“Rosa” leva os Bandidos do Cante à Eurovisão

Bandidos do Cante levam o Alentejo ao topo do Festival da Canção 2026 com “Rosa”. Segue-se a meia-final da Eurovisão, a decorrer na Áustria.

Foi com uma canção de raiz alentejana, mas com alma contemporânea, que os Bandidos do Cante venceram o Festival da Canção 2026. “Rosa” foi a escolha da noite de sábado, numa final que juntou 10 canções e que combinou, em partes iguais, o voto do público com o veredito de um júri regional.

O quinteto natural de Beja – composto por Miguel Costa, Duarte Farias, Francisco Raposo, Luís Aleixo e Francisco Pestana – tem no Cante Alentejano a sua matéria-prima. A tradição vocal que a UNESCO reconheceu em 2014 como Património Cultural Imaterial da Humanidade surge na sua música revestida de uma sonoridade pop, numa fusão que a noite de sábado validou tanto nas bancadas como nos votos dos especialistas.

O júri foi organizado por regiões, com representantes do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. Cada painel regional contou com um porta-voz e dois elementos, num total de 21 votantes distribuídos por todo o país, entre músicos e figuras ligadas à criação musical portuguesa.

Na final estiveram também André Amaro, Dinis Mota, EVAYA, Gonçalo Gomes, João Ribeiro – tinha levado a melhor na preferência do júri regional com o tema “Canção do Querer”, Marquise, Nunca Mates o Mandarim, Sandrino e Silvana Peres.

Foto: RTP

Netflix adquire a InterPositive, empresa de inteligência artificial de Ben Affleck dedicada à produção de filmes

O ator Ben Affleck junta‑se à Netflix como consultor sénior após a aquisição da InterPositive.

A Netflix anunciou a aquisição da InterPositive, uma empresa de tecnologias para a produção cinematográfica fundada por Ben Affleck e especializada em ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas especificamente para cineastas. Esta operação surge semanas depois da plataforma de streaming ter desistido da aquisição da Warner Bros. Discovery.

A InterPositive é uma empresa que se dedica à criação de soluções de inteligentes destinadas a apoiar processos de produção e pós‑produção, distanciando-se das problemáticas tecnologias que recorrem a modelos de geração de conteúdos a partir de comandos de texto – os chamados prompts. O foco destas tecnologias está orientado para facilitar o trabalho criativo, protegendo simultaneamente a autonomia dos profissionais.

Com a aquisição, toda a equipa da InterPositive passa a integrar a Netflix, incluindo Ben Affleck, que assume agora o papel de consultor sénior, ajudando a orientar o desenvolvimento de ferramentas que mantenham os criadores no centro das decisões. A Netflix vê a IA como uma área ainda embrionária na indústria audiovisual, mas com potencial para transformar fluxos de trabalho, desde que utilizada de forma responsável.

A expansão das ferramentas inteligentes no cinema e na televisão tem gerado preocupação entre profissionais, que receiam a perda de postos de trabalho e pedem regulamentação clara. Ao adquirir a InterPositive, a Netflix procura posicionar‑se na vanguarda tecnológica, ao mesmo tempo que tenta responder às inquietações do setor, defendendo que as novas ferramentas devem servir para ampliar, e não substituir a criatividade humana.

Corning apresenta o Gorilla Glass Ceramic 3 como o vidro mais resistente de sempre para smartphones

A Motorola fará a estreia do novo Gorilla Glass Ceramic 3 no próximo Razr Fold.

A Corning anunciou oficialmente o Gorilla Glass Ceramic 3, um novo material que promete ser o vidro cerâmico mais resistente alguma vez produzido para smartphones. A empresa afirma que o foco não está apenas no desempenho inicial, mas sobretudo na durabilidade real no uso quotidiano, um ponto sensível para utilizadores que temem ver um equipamento caro danificado após a primeira queda.

De acordo com a Corning, o novo vidro foi submetido a testes rigorosos que simulam cenários comuns do dia‑a‑dia. Em laboratório, o Gorilla Glass Ceramic 3 resistiu a quedas superiores a dois metros em superfícies que imitam betão. Em testes adicionais, suportou pelo menos 20 quedas de um metro em superfícies semelhantes a asfalto, enquanto um vidro concorrente de aluminossilicato falhou frequentemente logo no primeiro impacto.

A Motorola será a primeira marca a integrar o novo material, escolhendo-o para o futuro Razr Fold, o que reforça a aposta da empresa na robustez dos seus equipamentos dobráveis. Leo Liu, representante da Motorola, afirma que os consumidores esperam que os seus dispositivos resistam ao desgaste diário e que a adoção do Gorilla Glass Ceramic 3 é um passo importante nesse sentido.

SPC apresenta Zeus Halo para auxiliar nos cuidados com os idosos

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O novo Zeus Halo utiliza inteligência artificial preditiva para antecipar riscos, combater a solidão e reforçar o cuidado domiciliário de idosos.

A SPC revelou no MWC 2026, que decorreu em Barcelona, Espanha, o Zeus Halo, uma plataforma de teleassistência inteligente concebida para ajudar no cuidado aos idosos, tanto em casa como em estruturas de apoio social. A solução pretende substituir o modelo tradicional, centrado na resposta a emergências, por uma abordagem preditiva que antecipa riscos através de dispositivos conectados, análise avançada de dados e inteligência artificial.

Num contexto de envelhecimento acelerado da população europeia, o Zeus Halo foi desenvolvido pela SPC para aprender padrões de comportamento, atividade e mobilidade, identificando desvios que possam indicar situações de risco. Quando algo se altera na rotina do utilizador, familiares ou cuidadores recebem alertas nos seus dispositivos, permitindo uma intervenção mais rápida e coordenada. A plataforma também facilita consultas médicas remotas, comunicação direta e monitorização contínua, reforçando a autonomia sem afastar o idoso da sua rede de apoio.

Para além da vertente de segurança, o Zeus Halo aposta no combate à solidão. Através de interações por voz, sugestões de atividades e recomendações personalizadas, o sistema procura estimular o bem‑estar emocional e promover ligações sociais, incluindo videochamadas e participação em aulas online. O dispositivo funciona como o núcleo digital da casa conectada, um hub 5G com ecrã interativo, sistema acústico avançado e conectividade IoT. A sua capacidade preditiva resulta da integração de sensores, wearables e soluções de comunicação que transformam dados quotidianos em conhecimento útil para equipas assistenciais.

Boox Go 10.3 Review: um caderno digital quase perfeito… se houver luz

O Boox Go 10.3 é um tablet de e-ink focado na leitura e na escrita, com um ecrã muito nítido e uma experiência de escrita natural. No entanto, a falta de luz frontal e algumas limitações de design podem ser um obstáculo para alguns.

Nos últimos anos, os ecrãs de tinta eletrónica deixaram de ser “coisa de e-readers” e começaram a ocupar um espaço próprio entre o papel e os tablets tradicionais. Para quem lê muito, trabalha com PDFs ou gosta de escrever notas à mão, estes dispositivos têm um encanto difícil de explicar até se usar um: menos cansaço visual, menos distrações e uma sensação mais próxima de um caderno do que de um gadget.

Foi nesse contexto que apareceu o Boox Go 10.3. É um tablet de e-ink de 10.3 polegadas, muito fino e leve, desenhado para ler, escrever e anotar com conforto, e ainda vem com uma caneta incluída e um conjunto de ferramentas nativas surpreendentemente completo para notas e documentos.

Ao pegar no Boox Go 10.3 pela primeira vez, tive logo duas surpresas: a leveza do dispositivo e o quão fino é – estamos a falar de um corpo com cerca de 4,6 mm e um peso a rondar os 375 g. São números que o colocam no topo da categoria no que toca à portabilidade dentro dos e-notes de 10 polegadas, e isso nota-se sobretudo quando preciso de o meter na minha mochila de trabalho, por norma sempre bastante cheia, em que cada grama e cada milímetro acabam mesmo por contar.

De resto, a Onyx – empresa-mãe da Boox – optou por um design muito limpo no Boox Go 10.3, com molduras relativamente discretas e uma moldura mais generosa numa das laterais e na zona inferior, o que ajuda a segurar o equipamento sem estar constantemente a tocar no ecrã. A ideia é boa e funciona, embora haja quem ache que molduras um pouco mais largas, como noutros modelos do segmento, reduzem melhor os toques acidentais. A estrutura metálica dá um toque premium e a traseira, com textura tipo pele, tem duas vantagens práticas: oferece mais aderência do que vidro liso e disfarça melhor impressões digitais. A desvantagem é que, sendo uma cor clara, pode ganhar marcas de uso com alguma facilidade, o que à partida não se coloca quando se usa sempre uma capa protetora, algo que recomendo bastante fazer e da qual irei falar mais adiante.

Nos controlos e portas, o Boox Go 10.3 é minimalista. Há um botão de ligar no topo, uma porta USB-C em baixo e grelhas para altifalantes e microfone. Falta um controlo físico de volume e não há expansão por microSD, o que obriga a aceitar o armazenamento interno tal como vem: 64GB. Para muitos, 64GB chega e sobra para livros, PDFs e cadernos de notas; para quem trabalha com bibliotecas enormes, PDFs pesados, bandas desenhadas digitalizadas ou exportações constantes em PNG/PDF, pode saber a pouco, sobretudo porque este é um dispositivo caro e, noutros produtos da própria marca, já se viram opções com expansão. A ausência de certificação IP (resistência a água e poeiras) é quase um clássico neste segmento: não é um aparelho para usar sem cuidados na praia, na banheira ou em ambientes onde um acidente com líquidos seja possível.

A caneta incluída é um ponto importante, porque há marcas que fazem disto um extra caro. A caneta usa tecnologia EMR, o que significa que não precisa de bateria ou de carregamento e, na prática, oferece uma experiência de escrita muito consistente. A sensibilidade à pressão chega aos 4096 níveis, o que é ótimo quando quero traços mais expressivos, fazer desenhos e sombreados com variações subtis, ou seja, a “tinta” sai diferente conforme se escreve com mais ou menos pressão.

Uma das desvantagens desta caneta é que não inclui borracha/atalho de apagar, existindo para isso uma outra caneta, vendida à parte, já com essa borracha incluída. E depois há a questão do íman: a caneta que já vem de base prende-se magneticamente ao corpo, mas o íman nem sempre é forte o suficiente para inspirar confiança, especialmente em transporte. Dependendo do gesto e do ângulo, é fácil imaginar a caneta a descolar e a desaparecer numa mala.

O centro da experiência, como sempre num e-note, é o ecrã. Neste departamento, o Boox Go 10.3 usa um painel E Ink Carta 1200 com 10,3 polegadas, uma resolução 2480 x 1860 e densidade de 300 ppi. Estes números são relevantes porque 300 ppi num formato de 10 polegadas não é assim tão comum e, quando se lê texto, acaba por revelar uma nitidez excelente. Letras pequenas mantêm-se legíveis, fontes serifadas ficam bem definidas e PDFs com espaçamento reduzido – ou seja, quand o texto está mais compactado – beneficiam desse detalhe extra. Há ainda um argumento que surge muitas vezes a propósito deste modelo: como não existe uma camada de iluminação frontal, há menos “camadas” entre a tinta eletrónica e os olhos, e isso pode ajudar na perceção de contraste e na sensação de proximidade do texto à superfície. Na prática, usando uma boa luz ambiente, a leitura é mesmo muito agradável, com quase zero reflexos no exterior e uma tranquilidade visual que convida a ler e a escrever com foco.

A ausência de luz frontal do Boox Go 10.3, no entanto, não é um pormenor: é o pormenor. Se a vossa rotina inclui ler à noite na cama, tomar notas em salas de aula ou reuniões com luz insuficiente, ou simplesmente trabalhar frequentemente em ambientes com iluminação variável, o Boox Go 10.3 obriga a uma coisa muito simples: uma fonte de luz. Podem contornar com um candeeiro, com luz ambiente ou com uma luz de secretária direcionada, mas é um compromisso constante. Há quem adore esta decisão, porque assume que um “papel digital” se deve comportar como papel: se não há luz, não se lê. Há quem ache incompreensível num produto desta gama de preço, sobretudo porque existem alternativas com luz frontal bastante competente. A verdade é que, e apesar de não existir uma resposta universal, a consequência é clara: o Go 10.3 é ótimo de dia e, à noite, fica condicionado pelas fontes de luz disponíveis – ou pela falta delas – no espaço onde o estão a usar.

Outra característica inevitável dos E Ink é o ghosting, aquelas sombras da imagem anterior que podem ficar visíveis. No Boox Go 10.3 existe, como em praticamente todos, mas a marca dá ferramentas para o controlar através de modos de atualização do ecrã. Isto é uma área onde a Onyx costuma ser forte: permite escolher entre modos mais “lentos” e limpos (para leitura) e modos mais rápidos (para navegação, aplicações ou apenas para fazer scroll), aceitando em troca mais ghosting e perda de detalhe. Para a leitura de livros e PDFs, o modo mais nítido costuma ser o preferível. Para navegar na web, usar aplicações de terceiros e mexer em interfaces mais dinâmicas, os modos rápidos ajudam a tornar o dispositivo “usável”, mas não fazem milagres. Há uma barreira que o E Ink não atravessa: vídeo e animação continuam a ser experiências pobres, mesmo que tecnicamente possíveis. Por exemplo, ver YouTube em tons de cinzento e com refresh limitado? É possível, sim, mas não é, de todo, recomendado.

Onde o Boox Go 10.3 costuma convencer quase toda a gente é na escrita. A latência é baixa, o traço acompanha bem e a superfície tem textura suficiente para não parecer “caneta em vidro”. Não chega ao atrito muito pronunciado que alguns preferem (há quem diga que certos rivais têm uma sensação ainda mais “papel”), mas fica num ponto equilibrado: há fricção, há controlo e, ao mesmo tempo, o movimento não é áspero. Para escrever páginas e páginas de notas, é confortável. Para desenhar também, embora com uma limitação importante para ilustradores mais exigentes: não há suporte de inclinação, como se vê nalguns concorrentes, o que pode afetar técnicas de sombreamento e certos tipos de lápis digital. Para esboços, mapas mentais, diagramas, fluxogramas e até sketching casual, continua a ser muito competente, sobretudo por causa da pressão e da estabilidade do traço.

Já a aplicação de notas nativa é extensa, pois oferece uma quantidade grande de ferramentas, como modelos de página (linhas, grelhas, pautas musicais e outros), várias canetas e marcadores, com espessuras configuráveis e ainda a possibilidade de fazer seleção, laço, formas e correção de formas. Há também a possibilidade de gravar áudio e de exportar notas em formatos úteis. Mesmo sendo um ecrã a preto e branco, o sistema pode permitir escolher cores que só se tornam “visíveis” quando exportam para PDF/PNG e que são abertas noutro dispositivo, o que pode ser valioso para quem organiza informação por cores, apesar de, no ecrã, a diferenciação ser limitada.

O Boox Go 10.3 corre o Android 12 numa versão personalizada, motivo pelo qual o aparelho pode ser o melhor dos dois mundos, mas também a razão pela qual nunca será tão simples como um leitor fechado. Ou seja, e graças à Play Store, podem instalar as apps do Kindle, Kobo, OneNote, Evernote, Dropbox, Google Drive e por aí fora. O problema é que nem todas as aplicações foram pensadas para E Ink, o que significa que muitas dessas apps acabam por ficar visualmente estranhas por causa de animações e scroll. E mesmo quando funcionam, perde-se frequentemente a integração mais elegante de anotação direta em cima do conteúdo, coisa que a aplicação nativa de leitura, como o NeoReader, acaba por fazer muito melhor.

Aliás, no que toca à leitura, o NeoReader é um dos pontos fortes da Onyx. A quantidade de ajustes é enorme: tamanho de letra, espaçamento de linhas, margens, espaçamento entre palavras e parágrafos, capacidade de deixar algo a negrito e, até, importação de fontes. Para quem é exigente com tipografia e com a forma da página, isto é ouro. Em PDFs, a Onyx costuma oferecer ferramentas úteis como recorte de margens, melhoria de contraste, modos de navegação, anotações e a possibilidade de dividir ecrã para ter o PDF de um lado e um caderno do outro. Num dispositivo de 10.3 polegadas, o split-screen é particularmente interessante para trabalho académico e profissional, ou seja, ter a possibilidade de ler e escrever notas em simultâneo sem ter de andar a alternar entre diferentes janelas.

A interface do Boox Go 10.3 também tenta ser mais simples do que a de outros Boox. Em vez de dezenas de ecrãs e ícones, há uma barra lateral com categorias principais (biblioteca, loja, notas, armazenamento, aplicações e definições) e um centro de controlo acessível por gesto para coisas como Wi-Fi, Bluetooth, rotação, split-screen, capturas de ecrã e, claro, as definições do E Ink (centro E-Ink). Também existe, nalgumas configurações, uma bola flutuante com atalhos configuráveis, que pode ser útil para diversas ações.

Há outro fator importante a destacar: as atualizações. O equipamento corre o Android 12, mas a Onyx tem uma abordagem que, aqui, acaba por jogar a favor do produto: em vez de se focar em “saltos” grandes de versão do Android, vai afinando a experiência através de atualizações de firmware e de funcionalidades próprias pensadas especificamente para e-ink. Isto traduz-se em updates relativamente frequentes, não se limitando apenas a correções pequenas. Ou seja, há efetivamente melhorias reais, seja na estabilidade e desempenho, nas opções de escrita e anotação, ou até em ferramentas novas, tudo para tornar o Boox Go 10,3 mais completo com o tempo.

Por falar em desempenho, o Boox Go 10.3 traz um processador octa-core até 2,4GHz e 4GB de RAM. No uso típico tende a ser fluido para um E Ink, nomeadamente abrir documentos, alternar entre diferentes aplicações ou escrever e navegar entre menus, que por norma é geralmente rápido. Há, no entanto, duas situações distintas nas quais pode ter dificuldades: o uso de aplicações pesadas e gestão de projetos de notas muito grandes. Para além disso, o dispositivo vem pré-definido para se desligar totalmente após um período de inatividade e, durante o tempo que está a reiniciar, podem acabar a olhar para o ecrã durante dezenas de segundos até ficar operacional. Para contornar isto, basta ajustar nas definições para evitar que o Boox Go 10.3 se desligue, ficando assim apenas em modo repouso.

A bateria do Boox Go 10.3 é, sem dúvida, um dos pontos fortes. Com 3.700 mAh e um ecrã sem luz frontal, o consumo tende a manter-se baixo quando o uso é sobretudo leitura e escrita. Se juntarmos a isso o facto de se desligar, como já expliquei acima, após períodos de inatividade, é perfeitamente realista falar em semanas de autonomia, o que é excelente: não é um dispositivo que obrigue a pensar em carregamentos todos os dias e isso, por si só, muda a forma como ele se integra na rotina e no ritmo de trabalho.

Relativamente ao áudio, existe sim, e enquanto para alguns é um “bónus”, para outros acaba por ser um pouco irrelevante, como é o meu caso, já que muito raramente uso o Boox Go 10.3 para ouvir audiolivros, podcasts ou qualquer outro conteúdo. Quando ouço, a falta de botões físicos de volume torna o ajuste menos imediato, pelo que acabo por ficar dependente do centro de controlo no ecrã para o fazer. A compensar, o Bluetooth 5.0 permite emparelhar auriculares/auscultadores sem fios e, aí, a experiência melhora bastante, já que deixo de estar dependente daqueles altifalantes pequenos. O microfone, quando presente e bem implementado, pode ser útil para notas de voz e gravações rápidas, mas novamente é uma função secundária num aparelho cujo propósito principal é texto e escrita.

Há, depois, outros pormenores que, no dia-a-dia, acabam por fazer diferença: a transferência de ficheiros, a integração com computadores e o ecossistema de sincronização. A Onyx facilita bastante este lado com opções como o envio via cloud e ferramentas de transferência drag and drop através do browser, tornando tudo mais simples e, muitas vezes, dispensando por completo a necessidade de cabos. Isto é particularmente útil quando queremos um fluxo rápido entre dispositivos, ou quando a ligação por USB pode não ser a mais prática em certos sistemas. Já para quem trabalha em ambiente Mac, por exemplo, a abordagem via cloud ou através das próprias soluções da Boox tende a ser a forma mais direta e consistente de gerir documentos e manter tudo organizado.

Por fim, relativamente à capa que acompanha o Boox Go 10.3, trata-se de um extra bem-vindo, sobretudo porque muitas marcas vendem este tipo de acessório à parte e a preços pouco simpáticos. Visualmente, segue a mesma lógica do dispositivo: discreta, com um acabamento que imita pele e um toque agradável, dando a sensação de que protege sem acrescentar demasiado volume. No dia-a-dia, cumpre bem o essencial, porque ajuda a evitar riscos no ecrã e, acima de tudo, dá mais segurança no transporte, o que acaba por ser importante num equipamento tão fino. O sistema de fecho com peça magnética é uma solução particularmente bem pensada, até porque a aba é destacável e dá liberdade para escolher onde a prender consoante a forma como se está a usar a capa. Ainda mais útil é o facto desta também permitir definir um local para guardar a caneta, o que ajuda muito tendo em conta a fraca ligação magnética da mesma ao tablet. Tudo isto permite transportar o Boox Go 10.3 e a sua caneta com mais segurança e com menos preocupação de ficarem perdidos pelo caminho.

No seu todo, o Boox Go 10.3 brilha em cenários muito específicos. É excelente para leitura prolongada de artigos, documentos e livros em ambientes bem iluminados. É ótimo para anotação de PDFs, sublinhar, escrever à margem, assinar documentos e exportar resultados. É muito competente como caderno de trabalho para reuniões, aulas, brainstorming e organização pessoal, sobretudo se aproveitarmos os modelos de página, as ferramentas de formas e a conversão de escrita para texto. Também é um bom dispositivo para quem precisa de várias bibliotecas e aplicações.

Por outro lado, há situações onde se torna uma escolha difícil de justificar. Se a leitura noturna é central para vocês, irão sentir a falta de luz todos os dias. Se querem um aparelho para ler na cama, mas sem acordar ninguém com candeeiros, não é este. Se querem um “tablet” para navegar na internet e consumir conteúdo dinâmico, irão achar tudo lento e visualmente frustrante.

Resumidamente, se a vossa prioridade é escrever com prazer, ler com nitidez e ter liberdade para usar várias aplicações e serviços, o Boox Go 10.3 faz muito sentido. É uma escolha acertada quando procuram precisamente aquilo que faz melhor e quando a ausência de luz frontal não se torna um entrave no vosso dia-a-dia. É preciso é que estejam dispostos a pagar o que custa: 419.99€.

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Este produto foi cedido para análise pela Boox

Credores perdoam dívidas de 40 milhões de euros e salvam o Gato Preto da falência

Tribunal de Sintra aprovou o Plano Especial de Revitalização do Gato Preto. Portugal fica apenas com cinco lojas em funcionamento.

O Gato Preto, cadeia portuguesa de lojas de decoração e artigos para o lar, vai iniciar uma nova etapa depois de o tribunal de Sintra ter homologado o seu Plano Especial de Revitalização (PER), revelou o ECO. A decisão abre caminho à reestruturação financeira da empresa, que implica o perdão de cerca de 40 milhões de euros por parte dos credores, o encerramento de duas terças partes das lojas em Portugal e a saída total do mercado espanhol.

O plano prevê o fecho de dez das quinze lojas – há lojas que já fecharam – que a marca mantém no país, concentrando a operação nos espaços considerados mais rentáveis – Almada, Alcochete, Matosinhos, Viseu e Amadora -, com o objetivo de atingir vendas de 4,6 milhões de euros em 2026. A empresa, que emprega atualmente mais de 150 pessoas, estima que o processo implicará a saída de várias dezenas de trabalhadores e o pagamento de cerca de um milhão de euros em indemnizações. Para suportar esses encargos, planeia vender um armazém localizado na periferia de Lisboa, avaliado em 1,2 milhões de euros.

A reestruturação inclui ainda a saída definitiva de Espanha, onde o Gato Preto opera desde o início dos anos 2000. As cinco lojas naquele país – quatro na Andaluzia e uma em Madrid – irão encerrar, permitindo redirecionar os recursos para o comércio eletrónico, considerado essencial na nova estratégia da empresa.

O tribunal reconheceu a viabilidade do plano e determinou que a decisão se aplica a todos os credores, mesmo aos que não participaram nas negociações. As dívidas totais ascendem a 50 milhões de euros, sendo que o perdão de 40 milhões inclui 26 milhões de euros de créditos subordinados detidos pelo grupo Aquinos, atual proprietário do Gato Preto, resultantes do fornecimento de produtos e serviços, que serão integralmente anulados.

Os bancos, por sua vez, aceitaram perdoar menos de 10 milhões de euros, ficando o compromisso da empresa de liquidar os restantes 2,4 milhões – cerca de 20% do montante – num prazo de cinco anos, com 12 meses de carência.

Também os fornecedores verão recuperada apenas uma parte reduzida dos montantes em dívida, cerca de dois milhões de euros num total próximo dos dez milhões, a pagar igualmente em cinco anos.

Nos últimos anos, o Gato Preto atravessou uma sequência de prejuízos agravada por fatores externos. Em 2025, registou um resultado negativo de 11 milhões de euros.

Jardins do Oriente. Porto inicia primeiro projeto de habitação build to rent no país

O Porto arrancou com o primeiro projeto build to rent em Portugal. O empreendimento Jardins do Oriente, em Campanhã, prevê 151 casas, a maioria destinadas a arrendamento acessível.

A cidade do Porto deu esta sexta-feira o passo inaugural no primeiro projeto nacional de build to rent, um modelo que aposta na construção de habitação para arrendamento. O empreendimento, denominado Jardins do Oriente, será erguido em Campanhã, onde ocupará os terrenos de uma antiga fábrica, e inclui a construção de 151 fogos.

Do total de habitações previstas, 124 integram o programa municipal de arrendamento acessível, com contratos de 10 anos renováveis, e as restantes 27 destinam-se ao mercado livre. As tipologias variam entre T0 e T3, com rendas mensais entre 525 e 950€.

O projeto insere-se num plano mais amplo da autarquia, que pretende multiplicar por quatro o número de fogos de arrendamento acessível até 2029. Segundo as metas traçadas, a empresa municipal Porto Vivo, SRU, deverá colocar no mercado cerca de 400 novas habitações com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência. E para isso, estão em curso investimentos como o Monte Pedral e do Monte da Bela.

As obras preliminares do Jardins do Oriente já decorrem e a conclusão do conjunto habitacional está prevista para o último trimestre de 2027. As candidaturas ao programa de arrendamento deverão abrir alguns meses antes da conclusão da empreitada.

Foto: Andreia Merca

Zoomarine reabre com novas atrações após investimento de 3,8 milhões de euros

O Zoomarine Algarve inicia a nova temporada com a renovação de espaços, novas áreas aquáticas e uma montanha-russa para crianças.

O Zoomarine Algarve prepara-se para abrir as portas no próximo dia 12 de março, dando início à nova temporada com várias novidades e um investimento de 3,8 milhões de euros. A reabertura coincide com a comemoração dos 35 anos de atividade do parque temático, que já tem em vista uma nova fase de expansão.

Criado em 1991 pelo empresário argentino Pedro Lavia, o Zoomarine começou com apenas quatro hectares e algumas atrações inspiradas no mar e na vida animal. Três décadas depois, ocupa 25 hectares e é uma das principais referências turísticas do Algarve, tanto pelo entretenimento que oferece como pela vertente ambiental e educativa.

Tiago Pierotti, filho do fundador e atual diretor executivo, destacou ao ECO o crescimento sustentado do projeto, que no último ano recebeu cerca de 700.000 visitantes e alcançou uma faturação de 25 milhões de euros. Desde 2019, diz, a receita aumentou 25%, reflexo de uma estratégia de modernização e diversificação da oferta. “Nos últimos cinco anos, investimos cerca de 15 milhões de euros”, afirma o gestor, que aponta também o impacto económico do parque: nos últimos três anos, o Zoomarine somou 1,9 milhões de entradas e garante emprego direto a 240 pessoas, número que duplica durante o verão.

Paralelamente à componente de lazer, o Zoomarine mantém ativo o seu centro de reabilitação de espécies marinhas, criado em 2002, e desenvolve projetos de investigação e sensibilização ambiental. A direção prepara agora uma ampliação que irá ocupar os 10 hectares ainda disponíveis do terreno, com foco em novas áreas aquáticas e habitats imersivos para espécies terrestres e marinhas.

A nova temporada traz consigo um conjunto de atrações, entre as quais a montanha-russa infantil Nautilus e espaços renovados como a Praça da Conservação. O parque reforça ainda a sua oferta com equipamentos como o Jurassic River, o Iguaçu, o Cinema 4D e aquela que apresenta como a maior praia de ondas do país. À componente mecânica e aquática juntam-se as apresentações zoológicas e áreas temáticas como o Aquário Oceanus, o espaço Américas e o borboletário Butterfly Garden, completando um percurso desenhado para todas as idades.

Afinal, como funciona o filtro de privacidade do Samsung S26 Ultra?

O novo painel do Samsung S26 Ultra corta a resolução e diminui o brilho máximo ao ativar o modo de privacidade.

Não é preciso ser-se propriamente entendido em tecnologia para estar a par da última “grande novidade” no mercado dos smartphones. Falo, claro, do Samsung S26 Ultra, o primeiro telemóvel do mundo com filtro de privacidade incluído. Aliás, a própria fabricante sul-coreana tem anunciado isso mesmo em várias publicidades alusivas ao equipamento, o que diz muito quando não há propriamente mais novidades a nível de hardware que valha a pena destacar.

A integração de um ecrã de privacidade nativo introduz uma inovação de hardware suportada por uma matriz dupla de píxeis. Esta tecnologia substitui as tradicionais películas polarizadas amovíveis, permitindo que o próprio painel OLED limite os ângulos de visão verticais e horizontais de forma instantânea. Para atingir este nível de bloqueio visual, o ecrã do Samsung S26 Ultra incorpora dois tipos distintos de emissores de luz. Uma parte da matriz é composta por píxeis de emissão ampla, que funcionam como num ecrã convencional, enquanto a outra metade consiste em píxeis de emissão direcional, equipados fisicamente com uma lente de focagem que restringe a visibilidade a um ângulo frontal e estreito. Quando o utilizador ativa a funcionalidade de privacidade, o sistema desliga de imediato todos os píxeis de emissão ampla.

Porém, o bloqueio da visibilidade lateral e vertical resulta num compromisso técnico, traduzindo-se no corte literal da resolução do ecrã para metade. A desativação de metade da matriz de píxeis gera contornos de texto mais pixelizados, diminui a reprodução de pequenos detalhes e reduz o contraste da imagem. O brilho máximo do painel também sofre uma quebra acentuada, ainda que o software do dispositivo efetue ajustes automáticos na emissão de luz dos píxeis direcionais para mitigar esta diferença perante a perceção do utilizador.

Apesar destas limitações visuais, a implementação a nível de hardware permite muita flexibilidade de software. O filtro pode ser ativado seletivamente apenas para aplicações específicas, como plataformas bancárias e de mensagens, ou configurado para ocultar unicamente os blocos de notificações recebidas, mantendo a restante área do ecrã em funcionamento normal.

No entanto, a arquitetura deste filtro de privacidade exige sacrifícios permanentes na qualidade geral do painel OLED do Samsung S26 Ultra. Devido à presença física das lentes de focagem em metade dos píxeis, os ângulos de visão do ecrã apresentam uma ligeira degradação contínua em comparação com um painel tradicional, mesmo quando o modo de privacidade se encontra desligado. A esta limitação estrutural acresce um revestimento frontal diferente, que se revela menos eficaz na anulação de reflexos do que a tecnologia aplicada no modelo S25 Ultra. Adicionalmente, o painel restringe-se a uma profundidade de cor de 8 bits, recorrendo a simulação para emular os 10 bits.

Chamadas silenciosas estão a aumentar e antecipam o aumento de fraudes

Especialistas alertam para novas técnicas avançadas utilizadas para identificar e manipular vítimas.

As chamadas silenciosas, aquelas em que o telemóvel toca, o utilizador atende e ninguém responde, estão a tornar‑se cada vez mais frequentes e já não podem ser encaradas apenas como enganos. De acordo com alguns especialistas, estes contactos podem ser o inicio de uma nova fase esquemas sofisticados que recorrem a inteligência artificial para selecionar potenciais vítimas.

Já é comum que os sistemas automatizados analisem o comportamento de quem atende, verifiquem se o número está ativo, em que horários as pessoas costumam atender, quanto tempo permanecem em linha e quais as suas reações ao silêncio. Com estes dados, os utilizadores mal intencionados são capazes de construir perfis e escolher os alvos mais prováveis. A segunda fase surge quando o criminoso volta a ligar, desta vez com um argumento convincente. Utilizando informações recolhidas em redes sociais ou bases de dados expostas, o impostor pode apresentar‑se como operador de telemarketing, técnico de informática, funcionário bancário ou até familiar em apuros. Técnicas de clonagem e processamento de voz tornam estas abordagens ainda mais credíveis, aumentando o risco de manipulação.

Para a vitima se proteger, é assim essencial manter uma vigilância constante, a qualquer pedido de dinheiro, códigos, dados pessoais ou acesso remoto, que devem ser motivo para desligar de imediato a chamada. A identidade de quem tenta fazer o contacto deve ser sempre confirmada através de canais oficiais. Para além disso, filtros de spam e bloqueio de chamadas do próprio smartphone ajudam a reduzir a exposição, e situações persistentes devem ser comunicadas à operadora ou às autoridades.

Atualmente algumas operadoras como a MEO, já começaram a dar os primeiros passos para ajudar os utilizadores a identificar chamadas e dessa forma evitarem possíveis fraudes, com serviços como o Origem MEO, um serviço gratuito que identifica e autentifica chamadas. No entanto, para já, funciona apenas para números da mesma rede.

Lidl reforça presença em Santa Maria da Feira com nova loja em Mozelos

Mozelos acolhe a terceira loja Lidl do concelho de Santa Maria da Feira, num investimento de 6,2 milhões.

O Lidl abriu uma nova loja em Mozelos, no concelho de Santa Maria da Feira, consolidando a sua presença num território onde passa a dispor de três estabelecimentos e de um total de 58 trabalhadores. O investimento associado à construção do novo espaço ascende a 6,2 milhões de euros.

O edifício, situado na Rua Comendador Américo Ferreira Amorim, junto ao Jardim de Infância de Sobral, ocupa uma área de venda superior a 1.200 m2. A arquitetura privilegia a transparência e a luminosidade, com uma fachada em vidro e corredores largos que procuram facilitar a circulação dos clientes. Entre as novidades estão a reorganização das zonas de frescos e bebidas frias junto às caixas de pagamento rápido, bem como uma padaria com serviço automático e máquina de corte de pão. No mesmo espaço é possível encontrar cacifos para recolha de encomendas e uma lavandaria de autosserviço.

A abertura da loja implicou também obras de requalificação na envolvente, nomeadamente na Travessa da Seitela, onde foram executados o alargamento da via, a criação de passeios e a instalação de rede de saneamento, garantindo a ligação das habitações ao sistema municipal.

A nível ambiental, o edifício incorpora medidas de eficiência energética, como iluminação LED e painéis solares, bem como um ponto de carregamento para veículos elétricos. O Lidl prossegue ainda o apoio a instituições locais através da doação de excedentes alimentares à ReFood Aveiro.

A nova loja de Mozelos está aberta todos os dias, entre as 8h e as 21h.

Infraestruturas de Portugal cria centro para mapear fundos sob pontes

Nova unidade de batimetria da IP reforça o controlo das condições subaquáticas de cerca de 200 pontes em zonas fluviais e marítimas do país.

A Infraestruturas de Portugal criou um novo Centro Integrado de Batimetria, uma estrutura técnica dedicada ao levantamento e análise de fundos subaquáticos em obras de arte da rede rodoviária e ferroviária do país. A unidade, inserida na Direção de Asset Management da empresa pública, terá como principal campo de atuação cerca de 200 pontes localizadas em zonas de águas profundas, onde as características do leito fluvial exigem acompanhamento constante.

O Centro funciona no Departamento de Inspeção e Diagnóstico de Estruturas Especiais e partilha recursos com outras equipas de inspeção da IP, procurando rentabilizar meios e reforçar a cooperação interna. A criação desta estrutura marca uma nova fase na monitorização batimétrica, até agora realizada com recurso a serviços externos, numa altura em que o volume de dados técnicos e a complexidade das operações têm vindo a aumentar.

Em novembro de 2025, o novo centro incorporou tecnologia de batimetria multifeixe de última geração, passando a dispor internamente de um sistema que combina sensores acústicos e eletromagnéticos. O equipamento, montado num drone aquático autónomo (USV), permite a recolha simultânea de informação submersa e emersa, a modelação detalhada de pequenos objetos e, em certos casos, a determinação da natureza dos materiais do fundo.

O reduzido tamanho do drone – cerca de um metro de comprimento por setenta centímetros de largura – facilita o acesso a zonas com obstáculos ou margens estreitas, reduzindo riscos e limitações de navegação. Além disso, a articulação com o Centro de Inspeções Subaquáticas permite que os levantamentos antecedam as operações de mergulho, otimizando a segurança e a eficiência das equipas.

Todos os dados recolhidos são integrados no Sistema de Informação Geográfica da IP, o que possibilita a criação de plantas batimétricas, modelos tridimensionais e registos da evolução temporal dos leitos fluviais. Os primeiros testes à nova tecnologia decorreram na Doca de Alcântara, em Lisboa, em colaboração com a Administração do Porto.

Foto: IP – Infraestruturas de Portugal

Alta velocidade poderá ligar Lisboa e Madrid em 2034

O Governo português prevê concluir até 2034 a ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid.

Lisboa e Madrid poderão ficar ligadas por comboio de alta velocidade a partir de 2034. O calendário foi avançado por Luís Montenegro durante a 36.ª Cimeira Ibérica, que decorreu em Huelva, no sul de Espanha. O primeiro-ministro português afirmou que “há todas as condições” para que o projeto se concretize dentro desse prazo, embora tenha reconhecido que as metas definidas em encontros anteriores nem sempre foram cumpridas.

Segundo Montenegro, a ligação entre Évora e a fronteira já está concluída, correspondendo a uma parte significativa do troço sob responsabilidade portuguesa. O Governo trabalha agora em estudos relacionados com a terceira travessia do Tejo e com o desenvolvimento da infraestrutura necessária para conectar a capital portuguesa à capital espanhola através da rede de alta velocidade.

O chefe do Governo português acrescentou que, além da futura ligação Lisboa-Madrid, a linha entre o Porto e Vigo deverá estar concluída entre 2032 e 2033.

Portugal e Espanha assinaram em Huelva 10 novos acordos de cooperação, destinados a aprofundar a chamada aliança ibérica, com especial incidência na segurança climática. Entre as medidas decididas está a criação de sistemas conjuntos de aviso à população nas zonas fronteiriças, preparados para responder a situações de risco como cheias ou ruturas de barragens. Ficou ainda acordada a criação de um Fórum Estratégico Luso-Espanhol, com o objetivo de reforçar a competitividade económica dos dois países.

Nothing expande a série (a) com novos auscultadores supra‑auriculares

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O novo modelo Nothing Headphone (a) aposta em preço acessível, grande autonomia e áudio LDAC.

A Nothing reforçou a sua linha acessível de dispositivos mais acessíveis ao anunciar os novos Nothing Headphone (a), os primeiros auscultadores supra‑auriculares da série. O lançamento acompanha a chegada dos smartphones da série Phone (4a), bem como dos TWS já disponíveis.

Para reduzir custos, os Headphone (a) recorrem mais ao plástico do que os Nothing Headphone (1), embora mantenham a mesma construção na faixa de cabeça e nas almofadas de espuma viscoelástica. Já os controlos físicos, que receberam elogios no modelo anterior pela sua precisão e facilidade de uso, também permanecem idênticos.

Os novos auscultadores utilizam drivers de 40 mm revestidos a titânio, com diafragma em PET+PU, prometendo uma experiência sonora semelhante à do modelo premium, com graves mais fortes e agudos mais suaves. O cancelamento ativo de ruído atinge até 40 dB, recorrendo a cinco microfones HD, e inclui modo de transparência. O áudio espacial também está presente, embora em versão estática, sem rastreamento de cabeça.

A conectividade é assegurada pelo Bluetooth 5.4, com suporte para áudio Hi‑Res via codec LDAC (24 bits/96 kHz), para além de AAC e SBC. Há ainda ligação multiponto, modo de baixa latência, integração com Fast Pair e Swift Pair, e compatibilidade com o sistema Find My Device. Já a autonomia é um dos pontos mais impressionantes, com a bateria de 1.060 mAh a prometer até 135 horas de utilização sem ANC e sem LDAC, ou 75 horas com cancelamento ativo. Mesmo com LDAC, a marca diz que são possíveis 62 horas de reprodução, números raros no mercado.

Os Nothing Headphone (a) já podem ser pré‑encomendados nas cores preto, branco, rosa e numa edição limitada amarela, por 159€. A chegada às lojas está marcada para 13 de março, enquanto a versão amarela só será lançada a 6 de abril de 2026.

Governo reduz temporariamente o ISP do gasóleo para conter subida dos combustíveis

O Governo decidiu baixar temporariamente o imposto sobre o gasóleo rodoviário (ISP) para mitigar o aumento previsto dos combustíveis a partir da próxima semana.

Tal como se esperava, o Governo decidiu reduzir temporariamente a taxa do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicada ao gasóleo rodoviário, numa resposta imediata à subida prevista dos preços dos combustíveis a partir da próxima semana.

A decisão surge após previsões do setor que apontavam para um aumento de 23,4 cêntimos por litro no gasóleo e de 7,4 cêntimos na gasolina sem chumbo, caso não fossem tomadas medidas de correção. Para atenuar esse impacto, o Executivo determinou um desconto extraordinário de 3,55 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário, valor que, com a incidência do IVA, representa uma redução efetiva de 4,37 cêntimos.

A medida insere-se no mecanismo anunciado recentemente pelo primeiro-ministro, que prevê ajustamentos no ISP sempre que a variação semanal dos preços ultrapasse 10 cêntimos por litro, tomando como referência a semana de 2 a 6 de março.

Segundo o Governo, esta correção fiscal tem como objetivo devolver aos contribuintes a receita adicional proveniente do IVA gerado pela subida dos preços, procurando amortecer o aumento dos custos para famílias e empresas. O Executivo garante ainda que continuará a monitorizar a evolução do mercado energético e a rever a carga fiscal aplicada aos combustíveis sempre que o contexto económico o justifique.

Xiaomi admite que é inevitável a subida do preço dos smartphones

A Xiaomi alertou para o eventual desaparecimento dos smartphones da gama de entrada.

A indústria de eletrónica de consumo tem vindo a atravessar um fase bem complicada nos últimos tempos. E tudo graças ao crescimento desmedido de soluções baseadas em inteligência artificial, que está a provocar uma procura sem precedentes por módulos de memória, criando escassez prolongada e um aumento contínuo dos preços. Perante este cenário, vários analistas têm vindo a antecipar que os smartphones ficariam inevitavelmente mais caros, e agora essa previsão acaba por ser, de alguma forma, confirmada, graças ao que disse recentemente Lei Jun, CEO da Xiaomi.

De acordo com o responsável, a explosão da IA aumentou de forma significativa a procura por memória no último ano, ultrapassando a capacidade de produção e originando aumentos drásticos nos custos. Esta pressão afeta diretamente o negócio de smartphones da Xiaomi e de outras fabricantes, que enfrentam a possibilidade de ter de repassar os custos integralmente aos consumidores. Lei Jun, garante porém, que a Xiaomi vai tentar suavizar o impacto, recorrendo a diferentes estratégias para facilitar a aceitação de eventuais ajustes de preço. Na verdade, a empresa considera-se relativamente estável graças às suas parcerias com os principais fornecedores de memória e à diversidade do seu portefólio de produtos.

A Xiaomi prevê que esta fase de aumentos se prolongue até ao final de 2027, e o cenário mais preocupante é o possível desaparecimento dos dispositivos de entrada, já que as fabricantes poderão ser forçadas a concentrar esforços nos modelos de gama alta, onde a margem permite absorver melhor os custos crescentes.

TCL revela novo ecrã que mistura tecnologia NXTPAPER com AMOLED

A TCL combinou a superfície fosca dos ecrãs NXTPAPER com os benefícios dos painéis AMOLED.

A TCL aproveitou o Mobile World Congress 2026 para apresentar uma novidade no campo dos ecrãs para dispositivos móveis, que passa pela foi a integração da superfície fosca do NXTPAPER diretamente em painéis AMOLED. A fabricante pretende assim unir o conforto visual característico do NXTPAPER com o contraste profundo, brilho elevado e a vivacidade cromática do OLED.

Para tornar esta fusão possível a TLC melhorou também as caracteristicas do NXTPAPE. Agora, a polarização circular atinge agora 90%, aproximando o comportamento da luz ao que ocorre em ambientes naturais; e a emissão de luz azul foi reduzida para 2,9%, uma diminuição adicional de 15% face à geração NXTPAPER 4.0. O software também tem um papel importante, ao ajustar automaticamente brilho e temperatura de cor consoante a hora do dia e a iluminação ambiente, permitindo reduzir o brilho até 1 nit para leitura noturna. Contudo, um dos aspetos mais interessantes é a aplicação de um revestimento anti-reflexo num painel AMOLED, algo raro no sector móvel. A TCL recorre aqui a um processo de nano-litografia para minimizar reflexos e criar uma aparência semelhante à do papel, facilitando a leitura ao ar livre ou sob luz artificial. E há ainda um modo de leitura adaptativo que ajusta o fundo para garantir legibilidade em diferentes condições.

Apesar do acabamento fosco, a marca promete desempenho ao nível dos topos de gama, com brilho máximo de 3.200 nits e taxa de atualização de 120 Hz. Como os painéis são produzidos internamente pela divisão CSOT, a TCL mantém todo o controlo sobre a integração da tecnologia. A data de lançamento dos primeiros dispositivos com esta nova geração de ecrãs ainda não foi anunciada.

Benfica vs FC Porto: Clássico com Mega Odd de 5.00

A jornada deste fim de semana pode ter impacto direto na corrida ao título da Liga Portugal. SL Benfica e FC Porto voltam a encontrar-se num Clássico que promete emoção e pode mexer nas contas do campeonato.

Depois de já terem vencido os encarnados na Taça de Portugal, os dragões sabem que um novo triunfo pode complicar seriamente as aspirações do rival. Já o Benfica, a jogar no Estádio da Luz, tem a oportunidade de relançar a luta pelo primeiro lugar, podendo ficar apenas a quatro pontos da liderança em caso de vitória.

A equipa de José Mourinho chega a este jogo num bom momento no campeonato, com quatro vitórias consecutivas, enquanto o FC Porto procura aproveitar qualquer deslize para reforçar a posição no topo da tabela.

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Mega Odd especial para o Clássico

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Os duelos entre SL Benfica e FC Porto costumam trazer golos e muita intensidade e a pensar nisso há uma Mega Odd exclusiva para este encontro: +2.5 golos @ 5.00.

Com dois ataques fortes e muito em jogo na luta pelo título, o cenário para um jogo aberto e com várias oportunidades parece bastante provável

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Setúbal investe mais de 40 milhões na modernização do sistema de saneamento até 2030

O concelho de Setúbal beneficia de um plano estratégico de saneamento até 2030, com mais de 40 milhões de euros para reabilitar a ETAR de Setúbal e eliminar fossas sépticas em Azeitão e Mourisca.

O concelho de Setúbal vai receber um investimento superior a 40 milhões de euros destinados à modernização do sistema de saneamento, num plano que se estende até 2030 e que pretende melhorar a qualidade ambiental e o serviço prestado à população.

O Plano Estratégico de Investimentos em Saneamento envolve 10 intervenções a concretizar pela SIMARSUL – Saneamento da Península de Setúbal num montante global de 35 milhões de euros. Parte significativa desse valor será aplicada na reabilitação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Setúbal, considerada uma operação essencial para reforçar a capacidade e a eficiência do sistema.

A Câmara Municipal de Setúbal e os Serviços Municipalizados (SMS) irão complementar este esforço com cerca de seis milhões de euros de investimento no sistema em baixa, centrado na requalificação e ampliação das redes de saneamento básico. As intervenções vão incidir nas zonas da Salmoura, em Azeitão, e da Mourisca, dando continuidade ao processo de eliminação de fossas sépticas e de ligação de habitações à rede pública. Segundo a presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, este plano representa um compromisso com a sustentabilidade ambiental e a melhoria da qualidade de vida das populações. A autarca sublinha que o investimento no tratamento das águas residuais é também uma forma de preservar recursos naturais e de preparar o território para os desafios ambientais do futuro.

Maria das Dores Meira recorda que o atraso acumulado nesta área exige uma intervenção consistente e planeada, lembrando que “durante décadas os investimentos foram praticamente inexistentes”. A reativação dos Serviços Municipalizados, no final de 2022, é apontada como um dos passos decisivos para reorganizar a gestão dos sistemas essenciais e dotar o município de maior capacidade de resposta. A responsável destaca igualmente o papel da SIMARSUL, que assumiu a operação do sistema de tratamento de águas residuais, garantindo, diz, uma melhoria notória num setor ainda carente de atenção.

De acordo com o presidente do conselho de administração da SIMARSUL, José Fialho, os projetos previstos para o concelho de Setúbal têm impacto direto na sustentabilidade ambiental e na saúde pública. Entre as prioridades está a reabilitação da ETAR de Setúbal, orçada em 17 milhões de euros e estruturada em duas fases, com intervenções na modernização de equipamentos, automação, eficiência energética e preparação para a produção de água reutilizável. Além de reforçar o desempenho operacional, o projeto pretende reduzir a pressão sobre o aquífero e criar novas oportunidades para o desenvolvimento regional, nomeadamente nos setores turístico e industrial.

O plano da SIMARSUL inclui ainda a construção e reabilitação de sistemas de drenagem e estações elevatórias, a digitalização da rede, a eliminação de afluências indevidas nos emissários de Azeitão e a criação de uma central de compostagem de lamas avaliada em 8,7 milhões de euros. A empresa afirma que o conjunto de intervenções visa modernizar o sistema e reforçar a resiliência das infraestruturas, valorizando o território da Península de Setúbal.

A Câmara e os SMS têm, por seu lado, previsto um investimento contínuo até 2030, que inclui novas fases das empreitadas em curso e a construção da estação elevatória do Alto da Guerra, a arrancar em 2026. João Rocha, diretor do Departamento de Engenharia dos SMS, lembra que a taxa de cobertura do saneamento básico em Setúbal é atualmente de 98%, valor dentro dos parâmetros definidos pela ERSAR, embora, sublinha, o objetivo seja continuar a alargar a rede. O responsável adianta que para 2026 está já programado um investimento semelhante ao do ano anterior, na ordem de 1,6 milhões de euros, reforçando a requalificação de redes envelhecidas e a extensão do sistema a zonas ainda não abrangidas.

As intervenções vão abranger áreas do centro urbano, como a Baixa e o Bairro Santos Nicolau, e, em Azeitão, o centro histórico e o Campo da Bola, onde se registam problemas de funcionamento da rede. A sessão pública de apresentação do plano terminou com a assinatura de dois protocolos entre o município e a SIMARSUL, relativos à exploração das estações elevatórias de Santo Ovídeo e Faralhão e à gestão da ETAR da Figueirinha, bem como uma adenda ao contrato de recolha de efluentes.

Requalificação do Posto Territorial da GNR de Seia arranca com investimento do MAI

O Governo arrancou com as obras de modernização do Posto da GNR de Seia, um investimento de 2,2 milhões de euros que integra o programa nacional de infraestruturas de segurança.

O Ministério da Administração Interna (MAI) deu início à empreitada de reabilitação e ampliação do Posto Territorial da GNR de Seia, um investimento avaliado em 2,2 milhões de euros.

O projeto insere-se no Decreto-Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança, referente ao período 2022-2026, e será integralmente financiado pela Secretaria-Geral do MAI. Dada a dimensão do investimento, foi necessária a emissão de visto pelo Tribunal de Contas.

A Câmara Municipal de Seia assumiu a responsabilidade pela elaboração do projeto de execução, aprovado pela Secretaria-Geral do ministério em dezembro de 2023. Em março do ano seguinte, foi formalizado um contrato interadministrativo entre a autarquia, a Secretaria-Geral e a GNR para definir os termos da intervenção.

As obras visam melhorar as condições de trabalho dos militares destacados em Seia, dotando o posto de infraestruturas mais modernas e adequadas às exigências atuais do serviço policial. O Governo sublinha que esta intervenção se enquadra no objetivo de reforçar a qualidade e a dignidade das instalações das forças de segurança, promovendo maior eficiência e capacidade operacional.