policial de Daniel Silva chega a Portugal com uma edição especial para os leitores nacionais

A Obra-Prima marca a 25ª aparição do espião Gabriel Allon, a personagem principal preferida do autor.

O autor de livros policiais Daniel Silva está de regresso às prateleiras no início de março com o novo livro A Obra-Prima (título original: An Inside Job), o 25º livro protagonizado pelo espião e restaurador de arte Gabriel Allon. Os fãs já conhecem bem o personagem, principal protagonista da série policial do autor, e, nas cerca de 430 páginas, os leitores portugueses vão poder encontrar arte, mortes e Leonardo da Vinci. E ainda um miminho especial para eles, não fosse o autor filho de pais açorianos.

A WOOK anunciou o lançamento de uma edição especial de A Obra-Prima, editado pela HarperCollins, com lançamento marcado para 3 de março, mas que já está em pré-lançamento. Esta edição especial está disponível em capa dura e sobrecapa, e páginas pintadas. Mas o que a torna realmente especial é o autógrafo exclusivo do autor para os fãs portugueses.

a obra prima daniel silva ed esp

Em A Obra-Prima, ficamos a saber que “Gabriel Allon é o escolhido para restaurar um dos quadros mais emblemáticos de Veneza mas, após descobrir o cadáver de uma mulher a boiar nas águas da lagoa veneziana, lança-se numa corrida frenética para recuperar uma obra desconhecida de Leonardo da Vinci. O quadro, um retrato de uma bela jovem, estava escondido sob uma pintura de pouco valor atribuída a um artista desconhecido. que estava esquecida há mais de um século num depósito dos Museus do Vaticano. Como ninguém sabe que Leonardo está ali, ninguém sabe do seu desaparecimento.“. Mas como Daniel Silva habitou os leitores, há um plot twist: “ninguém à exceção dos criminosos por trás do roubo e da misteriosa mulher cujo cadáver Gabriel descobriu nas águas de Veneza. Uma mulher sem nome. Uma mulher sem rosto.“.

O livro em edição especial custa 22,41€, já com um desconto de 10% aplicado.

Os gigantes do futebol português

Portugal pode não ter a dimensão de outras potências europeias, mas no futebol sempre jogou acima do peso. Ao longo de décadas, os clubes portugueses construíram uma reputação que ultrapassa fronteiras, misturando títulos, talento e uma capacidade única de influenciar o jogo muito para lá do território nacional. Benfica, FC Porto e Sporting não são apenas símbolos internos. São marcas globais que ajudaram a moldar o futebol moderno, dentro e fora das quatro linhas.

Hoje, o impacto desses clubes sente-se na forma como o futebol português é consumido e analisado em todo o mundo. Adeptos seguem jogos ao minuto, comparam estatísticas, debatem transferências e recorrem às melhores casas de apostas como parte de um acompanhamento moderno e informado do futebol, algo comum nas grandes ligas europeias e que reforça a dimensão internacional dos clubes portugueses.

Benfica: o peso da história e da massa adepta

O Sport Lisboa e Benfica é, sem discussão, o clube mais popular e titulado de Portugal. Fundado em 1904, soma 38 campeonatos nacionais, recorde absoluto da Primeira Liga, além de 26 Taças de Portugal, 8 Taças da Liga e 10 Supertaças. São números que colocam o clube encarnado entre os mais vencedores da Europa em termos domésticos.

Mas foi nos anos 60 que o Benfica entrou definitivamente na história do futebol mundial. As conquistas da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1961 e 1962, lideradas por Eusébio, deram a Portugal uma projeção internacional inédita. O Benfica tornou-se sinónimo de futebol ofensivo, talento africano e competitividade europeia, influenciando gerações de clubes e jogadores.

Outro fator decisivo é a sua base social. O Benfica figura nos livros de recordes como um dos clubes com mais sócios do mundo, um dado que explica a sua força mediática e comercial. Essa massa adepta espalhada por vários continentes ajudou a levar o futebol português a mercados onde antes era praticamente desconhecido.

FC Porto: ganhar fora do eixo tradicional

Se o Benfica representa a tradição popular, o FC Porto simboliza a capacidade de desafiar gigantes. Fundado em 1893, o clube azul e branco construiu um palmarés internacional único em Portugal. Conquistou duas Ligas dos Campeões (1987 e 2004), duas Taças UEFA/Liga Europa (2003 e 2011), uma Supertaça Europeia e duas Taças Intercontinentais.

A vitória de 2004 na Liga dos Campeões, sob o comando de José Mourinho, foi um choque para o futebol europeu. Um clube fora das ligas mais ricas venceu colossos com organização, estratégia e eficácia. Esse título mudou a perceção sobre o que clubes “médios” podiam alcançar e lançou Mourinho como um dos treinadores mais influentes do futebol moderno.

O Porto também se tornou referência em gestão desportiva. A capacidade de identificar talentos, valorizá-los e vendê-los por valores elevados tornou-se um modelo estudado internacionalmente. Clubes de vários países passaram a olhar para Portugal como um mercado estratégico, muito por causa do sucesso do FC Porto nesse campo.

Sporting: a fábrica que exporta estrelas

O Sporting Clube de Portugal, fundado em 1906, tem um impacto global diferente, mas igualmente profundo. O clube de Alvalade é conhecido como uma das maiores academias de formação do mundo. Dali saíram jogadores que marcaram o futebol internacional, com destaque absoluto para Cristiano Ronaldo, cinco vezes Bola de Ouro.

A lista de talentos formados no Sporting inclui ainda nomes como Luís Figo, Ricardo Quaresma, João Moutinho e Bruno Fernandes. Estes jogadores não só brilharam em grandes ligas, como ajudaram a reforçar a imagem de Portugal como um dos maiores produtores de talento do futebol mundial.

O modelo de formação do Sporting tornou-se referência internacional, influenciando clubes que passaram a investir mais seriamente em academias, metodologias de treino e acompanhamento psicológico dos jovens atletas.

Rivalidades que venderam o futebol português ao mundo

As rivalidades entre os grandes clubes portugueses também tiveram impacto global. O Dérbi de Lisboa, entre Benfica e Sporting, é um dos mais antigos da Europa, enquanto o clássico entre Benfica e FC Porto se tornou um dos jogos mais intensos do continente.

Estes confrontos ajudaram a criar narrativas fortes, audiências internacionais e uma identidade própria para o futebol português. A tensão, a história e a importância desportiva destes jogos contribuíram para colocar Portugal no mapa mediático do futebol mundial.

Clubes históricos fora dos três grandes

Apesar do domínio de Benfica, Porto e Sporting, outros clubes também deixaram marca. O Boavista FC, campeão em 2000/01, protagonizou uma das maiores surpresas do futebol europeu moderno. Já o Belenenses, campeão nacional em 1945/46, foi peça-chave na consolidação inicial do futebol profissional em Portugal.

Estes exemplos mostram que o futebol português sempre teve espaço para histórias improváveis, algo que aumenta o seu valor cultural e histórico.

Exportação de jogadores e treinadores

Um dos maiores contributos de Portugal para o futebol mundial é a exportação constante de jogadores e treinadores. Atletas formados ou valorizados em clubes portugueses tornaram-se figuras centrais nas principais ligas do mundo. O mesmo aconteceu com treinadores, com nomes como José Mourinho a influenciarem profundamente o futebol moderno.

Este fenómeno transformou Portugal numa ponte estratégica entre mercados emergentes e o topo do futebol europeu, reforçando a influência global dos seus clubes.

Um legado que vai além dos troféus

Os clubes mais famosos de Portugal não mudaram o futebol mundial apenas com títulos. Mudaram-no com ideias, talento, modelos de gestão e histórias que provaram que um país pequeno pode competir com gigantes. Benfica, FC Porto e Sporting ajudaram a redefinir o que é possível no futebol europeu e continuam a influenciar o jogo muito para lá das fronteiras nacionais.

O futebol mundial não se explica sem Portugal. E essa influência começa, sempre, nos clubes.

SkyShowtime aumenta preços em Portugal

A SkyShowtime justifica esta revisão de preços com a necessidade de continuar a investir na melhoria da experiência do utilizador e no reforço do catálogo.

A SkyShowtime anunciou uma atualização de preços no seu serviço, que resultará, como seria de esperar, num encarecimento de todas as modalidades de subscrição disponíveis. E já a partir de 24 de fevereiro ou em datas posteriores, dependendo do ciclo de faturação de cada cliente.

Na prática, os assinantes da plataforma de streaming vão deparar-se com aumentos que rondam, na maioria dos casos, os 2€ mensais. O plano mais acessível, o Standard com anúncios, passará dos atuais 4,99€ para 6,99€. Por sua vez, a subscrição Standard (sem publicidade) sofre um agravamento idêntico, subindo de 6,99€ para 8,99€ mensais. Já a modalidade Premium, que oferece a qualidade de imagem mais elevada e mais ecrãs simultâneos, passará a custar 12,99€, face aos anteriores 10,99€.

É importante salientar que nem os clientes que aderiram à campanha de lançamento “Half Price for Life” (Metade do Preço para Sempre) ficarão isentos desta atualização. Embora o benefício promocional de pagar apenas 50% do valor de tabela se mantenha, o desconto passará a incidir sobre o novo preço base. Consequentemente, estes utilizadores verão a sua fatura mensal aumentar de 3,49€ para 4,49€.

Para quem subscreveu o serviço através de lojas de aplicações, como a Apple App Store ou a Google Play, a notificação sobre a alteração será enviada diretamente pelos respetivos fornecedores. Relativamente aos utilizadores que tenham ofertas promocionais ativas – como a campanha de seis meses que decorreu no final do ano passado ou planos pré-pagos -, o preço atual manter-se-á inalterado até ao fim do período promocional contratado. Apenas no momento da renovação automática, após o término dessa oferta, é que será aplicado o novo preçário.

A SkyShowtime justifica esta revisão de preços com a necessidade de continuar a investir na melhoria da experiência do utilizador e no reforço do catálogo. Desde a sua chegada ao mercado, o serviço tem apostado no aumento do volume de conteúdos, incluindo produções originais, coproduções e a aquisição de filmes e séries exclusivas de grandes estúdios internacionais. Para sustentar este crescimento e garantir a qualidade do entretenimento oferecido, a plataforma avança agora com este ajuste financeiro.

JLab Go Party Review: diversão portátil a preço acessível

A JLab Go Party é uma coluna resistente, luminosa e surpreendentemente competente para festas improvisadas e uso descontraído.

O mercado de altifalantes portáteis esta recheado de ofertas. Umas mais caras, outras mais baratas, outras mais potentes e outras menos potentes. E não é de estranhar que a JLab tenha a sua própria oferta, a Go Party, que promete som potente, funcionalidades divertidas e iluminação RGB para animar o visual.

Tal como é habitual nestes produtos, a JLab Go Party apresenta-se num formato cilíndrico, envolvido por uma malha de tecido resistente que transmite uma sensação de qualidade acima do que o preço faria prever. No topo, um aro de iluminação RGB dá-lhe aquele toque festivo, alternando entre cores e padrões que acompanham a música. A sua construção também inspira confiança, com extremidades em borracha, botões dedicados para ligar, avançar, recuar e emparelhar através do Bluetooth, e um comando que se destaca. O dial multifunções é o elemento mais curioso, servindo para ajustar o volume, fazer play/pause e ativar o LabSync. No topo, há ainda uma pequena pega em borracha que apesar de não ser ajustável, acaba por ser prática, e o tom azul‑água combina com o logótipo da marca colocado verticalmente perto da base.

Os radiadores passivos estão posicionados em ambas as extremidades, embora apenas o inferior fique visível, e o superior está escondido sob o painel de controlo. A porta USB‑C é única e vem protegida por uma tampa de borracha para evitar surpresas indesejadas quando a coluna apanha água. Com 660 gramas, as suas dimensões são muito semelhantes a de uma garrafa.

JLab Go Party
JLab Go Party

A JLab Go Party conta com suporte para a tecnologia LabSync, que permite ligar até 100 colunas JLab Go Party em simultâneo, criando som e efeitos de luz sincronizados por várias divisões ou até em espaços exteriores. Para um produto deste preço, isto é mesmo impressionante e coloca a JLab à frente de muitas marcas que nem sequer oferecem emparelhamento entre várias colunas.

A Go Party conta ainda com a certificação IP56, o que significa que aguenta salpicos, derrames e até uma chuvada ligeira, ou seja, parece ser perfeita para festas junto à piscina, idas à praia ou aventuras ao ar livre. Não é, no entanto, submersível como alguns modelos concorrentes. A iluminação RGB é mais elaborada do que esperava, com vários padrões pré-definidos e a opção de sincronizar com o ritmo da música. Através da aplicação da JLab, é possível ajustar cores, brilho ou simplesmente desligar tudo para poupar a bateria. Na mesma aplicação encontramos também três perfis de equalização de 10 bandas, o JLab Signature, Balance e Bass Boost, para além da possibilidade de criar um perfil totalmente personalizado.

Agradeço especialmente a opção de silenciar as vozes demasiado dramáticas dos avisos… embora, ironicamente, acabem por ser úteis em algumas situações. Na secção My JLab, há ainda uma coleção de sons ambiente, desde pássaros a ondas do mar. Não é algo que eu procurasse, mas também não incomoda. Existe também uma ferramenta de “burn‑in” caso sejam ligados uns auscultadores da marca. As opções de poupança de bateria são muito bem-vindas, tal como os atalhos que nos recorda os controlos físicos da coluna. No geral, a aplicação não tenta impressionar com os habituais efeitos visuais, mas é simples, clara e fácil de utilizar.

A ligação Bluetooth 5.3 é rápida e estável, sem grandes complicações, com a sincronização com o smartphone a ser feita assim que ligamos a coluna, sem necessidade de passos adiconais. A aplicação acrescenta funcionalidades úteis, embora não seja tão interessante, ou completa, como as aplicações da Sony ou da JBL. A capacidade de sincronizar até 100 colunas é claramente exagerada para a maioria das pessoas, mas mesmo com duas ou três já se consegue criar um ambiente sonoro envolvente para festas. Quanto aos modos de iluminação RGB, são divertidos sem se tornarem excessivos. O modo de sincronização com a música funciona bem na maior parte do tempo, embora às vezes se engane em passagens mais suaves. Os modos de cor fixa são mais consistentes e continuam a dar aquele toque festivo.

JLab Go Party
JLab Go Party

Som com potência moderada, iluminação RGB e até 16 horas de autonomia num corpo compacto e resistente à água. A Go Party cumpre mesmo o que promete em termos de autonomia, uma vez que consegui utilizá‑la um dia inteiro a volumes médios sem qualquer falha. Conta com uma gestão de energia bem pensada, com indicadores claros na aplicação, que nos mostrar a carga restante. Com as luzes desligadas, a autonomia chega às 16 horas anunciadas, desde que não passemos dos 50% de volume. Com a iluminação ligada, a autonomia caiu para perto das 8 horas. E quando é necessário recarregar, o carregamento demora sensivelmente 3 horas, e é efetuado através da sua porta USB‑C. Não é o mais rápido do mercado, mas também não compromete. A função de desligar automático ajuda a poupar energia quando a coluna fica esquecida, e a aplicação mantém tudo transparente para não sermos apanhados desprevenidos.

No interior da JLab Go Party encontramos dois drivers full‑range de duas polegadas e dois radiadores passivos do mesmo tamanho. Os 10W de potência chegam perfeitamente para encher uma sala de média dimensão ou um espaço exterior sem esforço. A assinatura sonora é assumidamente festiva, com graves à frente, muita energia e um perfil pensado para sobressair no meio do barulho ambiente. De origem, o modo “JLab Signature” carrega nos graves, o que dá bastante vida à musica eletrónica, hip‑hop e pop, embora as frequências médias fiquem um pouco escondidas. O modo “Balance” traz as vozes e instrumentos acústicos mais para a frente, enquanto o “Bass Boost” reforça ainda mais o impacto dos graves. E para ser sincero, tudo soa algo metálico e pouco convincente até ativar o esse Bass Boost, que acaba por equilibrar melhor o conjunto, oferecendo graves muito interessantes e vozes mais nítidas.

Os radiadores passivos ajudam a criar uma sensação de palco sonoro mais amplo do que seria de esperar numa coluna mono que custa pouco mais de 60€, espalhando o som de forma uniforme. No entanto, quando se começa a puxar demasiado pelo volume, a distorção torna‑se muito evidente.

JLab Go Party
JLab Go Party

A JLab Go Party cumpre exatamente aquilo a que se propõe, que é oferecer funcionalidades divertidas e um desempenho interessante por um preço bastante acessível. Não é uma coluna pensada para audiófilos, mas funciona lindamente como solução prática para convívios, festas improvisadas ou simples momentos de música descontraída. Por 60,98€, parece-me uma boa proposta para quem precisa de um altifalante portátil, sem ter de gastar muito dinheiro.

Recomendado - Echo Boomer

Este produto foi cedido para análise pela JLab

realme regressa ao estatuto de submarca da OPPO

Após estruturação interna com cortes de pessoal, a integração operacional marca uma nova fase da empresa chinesa.

A realme, que durante anos operou com relativa autonomia apesar das suas origens no grupo BBK Electronics, que entretanto foi extinta em 2023, prepara‑se para uma mudança estrutural profunda: tal como aconteceu anteriormente com a OnePlus, voltará a ser oficialmente uma submarca da OPPO. A decisão veio agora confirmar os rumores que circulam desde o início de 2026, pondo fim ao período em que a marca tentava afirmar‑se como fabricante independente.

De acordo com as informações disponibilizadas, a integração já está em curso e inclui cortes significativos de pessoal. Departamentos de marketing e serviços em mercados estratégicos, como a Índia, estão a ser encerrados, passando a gestão dessas áreas para estruturas centralizadas da OPPO. Apesar da reestruturação, Sky Li, fundador e CEO da realme, manter‑se‑á no comando da marca.

O futuro, contudo, é incerto para muitos trabalhadores, e até para a própria identidade da realme. A empresa enfrenta uma queda acentuada nas vendas, situação que também afeta a OnePlus, cuja continuidade tem sido alvo de especulação. Informações recentes sugerem que vários dispositivos planeados pela OnePlus terão sido cancelados devido ao fraco desempenho comercial.

A integração da realme na OPPO poderá permitir uma maior racionalização de recursos e sinergias tecnológicas, mas resta saber se a marca conseguirá preservar o posicionamento competitivo que a tornou popular entre consumidores jovens e orientados para o desempenho. O impacto desta mudança no portefólio de produtos deverá tornar‑se mais claro ao longo do ano.

Philips Evnia 32M2N8900 Review: Orientado para gaming, mas passa bem por monitor de escritório

Este Philips Evnia 32M2N8900 brilha no escuro, mas os mais entusiastas podem dizer que “sofre de dia”. Ainda assim, com 4K, 240Hz e cores incríveis, será perfeito para muita gente.

Antes de mais, um pouco de contexto. Quando o Echo Boomer foi criado, em 2017, a minha ferramenta de trabalho era um portátil da Lenovo, com uma bateria francamente má e que me obrigava, basicamente, a ter o portátil sempre ligado à corrente. E quando surgiu a oportunidade de ter um iMac – curiosamente um modelo também de 2017 – não pensei duas vezes, até porque o preço era imbatível para a altura e perceberia, finalmente, se me iria adaptar ao sistema operativo da Apple.

A adaptação foi facílima, tanto que nunca mais voltei ao Windows. Mas o iMac, que é basicamente um computador all in one, sofreu com o efeito de ghosting no ecrã. Para quem não sabe, trata-se de um “fenómeno” visual que ocorre em ecrãs, quando a imagem anterior deixa um rasto fantasma ao mover-se rapidamente. Este efeito surge devido à lentidão na mudança de cor dos pixels, tornando visíveis borrões ou duplicações temporárias, especialmente em jogos ou vídeos de alta velocidade. É mais frequente em ecrãs LCD, mas pode ser minimizado com tecnologias que aceleram a resposta dos pixels.

Como a minha experiência de utilização se degradou bastante, fui obrigado a duas coisas: arranjar um novo computador… e um novo monitor. Rapidamente concluí que voltar a um portátil não seria solução, mas que algo interessante seria apostar num Mac Mini – o que tenho hoje é o modelo mais atual -, pois percebi que, dado os temas aos quais dedico atenção aqui no site, este transportável computador permitiria-me trabalhar em qualquer lugar, desde que o pudesse ligar a um qualquer monitor ou Smart TV à minha disposição.

Mas em casa, na minha secretária, precisava de um monitor. Comecei por ter um AOC U28P2A, depois passei para um da INNOCN. Cada um tinha os seus problemas, mas safavam o meu dia-a-dia. Porém, senti necessidade de elevar o nível, e foi precisamente isso que aconteceu com o Philips Evnia 32M2N8900.

Philips Evnia 32M2N8900

Quando me convidaram a experimentar um monitor da Philips, tinha alguns requisitos: preferencialmente elevar a qualidade de imagem face aos anteriores, manter – ou aumentar – o tamanho do ecrã, ecrã OLED e, muito importante, tecnologia antirreflexo – já explico. Foi assim que percebi que, mesmo para o meu caso, que não sou, de todo, um gamer, a solução surgia na linha de monitores gaming da Philips, a Evnia, com o 32M2N8900, e não na gama de produtividade, como originalmente pensei.

Mas logo por aqui, percebe-se que, mesmo quem não é gamer, irá usufruir de todas as mais-valias da gama Evnia face aos monitores de gamas de produtividade. Ou seja, são ótimos para trabalhar.

Uma das mais-valias é a sua camada antirreflexo. Se, como eu, têm o escritório improvisado na sala de estar, é um requisito fundamental num monitor. Durante muito tempo, tive de trabalhar na sala enquanto os estores estavam todos para baixo, impedindo-me de usufruir das vistas para o campo. Atualmente, posso ter toda a luminosidade a entrar que não me causa qualquer dificuldade no meu trabalho diário, ou mesmo quando estou a ver vídeos ou a jogar. Para mim, é um game changer.

A experiência com o Philips Evnia 32M2N8900 começa muito antes de ligarmos o ecrã, mais precisamente no momento em que nos deparamos com a embalagem, que foge ao padrão convencional ao apresentar-se num cartão violeta de abertura lateral, facilitando imenso o acesso ao equipamento sem termos de o virar de pernas para o ar. Ao pegar na caixa, percebe-se a substância do produto, com um peso bruto total de 13,67 kg, mas, ao desembalar as peças individualmente, nota-se que o ecrã isolado pesa 8,18 kg, subindo para os 9,65 kg quando acoplado ao suporte.

Dentro da caixa, a Philips não poupou nos acessórios, fornecendo um conjunto completo de cabos que inclui HDMI, DisplayPort, USB-A para USB-B e USB-C, garantindo que o utilizador tem tudo o que precisa para arrancar. E, felizmente, montagem do suporte é um processo simples e sem ferramentas.

Mas é ao olhar para o Philips Evnia 32M2N8900 que percebemos que não é um monitor qualquer. A Philips apostou num acabamento em branco e prateado – em detrimento de um padrão mais gaming -, com um suporte que utiliza materiais reciclados com um efeito salpicado, conferindo-lhe um ar moderno e sofisticado que não destoaria num escritório de arquitetura ou num estúdio de design. Já as molduras finas e simétricas remetem para a elegância de equipamentos de uma conhecida marca cujo logo é uma maçã com uma dentada.

No entanto, notei que, apesar do seu suporte metálico pesado em forma de V – e que ocupa bastante espaço -, a estabilidade pode deixar um pouco a desejar. Basta abanarem a mesa/secretária onde o monitor está exposto – seja qual for o motivo – que o “braço” do monitor permite alguma oscilação. Também talvez devido às 32″ de tamanho, que, confesso, não me fizeram qualquer impressão. Tendo passado de um de 27″ para este de 32″, os meus olhos ficaram algo admirados com a diferença de tamanho, mas rapidamente se habituaram e, hoje em dia, considero o tamanho perfeito – para quem gosta de ter duas janelas abertas lado a lado então, é perfeito.

No que toca à funcionalidade diária, o Evnia 32M2N8900 posiciona-se como um excelente híbrido para trabalho e lazer. A inclusão de um switch KVM – permite controlar dois computadores diferentes com apenas um teclado, um rato e um monitor – e de uma porta USB-C com capacidade de fornecimento de energia (Power Delivery de 90W) é uma mais-valia fantástica, pois permite ligar e carregar um portátil de trabalho com um único cabo e alternar periféricos entre o PC de jogos e o computador profissional. Tem, ainda, duas entradas HDMI 2.1, uma entrada DisplayPort 1.4, duas portas USB-A, a já mencionada entrada para USB-C e, por fim, a sempre bem-vinda entrada auxiliar 3.5mm para auriculares com fios.

Por outro lado, a navegação nos menus deixa a desejar. O Evnia 32M2N8900 é daqueles monitores que usa um botão joystick na traseira, o que, honestamente, não é lá muito intuitivo (e sim, mexer neste botão reforça a falta de estabilidade do braço do monitor que mencionei anteriormente), até porque obriga a algum contorcionismo do pulso para o alcançar. Após alguns minutos acaba-se por perceber como funciona, mas mesmo eu, que tenho este monitor há meses, ainda hoje me engano quando quero aceder a alguma função, tendo vários cliques acidentais. E por falar em menus, apesar da interface também não ser a mais interessante, é a partir do OSD (On-Screen Display) que têm as várias opções disponíveis, como Smartimage (onde definem o tipo de perfil de imagem a utilizar), o Modo Jogo, o tipo de entrada, as definições áudio, opções de sistema e, ainda, a opção configurar. Lá está, conseguem sempre fazer o pretendido, mas seria bem mais fácil se a marca apostasse em menus mais intuitivos (e já agora com um comando à parte, porque não?).

Uma das opções dos menus está relacionada com o Ambliglow, que marca aqui presença com uma matriz de LEDs na traseira que projeta luz na parede, expandindo visualmente o conteúdo do ecrã. Confesso que não sou grande utilizador deste sistema dado que uso o monitor principalmente para trabalhar, mas, do que experimentei, funciona bem, ainda que algumas transições de cor possam, por vezes, ter algum atraso.

Quanto ao sistema de som integrado do Evnia 32M2N8900, é composto por duas colunas de 5W e serve apenas para o básico, faltando-lhe a profundidade necessária – nada que um bom par de colunas não resolva – para acompanhar a qualidade visual da imagem. Mas nada que me choque, sinceramente.

Porém, o verdadeiro coração do Evnia 32M2N8900 é, sem dúvida, o seu painel QD-OLED (Quantum Dot OLED) de 32 polegadas com resolução 4K, que é incrível. Aliás, a primeira coisa que salta à vista é a ausência total de luz onde ela não deve estar. E é aí que se percebe que não se está a lidar com um ecrã LED ou IPS normal, uma vez que o preto neste monitor é, literalmente, o ecrã desligado naquele pixel específico.

Ora, isto cria uma profundidade na imagem que é difícil de explicar para quem nunca usou um OLED, mas, basicamente, a sensação é de um contraste infinito. Ou quase.

É importante salientar que o painel usa tecnologia QD-OLED, e isso nota-se na forma como trata as cores. Ao contrário de outros OLEDs que por vezes perdem saturação quando a imagem fica muito brilhante, aqui as cores mantêm uma vivacidade impressionante, profundas e vibrantes como não se vê todos os dias. Os vermelhos e os verdes, por exemplo, são quase agressivos de tão puros que são.

Um receio comum com esta tecnologia costumava ser a leitura de texto, mas a Philips resolveu isso muito bem neste modelo. Podem perfeitamente passar o dia a escrever documentos ou a ler sites – tal como eu faço – que as letras aparecem nítidas e limpas, muito semelhantes ao que teriam num ecrã LCD de alta qualidade. O revestimento do ecrã também ajuda muito aqui. Só vos aconselho é, de noite, ativarem o Modo de LowBlue. Os vossos olhos agradecem.

Este monitor suporta 240Hz, mas, no meu caso, com o meu Mac Mini e recorrendo a um cabo USB-C, consigo uma taxa de atualização de 165Hz. Se preciso de mais? Nem por isso, e provavelmente nem iria sentir assim tanta diferença.

Ah, lembram-se quando falei na camada antirreflexo anteriormente? Na verdade, e se “forçar” a vista a focar-me em certos pontos, eu, no meu caso, consigo ver a minha janela através do ecrã, bem como as árvores. Há quem diga que o calcanhar de Aquiles deste monitor é precisamente a forma como se comporta durante o dia – e que efetivamente brilha mais durante a noite – mas, no meu caso, e tendo em conta as minhas experiências anteriores, não acho nada problemático.

Uma última nota para um dos aspetos mais intrusivos do software do Evnia 32M2N8900: o Pixel Refresh. Para prevenir o burn-in e prolongar a vida útil do ecrã, o sistema sugere uma limpeza de píxeis de vez em quando – ainda não consegui perceber bem quando é que este aviso é apresentado, pois parece-me ser algo aleatório. O problema, porém, reside na forma como é apresentado, através de um pop-up que interrompe o que estamos a fazer. E isto pode ser particularmente chato caso esteja numa reunião virtual ou a assistir a algum evento online.

Como puderam perceber, não usei propriamente o Evnia 32M2N8900 para gaming – nem era esse o intuito desta review, mas sim entender como é que um monitor orientado para jogadores podia funcionar em contexto de trabalho diário. E, mesmo tendo em conta a sua falta de estabilidade e os menus pouco intuitivos, não há mais críticas negativas a apontar.

O melhor de tudo? O preço. Já conseguem encontrar o Philips Evnia 32M2N8900 novo a estrear por pouco mais de 750€ ou, então, versões “recondicionadas” por pouco mais de 710€ e com direito a um desconto extra de 10%, fazendo com que, no final, fique por menos de 640€. Imperdível.

reviews 2021 recomendado

Este produto foi cedido para análise pela Philips

Hama lança luzes noturnas Cozy com duplo sensor e instalação imediata

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Kit de três unidades Cozy chegou ao mercado português por 21,99€.

A Hama revelou as novas luzes noturnas Cozy, uma solução de iluminação automática pensada para quem procura praticidade e autonomia sem recorrer a instalações complexas. O kit inclui três unidades, nove pilhas AAA e autocolantes que permitem fixação direta em qualquer superfície, dispensando ferramentas.

O grande destaque deste modelo é o sensor de dupla funcionalidade, capaz de detetar simultaneamente movimento e luminosidade. Esta combinação evita acionamentos desnecessários e prolonga a vida útil das pilhas, já que as luzes só se ativam quando alguém passa por perto e o ambiente está escuro. Assim, as luzes permanecem desligadas durante o dia e também durante a noite, exceto quando há movimento. Quando ativadas, as Cozy emitem uma luz LED branca quente de 2700K, suficiente para orientar o utilizador sem encandear. A iluminação mantém‑se ligada durante 20 segundos, desligando‑se automaticamente caso não haja novo movimento. A Hama indica ainda uma durabilidade de 50.000 horas, garantindo vários anos de utilização.

As luzes noturnas Hama Cozy já estão disponíveis em Portugal, com um preço recomendado de 21,99€ pelo conjunto de três unidades.

Samsung vai usar a tecnologia NVIDIA G-Sync nas suas TVs e monitores OLED de 2026

Modelos S95H, S90H e S85H recebem tecnologia da NVIDIA para maior fluidez de imagem.

A Samsung anunciou que as suas gamas de televisores e monitores OLED de 2026 passarão a incluir suporte nativo para NVIDIA G‑Sync, reforçando a aposta da marca no segmento gaming. A novidade não causa grande surpresa, já que vários modelos receberam esta funcionalidade através de atualizações no último ano, incluindo a topo de gama S95F. Nos monitores, a tecnologia já é utilizada pela empresa há vários anos.

O NVIDIA G-Sync revela todo o seu potencial quando ligado a um computador equipado com uma placa gráfica NVIDIA, uma vez que as consolas PlayStation 5 e Xbox Series X|S não são compatíveis. A Samsung confirmou a certificação para as TVs S95H, S90H e S85H, bem como para o monitor Odyssey G6.

Os novos modelos de televisão vão oferecer taxas de atualização de até 165Hz nas S90H e S95H, e 120Hz na S85H. Para além do G‑Sync, mantêm compatibilidade com AMD FreeSync Premium Pro e HDMI VRR, garantindo sincronização entre a taxa de frames do sistema e a do ecrã. Na prática, estas tecnologias eliminam fenómenos como tearing e reduzem quebras de fluidez, proporcionando uma experiência mais estável mesmo quando o desempenho do computador varia.

Canon revela edição especial da PowerShot G7 X Mark III

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Modelo comemorativo chega em abril com novo acabamento e logótipo exclusivo.

A Canon prepara‑se para assinalar em grande o 30º aniversário da sua icónica gama PowerShot. Para marcar a data, a marca vai lançar em abril de 2026 uma edição comemorativa da PowerShot G7 X Mark III, distinguida por um novo acabamento e um logótipo criado especialmente para a ocasião.

Desde a estreia da PowerShot 600, em 1996, a família tem acompanhado a evolução tecnológica e as necessidades de diferentes perfis de utilizadores. Ao longo de três décadas, a Canon introduziu inovações que deixaram marca na indústria, como a estabilização de imagem na objetiva Pro90 IS, a captação em RAW na série G e, mais recentemente, a PowerShot V1, o primeiro modelo compacto com ventoinha de arrefecimento integrada para gravações 4K prolongadas.

A edição de aniversário da G7 X Mark III mantém todas as características que tornaram o modelo popular entre criadores de conteúdos, mas apresenta um corpo em tom grafite e um anel frontal com padrão em sarja. O logótipo comemorativo surge impresso na estrutura e a câmara é acompanhada por uma caixa especial. No interior, tudo permanece familiar: sensor CMOS empilhado de 1.0 polegada com cerca de 20,1MP, objetiva luminosa com zoom ótico de 4.2x e funcionalidades pensadas para vídeo, incluindo o modo Video Blog, que simplifica a criação de conteúdos.

Huawei apresenta o WiFi Mesh X3 Pro, o router que une arte e tecnologia

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Novo modelo aposta num design inspirado na natureza e em desempenho WiFi 7 para casas cada vez mais conectadas.

A Huawei revelou o WiFi Mesh X3 Pro, um router que combina desempenho de topo com um design artístico.

O Mesh X3 Pro destaca‑se desde logo pela sua estética invulgar. Inspirado no fenómeno natural golden mountain glow, o router apresenta uma estrutura em acrílico transparente que revela no interior relevos que evocam montanhas iluminadas por tons dourados. A Huawei pretende que o dispositivo funcione não apenas como ferramenta tecnológica, mas também como peça decorativa capaz de valorizar qualquer espaço. Essa experiência visual é reforçada por um sistema de iluminação LED dinâmico, que simula efeitos como o nascer do sol, o entardecer ou a queda de neve. O brilho adapta‑se automaticamente ao ambiente ou pode ser ajustado manualmente, criando uma interação subtil entre luz, tecnologia e atmosfera. A antena metálica transparente, integrada no design, elimina as tradicionais antenas externas sem comprometer a qualidade do sinal.

No interior, o WiFi Mesh X3 Pro aposta no padrão WiFi 7, oferecendo velocidades teóricas até 3,6 Gbps. Esta capacidade permite tirar partido das ligações de fibra gigabit+, garantindo downloads rápidos, streaming em 4K e 8K sem interrupções e jogos online com latência reduzida. A tecnologia Mesh assegura cobertura total da casa, eliminando zonas sem sinal e permitindo roaming contínuo entre diferentes nós da rede. De acordo com a Huawei, o router foi pensado para responder às exigências das famílias modernas, desde o teletrabalho ao entretenimento, passando pela gestão de dispositivos inteligentes.

O Huawei WiFi Mesh X3 Pro chegou ao mercado com um preço recomendado de 249€.

Raspberry Pi sofre novo aumento de preços devido à crise global de memória

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Escalada nos custos da RAM leva a subidas que chegam aos 60 dólares por unidade.

A crise mundial no mercado de memória continua a fazer estragos e a Fundação Raspberry Pi voltou a ajustar os preços dos seus equipamentos. Depois de um primeiro aumento em dezembro de 2025, a instituição confirmou que, dentro de dois meses, os modelos Raspberry Pi 4 e 5 terão novos acréscimos, consequência direta da subida abrupta dos custos da RAM, que dispararam entre 300% e 400% desde o início de 2025.

As versões de 1GB mantêm o preço atual, mas todas as restantes ficam mais caras: mais 10 dólares para os modelos de 2GB, mais 15 dólares para os de 4GB, mais 30 dólares para os de 8GB e um aumento expressivo de 60 dólares para as variantes de 16GB. No caso do Raspberry Pi 5 de 16GB, o valor final em fevereiro de 2026 será de 205 dólares, um acréscimo total de 85 dólares face a novembro de 2025.

Também os Compute Modules e os Raspberry Pi 500 e 500+ serão afetados. O CEO Eben Upton garante, contudo, que os preços serão revistos em baixa assim que a cadeia de abastecimento estabilizar. A atual pressão sobre o mercado resulta sobretudo da procura massiva de RAM por parte de centros de dados dedicados à inteligência artificial, fenómeno que levou fabricantes como a Micron a reorientar a produção e até a descontinuar marcas históricas.

Honor Magic8 Lite Review: Bateria gigante num corpo resistente

O Honor Magic8 Lite destaca‑se pela excelente autonomia e pela construção muito resistente para um modelo económico.

A gama de smartphones mais acessíveis da Honor tem conseguido, ao longo do tempo, conquistar o seu próprio espaço graças à autonomia e a uma robustez que transmite segurança. Ao experimentar o novo Magic8 Lite, a sensação que fica é a de que a marca decidiu elevar um pouco mais a fasquia, com resistência a quedas e a proteção contra água e poeiras, que são do melhor que já vi neste segmento. As certificações IP68 e IP69K colocam-no muito perto do nível do Magic8 Pro, que também chegou recentemente ao mercado.

A filosofia mantém-se muito próxima daquela que já era oferecida pelo Magic7 Lite, e percebe-se que continua a ser um modelo pensado originalmente para o mercado chinês, mas com alguns ajustes para agradar ao público europeu, sobretudo no que toca à bateria, que foi mantida dentro dos limites legais de importação. Com preço a começar nos 399€, o Magic8 Lite posiciona-se frente a frente com equipamentos como o Redmi Note 15 Pro+ 5G, que também conta com a mesma filosofia baseada na resistência e na durabilidade.

Honor Magic8 Lite
Honor Magic8 Lite

No passado, a Honor insistia em utilizar vidro com as bordas curvas, mas, com o Magic8 Lite, a marca decidiu mudar de abordagem, uma vez que, agora, tanto a frente, como a traseira, são planas, e a moldura mais quadrada aproxima-o visualmente do modelo topo de gama. Até o módulo das câmaras, com aquela borda serrilhada, segue a mesma linha. O resultado é um telemóvel com um ar muito mais atual e, sinceramente, não diria à primeira vista que pertence a uma gama mais económica. A construção continua a recorrer ao policarbonato, tanto na estrutura como na traseira, mas os acabamentos são suficientemente bem conseguidos para enganar à distância. Melhor ainda, não ficam cheios de dedadas ao mínimo toque.

A unidade que recebi para teste veio em Verde Floresta, e a verdade é que fiquei rendido. Não é tão chamativa como o Marrom Avermelhado, mas tem muito mais presença do que o Preto Meia‑Noite. Curiosamente, estas cores não têm grande ligação às do Magic8 Pro, o que faz sentido se pensarmos que este modelo é, na prática, o Honor X9d chinês adaptado para a Europa, e não um projeto desenvolvido lado a lado com o topo de gama. A nova estrutura plana melhora bastante a forma como o telefone assenta na mão, sem o tornar mais volumoso. Aliás, a Honor até conseguiu torná-lo ligeiramente mais fino. Com 7,9 mm, supera muitos topos de gama atuais. É verdade que ganhou alguns gramas face ao seu antecessor. E apesar de tudo isto, continua a ser um verdadeiro tanque de guerra, já que a marca garante que aguenta quedas de até 2,5 metros em cimento e resiste tanto a mergulhos prolongados em água fria, como a contactos rápidos com água quente. Poucos smartphones conseguem sobreviver a uma lavagem rápida em água quente sem protestar. O Corning Gorilla Victus 2 da frente também se manteve impecável durante todos os testes. E para quem procura tranquilidade sem gastar demasiado, é difícil encontrar algo tão convincente, que até permite ser utilizado com os dedos molhados. Num aparelho deste preço, é quase um luxo inesperado.

A ligeira expansão do ecrã de 6,79 polegadas no Magic8 Lite, em comparação ao seu antecessor, deve‑se unicamente às margens mais finas, que desta vez têm apenas 1,3 mm. Na prática, isso traduz‑se numa proporção ecrã‑corpo de 94,6%, que quase preenche a mão inteira quando o seguro. A resolução 2640×1200 parece-me adequada e tem suporte para taxa de atualização variável entre 60 e 120Hz, que já é comum nos modelos mais acessíveis, mas que, aqui, funciona de forma particularmente fluida, acelerando assim que há movimento no ecrã. O painel AMOLED oferece aquilo que toda a gente espera, com cores intensas, contraste forte e aquele impacto visual que faz jogos e filmes ganharem outra vida. Os habituais modos de cor e ajustes de temperatura continuam disponíveis nas definições, e os modos de proteção ocular da Honor passaram finalmente para um menu próprio, o que torna mais claro o efeito de cada opção no cansaço visual.

O suporte para HDR, que antes era quase irrelevante na linha Lite, faz finalmente a diferença. O Magic8 Lite lida muito bem com conteúdos da Netflix e do YouTube. Não posso confirmar os alegados 6000 nits de brilho máximo em HDR, mas a visibilidade no exterior impressionou‑me, sobretudo quando o utilizei numa manhã fria em Lisboa, sem qualquer dificuldade em ver o que estava no ecrã. Já o áudio segue a mesma configuração de sempre, com uma coluna virada para baixo e o altifalante de chamadas a complementar. O volume atinge níveis interessantes sem destruir por completo os detalhes da música. Como seria de esperar, os graves são limitados, mas não senti falta de auscultadores para ver vídeos rápidos nas redes sociais.

Honor Magic8 Lite
Honor Magic8 Lite

A Honor tem mantido praticamente a mesma configuração de câmara traseira na linha Lite ao longo das últimas três gerações. Com o Magic8 Lite, a empresa manteve o sensor de 108MP com OIS do seu antecessor e que é acompanhado pela já “cansada” lente ultra‑angular de 5MP. Tirando alguns ajustes internos no processamento de imagem, não encontrei nada que já não tivesse visto nos modelos anteriores. O sensor ultra‑angular continua a apanhar uma boa parte da cena que se quer fotografar, mas perde-se completamente quando se trata de texturas e detalhes mais finos. A gama dinâmica é mais limitada do que a da câmara principal, a exposição tende a estourar facilmente e o ruído aparece mesmo em interiores bem iluminados. É o tipo de lente que, honestamente, a maioria dos utilizadores acabará por ignorar.

No entanto, a câmara principal do Magic8 Lite comporta-se muito melhor. A abertura f/1.8 permite-lhe captar bastante luz em exteriores e a Honor acertou no equilíbrio de cores, sem saturação exagerada ao estilo Instagram, mas também não cai no extremo oposto de imagens sem vida. A gama dinâmica é apenas aceitável para o segmento e, embora o sensor reduza automaticamente os 108MP para 12MP, a quantidade de detalhe é razoável. A estabilização ótica ajuda, mas não o suficiente para o destacar de forma clara face aos rivais diretos, seja de dia ou de noite. O zoom 2x e 3x continua a depender de recorte do sensor e agrupamento de pixeis. Achei o zoom de 3x mais convincente do que o de 2x, com imagens mais nítidas e definidas. Ainda assim, nenhum deles brilha em cenários noturnos, com ruído que aumenta significativamente e as luzes mais altas ficam facilmente queimadas. O modo noturno dá uma ajuda, mas está longe de fazer milagres.

Por fim, a câmara frontal de 16MP, que também usa foco fixo, oferece cores decentes e detalhe suficiente quando a luz é boa. Cumpre perfeitamente para videochamadas e selfies ocasionais, mas não me consegue impressionar.

A Honor ainda não conseguiu alinhar totalmente o software em toda a sua gama Android. Isso nota‑se no Magic8 Lite, que chega com o Magic OS 9, baseado no Android 15, uma geração atrás do que aquilo que encontramos no Magic8 Pro. E dependendo do ponto de vista, isso até pode jogar a seu favor. A Honor tem seguido uma linha muito inspirada no iOS 26 nas suas interfaces mais recentes, com vários elementos visuais ao estilo Liquid Glass, mas nada disso aparece aqui. O aspeto é mais simples e direto, e pessoalmente achei-o mais intuitivo.

Em termos de funcionalidades, não há grandes novidades: o Magic Capsule continua presente no recorte da câmara frontal, oferecendo controlos básicos como música e temporizadores, mas sem ir muito além disso. Já o Magic Portal, que reconhece o contexto, revelou‑se mais prático, e permite alternar rapidamente entre textos ou imagens de diferentes aplicações. No resto, tudo soa familiar, com opções razoáveis de personalização do ecrã inicial, muitos widgets da própria Honor e a integração habitual com o Google Gemini. A inteligência artificial marca presença nas traduções, nas transcrições de áudio e nos resumos automáticos de texto, e a galeria inclui algumas ferramentas de edição generativa. Nada particularmente surpreendente, mas tudo funciona de forma competente.

Mesmo não sendo um modelo que vá receber tanta atenção como os topos de gama da marca, o Magic8 Lite vai contar com seis anos de atualizações do sistema operativo Android e seis anos de atualizações de segurança. Para um telemóvel que se considera acessível, isso coloca-o em boa posição no universo Android, aproxima-o daquilo que é oferecido pela Google e pela Samsung.

Honor Magic8 Lite
Honor Magic8 Lite

A indústria anda ocupada a tentar aumentar a capacidade das baterias, e as marcas chinesas estão claramente na dianteira. Embora muitas concentrem esses avanços nos modelos mais caros, a Honor decidiu levar a tecnologia de silício‑carbono também para a gama mais acessível. O resultado é que o Magic8 Lite conta com uma bateria de 7500mAh, que é provavelmente a maior bateria que podemos encontrar oficialmente em Portugal, dentro da sua faixa de preço. Sem grandes cuidados, consegui utilizar este equipamento durante dois dias, antes de precisar de o ligar ao carregador. Com algumas preocupações, três dias de utilização são perfeitamente possíveis, e só quem passa horas a jogar deverá ver a bateria a cair mais depressa nas primeiras 24 horas. E quando é preciso carregar, basta utilizar a sua porta USB-C para o efeito, e com até 66W de potência. No entanto, é preciso ter um carregador compatível, já que a Honor não o inclui na caixa. Uma carga completa demora cerca de 75 minutos, e meia hora chega para ter energia para metade da bateria.

No seu interior, o Honor Magic8 Lite conta com o Qualcomm Snapdragon 6 Gen 4, que é acompanhado por 8GB de RAM e 512 GB de armazenamento interno, que a meu ver é mais do que suficiente para o dia a dia. Ainda assim, convém lembrar que estamos perante um telemóvel acessível. O desempenho não impressiona e os testes colocam-no ao nível de outros modelos na faixa dos 400€. No uso real, senti apenas que as aplicações demoram um pouco mais a abrir e que as imagens carregam ligeiramente mais devagar ao navegar na web. Nada que estrague a experiência, mas quem vier de um equipamento antigo, mais potente, vai notar a diferença. As animações mantêm-se fluidas e a divisão de ecrã para multitarefa continua perfeitamente utilizável. No entanto, se a ideia é utiliza-lo em jogos, o melhor é optarem por outra solução. Alguns jogos mais básicos são executados sem grandes problemas, mas caso experimentem jogos mais exigentes, como o PUBG Mobile ou Call of Duty: Mobile, irão notar claramente que este dispositivo não foi pensado para esse intuito.

Honor Magic8 Lite
Honor Magic8 Lite

Com o desempenho apenas a ser adequado para o preço e com sensores fotográficos que já começam a acusar alguma fadiga, o Magic8 Lite acaba por surpreender em outros aspetos que, para mim, pesam bastante mais no uso diário. A sensação de robustez é algo que, simplesmente, não é habitual encontrar neste segmento, e a bateria colossal, capaz de aguentar três dias longe da tomada, transforma‑o num companheiro fiável como poucos.

O facto de trazer uma versão do Android antiga não me parece um problema sério quando a marca promete seis anos de atualizações. E embora o seu sensor ultra‑angular não brilhe, a câmara principal continua a entregar resultados perfeitamente aceitáveis para um equipamento nesta faixa de preço.

Este dispositivo foi cedido para análise pela Honor.

iRobot volta a conquistar os portugueses e recebe Escolha do Consumidor 2026

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Marca mantém liderança nos robôs aspiradores com elevada satisfação dos utilizadores.

A iRobot voltou a ser distinguida com o prémio Escolha do Consumidor 2026, reforçando a sua posição como marca de referência no mercado de robôs aspiradores em Portugal. A distinção, atribuída pela ConsumerChoice, resulta de um processo de avaliação que envolveu mais de 260.000 opiniões e cerca de 2.500 marcas de diversos setores.

Entre as oito marcas de robôs aspiradores analisadas, a iRobot destacou‑se com um índice de satisfação de 81%, resultado das mais de 12.000 avaliações recolhidas. Os consumidores portugueses valorizam sobretudo a qualidade, a fiabilidade e a inovação tecnológica dos produtos da marca, com especial destaque para a gama Roomba, amplamente reconhecida como líder na limpeza inteligente. Para Telma Cecília, Trade Marketing Manager da iRobot, esta quinta distinção consecutiva representa um motivo de grande orgulho e confirma a confiança dos consumidores nas soluções da empresa. A responsábel afirma ainda que o prémio reforça o compromisso da marca em desenvolver produtos pensados para pessoas reais e casas reais, com o objetivo de libertar tempo para o que realmente importa.

O processo de avaliação da Escolha do Consumidor assenta numa metodologia rigorosa, que combina identificação dos atributos mais valorizados pelos consumidores com testes práticos, cliente mistério e auditorias online. As marcas premiadas são aquelas que melhor corresponderam às expectativas ao longo de 2025.

Canon lança duas novas objetivas RF ultra grande‑angular

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Modelos fisheye e de alta luminosidade chegaram ao mercado para responder às exigências de fotógrafos e videógrafos.

A Canon expandiu o seu ecossistema profissional com o anúncio de duas novas objetivas RF. A RF 7‑14mm F2.8‑3.5L FISHEYE STM e a RF 14mm F1.4L VCM representam abordagens distintas ao ultra grande‑angular, mas partilham a ambição de oferecer ferramentas capazes de elevar a criatividade e o rigor técnico a um novo patamar.

A grande protagonista é a RF 7‑14mm F2.8‑3.5L FISHEYE STM, a primeira objetiva zoom fisheye do mundo a alcançar um ângulo de visão de 190°. Em câmaras full‑frame do sistema EOS R, permite alternar entre um efeito circular extremo a 7mm e um fisheye diagonal de 180° a 14mm, oferecendo dois estilos visuais muito diferentes numa única objetiva. Em APS‑C, o alcance mantém‑se igualmente expressivo, com a possibilidade de obter imagens diagonais de 180°. O modelo herda o legado da popular EF 8‑15mm f/4L Fisheye USM, mas é mais luminosa, mais leve e oferece melhor qualidade de imagem de margem a margem. A inclusão de filtros drop‑in reforça a versatilidade, permitindo ajustes rápidos em cenários de luz complexa.

A Canon posiciona esta objetiva como uma ferramenta para quem procura destacar‑se em áreas tão diversas como desporto de ação, astrofotografia, paisagem ou retrato criativo.

A segunda novidade da Canon, a RF 14mm F1.4L VCM, chega como uma objetiva prime ultra grande‑angular destinada a quem exige luminosidade extrema e nitidez exemplar. Com abertura máxima f/1.4 e um ângulo de visão de 114°, é uma opção particularmente apelativa para astrofotografia, paisagem e arquitetura. A Canon destaca a capacidade da objetiva para manter elevada resolução mesmo a f/1.4, graças a um conjunto de elementos especializados, incluindo Fluorite, BR, UD e três asféricos moldados em vidro, que reduzem aberrações e melhoram o desempenho em fontes de luz pontuais.

Apesar da abertura generosa, o peso mantém‑se surpreendentemente baixo, cerca de 578g, o que facilita a utilização em movimento, em viagens ou até em drones. O motor VCM garante focagem automática rápida e precisa, enquanto o diafragma circular de 11 lâminas contribui para um bokeh suave e efeitos starburst marcantes. A objetiva inclui ainda um anel de íris dedicado, reforçando o seu carácter híbrido para fotografia e vídeo.