Xiaomi admite que é inevitável a subida do preço dos smartphones

A Xiaomi alertou para o eventual desaparecimento dos smartphones da gama de entrada.

A indústria de eletrónica de consumo tem vindo a atravessar um fase bem complicada nos últimos tempos. E tudo graças ao crescimento desmedido de soluções baseadas em inteligência artificial, que está a provocar uma procura sem precedentes por módulos de memória, criando escassez prolongada e um aumento contínuo dos preços. Perante este cenário, vários analistas têm vindo a antecipar que os smartphones ficariam inevitavelmente mais caros, e agora essa previsão acaba por ser, de alguma forma, confirmada, graças ao que disse recentemente Lei Jun, CEO da Xiaomi.

De acordo com o responsável, a explosão da IA aumentou de forma significativa a procura por memória no último ano, ultrapassando a capacidade de produção e originando aumentos drásticos nos custos. Esta pressão afeta diretamente o negócio de smartphones da Xiaomi e de outras fabricantes, que enfrentam a possibilidade de ter de repassar os custos integralmente aos consumidores. Lei Jun, garante porém, que a Xiaomi vai tentar suavizar o impacto, recorrendo a diferentes estratégias para facilitar a aceitação de eventuais ajustes de preço. Na verdade, a empresa considera-se relativamente estável graças às suas parcerias com os principais fornecedores de memória e à diversidade do seu portefólio de produtos.

A Xiaomi prevê que esta fase de aumentos se prolongue até ao final de 2027, e o cenário mais preocupante é o possível desaparecimento dos dispositivos de entrada, já que as fabricantes poderão ser forçadas a concentrar esforços nos modelos de gama alta, onde a margem permite absorver melhor os custos crescentes.

TCL revela novo ecrã que mistura tecnologia NXTPAPER com AMOLED

A TCL combinou a superfície fosca dos ecrãs NXTPAPER com os benefícios dos painéis AMOLED.

A TCL aproveitou o Mobile World Congress 2026 para apresentar uma novidade no campo dos ecrãs para dispositivos móveis, que passa pela foi a integração da superfície fosca do NXTPAPER diretamente em painéis AMOLED. A fabricante pretende assim unir o conforto visual característico do NXTPAPER com o contraste profundo, brilho elevado e a vivacidade cromática do OLED.

Para tornar esta fusão possível a TLC melhorou também as caracteristicas do NXTPAPE. Agora, a polarização circular atinge agora 90%, aproximando o comportamento da luz ao que ocorre em ambientes naturais; e a emissão de luz azul foi reduzida para 2,9%, uma diminuição adicional de 15% face à geração NXTPAPER 4.0. O software também tem um papel importante, ao ajustar automaticamente brilho e temperatura de cor consoante a hora do dia e a iluminação ambiente, permitindo reduzir o brilho até 1 nit para leitura noturna. Contudo, um dos aspetos mais interessantes é a aplicação de um revestimento anti-reflexo num painel AMOLED, algo raro no sector móvel. A TCL recorre aqui a um processo de nano-litografia para minimizar reflexos e criar uma aparência semelhante à do papel, facilitando a leitura ao ar livre ou sob luz artificial. E há ainda um modo de leitura adaptativo que ajusta o fundo para garantir legibilidade em diferentes condições.

Apesar do acabamento fosco, a marca promete desempenho ao nível dos topos de gama, com brilho máximo de 3.200 nits e taxa de atualização de 120 Hz. Como os painéis são produzidos internamente pela divisão CSOT, a TCL mantém todo o controlo sobre a integração da tecnologia. A data de lançamento dos primeiros dispositivos com esta nova geração de ecrãs ainda não foi anunciada.

Benfica vs FC Porto: Clássico com Mega Odd de 5.00

A jornada deste fim de semana pode ter impacto direto na corrida ao título da Liga Portugal. SL Benfica e FC Porto voltam a encontrar-se num Clássico que promete emoção e pode mexer nas contas do campeonato.

Depois de já terem vencido os encarnados na Taça de Portugal, os dragões sabem que um novo triunfo pode complicar seriamente as aspirações do rival. Já o Benfica, a jogar no Estádio da Luz, tem a oportunidade de relançar a luta pelo primeiro lugar, podendo ficar apenas a quatro pontos da liderança em caso de vitória.

A equipa de José Mourinho chega a este jogo num bom momento no campeonato, com quatro vitórias consecutivas, enquanto o FC Porto procura aproveitar qualquer deslize para reforçar a posição no topo da tabela.

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Mega Odd especial para o Clássico

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Os duelos entre SL Benfica e FC Porto costumam trazer golos e muita intensidade e a pensar nisso há uma Mega Odd exclusiva para este encontro: +2.5 golos @ 5.00.

Com dois ataques fortes e muito em jogo na luta pelo título, o cenário para um jogo aberto e com várias oportunidades parece bastante provável

Um Clássico com Jogo Responsável

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Setúbal investe mais de 40 milhões na modernização do sistema de saneamento até 2030

O concelho de Setúbal beneficia de um plano estratégico de saneamento até 2030, com mais de 40 milhões de euros para reabilitar a ETAR de Setúbal e eliminar fossas sépticas em Azeitão e Mourisca.

O concelho de Setúbal vai receber um investimento superior a 40 milhões de euros destinados à modernização do sistema de saneamento, num plano que se estende até 2030 e que pretende melhorar a qualidade ambiental e o serviço prestado à população.

O Plano Estratégico de Investimentos em Saneamento envolve 10 intervenções a concretizar pela SIMARSUL – Saneamento da Península de Setúbal num montante global de 35 milhões de euros. Parte significativa desse valor será aplicada na reabilitação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Setúbal, considerada uma operação essencial para reforçar a capacidade e a eficiência do sistema.

A Câmara Municipal de Setúbal e os Serviços Municipalizados (SMS) irão complementar este esforço com cerca de seis milhões de euros de investimento no sistema em baixa, centrado na requalificação e ampliação das redes de saneamento básico. As intervenções vão incidir nas zonas da Salmoura, em Azeitão, e da Mourisca, dando continuidade ao processo de eliminação de fossas sépticas e de ligação de habitações à rede pública. Segundo a presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, este plano representa um compromisso com a sustentabilidade ambiental e a melhoria da qualidade de vida das populações. A autarca sublinha que o investimento no tratamento das águas residuais é também uma forma de preservar recursos naturais e de preparar o território para os desafios ambientais do futuro.

Maria das Dores Meira recorda que o atraso acumulado nesta área exige uma intervenção consistente e planeada, lembrando que “durante décadas os investimentos foram praticamente inexistentes”. A reativação dos Serviços Municipalizados, no final de 2022, é apontada como um dos passos decisivos para reorganizar a gestão dos sistemas essenciais e dotar o município de maior capacidade de resposta. A responsável destaca igualmente o papel da SIMARSUL, que assumiu a operação do sistema de tratamento de águas residuais, garantindo, diz, uma melhoria notória num setor ainda carente de atenção.

De acordo com o presidente do conselho de administração da SIMARSUL, José Fialho, os projetos previstos para o concelho de Setúbal têm impacto direto na sustentabilidade ambiental e na saúde pública. Entre as prioridades está a reabilitação da ETAR de Setúbal, orçada em 17 milhões de euros e estruturada em duas fases, com intervenções na modernização de equipamentos, automação, eficiência energética e preparação para a produção de água reutilizável. Além de reforçar o desempenho operacional, o projeto pretende reduzir a pressão sobre o aquífero e criar novas oportunidades para o desenvolvimento regional, nomeadamente nos setores turístico e industrial.

O plano da SIMARSUL inclui ainda a construção e reabilitação de sistemas de drenagem e estações elevatórias, a digitalização da rede, a eliminação de afluências indevidas nos emissários de Azeitão e a criação de uma central de compostagem de lamas avaliada em 8,7 milhões de euros. A empresa afirma que o conjunto de intervenções visa modernizar o sistema e reforçar a resiliência das infraestruturas, valorizando o território da Península de Setúbal.

A Câmara e os SMS têm, por seu lado, previsto um investimento contínuo até 2030, que inclui novas fases das empreitadas em curso e a construção da estação elevatória do Alto da Guerra, a arrancar em 2026. João Rocha, diretor do Departamento de Engenharia dos SMS, lembra que a taxa de cobertura do saneamento básico em Setúbal é atualmente de 98%, valor dentro dos parâmetros definidos pela ERSAR, embora, sublinha, o objetivo seja continuar a alargar a rede. O responsável adianta que para 2026 está já programado um investimento semelhante ao do ano anterior, na ordem de 1,6 milhões de euros, reforçando a requalificação de redes envelhecidas e a extensão do sistema a zonas ainda não abrangidas.

As intervenções vão abranger áreas do centro urbano, como a Baixa e o Bairro Santos Nicolau, e, em Azeitão, o centro histórico e o Campo da Bola, onde se registam problemas de funcionamento da rede. A sessão pública de apresentação do plano terminou com a assinatura de dois protocolos entre o município e a SIMARSUL, relativos à exploração das estações elevatórias de Santo Ovídeo e Faralhão e à gestão da ETAR da Figueirinha, bem como uma adenda ao contrato de recolha de efluentes.

Requalificação do Posto Territorial da GNR de Seia arranca com investimento do MAI

O Governo arrancou com as obras de modernização do Posto da GNR de Seia, um investimento de 2,2 milhões de euros que integra o programa nacional de infraestruturas de segurança.

O Ministério da Administração Interna (MAI) deu início à empreitada de reabilitação e ampliação do Posto Territorial da GNR de Seia, um investimento avaliado em 2,2 milhões de euros.

O projeto insere-se no Decreto-Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança, referente ao período 2022-2026, e será integralmente financiado pela Secretaria-Geral do MAI. Dada a dimensão do investimento, foi necessária a emissão de visto pelo Tribunal de Contas.

A Câmara Municipal de Seia assumiu a responsabilidade pela elaboração do projeto de execução, aprovado pela Secretaria-Geral do ministério em dezembro de 2023. Em março do ano seguinte, foi formalizado um contrato interadministrativo entre a autarquia, a Secretaria-Geral e a GNR para definir os termos da intervenção.

As obras visam melhorar as condições de trabalho dos militares destacados em Seia, dotando o posto de infraestruturas mais modernas e adequadas às exigências atuais do serviço policial. O Governo sublinha que esta intervenção se enquadra no objetivo de reforçar a qualidade e a dignidade das instalações das forças de segurança, promovendo maior eficiência e capacidade operacional.

Perfumes árabes conquistam Vila Real com nova abertura comercial da Aurya Perfumes

O centro comercial de Vila Real recebe a Aurya Perfumes, numa altura em que a perfumaria árabe ganha cada vez mais destaque em Portugal.

A presença crescente da perfumaria árabe em Portugal ganhou um novo marco com a abertura de uma loja Aurya Perfumes no centro comercial Nosso Shopping, em Vila Real. A marca, conhecida pelas fragrâncias intensas e pela longa duração dos seus produtos, já contava com várias lojas no país e decidiu agora reforçar a sua presença na região norte.

A nova loja integra-se na estratégia de expansão que a empresa tem vindo a desenvolver, apostando na abertura de espaços físicos em diferentes pontos do território nacional. A aposta acompanha o interesse crescente do público português por perfumes de inspiração oriental, reconhecidos pelas composições elaboradas e pela estética característica das embalagens.

Além da chegada da Aurya Perfumes, o centro comercial tem vindo a diversificar a oferta com novas lojas como a Phones INN e a Game Zone, ambas inauguradas recentemente. Estas aberturas refletem o esforço do espaço em acompanhar as tendências de consumo e manter-se como um ponto de referência para compras e lazer na região de Vila Real.

Boox Palma 2 Pro Review: o e-reader perfeito para quem gosta de ler fora de casa

Leitura em pé no metro, notas rápidas na rua, WhatsApp sem Wi-Fi. O Boox Palma 2 Pro é o meu novo companheiro de bolso, mas o upgrade face ao Palma 2 pode não fazer sentido para qualquer um.

O que mais gosto de fazer no meu tempo livre é ler (ainda mais do que ver filmes e séries), e por isso, durante muito tempo, andava sempre com livros na mão – algo que ainda faço ocasionalmente. Só que, com a chegada da era digital, os e-readers acabaram por transformar a minha rotina de leitura, tornando-se assim num dos meus gadgets favoritos. Quando chega a hora de sair de casa, vêm quase sempre comigo na mala ou no bolso, como é o caso do meu Boox Palma 2, um companheiro indispensável do meu dia.

Por isso, com a apresentação do Boox Palma 2 Pro, em outubro do ano passado, fiquei imediatamente curiosa em perceber até que ponto fazia sentido dar este salto. Entre o burburinho à volta do novo modelo e o sucesso já bem conhecido do anterior, parti à descoberta para perceber como é, afinal, ter um Palma 2 Pro na palma da minha mão.

Recebi para teste o InkSense Plus Bundle, conjunto que inclui, para além do Palma 2 Pro, a caneta InkSense Plus e uma capa protetora. Dentro da caixa encontramos ainda um cabo USB-C e o respetivo manual de instruções, num conjunto simples e funcional. Existe também o Standard Bundle, pensado para quem dispensa a caneta, que inclui apenas o Palma 2 Pro e a capa protetora. No meu caso, a versão que recebi é em preto, tanto o dispositivo como a capa, embora exista igualmente uma opção em branco para quem prefere um visual mais estético.

A primeira impressão que tive foi, honestamente, aquela sensação que era muito parecido com o Palma 2. Não só porque o formato é praticamente o mesmo, mas porque a ideia-base continua a ser a mesma: um e-reader que se comporta como um pequeno “companheiro de bolso”, pronto a ser usado sem cerimónias, seja numa pausa rápida ou numa espera mais longa. E aqui entra logo um detalhe que eu valorizo muito: o Palma 2 Pro não tenta parecer um objeto de luxo. É um dispositivo com uma abordagem muito prática, muito do género “vamos ao que interessa”.

Em termos de construção, o Palma 2 Pro apresenta um chassis totalmente em plástico, com a traseira em preto a oferecer uma textura muito interessante ao toque, ligeiramente áspera, que ajuda a melhorar a aderência e a transmitir mais segurança ao pegar no dispositivo. Também a moldura e a parte frontal são num plástico preto liso. Esta escolha de materiais contribui para que o Palma 2 Pro seja bastante leve, com apenas 175 g (cerca de mais 5 g do que o Palma 2), tornando-o confortável e ergonómico para ler durante mais tempo, coisa que os meus pulsos agradecem.

E isto nota-se mesmo no uso real. Por exemplo: eu leio muito em pé, em transportes, a andar devagar, ou simplesmente com uma mão ocupada com mala/casaco/vida. Há e-readers ótimos que eu adoro… mas que só me apetece usar no sofá, com calma, como se fossem “um momento”. O Palma, pelo contrário, é aquele dispositivo que não exige que eu mude de posição ou que me organize. Está ali, cabe no bolso, e é só pegar e continuar. E o Palma 2 Pro mantém exatamente esse lado descomplicado.

Quando peguei no dispositivo pela primeira vez, a sensação foi de grande familiaridade. O tamanho, o peso e a forma como encaixa na mão são praticamente os mesmos do Palma 2. Aliás, o Palma 2 é praticamente indistinguível em termos de tamanho e peso. A diferença é mesmo ligeira: o Palma 2 Pro é apenas um bocadinho mais espesso e um bocadinho.

Na lateral direita está integrado o sensor de desbloqueio biométrico, que duplica também como botão On/Off, enquanto a lateral esquerda alberga os botões de aumentar e diminuir o volume, que também podem ser usados para virar páginas, acompanhados, mais acima, por um botão inteligente personalizável.

No bordo inferior situam-se as colunas de som, juntamente com um dos microfones, a porta USB-C e a slot híbrida para cartão microSD ou cartão SIM. Existe ainda um segundo microfone no bordo superior. Já na traseira surge uma câmara fotográfica de 16MP com flash.

Gosto desta abordagem cheia de botões e atalhos físicos. Sei que há quem prefira tudo em toque no ecrã, mas eu dou mesmo valor a conseguir virar páginas sem tocar no ecrã (especialmente quando estou a ler com uma mão e não quero estar a ajustar a pega constantemente), e aqui os botões de volume como page-turn funcionam muito bem para isso. O botão inteligente também acaba por ser útil para “forçar” um refresh manual do ecrã quando há mais ghosting, ou para ativar uma função que usamos muitas vezes. Já o botão de desbloqueio biométrico funciona bastante bem, mesmo com a capa posta, e normalmente desbloqueia o ecrã logo na primeira tentativa, o que nem sempre é garantido neste tipo de dispositivos.

Do ponto de vista global, a comparação com o Palma 2 ajuda a perceber porque é que a designação Pro acaba por fazer sentido. O formato e a identidade mantêm-se muito próximos, mas existem algumas diferenças que merecem ser ponderadas por quem está a considerar o upgrade. Uma das mais relevantes é a presença de uma slot híbrida para microSD e cartão SIM, uma funcionalidade há muito pedida por quem queria tornar o Palma ainda mais autónomo fora de casa. Embora o Palma 2 Pro não substitua um telemóvel no sentido tradicional (já que não permite chamadas ou envio de SMS), a inclusão de dados móveis é uma adição claramente bem-vinda. Isto significa que, com esta nova adição, deixei de estar estar exclusivamente dependente de redes Wi-Fi e posso manter o dispositivo sempre ligado, instalar aplicações adicionais e usar aplicações como o WhatsApp para falar com quem quiser, onde me apetecer – sim, funciona!.

E para mim remove uma fricção enorme: a de estar sempre a pensar se tenho Wi-Fi, se vou conseguir sincronizar uma leitura, se consigo abrir aquela página que guardei, se consigo enviar uma mensagem rápida numa aplicação, o que acaba por deixar o Palma 2 Pro mais independente. E, num dispositivo que eu já uso precisamente por ser o meu companheiro fora de casa, esta liberdade acaba por dar imenso jeito.

Outra característica que me conquistou no Palma 2 Pro foi o ecrã. Apesar de manter as 6,13 polegadas do Palma 2, passa agora a oferecer a possibilidade de leitura a cores, graças ao painel Kaleido 3, capaz de apresentar até 4096 cores. Já o Palma 2 recorre a um ecrã monocromático E-Ink Carta 1200, mais vocacionado para leitura em preto e branco. Naturalmente, não estamos a falar de cores vibrantes como as de um tablet tradicional, mas há algo no tom mais suave desta tecnologia que sempre achei ter um certo charme, sobretudo quando leio bandas desenhadas ou algum livro colorido, o que não acontece com muita frequência é verdade, mas acaba por ser sempre uma boa experiência quando o faço.

Dito isto, acho importante ser honesta com expectativas: ecrã a cores em e-ink é sempre um compromisso. Há um lado giro, quase “jornal impresso”, especialmente em capas, ilustrações, destaques e pequenos elementos gráficos. Mas também há o reverso da medalha: a imagem fica naturalmente mais “apagada” do que num ecrã monocromático, e isso faz com que eu use mais a luz frontal do que usaria num e-reader a preto e branco. Para mim não é um problema, porque já uso muitas vezes a luz frontal por hábito (e porque leio muito ao fim do dia), mas é uma diferença a ter em conta.

O Palma 2 Pro conta ainda com 8GB de RAM, um salto face aos 6GB do Palma 2, diferença que se faz sentir sobretudo quando tenho várias aplicações abertas e a correr em simultâneo. Apesar de ambos manterem o mesmo processador octa-core, é notório que o Palma 2 Pro consegue oferecer um desempenho ligeiramente mais rápido e consistente. A Boox optou também por manter o armazenamento interno nos 128GB, uma capacidade mais do que generosa para um e-reader e que, aliada à presença de uma slot para microSD, permite ter uma biblioteca praticamente ilimitada de livros, documentos e aplicações sempre à mão.

Outra das grandes novidades do Palma 2 Pro é precisamente o facto de deixar de ser apenas um e-reader compacto para passar a ser também um pequeno bloco de notas digital. E aqui começo já por dizer: a possibilidade de escrever num dispositivo deste tamanho é simultaneamente entusiasmante e desafiante.

O Palma 2 Pro utiliza a tecnologia InkSense, compatível com canetas baseadas no padrão USI, e no meu caso testei com a InkSense Plus incluída no bundle. A caneta é toda feita num metal prateado, com um formato quase cilíndrico, mas com duas faces ligeiramente achatadas que evitam que role pela secretária. Tem um peso equilibrado e uma presença sólida na mão, sem parecer demasiado leve ou descartável. A ponta é mais fina e mais suave do que nas primeiras versões da InkSense, algo que se sente logo no primeiro contacto com o ecrã, tornando a escrita menos rígida e mais controlada. Na extremidade oposta encontra-se a porta USB-C, através da qual se faz o carregamento da caneta.

A escrita, comparando com outras soluções que já experimentei, está claramente melhor do que nas primeiras gerações da Boox com USI. Já não há aquele som seco e oco da ponta a bater no vidro, e a sensação é mais controlada, com alguma fricção que ajuda a que a caneta não deslize em excesso. Ainda assim, não é a mesma experiência de um sistema EMR, como encontramos noutras marcas mais focadas em escrita.

E aqui entra outro ponto importante: o tamanho. As 6,13 polegadas são ideais para leitura, mas para escrita, obrigam a uma certa adaptação. É perfeitamente possível escrever com o dispositivo numa mão e a caneta na outra, mas o espaço útil é naturalmente reduzido. Para notas rápidas em pé, numa sala de espera ou numa reunião, é ótimo. Para escrever páginas e páginas de texto corrido, já começa a parecer apertado. Este é claramente um dispositivo pensado para ser um complemento portátil, nomeadamente para apontamentos curtos, listas, esquemas simples ou sublinhados em PDFs, onde funciona perfeitamente. Para longas sessões de escrita ou para quem quer substituir um caderno A5 por isto, talvez fique aquém.

Relativamente à leitura, tenho gostado mesmo muito de usar o Palma 2 Pro para este fim. É verdade que, em teoria, um ecrã monocromático oferece um contraste e uma nitidez ligeiramente superiores no texto preto sobre fundo branco, mas, na prática, essa diferença é bastante discreta e não compromete o conforto. A experiência continua a ser muito agradável e, no meu caso, o facto de poder ver capas a cores ou pequenas ilustrações acaba por acrescentar algo que valorizo mais do que essa diferença quase impercetível na definição.

texto preto e branco palma 2 pro

Essa opção pelo ecrã a cores traz, no entanto, uma característica própria: o painel Kaleido 3 é naturalmente um pouco mais escuro do que um ecrã tradicional a preto e branco. Por causa disso, dei por mim a recorrer com mais frequência à luz frontal. Felizmente, o Palma 2 Pro permite ajustar não só a intensidade, como também a temperatura da luz, o que faz toda a diferença. Durante o dia opto por um tom mais frio e luminoso, enquanto à noite prefiro uma luz mais quente e suave.

No dia a dia, acabei por manter a luz ligada numa intensidade média quase sempre. Não senti que isso penalizasse drasticamente a bateria, mas é algo a considerar. E, falando em bateria, o Palma 2 Pro integra uma unidade de 3950 mAh, ligeiramente superior à habitual em muitos e-readers da marca. A autonomia, claro, depende muito do uso. Em leitura simples, com Wi-Fi desligado e luz moderada, o consumo é muito reduzido. Em escrita, com BSR ativo e luz ligada, o gasto sobe. Ainda assim, para um dispositivo com refresh mais rápido e ecrã a cores, os resultados são francamente bons. No meu padrão de utilização (leitura diária, alguma navegação, sincronização ocasional, pequenas notas), consegui vários dias de uso confortável antes de precisar de carregá-lo.

Outro dos aspetos que mais distingue o Palma 2 Pro de muitos outros e-readers é o facto de correr Android 15 com acesso à Google Play Store. Isto muda completamente o posicionamento do equipamento. Não estamos presos nem a uma loja específica, nem a um ecossistema fechado. Podemos instalar apps da Kindle, Kobo, Libby, aplicações de notícias, browsers, ferramentas de produtividade, etc.

Claro que nem todas as aplicações estão pensadas para e-ink. Algumas têm animações, transições e esquemas de cores que simplesmente não foram desenhados para esta tecnologia. A Boox tenta contornar isso com o sistema de otimização e o controlo de refresh, permitindo escolher entre modos mais lentos e nítidos ou mais rápidos e fluídos. E na maioria dos casos, com algum ajuste, consegue-se uma experiência bastante funcional.

A presença de colunas de som e Bluetooth amplia ainda mais as possibilidades. Ouvir um audiolivro diretamente no dispositivo é perfeitamente viável, embora a qualidade do altifalante seja apenas funcional. Com auriculares/auscultadores Bluetooth, a experiência melhora naturalmente. A inclusão de dois microfones também permite ditado por voz ou chamadas em aplicações compatíveis.

Já a câmara traseira de 16MP é, talvez, o elemento mais curioso. Fotografar com um ecrã e-ink não é propriamente intuitivo, e o preview sofre com a limitação da tecnologia. Ainda assim, como ferramenta ocasional para digitalizar documentos, pode ser útil. Não é algo que eu use todos os dias, mas sei que, se de repente precisar, posso contar com esta ferramenta.

Ao fim destas semanas de utilização quase diária, a grande pergunta que fui fazendo a mim própria foi simples: será que faz sentido o Palma 2 Pro substitui o Palma 2 no meu dia-a-dia? Para mim, o Palma 2 Pro é, sem dúvida, o modelo mais completo. Tem mais RAM, tem dados móveis, tem ecrã a cores, tem escrita com caneta, tem uma versão mais recente de Android. Em termos técnicos, é um salto claro. Mas o impacto real dessas melhorias depende muito do tipo de utilização que acabamos por lhe dar.

No caso da leitura, se for maioritariamente texto corrido, a experiência continua a ser excelente no Pro. É verdade que o ecrã monocromático oferece um contraste ligeiramente superior, mas, no dia a dia, essa diferença é subtil e não compromete o prazer de leitura. No Palma 2 Pro, a presença da cor acrescenta versatilidade e um toque diferente, ainda que isso implique um painel naturalmente um pouco mais escuro, o que me levou a usar mais a luz frontal. No meu caso não foi um inconveniente, mas é uma característica a ter em conta.

Por outro lado, para quem lê banda desenhada, livros ilustrados, PDFs com gráficos ou simplesmente gosta de ver capas e destaques com cor, o Kaleido 3 traz uma dimensão extra que torna a experiência mais rica visualmente.

A escrita é outro ponto que merece ponderação. Para mim, que raramente escrevo textos longos à mão num e-reader, a InkSense Plus é mais do que suficiente. Uso-a sobretudo para listas, pequenas notas, ideias soltas, marcações ou para sublinhar PDFs. E nesse contexto funciona bem, sem grandes frustrações.

Uma funcionalidade que acabo por usar bastante é o botão lateral da caneta. Dependendo da ferramenta que tenho ativa e da aproximação ao ecrã, consigo alternar rapidamente entre escrever, sublinhar ou apagar, o que torna tudo mais ágil. No meu caso, uso principalmente para apagar e para destacar texto, e essa alternância rápida evita ter de estar constantemente a ir ao menu das ferramentas.

A única coisa que realmente não apreciei foi o facto de não existir um local físico para guardar a caneta. O Palma 2 Pro não tem encaixe dedicado e a própria caneta não se fixa magneticamente ao dispositivo, o que obriga a transportá-la à parte.

Mas onde o Palma 2 Pro me conquistou verdadeiramente foi na combinação entre portabilidade e conectividade. O facto de poder inserir um cartão SIM para dados móveis altera subtilmente a forma como encaro o dispositivo, deixando de ser apenas algo que depende da rede de casa ou do hotspot do telemóvel. Posso abrir artigos guardados, responder a uma mensagem, consultar algo rapidamente, tudo sem pensar duas vezes.

O desempenho geral é outro ponto bastante positivo: o seu processador Snapdragon 750G, aliado aos 8GB de RAM, oferece uma fluidez muito boa no universo e-ink. As transições entre aplicações são estáveis, o sistema raramente engasga, e mesmo aplicações mais exigentes (dentro do razoável) funcionam com consistência. O sistema de refresh ajustável ajuda a encontrar o equilíbrio entre nitidez e velocidade, e embora não elimine completamente o ghosting, consegue mantê-lo sob controlo.

O software da Boox continua a ser extremamente completo, talvez até demasiado completo para quem procura uma experiência totalmente minimalista. Há menus dentro de menus, otimizações específicas por aplicação, perfis de refresh ajustáveis, controlo fino de contraste, definições de gesto, personalização dos botões físicos… é quase um pequeno laboratório para quem gosta de experimentar e adaptar o dispositivo ao seu estilo de utilização.

Por um lado, isto é uma enorme vantagem. Podemos, por exemplo, definir um modo de refresh mais lento e nítido para leitura na app do Kindle, outro mais rápido para navegar no browser, ajustar o contraste apenas numa determinada aplicação ou configurar gestos para aceder rapidamente ao Centro E-Ink.

Por outro lado, para quem quer simplesmente tirar da caixa, ligar e começar a ler, pode parecer um pouco intimidante no início. Não é um sistema complicado, mas é denso. Exige alguma curiosidade e algum tempo de exploração para perceber onde está cada coisa e como tirar melhor partido das opções disponíveis.

No meu caso, houve uma fase inicial em que explorei bastante, experimentei diferentes combinações de refresh e contraste e ajustei os gestos e botões ao meu gosto. Depois disso, ficou tudo praticamente definido. Hoje em dia raramente volto às definições mais profundas, já que tudo funciona como eu quero. E essa é, talvez, a melhor forma de descrever o software da Boox: pode parecer complexo ao início, mas depois de configurado, torna-se muito transparente e discreto no uso diário.

Por isso, vale a pena o upgrade para quem já tem o Palma 2? Depende. Se o uso for estritamente leitura a preto e branco, talvez não seja uma mudança indispensável. O Palma 2 continua a ser extremamente competente nesse papel. Mas se houver curiosidade pela cor, necessidade de dados móveis, interesse em escrever ou simplesmente vontade de ter um dispositivo mais ágil e com o sistema android mais atual do mercado, o Pro faz sentido.

Para mim, o Palma 2 Pro acabou por se tornar uma companhia indispensável no dia a dia, seja para ler no comboio, aproveitar uma pausa, escrever uma nota rápida enquanto espero ou até responder a uma mensagem sem recorrer ao telemóvel. Tudo isto num equipamento que cabe no bolso do casaco e que está sempre pronto a ser usado, algo que faz todo o sentido para quem, como eu, aproveita cada pequeno intervalo do dia para ler.

O Palma 2 Pro está disponível por 399,99€ no Standard Bundle ou 432,99€ no InkSense Plus Bundle.

reviews 2021 recomendado

Este produto foi cedido para análise pela Boox

Mango mantém crescimento em Portugal e anuncia três novas lojas em 2026

Com mais de 50 lojas no país, a Mango prepara novas aberturas em 2026 e reforça a aposta no mercado português.

A retalhista espanhola de moda MANGO encerrou o ano de 2025 com um volume de negócios de 3,8 mil milhões de euros, mais 13% do que em 2024. Mesmo descontando o efeito cambial, as receitas cresceram 16%, consolidando o ritmo de expansão acima da média do setor. O resultado operacional antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) atingiu 722 milhões de euros, mais 13% face ao ano anterior, e o lucro líquido fixou-se nos 242 milhões, representando uma subida de 11%.

O bom desempenho permitiu à empresa concretizar o maior investimento da sua história: cerca de 225 milhões de euros canalizados para a modernização e expansão da rede de lojas, reforço da área tecnológica e conclusão do complexo MANGO Campus, em Barcelona. No total, abriram-se mais de 260 pontos de venda durante o ano, elevando o número global para 2.931, distribuídos por mais de 120 mercados. A superfície comercial total aproxima-se agora dos 900.000 m2.

O canal digital manteve-se como um pilar central da estratégia omnicanal da marca, representando cerca de um terço das vendas totais. A par disso, a MANGO reforçou a aposta nas lojas físicas, promovendo 86 remodelações para renovar espaços e melhorar a experiência de compra. Entre as inaugurações de maior destaque contam-se as de Barcelona, Berlim, Ancara, Chicago, Roma, Munique e Londres.

No plano internacional, 78% da faturação da empresa tem origem fora de Espanha. França, Turquia, Alemanha e Estados Unidos continuam entre os mercados mais fortes, seguidos por Itália, Reino Unido e Portugal. E por falar no nosso país, há novidades.

Depois de um ano de 2025 marcado pela abertura de quatro novas lojas, que acrescentaram cerca de 2.300 m2 de área comercial, a Mango anunciou que, em 2026, prosseguirá a expansão em território nacional, com a inauguração de três novos espaços, um deles no Porto, apontado pela marca como a abertura mais significativa do ano.

A empresa espanhola reforça assim a sua presença em Portugal, onde encerrou 2025 com mais de meia centena de lojas e uma área comercial superior a 23.000 m2, empregando cerca de 520 pessoas.

De acordo com informação divulgada pela marca, o mercado português registou um desempenho acima da média, com o volume de negócios a crescer cerca de 15% face ao ano anterior. Este resultado é atribuído à execução do plano estratégico da empresa e ao investimento contínuo na rede de lojas.

Portugal mantém-se como um mercado relevante para a empresa, que escolheu o país como ponto de partida da sua internacionalização em 1992, oito anos após a sua fundação.

Zumub apresenta linha Smoothies VitaFibre+ para reforçar a ingestão de fibra e vitamina C

A Zumub estreou os smoothies VitaFibre+, pensados para facilitar o consumo diário de frutas, vegetais e fibra, com baixo teor calórico.

A Zumub lançou uma nova linha de batidos instantâneos, os Smoothies VitaFibre+, concebidos para facilitar o aumento do consumo diário de frutas, vegetais e fibra.

Pensados para acompanhar estilos de vida ativos, os Smoothies VitaFibre+ combinam vitamina C e fibra de aveia com betaglucanos, compostos associados ao contributo para o normal funcionamento do sistema imunitário e ao apoio na regulação do nível de saciedade. Segundo a Zumub, cada porção fornece a totalidade da dose diária recomendada de vitamina C, proveniente de extrato de acerola, e apresenta uma mistura equilibrada de frutas e vegetais com elevado teor de fibra.

A composição foi desenvolvida para ajudar a estabilizar a resposta glicémica, promover o conforto digestivo e reduzir picos de fome ao longo do dia. Cada dose contém entre 66 e 72 quilocalorias, característica que posiciona o produto como uma opção de baixo valor energético para lanches entre refeições. O formato em pó e a boa solubilidade permitem uma preparação rápida, adequada tanto a contextos domésticos como a consumos em trânsito.

A gama estreia-se com duas variedades: Manga, Cenoura & Ananás e Framboesa, Beterraba & Morango. As embalagens, com capacidade para preparar 22 porções, têm um preço de referência de 17,99€ cada.

E já sabem: não se esqueçam de colocar o nosso código ECHOBOOMER no site da Zumub para 10% de desconto na encomenda, juntamente com algumas ofertas.

Ferrara Plaza reforça oferta com novas lojas e espaços renovados

Centro comercial Ferrara Plaza renova infraestruturas e recebe novas marcas, numa aposta na modernização e conforto dos visitantes.

O Ferrara Plaza, em Paços de Ferreira, iniciou uma nova fase de renovação que combina obras de requalificação, abertura de novas lojas e modernização de infraestruturas. A intervenção insere-se num plano mais amplo de atualização do centro, que tem procurado adaptar-se às transformações do comércio e às exigências dos consumidores.

Um dos exemplos mais recentes dessa transformação é a inauguração do restaurante Camada, no final de fevereiro. O espaço introduz o conceito Camada Go, que privilegia o recurso à tecnologia para agilizar o serviço, através de quiosques automáticos e ecrãs interativos. O restaurante apresenta uma carta centrada nas francesinhas, com uma abordagem contemporânea.

Algumas das lojas já existentes também foram intervencionadas. A Pertutti Woman reabriu ao público após obras de remodelação, enquanto o Sabor Gourmet retomou a atividade num espaço renovado. Já a Pluricosmética passou por um processo de ampliação que a transformou numa das maiores lojas da marca a nível nacional.

Durante o mês de março está prevista a abertura da Star Point, dedicada à moda desportiva. No piso térreo já funciona igualmente um ponto InPost, um serviço automático de recolha e envio de encomendas que vem complementar o ponto Amazon Locker existente, reforçando a vertente de conveniência do centro. No piso superior foram ainda inauguradas novas instalações sanitárias, redesenhadas para melhorar o conforto e a funcionalidade.

O processo de modernização não termina aqui. Nos próximos meses deverão juntar-se ao Ferrara Plaza novas marcas, entre as quais a Mango, a Anekke – especializada em malas e acessórios – e a Beauty Lab, que alargarão a oferta de moda e serviços.

MO reabre lojas no Barreiro e em Chaves com espaços renovados

As lojas da MO em Chaves e no Barreiro reabriram com novo conceito, integrando a estratégia de renovação da rede nacional da marca.

A MO reabriu as suas lojas no Barreiro e em Chaves, no seguimento do plano de modernização previsto para 2026, que prevê a renovação progressiva da rede de retalho da marca em Portugal.

As duas lojas apresentam agora um novo conceito, com espaços reorganizados e uma imagem mais próxima da identidade atual da insígnia. No Barreiro, a loja ocupa uma área de 478 m2, integrada na Galeria Continente local, enquanto o espaço de Chaves, situado na Galeria Continente Modelo, dispõe de 516 m2.

Com estas aberturas, a MO passa a contar com nove pontos de venda no distrito de Setúbal e três no distrito de Vila Real. A empresa refere que o processo de modernização pretende melhorar a experiência de compra e a funcionalidade das lojas, através da atualização dos layouts e da adaptação à nova linha de comunicação visual da marca.

As reaberturas ocorrem num momento em que a MO dá continuidade ao investimento iniciado nos últimos anos, que abrange também outras cidades, como Alcobaça e Paredes. Fundada em 1995, a marca soma atualmente mais de 120 lojas em Portugal continental e na Madeira, mantendo ainda presença nos Açores por via de parcerias locais.

Google Play Store tem agora novas informações para aplicações que consomem muita bateria

As aplicações com atividade excessiva em segundo plano terão avisos visíveis e poderão perder destaque nas recomendações da Google Play Store

A Google começou a exibir na Google Play Store uma nova informação em aplicações que apresentam consumo anormal de bateria devido à atividade elevada em segundo plano. A medida introduz um aviso explícito na página da aplicação e que informa que a aplicação pode consumir mais bateria do que o esperado devido à alta atividade em segundo plano.

O critério técnico por trás do aviso é o chamado Excessive Partial Wake Lock, uma métrica do Android Vitals que mede quantas vezes uma aplicação impede o dispositivo de entrar em modo de repouso. Para ajudar os programadores, a Google disponibilizou um novo indicador que permite monitorizar com precisão esse comportamento. No entanto, o impacto para os programadores vai além do aviso. Aplicações que ultrapassarem consistentemente os limites definidos poderão ser removidas das superfícies de descoberta da Google Play Store, incluindo listas de recomendação, um dos principais meios de visibilidade para novos utilizadores. De acordo com a Google, alguns programadores já começaram a otimizar as suas aplicações desde o anúncio da política.

Há exceções previstas para as aplicações cujo funcionamento depende naturalmente de atividade contínua, como reprodução de música, serviços de localização ou transferências iniciadas pelo utilizador. Para todos os outros, terão a obrigatoriedade de otimizar o uso de recursos em segundo plano, já que isso deixou de ser opcional.

Para orientar equipas de desenvolvimento na redução do impacto energético das suas aplicações, a Google publicou documentação específica, reforçando que o consumo excessivo de bateria é uma das principais preocupações dos utilizadores do Android.

Kiwoko abre em Castelo Branco e passa a contar com mais de 40 lojas em Portugal

A Kiwoko inaugurou em Castelo Branco o seu 41.º espaço, consolidando a aposta no interior do país.

A Kiwoko inaugurou esta sexta-feira, 6 de março, uma nova loja em Castelo Branco, passando a contar com mais de 40 espaços em funcionamento em Portugal. A abertura marca a estreia da marca no distrito albicastrense e integra a estratégia de alargamento da rede nacional dedicada ao atendimento de animais de companhia.

O novo espaço, situado no Couto da Talagueira, na Zona Industrial de Castelo Branco, ocupa uma área de 574 m2 e reúne mais de 11.000 produtos nas áreas de alimentação, higiene e acessórios para diversas espécies. Os serviços de entrega ao domicílio e recolha de compras em loja (Click & Collect) estão também disponíveis.

Fundada em 2007, a Kiwoko dedica-se à área do bem-estar animal e opera atualmente mais de 200 lojas entre Portugal e Espanha. O crescimento da rede tem sido sustentado pela aposta em serviços complementares, entre os quais o Mundo Beleza, dedicado aos cuidados de higiene e estética dos animais de companhia.

ANA vai financiar isolamento acústico de habitações afetadas pelo ruído do aeroporto de Lisboa

A ANA vai investir 2,5 milhões de euros no isolamento acústico de habitações junto ao aeroporto de Lisboa, no novo plano de ruído 2024-2029.

A ANA – Aeroportos de Portugal vai destinar 2,5 milhões de euros ao isolamento acústico de habitações afetadas pelo ruído do Aeroporto Humberto Delgado. O montante, diz o Jornal de Negócios (acesso pago), será entregue ao Fundo Ambiental e integra o novo Plano de Ação do Ruído 2024-2029, agora em consulta pública, que sucede ao plano anterior (2018-2023), onde a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tinha identificado incumprimentos por parte da concessionária.

No documento, a empresa propõe a criação de um mecanismo de financiamento para medidas de mitigação dos impactos ambientais provocados pelas aeronaves. Este instrumento seria especificamente dirigido às habitações e edifícios sensíveis, como escolas e hospitais, e dependeria de enquadramento legal a definir pelo Governo.

A ANA sublinha que este programa foi criado pelo Governo para apoiar intervenções acústicas em edifícios residenciais, financiado através da taxa de carbono aplicada a passageiros aéreos. No entanto, defende que o novo mecanismo de financiamento deveria absorver também este programa, tornando o processo mais integrado.

Segundo o plano agora apresentado, o investimento da ANA em isolamento de habitações complementará os 10 milhões de euros do Menos Ruído. O documento prevê ainda duas fases de intervenção no Programa Bairro, destinado a edifícios de saúde e educação: a primeira, com um custo estimado de um milhão de euros, e a segunda, que poderá atingir quatro milhões, valores dependentes dos projetos elaborados e dos custos de mercado. Depois de a APA ter rejeitado uma primeira versão do plano, exigindo alterações, a concessionária assegura agora que assume integralmente o financiamento dessas obras.

No total, o novo plano contempla 39 medidas, incluindo 11 que terão início nesta fase. Entre elas estão a revisão da modulação da taxa de aterragem em função do ruído de cada aeronave, a criação de um período noturno sem slots, o estudo de novas rotas de descolagem para reduzir impactos nas zonas habitacionais e um sistema de distinção para companhias aéreas com melhor desempenho acústico. A ANA propõe ainda a criação de um Comité Estratégico que acompanhe a execução das medidas e o uso das verbas destinadas às intervenções em habitações, em articulação com os municípios.

As estimativas da concessionária apontam para 42.959 pessoas afetadas pelo ruído nas imediações do aeroporto, considerando o cenário-base. Com a progressiva substituição das aeronaves por modelos mais recentes e silenciosos, a população exposta deverá baixar para 36.015, uma redução de 16%. A ANA estima ainda que, somadas as exigências de isolamento impostas desde 2002 e as novas obras de correção em edifícios construídos antes dessa data, a população sobreexposta possa ser eliminada na totalidade.

Sines atrai investimento recorde de 25 mil milhões de euros e reforça papel industrial em Portugal

São 53 empresas, de dez países, que veem em Sines o destino ideal para investir em energia limpa, baterias e inteligência artificial.

Sines está a consolidar-se como um dos principais motores de investimento industrial e energético em Portugal. De acordo com o Jornal Económico (acesso pago), existem atualmente intenções de investimento superiores a 25 mil milhões de euros, relacionadas com projetos de 53 empresas provenientes de 10 países. Estes projetos abrangem setores estratégicos como a energia, baterias, centros de dados e inteligência artificial, com a criação prevista de cerca de 4.500 empregos diretos e quase 7.000 postos de trabalho temporários.

Entre os projetos mais significativos destaca-se a entrada da empresa sueca Stegra, que pretende investir 3,3 mil milhões de euros na construção de uma siderurgia dedicada ao aço verde em Sines, no distrito de Setúbal. O projeto, denominado Sunna, utilizará hidrogénio renovável na produção de aço verde, reduzindo substancialmente as emissões de dióxido de carbono de um setor que representa cerca de 8% das emissões globais.

Vários grupos internacionais estão já a posicionar-se no território. A Repsol, por exemplo, está a ampliar a sua unidade petroquímica, num investimento total superior a 2,2 mil milhões de euros, repartido pelos projetos Alba, NextGen e H2. A Galp planeia investir 1,2 mil milhões de euros na produção de hidrogénio verde e mais 269 milhões em combustíveis sustentáveis.

A lista divulgada pelo Jornal Económico inclui ainda o investimento da chinesa CALB, que prevê aplicar mais de 2 mil milhões de euros e criar cerca de 1.800 empregos diretos. O consórcio Madoqua, com capitais português, dinamarquês e neerlandês, prepara-se para instalar uma unidade de produção de hidrogénio e amoníaco verde, num investimento de mil milhões de euros e cem postos de trabalho diretos. Outros projetos mencionados são o da dinamarquesa Topsoe, que destinará 110 milhões de euros para fabricar componentes de baterias, e o da espanhola Catalyxx, que investirá 100 milhões de euros na produção de butanol verde para a francesa Arkema.

O maior investimento em curso é o do centro de dados Start Campus, avaliado em cerca de 9 mil milhões de euros, consolidando Sines como plataforma tecnológica e energética de relevo nacional e europeu.

Porto investe dez milhões de euros na renovação das redes de água e saneamento

Até 2027, a cidade do Porto vai renovar 15 quilómetros de redes de abastecimento e saneamento, num investimento de quase 10 milhões de euros, cofinanciado por fundos europeus.

A cidade do Porto vai investir cerca de 10 milhões de euros na renovação das redes de abastecimento de água e de saneamento, num plano de modernização que se prolonga até 2027. O financiamento, aprovado pelo Programa Regional NORTE 2030, contempla cinco candidaturas apresentadas pela empresa municipal Águas e Energia do Porto e integra os Investimentos Territoriais Integrados (ITI). Do montante total, 6,7 milhões terão origem em fundos europeus.

Os projetos enquadram-se no Plano Estratégico para o Abastecimento de Água e Gestão de Águas Residuais e Pluviais 2030 e no aviso CUA – Ciclo Urbano da Água em Baixa. As intervenções abrangem 14 empreitadas e preveem a reabilitação de 15,4 quilómetros de infraestruturas hidráulicas – nove quilómetros de condutas de abastecimento e 6,4 quilómetros de coletores de águas residuais – em vários pontos do município.

O objetivo principal do município passa por garantir uma gestão mais eficiente e sustentável da água, reforçando a resiliência dos sistemas e assegurando uma prestação de serviços mais segura e de maior qualidade. No abastecimento, as obras privilegiam a substituição de condutas antigas, procurando reduzir perdas e minimizar ruturas, ao mesmo tempo que melhoram a qualidade da água entregue aos consumidores. As intervenções integram o Programa de Gestão e Redução da Água Não Faturada e o Plano de Segurança da Água.

Na rede de saneamento, os trabalhos incidem sobre a substituição e reforço dos coletores, com vista a eliminar infiltrações, aumentar a capacidade de drenagem e evitar colapsos, inundações e sobrecargas. Estas operações inserem-se no Programa Integrado de Gestão e Controlo de Afluências Indevidas e Infiltrações e no Plano de Segurança do Saneamento, visando um funcionamento mais estável e com menores impactos ambientais. A escolha de materiais mais resistentes pretende garantir maior durabilidade e reduzir futuras necessidades de manutenção.

Com a conclusão das obras prevista para 2027, as autoridades municipais destacam que este investimento permitirá dotar o Porto de uma rede de infraestruturas hidráulicas mais robusta e preparada para responder aos desafios impostos pelas alterações climáticas e pelo crescimento urbano.

Bragança apresenta plano para revitalizar o Mercado Municipal

O Mercado Municipal de Bragança será alvo de requalificação física e dinamização social, num projeto que aposta na modernização sem perder a tradição.

O Mercado Municipal de Bragança vai passar por um processo de revitalização que procura reforçar o papel deste espaço na vida económica, social e cultural da cidade. O plano, apresentado pelo município no passado dia 27 de fevereiro, traça um conjunto de medidas a aplicar a curto e médio prazo, com o objetivo de modernizar o mercado sem comprometer a sua identidade.

Com base num diagnóstico realizado junto dos operadores, através de inquéritos individuais e de um grupo de trabalho com lojistas, o documento propõe uma estratégia integrada que cruza ações de comunicação, dinamização económica, requalificação física e melhoria das condições de funcionamento da Feira Municipal, anexa ao edifício principal. A ideia central é tornar o mercado mais atrativo para o público, valorizar os produtos regionais e reforçar o sentimento de pertença que o espaço mantém junto da população.

O plano apresenta, por exemplo, um conjunto de intervenções físicas no interior do mercado. A iluminação será melhorada com a instalação de novas faixas LED e projetores destinados a valorizar os produtos expostos. A uniformização dos reclames e letreiros deverá conferir maior coerência visual, substituindo as soluções atuais por elementos de madeira e vinil. Prevê-se ainda a criação de um pequeno parque infantil sob as escadas de acesso ao piso superior, procurando tornar o mercado mais acolhedor para as famílias.

Outro dos pontos previstos é a substituição das cortinas das lojas desocupadas por imagens atrativas, de modo a inspirar novos empreendedores e a projetar uma imagem mais viva do espaço. Para melhorar a circulação, serão retirados alguns expositores centrais, e o ambiente interior será enriquecido com plantas ornamentais e estruturas decorativas. O plano inclui também a instalação de uma loja temporária junto à ilha central, pensada para acolher projetos de jovens empresários ou associações locais, permitindo-lhes testar produtos ou ideias em contacto direto com o público.

As intervenções estendem-se igualmente à Feira Municipal de Bragança. O município pretende substituir os carrinhos de venda atualmente degradados – em uso desde 2003 – por 48 novos equipamentos, cujo concurso público já foi lançado. Está ainda a ser estudada a possibilidade de colocar estruturas amovíveis de cobertura nos terrados, para aumentar o conforto dos feirantes e do público durante o inverno.

Ubisoft confirma remake de Assassin’s Creed IV: Black Flag

A Ubisoft confirmou que o remake de Assassins Creed IV: Black Flag está em desenvolvimento, depois de anos de rumores sobre o regresso do jogo de 2013.

A Ubisoft confirmou que um remake de Assassin’s Creed IV: Black Flag está em desenvolvimento ativo, após vários anos de rumores sobre o regresso do jogo de 2013. A confirmação surgiu numa nova atualização de novidades sobre o futuro da série acompanhado por um vídeo de Jean Guesdon, atual Head of Content da franquia Assassin’s Creed e antigo diretor criativo do título original.

Na publicação, a equipa da Ubisoft faz referências diretas às especulações que têm circulado em torno do projeto, sugerindo que “alguns sussurros têm um pouco mais de vento nas velas”, e para os fãs manterem o “telescópio apontado para o horizonte”. A publicação inclui ainda uma imagem que menciona Assassin’s Creed Black Flag Resynced, oficializando assim a existência do jogo.

À falta de mais informações, circulam ainda rumores que a apresentação mais substancial do jogo poderá acontecer já em abril, cumprindo a promessa de “atualizações iminentes”, também presente no texto.

Apesar da importância desta confirmação, a atualização sobre a franquia serviu também para confirmar que vários outros projetos da série continuam em desenvolvimento. Entre eles estão Assassin’s Creed Hexe, descrito como uma experiência mais narrativa e sombria, e Assassin’s Creed Invictus, um novo título multi-jogador centrado em confrontos de jogador contra jogador.

Para além disso, a Ubisoft aproveitou para avisar os jogadores que há uma nova atualização técnica para Assassin’s Creed Unity, que desbloqueia finalmente o 60 FPS nas consolas PlayStation 5 e Xbox Series X|S, uma melhoria pedida há vários anos pela comunidade.

Kena: Bridge of Spirits vai chegar à Nintendo Switch 2 esta primavera

Antes do lançamento da sua sequela, a Ember Lab vai levar Kena: Bridge of Spirits até à Nintendo Switch 2.

A Ember Lab anunciou que Kena: Bridge of Spirits vai chegar à Nintendo Switch 2 ainda durante a primavera, levando a sua estreia em videojogos até à nova plataforma depois de já ter passado pela PlayStation, PC e Xbox.

Kena: Bridge of Spirits chega à Nintendo Switch 2 numa versão que inclui todo o conteúdo adicional introduzido com a atualização Anniversary. O jogo original foi lançado a 21 de setembro de 2021 para PlayStation 5, PlayStation 4 ePC (Epic Games Store), chegando depois à Steam em setembro de 2022 e mais tarde à Xbox One eXbox Series X|S a 15 de agosto de 2024.

A versão para a consola da Nintendo inclui assim conteúdos adicionais como Charmstones, que permitem alterar o estilo de jogo com diferentes vantagens e desvantagens, os desafios Spirit Guide Trials, novos visuais para Kena e melhorias de acessibilidade. O jogo conta também com o modo New Game+, que permite repetir a aventura com novos desafios.

Em Kena: Bridge of Spirits, os jogadores seguem a história de Kena, uma jovem guia espiritual que procura o santuário sagrado da montanha enquanto ajuda a libertar espíritos presos numa aldeia esquecida. Ao longo da aventura, Kena conta com a ajuda dos Rot, pequenas criaturas espirituais que oferecem habilidades úteis tanto na exploração como no combate.

A data de lançamento de Kena: Bridge of Spirits na Nintendo Switch 2 ainda não tem uma data específica.

Câmara de Aveiro investe 13 milhões de euros na renovação do Bairro da Beira-Mar

O município de Aveiro apresentou o projeto de requalificação do Bairro da Beira-Mar, que prevê uma intervenção faseada e um investimento de 13 milhões de euros.

A Câmara Municipal de Aveiro apresentou o projeto de requalificação do Bairro da Beira-Mar, um dos espaços mais marcantes do centro histórico da cidade.

O plano propõe uma intervenção abrangente no tecido urbano, procurando equilibrar mobilidade, ambiente e vivência quotidiana. O Bairro da Beira-Mar é considerado peça central na identidade de Aveiro, tanto pelo valor histórico e arquitetónico como pelo papel que desempenha na dinâmica social e económica local. O projeto pretende responder a desafios de acessibilidade, fluidez do trânsito, qualidade ambiental e organização dos espaços de uso público, com o objetivo de tornar a área mais inclusiva e sustentável.

A operação de requalificação foi estruturada em três zonas – Poente, Central e Norte -, de modo a permitir uma execução faseada e coerente. A primeira fase de obra, com lançamento de concurso previsto para o segundo trimestre deste ano, incidirá sobre a zona poente do bairro, abrangendo um conjunto de arruamentos que inclui o Cais das Falcoeiras, a Rua Dr. Bernardino Machado e o Largo da Praça do Peixe, entre outros. Nestas ruas será feita uma reorganização detalhada do espaço público, com atenção à medição, orçamentação e execução dos trabalhos.

O projeto prevê também intervenções nas zonas Central e Norte, que cobrem áreas entre o Cais dos Boteirões, a Rua de São Roque e o Largo de Nossa Senhora das Febres, estendendo-se até ao Largo de Vera Cruz. A autarquia reconhece que o bairro apresenta atualmente um claro desequilíbrio na distribuição das funções urbanas, com excessiva predominância do automóvel face aos espaços destinados a peões e ciclistas. A proposta aposta num novo desenho urbano que redistribui o espaço e privilegia os modos suaves de deslocação.

Entre os objetivos destaca-se a criação de percursos pedonais e cicláveis contínuos, a ampliação das zonas de estadia e convívio e a melhoria do ambiente urbano, com mais vegetação, iluminação eficiente e mobiliário renovado. A autarquia defende uma abordagem de “desenho universal”, garantindo acessibilidade plena a pessoas com mobilidade reduzida e eliminando barreiras arquitetónicas. Está igualmente prevista a reorganização do estacionamento e a introdução de medidas que reduzam a velocidade automóvel dentro do bairro.

As melhorias estendem-se às infraestruturas subterrâneas e aos sistemas urbanos, com a renovação das redes de águas pluviais, abastecimento e iluminação pública, esta última com tecnologia LED. O objetivo é aumentar a sustentabilidade e a eficiência energética, além de diminuir ruído e emissões, reforçando a qualidade de vida de residentes e visitantes.

O investimento global ronda os 13 milhões de euros, dos quais cerca de 3 milhões serão aplicados na primeira fase.