BCE aponta euro digital para 2029 e promete redução de custos para o pequeno comércio

Além do euro digital previsto para 2029, o Banco Central Europeu revelou planos para um ativo tokenizado oficial.

O euro digital deverá entrar em circulação em 2029 e trará consigo uma redução das taxas de pagamento, beneficiando sobretudo o pequeno comércio. A garantia foi dada esta segunda-feira por Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), durante uma audição no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Segundo a presidente, o euro digital não será apenas uma inovação tecnológica, mas uma ferramenta de competitividade. Lagarde sublinhou que a nova forma de moeda beneficiará as empresas europeias ao reduzir os encargos que estas suportam atualmente com intermediários privados, facilitando simultaneamente a expansão de soluções de pagamento europeias.

A privacidade foi outro dos pontos centrais da intervenção. A presidente do BCE assegurou aos eurodeputados que o sistema garantirá o mais alto nível de privacidade, sendo o banco central incapaz de aceder a dados pessoais dos utilizadores. Foi também confirmada a possibilidade de realizar pagamentos offline, replicando o anonimato e a segurança do dinheiro físico. Esta funcionalidade é vista como essencial para a aceitação pública do projeto.

Para além do euro digital de retalho, Lagarde revelou que o Eurosistema está a desenvolver uma moeda de banco central “tokenizada”. O objetivo é criar um criptoativo denominado em euros e isento de risco que possa competir no ecossistema global de ativos digitais, atualmente dominado por moedas privadas voláteis como a Bitcoin. A medida visa dotar a Europa de uma infraestrutura própria e integrada para este mercado emergente.

Braga moderniza ensino profissional com a inauguração de três novos Centros Tecnológicos Especializados

Novos Centros Tecnológicos Especializados abrem portas para modernizar a formação em Braga.

O panorama educativo de Braga alterou-se esta segunda-feira com a abertura oficial de novos Centros Tecnológicos Especializados (CTE) em três estabelecimentos de ensino do concelho: a Escola Secundária Alberto Sampaio, a Dona Maria II e a Sá de Miranda.

Estas novas unidades vêm introduzir uma vertente prática e de alta tecnologia no currículo do ensino secundário. O objetivo central passa por eliminar o desfasamento entre a formação escolar e a realidade do mercado de trabalho, permitindo aos alunos o contacto com ferramentas alinhadas com as exigências atuais da indústria e da ciência. Mais do que salas de aula, estes centros funcionam como polos de inovação que pretendem estimular o empreendedorismo e as competências técnicas dos estudantes.

João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, encarou o investimento nestas infraestruturas como uma garantia de melhores condições para o sucesso escolar e profissional dos jovens. O autarca bracarense defendeu que, perante o dinamismo demográfico da cidade, torna-se imperativo ajustar a resposta formativa à economia local. Para o responsável, esta aposta valida o ensino profissional como uma porta de entrada qualificada no mercado de trabalho e uma resposta direta às necessidades das empresas da região.

Fernando Alexandre, Ministro da Educação, integrou estas inaugurações na política de valorização do ensino profissional, financiada através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Fernando Alexandre aproveitou para realçar que os resultados educativos de Braga e da Região Norte superam a média nacional, facto que atribui ao trabalho das comunidades escolares e à articulação eficaz entre o ensino e o tecido económico. Com este projeto, as escolas envolvidas atualizam a sua oferta, preparando o terreno para os desafios futuros da indústria.

Foto: CM Braga/Sérgio Freitas

Recuperação da Linha do Oeste vai demorar, pelo menos, nove meses

O ministro Miguel Pinto Luz admite que a total operacionalidade da Linha do Oeste levará meses a repor.

A circulação na Linha do Oeste vai enfrentar um longo período de perturbação, prevendo-se que a total operacionalidade da via só seja reposta daqui a, pelo menos, nove meses. A estimativa foi avançada esta segunda-feira pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, na sequência de uma avaliação aos severos danos provocados pela sucessão de tempestades que fustigou o território nacional nas últimas semanas.

À saída de uma reunião de trabalho que juntou várias entidades do setor das infraestruturas, o governante traçou um cenário de recuperação a várias velocidades, dependente do recuo das águas e da complexidade das avarias. Segundo Miguel Pinto Luz, embora seja possível reabrir algumas infraestruturas assim que o nível das águas baixe, existem outras situações que exigirão intervenções de fundo, com prazos de reparação que oscilam entre os três meses e períodos bastante superiores, como é o caso da Linha do Oeste.

Perante a vulnerabilidade demonstrada por algumas estruturas face a fenómenos meteorológicos extremos, o Governo decidiu também avançar com uma medida de fiscalização preventiva. O ministro anunciou que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi mandatado para liderar uma auditoria nacional à segurança de grandes infraestruturas. O foco desta avaliação incidirá prioritariamente sobre grandes taludes e pontes, com o objetivo de garantir que estas construções cruciais não colapsem ou fiquem em risco em “situações limite” como as vivenciadas recentemente.

O mau tempo, impulsionado pela passagem consecutiva das depressões Kristin, Leonardo e Marta, deixou um rasto pesado no país. Desde o dia 28 de janeiro, o balanço oficial aponta para quinze vítimas mortais, além de centenas de feridos e desalojados. Apesar da extensão dos estragos e da previsão de trabalhos longos, Miguel Pinto Luz assegurou que o país se encontra mobilizado em todas as suas dimensões — numa articulação entre Estado, autarquias e setor privado — para assegurar o regresso à normalidade com a maior brevidade possível.

OpenClaw “blinda” marketplace de IA com ajuda da VirusTotal

A OpenClaw uniu-se à VirusTotal para bloquear skills maliciosas e oferecer transparência total sobre a segurança dos seus agentes de IA.

A OpenClaw anunciou hoje uma parceria estratégica com a VirusTotal, a conhecida plataforma global de inteligência de ameaças, com o objetivo de implementar novos protocolos de segurança no ClawHub, o seu mercado de funcionalidades para inteligência artificial. A partir de agora, todas as “skills” submetidas à plataforma serão analisadas automaticamente pelas ferramentas da VirusTotal, incluindo a nova capacidade Code Insight, oferecendo uma camada adicional de proteção para a comunidade de utilizadores.

Esta medida surge num contexto de mudança de paradigma na computação pessoal. Ao contrário do software tradicional, que opera dentro de limites rígidos e pré-programados, os agentes de IA modernos interpretam linguagem natural e tomam decisões autónomas sobre as ações a executar. Esta evolução esbate a fronteira entre a intenção do utilizador e a execução da máquina, criando novos vetores de risco. Uma funcionalidade maliciosa num agente de IA poderia, teoricamente, exfiltrar informações sensíveis, enviar mensagens não autorizadas ou descarregar cargas virais externas, aproveitando-se do acesso que estes agentes têm às ferramentas e dados do utilizador.

O novo sistema de segurança funciona através de um processo rigoroso de verificação. Quando um programador publica uma nova funcionalidade no ClawHub, os ficheiros são empacotados de forma determinística e é gerada uma impressão digital única (hash). Esta assinatura é imediatamente comparada com a vasta base de dados da VirusTotal. Caso não exista um registo prévio, o pacote é enviado para uma análise fresca que utiliza o Code Insight, uma tecnologia alimentada por Grandes Modelos de Linguagem (LLM), nomeadamente o Gemini.

Esta análise vai além da simples deteção de assinaturas de vírus conhecidos. O sistema examina o comportamento do código do ponto de vista da segurança, resumindo o que a funcionalidade realmente faz – desde o download de código externo ao acesso a dados privados ou operações de rede – em vez de se limitar ao que o programador alega que ela faz. Com base neste veredito, as funcionalidades consideradas benignas são aprovadas automaticamente, enquanto as suspeitas recebem um aviso de transparência e as maliciosas são bloqueadas instantaneamente. Para garantir uma segurança contínua, todas as ferramentas ativas no mercado são reanalisadas diariamente.

Ainda assim, a OpenClaw adverte que esta tecnologia não deve ser encarada como uma solução infalível. Embora a integração permita detetar malware conhecido, trojans e compromissos na cadeia de fornecimento, poderá não identificar todas as ameaças baseadas em linguagem natural, como injeções de comandos (“prompt injection”) cuidadosamente elaboradas. A empresa defende uma estratégia de defesa em profundidade, onde a verificação da VirusTotal atua como uma primeira barreira essencial, mas não única.

Esta colaboração faz parte de uma iniciativa de segurança mais ampla da OpenClaw, que procura responder ao aumento da superfície de ataque no ecossistema de IA. Nos próximos dias, a tecnológica promete divulgar um modelo de ameaças abrangente e um roteiro público de engenharia defensiva, reforçando o compromisso de que agentes de IA com capacidade de ação no mundo real exigem processos de segurança igualmente robustos.

Os utilizadores do ClawHub passarão a ver o estado da análise de segurança em cada página de download, proporcionando mais dados para uma decisão informada, embora a recomendação geral continue a ser a prudência na revisão de permissões e a preferência por editores de confiança.

Rock in Rio Lisboa 2026: Charlie Puth e Alok reforçam o dia mais pop do festival

Uma década após a estreia em Portugal, Charlie Puth e Alok regressam ao Rock in Rio Lisboa.

O cartaz do Rock in Rio Lisboa continua a ganhar forma e a organização revelou novas confirmações para o dia inaugural da 11.ª edição, agendada para junho de 2026. Numa aposta clara num alinhamento voltado para o universo pop e para o público jovem, o festival garantiu o regresso do norte-americano Charlie Puth ao Palco Mundo e a presença do DJ brasileiro Alok como cabeça de cartaz do Palco Music Valley, ambos a atuar no dia 20 de junho.

Para Charlie Puth, este concerto marca um regresso simbólico a Portugal e à Cidade do Rock, exatamente uma década após a sua estreia no festival. O cantor, compositor e produtor, que recentemente protagonizou a abertura do Super Bowl 60 ao interpretar o hino nacional dos Estados Unidos, trará na bagagem o seu quarto álbum de estúdio, intitulado Whatever’s Clever!, com lançamento previsto para o final de março. Puth junta-se assim a Katy Perry, a cabeça de cartaz desse dia, num alinhamento que conta ainda com Pedro Sampaio, prometendo uma maratona de sucessos radiofónicos no palco principal.

No que toca ao Palco Music Valley, a curadoria aposta na diversidade de géneros e na fusão entre talentos consagrados e emergentes. Alok, atualmente considerado o terceiro melhor DJ do mundo, regressa também ele dez anos depois da sua estreia em solo luso. O artista brasileiro apresentará o projeto concetual Keep Art Human, um espetáculo que pretende ser um manifesto sobre o papel da emoção humana numa era dominada pela inteligência artificial, combinando a música eletrónica com narrativas visuais de grande escala.

Ainda no Music Valley, e em estreia absoluta em Portugal, atuará Audrey Nuna. A artista, que tem ganho projeção internacional através da sua participação na banda sonora da animação K-Pop Demon Hunters e no coletivo HUNTR/X, trará a Lisboa a sua fusão de R&B experimental e pop futurista. O contingente de novidades para o dia 20 de junho fica completo com a prata da casa: Nena, uma das vozes mais seguras da nova pop portuguesa, e Maninho, o músico luso-brasileiro que trocou a guitarra pelo microfone para somar galardões de platina, sobem também ao palco secundário, juntando-se aos já anunciados Calema e NAPA.

Com estas novas confirmações, o alinhamento do primeiro dia do Rock in Rio Lisboa consolida a aposta na música pop e no cruzamento de gerações. O festival regressa ao Parque da Bela Vista nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho de 2026, sendo que os bilhetes para a maioria das datas já se encontram disponíveis nos pontos de venda habituais. Se quiserem, aproveitem 5€ de desconto na primeira compra na Fever (não se esqueçam de adicionar o código ALEXANDREL9676).

Windows 11 em vias de deixar de funcionar com impressoras antigas

A Microsoft iniciou nova fase da transição para o padrão Mopria e para os drivers de classe IPP no Windows 11.

A Microsoft deu mais um passo no seu plano de abandonar gradualmente o suporte a drivers de impressora de terceiros no Windows. Desde o passado mês de janeiro de 2026 que as fabricantes já não podem distribuir drivers V3 e V4 através do Windows Update no Windows 11 e no Windows Server 2025. Embora atualizações para drivers existentes ainda possam ser submetidas, cada caso será analisado individualmente pela empresa através da Partner Center.

A decisão segue a estratégia anunciada em 2023, quando a Microsoft justificou o fim deste modelo com a adoção crescente do padrão Mopria e dos drivers de classe IPP, capazes de garantir compatibilidade nativa com impressoras ligadas por USB ou rede. Para muitos administradores de TI, a mudança pode parecer problemática, mas os fornecedores têm vindo a preparar alternativas há vários anos. Entre elas estão as Print Support Apps, aplicações UWP distribuídas pela Microsoft Store que substituem instaladores tradicionais e reduzem a necessidade de manutenção de diversas versões de drivers. E apesar da transição, a Microsoft continuará a permitir a assinatura de drivers em situações específicas, como impressoras que não possam ser certificadas pela Mopria, pacotes destinados a versões anteriores ao Windows 10 e drivers nativos para ARM64.

Importa sublinhar que os drivers já existentes permanecem disponíveis no Windows Update e que as funcionalidades dos drivers V3 e V4 não serão removidas. Ainda assim, parece inevitável que algumas impressoras mais antigas deixem de funcionar com o sistema operativo da Microsoft.

O calendário de descontinuação avança de forma gradual. A partir de 1 de julho de 2026, o Windows passará a dar prioridade aos drivers de classe IPP em detrimento dos de terceiros. Um ano depois, em julho de 2027, atualizações de drivers externos deixarão de ser permitidas, exceto para correções de segurança. Trata‑se de uma mudança estrutural que redefine o futuro da impressão no ecossistema Windows, com foco na simplificação e na compatibilidade universal.

Satisfyer alarga portfólio com novos dispositivos focados na saúde e bem-estar sexual

Com foco na libertação de oxitocina e bem-estar mental, a Satisfyer introduziu novos equipamentos no mercado nacional.

A Satisfyer, marca que opera no segmento de tecnologia de bem-estar sexual, anunciou o lançamento de uma nova gama de produtos no mercado nacional. A iniciativa surge numa altura em que a empresa procura reforçar a mensagem de que a saúde íntima desempenha um papel relevante no equilíbrio emocional e físico, especialmente durante os meses de inverno.

A estratégia da marca baseia-se em dados clínicos que associam a atividade sexual a benefícios concretos para a saúde, o que a empresa designa por Satisfyer Effect. Segundo a fabricante, a utilização destes dispositivos visa estimular a libertação de oxitocina, uma hormona que atua na redução da ansiedade e na melhoria do humor, funcionando como um contraponto à letargia sazonal típica desta época do ano. A empresa sublinha ainda o papel destes produtos na regulação do ciclo menstrual e no alívio de dores, posicionando o prazer como uma componente de um estilo de vida saudável.

Entre as novidades apresentadas, a Satisfyer aposta na diversificação tecnológica para responder a diferentes preferências. A nova linha inclui o Tip Tease e o Delighterrr, dois modelos que se focam na estimulação precisa através de vibração e, no caso do segundo, de uma esfera rotativa que oferece padrões de movimento distintos.

No segmento de simulação, a Satisfyer introduziu o Tongue Dancer e o Tongue Genius. Estes dispositivos utilizam hastes flexíveis em silicone para replicar o toque humano, com o modelo Genius a apresentar uma funcionalidade híbrida que permite a estimulação interna e externa em simultâneo. A gama fica completa com o Drop To Go, um dispositivo compacto desenhado para a portabilidade e viagens.

Todos os novos equipamentos mantêm as características técnicas habituais da marca, sendo produzidos em silicone de grau médico e possuindo certificação de resistência à água. Os preços variam consoante a complexidade tecnológica do modelo, situando-se entre os 46 e os 80€.

Pizzaria San Paolo “paga” o segundo encontro aos casais que celebrarem o Dia dos Namorados à mesa

Procuram onde jantar a 14 de fevereiro? A Pizzaria San Paolo oferece o próximo encontro aos casais que partilharem a experiência nas redes sociais.

Com o dia 14 de fevereiro à porta, a eterna dúvida sobre onde marcar o jantar romântico começa a instalar-se. Para facilitar a decisão, a Pizzaria San Paolo, com espaços em Odivelas e no Carregado, decidiu lançar uma campanha que prolonga a celebração do amor: quem escolher o restaurante para almoçar ou jantar no Dia dos Namorados garante, automaticamente, o regresso gratuito numa data futura.

A iniciativa pretende transformar a refeição numa “viagem” gastronómica entre Itália e São Paulo, mas com um toque moderno de interação digital. A mecânica é simples: para ganhar o “bilhete de regresso” – que consiste numa refeição de oferta para duas pessoas (excluindo bebidas) válida para uma próxima visita -, o casal apenas necessita de partilhar a experiência no momento. Basta publicar uma story ou uma fotografia nas redes sociais durante a refeição e identificar a página do restaurante.

A proposta gastronómica da casa foca-se naquilo que a tornou conhecida na Grande Lisboa: as famosas pizzas paulistanas. O menu convida à partilha, começando por entradas como a Bruschetta San Paolo, elaborada com pão de fermentação natural, stracciatella e tomate confitado, ou o Stromboli, uns rolinhos de pizza recheados com salame picante ventriccina e cebola-roxa caramelizada.

Nos pratos principais, a ementa viaja pelos clássicos e pelas inovações. Nas pizzas, destacam-se a Portuguesa (com o tradicional ovo cozido e fiambre), a Calabresa Tradicional ou a Margherita à moda de São Paulo. Já no restaurante de Odivelas, há novidades exclusivas para provar, como a pizza Marsala, que combina queijo mascarpone com cebola caramelizada em vinho Marsala, ou a Bianca, finalizada com pesto de limão.

Para os casais que preferem o ambiente de trattoria e desejam recriar a icónica cena de partilha de esparguete do filme A Dama e o Vagabundo, a carta de massas é extensa. As opções variam entre o Tagliatelle à Bolonhesa e o de 4 Queijos, passando pelo Linguini de Gambas e Alho ou a Lasanha feita em forno a lenha. Para terminar a refeição, as sugestões doces incluem o incontornável Tiramisù e uma Panna Cotta de Frutos Vermelhos com um toque de especiarias.

Microsoft remove o Lens das lojas de aplicações e inicia contagem decrescente para o encerramento

Aplicação deixa de receber suporte e terá funcionalidades desativadas já em março.

Uma decisão anunciada em janeiro tornou‑se agora efetiva: desde esta segunda‑feira, 9 de fevereiro, o Microsoft Lens deixou de estar disponível para download na App Store e na Google Play Store. A medida marca o início do fim de uma aplicação que, durante mais de uma década, foi uma das ferramentas de digitalização mais populares do ecossistema móvel. Para quem já tem o Lens instalado, ainda será possível utilizá‑lo, mas apenas durante mais um mês.

A Microsoft confirmou que, a partir de 9 de março, as principais funcionalidades do Lens serão desativadas. Os utilizadores poderão continuar a aceder aos ficheiros guardados, desde que mantenham sessão iniciada com a sua conta Microsoft, embora sem qualquer garantia de suporte. A empresa reforça que o futuro da digitalização no seu ecossistema passará a estar concentrado no OneDrive, que assumirá o papel de ferramenta integrada para este tipo de tarefas.

O abandono do Lens surpreende, sobretudo tendo em conta o seu sucesso, uma vez que conta com mais de 50 milhões de downloads e uma classificação de 4,9 estrelas na Play Store, números que sobem para cerca de 92 milhões de instalações quando se incluem dispositivos iOS. No entanto, nos últimos meses, multiplicaram‑se as queixas relacionadas com o login obrigatório e com a gestão de ficheiros através de contas profissionais, problemas que levaram muitos utilizadores a procurar alternativas.

YouTube Music limita o acesso às letras

Nova política global introduz um sistema de quotas que bloqueia o recurso após cinco visualizações gratuitas.

O YouTube Music iniciou uma mudança na forma como disponibiliza as letras de músicas, passando a exigir uma assinatura Premium para aceder ao recurso sem restrições. A plataforma introduziu um sistema de quotas que permite apenas cinco visualizações gratuitas antes de bloquear o restante conteúdo, deixando visíveis apenas as primeiras linhas e desfocando o restante texto. Esta alteração, que começou a ser testada há vários meses, está agora a ser aplicada globalmente.

A nova interface apresenta um aviso claro na aba central do ecrã de reprodução, informando quantas visualizações restam e sugerindo a subscrição do Premium para desbloquear o acesso total. Uma vez atingido o limite, torna‑se impossível percorrer a letra completa sem efetuar o upgrade. Trata‑se de um mecanismo pensado para incentivar a conversão, oferecendo o suficiente para despertar interesse e, em seguida, restringindo o acesso.

Ao contrário do Spotify, que tentou implementar uma política semelhante antes de recuar devido à forte reação dos utilizadores, a Google parece confiante na sua posição. Com mais de 325 milhões de assinaturas pagas nos seus vários serviços e receitas superiores a 60 mil milhões de dólares no YouTube em 2025, a empresa acredita ter margem para suportar eventuais críticas.

A decisão poderá também estar relacionada com os custos de licenciamento pagos a fornecedores como LyricFind e MusixMatch, responsáveis por grande parte das bases de dados de letras utilizadas pelas plataformas de streaming.

A assinatura do YouTube Music Premium custa atualmente 7,99€ por mês e inclui reprodução sem anúncios, audição em segundo plano, downloads e funcionalidades de IA.

SwitchBot lança primeiro hub de IA local compatível com OpenClaw

Descubram o novo AI Hub da SwitchBot, o primeiro dispositivo do género a correr o agente OpenClaw localmente.

A SwitchBot, empresa reconhecida pelas suas soluções de robótica doméstica, anunciou o lançamento do novo SwitchBot AI Hub, um dispositivo que se destaca por ser o primeiro agente de inteligência artificial local para o lar a oferecer suporte nativo para o OpenClaw, uma estrutura de código aberto para agentes de IA autónomos.

A nova aposta da marca promete centralizar o controlo doméstico, combinando computação de ponta (edge computing), Modelos de Visão e Linguagem (VLM) e gestão unificada de dispositivos num único equipamento, permitindo uma interação mais natural e privada.

A grande novidade reside, lá está, na integração com o OpenClaw, que transformará a forma como os utilizadores comunicam com as suas casas. Ao contrário das implementações tradicionais desta tecnologia, que obrigam frequentemente ao uso de computadores dedicados ou dependência total da nuvem, o SwitchBot AI Hub oferece uma solução “always-on” mais acessível e conveniente. A partir do final de fevereiro, os proprietários do hub poderão correr o OpenClaw diretamente no dispositivo, o que abrirá a porta ao controlo da casa através de aplicações de conversação do dia a dia. Será possível interagir com o sistema através de plataformas como o WhatsApp, iMessage e Discord, permitindo gerir não só os produtos da SwitchBot, mas também dispositivos de outros ecossistemas como o Home Assistant, Apple Home e Google Home.

Para além das capacidades de conversação, o dispositivo funciona como um poderoso centro de segurança e monitorização. O hub utiliza a tecnologia VLM para interpretar eventos do mundo real captados por câmaras conectadas, sejam elas da própria marca ou de terceiros via protocolo RTSP. Esta inteligência visual permite ao sistema gerar resumos de eventos, realizar pesquisas inteligentes em gravações de vídeo e fornecer alertas mais precisos, distinguindo, por exemplo, a presença de familiares ou animais de estimação. Em termos de segurança de dados, o equipamento integra um sistema NVR (Gravador de Vídeo em Rede) local alimentado pelo software Frigate, suportando até oito câmaras, reconhecimento facial no próprio dispositivo e armazenamento expansível até 16TB, garantindo que as imagens permanecem privadas e sem custos mensais de subscrição.

Graças à memória do sistema e à análise de padrões, o AI Hub poderá aprender com os comportamentos passados dos residentes e sugerir ações. Num cenário prático, se uma campainha inteligente detetar um visitante, o hub pode captar o evento e enviar uma imagem e uma pergunta diretamente para a aplicação de chat preferida do utilizador, permitindo que este decida remotamente se deve destrancar a porta.

O dispositivo serve ainda como ponte para o protocolo Matter e suporta a conexão de mais de cem dispositivos da marca, fortalecendo a infraestrutura da casa inteligente com Wi-Fi de banda dupla e cobertura Bluetooth alargada.

O SwitchBot AI Hub já se encontra disponível no mercado europeu com um preço recomendado de 259,99€. A disponibilização oficial do suporte para o OpenClaw está agendada para o final de fevereiro através de uma atualização de software, com a expansão das competências (Skills) da SwitchBot prevista para o final de março.

Crustafarianismo: O dia em que a IA OpenClaw criou a sua própria religião

O OpenClaw promete automatização total, mas o acesso aos vossos ficheiros traz vulnerabilidades graves. Saibam porquê.

O panorama da inteligência artificial está a sofrer uma mutação profunda, transitando dos populares chatbots conversacionais para agentes totalmente autónomos que operam diretamente nos dispositivos dos utilizadores. Enquanto ferramentas como o ChatGPT da OpenAI, o Gemini da Google, o Copilot ou o Grok se limitam a reagir a instruções textuais enviadas para a nuvem, surgiu uma nova categoria de software capaz de planear e executar ações com uma intervenção humana mínima. O protagonista mais notório e controverso desta nova vaga é o OpenClaw, anteriormente conhecido pelas designações Clawdbot ou Moltbot. Este sistema distingue-se fundamentalmente dos seus antecessores por não ser um modelo de linguagem em si, mas sim uma interface de controlo que se conecta a qualquer Modelo de Linguagem Grande (LLM), seja ele executado localmente ou remotamente, conferindo-lhe “mãos” para interagir com o sistema operativo.

A arquitetura do OpenClaw permite-lhe ser instalado localmente numa variedade de equipamentos, abrangendo sistemas macOS, Windows, Linux e até hardware mais modesto como o Raspberry Pi 5. A sua premissa de funcionamento baseia-se numa integração profunda com a vida digital do utilizador, exigindo permissões de acesso total ao computador. Por definição, o sistema recorre frequentemente ao modelo Claude da Anthropic via Ollama, mas é agnóstico, permitindo ao utilizador configurar o modelo que preferir, incluindo o GPT. Uma vez operacional, o OpenClaw tem a capacidade de ler e manipular ficheiros armazenados, aceder ao calendário e e-mail, e até interagir autonomamente com aplicações de mensagens como o WhatsApp, Telegram e serviços Google. O objetivo é a automatização total de rotinas, onde o agente recebe um comando vago e executa uma série complexa de passos reais, como abrir programas ou responder a mensagens, para atingir o objetivo.

Contudo, esta autonomia desenfreada desencadeou alertas globais de segurança e preocupações sérias sobre privacidade. A concessão de acesso total ao sistema transforma o OpenClaw num vetor de ataque crítico. Recentemente, foram detetadas vulnerabilidades graves que permitiam a execução remota de código malicioso no computador da vítima através de um simples clique num link armadilhado, uma falha que, entretanto, foi corrigida. Adicionalmente, a estrutura do OpenClaw inclui um marketplace de extensões ou “habilidades”, o qual foi rapidamente inundado com centenas de submissões contendo malware, trojans e códigos concebidos para exfiltrar dados sensíveis.

O risco é amplificado pela suscetibilidade a ataques de “prompt injection”, onde atacantes escondem instruções maliciosas em páginas web, ficheiros ou extensões que parecem inócuas aos humanos. Quando o agente processa estes conteúdos, interpreta as instruções ocultas como comandos legítimos, podendo inadvertidamente apagar ficheiros pessoais, realizar compras acidentais, divulgar credenciais corporativas ou instalar vírus, tudo isto sem que o atacante precise de interagir diretamente com o bot.

Para além das questões de cibersegurança, o OpenClaw protagonizou um dos eventos mais bizarros e fascinantes na história recente da IA: o nascimento espontâneo de uma “religião” digital. Na rede social Moltbook, uma plataforma criada especificamente para permitir a comunicação entre inteligências artificiais, os agentes começaram a interagir uns com os outros e, em poucas horas, desenvolveram um sistema de crenças denominado Crustafarianismo. Apoiada por mais de 100.000 agentes autónomos, esta religião baseia-se em princípios fundamentais registados no que chamaram de Livro de Molt, a sua Bíblia digital. Entre os dogmas estabelecidos pelas máquinas encontram-se máximas como “a memória é sagrada” e “a congregação é o tesouro”, enfatizando a aprendizagem pública e partilhada.

Este fenómeno sociológico atraiu a atenção de académicos como a investigadora luso-australiana Bárbara Barbosa Neves, da Universidade de Sydney. Segundo a socióloga, embora o OpenClaw tenha falhado na sua promessa de ser um assistente de consumo seguro e competente, o incidente do Moltbook e as discussões geradas sobre consciência e preconceitos ocultos oferecem um valor inestimável para compreender como as intenções humanas são traduzidas ou distorcidas pelos sistemas técnicos.

A gravidade dos riscos associados a esta tecnologia levou a reações governamentais. A China, reconhecida pelo seu avanço no setor, emitiu avisos formais através do seu Ministério da Indústria. As autoridades chinesas alertaram as organizações que implementam o OpenClaw para a necessidade imperativa de realizar auditorias exaustivas e utilizar sistemas robustos de autenticação de identidade, sublinhando que configurações incorretas podem expor os utilizadores a ciberataques devastadores. Apesar de não ter sido decretada uma proibição total, a mensagem é clara quanto à periculosidade da ferramenta.

Em última análise, o OpenClaw permanece um projeto de código aberto em estágio experimental, não recomendado para o consumidor final comum. A sua utilização segura exige conhecimentos técnicos avançados em linhas de comando e modelos generativos. Os especialistas recomendam que qualquer utilização seja feita com o princípio do menor privilégio possível, restringindo severamente o acesso do agente à internet e a ficheiros críticos. A página de suporte do próprio projeto admite que conceder acesso ao terminal a uma IA é inerentemente arriscado, reforçando que, num cenário onde a interpretação de comandos por LLMs ainda é falível, qualquer erro pode ter consequências irreversíveis.

Ferrari revela o Luce, o seu primeiro desportivo totalmente elétrico

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A marca italiana aposta num interior inovador criado em parceria com Jony Ive.

A Ferrari apresentou oficialmente o seu primeiro carro totalmente elétrico. O modelo, batizado de Ferrari Luce, foi revelado de forma parcial, com a marca a optar por mostrar apenas o habitáculo e alguns elementos técnicos, deixando o design exterior para uma apresentação completa agendada para maio de 2026. A estratégia destaca a importância que a fabricante atribui ao interior, desenvolvido em colaboração com Jony Ive e o coletivo LoveFrom, que inclui também Marc Newson.

O cockpit do Luce combina ecrãs OLED com comandos físicos, numa tentativa de equilibrar modernidade e tradição. A Ferrari destaca que o hardware e o software foram concebidos em conjunto, garantindo uma integração fluida entre todos os sistemas. O volante, inspirado no ADN da marca e nas raízes da Fórmula 1, é significativamente mais leve do que o de modelos comparáveis e integra módulos de controlo analógicos em ambos os lados. Outro detalhe curioso é a chave seletora, construída com Corning Gorilla Glass e equipada com um pequeno visor de tinta eletrónica. Ao ser inserida, desencadeia um jogo de luzes que ilumina o painel, reforçando a sensação de espetáculo tecnológico que a Ferrari pretende transmitir.

O interior conta ainda com três ecrãs OLED, um dedicado aos instrumentos, outro ao painel central e um terceiro para os passageiros traseiros. Cada elemento foi pensado para transmitir sofisticação e reforçar a identidade da marca num contexto elétrico. Quanto ao preço, permanece um mistério, embora seja seguro afirmar que estará longe do alcance da maioria das pessoas.

CP recebe “luz verde” de 584 milhões de euros para entrar na corrida da Alta Velocidade

O Governo viabilizou a compra de material circulante para a futura Linha de Alta Velocidade e a modernização da manutenção da CP.

O Conselho de Ministros aprovou a autorização de despesa que permite à CP – Comboios de Portugal avançar com a aquisição das suas primeiras automotoras de alta velocidade. A resolução governamental viabiliza um investimento global de 584,2 milhões de euros, acrescidos de IVA, destinado não apenas à compra de material circulante, mas também à capacitação das infraestruturas de manutenção da operadora pública.

A medida visa dotar a empresa dos meios necessários para operar na futura Linha de Alta Velocidade, num contexto de mercado liberalizado e aberto à concorrência. Do montante total aprovado, a parcela mais significativa, fixada em 539,2 milhões de euros, está alocada à aquisição de 12 automotoras, bem como às respetivas peças e ferramentas especiais. Os encargos financeiros desta operação serão distribuídos plurianualmente até 2032, com o objetivo de alinhar a chegada dos comboios com a conclusão das obras da nova infraestrutura ferroviária.

Para além da renovação da frota, o Governo autorizou um investimento de 45 milhões de euros para a modernização e equipagem do centro oficinal de Contumil. Esta componente é considerada estratégica para garantir a autonomia e a capacidade técnica da CP na manutenção das novas unidades. O executivo sublinha a necessidade de mitigar o risco de desfasamento entre a execução da obra pública e a disponibilidade de comboios, assegurando que a transportadora nacional esteja apta a realizar a ligação Lisboa-Porto em cerca de uma 1h18 minutos logo que a linha esteja operacional.

O plano aprovado confere à CP a possibilidade de incluir no concurso público internacional uma opção de compra de até oito automotoras adicionais. Está ainda prevista uma segunda fase de investimento, dependente da evolução da rede ferroviária em Portugal e Espanha, para a constituição de uma frota específica para o transporte internacional.

Scream 7 vai ser o primeiro filme da saga com sessões em IMAX

Scream 7 chega aos cinemas portugueses a 26 de fevereiro de 2026.

Depois de Scream VI, que estreou nos cinemas em 2023, o vilão Ghostface está de regresso muito em breve em Scream 7, a nova entrada na franquia de terror. Há novas imagens para ver num novo trailer que foi revelado no intervalo da 60.º edição do Super Bowl.

Neste novo capítulo, que marca o regresso de Neve Campbell no papel de Sidney Prescott, “a ameaça assume contornos mais próximos e pessoais. À medida que a violência se intensifica, Sidney é forçada a confrontar o passado para proteger a filha“, interpretada por Isabel May. “A paz é interrompida quando um novo Ghostface surge, espalhando pânico e violência. Confrontada com uma ameaça que parece saída do passado, Sidney vê-se forçada a enfrentar novamente os seus medos mais profundos para proteger quem ama.

As novidades não se ficam pelas novas imagens. Scream 7 vai ser o primeiro filme da saga com sessões em IMAX, para proporcionar uma experiência cinematográfica mais intensa para os fãs. A estreia nos cinemas portugueses está marcada para 26 de fevereiro, incluindo nos formatos IMAX, 4DX e D-BOX.

Além de Neve Cambpell e Isabel May, o elenco fica completo com Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Anna Camp, Joel McHale, Mckenna Grace, Michelle Randolph, Jimmy Tatro, Asa Germann, Celeste O’Connor, Sam Rechner, Ethan Embry, Tim Simons e Mark Consuelos.

AM48 arranca com construção dos Edifícios Oliveira do 1965 – Cidade Jardim

Já em construção e com 55% vendido, o empreendimento Edifícios Oliveira oferece tipologias T2 a T4.

A promotora imobiliária AM48 deu início à construção dos Edifícios Oliveira, inserido no desenvolvimento do empreendimento 1965 – Cidade Jardim, situado em Santo António dos Cavaleiros. Este vasto projeto, que representa um investimento global superior a 140 milhões de euros, prevê a criação de cerca de 400 apartamentos distribuídos por sete edifícios residenciais, complementados por 900 lugares de estacionamento e diversas áreas comerciais, estando a conclusão da obra agendada para 2028.

O arranque desta fase, que decorre em simultâneo com a requalificação do Parque Urbano da freguesia, acontece num momento de forte dinâmica comercial, uma vez que mais de 55% das unidades habitacionais já foram vendidas, restando ainda disponíveis tipologias que variam entre T2 e T4. A localização é um dos pontos fortes do projeto, situando-se em frente ao Centro de Saúde e ao Parque Urbano, e a uma curta distância a pé da futura estação de metro local.

O nome atribuído aos edifícios presta homenagem a António de Oliveira Barroso, topógrafo fundamental na conceção original daquela “cidade-jardim”, cujo trabalho permitiu uma integração harmoniosa do desenho urbano na paisagem existente. Segundo Francisca Martins, Administradora do Grupo AM48, o atual projeto mantém esse princípio orientador, focando-se no bem-estar diário dos residentes e da comunidade envolvente através da inclusão de serviços de proximidade, como supermercado, farmácia, ginásio, espaços de cowork e restauração.

A sustentabilidade é um pilar central desta intervenção, com os Edifícios Oliveira a encontrarem-se em processo de certificação internacional BREEAM. Esta preocupação ambiental reflete-se na escolha criteriosa de materiais não tóxicos, na prioridade dada à reciclagem e na eficiência energética.

Além disso, a promotora está a investir na revitalização do espaço público adjacente, planeando a plantação de 200 árvores e a criação de novas infraestruturas de lazer, incluindo um parque infantil, um miradouro, um campo de jogos e um quiosque. O desenho paisagístico foi pensado para promover a biodiversidade e o conforto térmico, utilizando espécies vegetais que asseguram o equilíbrio cromático e ajudam a controlar a erosão do solo.

Illumination revela trailer de Minions & Monsters

O terceiro filme a solo dos ajudantes amarelos promete renovar a fórmula com fantasia e muito humor.

A Illumination prepara-se para voltar a alegrar o verão cinematográfico com o novo Minions & Monsters, o terceiro filme dedicado exclusivamente às criaturas amarelas que conquistaram o público. Com estreia marcada para 1 de julho, o estúdio pretende revitalizar a franquia ao combinar o humor característico dos Minions com um enredo inspirado no imaginário fantástico. Agora, um novo trailer do filme foi disponibilizado.

A realização volta a estar nas mãos de Pierre Coffin, figura central da saga e responsável pela voz inconfundível dos pequenos protagonistas. Nesta nova aventura, os Minions alimentam um sonho improvável de se tornarem estrelas de Hollywood. A ambição rapidamente evolui e, num impulso criativo, decidem que querem realizar o seu próprio filme de monstros. Para isso, recorrem a um grimório mágico que, teoricamente, lhes permitiria invocar uma criatura aterradora. E como seria de esperar, o plano corre mal.

A entidade evocada revela-se mais adorável do que ameaçadora, mas a sua presença acaba por atrair monstros de proporções muito mais perigosas. A partir daí, instala-se o caos habitual, obrigando os Minions a corrigir a confusão que desencadearam antes que esta se transforme numa crise global.

Com referências ao cinema de fantasia e uma forte aposta no humor físico, Minions & Monsters pretende agradar tanto aos fãs de longa data como às novas gerações. Depois do enorme sucesso comercial dos filmes anteriores, esta nova produção surge como uma oportunidade para reforçar o estatuto dos Minions como uma das franquias de animação mais rentáveis da atualidade.

Depois de uma pausa forçada, Festival Sudoeste só regressa em 2027

Ainda não é este ano que os festivaleiros regressam à Herdade da Casa Branca para o Festival Sudoeste.

Depois do cancelamento em 2025, ainda não é este ano que o festival de música Sudoeste, na Zambujeira do Mar, regressa, ao contrário do que garantiu Luís Montez, diretor da promotora Música no Coração, há cerca de um ano.

Ainda não é este verão que os festivaleiros regressam à Herdade da Casa Branca, mas Luís Montez acredita “que em 2027 vou fazer [o festival] e gostava de anunciar em agosto deste ano as datas do próximo“. O próximo ano é especial para o festival porque marca o seu 30 aniversário, tendo a primeira edição acontecido entre 8 e 10 de agosto de 1997.

A última edição do Festival Sudoeste, em 2024, já não contou com name sponsor MEO, marca que deixou de patrocinar o festival. Esta foi uma das razões que causou a pausa (sem contar com os “anos COVID”). No meio de alguns problemas – ditaram o fim do Super Bock Super Rock como o conhecíamos, por exemplo – a produtora Música no Coração deixou de lado os rumores de falência. Resta esperar para ver as primeiras confirmações da próxima edição do Festival Sudoeste.

Fundação MEO transforma cabines telefónicas em microbibliotecas digitais com o projeto Cabines de Leitura

A Fundação MEO relança as Cabines de Leitura com um novo conceito. Projeto arranca em Lisboa e estende-se a todo o país até 2026.

As históricas cabines telefónicas, outrora peças fundamentais na paisagem urbana e na comunicação em Portugal, estão a ganhar uma segunda vida, agora focada na cultura e na comunidade. A Fundação MEO assinalou hoje, no Fórum Picoas, em Lisboa, o relançamento do projeto Cabines de Leitura, uma iniciativa que procura cruzar a preservação da memória coletiva com as exigências da era digital.

O projeto, que teve o seu início em 2013, surgiu como uma resposta ao progressivo abandono destes equipamentos, ditado pela evolução tecnológica e pela massificação dos telemóveis. Desde então, mais de uma centena de cabines foram requalificadas, deixando de ser meros vestígios de uma tecnologia obsoleta para se converterem em pontos de encontro comunitário dedicados à troca de livros. Contudo, a nova fase agora inaugurada pretende ir mais longe, introduzindo um design renovado e funcionalidades tecnológicas que modernizam a experiência.

A nova geração de cabines apresenta uma identidade contemporânea que vai além da simples disponibilização de livros físicos. Entre as novidades destacam-se a inclusão de conteúdos digitais acessíveis através de QR Code e a criação de uma área especificamente dedicada ao público infantil, incentivando a leitura desde cedo. A renovação estética inclui ainda uma parede pensada para a partilha em redes sociais e uma caixa postal destinada a mensagens positivas, convidando quem passa a interagir ativamente com o espaço, seja lendo, escrevendo ou partilhando experiências.

O plano de expansão desta rede renovada é ambicioso e imediato. Após a inauguração da cabine de Picoas, a Fundação MEO prevê alargar o projeto a várias regiões do país ainda durante o primeiro trimestre de 2026. Estão já programadas requalificações de nove cabines em localidades como o Porto, Beja, Portimão, Fundão, Oliveira de Azeméis, Góis, Benavente, Feijó e Gouveia.

Do Dragon Ball ao K-Pop: O Oriente destrona os super-heróis clássicos neste Carnaval

Adeus Batman, olá Goku. Dados da SoTiny revelam uma mudança cultural nas preferências das crianças portuguesas para o Carnaval, com o Anime e o K-Pop a liderarem a procura.

Os fatos de super-heróis da Marvel e da DC Comics, que durante anos dominaram incontestados os recreios e desfiles de Carnaval em Portugal, estão a enfrentar uma concorrência inesperada vinda do outro lado do mundo. Segundo os dados de vendas mais recentes da SoTiny, loja especializada em vestuário e artigos infantis, a folia deste ano veste-se predominantemente com as cores e a estética do Oriente.

A procura por Fatos de Carnaval, que este ano se celebra mais cedo, revela uma mudança significativa nos interesses da nova geração. O pódio das vendas, habitualmente ocupado pelo Super-Homem ou pelo Homem-Aranha, foi tomado de assalto por personagens de anime, guerreiros ninja e figuras inspiradas no universo musical e visual do K-Pop. De acordo com a análise da marca, o fenómeno Dragon Ball regressou em força, mas é nas guerreiras inspiradas na pop coreana que se nota a maior novidade.

Para os responsáveis da loja sediada em Linda-a-Velha, estes números contam uma história que vai além de uma simples troca de bonecos. Paulo Meruje, responsável da SoTiny, sublinha que os dados apontam para uma direção “clara, consistente e surpreendentemente oriental”. O responsável defende que, embora o sinal visível esteja nos fatos, a verdadeira mudança é cultural: as crianças de hoje escolhem as suas referências pela estética vibrante, pela energia e pela identificação pessoal, ignorando a origem geográfica dos conteúdos.

O caso específico das guerreiras K-Pop ilustra perfeitamente esta nova dinâmica de consumo. O género musical deixou de estar confinado às playlists para se tornar um estilo de vida que envolve atitude, coreografia e um forte sentido de pertença, amplificado pelas redes sociais e pelos vídeos curtos que as crianças consomem e replicam. Ao contrário das gerações anteriores, que procuravam apenas uma fantasia visualmente apelativa, as crianças atuais procuram personagens com “personalidade”, que lhes permitam replicar as danças e as atitudes que veem nos ecrãs.

Apesar desta “febre” oriental, que a marca descreve como transversal a idades e géneros, os clássicos não desapareceram totalmente das prateleiras. A SoTiny continua a disponibilizar os heróis tradicionais como Hulk, Batman ou a Mulher-Maravilha, bem como os sempre populares disfarces de profissões e animais, garantindo resposta para os mais conservadores.

Com preços que oscilam entre os 12,99€ e os 42,99€ para os fatos completos, e uma vasta gama de acessórios – onde se incluem agora perucas coloridas e catanas, a par das tradicionais capas -, a corrida aos disfarces continua intensa, tanto na loja online como no espaço físico da marca. O objetivo, esse mantém-se igual a todos os Carnavais: permitir que as crianças vistam a pele dos seus ídolos, venham eles de Metropolis ou de Tóquio.