Serviços da Via Verde encarecem em abril

Algumas modalidades mantêm o valor, mas os utilizadores ocasionais verão o custo aumentar já a partir de 10 de abril.

Esta semana, através de um breve email, a Via Verde anunciou que, a partir de 10 de abril, iria atualizar a sua tabela de preços. Por outras palavras, vai ficar mais caro usar os serviços da empresa.

Por exemplo, e para quem tem a modalidade Via Verde Mobilidade Leve, cujo pagamento é efetuado apenas nos meses de utilização dos serviços, o preço sobe dos atuais 1,50€/mês para 1,99€ para quem opta pelo extrato eletrónico, e dos 2,09€ para 2,49€ para quem continua a prefer receber o extrato em papel. Também a modalidade Via Verde Mobilidade sofre ajustes: a mensalidade aumenta de 1,75 para 1,99€ e o plano anual passa dos atuais 20,49 para 23,49€.

No caso da adesão à Via Verde Autoestrada, cuja mensalidade sobe de 1,03 para 1,04€, ou para 0,54€ no caso de quem usufrui do desconto associado ao extrato eletrónico. No modelo de pagamento anual, o montante passa de 12,25 para 12,39€.

Alguns valores, contudo, permanecem inalterados. O identificador adquirido para utilização exclusiva em portagens mantém-se nos 45€ – ou 37,5€ para quem escolhe extrato eletrónica. Também a opção de pré-pagamento, vendida apenas através dos CTT, conserva os mesmos montantes: 25€ para classes um e cinco (motas), e 60€ para classes dois, três e quatro.

O poeta e comediante Gregorio Duvivier celebra a língua portuguesa no novo livro À Flor da Língua

O livro À Flor da Língua de Gregorio Duvivier nasce do espetáculo O Céu da Língua, que esgotou várias salas no Brasil e em Portugal, onde regressa este mês.

O humorista, escritor, poeta e ator brasileiro Gregorio Duvivier está de volta às prateleiras das livrarias portuguesas com o novo livro À Flor da Língua, “uma nova forma inteligente, sensível e divertida de celebrar aquilo que nos une – a capacidade de falar, de imaginar a partir das palavras e de contar histórias“. O livro é editado pela Tinta da China, tem lançamento marcado para 26 de março e já está em pré-venda.

À Flor da Língua nasce do espetáculo de sucesso O Céu da Língua, “um encontro entre teatro, humor e literatura” que esgotou salas no Brasil e em Portugal e levou mais de 200 mil pessoas ao teatro. Ao longo das 208 páginas do livro, Gregorio Duvivier, um dos mais importantes criadores contemporâneos e defensores da língua portuguesa, explora “a capacidade de narrar, a força das palavras e as diferenças entre o português do Brasil e de Portugal, destacando a paixão pela língua como ‘hiperfoco’“, sempre com o humor e sensibilidade que lhe são característicos.

O livro À Flor da Língua não é a única novidade do co-criador do coletivo de humor Porta dos Fundos. Depois de ter andado por Portugal em 2024 com O Céu da Língua, o comediante brasileiro volta a trazer o espetáculo que cruza stand up comedy, poesia falada e dramaturgia aos palcos nacionais. A digressão começa em Lisboa (12 de março, já esgotado). Segue para o Funchal (13 de março), regressa a Lisboa (15 de março), Ponta Delgada (16 de março), Porto (18 de março) e Évora (25 de março). Os bilhetes já estão à venda.

Continente expande presença em Mafra com loja na Malveira

Abertura do Continente na Malveira cria 80 empregos e reforça a oferta de comércio alimentar no concelho de Mafra.

O Continente inaugurou hoje, dia 5 de março, uma nova loja na Malveira, freguesia do concelho de Mafra, ampliando a presença da insígnia no distrito de Lisboa. A abertura representa a criação de 80 postos de trabalho e surge como um investimento que pretende reforçar a oferta de comércio alimentar na zona norte do concelho.

O novo espaço, designado Continente Modelo Malveira, localiza-se numa área residencial próxima da Fábrica das Trouxas e dispõe de uma área de vendas de cerca de 2.000 m2. A loja integra talho e peixaria com atendimento ao balcão e conta também com serviços de padaria, pastelaria, charcutaria e refeições prontas. Há ainda espaço para caixas de self-checkout e várias marcas parceiras instaladas na galeria comercial, entre as quais Wells, Note, Cozinha Continente e Washy.

A loja funciona todos os dias entre as 8h e as 22h e dispõe de parque de estacionamento com 116 lugares, distribuídos entre o interior e o exterior, incluindo espaços reservados a pessoas com mobilidade reduzida.

Chicco reabre loja no Gaia Shopping com novo conceito de espaço

A Chicco reabriu a sua loja no Gaia Shopping com um espaço mais compacto e funcional, ajustado às rotinas das famílias.

A Chicco reabriu a sua loja no centro comercial Gaia Shopping, num novo espaço e com uma configuração pensada para tornar a experiência das famílias mais simples e prática.

A loja passou a ocupar uma área mais reduzida – 123 m2, em vez dos anteriores 240 -, mas mantém a variedade habitual de artigos. Entre roupas, calçado, brinquedos e produtos de puericultura, alimentação e higiene, a oferta continua a abranger todas as etapas do crescimento infantil.

O novo arranjo privilegia um percurso mais intuitivo, com uma disposição que facilita a identificação dos diferentes tipos de produtos. A organização do espaço foi desenhada para evidenciar as linhas mais procuradas e tornar o contacto com os artigos mais direto, permitindo uma circulação rápida e cómoda.

Para além da reorganização física, a marca pretende reforçar a relação de proximidade com o público, com equipas preparadas para prestar apoio e aconselhamento personalizado às famílias. A reabertura traduz, assim, uma adaptação do formato de loja a uma lógica de maior funcionalidade e de acompanhamento próximo, ajustada às dinâmicas do quotidiano familiar.

Shein volta a ser denunciada por vender roupa com substâncias químicas acima dos limites legais

Uma investigação da Greenpeace mostra que a Shein continua a vender roupa com substâncias químicas perigosas acima dos limites legais da União Europeia.

A Shein continua a comercializar peças de vestuário com substâncias químicas perigosas acima dos limites permitidos pela União Europeia, apesar dos alertas anteriores da Greenpeace. Uma nova análise encomendada pela organização ambiental revelou que a empresa não cumpriu as promessas de retirar do mercado artigos anteriormente identificados como contaminados.

Em janeiro deste ano, o Instituto Ambiental de Bremen examinou 31 peças de roupa e calçado vendidas pela plataforma e concluiu que 25 continham substâncias químicas acima dos parâmetros fixados no regulamento europeu REACH, em alguns casos em concentrações extremamente elevadas. O estudo foi realizado por solicitação da Greenpeace Alemanha e incidiu sobre produtos idênticos ou semelhantes aos que, em novembro de 2025, já tinham sido assinalados pela organização como não conformes.

Entre as substâncias detetadas encontram-se ftalatos, usados como plastificantes, e compostos perfluorados conhecidos como “químicos eternos” (PFAS), ambos associados a riscos graves para a saúde e para o ambiente. A Shein havia prometido retirar os artigos contaminados, assegurando que a segurança do consumidor era uma prioridade. No entanto, segundo a Greenpeace, a empresa apenas eliminou o produto especificamente referido na denúncia inicial, mantendo à venda outros da mesma linha ou quase idênticos.

De acordo com Moritz Jäger-Roschko, especialista em economia circular da Greenpeace, a empresa “ignora os avisos e os limites legais, aceitando conscientemente riscos para as pessoas e para o ambiente”. Um dos exemplos apontados é o de um casaco de exterior que, após ter sido identificado como contaminado, voltou a estar disponível na plataforma. Outro caso é o de uma sandália com várias versões de cor, todas contendo a mesma palmilha em desacordo com a legislação europeia. Em algumas amostras, os níveis de substâncias perigosas ultrapassaram os limites da UE por mais de três mil vezes.

A Coordenadora de Campanhas da Greenpeace Portugal, Ana Farias Fonseca, considera que o comportamento da empresa revela “negligência deliberada” e que “a manutenção de artigos perigosos no catálogo demonstra que as promessas de segurança da marca não têm expressão prática”, defendendo o reforço da fiscalização e o cumprimento rigoroso da lei europeia.

As substâncias identificadas estão associadas a problemas de saúde como cancro, disfunções hormonais e perturbações do desenvolvimento infantil. Os efeitos atingem também trabalhadores e ecossistemas nos países de produção, uma vez que estas substâncias entram no ambiente durante a manufatura, a lavagem ou o descarte das peças, contaminando solos, rios e cadeias alimentares.

A Shein opera com um modelo de venda direta ao consumidor, expedindo produtos da China para clientes europeus. Esta estrutura permite que a empresa evite responsabilidades legais diretas, já que os compradores são formalmente considerados importadores e, portanto, responsáveis pelo cumprimento das normas químicas da UE. A Greenpeace defende o encerramento dessa brecha e a aplicação plena da legislação europeia sobre substâncias químicas a todos os produtos vendidos no território da União.

A organização apela ainda à criação de uma lei europeia contra a fast fashion, inspirada no modelo francês, para travar a produção massiva e o uso de materiais tóxicos.

Foto: Julius Schrank/Greenpeace

Nothing anuncia os novos Phone 4a e 4a Pro

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Os Nothing Phone 4a surgem com um design renovado, câmaras mais ambiciosas e software melhorado para elevar o patamar dos smartphones acessíveis.

A Nothing oficializou a nova série Nothing Phone 4a, a nova aposta da empresa para o competitivo segmento de smartphones de gama média. Depois de várias pré‑apresentações e de uma presença marcante na MWC 2026, a marca revelou todos os detalhes dos Nothing Phone 4a e Phone 4a Pro, que chegam com um design mais maduro, câmaras melhoradas e uma nova versão do Nothing OS.

O Nothing Phone 4a mantém a identidade visual da marca, mas introduz um conceito mais sólido, descrito como um pequeno lingote, combinando moldura em plástico com uma traseira em vidro transparente. A grande novidade estética é a Glyph Bar, uma barra composta por 63 mini‑LEDs distribuídos em sete zonas quadradas, capaz de atingir 3.500 nits. Esta barra luminosa pode ser utilizada para notificações, alertas visuais e, até, como iluminação auxiliar para fotografia e vídeo, reforçando a linguagem visual distinta da Nothing.

Na traseira encontra‑se um módulo fotográfico triplo, alojado numa barra oval centralizada. O conjunto inclui um sensor principal de 50MP (Samsung GN9 com estabilização ótica), uma teleobjetiva periscópica de 50MP (Samsung JN5) com zoom ótico de 3,5x e um ultra grande‑angular de 8MP. O sistema é suportado pelo TrueLens Engine 4 e pela tecnologia Ultra‑XDR desenvolvida em parceria com a Google, para além de ferramentas como AI Photo Eraser e novos formatos de marca de água. Já a câmara frontal, de 32MP, está integrada num furo central no ecrã.

Quanto ao ecrã, é um AMOLED LTPS de 6,78 polegadas, com resolução de 1224 × 2720, taxa de atualização até 120Hz e brilho máximo de 4.500 nits. A proteção fica a cargo do Gorilla Glass 7i, sob o qual se encontra o leitor ótico de impressões digitais. No interior, o Snapdragon 7s Gen 4 alimenta o dispositivo, acompanhado por 8 ou 12GB de RAM LPDDR4X e até 256GB de armazenamento UFS 3.1. A bateria de 5.080mAh suporta carregamento rápido de 50W.

Como seria de esperar, o software também evoluiu, neste caso com o Nothing OS 4.1, baseado no Android 16, e que apresenta uma interface mais limpa, ícones redesenhados, um modo escuro mais profundo e novas funcionalidades de IA. Entre elas estão o AI Dashboard, o Playground para ocultar aplicações e criar widgets leves, e o conjunto Essential AI, que inclui ferramentas como Essential Search e Essential Memory. A Nothing garante três anos de atualizações do Android e seis anos de atualizações de segurança.

Nothing Phone 4a
Nothing Phone 4a Pro

Por sua vez, o Nothing Phone 4a Pro distingue‑se claramente do modelo base. Logo a começar na traseira, que abandona a Glyph Bar em detrimento da Matriz de Glifos, já vista no Phone 3, surgindo integrada num novo Platô da Câmara, onde os três sensores estão dispostos em forma de L. O sensor principal é agora o Sony LYTIA 700C de 50MP, com estabilização ótica e eletrónica, e suporte para vídeo 4K em Ultra‑XDR.

O corpo deste modelo é totalmente em alumínio, e até mais fino e compacto, apesar de integrar um ecrã maior, um painel AMOLED LTPS de 6,83 polegadas, resolução de 1260 × 2800, taxa de atualização de até 144Hz e brilho máximo de 5.000 nits. O processador também muda para o Snapdragon 7 Gen 4, mais eficiente, acompanhado por RAM LPDDR5X e uma câmara de vapor de 5.300 mm² para melhor dissipação térmica. O modelo conta ainda com certificação IP65.

A Nothing revelou também os preços e datas de lançamento. O Nothing Phone 4a chegará mas cores – preto, branco, azul e rosa – com preços entre 369€ e 449€, dependendo da configuração. Relativamente ao Nothing Phone 4a Pro, estará disponível em preto, prata e rosa, com preços entre 499€ e 569€, e chegam às lojas a partir de 27 de março de 2026.

Google faz mudanças no ecossistema Android e encerra a disputa com a Epic Games

Mudanças estruturais no Android acompanham um acordo com a Epic Games e inauguram um modelo mais aberto para programadores.

A Google anunciou uma transformação no ecossistema Android que vai impactar diretamente a Play Store, nomeadamente no que toca a taxas e na forma como lojas de aplicações alternativas poderão ser instaladas. As mudanças surgem no mesmo momento em que a longa disputa judicial com a Epic Games chega finalmente ao fim, abrindo caminho para um modelo mais flexível e competitivo.

A alteração mais significativa é a abertura dos sistemas de pagamento. Os programadores passam a poder integrar os seus próprios métodos de processamento diretamente nas aplicações, deixando de depender exclusivamente do sistema da Google. Significa, portanto, que até poderão encaminhar os utilizadores para os seus próprios sites para concluir compras. Esta mudança reduz a dependência da Play Store e pode representar uma poupança substancial para empresas que antes destinavam parte da receita à Google.

Outra novidade é o programa de Lojas de Aplicações Registadas, que simplifica a instalação de lojas de terceiros que cumpram critérios de segurança e qualidade definidos pela Google. Para estas lojas verificadas, o processo de instalação será muito mais direto. As restantes continuarão sujeitas ao procedimento atual, mais longo e com várias etapas. O programa será lançado inicialmente fora dos EUA e deverá integrar uma grande atualização do Android no final do ano.

A estrutura de taxas também será redesenhada, uma vez que a Google vai separar a taxa de processamento do seu sistema de pagamentos da taxa de serviço da Play Store. Na Europa, Reino Unido e EUA, o processamento custará 5%, enquanto a taxa de serviço para compras dentro de aplicações em novas instalações cairá para 20%. Programas específicos, como o “Programa de Experiência de Apps” e o renovado “Melhore os seus Jogos”, reduzem esta taxa para 15% em novas instalações. Já as assinaturas passam a ter uma taxa fixa de 10%.

Contudo, a implementação das novidades serão implementadas por fases: na Europa, Reino Unido e EUA será feita até 30 de junho, na Austrália até 30 de setembro, e na Coreia do Sul e Japão até 31 de dezembro. A adoção global está prevista para 30 de setembro de 2027.

Kartell abre primeira flagship store em Lisboa e reforça aposta no design internacional

Com 200 m2, o novo espaço da Kartell em Lisboa propõe um diálogo entre estética, funcionalidade e cultura do design.

A marca italiana Kartell inaugurou em Lisboa a sua primeira loja principal em território nacional, reforçando a presença internacional da empresa dedicada ao design contemporâneo. O novo espaço, com cerca de 200 m2, está localizado nas Amoreiras e propõe-se a funcionar não apenas como ponto de venda, mas também como um local de encontro com o universo estético que caracteriza a marca.

A escolha da capital portuguesa inscreve-se numa estratégia de expansão que acompanha a crescente projeção de Lisboa no panorama europeu do design e da arquitetura. A zona das Amoreiras, conhecida pela concentração de atividades comerciais e pela circulação constante de residentes e visitantes, oferece à Kartell uma visibilidade reforçada e uma inserção direta no tecido urbano da cidade.

O projeto da nova loja responde à necessidade de um espaço expositivo mais abrangente, que permita apresentar de forma integrada as múltiplas vertentes das coleções da marca – do mobiliário interior ao exterior, com destaque para o uso de transparências, cor e materiais versáteis. A disposição do espaço foi pensada para proporcionar uma leitura completa da identidade da Kartell, num ambiente concebido para profissionais e público em geral.

Digital Realty investe 7,1 milhões no seu primeiro centro de dados em Portugal

A Digital Realty anunciou a abertura de um centro de dados em Carnaxide, reforçando a ligação da Península Ibérica às principais rotas internacionais de comunicações digitais.

A empresa norte-americana Digital Realty, que opera uma das maiores plataformas mundiais de centros de dados neutros em relação a operadores e serviços de computação em nuvem, anunciou a sua entrada em Portugal através da aquisição de um edifício e de um terreno em Carnaxide, no concelho de Oeiras, por 7,1 milhões de euros.

O novo centro de dados poderá suportar até 2,4 megawatts de carga de tecnologia da informação e junta-se à rede de infraestruturas que a empresa mantém noutros pontos do continente. A instalação já se encontra ligada a diversos prestadores de serviços de rede, o que lhe confere valor imediato em termos de interligação.

Com este centro de dados, Portugal consolida-se assim como porta de entrada atlântica da Europa, oferecendo ligações de baixa latência com o continente americano e reforçando as rotas internacionais de dados. Até agora, parte dessas ligações era processada através das instalações da Digital Realty em Madrid. Com a instalação em Carnaxide, a empresa pretende reduzir tempos de transmissão e posicionar-se mais próximo das infraestruturas de cabos submarinos. Este é, de resto, o único ponto europeu com ligação direta por via submarina à América do Sul e desempenha também um papel de charneira na ligação à África Ocidental. Atualmente, cerca de 16 cabos submarinos desembocam em território português, a maioria na área de Lisboa.

O centro de dados ficará localizado próximo dos pontos de amarração dos cabos submarinos em Carcavelos, o que permitirá alojar equipamentos de terminação dessas ligações e oferecer soluções de apoio técnico. A posição geográfica é vista como um elemento que reforça a resiliência do sistema e responde à crescente procura por infraestruturas digitais seguras, escaláveis e de baixa latência.

A infraestrutura deverá começar a operar no início de 2027 e a empresa admite planos de expansão a longo prazo que incluem o desenvolvimento de um campus dedicado e novas zonas de interligação.

Governo admite desconto no ISP face a subidas nos combustíveis

Luís Montenegro anunciou no Parlamento desconto temporário no ISP se gasolina ou gasóleo subirem mais de 10 cêntimos.

O Governo anunciou ontem a possibilidade de reforçar o desconto no imposto sobre produtos petrolíferos (ISP), uma medida que havia sido introduzida em 2022 para conter a escalada dos preços dos combustíveis após o início da guerra na Ucrânia e que vinha sendo reduzida de forma gradual.

Esta decisão surge no contexto do novo conflito no Médio Oriente, que ameaça agravar os preços da energia, e será ativada caso a gasolina ou o gasóleo subam mais de 10 cêntimos por litro face aos valores registados esta semana. O primeiro-ministro Luís Montenegro, no debate quinzenal no Parlamento, comprometeu-se a compensar integralmente a receita adicional de IVA gerada por essa subida, devolvendo-a a consumidores e empresas através de um desconto temporário no ISP.

Embora Montenegro não tenha avançado com valores concretos, as estimativas do setor apontam para aumentos na próxima semana entre 10 e 20 cêntimos por litro, o que, aplicando uma taxa de IVA de 23%, implicaria uma poupança para os utilizadores na ordem dos dois a quatro cêntimos por litro. A medida é descrita como extraordinária e transitória, rejeitando-se um corte definitivo no ISP para preservar o equilíbrio fiscal e manter margem de resposta a crises futuras.

Esta reversão contrasta com a eliminação faseada do apoio ao ISP, que o Governo vinha implementando em linha com recomendações da Comissão Europeia e que, segundo projeções do Conselho das Finanças Públicas, poderia render ao Estado mais de 873 milhões de euros só em 2026.

Preveem-se subidas significativas já a partir de segunda-feira, impulsionadas pela perturbação nos mercados internacionais de petróleo, com o Brent a escalar dos 70 para os 85 dólares por barril devido às tensões no estreito de Ormuz. Para já, não há medidas anunciadas sobre o gás, cujos preços também sobem mais lentamente para os consumidores portugueses.

Trofa inicia requalificação da EN104 com investimento de 3,8 milhões de euros

As obras de requalificação da EN104, divididas em quatro fases até junho, representam um dos maiores investimentos recentes na rede viária da Trofa.

A Câmara Municipal da Trofa inicia, no próximo dia 9 de março, a requalificação da Estrada Nacional 104, entre a Rotunda da Independência e a Rotunda da Cêpa. Trata-se de uma intervenção de grande escala que pretende melhorar as condições de segurança e de circulação numa das vias mais utilizadas do concelho.

O investimento, de cerca de 3,8 milhões de euros, enquadra-se na estratégia municipal de modernização da rede viária e de valorização do espaço público. Segundo o executivo liderado por Sérgio Araújo, o objetivo passa por reforçar a segurança rodoviária, garantir melhores acessos e aumentar o conforto na mobilidade quotidiana.

O estado do pavimento, agravado nos últimos meses pela chuva intensa e pela elevada humidade, ditou a necessidade de uma intervenção profunda. Embora o contrato para a empreitada já estivesse formalizado, as condições meteorológicas adiaram o início dos trabalhos, uma vez que a execução técnica exigia um período de estabilidade climática para assegurar a durabilidade da obra.

Com a melhoria do tempo e reunidas as condições necessárias, o município de Trofa confirmou o arranque da primeira fase dos trabalhos para o próximo dia 9. A intervenção está dividida em quatro etapas consecutivas, que deverão prolongar-se até junho. O plano prevê sinalização reforçada e circuitos alternativos para minimizar constrangimentos na circulação.

As obras vão avançar por troços: a primeira fase decorre entre a Rotunda da Independência e a Rotunda dos Ex-Combatentes; a segunda entre esta e o Largo de Santo António; a terceira até à Rua Martins Sarmento; e a última entre este ponto e a Rotunda da Cêpa.

Durante o decorrer de cada fase, a autarquia assegura informação atualizada sobre os desvios de trânsito nos canais municipais.

STCP ajusta rede com a chegada do MetroBus e reforça ligações na cidade do Porto

A partir de 9 de março, a STCP implementa uma rede renovada que reforça frequências, ajusta percursos e integra o novo sistema MetroBus no modelo de mobilidade da área metropolitana do Porto.

A entrada em funcionamento do Bus Rapid Transit (BRT) – mais conhecido como MetroBus – assinala o início de uma nova etapa na rede da STCP, com a empresa a introduzir um modelo de operação mais coerente e adaptado às atuais necessidades de mobilidade urbana. Esta reorganização, que entra em vigor a partir de 9 de março, visa reforçar as ligações entre diferentes modos de transporte, aumentar a rapidez das deslocações e garantir maior fiabilidade no serviço prestado.

Entre as alterações mais significativas encontra-se a alteração do percurso da linha 203, que passará a ligar diretamente a Boavista, o Marquês e o Estádio do Dragão. A nova configuração integra este último como polo estratégico, substituindo o trajeto pela Rotunda da Boavista e permitindo maior regularidade na operação.

A linha 200, entre o Bolhão e o Castelo do Queijo, verá igualmente reforçada a sua frequência. Em vez dos atuais 30 minutos – reduzidos para 20 nas horas de ponta -, os autocarros passarão a circular de 15 em 15 minutos ao longo de todo o dia. No período da tarde, entre o Bolhão e o Mercado da Foz, a cadência será ainda mais apertada, com partidas a cada sete minutos.

As linhas 201 e 502, que ligam respetivamente os Aliados ao Viso e o Bolhão ao Mercado de Matosinhos, terão os horários ajustados para recuperar a regularidade que foi afetada pelas obras de instalação do BRT, reforçando a estabilidade da rede.

Também a linha 403, que faz a ligação entre a Casa da Música e Campanhã, sofrerá alterações. No sentido Casa da Música, passará a circular pelo eixo do Campo Alegre, com nova passagem pela zona de Massarelos. Esta modificação amplia as possibilidades de correspondência com outras linhas – como a 200, 204, 207, 209, 902 e 903 – e melhora a conetividade com Vila Nova de Gaia.

Por fim, a linha 504, entre a Boavista e o Norteshopping, adotará um trajeto mais direto entre as paragens da Pasteleira e Cristo Rei. A mudança cria uma ligação mais eficiente ao BRT na paragem João de Barros, favorecendo a intermodalidade e simplificando as deslocações.

Autarquia de Matosinhos avança com videovigilância em 56 pontos estratégicos

A Câmara de Matosinhos vai instalar 86 câmaras em 56 locais, num investimento de 2,5 milhões de euros, para reforçar a segurança no concelho.

A Câmara Municipal de Matosinhos decidiu avançar com a instalação de um novo sistema de videovigilância no concelho, composto por 86 câmaras distribuídas por 56 locais considerados estratégicos. O investimento, estimado em 2,5 milhões de euros, deverá ficar concluído até ao final do primeiro semestre de 2027, segundo foi anunciado na mais recente reunião do Conselho Municipal de Segurança.

A medida insere-se na estratégia de reforço das condições de segurança e prevenção da criminalidade, com incidência nas zonas de maior movimento e atividade comercial. O sistema abrangerá sobretudo Matosinhos Sul, a marginal da cidade, as imediações do Parque da Cidade e, na Senhora da Hora, áreas próximas do Parque do Carriçal e do NorteShopping.

Durante o encontro, foi ainda confirmado o lançamento de um concurso externo para a contratação de 20 novos agentes da Polícia Municipal, numa tentativa de aumentar a vigilância e a presença no terreno.

A autarquia sublinhou também que recentemente entregou cinco viaturas às forças de segurança que operam no concelho – Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana e Polícia Marítima -, reforçando assim os meios operacionais disponíveis.

Convento dos Capuchos reabre após danos da tempestade Kristin

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Monumento de Almada volta a receber visitantes, mas com várias áreas ainda interditas.

O Convento dos Capuchos, em Almada, reabriu ao público na passada terça‑feira, 3 de março, depois de ter estado encerrado desde o final de janeiro devido aos estragos provocados pela tempestade Kristin. A decisão, confirmada pela Câmara Municipal de Almada, permite o regresso gradual dos visitantes, embora o espaço continue a funcionar com zonas condicionadas por motivos de segurança.

Segundo a autarquia, a capela e os jardins do piso superior permanecem interditos, uma vez que continuam a decorrer trabalhos de recuperação e reposição das condições estruturais. A estratégia passa por equilibrar a reabertura com a necessidade de concluir intervenções essenciais, garantindo que o monumento possa ser usufruído sem comprometer a segurança dos utilizadores. Mas, apesar das limitações, o convento mantém em exibição duas mostras que já estavam patentes antes do encerramento: Semear as Terras, Alar do Mar, dedicada às tradições agrícolas das Terras da Costa e à pesca na Costa da Caparica, e Jacka, exposição individual do artista Jubas Barreto. Ambas continuam acessíveis ao público, preservando a programação cultural prevista.

O Convento dos Capuchos foi uma das zonas mais afetadas pela depressão Kristin, que atingiu o concelho na madrugada de 28 de janeiro, causando danos significativos em espaços públicos e privados. O encerramento preventivo permitiu avaliar o impacto no jardim e no edifício principal, num processo que ainda decorre.

Pitbull atua este ano na MEO Arena

O músico norte‑americano Pitbull regressa à Europa com a digressão “I’m Back”, que inclui novas datas em arenas e passagem por Portugal.

Pitbull regressa este inverno à Europa com a digressão I’m Back, que inclui novas datas em arenas de vários países, entre os quais Portugal. O artista norte-americano atuará no nosso país a 2 de novembro, na MEO Arena, regressando ao território continental 13 anos após a sua primeira apresentação por cá, na altura no MEO Sudoeste. Já em 2022, o artista atuou no festival Atlantis Concert for Earth, que aconteceu nas Sete Cidades, nos Açores.

O músico, conhecido pelo nome artístico Mr. Worldwide, promete uma série de concertos com a energia que tem caracterizado as suas atuações, recuperando vários dos temas que o tornaram uma figura de destaque na pop e no hip hop internacionais. Em palcos que se transformam num espetáculo coletivo – entre luzes, dança e humor -, o cantor mantém a aposta em espetáculos de grande escala que cruzam gerações e geografias.

A venda de bilhetes arranca a 11 de março, às 10h, com pré‑vendas exclusivas do artista e outras fases organizadas por plataformas como a Live Nation – promotora deste concerto – e o Spotify. Já a venda geral terá início a 13 de março, também às 10h.

Serão igualmente disponibilizados pacotes VIP com diferentes níveis de acesso, incluindo bilhetes preferenciais e experiências de bastidores. Os preços dos bilhetes não são conhecidos.

Gleba não vai abrir novas lojas nos próximos anos

O que é expectável, tendo em conta a fragilidade económica da padaria artesanal. Para 2026, a Gleba prevê uma faturação superior a 13 milhões de euros, embora com resultados negativos estimados em 630.000€.

Como se sabe, a padaria artesanal Gleba está a atravessar uma fase delicada da sua existência e aguarda com expectativa a aprovação do Plano Especial de Revitalização (PER) que apresentou recentemente em tribunal. O processo prevê a extensão dos prazos de pagamento das dívidas, superiores a 12 milhões de euros, e é visto pela empresa como a única forma de garantir a continuidade da atividade e a preservação dos mais de 230 postos de trabalho.

A Gleba admite enfrentar sérias dificuldades de tesouraria, resultantes do ciclo de expansão acelerado registado nos últimos anos. Em 2024, duplicou a presença comercial na Grande Lisboa, com a abertura de 12 novas lojas. Contudo, esse crescimento veio acompanhado de atrasos na execução dos projetos, custos de instalação superiores aos previstos e resultados abaixo das metas iniciais, o que agravou as necessidades de financiamento e pressionou a liquidez.

No PER, a padaria reconhece que esta conjugação de fatores fragilizou a sua situação financeira, criando problemas de solvabilidade a curto prazo. O documento propõe o pagamento integral das dívidas num horizonte de dez anos e inclui um conjunto de medidas internas destinadas a reduzir custos operacionais, como a internalização de tarefas de limpeza e de processamento salarial.

Ao ECO, o fundador Diogo Amorim afastou a possibilidade de novas aberturas de lojas, afirmando que a prioridade passa agora por consolidar operações e melhorar a eficiência do negócio. Para 2026, a Gleba prevê uma faturação superior a 13 milhões de euros, embora com resultados negativos estimados em 630.000€. Segundo as projeções, o regresso aos lucros só deverá ocorrer em 2032, com resultados acima de um milhão de euros.

IKEA transforma parque eólico do Pisco em polo híbrido de energia renovável

A IKEA Portugal vai combinar energia solar e eólica no parque do Pisco, criando um polo híbrido capaz de gerar 233 GWh por ano.

A IKEA Portugal vai converter o Parque Eólico do Pisco num polo energético híbrido, num projeto que combina a produção de energia eólica e solar no mesmo local.

Situado numa zona de forte exposição ao vento, o parque foi adquirido pela Ingka Investments em 2018 e conta atualmente com 25 turbinas, totalizando 50 megawatts de potência instalada – energia suficiente para alimentar o equivalente a cerca de 30 lojas IKEA. Com a nova instalação de painéis solares, o complexo passará a gerar mais 83 gigawatts-hora por ano, somando-se aos 150 GWh já produzidos pelas turbinas e totalizando cerca de 233 GWh anuais.

A transformação do parque assenta na utilização conjunta de energia solar e eólica, duas fontes que se complementam em horários e estações diferentes, garantindo maior estabilidade ao fornecimento elétrico. A instalação dos novos painéis, alguns deles com tecnologia bifacial capaz de captar luz em ambos os lados, procura otimizar a produtividade do terreno sem necessidade de expandir a sua área.

O parque híbrido português integra o portefólio global do grupo, que já opera 49 parques eólicos e 26 solares em 22 países. No total, estas infraestruturas produzem mais de 5 terawatts-hora de eletricidade por ano, volume comparável ao consumo de cerca de 1,5 milhões de lares europeus. A empresa estima ter investido até agora cerca de 4,3 mil milhões de euros neste setor, com planos de aumentar o montante para 7,5 mil milhões até 2030.

Google Pixel 10a Review: Vale a pena a atualização face ao 9a?

O Google Pixel 10a traz um ecrã mais brilhante e Gorilla Glass 7i, mas herda tudo o resto do 9a. É, para todos os efeitos, uma atualização que a Google não soube justificar.

A série Pixel A da Google sempre teve um posicionamento muito claro no mercado. Desde os primeiros modelos, estes equipamentos foram pensados para trazer a experiência essencial da linha Pixel para um preço mais acessível, mantendo algumas das características mais valorizadas pelas pessoas: uma interface Android limpa – ou seja, livre de bloatware -, atualizações garantidas durante vários anos e uma qualidade fotográfica acima da média dentro da gama média. Ao longo dos anos, esta estratégia funcionou bem, e vários modelos da série A tornaram-se recomendações frequentes para quem queria um smartphone equilibrado, mas sem ter de pagar preços de topo de gama.

No entanto, o lançamento do Google Pixel 10a veio destoar um bocadinho dessa lógica. Porquê? Basicamente estamos perante um Pixel 9a “reciclado”, tanto que mais parece que estamos perante um Google Pixel 9a 1.5. Desta vez, e por razões ainda desconhecidas, a Google optou por lançar um novo smartphone com pouquíssimas diferenças face à versão do ano passado. É o mesmo formato, o mesmo processador, as mesmas câmaras, a mesma memória RAM e armazenamento interno… Então, o que muda? Temos agora o Vidro protetor Corning Gorilla Glass 7i (ao invés do Corning Gorilla Glass 3), um ecrã 11% mais brilhante – até 2000 nits (HDR) e até 3000 nits (brilho máximo)… e é isso.

Vamos ao que interessa. Um dos primeiros aspetos que chama à atenção quando se pega no Pixel 10a é a familiaridade do design. Para quem já conhece o Pixel 9a, a sensação inicial é a de estar perante um equipamento praticamente idêntico. A linguagem estética mantém-se minimalista, com linhas simples, um corpo relativamente compacto e uma traseira limpa, dominada pelo módulo de câmaras horizontal.

Mas, e apesar das semelhanças, existem pequenas alterações que acabam por refinar ligeiramente o conjunto. O Pixel 10a é marginalmente mais fino, mais baixo e um pouco mais estreito do que o Pixel 9a, resultando também numa diferença de peso de menos 3 gramas. São diferenças quase insignificantes, é certo, mas na utilização diária, contribuem para uma sensação ligeiramente mais confortável na mão.

Para quem está familiarizado com o design do Pixel 9a, saberá que este smartphone tem um pequeno relevo em torno do módulo de câmaras. Ora, é precisamente aqui na traseira que reside uma das visíveis alterações do Pixel 10a, que adota agora uma abordagem completamente plana nessa zona. Ainda que discreta, é uma alteração que acaba por eliminar o pequeno balanço que alguns smartphones apresentam quando colocados sobre uma superfície plana.

Já a construção transmite uma sensação sólida, uma vez que a moldura em alumínio oferece alguma robustez e o acabamento geral parece bem conseguido, sem folgas ou fragilidades aparentes. No entanto, nem todas as escolhas de design são consensuais. Uma ausência que pode ser notada é a falta de um sistema magnético integrado para acessórios, semelhante ao que a própria Google introduziu noutros modelos da linha Pixel. No Pixel 10a, quem quiser utilizar acessórios magnéticos terá de recorrer a capas compatíveis – daquelas estratégias da marca para diferenciar claramente a série A dos modelos mais caros…

Quanto ao ecrã, é um dos elementos centrais da experiência de utilização. O Pixel 10a mantém um painel pOLED de 6,3 polegadas e resolução 1080 x 2424 a 422,2 ppp, algo que já estava presente no modelo anterior. A resolução e a qualidade geral continuam a oferecer uma experiência visual bastante satisfatória, com cores equilibradas, pretos profundos e um bom contraste.

Uma das melhorias mais claras nesta geração é o aumento do brilho máximo até 2700 nits (até 1800 nits em HDR), o que acaba por melhorar a visibilidade em ambientes exteriores, principalmente sob luz solar direta. Ou seja, acaba por ficar um bocadinho mais fácil ler mensagens, consultar o Google Maps ou ver vídeos quando se utiliza o telemóvel na rua.

A taxa de atualização variável entre 60 Hz e 120 Hz – mesmos valores do 9a – também contribui para uma experiência fluida. As animações do sistema são suaves, a navegação entre aplicações é rápida e a interface do Android mantém uma sensação de responsividade constante.

Outro ponto positivo está na proteção do ecrã. O Pixel 10a abandonou o Corning Gorilla Glass 3 e passou a integrar o Corning Gorilla Glass 7i, alteração essa que oferece maior resistência a riscos e quedas, algo que pode fazer diferença no uso prolongado do dispositivo.

Algo que ficou por esclarecer foi a insistência no processador Tensor G4, desenvolvido pela própria Google e que equipava a série Pixel 9. Vejamos: quando a Google lançou o Tensor G1 para os Pixel 6 e 6 Pro, equipou também o 6a com esse processador. A mesma lógica aconteceu com o Tensor G2 e os Pixel 7, 7 Pro e 7a, com o Tensor G3 para o Pixel 8, 8 Pro e 8a, e para o Tensor G4 para o Pixel 9, 9 Pro e 9a. Portanto, não continuarem com esse ciclo no 10a, que devia contar com o Tensor G5 que equipa o Pixel 10 e 10 Pro, é, no mínimo, desapontante, especialmente tendo em conta que o Tensor G4 acaba por equiparar-se a processadores como o Snapdragon 7 Gen 4, que alimenta smartphones de média gama. No entanto, convém também salientar que a Google nunca quis ser campeã de benchmarks.

Continuamos também a ter os mesmos por 8GB de memória RAM, o que acaba por ser ainda suficiente para uma experiência fluida na maioria das tarefas do dia a dia. Aplicações de redes sociais, navegação na internet, reprodução de vídeo e multitarefa são executadas sem dificuldades evidentes. E nestes dias em que estive com ele nas mãos, o sistema manteve-se sempre responsivo. Também iguais são as opções de armazenamento: 128 GB ou 256 GB.

Já para jogos, a experiência é aceitável, mas não especialmente impressionante. Títulos mais exigentes podem apresentar algumas quedas de desempenho ou necessidade de reduzir as definições gráficas. Para jogadores ocasionais, isto dificilmente será um problema. No entanto, e para quem procura um smartphone orientado para gaming, o Pixel 10a não é, de todo, a melhor escolha no mercado.

Onde o processador da Google se destaca é na gestão das funcionalidades de inteligência artificial, área à qual a marca parece estar a dar especial importância em detrimento de novidades a nível de hardware. Tal como os outros dispositivos da linha Pixel 10, o Pixel 10a integra várias ferramentas baseadas em IA que funcionam diretamente no dispositivo, desde funcionalidades de edição de imagem até assistentes contextuais integrados no sistema. O quase omnipresente Gemini e ferramentas como o Circle to Search – que continua a melhorar – demonstra a direção estratégica da Google, que aposta cada vez mais na integração profunda da inteligência artificial no quotidiano digital.

A nível de autonomia, a bateria de 5100 mAh é a mesma do ano passado, ou seja, vão conseguir utilizar durante um dia inteiro… desde que não abusem das capacidades de IA. Porque quanto mais processos um smartphone tem a correr em background, e à medida que fica mais e mais dependente das capacidades da IA, a bateria tende a ir aos 0% rapidamente. Mas lá está, em cenários de uso moderado, é possível terminar o dia ainda com alguma margem de bateria restante. Uma coisa é certa: ao final da noite, ou até antes, terá de ir à carga. Em todo, e se precisarem, em meia horita conseguem recuperar uma parte significativa da bateria.

Na área da conectividade, o Pixel 10a introduz algumas novidades interessantes. Uma das mais relevantes é a possibilidade de enviar pedidos de emergência via satélite. Esta funcionalidade permite contactar serviços de emergência mesmo quando não existe cobertura de rede móvel, algo que pode revelar-se extremamente útil em determinadas situações.

Outra atualização importante é o suporte para Bluetooth 6.0. Esta versão mais recente traz melhorias ao nível da eficiência energética, da estabilidade da ligação e da qualidade de transmissão de áudio quando se utilizam auriculares sem fios ou colunas externas.

Passando para a fotografia, continua a ser uma das áreas mais associadas à identidade dos smartphones Pixel. O Pixel 10a mantém um sistema de câmaras relativamente simples em termos de hardware, composto por um sensor principal de 48 megapixéis e uma lente ultra grande angular de 13 megapixéis. A câmara frontal também possui 13 megapixéis. Ou seja, tudo igual ao 9a.

Na prática, o Pixel 10a consegue produzir fotografias com bom equilíbrio de cores, um alcance dinâmico convincente e um nível de detalhe adequado para a maioria das situações. As imagens apresentam um aspeto natural, evitando o excesso de saturação que alguns smartphones aplicam automaticamente. O desempenho em ambientes com pouca luz também é bastante competente. O processamento de imagem ajuda a preservar detalhes e a equilibrar as cores, resultando em fotografias utilizáveis mesmo em condições mais difíceis.

Ainda assim, existem algumas limitações claras. A ausência de uma lente telefoto significa que qualquer aproximação depende exclusivamente de zoom digital. Embora o software consiga compensar parcialmente esta limitação, a qualidade tende a diminuir à medida que se aumenta o nível de zoom. De resto, existem várias ferramentas para que possam brincar com os resultados finais das fotos, algumas delas novidades na série A, como o Melhor take automático ou o Assistente de câmara. E também podem agora utilizar o Google Fotos para editar as vossas fotografias de forma simples através da IA.

O Pixel 10a chega ao mercado com Android 16 instalado de origem. Como já é habitual nos smartphones Pixel, a experiência de software é limpa e próxima da visão original da Google para o Android. E Um dos grandes trunfos deste equipamento é o compromisso da Google com as atualizações: sete anos de atualizações de sistema operativo e Pixel Drops.

Chegamos ao fim com, quiçá, o mais importante: o preço. O Pixel 10a com 128GB de armazenamento tem um PVP inicial de cerca de 559€, enquanto a versão com 256 GB sobe para aproximadamente 659€. Neste momento, a pré-venda já terminou, o que significa que essas vantagens de aquisição do equipamento já desapareceram. Portanto, e para já, a melhor oferta é mesmo a da Vodafone, nomeadamente com o Clube Viva, através da qual os clientes da operadora conseguem o equipamento, na versão de 128GB, por 309,90€ (mais 1990 pontos) ou 354,90€ (mais 790 pontos), o que, honestamente, são preços fantásticos. Já a versão de 256GB na Vodafone pode ser adquirida por 389,90€ (mais 1990 pontos) ou 439,90€ (mais 790 pontos).

Já se olharmos para o 9a, a Google vende no seu site oficial por 459€ na versão de 128GB, mas uma rápida pesquisa online permite-nos encontrar este mesmo modelo na Amazon FRpor 345,98€ (mais 7,90€) de portes, portanto, abaixo dos 355€. E por estes valores, a escolha entre o 9a e o novo 10a… é óbvia.

Volta estreia sistema nacional de depósito e reembolso de garrafas e latas em abril

A partir de 10 de abril, entra em vigor o sistema de depósito e reembolso volta para garrafas e latas até 3 litros, com máquinas de devolução em todo o país.

A partir de 10 de abril, entra em funcionamento em todo o território português o novo Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), identificado pela marca volta. A medida abrange garrafas e latas de bebidas de plástico, metal e alumínio com capacidade inferior a três litros, que passam a integrar um circuito próprio de recolha e reciclagem. O objetivo é simples: garantir que cada embalagem regressa ao sistema e é transformada numa nova, reduzindo o desperdício e promovendo a reutilização de materiais.

Nos supermercados, hipermercados e outros pontos de recolha espalhados pelo país, as máquinas volta permitem ao consumidor devolver as embalagens utilizadas e reaver o valor de depósito pago no momento da compra. O reembolso, fixado em 0,10€ por unidade, poderá ser recebido através de vale, descontado em futuras compras ou doado a instituições. Em zonas urbanas com maior densidade de estabelecimentos de restauração e hotelaria, vão também existir quiosques volta, concebidos para a entrega de grandes quantidades de embalagens.

volta - reembolso garrafas e latas

Com tecnologia capaz de rastrear individualmente cada embalagem, o SDR assegura a recuperação de materiais de elevada qualidade, facilitando a sua transformação em novas garrafas e latas. O sistema permite assim fechar o ciclo dos resíduos e coloca o consumidor no centro da economia circular, num modelo alinhado com as metas europeias de recolha de 90% de embalagens de bebidas de uso único até 2029.

Durante um período de transição, entre 10 de abril e 9 de agosto, irão coexistir no mercado embalagens com e sem o símbolo volta. Apenas as primeiras estarão sujeitas ao pagamento e posterior reembolso do depósito. As restantes continuam a ser encaminhadas para o ecoponto amarelo. A partir de 10 de agosto de 2026, todas as embalagens de bebidas até três litros passarão a exibir o símbolo e a integrar o sistema.

Depois de recolhidas, as embalagens seguem para dois Centros de Contagem e Triagem volta, localizados nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Nestas infraestruturas, os resíduos são separados e preparados para reciclagem, garantindo a integridade do material. O destino final será a indústria transformadora, onde o alumínio, o plástico e o metal dão origem a novas embalagens – cumprindo, na prática, o princípio de que uma garrafa pode voltar a ser uma garrafa e uma lata pode voltar a ser uma lata.

Zootopia 2 vai ficar disponível no Disney Plus a 11 de março

Já falta muito pouco para Zootopia 2 chegar ao streaming.

É já a 11 de março que Zootopia 2 (Zootrópolis 2) fica disponível no Disney Plus e vai poder ver em família no conforto do seu sofá. Ou, provavelmente, rever aquele que já é o filme de animação com a maior receita de sempre, ao arrecadar mais de 1,85 mil milhões de dólares a nível mundial.

Zootopia 2 recebeu o BAFTA para Melhor Filme de Animação, está nomeado na mesma categoria aos Óscares e bateu recordes de bilheteira: atualmente é o oitavo filme mais rentável de sempre. É também o quinto título dos Walt Disney Animation Studios a ultrapassar a barreira dos mil milhões de dólares globalmente, um marco histórico na trajetória do estúdio.

Sequela direta do filme de 2016 que venceu um Óscar, neste novo filme os protagonistas Judy Hopps (voz de Ginnifer Goodwin) e Nick Wilde (voz de Jason Bateman) deparam-se com Gary De’Snake (voz de Ke Huy Quan), uma enigmática cobra que perturba o equilíbrio da metrópole e força a dupla a infiltrar-se em novas zonas da cidade. A aventura promete levar os espetadores a territórios que ainda não foram vistos neste mundo, incluindo pântanos, desertos e outras áreas habitadas por novas espécies.

Com a chegada de Zootopia 2 ao Disney Plus, há mais uma entrada no universo cinematográfico deste filme, que já inclui o filme Zootopia, a série Zootopia +, livros e jogos.