Câmara de Aveiro investe 13 milhões de euros na renovação do Bairro da Beira-Mar

O município de Aveiro apresentou o projeto de requalificação do Bairro da Beira-Mar, que prevê uma intervenção faseada e um investimento de 13 milhões de euros.

A Câmara Municipal de Aveiro apresentou o projeto de requalificação do Bairro da Beira-Mar, um dos espaços mais marcantes do centro histórico da cidade.

O plano propõe uma intervenção abrangente no tecido urbano, procurando equilibrar mobilidade, ambiente e vivência quotidiana. O Bairro da Beira-Mar é considerado peça central na identidade de Aveiro, tanto pelo valor histórico e arquitetónico como pelo papel que desempenha na dinâmica social e económica local. O projeto pretende responder a desafios de acessibilidade, fluidez do trânsito, qualidade ambiental e organização dos espaços de uso público, com o objetivo de tornar a área mais inclusiva e sustentável.

A operação de requalificação foi estruturada em três zonas – Poente, Central e Norte -, de modo a permitir uma execução faseada e coerente. A primeira fase de obra, com lançamento de concurso previsto para o segundo trimestre deste ano, incidirá sobre a zona poente do bairro, abrangendo um conjunto de arruamentos que inclui o Cais das Falcoeiras, a Rua Dr. Bernardino Machado e o Largo da Praça do Peixe, entre outros. Nestas ruas será feita uma reorganização detalhada do espaço público, com atenção à medição, orçamentação e execução dos trabalhos.

O projeto prevê também intervenções nas zonas Central e Norte, que cobrem áreas entre o Cais dos Boteirões, a Rua de São Roque e o Largo de Nossa Senhora das Febres, estendendo-se até ao Largo de Vera Cruz. A autarquia reconhece que o bairro apresenta atualmente um claro desequilíbrio na distribuição das funções urbanas, com excessiva predominância do automóvel face aos espaços destinados a peões e ciclistas. A proposta aposta num novo desenho urbano que redistribui o espaço e privilegia os modos suaves de deslocação.

Entre os objetivos destaca-se a criação de percursos pedonais e cicláveis contínuos, a ampliação das zonas de estadia e convívio e a melhoria do ambiente urbano, com mais vegetação, iluminação eficiente e mobiliário renovado. A autarquia defende uma abordagem de “desenho universal”, garantindo acessibilidade plena a pessoas com mobilidade reduzida e eliminando barreiras arquitetónicas. Está igualmente prevista a reorganização do estacionamento e a introdução de medidas que reduzam a velocidade automóvel dentro do bairro.

As melhorias estendem-se às infraestruturas subterrâneas e aos sistemas urbanos, com a renovação das redes de águas pluviais, abastecimento e iluminação pública, esta última com tecnologia LED. O objetivo é aumentar a sustentabilidade e a eficiência energética, além de diminuir ruído e emissões, reforçando a qualidade de vida de residentes e visitantes.

O investimento global ronda os 13 milhões de euros, dos quais cerca de 3 milhões serão aplicados na primeira fase.

ANACOM autoriza missão da ATMOS a regressar do espaço aos Açores

A ANACOM emitiu a primeira licença comercial portuguesa para a reentrada e recuperação controlada de uma nave espacial, a missão PHOENIX 2.1 da ATMOS.

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) concedeu pela primeira vez uma licença comercial de reentrada espacial, autorizando o regresso controlado de uma nave ao território europeu sob jurisdição portuguesa. A autorização foi emitida para a empresa ATMOS Space Cargo, responsável pela missão PHOENIX 2.1, e formaliza o enquadramento legal necessário para a sua fase de retorno à Terra.

A deliberação foi aprovada pelo Conselho de Administração da ANACOM ao abrigo da legislação nacional do Espaço, resultando na emissão da licença ANACOM-09/2026-AE. A missão deverá decorrer na segunda metade do ano, com a nave a regressar de órbita terrestre baixa para uma zona específica no Atlântico Norte, próxima da ilha de Santa Maria, nos Açores.

Este é o primeiro licenciamento de reentrada de caráter comercial concedido em Portugal e marca um passo significativo na regulação europeia das operações espaciais privadas. A autorização abrange não apenas a reentrada atmosférica, mas também as operações de amaragem e recuperação marítima que serão conduzidas pela ATMOS, distinguindo a missão das habituais manobras de eliminação de estágios de lançamento.

Com esta decisão, Portugal passa a dispor de um enquadramento regulatório que permite a realização de operações completas de regresso e recuperação de veículos espaciais comerciais, reforçando o seu papel no panorama europeu da exploração espacial. A data exata do lançamento, bem como o perfil de voo e os parâmetros técnicos da recuperação, serão definidos numa fase posterior, em coordenação com as entidades marítimas e aeronáuticas competentes.

Pragmata sai agora uma semana mais cedo

Adiado inúmeras vezes, o novo jogo da Capcom, Pragmata, agora até vai chegar é mais cedo do que o previsto.

A Capcom mudou de ideias e em vez de adiar novamente Pragmata, vai antecipa-lo! Numa última atualização a editora havia fechado a data a 24 de abril, mas a Capcom anunciou agora que o seu novo jogo original, terá lançamento a 17 de abril, na PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam).

A longa espera por Pragmata está quase a chegar ao fim,” lê-se no mais recente anúncio. “Mas a Capcom teve que alterar a data mais uma vez. A aventura de ação sci-fi está agora a fazer um “moonwalk” para a PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC via Steam no dia 17 de abril de 2026, uma semana mais cedo.” Para além desta agradável confirmação, a Capcom lançou mais um novo trailer do jogo, desta vez focado em alguns locais ainda não vistos, dentro da estação espacial onde decorre esta aventura.

Pragmata é o mais recente jogo de ação original da Capcom que decorre num futuro distópico, com a Lua da Terra como palco principal. A aventura acompanha Hugh e Diana numa jornada para regressar ao planeta natal, explorando cenários de ficção científica que tiram partido de tecnologias de nova geração, incluindo Ray-Tracing, para criar ambientes visuais envolventes e detalhados. O jogo também se destaca pelo seu peculiar sistema de combate, que combina a perspetiva de tiros na terceira pessoa, com elementos de hacking, com exploração de plataformas e grandes batalhas de bosses.

Aldi Portugal investe 500 milhões de euros até 2035 para chegar às 250 lojas

A Aldi vai também abrir uma nova plataforma logística em Santo Tirso, mas somente em 2030.

A Aldi prevê aplicar cerca de 500 milhões de euros no mercado português até 2035, numa nova fase de expansão que deverá acrescentar 90 lojas à rede existente e incluir a inauguração de uma plataforma logística em Santo Tirso.

O plano confirma a continuidade da estratégia de crescimento do grupo alemão no retalho alimentar nacional, num contexto económico adverso, marcado pela persistência da inflação e pelos custos elevados das matérias-primas, energia e transportes. Segundo disse fonte da empresa ao Expresso (acesso pago), o modelo de negócio baseado na eficiência e no conceito discount permite atenuar o impacto da subida de preços, garantindo “ajustes responsáveis e controlados” e preservando a relação entre qualidade e preço.

Desde 2021, a insígnia duplicou o número de lojas em Portugal, alcançando 161 unidades no final de 2025, depois de ter passado de 80 lojas em 2020 para 161 cinco anos depois. Hoje, dia 6 de março, a Aldi abriu uma nova loja em Amarante, distrito do Porto, sendo também a primeira inauguração do ano em território nacional, o que fez com que passe a contar com 162 lojas no país. O objetivo agora é atingir as 200 lojas até 2030 e chegar às 250 cinco anos depois.

O investimento dos últimos anos foi mantido a um ritmo médio de 100 milhões de euros anuais, um esforço que permitiu duplicar o número de trabalhadores, que passou para cerca de 2500 e se aproxima agora dos 2600 colaboradores. O crescimento futuro seguirá proporções semelhantes, com cerca de 5 milhões de euros aplicados em cada nova loja e a criação média de 20 postos de trabalho por unidade.

Presente em Portugal desde 2006, a Aldi iniciou a sua operação no Algarve, aproveitando o dinamismo do turismo e a familiaridade dos consumidores estrangeiros com a marca. Até 2020, o grupo cresceu de forma gradual, sobretudo a sul, com uma média de cinco aberturas anuais. A partir de 2021, a estratégia mudou: a empresa avançou para o Centro e, mais recentemente, para o Norte. Atualmente, a região Norte é considerada estratégica pela empresa e concentra 41 lojas, 23 das quais na área metropolitana do Porto. Em 2025, cerca de metade das novas unidades abriram a norte e a retalhista pretende dar continuidade a essa tendência em 2026.

A expansão foi acompanhada de um reforço logístico. Na Moita, a empresa construiu um dos maiores entrepostos da sua rede europeia, destinado a abastecer as lojas do Sul e do Centro. Há também um centro de distribuição em Valongo, que serve temporariamente a região Norte, enquanto decorrem os preparativos para a futura plataforma de Santo Tirso, prevista para 2030. Esta infraestrutura deverá reforçar a capacidade de abastecimento da cadeia na metade norte do país, alinhada com o plano de crescimento da rede de lojas.

O formato das lojas segue um modelo padronizado em toda a Europa, com cerca de 1.500 m2 de construção e 1.000 de área de venda. No entanto, a entrada nos centros urbanos de Lisboa e do Porto levou a empresa a adaptar-se. Entre os formatos que a Aldi tem vindo a explorar destaca-se o conceito urban city ou city, com lojas de menor dimensão – até 600 m2 -, localizadas em zonas centrais e pensadas para compras rápidas, com operação ajustada a horários e logística específicos. Lisboa é, por agora, o único palco desta vertente urbana: existem já sete espaços deste tipo (seis numa primeira fase), incluindo o da Avenida da Liberdade, e o grupo antecipa continuar a investir neste tipo de loja, adaptando-se à realidade urbana, embora sem revelar planos concretos de novas aberturas.

Sony Interactive Entertainment vai deixar de lançar os maiores exclusivos PlayStation no PC

Querem jogar os grandes exclusivos PlayStation no PC? Então más notícias.

Esta geração a Sony Interactive Entertainment alterou a sua estratégia de lançamentos, tornando os seus jogos mais acessíveis, para lá da presença nas consolas PlayStation 4 e PlayStation 5. Ao longo dos últimos anos vimos lançamentos e estreias históricas na indústria com jogos como Marvel’s Spider-Man, The Last of Us Part I e Part II, Horizon Zero Dawn e Horizon Forbidden West, God of War e God of War Ragnarok, entre muitos outros a chegarem ao PC – uma plataforma partilhada com a concorrente direta da PlayStation, a Xbox.

O que seria algo excelente para os jogadores, em questões de acessibilidade e acesso a mais jogos, poderia ter sido também para a Sony Interactive Entertainment ao ter um público maior. Infelizmente esse não parece ser o caso e agora a Sony Interactive Entertainment está prestes a inverter os seus planos. Numa publicação no Bloomberg, parte de uma nova investigação de Jason Schreier, a informação não poderia ser mais clara: “pessoas com conhecimento dos planos da companhia” afirmam que a Sony Interactive Entertainment vai deixar de lançar os seus maiores jogos no PC.

Algumas das razões mencionadas para este 180, que para já ainda não foi oficializado pela Sony Interactive Entertainment, referem os alvos de vendas de jogos no PC que não correspondem às expectativas da distribuidora, algo que poderá ser provocado pelo lançamento tardio, em média um ano depois do lançamento inicial nas consolas PlayStation. Adicionalmente, há também um sentimento interno de que o lançamento no PC “danifica a imagem de marca” da consola. Outro fator mencionado, pode ser um plano a longo prazo, onde se prevê que a Xbox adote uma filosofia de PC-Consola, como o recém-anunciado Project Helix, que será uma consola Xbox capaz de correr jogos de PC e, automaticamente, esses exclusivos da PlayStation.

Entre alguns jogos mencionados desta nova estratégia de preservar a exclusividade na PlayStation 5, incluem-se Ghost of Yotei, Saros e Marvel’s Wolverine. Mas apesar deste futuro mais tristonho para quem esperava ver alguns dos grandes lançamentos da PlayStation 5 em diante no PC, ainda há alguns jogos que poderão ver lançamentos multiplataforma, como é o caso de jogos de natureza mais social, como Marathon da Bungie, ou Marvel Tokon. Também há o caso de jogos financiados pela Sony, mas produzidos por estúdios externos, como o Death Stranding 2e Kena: Scars of Kosmora, que já estão inclusive prometidos para PC. Ou seja, este plano parece afetar apenas a maioria dos jogos do grupo de estúdios internos da PlayStation.

Xbox revela a sua próxima geração de hardware, o Project Helix

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O Project Helix é descrito como uma consola Xbox que vai permitir jogar jogos de PC.

Ao longo dos últimos meses as expectativas sobre o próximo passo da Xbox e da PlayStation tem sido elevada e agora, a Xbox abre as portas ao seu futuro com uma pequena revelação que poderá ter grandes implicações. Nas redes sociais foi apresentado o Project Helix, apenas com um simples teaser e um logótipo novo, acompanhado pela legenda “A próxima geração de consola Xbox: Project Helix”.

Confirma-se assim que a próxima geração de hardware continuará a ser, para todos os efeitos, uma consola. Mas a nova CEO da Xbox acrescentou mais um pequeno detalhe sobre o que nos espera, algo que também tem sido muito antecipado. Numa partilha separada, Asha Sharma afirmou: “Um ótimo início esta manha com a equipa da Xbox, onde falámos do nosso compromisso com o regresso da Xbox incluindo o Project Helix, o nome de código para a nossa próxima geração de consolas. O Project Helix vai liderar em desempenho e correr os vossos jogos de Xbox e de PC. Esperamos falar maios sobre isto com os nossos parceiros e estúdios na minha primeira GDC na próxima semana.”

Este tipo de anúncios de novo hardware é uma tendência já familiar para a Xbox. No passado, a Xbox One X foi apresenta antes da sua verdadeira revelação como Project Scorpion, e a Xbox Series X|S como Project Scarlett. O que significa assim que ainda há muito para descobrir sobre esta nova geração da Xbox, que se tudo correr bem terá maior sucesso que a atual geração da marca.

Antes do EVILLIVƎ FESTIVAL, acontece o EVILLIVƎ WARM-UP na Sala Tejo da MEO Arena

O EvillivƎ Warm-Up marca o arranque do festival com uma noite dedicada ao metal contemporâneo, reunindo Trivium, Cavalera e Okkultist em Lisboa.

A 4 de julho, a Sala Tejo da MEO Arena recebe o concerto que marca o início oficial da edição de 2026 do EVILLIVƎ FESTIVAL. O evento, designado EVILLIVƎ WARM-UP, surge como o ponto de partida simbólico do festival e reúne em palco três nomes de peso: os norte-americanos Trivium, os irmãos Cavalera e os portugueses Okkultist.

Os Trivium assumem o papel principal na noite de abertura, trazendo a Lisboa mais de 20 anos de carreira assente na fusão entre técnica apurada, intensidade e uma identidade melódica inconfundível. Liderada por Matt Heafy, a banda consolidou uma posição de destaque no metal moderno, com discos como Ascendancy, Shogun e In The Court of the Dragon, obras que ajudaram a definir o som da sua geração e a cimentar uma presença constante nos grandes palcos internacionais.

Outro dos momentos centrais do alinhamento será protagonizado por Max e Igor Cavalera, que revisitam ao vivo Chaos A.D., o álbum que editaram em 1993 com os Sepultura. Considerado um marco na história do metal, este registo abriu novas vias para o género, ao integrar ritmos mais variados e uma intensidade conceptual rara. O espetáculo Cavalera Plays Chaos A.D. recupera essa energia original e celebra um legado que continua a influenciar músicos e público com a mesma força de há três décadas.

A representação nacional ficará a cargo dos Okkultist, banda que tem vindo a impor-se dentro e fora do país como uma das vozes mais consistentes do metal extremo português. O grupo destaca-se pela abordagem moderna e pela forte presença em palco, traços que têm consolidado a sua reputação na nova geração do género.

O EVILLIVƎ WARM-UP antecede a edição principal do festival, agendada para 5 de julho na MEO Arena, com Marilyn Manson e Megadeth entre os cabeças de cartaz. O evento contará ainda com atuações de Mastodon, Converge, The Gathering e Imminence, reunindo propostas que refletem a vitalidade e a diversidade do metal contemporâneo.

Os bilhetes para o EVILLIVƎ WARM-UP estão disponíveis a 45€ e 50€.

Huawei Mate X7 Review: Um dobrável maduro

Com o Mate X7, a Huawei apresenta um smartphone tão elegante como competente, mas algumas concessões continuam inevitáveis.

Com o Huawei Mate X7 é uma estreia para mim, dado que se tornou no primeiro smartphone dobrável da Huawei que testei. Um teste interessante que apesar de revelar as capacidades da marca em trazer-nos smartphones preparados para os mais exigentes, continua a fazer concessões inevitáveis que podem não ser do agrado do todos. No entanto, onde merece maiores elogios é na qualidade de construção deste equipamento, evidente desde o primeiro momento, que o coloca num patamar difícil de igualar.

Com este novo dispositivo, a Huawei não tentou reinventar a roda, e, sinceramente, ainda bem. O design conta com uma combinação de couro vegano premium na traseira e uma estrutura em alumínio polido que lhe dá um ar de ferramenta trabalho e não de um acessório de moda. A sua cor Vermelha reforça essa ideia, sobretudo porque o seu acabamento em couro transmite uma sensação de luxo e de praticidade. É agradável ao toque, não escorrega e não fica cheio de dedadas. Dá mesmo a sensação de ser um telefone pensado para ser utilizado, não apenas para ser exibido.

As suas dimensões também mostram que a Huawei percebeu o que torna um smartphone dobrável confortável no dia a dia. Fechado, o Mate X7 fica muito próximo do tamanho de um smartphone tradicional, com cerca de 15,68 cm de altura, 7,38 cm de largura e 9,5 mm de espessura, o suficiente para deixar de parecer um bloco demasiado espesso. Já aberto, transforma‑se num pequeno tablet surpreendentemente fino, com apenas 4,5 mm de espessura. As 236 gramas colocam-no naquele ponto ideal entre leve o bastante para não cansar, e o pesado o suficiente para transmitir solidez. Mas é na ergonomia que as minhas impressões se tornam mais pessoais. O módulo de câmara é enorme, visualmente dominante, e isso altera o equilíbrio do telefone. Com ele fechado, senti várias vezes os dedos a tocar na parte inferior do módulo. Aberto, a mão tende naturalmente a deslizar para a zona da câmara, e é fácil tocar acidentalmente na lente. Não é um problema que estrague a experiência, mas é o tipo de detalhe que só se nota depois de horas de utilização contínua, não apenas através de um teste rápido. De resto, tudo está onde se espera num topo de gama, com a porta USB‑C e bandeja SIM em baixo, microfones e colunas bem posicionados, botões de volume na lateral e um botão de energia que também funciona como leitor de impressões digitais. Este último é particularmente importante num dobrável, já que ter um desbloqueio biométrico rápido e fiável faz toda a diferença entre sentir que se está a usar um smartphone normal ou um gadget que exige passos extra.

Huawei Mate X7
Ecrã externo do Huawei Mate X7

O ecrã interno do Huawei Mate X7 conta com 8 polegadas e é um painel LTPO OLED de excelente qualidade, com resolução de 2416 × 2210 pixeis e uma taxa de atualização variável entre 1 e 120 Hz. A nitidez ronda os 412 ppi e o brilho chega aos 2500 nits. O ecrã exterior, também ele LTPO OLED, conta com 6,49 polegadas, com a mesma densidade de pixeis e atinge um brilho ainda superior, perto dos 3000 nits. No uso diário, o ecrã exterior não dá aquela sensação de painel secundário que muitos dobráveis ainda transmitem. Parece mesmo o ecrã principal de um smartphone normal, extremamente legível ao sol, vibrante em interiores e com espaço suficiente para não nos sentirmos limitados. Quando se abre o ecrã interior não sente que estamos a mudar de dispositivo, mas sim a ampliar a mesma área de trabalho. Essa continuidade faz diferença, porque incentiva a usar o formato aberto quando realmente apenas faz sentido, e não para justificar que o telefone tem um ecrã de grandes dimensões.

O ecrã exterior vem protegido pelo Kunlun Glass 2, enquanto que o interior conta com uma nova camada composta por três materiais que, segundo a marca, melhora a resistência a impactos e dobra. Pode soar a marketing, mas a verdade é que em momento algum senti receio de usar e abusar do ecrã interno, já que ele não transmite aquela preocupação constante de ser algo que deva ser tratado como uma peça de porcelana. Já a sua dobradiça é construída em aço sob alumínio polido, com resistência anunciada de 2350 MPa, e que conta com um movimento de fecho com aquele som profundo e suave que transmite qualidade. É estranho dizer que uma dobradiça parece cara, mas isso percebe‑se quando se ouve. Fecha com segurança, sem aquele estalo seco que faz pensar duas vezes antes de o abrirmos. É verdade que o vinco no ecrã está lá e que se nota bem nos ângulos habituais, sobretudo em fundos claros. A boa notícia é que desaparece da atenção quando estamos a ver vídeos ou a ler, e a má noticia é que, aqueles que são mais sensíveis a esse tipo de detalhe, vão continuar a vê‑lo.

Uma nota importante é que o Huawei Mate X7 conta com as certificações IP58 e IP59, que o coloca num patamar superior se comparado com os seus concorrentes. Já não é apenas resistente a salpicos, já que agora lida muito bem com poeira e jatos de água. Para um dobrável, isto é quase revolucionário, e o único inconveniente é a sua moldura plástica de 3 mm em torno do ecrã interno que tende a acumular algum pó. Não é nada incomodativo, mas sinto-me na obrigação de o referir nesta análise, já que essa zona terá de ser limpa com alguma frequência, especialmente para aqueles que como eu tendem a transportar o telefone no bolso das calças.

Huawei Mate X7
Ecrã interno do Huawei Mate X7

É no desempenho que o Mate X7 tropeça um pouco, porque é impossível ignorar o que a Huawei consegue, ou que ainda não consegue, fazer no campo do desempenho. O equipamento está equipado pelo Kirin 9030 Pro, um processador fabricado no processo de 6 nm, com uma configuração de nove núcleos e um GPU Maleoon 935. A juntar a isso temos 16GB de RAM e 512 GB de armazenamento interno, o que em teoria, deveria garantir folga suficiente para qualquer tarefa. A marca fala em ganhos de 25% no CPU e 40% no GPU face à geração anterior, e acredito que esses números sejam realistas. O problema é que, quando o comparamos com os topos de gama atuais, o Kirin 9030 Pro comporta‑se mais como um chip de gama média, e os resultados em testes de benchmarks não deixam grande margem para dúvidas. Apesar dos chips chineses terem evoluído bastante ainda não estão ao nível dos Qualcomm Snapdragon, ou Mediatek Dimensity mais potentes. E há uma razão clara para isso, as limitações impostas à Huawei nos últimos anos afastaram a marca das cadeias de fornecimento que alimentam os processadores mais avançados do mercado.

Dito isto, a experiência real conta outra história. As aplicações abrem depressa, a navegação é fluida, a utilização multi-tarefas é estável e a transição entre o modo dobrado e desdobrado é impecável. Numa utilização normal, o telefone não engasga, e isso acaba por ser mais importante do que qualquer teste de benchmark. Muito desta suavidade parece vir do EMUI 15, que ainda é baseado no Android 12, mas que está mais afinado do que nas versões anteriores. O controlo térmico também é extremamente competente. Em navegação, fotografia, videochamadas ou multi-tarefas, o Mate X7 mantém‑se confortável na mão, sem pontos quentes irritantes. No entanto, nos jogos mais exigentes é mesmo preciso baixar as expectativas. Ele executa títulos populares sem problemas, mas não é o dobrável ideal para quem quer transformar o ecrã interno de 8 polegadas numa consola portátil. Aí sente‑se claramente a diferença para os equipamentos com processadores verdadeiramente topo de gama.

Já relativamente à autonomia, consegui verificar que a Huawei demonstrou cuidado com o Mate X7, e isso sente‑se no uso diário. A marca dotou o equipamento de uma bateria de 5600mAh, que é suportada por carregamento rápido com fios a 66W, carregamento sem fios a 50W e ainda carregamento reverso a 7,5W. Em utilização real, isto traduz‑se numa autonomia que não só chega aos dois dias, como muitas vezes os ultrapassa. Num dos testes mais intensos que fiz, com o ecrã interno aberto durante longos períodos, navegação, redes sociais, WhatsApp, fotografia, o telefone terminou o dia com cerca de 55% de bateria e aproximadamente 4 horas de ecrã ligado. Para um smartphone dobrável com dois painéis, isto é impressionante. Há, no entanto, um “mas”. Quando se entra em cargas de trabalho pesadas, como medições de desempenho/benchmarks ou sessões prolongadas de jogos no ecrã interno, a bateria “evapora” muito mais depressa. Não chega a ser surpreendente, porque estamos a falar de um painel grande e de um processador que não é o mais eficiente do mercado, mas é algo a ter em conta se pretendes usar o Mate X7 como uma consola portátil improvisada. A boa notícia é que o carregamento rápido compensa bastante estes momentos de maior consumo, mas é bom que tenha um carregador compatível, e com boas potências de carregamento, já que tal como as outras fabricantes a Huawei não fornece o carregador com a compra do equipamento.

Huawei Mate X7
Sensores fotográficos do Huawei Mate X7

A abordagem da Huawei às câmaras continua a fugir daquela estética artificial e saturada que muitas marcas perseguem. O Mate X7 aposta claramente no realismo e, na maior parte do tempo, acerta em cheio. Na traseira, encontramos uma câmara principal de 50MP com estabilização ótica, uma lente ultra‑angular de 40MP com foco automático e uma lente teleobjetiva macro de 50MP também com estabilização ótica e zoom ótico de 3,5x. Há ainda um emissor e recetor de laser para o foco, um emissor infravermelho e um sensor de espectro de cor, e estes são alguns pequenos detalhes que ajudam a explicar porque é que a Huawei costuma ser tão consistente na reprodução cromática.

Com a câmara principal, em boas condições de luz, as fotos capturadas apresentam detalhe, muito detalhe, cores equilibradas e realces controlados, sem aquele brilho exagerado que transforma os cenários em postais turísticos. As bordas mantêm um aspeto natural e a imagem final parece fiel ao que realmente estava à frente da lente. Mas a teleobjetiva é, para mim, a maior surpresa. O seu zoom ótico de 3,5x é perfeito para o dia a dia, já que aproxima o suficiente sem entrar em exageros que comprometam a qualidade. Entre 2x e 3,5x, a nitidez é excelente, e por volta dos 10x, ainda se conseguem bons resultados, mas já se nota o toque da fotografia computacional com alguma suavização, compressão e, ocasionalmente, nitidez a mais. Nada que outras marcas não façam, mas convém ter presente.

À noite, o Huawei Mate X7 mantém o nível. O sensor capta muita luz e as imagens continuam estáveis, com pouco ruído e sem aqueles artefactos estranhos que costumam aparecer em zonas iluminadas. Há alguma suavização, sobretudo com zoom, mas a qualidade geral continua surpreendentemente boa. É um sistema de câmara que transmite confiança porque raramente falha, independentemente da iluminação. Já a lente ultra‑angular mantém o papel de coadjuvante competente, já que não rouba protagonismo, mas é fiável e o foco automático dá‑lhe a versatilidade suficiente para não ser apenas uma lente para paisagens.

Huawei Mate X7
EMUI 15 no Huawei Mate X7

A experiência de software da Huawei continua a ser aquela mistura curiosa entre coisas muito bem pensadas e outras que lembram, a cada minuto, as limitações do ecossistema. E no Huawei Mate X7 isso fica especialmente evidente. A parte positiva é que a utilização multi-tarefas no ecrã interno funciona realmente bem. Os gestos são intuitivos, com arrastar uma aplicação para a esquerda a coloca-la em ecrã dividido, e podemos escolher se queremos dividir vertical ou horizontalmente. Há ainda um modo que lembra o Stage Manager, que surge quando empurramos uma aplicação para além do espaço que ela ocupa, e as janelas flutuantes aparecem com um simples gesto para a direita. O cenário ideal acaba por ser ter duas aplicações lado a lado e uma terceira a pairar por cima, uma espécie de mini‑tarefa sempre à mão. No dia a dia, isto torna o ecrã de 8 polegadas realmente útil, e não apenas um truque digno de um smartphone dobrável. Mas depois vêm as frustrações, já que a divisão de ecrã está presa a um rígido 50/50, sem qualquer hipótese de ajuste. Num dispositivo que se vende pela flexibilidade, isto soa a uma limitação artificial. E, claro, continuamos dependentes dos programadores de terceiros, já que muitas aplicações simplesmente esticam-se para preencher o ecrã, sem qualquer otimização. Algumas, como WhatsApp ou Instagram, comportam‑se melhor, mas a verdade é que este é um problema transversal ao quase todos os dobráveis, e não apenas ao da Huawei.

E depois temos o eterno capítulo Google. Os serviços oficiais não vêm incluídos e a AppGallery cobre apenas uma parte das necessidades. Para quem vive dentro desse ecossistema a solução passa por ferramentas estilo G‑Box, que cria um ambiente virtual onde é possível instalar aplicações através da Play Store. Funciona surpreendentemente bem, as atualizações chegam e até dá para criar atalhos. A única estranheza é que as notificações podem aparecer como vindas do próprio G‑Box, o que serve como lembrete de que estamos a utilizar um remendo, e não uma integração nativa. E outro dos lados menos glamorosos do software da Huawei também aparece logo ao ligar o Mate X7, já que temos demasiadas aplicações. Pastas pré‑criadas que sugerem downloads, ferramentas duplicadas, serviços próprios para tudo e mais alguma coisa, como o Petal Search, Petal Maps, leitores de multimédia, aplicação de e‑books, gestor de ficheiros, Huawei Health… algumas são úteis, outras são apenas ruído que temos de acaba por desinstalar ou simplesmente desativar.

Quanto à inteligência artificial, a Huawei segue um caminho mais discreto do que a tendência atual de enfiar assistentes em todos os cantos do sistema. Há uma ferramenta de edição com IA para retoques simples e a assistente Celia, mas nada que se aproxime da experiência que é oferecida, por exemplo, pelo Gemini. Dependendo da personalidade de cada um, isto pode ser refrescante ou desapontante, e para mim é simplesmente menos intrusivo. E relembro que através do G-Box, até o Gemini fica funcional. Ou seja, no geral, o software do Huawei Mate X7 vive entre dois mundos, que por um lado é fluido, estável e muito bem otimizado, mas por outro, continua a exigir adaptações e tolerância a soluções alternativas. A questão é perceber se, para quem o utiliza, o lado positivo compensa o resto. Para mim, à muito que deixou de ser um entrave.

Huawei Mate X7
Huawei Mate X7

O Huawei Mate X7 acaba por se afirmar como um dobrável Premium muito bem conseguido, daqueles que mostram maturidade em vez de experimentalismo. O design mais fino, os dois ecrãs brilhantes, a autonomia generosa e um sistema de câmaras consistente fazem dele um dispositivo que realmente muda a forma como se usa um smartphone deste tipo. As câmaras são, sem dúvida, o ponto mais forte, já que produzem imagens realistas, equilibradas e fiáveis em praticamente qualquer cenário, com um zoom pensado para situações do dia a dia em vez de números exagerados para marketing. No uso comum, tudo corre de forma fluida, mesmo que o processador não esteja ao nível dos chips topo de gama atuais e não ofereça suporte para as redes 5G. O software oferece ferramentas de utilização multi-tarefas muito úteis, mas continua a trazer aplicações pré-instaladas a mais e as inevitáveis limitações que são impostas ao ecossistema da Huawei.

Para quem procura um dobrável com um acabamento mais maduro, que não pareça um protótipo caro, e está disposto a viver fora do universo Google, o Huawei Mate X7 é uma proposta convincente, mesmo custando 2099€. Mas se o que mais valoriza é desempenho máximo em jogos, uma experiência de software o mais limpa possível ou a integração total com os serviços Google, mais vale olhar para outras soluções.

Recomendado - Echo Boomer

Este produto foi cedido para análise pela Huawei

IC35: novo troço entre Rans e Entre-os-Rios avança com investimento de 90 milhões

Novo lanço do IC35 prevê 11,7 km de estrada, sete viadutos e seis rotundas, melhorando acessos e qualidade de vida em Penafiel.

A Infraestruturas de Portugal abriu, a 4 de março, o concurso público para a construção do novo troço do Itinerário Complementar 35 (IC35), entre Rans e Entre-os-Rios, no concelho de Penafiel. A empreitada, avaliada em cerca de 90 milhões de euros, integra o prolongamento do lanço já em funcionamento entre Penafiel e Rans e reforça a aposta na melhoria da ligação viária entre o interior norte e o litoral.

O novo percurso terá uma extensão de 11,7 quilómetros, começando na rotunda de Rans e terminando na dos Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios, no entroncamento com a EN106. Será construído com uma via em cada sentido, velocidade base de 80 quilómetros por hora, cinco faixas adicionais no sentido sul-norte e uma no sentido contrário, destinadas à circulação de veículos lentos, o que deverá assegurar maior fluidez e segurança no trânsito. Para além das duas rotundas nas extremidades, o projeto prevê a criação de seis novas que ligarão o IC35 à rede local de estradas.

Entre os trabalhos incluídos está também uma ligação às Termas de São Vicente, com cerca de 1,5 quilómetros, desde a rotunda existente na EN106 com a EM590 até à nova rotunda situada a oeste de Jugueiros. Estão ainda previstas sete passagens superiores e um conjunto de sete obras de arte, entre as quais se destacam o viaduto do Vale de Rans, com 876 metros de comprimento, e a ponte sobre a Ribeira de Gomarães, com 556 metros. Estas infraestruturas procuram reduzir o impacto sobre as populações e o território, mantendo a rede viária local em funcionamento durante e após a construção.

A intervenção é considerada prioritária para Penafiel, Marco de Canaveses e Castelo de Paiva, contribuindo para desviar o tráfego pesado da EN106, que atravessa zonas densamente povoadas. A redução desse tráfego deverá diminuir o ruído, a poluição e o risco rodoviário, além de melhorar a qualidade de vida das populações e a eficiência na circulação regional.

Este investimento enquadra-se no plano definido pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/2025, que estabelece a concretização de um conjunto de projetos rodoviários de norte a sul do país, reforçando o papel da rede viária nacional como instrumento de coesão territorial e mobilidade sustentável.

Entre as empreitadas já em execução incluem-se o acesso ao Terminal Ferroviário de Alfarelos, na EN341, a requalificação da EN222 entre Bateiras e São João da Pesqueira e a duplicação do IP3 entre Souselas e Viseu. Outras cinco intervenções encontram-se em fase de contratação, nomeadamente a variante da EN222 entre o nó da A32, em Canedo, e o IC2, em Castelo de Paiva, e o aumento de capacidade do IP8, entre Sines e a A2.

O anúncio do concurso para o novo troço do IC35 coincidiu com a cerimónia evocativa dos 25 anos da queda da ponte Hintze Ribeiro, em Castelo de Paiva, uma tragédia que marcou profundamente a memória coletiva da região. Presente na homenagem, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sublinhou que o Estado “não pode voltar a falhar na segurança das infraestruturas”.

O governante revelou ainda que foi pedido ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil um estudo exaustivo sobre o estado de pontes, taludes e muros de contenção do país, a concluir no prazo de um ano, e garantiu que tanto a Infraestruturas de Portugal como os concessionários mantêm uma monitorização contínua das redes sob sua gestão.

Para Miguel Pinto Luz, a conclusão do IC35 representa “um compromisso de justiça” para com as populações locais, uma alternativa mais segura à EN106 e um contributo direto para a coesão territorial e a competitividade da região.

Foto: IP – Infraestruturas de Portugal

Utilizadores da Revolut passam a poder gerir a Via Verde na aplicação

A Revolut permite agora aos condutores portugueses ativar e gerir a Via Verde diretamente na aplicação, reunindo portagens e estacionamento num único serviço digital.

A Revolut passou a permitir que os seus utilizadores em Portugal ativem e gerem os serviços da Via Verde diretamente através da aplicação. A nova integração torna possível pagar portagens, estacionamentos e outros serviços de mobilidade sem recorrer a cartões físicos ou a terminais Multibanco, reunindo toda a informação sobre despesas do veículo num único espaço digital.

Com mais de dois milhões de clientes no país, a empresa de tecnologia financeira incorpora assim um serviço amplamente utilizado pelos condutores portugueses. Até agora, a gestão da Via Verde implicava operações manuais e, por vezes, deslocações para assegurar o carregamento de contas. A ligação à Revolut elimina esses passos e permite que os pagamentos sejam feitos automaticamente com o saldo disponível na conta. As transações passam a ficar registadas na aplicação, dando aos utilizadores uma noção imediata dos custos de cada viagem.

A atualização também procura reduzir o risco de esquecimentos e penalizações associadas a pagamentos em atraso, ao automatizar grande parte do processo. A configuração é feita uma única vez e, a partir daí, a aplicação gere de forma contínua os débitos relacionados com portagens ou estacionamento.

Preparem a carteira: Gasóleo deve subir mais de 20 cêntimos na próxima semana

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Condutores portugueses vão enfrentar aumentos históricos já a partir de segunda‑feira.

Os preços dos combustíveis vão sofrer um dos maiores agravamentos dos últimos anos, consequência direta da instabilidade provocada pelo conflito no Irão. A partir de segunda‑feira, o gasóleo poderá aumentar até 23 cêntimos por litro, enquanto a gasolina 95 deverá registar uma subida de até 7,5 cêntimos.

A tendência não se limita aos postos tradicionais. As bombas de marca própria, normalmente associadas a hipermercados, estão a acompanhar a tendência e apontam para um acréscimo de 19,32 cêntimos no gasóleo e 5,96 cêntimos na gasolina 95, valores que confirmam a pressão crescente sobre o mercado energético. No caso do gasóleo, trata‑se da maior subida semanal registada em Portugal desde 2016, ultrapassando o pico de 14 de março de 2022, quando o preço aumentou 16,68 cêntimos por litro. Já a gasolina 95 entra no grupo das sete maiores subidas de sempre, embora ainda longe dos 12,44 cêntimos registados a 10 de outubro de 2022.

O setor atribui estes aumentos à volatilidade internacional, agravada pelo impacto do conflito no Médio Oriente sobre a oferta global de petróleo e derivados. Para os consumidores, o efeito será imediato, com um aumento significativo dos custos de mobilidade e transporte. Para aliviar essa preocupação, o Governo já admitiu que poderá aplicar um desconto no ISP para compensar parte dessa subida súbita.

A analisar os detalhes: Uma análise completa com spoilers da 2.ª temporada de Cross na Prime Video

A segunda temporada de Cross, disponível na Prime Video, prossegue a narrativa de tensão da primeira parte, devolvendo o detetive Alex Cross a um caso de ambiguidade moral que questiona os limites da justiça na atualidade. Com o regresso de Aldis Hodge ao papel de detetive de homicídios e psicólogo forense, esta nova fase introduz dilemas ideológicos urgentes num enredo de suspense violento. Na sua essência, Cross afasta-se do formato de investigação criminal clássica. Trata-se de um estudo de personagem sobre obsessão, trauma e o impacto humano do combate ao crime. A produção aprofunda esta premissa ao apresentar um antagonista com métodos que esbatem a fronteira entre o bem e o mal, forçando o público a repensar a linha que separa a justiça do fanatismo.

A narrativa retoma os eventos após a captura do assassino em série Ed Ramsey, período em que Cross procura restabelecer a estabilidade profissional e pessoal. A tranquilidade é efémera. Cross, a agente do FBI Kayla Craig (Alona Tal) e o parceiro John Sampson (Isaiah Mustafa) deparam-se com uma teia de homicídios violentos, tensões de classe e vingança, espoletada por uma ameaça de morte ao excêntrico multimilionário Lance Durand.

O novo vilão

Cross 2ª temporada

É neste contexto que surge o elemento central de rutura na temporada: Luz (Jeanine Mason). Inicialmente apresentada como a salvadora de vítimas de tráfico humano numa ilha privada, a personagem revela-se uma estratega focada em destruir a elite financeira. Os seus crimes são ritualísticos, simbólicos e concebidos para gerar o caos, destacando-se o envio de dedos decepados para a residência de Durand como um ato de intimidação macabro.

As motivações de Luz radicam no assassinato da sua mãe por membros da mesma elite que agora persegue. Ao rejeitar o sistema judicial, opta por aplicar a retaliação de forma autónoma. As suas táticas brutais dividem a opinião pública entre quem vê as suas ações como uma resposta legítima contra um sistema corrupto e quem a classifica estritamente como uma homicida.

A investigação conduzida por Cross e Craig estende-se por vários estados norte-americanos, desde os bastidores empresariais de Durand até às ruas do país. As provas recolhidas indicam que Luz não atua sozinha, revelando uma conspiração com ramificações profundas nos setores governamental e corporativo.

Profundidade temática: Privilégio, moralidade e o preço da justiça

Cross 2ª temporada

Em termos de profundidade temática, a segunda temporada expande drasticamente os conceitos da primeira. O produtor executivo Ben Watkins assumiu publicamente que esta fase é uma resposta narrativa à indignação global perante as desigualdades sistémicas e a impunidade das classes privilegiadas. O argumento estabelece paralelismos diretos com escândalos reais de abuso de poder e criminalidade económica que ficam frequentemente impunes. Esta vertente de comentário social sobressai, criticando o próprio conceito de justiça num cenário onde os mais fortes agem à margem da lei.

Esta abordagem introduz complexidade narrativa, desviando pontualmente a atenção para o passado de vigilante de Cross ou para as dinâmicas sociopolíticas. Se, por um lado, enriquece o enredo, por outro, parte da crítica considera que este desvio dilui a tensão do mistério principal.

Destaques e dinâmica das personagens na performance

A dar sustentação à temporada: Aldis Hodge

Cross 2ª temporada

As interpretações suportam a estrutura da temporada. Aldis Hodge ancora a série, conferindo subtileza a um detetive impulsionado pela curiosidade intelectual e pelo trauma, focado em compreender a natureza da violência. O ator transmite com eficácia o conflito interno de Cross: a compreensão da revolta popular face à corrupção em choque com o dilema moral de validar o homicídio.

Alona Tal e Isaiah Mustafa: força no apoio

Cross 2ª temporada

lealdade e os métodos de Kayla Craig geram atrito e questionamento em relação a Cross, resultando numa dinâmica constante de colaboração e confronto. Em paralelo, John Sampson abandona a função de alívio cómico, evidenciando um desenvolvimento notório na forma como lida com o peso emocional dos casos.

Do lado da oposição, Jeanine Mason entrega aquela que é frequentemente considerada a melhor interpretação da temporada. A construção de Luz foge ao arquétipo clássico, apresentando um indivíduo atormentado pela vingança, cuja ambiguidade impede o espetador de a condenar ou absolver na totalidade.

Pontos fortes e fracos da temporada em termos de estrutura narrativa

O ritmo da temporada é ambicioso, ao cruzar ameaças a um multimilionário, homicídios premeditados, a vida pessoal de Cross e a evolução de Sampson. Esta sobreposição confere imprevisibilidade, embora corra o risco de sobrecarregar a narrativa. O tempo dedicado a tramas secundárias desconectadas do enigma central gera alguma dispersão, comprometendo, por vezes, a tensão inerente ao formato de suspense.

Ainda assim, o dinamismo é assegurado por cenas de ação cruciais e simbolismo violento. O modelo de emissão semanal fomentou o debate e a especulação sobre o enredo, consolidando a série não apenas como entretenimento escapista, mas como uma obra de intervenção cultural.

Porque vale a pena ver (apesar das suas falhas)

Cross 2ª temporada

A visualização justifica-se pela solidez do elenco principal e pela exploração de temas como o privilégio e o extremismo, que posicionam a série além do género policial comum. Para os seguidores do universo literário e da primeira temporada, esta fase apresenta-se como uma continuação perspicaz e densa, culminando num final que estabelece as bases para uma terceira temporada.

Veja, debata, argumente

Para quem é fã de Cross desde os livros, a primeira temporada é excelente. Já a segunda surge como uma continuação ambiciosa, sendo perspicaz, rica em temas e até os momentos mais impactantes são sustentados pelas performances dos atores. O seu dilema moral: há alguma ocasião válida para justificar uma vingança violenta?

Office  EU é a alternativa europeia às suítes de produtividade norte‑americanas

Plataforma europeia Office EU reúne e‑mail, documentos, calendário e videoconferência sob o RGPD, oferecendo uma alternativa às soluções dos EUA.

Uma plataforma digital europeia está a posicionar-se como alternativa às grandes suítes de produtividade controladas por empresas norte-americanas. Chama-se Office  EU e reúne num só espaço todas as ferramentas básicas de escritório – desde edição de texto e folhas de cálculo até correio eletrónico, armazenamento de ficheiros e videoconferência. A sua principal diferença? É integralmente europeia, tanto na propriedade como na infraestrutura técnica, e cumpre as regras de proteção de dados da União Europeia.

O OfficeEU visa oferecer a empresas, organizações e cidadãos uma solução de trabalho em nuvem sem recurso a servidores ou legislação de fora da Europa. O utilizador pode criar e partilhar documentos, gerir agendas e realizar chamadas de vídeo num ambiente regulado pelo RGPD, mantendo o controlo sobre os próprios dados.

Entre as aplicações incluídas encontra-se o EU Drive, serviço para guardar e partilhar ficheiros com garantias de jurisdição europeia; o EU Docs, um editor de texto colaborativo compatível com formatos como .docx; e o EU Spreadsheet, voltado para análise de dados e folhas de cálculo em conformidade com as normas de privacidade. Há ainda o EU Presentation, destinado à criação de apresentações, o EU Calendar, que centraliza calendários e convites, e o EU Talk, uma ferramenta de videoconferência que funciona em infraestrutura exclusivamente europeia. Por fim, o EU Email assegura comunicações encriptadas e sem publicidade.

O serviço é apresentado como facilmente integrável com contas existentes no Microsoft 365 ou Google Workspace, permitindo importar mensagens, ficheiros e calendários sem perda de informação. A migração baseia-se em formatos e protocolos abertos – como IMAP para e‑mail ou CalDAV para calendário -, o que reduz incompatibilidades. Segundo os responsáveis, o processo não implica paragens nem substituição imediata do sistema anterior: a transição pode ser gradual.

A plataforma foi desenvolvida sobre a base tecnológica do Nextcloud Hub, projeto de código aberto que combina armazenamento, edição de documentos e comunicação em linha. Ao adotar este modelo, o Office EU pretende assegurar transparência e independência de fornecedores. Além de auditorias de segurança regulares e ausência de bloqueio a um único fornecedor, o sistema permite exportar dados a qualquer momento.

Dirigido a pequenas e médias empresas, organizações não governamentais e utilizadores individuais, o Office EU propõe-se responder a uma preocupação crescente: a soberania digital. Num contexto em que leis estrangeiras – como o CLOUD Act norte‑americano – podem obrigar empresas a divulgar dados armazenados fora da sua jurisdição, soluções locais ganham novo peso político e operacional.

A suite funciona em ambientes de trabalho de secretária e móveis, disponibilizando aplicações para Windows, macOS, Linux e sistemas móveis, além de acesso direto através do navegador. O objetivo é simples: oferecer produtividade em linha, com privacidade garantida e sem dependência de infraestruturas externas à União Europeia.

O Office EU ainda não está disponível, apesar de já ter sido lançado nos Países Baixos, pelo que não deverá faltar muito mais para que possamos experimentar. Até lá, podem sempre pedir um convite.

Wine & Books by the Sea inaugura resort de luxo nos Salgados com 250 quartos

O Wine & Books by the Sea, Algarve Resort alia cultura portuguesa, natureza e gastronomia diversificada em Albufeira, numa unidade de cinco estrelas.

O Wine & Books by the Sea, Algarve Resort, inaugurou recentemente na Reserva Natural dos Salgados, em Albufeira, com uma oferta de 250 quartos distribuídos por seis tipologias diferentes, incluindo suítes e opções comunicantes com vista para a piscina. Esta unidade de cinco estrelas, promovida pelo grupo hoteleiro PBH com um investimento de 12 milhões de euros, encontra-se em fase de soft opening até final de março e marca a chegada da marca Wine & Books Hotels ao sul do país, após as aberturas em Lisboa, em 2021, e no Porto, em 2024.

O Wine & Books by the Sea beneficia de parcerias com redes internacionais de hotelaria de luxo, como a Condé Nast Johansens, a Kiwi Collection e a Lumirani Collection, e posiciona-se como pet-friendly, integrando hospitalidade à natureza e à cultura portuguesa. Carlos Saraiva, presidente do conselho de administração do grupo PBH, sublinha que a marca visa transmitir a essência de Portugal através da literatura, gastronomia e vinhos nacionais, elevando o Algarve a um nível de excelência e personalização.

A arquitetura de interiores, da responsabilidade de Joana Saraiva, administradora do grupo, inspira-se na paisagem local, com tons suaves de areia das dunas e verdes secos das palmeiras e lagoa, aliados a estantes de livros icónicas, madeiras quentes e mobiliário artesanal para criar ambientes serenos e autênticos. O espaço inclui quatro piscinas exteriores, duas interiores aquecidas, ginásio, estúdios de yoga e pilates, spa, centro de bem-estar, cabeleireiro, kids club e salas para eventos.

A gastronomia destaca-se com cinco conceitos distintos, da mediterrânica à asiática, italiana e portuguesa tradicional, adaptados a momentos íntimos ou familiares. Hugo Loureiro, chef executivo, refere que esta diversidade reflete a riqueza cultural da marca. Entre os espaços sobressaem o Moby Dick, com buffet e showcooking mediterrânico; o Coco’s, ao ar livre junto às piscinas para refeições leves; o Primadonna, focado em pastas frescas e clássicos italianos; o Aji, com sushi, sakés e omakase; e o Balcão Tasca da Memória, dedicado a petiscos e vinhos em ambiente descontraído.

Depois do OHAI Nazaré, vai surgir em 2027 o OHAI Peniche

Novo eco-resort OHAI Peniche substitui antigo campismo com arquitetura integrada nas dunas. O investimento inicial é de 40 milhões de euros.

A Câmara Municipal de Peniche deu luz verde a um projeto de grande envergadura que vai transformar a entrada urbana da cidade. Tudo graças ao novo complexo turístico OHAI Peniche, cujas obras já arrancaram, e que terá um investimento inicial de 40 milhões de euros, promovido pelo grupo espanhol iLanga Capital.

O empreendimento surge no antigo Parque de Campismo de Peniche, localizado entre as praias do Baleal e dos Supertubos, zonas icónicas do surf mundial.

A construção do OHAI Peniche avança em duas fases: a primeira, com 160 unidades de alojamento eco-lodge, abre no primeiro trimestre de 2027; a segunda adiciona 60 unidades até 2029, elevando o total para 220 e o investimento para 50 milhões de euros. O conceito privilegia uma arquitetura leve e reversível, integrada nas dunas e na biodiversidade local, com bungalows familiares, villas de luxo com piscina privada, club house, espaços de coworking, kids club e uma surf house dedicada à comunidade surfista.

Este é o segundo investimento da iLanga em Portugal, após o OHAI Nazaré, aberto em 2020 no Parque Nacional de Leiria com bungalows, glampings e a maior piscina da Europa feita de contentores marítimos reciclados. O grupo, com seis ativos na Península Ibérica, ambiciona 1.200 unidades até 2027, apostando em resorts premium de baixa pegada ambiental.

Wells reúne beleza, saúde e ótica numa nova loja no MaiaShopping

A Wells abriu uma nova loja no MaiaShopping, reunindo num único espaço as áreas de beleza, perfumaria, saúde, ótica e audiologia, num conceito integrado de bem-estar.

A Wells inaugurou um novo espaço no MaiaShopping, reforçando a presença da marca na Área Metropolitana do Porto com uma loja que reúne num só local as suas diferentes vertentes: beleza, perfumaria, saúde, ótica e audiologia.

Com uma área superior a 400 m2, o novo ponto de venda substitui espaços anteriormente separados no mesmo centro comercial, concentrando agora todos os serviços num modelo integrado. A abertura representa a consolidação do conceito beauty que a marca vem a implementar no país, e que já soma mais de três dezenas de lojas em território nacional.

A loja apresenta uma seleção alargada de cosmética, cuidados pessoais e perfumaria, com centenas de marcas internacionais e nacionais em exposição. As novas tendências de beleza – incluindo referências coreanas dentro do chamado universo K-Beauty – têm presença destacada, com enfoque em produtos inovadores e fórmulas centradas no cuidado da pele. O espaço inclui ainda áreas de experimentação e aconselhamento personalizado, como o Makeup Bar e o Mask Bar.

Na ótica, os visitantes encontram armações e lentes de várias marcas reconhecidas, bem como óculos das insígnias exclusivas da Wells. O serviço de optometria oferece consultas gratuitas e confeção rápida de óculos, num esforço de aproximar o atendimento especializado do consumidor.

Também a audiologia faz parte da nova oferta, com consultas e rastreios auditivos gratuitos, além da possibilidade de testar diferentes equipamentos. A abertura desta loja permitiu a criação de cinco postos de trabalho, integrando uma equipa com 18 colaboradores.

Instalada junto ao hipermercado Continente, a nova loja está aberta de segunda a sábado, entre as 8h30 e as 23h, e ao domingo até às 22h.

JYSK abre primeira loja nos Açores até ao final de 2026

A JYSK quer também, até 2028, abrir mais 25 lojas espalhadas por Portugal.

A retalhista dinamarquesa JYSK está a assinalar uma década de operação em Portugal com novos investimentos e metas de expansão que reforçam a sua aposta no mercado nacional.

Desde a chegada ao país, em 2016, a empresa aplicou cerca de 20 milhões de euros e conta atualmente com 34 lojas e 340 trabalhadores. O objetivo traçado é alcançar 40 espaços até agosto de 2026, com a próxima inauguração prevista para Loures, no final de abril.

Durante a apresentação da nova coleção de jardim, evento no qual o Echo Boomer esteve presente, Carlos Haba, diretor-geral da JYSK em Portugal e Espanha, anunciou que a empresa prevê abrir entre seis e sete lojas ao longo do atual ano fiscal, mantendo o ritmo médio de crescimento registado nos últimos anos.

No Norte, as próximas localizações passam por Felgueiras e Maia, enquanto a primeira loja nos Açores deverá abrir portas até ao final de 2026. A Madeira continua em avaliação como potencial destino para uma futura expansão.

O plano estratégico definido pela empresa prolonga-se até 2028 e contempla a criação de cerca de 250 novos postos de trabalho e a abertura de mais 25 lojas. Numa perspetiva de médio prazo, a meta é atingir uma rede de 80 estabelecimentos, reforçando a presença nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e levando a marca a novas regiões, como o Alentejo, Trás-os-Montes e os arquipélagos.

A JYSK iniciou a sua operação em Portugal em julho de 2016, com a abertura da primeira loja em Tavira. Desde então, tem vindo a consolidar a sua implantação nas principais zonas urbanas, incluindo Lisboa, onde inaugurou a loja de Telheiras. No último exercício fiscal, cerca de um milhão e meio de clientes fizeram compras nas lojas físicas ou através da plataforma digital, sinal do crescimento sustentado da marca no setor do mobiliário e decoração.

Entre os principais desenvolvimentos da última década destaca-se a criação, em 2025, de um hub tecnológico em Lisboa, com funções de suporte global. A estrutura integra-se na estratégia de digitalização da empresa e no reforço da ligação entre vendas físicas e online, colocando Portugal num papel central dentro da operação internacional do grupo.

Xiaomi prepara novo processador proprietário XRING O2

O novo processador da Xiaomi deve chegar até ao final de 2026 e reforça a estratégia de independência tecnológica da marca.

A Xiaomi está a preparar o lançamento do XRING O2, sucessor do seu primeiro processador desenvolvido internamente, com chegada prevista para o final de 2026. A estratégia segue um modelo semelhante ao adotado pela Google com a linha Tensor, ou seja, um chip proprietário por ano, permitindo à empresa consolidar o controlo sobre o desempenho, a integração de software e a sua cadeia de fornecimento. O XRING O1, lançado em maio passado e fabricado no processo de 3 nm pela TSMC, estreou no Xiaomi 15S Pro e no Xiaomi Pad 7 Ultra, alcançando resultados multicore acima de 9.000 pontos e validando a tecnologia central após anos de desenvolvimento.

De acordo com as novas informações, o XRING O2 vai continuar a utilizar o processo de 3nm da TSMC, mantendo o foco na eficiência energética e no desempenho de topo. Embora ainda não haja detalhes sobre melhorias arquitetónicas, a Xiaomi pretende expandir a utilização dos seus chips em tablets, wearables e dispositivos inteligentes, criando um ecossistema mais coeso e menos dependente da Qualcomm. No entanto, permanece um desafio importante, já que, até agora, todos os dispositivos com chips XRING foram exclusivos da China. A série Xiaomi 17 global, por exemplo, continua a usar exclusivamente processadores Snapdragon.

A empresa já confirmou a intenção de levar os seus processadores para mercados internacionais, o que teria impacto direto na sua autonomia tecnológica e na capacidade de otimizar hardware e software. Ao mesmo tempo, a Xiaomi trabalha na expansão global do seu assistente Xiao AI, que será reforçado pelos modelos Google Gemini e acompanhará o lançamento internacional dos seus carros elétricos.

JYSK Portugal celebra 10 anos com plano de expansão e nova coleção

A JYSK comemora uma década em Portugal com um forte investimento logístico e a revelação das tendências de decoração Raw Beauty e Renewing para 2026.

A JYSK Portugal assinalou num evento, onde o Echo Boomer esteve presente, a abertura de uma nova temporada com a apresentação da coleção de primavera-verão 2026, num período marcado pelos resultados positivos das eficiências operacionais e pela expansão do volume de negócios impulsionada pela inauguração de novos espaços comerciais.

O ano assume particular importância para a JYSK, que celebra em julho o 10º aniversário da abertura da primeira loja em Portugal. Para assinalar a data, a retalhista planeia dinamizar grandes ações comerciais direcionadas aos clientes.

A cronologia da JYSK no território português destaca a abertura da primeira loja em Tavira, em 2016. Neste momento, a JYSK conta com 34 lojas em Portugal, mas quer chegar já às 40 unidades até agosto. Já daqui a dois anos, em 2028, prevê abrir mais 25 lojas no país, o que representa um investimento de 12,5 milhões de euros.

No campo dos investimentos, a empresa revela que, na última década, aplicou mais de 20 milhões de euros exclusivamente na abertura e remodelação de lojas. Este crescimento visa a conquista de grandes centros urbanos, com particular incidência em Lisboa e no Porto, zonas onde a presença da marca ainda não atingiu o patamar pretendido.

O plano estende-se para lá do território continental, visando as ilhas e perspetivando uma chegada aos Açores a muito curto prazo. Para suportar logisticamente toda a operação em Portugal, Espanha e Marrocos, a retalhista prepara a inauguração de um novo centro de distribuição em Castellón, Espanha. A infraestrutura, cuja abertura está planeada para o final de 2027 ou início de 2028, encontra-se em fase de construção num terreno já adquirido, ocupará uma superfície de 274.000 m2 e funcionará como um armazém logístico totalmente automatizado e robotizado.

O plano de expansão reflete-se diretamente no volume de recursos humanos. Atingir as 80 lojas implicará que a JYSK conte com praticamente 1.000 colaboradores em Portugal. Apenas a abertura das mais de 25 lojas previstas para o próximo triénio exigirá a contratação de mais de 250 novos funcionários. Atualmente, a empresa emprega 340 pessoas no país, fomentando a igualdade de género com uma estrutura composta por 56% de mulheres e 44% de homens, com uma média de idades a situar-se nos 32,5 anos.

Nos últimos anos, a JYSK também se destacou pelo desempenho interno e pelos resultados no campo ambiental. Em 2025, foi considerada um dos melhores locais para trabalhar segundo o estudo Great Place to Work, com 92% dos colaboradores a classificarem a empresa como um “excelente local de trabalho”. Na área da sustentabilidade, a retalhista atingiu 94% de adesão entre os fornecedores aos objetivos climáticos definidos pela Science Based Targets initiative (SBTi), com metas de redução de emissões até ao exercício de 2027/28.

No evento de hoje, ficámos a conhecer os produtos da coleção primavera-verão 2026, que inicia uma nova fase assente no conforto, na transparência e em produtos autênticos, onde o design circular ganha força. Inspirada na simplicidade e elegância do estilo escandinavo, a gama foca-se na durabilidade e divide-se em duas grandes tendências. A linha Raw Beauty transporta a natureza para os espaços interiores através do encontro de diferentes formas, texturas e cores. Utiliza materiais como a madeira e os minerais, recorrendo a uma paleta cromática inspirada nas cores do oceano e da areia, que inclui o castanho, o verde, o azul profundo e o azul petróleo.

A segunda tendência, designada Renewing, está focada na inovação e na reinvenção dos espaços através de detalhes subtis. Apresenta uma nova paleta composta por tons terrosos, cores suaves e bases quentes, introduzindo um novo tom de verde e um amarelo subtil. Esta linha combina formas metálicas e superfícies de vidro para criar ambientes acolhedores, confortáveis e elegantes, consistentes com a facilidade de interpretação típica dos produtos escandinavos.

Prime Video divulga o trailer da última temporada de The Boys

A Prime Video revelou mais um olhar sobre o derradeiro capítulo de The Boys, que chega a 8 de abril com dois episódios iniciais.

A Prime Video divulgou mais um trailer oficial da quinta e última temporada de The Boys, série produzida pela Sony Pictures Television e pela Amazon MGM Studios. O capítulo final da saga estreia a 8 de abril de 2026, com dois episódios iniciais disponibilizados em simultâneo. Seguir-se-ão novos capítulos todas as semanas, até ao desfecho, agendado para 20 de maio.

O trailer antecipa o derradeiro confronto das personagens que marcaram as temporadas anteriores, prometendo uma conclusão intensa e violenta. Nesta fase final, Homelander assume o controlo absoluto, num mundo moldado pelos seus impulsos imprevisíveis. Hughie, Mother’s Milk e Frenchie encontram-se detidos num campo que simboliza o poder opressivo dos Supes, enquanto Annie tenta organizar uma resistência contra forças cada vez mais dominantes. Kimiko desaparece sem deixar rasto e Butcher, regressado à ação, enfrenta uma decisão limite: usar um vírus capaz de exterminar todos os super-humanos. A sua escolha precipita uma sequência de acontecimentos que ameaça redefinir o destino de heróis e vilões.

Baseada na banda desenhada criada por Garth Ennis e Darick Robertson, The Boys consolidou-se como uma das produções de maior impacto da última década. Os autores mantêm-se envolvidos como produtores executivos, juntamente com Eric Kripke – responsável pelo desenvolvimento e showrunner da série – e uma vasta equipa que inclui Seth Rogen, Evan Goldberg e Neal H. Moritz, entre outros. A produção é assinada pela Sony Pictures Television e pela Amazon MGM Studios, em colaboração com as empresas Kripke Enterprises, Original Film e Point Grey Pictures.