Complexo Desportivo da Meia Via vai ser alternativa ao Estádio Municipal Dr. Alves Vieira

Está em marcha a construção de um novo campo de futebol na Meia Via, em Torres Novas, para garantir treinos e jogos durante a requalificação do Estádio Municipal Dr. Alves Vieira.

O Complexo Desportivo da Meia Via entrou numa nova fase de requalificação com o início da segunda etapa das obras, com a empreitada “Requalificação do Estádio Municipal II Fase – Complexo Desportivo Municipal – Meia Via“.

A obra, adjudicada à empresa Obrimofer, Construções Unipessoal, tem um prazo de execução de 180 dias e prevê a instalação de um campo de futebol de 11 com relva sintética certificada para competição, com homologação FIFA QUALITY e FIFA QUALITY PRO. O relvado incluirá também marcações para futebol de 7. O objetivo é, portanto, proporcionar melhores condições para a prática desportiva, numa altura em que o Estádio Municipal Dr. Alves Vieira se encontra temporariamente indisponível devido a intervenções de melhoria.

O novo recinto será iluminado por quatro torres de iluminação e delimitado por uma vedação em rede hexagonal, suportada por postes de madeira tratada. Está ainda prevista a ampliação da área de bancadas, de forma a melhorar as condições de acolhimento ao público.

No que respeita ao sistema de drenagem, a empreitada inclui a implementação de uma nova infraestrutura para o escoamento de águas pluviais, através da construção de canais, caixas de visita e bocas de lobo. Serão igualmente realizados trabalhos nas áreas envolventes, incluindo a renovação do edifício das bilheteiras, a construção de uma nova entrada com portões e a criação de zonas de circulação em pavê, bem como um parque de estacionamento em tout-venant.

O equipamento desportivo será reforçado com a instalação de balizas, bandeirolas de canto, cabines para suplentes e vedações de segurança, designadamente parábolas nos topos e na lateral norte do campo. No domínio das infraestruturas eléctricas, os atuais postes e luminárias serão substituídos por sistemas LED de baixo consumo energético. A alimentação elétrica do complexo será assegurada por um novo quadro eléctrico, apto a suportar as necessidades das bombas de captação de água, do sistema de rega e de outros equipamentos de apoio.

O projeto contempla ainda a construção de um murete em betão armado para sinalização do acesso ao recinto, bem como a ampliação das bancadas já existentes. A zona de estacionamento será arborizada com a plantação de árvores e os taludes serão intervencionados com a introdução de arbustos, criando um espaço verde que valoriza a envolvente do campo de futebol.

Noutra nota, recorde-se que abriu, na cidade, o Megaland, aquele que, supostamente, é o maior parque de diversões indoor do país.

Foto: CM Torres Novas

Oeiras investe mais de 2,5 milhões de euros em 3 novos parques de estacionamento

A Parques Tejo abriu três novos parques de estacionamento em Oeiras – Verney, Turquesa e Ribeira de Algés – num investimento municipal superior a 2,5 milhões de euros.

Ainda antes de junho acabar, o concelho de Oeiras passa a contar com mais 635 lugares de estacionamento, na sequência da abertura de três novos parques – Verney, Turquesa e Ribeira de Algés -, num investimento superior a 2,5 milhões de euros. A gestão destes espaços está a cargo da Parques Tejo, empresa municipal dedicada à mobilidade urbana.

O Parque Verney, localizado junto ao centro histórico de Oeiras, abre ao público este sábado, dia 21 de junho. Resulta da reconversão do antigo Parque da Misericórdia, através de uma colaboração entre a Parques Tejo e a Santa Casa da Misericórdia local. Alvo de uma intervenção faseada, o que permitiu a sua utilização contínua ao longo de 2024 e 2025, o parque conta com capacidade para 400 viaturas e disponibiliza avenças para moradores e comerciantes, além de lugares de rotação. Os comerciantes podem ainda adquirir bilhetes pré-pagos, válidos por uma ou duas horas, ao valor simbólico de 0,20€ por hora, destinados aos seus clientes.

O investimento, na ordem dos 400.000€, incluiu a repavimentação, a instalação de sistemas de videovigilância e controlo de acessos, bem como a melhoria da iluminação pública e das zonas verdes envolventes, com recurso a espécies autóctones e de baixo consumo hídrico, como loureiros e oliveiras. Está prevista uma transformação mais abrangente do espaço, que incluirá estacionamento subterrâneo, habitação, serviços e novas áreas públicas.

No Dafundo, o novo Parque Turquesa abre também amanhã, 21 de junho, e representa um reforço relevante para a mobilidade naquela zona. Com 100 lugares disponíveis, integra uma fração de um empreendimento habitacional adquirido pela Câmara Municipal por dois milhões de euros. A Parques Tejo assegura a gestão do parque, que funcionará em regime de avença e de rotação, com tarifas aplicáveis a partir da segunda hora de estacionamento, a partir de 0,80€/hora.

Já o Parque da Ribeira de Algés será inaugurado a 28 de junho, surgindo no seguimento da reabilitação de um troço da ribeira com o mesmo nome. O investimento, no valor de 185.000€, permitiu a criação de 135 lugares de estacionamento, e a infraestrutura inclui pavimento drenante, que facilita a absorção da água da chuva e contribui para a irrigação das zonas verdes circundantes, requalificadas com espécies vegetais resilientes a condições climáticas adversas. O parque, de caráter provisório, localiza-se junto ao campo de jogos da União Desportiva e Recreativa de Algés e ao jardim da Quinta do Bicho da Seda, numa área reservada ao futuro Parque Urbano de Algés, que deverá abranger cerca de 17.000 m2.

Com estas três inaugurações, a Parques Tejo passa a gerir um total de 16 parques de estacionamento no concelho de Oeiras, somando 2.839 lugares. Até ao final de 2025, está prevista a abertura de mais três parques, que acrescentarão 166 lugares à oferta existente. Para além dos parques de estacionamento, a Parques Tejo é também responsável pela gestão ordenada de mais de 17.000 lugares na via pública, bem como pelo desenvolvimento de soluções de mobilidade sustentável, que incluem bicicletas partilhadas, carregadores elétricos e transportes coletivos.

Foto: Parques Tejo

A Microsoft deixou de oferecer suporte a drivers antigos no Windows Update

A Microsoft iniciou o processo de expiração de versões mais antigas através do Windows Update para garantir maior compatibilidade e proteção no sistema operativo.

A Microsoft iniciou a uma nova fase no processo de gestão de drivers disponibilizados através do Windows Update, anunciando aos seus parceiros a remoção gradual de versões antigas ainda presentes na plataforma. A decisão insere-se numa estratégia mais ampla de reforço da segurança e compatibilidade do sistema operativo Windows.

A medida acompanha outras alterações recentes, como a desativação do serviço Windows Metadata and Internet Services (WMIS) e a revisão dos critérios de assinatura digital para drivers em pré-produção. Nesta primeira fase, o foco incide sobre os chamados drivers de legado (legacy drivers) — versões desatualizadas para aos quais já existem substitutos mais recentes disponíveis no próprio Windows Update. De acordo com a Microsoft, estes drivers antigos serão agora expirados no portal Hardware Development Center e deixarão de ser distribuídos automaticamente aos utilizadores. Ao mesmo tempo, os segmentos de público associados a estes ficheiros também serão removidos.

No entanto, os parceiros que considerem essencial a permanência ou republicação de um driver de legado terão a possibilidade de o solicitar, devendo apresentar uma justificação técnica ou comercial, onde cada caso será analisado individualmente pela Microsoft.

Ao terminar o encerramento desta primeira fase, os programadores terão um período de seis meses para apresentar as suas preocupações ou enviar feedback. Na ausência de manifestações nesse prazo, os drivers serão eliminados de forma definitiva. A Microsoft sublinha que esta é uma prática que será mantida no futuro, podendo abranger outros ficheiros, sempre com aviso prévio às partes interessadas. A empresa reforçou com a ideia de que esta limpeza tem como objetivo garantir que os utilizadores tenham acesso a drivers mais recentes, seguros e compatíveis com as versões mais recentes do Windows. Como tal, é recomendado que os parceiros procedam à revisão dos seus registos no programa Windows Hardware Compatibility Program para evitar interrupções inesperadas durante o processo de remoção.

A Meta e a Oakley anunciaram os óculos inteligentes Oakley Meta HSTN com vídeo 3K e assistente por voz

Os Oakley Meta HSTN oferecem maior autonomia que o seu antecessor, um design renovado e integração com a Meta AI. A pré-venda tem início a 11 de julho por 449€.

A Meta revelou oficialmente os seus mais recentes óculos inteligentes, desenvolvidos em colaboração com a marca de desporto e lifestyle Oakley. Chamam-se Oakley Meta HSTN e representam um avanço tecnológico significativo, aliando design contemporâneo à integração com alguns dos mais recentes recursos de inteligência artificial.

Baseado no modelo HSTN da Oakley, o novo acessório destaca-se por oferecer o dobro da autonomia dos Ray-Ban Meta — cerca de oito horas em utilização regular e até 19 horas em modo de espera. A câmara frontal permite a gravação de vídeo na resolução 3K, contam com altifalantes de condução aberta, os microfones embutidos e suporte para o assistente de voz Meta AI. Através deste assistente, com um simples comando de voz, é possível, por exemplo, capturar vídeos ou obter informações em tempo real.

A versão de edição limitada surge em tom dourado com lentes polarizadas PRIZM 24K. Este modelo especial estará disponível para pré-encomenda a partir de 11 de julho, com um preço fixado nos 549€, aproximadamente 100€ acima da versão base.

Os Oakley Meta HSTN estarão disponíveis em seis combinações de cores e poderão ser equipados com lentes graduadas. A comercialização abrangerá mercados como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e grande parte da Europa, com expansão prevista para México, Índia e Emirados Árabes Unidos ainda este ano.

A publicidade no WhatsApp foi adiada na União Europeia, pelo menos até 2026

A Meta está a enfrentar entraves legais impostos pelo regulamento europeu de privacidade e pelo regulador irlandês, na sua tentativa de injetar publicidade no WhatsApp.

Anunciado pela Meta recentemente, o novo sistema de publicidade para o WhatsApp não será implementado na União Europeia antes de 2026. A decisão surge em resposta a preocupações levantadas pela Comissão Irlandesa de Proteção de Dados (IDPC), entidade responsável por fiscalizar o cumprimento do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) no território europeu.

De acordo com o comissário do IDPC, Des Hogan, a Meta notificou oficialmente a autoridade irlandesa de que não tenciona lançar o novo produto no espaço europeu antes de 2026. O novo modelo de publicidade previsto para o WhatsApp inclui anúncios visíveis nos estados e funcionalidades pagas em canais de difusão, mas as críticas não tardaram. Diversas organizações defensoras da privacidade manifestaram receios quanto à forma como a Meta pretende utilizar os dados dos utilizadores.

Entre os pontos mais polémicos está a alegada intenção da Meta de cruzar informações pessoais recolhidas nas suas diferentes plataformas – nomeadamente Facebook, Instagram e WhatsApp – para fins de personalização de anúncios. Para Max Schrems, ativista e presidente da organização europeia de direitos digitais, esta prática viola frontalmente o RGPD. Schrems também criticou a estratégia “Pagar ou Aceitar” recentemente introduzida pela Meta no Facebook e Instagram, acusando as autoridades europeias de inércia.

A IDPC confirmou que vai abrir um processo de consulta com os responsáveis do WhatsApp ao longo dos próximos meses.

Novo Centro de Recolha Oficial de Animais em Almada vai duplicar capacidade e reforçar cuidados veterinários

Almada apresenta projeto para novo centro de recolha de animais no Feijó, com mais capacidade, melhores cuidados e integração de serviços municipais.

O novo Centro de Recolha Oficial (CRO) de Animais de Companhia foi apresentado esta quinta-feira, numa sessão pública realizada na Sala Pablo Neruda, em Almada. A futura infraestrutura ficará localizada na Quinta da Alembrança, no Feijó, e será integrada num novo parque urbano. O equipamento foi concebido com uma abordagem arquitetónica contemporânea e permitirá duplicar a atual capacidade de acolhimento. Estão previstas 48 boxes para cães, podendo cada uma albergar pelo menos dois animais, consoante a sua compatibilidade, e uma área destinada a até 32 gatos.

Para além do aumento da capacidade, o novo centro incluirá instalações adaptadas ao acolhimento temporário de animais de pecuária e fauna silvestre. O projeto contempla ainda a ampliação das áreas técnicas e administrativas, o que permitirá uma melhoria substancial dos serviços médico-veterinários, tanto para os animais ali alojados como no âmbito de campanhas de saúde dirigidas a colónias felinas e a animais com tutor.

Todos os serviços atualmente dispersos da Divisão de Bem-Estar Animal serão integrados nesta nova unidade, incluindo o Núcleo de Higiene e Segurança Alimentar. A centralização das operações e do atendimento ao público pretende assegurar uma resposta mais eficaz e coordenada às necessidades do concelho.

Este investimento reflete uma aposta estratégica da Câmara Municipal de Almada na dignificação do acolhimento e tratamento de animais em risco. A infraestrutura foi pensada para dar resposta adequada às exigências de esterilização, reabilitação e adoção, num quadro que privilegia a segurança e o bem-estar animal.

Segundo dados municipais, desde 2022 foram adoptados 1.317 animais através do Serviço Veterinário Municipal. Atualmente, o centro acolhe 43 cães e 18 gatos, números ajustados à lotação existente e às necessidades comportamentais específicas dos animais.

Mais de 16 mil milhões de palavras-passe foram expostas na maior fuga de dados de larga escala

Dados de acesso a serviços como Apple, Google e Facebook estão entre os 16 mil milhões de credenciais comprometidas numa das maiores fugas de sempre.

Foi confirmada a existência da maior fuga de dados alguma vez registada, com mais de 16 mil milhões de credenciais de acesso — incluindo palavras-passe — expostas online. A origem desta fuga aponta para a ação combinada de vários infostealers – programas maliciosos utilizados para recolher informação sensível a partir de dispositivos infetados.

De acordo com a equipa da Cybernews, que acompanha esta investigação desde o início do ano, foram identificadas 30 bases de dados distintas, cada uma delas contendo entre dezenas de milhões e mais de 3,5 mil milhões de registos. Estes dados incluem acessos a redes sociais, contas de e-mail, VPNs, portais de programadores, serviços de armazenamento e plataformas governamentais. Apesar de alguns conjuntos poderem incluir registos duplicados ou reformulados, os investigadores afirmam que a vasta maioria destas credenciais nunca tinha sido divulgada até agora, o que eleva o risco de exploração direta por parte de agentes maliciosos.

A estrutura dos dados é relativamente simples, apresentando um endereço URL, seguido de um nome de utilizador e uma palavra-passe, o que permite acesso imediato a contas online sem recorrer a técnicas adicionais de ataque. Serviços como Apple, Facebook, Microsoft, Google, GitHub e Telegram estão entre os mais frequentemente identificados nestes ficheiros, confirmando assim o potencial do seu impacto transversal — tanto para utilizadores individuais como para organizações com infraestruturas dependentes da autenticação digital.

Os especialistas ouvidos sobre o caso alertam, como sempre, para a necessidade de adotar rapidamente medidas de segurança mais robustas. O uso de palavras-passe únicas continua a ser essencial, mas revelam-se que já não são o suficiente. A autenticação multi-factor é hoje considerada a ação de segurança mínima por parte do utilizador, mas a verdadeira mudança está na transição para sistemas que eliminam completamente a dependência de palavras-passe, como é o caso dos passkeys – sistemas usam biometria ou chaves locais ligadas a dispositivos de confiança, tornando praticamente impossível o roubo de credenciais de forma remota.

Para além disso, o uso de gestores de palavras-passe e ferramentas de monitorização da dark web é fortemente recomendado, uma vez que permitem aos utilizadores saber se as suas credenciais foram comprometidas e atuar com rapidez em situações como a atual. Em contextos empresariais, a adoção de modelos de segurança zero-trust, com controlo rigoroso sobre o acesso privilegiado a sistemas, é cada vez mais importante.

Embora se insista frequentemente na responsabilidade partilhada entre utilizadores e serviços, nem todos concordam com essa visão. Alguns especialistas argumentam que a responsabilidade da segurança deve estar principalmente do lado das empresas, com os seus recursos e conhecimento técnico para implementar proteções eficazes. Outros insistem na importância da formação e da vigilância constante por parte dos próprios utilizadores, especialmente perante esquemas cada vez mais sofisticados de phishing e engenharia social.

A adesão aos passkeys tem vindo a aumentar entre as principais plataformas, incluindo a Microsoft, o Google e o Facebook, que já disponibilizam esta tecnologia para autenticação em contas pessoais.

Ensaio ao smart #1 BRABUS – Um verdadeiro lobo em pele de cordeiro

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O smart #1 BRABUS é um SUV compacto elétrico que se destaca pela sua potência e desempenho. Com um preço algo elevado, poderá, no entanto, aproximar muitos aficionados por pequenos desportivos e com potência para dar e vender.

Certamente quase toda a gente conhece a smart, marca que pertenceu à Daimler – grupo que detém a Mercedes – e que produziu diversos modelos que, ainda hoje, marcam presença nas nossas estradas, sendo o Fortwo e o Forfour dois dos grandes ícones da marca.

Os anos passaram-se e, em 2019, a Daimler e a Geely, que atualmente detém diversas marcas tais como a Volvo, decidiram mudar o rumo da marca Smart e dar um passo gigante em direção ao futuro, passando a produzir veículos exclusivamente SUV’s elétricos, adotando agora denominações sequenciais para os seus modelos: o #1, o #3 e o #5.

Apesar de todas estas mudanças, a smart continua também a contar com a sua história parceria com a BRABUS, que pega num simples modelo da marca e os transforma em máquinas com design desportivo e bastante potentes.

Desta forma, fui desafiado pela smart para testar o seu mais recente SUV #1, na sua versão BRABUS. Portanto, acompanhem-me nas próximas linhas.

Por fora, a primeira sensação que tenho é que estou na presença de um novo Smart #1, mas com uma série de alterações tomadas a cabo pela BRABUS, tais como a presença de diversos detalhes a encarnado nos acabamentos dos para-choques, estribos de travão e embaladeiras, entradas de ar no capot, para-choques e jantes e aileron traseiro desportivos. Já a cor desta unidade ensaiada, cinza-mate, acaba por lhe assentar que nem uma luva, contrastando na perfeição com todos os pormenores desportivos presentes no exterior da viatura.

Em termos de bagageira, são cerca de 313 litros de capacidade de carga, com os bancos traseiros em posição normal, e cerca de 976 litros de capacidade de carga, com os bancos traseiros rebatidos, caso seja necessário transportar algo de maiores dimensões.

Já dentro do #1, percebe-se claramente todos os ajustes efetuados pela BRABUS, tendo em conta o modelo base. Tem-se à disposição de série um volante desportivo em Alcântara com costurado a vermelho e com aquecimento, cintos de segurança igualmente vermelhos, pedais desportivos, bancos do condutor e passageiro ventilados e aquecidos, bancos elétricos do condutor e passageiro e, ainda, uma funcionalidade de entrada fácil com ajuste do banco do condutor a cada entrada/saída do veículo. Para além disto, fica bastante patente a qualidade empregue nos materiais usados no painel de bordo, portas e estofos que, juntamente com o LED que percorre todo o painel de bordo e portas, acaba por colocar a atual Smart a um nível totalmente superior, comparativamente aos modelos do passado.

Para quem vai atrás, a smart disponibilizou espaço mais do que suficiente na segunda fila de bancos para que duas pessoas adultas, ou até três crianças, viagem sem problemas. O espaço para as pernas não abunda, mas é mais que suficiente, tendo em conta que estamos na presença de um B-SUV.

Quanto ao sistema de infoentretenimento, temos à nossa disposição um ecrã central de 12.8 polegadas com 12GB de RAM e 128GB de armazenamento com software totalmente desenhado e desenvolvido pela própria Smart e que corre com bastante fluidez e performance. É assim possível, com poucos toques, aceder a todas as potencialidades e informações do #1 BRABUS de forma bastante fácil e rápida. Outro dos pontos aos qual dou destaque neste modelo é a presença de um sistema de 13 colunas Beats, que fornece a melhor experiência sonora possível durante as viagens a bordo deste Smart #1 BRABUS.

Tudo isto fica a roçar a perfeição quando ainda temos à nossa disposição um Painel de instrumentos LCD Full HD de 9,2 polegadas, mostrando em resumo todas as informações essenciais de condução, e um Head-up display de 10 polegadas que projeta todas essas informações no vidro, para que não haja distrações durante a condução.

Tive também a oportunidade de testar a aplicação Hello Smart que, apesar de ainda se encontrar em desenvolvimento, já tem muitas coisas boas para oferecer, tal como a possibilidade de configurar uma chave digital, de modo a que possamos usar o nosso smartphone como chave do carro. Para além desta funcionalidade, é também possível, a partir desta app, consultar a autonomia e nível de carga do nosso veículo, verificar a temperatura do habitáculo com possibilidade de ligar a climatização remotamente para a temperatura que desejarmos, aquecer bancos, trancar e destrancar a viatura e, até, ativar a buzina.

Partindo agora para o Test drive em estrada, fiz alguns trajetos em autoestrada e circuito urbano e extraurbano, sempre em modo Conforto, para perceber ao certo qual o comportamento e consumos deste Smart #1 BRABUS.

Começando pelo comportamento em estrada, comprova-se claramente que existiu um aprimoramento na suspensão desta versão do Smart #1, que facilmente ficou demonstrado pela estabilidade em curva sem nunca comprometer o conforto. A diversão aumentou quando mudei o modo de condução para o BRABUS e testei momentaneamente os 428 cavalos de potência. Este modo levou-me dos 0-100km/h nuns surpreendentes 4 segundos, acabando por me fazer esquecer que estava dentro de um Smart #1. É de notar que toda esta entrega só é possível uma vez que o modo BRABUS faz ativar um segundo motor neste Smart #1, que nos oferece tanto toda a potência existente, como tração às 4 rodas em simultâneo, sendo este o primeiro modelo da marca com esta capacidade.

Falando agora de consumos, em circuito urbano e extraurbano, portanto dentro e fora da cidade, fiz cerca de 72km e obtive uma média que rondou os 18.6kwh/100km, consumo este algo elevado para um veículo utilitário, mas não em demasia para um desportivo BRABUS. A autonomia disponível nesta altura era de 263km para um total 335km (distância percorrida + autonomia disponível).

Já numa viagem maior, compreendendo um misto de circuito extraurbano e autoestrada, consegui uma média de 16.6kwh/100km para um trajeto de 230km, média esta mais do que ajustada ao modelo em questão. A autonomia disponível nesta altura era de 161km para um total de 386km (distância percorrida + autonomia disponível).

No final da viagem, consegui uma média de consumo total na ordem dos 16.8kwh/100km após percorrer cerca de 563km.

Quanto aos carregamentos, levar um smart #1 BRABUS dos 42% aos 100% com carregamento AC a 29A (cerca de 11kwh), demorou cerca de 7 horas a concluir, tempo este que podia ter sido drasticamente reduzido caso tivesse um carregador AC de 22kwh disponível. Neste caso, o carregamento ficaria concluído em metade do tempo.

Testei ainda o carregamento DC apenas a metade da capacidade oferecida por este smart (150KW) e, mesmo assim, obtive um tempo bastante reduzido para ir dos 62% de carga até aos 100%: cerca de 45 minutos. Acredito que este tempo poderia ser reduzido para metade caso o posto DC fosse de 150KWh.

No fim de contas, o smart #1 BRABUS é um SUV compacto elétrico que se destaca pela sua potência e desempenho, com 428 cavalos e capacidade de aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 4 segundos. Além do desempenho, o carro oferece uma experiência de condução equilibrada e confortável e consumos adequados ao tipo de veículo que é, um B-SUV com dupla motorização elétrica.

Um dos fatores menos agradáveis nesta versão BRABUS do #1 é, claramente, o preço. O preço do #1 BRABUS (versão ensaiada) é de 51.950€ + impostos, o que totaliza 52.492€, preço este que acabará por afastar muitos dos que pretendam apenas um B-SUV com estilo, mas que irá aproximar muitos aficionados por pequenos desportivos e com potência para dar e vender.

O Smart #1 BRABUS está disponível para encomendas junto de qualquer concessionário smart em Portugal.

Baseus Bowie H1 Pro – Review: Cancelamento de ruído acessível

Os novos auscultadores da Baseus destacam-se pelo conforto, construção sólida e versatilidade nas funcionalidades.

A Baseus tem vindo a consolidar a sua presença no mercado português desde o ano passado com uma oferta cada vez mais focada no áudio. Os auscultadores Bowie H1 Pro é mais uma entrada nesse catálogo variado, apresentando um conjunto de características que apontam para uma utilização prática e confortável no dia a dia.

De acordo com a marca, os auscultadores oferecem cancelamento de ruído ativo até -48 dB e estão equipados com dois drivers — um de 40 mm e outro de 10 mm — para garantir uma reprodução sonora equilibrada e detalhada. E estas especificações foram o foco da minha experiência de utilização ao longo do teste.

A embalagem inclui o essencial: os Baseus Bowie H1 Pro, acondicionados com proteção nas almofadas, um cabo de carregamento USB-A para USB-C (relativamente curto), manual de instruções, cartão de garantia e os habituais autocolantes da marca.

Em termos de construção, os auscultadores apresentam um aro superior metálico, com restante estrutura em plástico resistente. O peso leve (cerca de 226g) e o design ergonómico contribuem para um conforto notório, com almofadas de contacto particularmente suaves. O encaixe é firme, sem causar pressão excessiva, o que permite uma utilização prolongada sem desconforto.

Os controlos físicos estão divididos entre os dois auriculares. Do lado esquerdo encontra-se o botão dedicado ao cancelamento de ruído, que alterna entre os modos disponíveis e também ativa as opções de áudio espacial. A entrada USB-C para carregamento está igualmente presente neste lado. À direita, estão localizados os botões de volume, que também permitem mudar de faixa, bem como um botão multifunções para reprodução de áudio e chamadas. O conjunto segue uma linha estética minimalista, com acabamento discreto.

A ligação via Bluetooth 5.3 foi imediata no Windows, com o áudio a revelar-se limpo, com graves definidos e boa separação de frequências, mesmo com o volume abaixo dos 50%. Numa ligação a um dispositivo Android, o emparelhamento demorou alguns segundos, mas decorreu sem complicações. A estabilidade de ligação foi também testada em ambiente com obstáculos físicos, mantendo-se funcional até cerca de 15 metros de distância, mesmo entre divisões.

No que respeita à experiência sonora, os Bowie H1 Pro disponibilizam três modos de áudio espacial — Normal, Música e Teatro — alternáveis com dois toques no botão ANC. O cancelamento de ruído ativo pode ser ligado ou desligado com um toque simples. A latência, por sua vez, é mínima, o que permite uma sincronização eficaz entre som e imagem durante sessões de vídeo.

No geral, o desempenho dos Bowie H1 Pro revela-se equilibrado e consistente, com destaque para o conforto, a qualidade da ligação sem fios e a simplicidade na utilização. Dentro da sua gama, apresentam-se como uma opção sólida para quem procura auscultadores versáteis com cancelamento de ruído eficaz.

Echo Boomer Recomendado

Este produto foi cedido para análise pela Baseus.

Return to Silent Hill estreia nos cinemas dos EUA a 23 de janeiro de 2026

O novo filme adapta a história do clássico Silent Hill 2, com o realizador Christophe Gans e o compositor Akira Yamaoka de regresso à saga.

Return to Silent Hill, a nova adaptação cinematográfica do universo de terror da Konami, ganhou uma data de estreia nos Estados Unidos a 23 de janeiro de 2026. O filme voltará a reunir Christophe Gans, realizador do primeiro filme de Silent Hill (2006), e Akira Yamaoka, compositor original da série de jogos.

Inspirado diretamente no jogo Silent Hill 2, lançado em 2001, o filme acompanha James (interpretado por Jeremy Irvine), um homem emocionalmente quebrado que regressa à misteriosa cidade de Silent Hill após receber uma carta da sua falecida companheira, Mary (Hannah Emily Anderson). Ao chegar, encontra um lugar coberto por um denso nevoeiro e distorcido por horrores sobrenaturais, no qual será forçado a enfrentar os seus próprios demónios enquanto procura respostas.

O filme coincide com os 20 anos da estreia de Silent Hill no grande ecrã e é produzido por Victor Hadida (Davis Films), Molly Hassell e David Wulf, com financiamento da Davis Films e da Ashland Hill Media Finance. A distribuição internacional está a cargo da The Veterans.

O lançamento surge numa fase de interesse renovado pela série, impulsionado pelo remake de Silent Hill 2 lançado em 2024 – embora o filme mantenha-se fiel ao enredo do título original -, um sucesso que promete continuar com o lançamento de Silent Hill f, em setembro, e do remake do jogo original, novamente a cargo da Bloober Team.

ASNR esclarece o óbvio: trotinetes de micromobilidade não necessitam de seguro

As trotinetes continuam, à luz da lei em vigor, a ser tratados como velocípedes, desde que respeitem os limites estabelecidos para potência e velocidade.

Na semana passada, e graças a uma notícia da agência Lusa, tendo como base uma nota da PSP, foi amplamente divulgada a informação de que, a partir de 20 de junho, os detentores de trotinetes elétricas e outros dispositivos motorizados de mobilidade pessoal (DEMOP) deveriam contratar um seguro de responsabilidade civil obrigatório, conforme indica o Decreto-Lei n.º 26/2025. Mas este tem sido um pano para mangas, com muita desinformação (e principalmente clickbait).

Os títulos que muitos de vós leram por aí basicamente diziam que seria obrigatório que as trotinetes e outros veículos de mobilidade pessoa possuíssem, portanto, este seguro, mas é apenas uma tática de clickbait, que quase todos os sites fazem. Assim, a maioria dos utilizadores pode ficar descansada, uma vez que este seguro não se aplica.

Aliás, basta ler o que diz a informação divulgada pela PSP: o seguro de responsabilidade civil aplica-se a veículos DEMOP com velocidade máxima superior a 25 km/h OU com peso superior a 25kg e velocidade superior a 14 km/h. Portanto, se têm uma trotinete, digamos, mais convencional, como da NinebotXiaomiNaveeNIU, entre muitas outras, não precisam de qualquer seguro. O caso muda de figura, isso sim, com as chamadas “trotinete todo-o-terreno”, ou daquelas mais robustas, não só ultrapassam os 25 km/h de velocidade máxima, como são substancialmente mais pesadas, como por exemplo as trotinetes da Kukurin, da Duotts ou da iEnyrid, entre outras. Aí sim, precisarão de contratar este seguro de responsabilidade civil.

Em todo o caso, e dada a polémica criada, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) viu-se obrigada a esclarecer o enquadramento legal aplicável à circulação de trotinetes, velocípedes e outros meios de micromobilidade.

O novo diploma introduz alterações ao Decreto-Lei n.º 291/2007, de 21 de agosto, passando a abranger, no seu âmbito de aplicação, veículos a motor que circulem sobre o solo, que não se desloquem sobre carris, acionados por força mecânica, incluindo os respetivos reboques, ainda que não atrelados, desde que verifiquem uma das seguintes condições: apresentem uma velocidade máxima de projeto superior a 25 km/h; ou, em alternativa, tenham um peso líquido superior a 25 kg e uma velocidade máxima de projeto superior a 14 km/h. Ficam excluídas as cadeiras de rodas destinadas exclusivamente a pessoas com incapacidade.

Tendo em conta esta definição, diz a ASNR que importa sublinhar que se mantêm excluídos do âmbito da obrigatoriedade de seguro os veículos previstos nos n.ºs 1, 2 e 3 do artigo 112.º do Código da Estrada. Entre estes incluem-se os velocípedes convencionais, os velocípedes com motor auxiliar com potência máxima contínua de 1,0 kW e assistência desativada a partir dos 25 km/h, bem como as trotinetes elétricas e outros dispositivos de circulação equiparados, desde que tenham uma potência máxima contínua até 0,25 kW e não excedam os 25 km/h de velocidade. Estes continuam legalmente equiparados a velocípedes, pelo que não estão sujeitos à obrigatoriedade de seguro de responsabilidade civil, nem à exigência de título de condução.

No entanto, os dispositivos que ultrapassem os limites de potência ou velocidade acima referidos não estão, à data, autorizados a circular na via pública. Tal deve-se ao facto de ainda não terem sido definidas as respetivas regras técnicas e de circulação, as quais dependerão de regulamentação própria a aprovar por decreto regulamentar.

Relativamente aos veículos que, não excedendo os 25 km/h, apresentem um peso líquido superior a 25 kg e velocidade de projeto superior a 14 km/h, a ANSR assinala que os mesmos não se encontram definidos como categoria autónoma no Código da Estrada. Na ausência de definição legal específica, estes dispositivos são, até nova regulamentação, considerados equiparados a velocípedes, desde que respeitem os limites de potência e velocidade definidos no artigo 112.º. Caso excedam esses limites, serão abrangidos pelas disposições aplicáveis a outras categorias de veículos cuja circulação na via pública se encontra atualmente vedada.

Importa igualmente referir que a Diretiva (UE) 2021/2118, nos seus considerandos 4 e 6, deixou claro que não foi intenção do legislador europeu sujeitar a seguro obrigatório os veículos de micromobilidade, atendendo às suas caraterísticas técnicas e à natureza da sua utilização.

Assim, a ANSR esclarece que os veículos abrangidos pelos n.ºs 1, 2 e 3 do artigo 112.º do Código da Estrada não estão incluídos no âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 291/2007, na redação conferida pelo Decreto-Lei n.º 26/2025. Consequentemente, a sua circulação em via pública não está sujeita à celebração de contrato de seguro de responsabilidade civil automóvel.

A Embracer perdeu quase dois mil trabalhadores no último ano fiscal

O Grupo sueco continua com planos de reestruturação agressivo, com cortes e venda de estúdios como a Saber, Gearbox e Easybrain.

A Embracer Group perdeu 1.857 trabalhadores ao longo do último ano fiscal, numa fase de avançada de transformação interna marcada por despedimentos e alienação de ativos. Os números constam do relatório anual mais recente do grupo sueco, que está a preparar uma divisão em três entidades independentes.

Esta vaga de saídas surge na sequência do programa de reestruturação iniciado em 2023, que já tinha resultado na perda de 1.400 postos de trabalho até ao final desse ano. Para além dos despedimentos, a quebra no número de trabalhadores está também associada à venda de divisões como a Easybrain, Saber Interactive e Gearbox, que deixaram de integrar a estrutura da Embracer.

De acordo com o relatório, o segmento de jogos para PC e consolas — onde se incluem estúdios como a Plaion, THQ Nordic, Coffee Stain, Crystal Dynamics–Eidos e Amplifier Game Invest — foi o mais afetado, passando de 6.404 para 4.918 trabalhadores. Esta quebra de 1.486 pessoas foi acompanhada por uma redução no número de estúdios internos, que desceu de 73 para 62.

Entre os estúdios afetados esteve novamente a Eidos-Montréal, que em abril anunciou o despedimento de 75 funcionários, na sequência do fim de um projeto. No início do mesmo ano, 97 postos de trabalho já tinham sido eliminados com o cancelamento de um novo jogo da série Deus Ex. A Crystal Dynamics também foi alvo de cortes, mas não foram divulgados números oficiais.

No segmento dos jogos móveis, o número de funcionários caiu de 1.081 para 743, uma redução significativa que coincide com a alienação da Easybrain. Já na divisão de entretenimento e serviços, a quebra foi mais ligeira: de 771 para 738 pessoas.

A Embracer afirma que o plano de reestruturação está praticamente concluído e que o grupo se tornou uma entidade “mais reduzida e focada”. A empresa acredita que o setor começa agora a estabilizar após um período de forte instabilidade.

Esta reorganização será também acompanhada por mudanças na liderança. Phil Rogers, antigo executivo da Eidos e da Square Enix, assumirá o cargo de CEO da Embracer Group AB em agosto de 2025, substituindo Lars Wingefors, que passará a presidente executivo do conselho de administração, com enfoque em iniciativas estratégicas, fusões e aquisições, e alocação de capital.

A transição marca mais uma etapa na tentativa da Embracer de recuperar de um ciclo prolongado de aquisições dispendiosas, que levou o grupo a uma posição insustentável, forçando cortes transversais em dezenas de estúdios. Entre os casos já noticiados incluem-se os encerramentos da Volition e da Free Radical, e os despedimentos na Lost Boys Interactive, estúdio que apoiava o desenvolvimento de títulos como Tiny Tina’s Wonderlands e Diablo IV.

Megaland. Já abriu em Torres Novas o maior parque de diversões indoor do país

A inauguração do Megaland foi esta quinta-feira, 19 de junho, e conta com diversões para todas as idades.

No início deste ano, o Echo Boomer descobriu que estava para chegar a Torres Novas “o maior parque de diversões indoor do país“. Falámos do Megaland, mas, na altura, não havia data para a inauguração. Acontece que, de forma inesperada, com apenas alguns dias de antecedência e sem aviso à imprensa, a inauguração aconteceu esta quinta-feira, 19 de junho.

Como o Echo Boomer referiu no artigo publicado em janeiro, o Megaland fica na Variante do Bom Amor, em Torres Novas, junto ao Torreshopping e à Agriloja, perto da saída da A23. E é claro que não pudemos esperar e já lá fomos espreitar.

Segundo o site, no Megaland os visitantes podem encontrar uma “vasta gama de atrações e serviços“, desde “tecnologia de ponta até um ambiente acolhedor“. São mais de 50 jogos, trampolins, carrosséis, piscina de bolas, e até realidade virtual “de última geração“. O espaço é destinado a todas as idades, e lá dentro há, até, um café para que os adultos possam relaxar enquanto as crianças se divertem. Vai ser possível, até, fazer festas de aniversário, com quatro salas à disposição e com direito a catering.

Os preços disponíveis no site do Megaland aplicam-se apenas a zona de diversões, já que as máquinas de jogos funcionam através de fichas, compradas no local por 1€ cada. Os valores variam segundo o dia da semana ou se a visita é em grupo ou individual, e desde a última vez que vimos, em janeiro, sofreram um aumento.

Em termos de preços individuais, estes variam entre 9,50€ (uma hora de segunda a sexta-feira, exceto feriados) e 16,50€ (duas horas de segunda a sexta-feira, exceto feriados). Contudo, todas as sextas-feiras, entre as 17h e as 21h, está prometida uma happy hour de duas horas por 15€. Já em grupo, com 10 pessoas no mínimo e apenas de segunda a sexta-feira, fica a 8,50€ por pessoa por uma hora. A estes valores acrescem ainda 2€, pelo uso obrigatório de meias antiderrapantes. Há ainda regras a cumprir e, conforme as idades, pode ser necessário o acompanhamento de um adulto, que custa 7€. Os bilhetes não são, portanto, para todas as carteiras.

Para as festas e eventos, os valores começam nos 19.99€ por pessoa, mas há vários fatores que influenciam os preços. Uma coisa é comum aos vários valores: os grupos têm que ter, no mínimo, oito pessoas.

Beat Saber vai deixar de receber atualizações na PlayStation a partir de junho

Jogo continuará disponível, mas conteúdos futuros e modo multi-jogador deixam de ser suportados na PlayStation 4 e PlayStation 5

A Beat Games anunciou o fim do suporte a Beat Saber nas consolas PlayStation. A partir deste mês, o jogo deixará de receber atualizações na PlayStation 4 e PlayStation 5 – onde são jogados através do PS VR e PS VR2, respetivamente -, incluindo o lançamento de novos conteúdos e suporte ao modo multi-jogador, que será também desativado. O jogo e os pacotes de DLC já lançados continuarão disponíveis para compra na PlayStation, mas nenhum conteúdo publicado após 18 de junho de 2025 será lançado nestas plataformas.

O estúdio, que pertence à Meta desde 2019, partilhou a decisão através das redes sociais, referindo que pretende focar-se no futuro da série. “Estamos a planear o próximo grande passo para o Beat Saber e, por isso, decidimos deixar de lançar atualizações para PS4 e PS5 a partir de junho de 2025”, lê-se no comunicado. “A nossa paixão pela realidade virtual mantém-se inabalável.”

Nos últimos meses, Beat Saber continuava entre os títulos mais vendidos compatíveis com o PS VR2, tendo sido o terceiro jogo mais vendido nos EUA e Canadá e o sexto na Europa durante maio de 2025. As atualizações pagas mais recentes incluíram músicas de artistas como Britney Spears, Lady Gaga e Linkin Park.

O estúdio termina a atualização com uma promessa de novidades para breve, sugerindo que novos desenvolvimentos para a série poderão estar a caminho, embora agora exclusivos das plataformas Meta Quest e Steam VR, onde o suporte continua ativo.

Stellar Blade (PC) – Review: Sensualidade e ação otimizadas

Stellar Blade para PC mantém-se fiel à experiência original da PlayStation 5, com uma conversão extremamente otimizada, que dá aos jogadores de PC a oportunidade de jogarem descontraidamente um dos melhores jogos de ação atuais da PlayStation.

Pouco mais de um ano após a sua estreia na PlayStation 5, Stellar Blade chega ao PC com surpreendentes recordes de vendas no lançamento e um registo de atividade elevadíssimo, especialmente tendo em conta outros lançamentos pós-exclusividade da Sony Interactive Entertainment nas lojas da Steam e a Epic Games. Contesto, no entanto, esta surpresa, uma vez que, e desde o anúncio do jogo, a comunidade demonstrou grande vontade de o experimentar. Afinal, o sexo vende, e Stellar Blade aposta claramente na sensualidade, com contornos provocantes e fatos da sua protagonista, EVE, que deixam pouco à imaginação.

Já no lançamento, este lado do jogo deixou-me desconfortável. Não é que não aprecie estes elementos, mas subtileza não é o forte de Stellar Blade em nenhuma das suas dimensões, tornando-se gratuito, óbvio e até barato, destoando dos temas e tons do jogo, e absorvendo toda a atenção da experiência nestes elementos mais fúteis. E é uma pena, porque passados alguns meses, já abstraído de tudo isso, repeti Stellar Blade na PlayStation 5 Pro, platinei-o e adorei (ainda mais) tudo o resto que o torna num fantástico e entusiasmante jogo de ação, com uma ótima progressão, bosses fantásticos, mundos interessantes de explorar e muita experimentação no combate. Para além de sensual, Stellar Blade também tem muito estilo.

Tudo o que o jogo já era na PlayStation 5 continua presente no PC, incluindo as suas expansões pagas colaborativas – adquiridas em separado ou através da edição completa –, com conteúdos de NieR: Automata, a grande inspiração original de Stellar Blade, e Goddess of Victory: Nikke, o popular gacha também da Shift Up, reconhecido pela sua estética anime e por personagens com grandes rabos.

Stellar Blade (PC)
Stellar Blade – Goddess of Victory: Nikke no PC (Shift Up)

Ao contrário de outras conversões de exclusivos da PlayStation para PC, esta versão de Stellar Blade foi desenvolvida internamente, sem o envolvimento de estúdios como a NIXXES, que frequentemente se dedicam a estes projetos. De forma resumida, o trabalho da Shift Up neste campo é exímio. Com o lançamento da PlayStation 5 Pro, o estúdio coreano demonstrou as suas capacidades técnicas ao otimizar o jogo para a nova consola da Sony, oferecendo uma quantidade surpreendente e rara de modos de desempenho, revelando uma extraordinária flexibilidade e deixando a decisão de experimentar o jogo ao gosto e às necessidades de cada jogador.

Este esforço de oferecer opções continua no PC, com todos os parâmetros habituais, e também com suporte avançado para algumas das mais recentes tecnologias, como AMD FSR 3 e NVIDIA DLSS 4, cada uma com as suas versões de reconstrução de imagem e injeção de frames. Stellar Blade no PC também quebra limites impostos pelas consolas, com taxas de frames desbloqueadas e resoluções aumentadas, incluindo formatos panorâmicos de 21:9 e 32:9. Texturas e modelos melhorados também estão disponíveis, bem como controlos adaptados a teclado e rato, e suporte das funcionalidades do DualSense já existentes na versão para consola.

Na prática, Stellar Blade revela-se um jogo extremamente escalável, ou seja, com espaço para ajustar todas estas definições de acordo com o hardware dos jogadores, mantendo uma excelente qualidade de imagem aliada a um desempenho fenomenal. No meu caso, com um PC equipado com uma GeForce RTX 4090 da NVIDIA, 32 GB de RAM, SSD de alto desempenho e um processador i9-10900X da Intel (que já começa a acusar a idade), Stellar Blade tem um desempenho fantástico na melhor qualidade possível, capaz de atingir taxas de frames elevadíssimas com recurso ao DLSS em modo Qualidade, juntamente com a injeção de frames. Sem estes dois elementos, tive uma experiência mais “nativa”, mas com um desempenho ainda assim surpreendente, sempre acima dos 60 FPS ideais, atingindo 80 e 90 FPS em cenários mais abertos e com ação.

De notar que Stellar Blade recorre ao Unreal Engine 4, um motor conhecido por, por vezes, apresentar um desempenho instável quando não é cuidadosamente otimizado. Os infames frame-times flutuantes que muitas vezes impedem um desempenho fluido não se fazem sentir aqui, apresentando um jogo que “escorrega” extremamente bem, sem grandes flutuações ou esforço do hardware. Uma das razões para isso, para lá da ótima otimização, é o facto de se tratar de uma experiência mais linear e não de um mundo totalmente aberto, embora existam áreas com alguma abertura.

No outro extremo do espetro de hardware, testei, como habitual, na Steam Deck da Valve, para perceber até que ponto o jogo se comporta em sistemas mais modestos. Tratando-se de um jogo moderno e de geração atual, as expectativas eram moderadas. No entanto, também aqui Stellar Blade surpreende. O selo de “Verificado” da Valve faz justiça à experiência entregue, com o jogo a oferecer um preset dedicado à Steam Deck, mas com possibilidade de afinação. Com uma combinação de definições em baixo e resolução nativa da consola (1280×800 pixéis), é possível jogar a 30 FPS constantes, sem grande perda de qualidade de imagem. Aspetos como a qualidade de texturas, modelos ou objetos à distância em definições baixas não são problemáticos neste ecrã, resultando, na verdade, numa experiência excelente. Recorrendo a outras afinações e à ativação do FSR em diferentes modos, é possível melhorar ainda mais o desempenho, com o óbvio custo na qualidade de imagem.

Stellar Blade (PC)
Stellar Blade – Goddess of Victory: Nikke no PC (Shift Up)

Stellar Blade é, assim, uma conversão fantástica, flexível, otimizada e bem escalável numa grande variedade de máquinas. Mas, aproveitando esta reflexão sobre Stellar Blade, termino com uma nota menos positiva. Para esta análise, tive acesso à versão PC completa e ao DLC premium de Goddess of Victory: Nikke na versão da PlayStation 5. Este pacote inclui novos conteúdos, com uma pequena história que traz ao mundo de Stellar Blade uma personagem desse jogo da Shift Up para um épico combate com EVE. Adicionalmente, inclui um novo modo de jogo inspirado em Goddess of Victory: Nikke, com mecânicas de cover shooting ao controlo de EVE e, claro, vários fatos extremamente sensuais e elegantes para desbloquear. Trata-se de uma quantidade substancial de conteúdo, especialmente para fãs, mas cujo acesso poderá ser limitado, sobretudo para quem já terminou o jogo e não tem um backup do save.

Na minha PlayStation 5, por exemplo, fiquei “impedido” de aceder imediatamente ao DLC Goddess of Victory: Nikke, isto é, a menos que recomeçasse o jogo e repetisse mais algumas horas. Isto acontece porque o DLC é desbloqueado numa zona específica durante a história do jogo. No entanto, quem terminou a história principal percebe que não é possível viajar para outras áreas, porque o último save é feito após o seu ponto sem retorno. Para piorar, Stellar Blade continua a não oferecer diferentes save states, algo que já deveria ter sido corrigido. Assim, a minha recomendação é que não terminem o jogo sem explorarem tudo. E, caso tencionem adquirir os DLCs no futuro, considerem fazer backups do vosso progresso.

Stellar Blade para PC está disponível na Steam Store e na Epic Games Store a partir de 69,99€.

Cópia para análise cedida pela PlayStation Portugal.

Começam as obras da Cidade Desportiva de Santarém

Com um investimento de 4,3 milhões de euros, a primeira fase da Cidade Desportiva de Santarém tem conclusão prevista para maio de 2026.

A futura Cidade Desportiva de Santarém começou a tornar-se realidade com o lançamento simbólico da primeira pedra da Academia de Futebol, numa cerimónia realizada na passada segunda-feira, dia 16 de Junho, na Quinta do Rolim, nas imediações do Complexo Aquático.

Esta infraestrutura, cujo investimento ascende a 4,3 milhões de euros, constitui a etapa inicial de um plano mais alargado, estruturado em três fases e com um prazo de execução estimado em oito anos.

Para além da academia, o projeto global para a Cidade Desportiva prevê a construção de um novo Estádio Municipal com bancadas cobertas, um Centro de Estágios, um Pavilhão de Desportos e ainda um campo relvado com pista de atletismo.

No que respeita especificamente à Academia de Futebol, o projeto contempla a edificação de um campo de futebol de 11, outro de 9 e um terceiro de 7 jogadores. Serão ainda construídos quatro balneários para atletas, dois balneários para árbitros, um posto médico, uma sala destinada a reuniões ou formação, bem como uma bancada coberta com capacidade para 904 lugares e outra descoberta com 76 lugares. O espaço será dotado de acessos, instalações sanitárias, zonas de estacionamento e uma área de bar.

A conclusão da academia está prevista para maio de 2026 e conta com um cofinanciamento de 600.000€ por parte da Associação de Futebol de Santarém.

À procura de bons gelados e refeições? A Prozis tem uma excelente promoção para poupar alguns euros

Entre gelados, congelados e outros doces, a Prozis tem descontos de até 30% numa bela seleção de produtos.

Agora que o bom tempo chegou, com dias nos quais andamos mais leves, com peças de roupa que não pesam tanto – não é tão bom finalmente deixar o casaco em casa? -, é perfeitamente normal que nos apeteça devorar coisas mais leves e frescas. Seja uma salada, um belo de um gin ou de uma sangria, ou mesmo gelados. Pois bem, e se estão à procura de novos sabores, bem podem aproveitar a promoção da Prozis para os seus produtos congelados.

Assim, e até dia 23 de junho, a conhecida empresa portuguesa está com uma campanha em vigor na qual oferece um desconto de até 30% numa seleção de produtos congelados. Há não só variados gelados, como também refeições congeladas.

Em baixo, eis algumas das nossas sugestões:

Mas há mais, muito mais, pelo que só têm de passar por esta página e adicionar os produtos que desejam ao carrinho. Depois, antes de concluírem a vossa compra na Prozis, devem adicionar o cupão FROSTY, para que então seja aplicado o desconto respetivo.

Além disso, e como é habitual, podem ainda adicionar o nosso cupão ECHOBOOMER, que este mês dá direito a:

PROZIS/ECHOBOOMER - JUNHO 2025

Além de tudo isto, ainda juntam ProzisPoints com cada encomenda, que são pontos que ganham na compra de qualquer produto – cada produto tem atribuído um determinado número de pontos. Cada ProzisPoint vale 0,01€. E sim, caso tenham ProzisPoints para utilizar, também os podemos redimir com esta encomenda.

Donkey Kong Bananza vai ter modo cooperativo e GameShare entre Nintendo Switch 2 e Nintendo Switch original

A Nintendo confirmou as funcionalidades cooperativas locais e online de Donkey Kong Bananza, incluindo partilha de jogo entre diferentes gerações da consola.

Durante a mais recente Nintendo Direct dedicada a Donkey Kong Bananza, a Nintendo revelou que o novo jogo de plataformas em 3D contará com modo cooperativo local e online, bem como funcionalidades GameShare entre consolas Nintendo Switch 2 e Nintendo Switch original. Esta funcionalidade permite, então que apenas uma cópia do jogo seja necessária para duas pessoas jogarem em conjunto, mesmo que uma delas esteja ainda na geração anterior da consola.

No modo cooperativo, um jogador assume o papel de Donkey Kong, enquanto o segundo controla Pauline, a sua parceira nesta aventura, utilizando um segundo Joy-Con 2 ou um conjunto adicional de comandos. Enquanto Donkey Kong é controlado com todas as suas capacidades e habilidades por um jogador, já Pauline tem habilidades próprias, incluindo os Vocal Blasts, ativados através dos controlos de movimento do novo Joy-Con 2 Mouse.

Já a funcionalidade GameShare destaca-se por permitir que um utilizador da Nintendo Switch 2 partilhe o jogo com outro jogador, seja localmente ou online, mesmo que este ainda jogue numa Nintendo Switch original. A ligação entre consolas é feita através do GameChat, bastando assim uma única cópia digital de Donkey Kong Bananza para ambos participarem na aventura.

Ainda sem grandes detalhes aprofundados sobre o funcionamento completo destas funções, Donkey Kong Bananza será exclusivo da Nintendo Switch 2, e tem lançamento marcado para 17 de julho.

Viana do Castelo investe 13,3 milhões no novo mercado

A Câmara de Viana do Castelo adjudicou a empreitada para o novo Mercado Municipal, incluindo a requalificação da área envolvente, num investimento de 13,3 milhões de euros.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou este mês, em reunião extraordinária do executivo, a adjudicação da empreitada para a construção do novo Mercado Municipal. O contrato, no valor de 13.376.000€, abrange não apenas o edifício principal, mas também a intervenção na área urbana envolvente.

O plano do novo Mercado Municipal de Viana do Castelo assenta em duas componentes principais: a construção do edifício, previsto para o local anteriormente ocupado pelo Edifício Jardim, também conhecido como Prédio Coutinho, entretanto demolido; e a requalificação da área envolvente, com o objetivo de reforçar a atratividade do centro histórico. A intervenção pretende estimular a fixação de população na zona antiga da cidade, dinamizar o tecido económico local e valorizar o património edificado, ao mesmo tempo que contribui para o reforço da oferta cultural e da atração turística.

A conceção do mercado de Viana do Castelo baseia-se numa articulação estreita entre a gestão do espaço e a intervenção arquitetónica, tendo em conta critérios funcionais e operacionais. Entre os elementos fundamentais incluem-se a organização setorial dos operadores, com requisitos específicos ao nível do controlo higiossanitário e da regulação de temperatura, bem como a existência de zonas destinadas ao tratamento de resíduos, particularmente os de origem animal.

O projeto contempla igualmente a criação de estacionamento para clientes, considerado essencial para garantir uma área de influência superior a 400 metros. O edifício será desenvolvido num único piso, em articulação direta com a malha urbana, e procurará aliar as funções tradicionais de um mercado à introdução de novas valências comerciais e culturais, numa lógica de atração de públicos diversos. A proposta arquitectónica visa, além de cumprir os requisitos funcionais, conferir uma imagem coesa e contemporânea ao espaço, afirmando-o como equipamento estratégico na rede de distribuição agroalimentar da cidade.

Duas décadas depois, foi lançado o concurso para o novo hospital de Barcelos

Concurso para o projeto do novo Hospital de Barcelos avança após 20 anos de impasses. Obra deve arrancar no final de 2026 com investimento superior a 150 milhões.

Foi lançado este mês, em Diário da República, o concurso público para a elaboração do projeto do novo Centro Hospitalar de Barcelos. Este avanço marca o desfecho de mais de duas décadas de promessas não concretizadas, iniciadas em 2003, sem que delas resultassem passos efetivos. De acordo com Mário Constantino Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, o município adquiriu, em 2022, um terreno com mais de 155.000 m2, num investimento de quatro milhões de euros inteiramente suportado por fundos municipais. A insistência junto do Governo permitiu também a inclusão do projeto no Plano Plurianual de Investimentos da Saúde, com uma dotação de 163,3 milhões de euros, agora ativada com o arranque do concurso.

Após a adjudicação e assinatura do contrato, o prestador de serviços terá 98 dias para entregar o estudo prévio. Segue-se um período de 28 dias durante o qual a Unidade Local de Saúde (ULS) Barcelos/Esposende poderá solicitar esclarecimentos ou correções. Após esse prazo, o projeto de execução, que incluirá o plano de segurança contra incêndios aprovado pela ANEPC, deverá ser apresentado no espaço de 133 dias. A ULS dispõe de 42 dias para a aprovação final. Com isto, a empreitada de construção deverá ser lançada no final de 2026.

O futuro hospital servirá diretamente os concelhos de Barcelos e Esposende, reduzindo substancialmente a necessidade de deslocação de utentes para outras unidades hospitalares da região. Atualmente, cerca de 7% da atividade do hospital local dirige-se a cidadãos fora da sua área de abrangência, evidenciando a importância crescente da unidade. O projeto foi atualizado em 2024, tendo em conta as mais recentes dinâmicas demográficas e organizacionais, e insere-se na futura Unidade Local de Saúde Barcelos/Esposende. Substituirá instalações desadequadas às exigências atuais, promovendo melhores condições de acesso, segurança e qualidade assistencial.

O modelo assistencial será centrado na proximidade e na eficiência clínica, com forte aposta em serviços de ambulatório – consultas externas, cirurgia de ambulatório, urgência e hospital de dia. Estão ainda previstos internamentos de curta duração, cuidados continuados e paliativos, todos integrados na rede pública. A nova unidade oferecerá um conjunto alargado de especialidades médicas, como Medicina Interna, Pediatria, Cardiologia, Pneumologia, Psiquiatria e Gastrenterologia, bem como cirúrgicas – entre elas Cirurgia Geral, Ginecologia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia e Urologia. Incluirá ainda serviços de diagnóstico e terapêutica, como Radiologia, Imuno-hemoterapia, Patologia Clínica e Medicina Física e de Reabilitação. Haverá também unidades de cuidados intermédios, convalescença, urgência geral e pediátrica, bem como espaços dedicados ao ensino, investigação e formação de profissionais de saúde. Estão igualmente previstas valências de apoio domiciliário e programas de telemonitorização.

O hospital terá uma capacidade instalada de 218 camas (para adultos, pediatria, convalescença e cuidados paliativos), 11 postos de hospital de dia, 30 gabinetes de consulta externa e seis salas operatórias (com mais duas de reserva). A área de diagnóstico contará com três salas de radiografia, três de ecografia, duas de tomografia computorizada (TAC) e uma de ressonância magnética. A área total de construção ultrapassará os 25.000 m2, distribuída por setores de ambulatório, internamento, cirurgia, urgência, centro tecnológico, farmácia, ensino, apoio técnico e serviços administrativos.

O investimento global ascende a 157,3 milhões de euros, dos quais 7,5 milhões estão afetos à fase de projeto (em 2025) e 149,8 milhões à construção.