Hisense promete até 8 anos de atualizações para as suas Smart TVs

Fabricante chinesa alinha-se com outras marcas no reforço do suporte a longo prazo, mas a decisão também serve interesses comerciais.

A Hisense anunciou uma nova estratégia para as suas Smart TVs, prometendo até oito anos de atualizações para a plataforma VIDAA. A medida aproxima a marca de outras fabricantes que têm vindo a prolongar o ciclo de vida do software nos seus televisores, como a Samsung, que garante sete anos de suporte para modelos com sistema Tizen, e a LG, que deixou de limitar as novas versões do webOS aos equipamentos mais recentes.

No entanto, a promessa da Hisense inclui uma ressalva importante. O termo “até” implica que nem todos os televisores beneficiarão do período completo de oito anos. A duração real das atualizações dependerá de fatores como o modelo ou a região, sem critérios totalmente esclarecidos. De acordo com informações avançadas pelo portal Flatpanels HD, a marca prevê não só correções de segurança, mas também a introdução de novas funcionalidades, com o objetivo de manter os televisores relevantes durante mais tempo.

Apesar do foco no prolongamento do suporte, esta mudança não se explica apenas por preocupações com o consumidor. O sistema operativo das Smart TVs transformou-se num canal estratégico para a exibição de publicidade digital — e, nesse contexto, a uniformização da experiência entre modelos é crucial. Manter os equipamentos atualizados assegura que os formatos publicitários continuam a funcionar conforme previsto, independentemente da antiguidade do dispositivo.

Este cenário ajuda a perceber que o verdadeiro alcance da decisão – mais do que garantir sustentabilidade ou proteger o investimento do utilizador – trata-se de assegurar que as Smart TVs continuam a ser plataformas eficazes para publicidade personalizada. A aposta em atualizações prolongadas acaba, assim, por servir também uma lógica de controlo da experiência e de recolha de dados, integrada num modelo de negócio centrado na rentabilização do conteúdo publicitário.

Sony afasta-se do mercado europeu de smartphones

Os poucos smartphones Sony Xperia que chegam oficialmente ao mercado Europeu, começam lentamente a abandonar o mercado.

A Sony começou silenciosamente a retirar-se do mercado europeu de smartphones, deixando fãs da marca preocupados com o futuro da linha Xperia. O modelo mais recente, o Xperia 1 VII, desapareceu de várias lojas físicas — com destaque para a Finlândia, onde a empresa confirmou que o dispositivo não será sequer comercializado. Nos poucos países onde ainda está disponível, como na Alemanha e no Reino Unido, as vendas passaram a ocorrer exclusivamente através de canais online, como o site oficial e a Amazon. A decisão reflete não só uma tentativa de modernizar a experiência de compra, mas também uma resposta direta à fraca rentabilidade do segmento e aos baixos volumes de venda.

O cenário agrava-se com relatos de falhas técnicas graves no Xperia 1 VII, o seu atual topo de gama, que levaram à suspensão das vendas até no Japão, país de origem da marca. Entre preços elevados, hardware pouco competitivo e software inconsistente, a linha Xperia há muito enfrenta dificuldades para se afirmar num mercado dominado por gigantes. Com uma quota de mercado inferior a 4% na Europa, a retirada progressiva parece ser uma medida inevitável.

Apesar disso, a Sony garante que continuará a prestar suporte aos dispositivos já vendidos, assegurando manutenções e atualizações de software regulares. Esta promessa oferece algum alívio aos atuais utilizadores, mas não dissipa a incerteza em torno da continuidade da marca no segmento móvel. A reorganização em curso pode bem significar o fim de uma era para os smartphones da Sony na Europa.

OPPO e Hasselblad renovam parceria com novos produtos em desenvolvimento

A OPPO continua de braço dado com a Hasselblad para tentar definir o futuro da fotografia móvel.

A OPPO renovou a sua parceria estratégica com a Hasselblad, reforçando o compromisso conjunto com a excelência em fotografia móvel. O anúncio foi feito em Gotemburgo, na Suécia, e marca a continuidade de quatro anos de colaboração na série Find, que representa o topo da gama da marca chinesa. As duas empresas estão a trabalhar num novo sistema de imagem, concebido para elevar os padrões da fotografia em smartphones.

Esta colaboração permitiu, por exemplo, a integração de tecnologias desenvolvidas em conjunto, como a solução de cor natural adaptada da Hasselblad, modos de retrato com efeito bokeh inspirado em lentes clássicas, e o modo XPAN, que reproduz o formato panorâmico da icónica câmara analógica. A OPPO aproveitou para destacar o progresso tecnológico alcançado ao longo dos últimos 17 anos, incluindo inovações pioneiras como o primeiro sensor CMOS empilhado, o sistema de pixel binning e a câmara telefoto com periscópio.

Com o lançamento do Find X8 Ultra, a OPPO lançou um sistema Penta Camera, a primeira câmara True Chroma do mercado e um motor de IA avançado para retratos com elevado realismo. O novo Modo Master oferece ficheiros de imagem em formatos de 50MP com elevada profundidade de cor, contribuindo para a posição de destaque do dispositivo no ranking do DxOMark.

A OPPO reafirma também a sua aposta no mercado europeu, anunciando a expansão da gama Find e Reno e reforçando o investimento em inovação na região. A marca revelou ainda o OPPO Photography Awards 2025, com o tema Super Every Moment, desafiando utilizadores de todo o mundo a partilharem as suas melhores fotografias tiradas com equipamentos da marca. O prémio principal é de 25.000 dólares, com inscrições abertas até 20 de novembro.

Nova versão do padrão Qi será anunciada nos próximos dias

O Wireless Power Consortium prepara-se para revelar o Qi2.2, apontado como o novo padrão de carregamento sem fios nos smartphones Android.

O carregamento sem fios poderá estar prestes a entrar numa nova fase, com o Wireless Power Consortium (WPC) a preparar o anúncio de uma atualização ao padrão Qi. A organização responsável pela tecnologia publicou uma imagem com um raio estilizado e a indicação de que a novidade chega “em menos de 1 semana”.

O anúncio surge num momento delicado para o consórcio, numa altura em que o padrão Qi tem registado uma adoção mais lenta do que o previsto. A versão mais recente, o Qi2, foi apresentada como uma evolução importante, prometendo ganhos em eficiência, interoperabilidade e estabilidade — esta última graças a um sistema magnético baseado no MagSafe da Apple. No entanto, a adesão foi limitada e alguns fabricantes adotaram apenas parte do novo sistema, enquanto outros mantêm uma posição de espera.

Na prática, o Qi2 tem sido pouco utilizado fora de contextos específicos, mantendo-se longe do uso generalizado. A Samsung, por exemplo, tem vindo a explorar formas de integrar o padrão com ímanes incorporados nos próprios dispositivos, mas esses testes ainda não avançaram para uma implementação concreta. Espera-se agora que os próximos modelos, como futuras gerações Galaxy S e Pixel , adotem já o novo Qi2.2 — a próxima iteração da tecnologia, que deverá ser apresentada oficialmente nos próximos dias.

De acordo com o WPC, esta nova versão poderá representar um passo mais concreto no caminho para um carregamento sem fios mais eficiente, fiável e universal. Resta saber se conseguirá responder às expectativas criadas em torno da transição para este tipo de carregamento em dispositivos móveis.

Sony apresenta RX1R III, a sua nova câmara compacta Full-Frame

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A RX1R III combina um sensor de alta resolução com auto-foco inteligente e um corpo de dimensões reduzidas.

A Sony revelou a RX1R III, a nova sua geração da série RX1R, que preserva o formato compacto e a objetiva fixa de 35 mm que definem esta linha, agora com um sensor Full-Frame de 61 MP, o motor de imagem BIONZ XR e funcionalidades de reconhecimento avançado e inteligente. Com esta solução, a Sony promete uma experiência fotográfica de nível profissional num dispositivo que cabe na palma da mão.

O modelo integra um sensor CMOS Exmor R retro-iluminado que, segundo a marca, foi concebido para oferecer imagens de elevada nitidez, baixo ruído e uma ampla gama dinâmica. Mantém-se a objetiva ZEISS Sonnar T 35 mm F2, já característica da série, agora com uma construção interna redesenhada para otimizar o desempenho ótico. A ausência de low-pass e o revestimento anti-reflexo visam reforçar a fidelidade visual das capturas.

A RX1RIII inclui ainda as capacidades de auto-foco com reconhecimento em tempo real, recorrendo ao mesmo sistema já presente na gama Alpha, com deteção de olhos, cabeça e corpo, mesmo em situações de pouca visibilidade. O sistema AF cobre cerca de 78% da área da imagem, com 693 pontos de PDAF. A nova função Step Crop Shooting permite simular distâncias focais de 50 mm e 70 mm além dos 35 mm originais, com suporte para ajustes posteriores em RAW.

Com construção em liga de magnésio e um novo punho texturizado, a RX1R III aposta num design discreto, mas robusto. Já o visor OLED XGA oferece 2,36 milhões de pontos e ampliação de 0,70x. E a câmara surge ainda equipada com uma bateria NP-FW50, suficiente para cerca de 300 disparos, assim como uma entrada USB-C compatível com carregamento por Power Delivery.

A pensar na acessibilidade, a Sony inclui agora opções como leitor de ecrã e ampliação de interface, dirigidas a utilizadores com deficiência visual. O modelo também reflete os compromissos ambientais do programa Road to Zero, com fabrico integral a partir de fontes renováveis.

A RX1R III tem lançamento ainda este mês, com um preço recomendado de cerca de 4.900€. A marca prevê ainda lançar em setembro dois acessórios dedicados: o punho de polegar TG-2 (cerca de 280€) e a bolsa LCS-RXL (cerca de 180€), ambos desenhados para complementar o corpo da câmara. Também será disponibilizado o para-sol metálico LHP-1, sem preço indicado.

Barreiro vai mesmo receber o primeiro hotel da cidade em breve

O hotel, a ficar instalado na Quinta das Canas, representa um nvestimento privado na ordem dos 20 milhões de euros, reforçando a posição do Barreiro no contexto metropolitano.

Foi no final do ano passado que ficámos a saber que a cidade do Barreiro ia ganhar um novo hotel. Na altura, o Vice-Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Rui Braga, anunciava uma unidade hoteleira na Quinta das Canas, num projeto que visava não só responder à crescente necessidade de alojamento na região, como também impulsionar a economia local através da criação de empregos e atração de turistas.

Meses depois, eis que temos novidades. Foi assinado, na passada sexta-feira, dia 18 de julho, o contrato de alienação do terreno municipal da Quinta das Canas, uma área com cerca de 7.500 m2. O projeto representa um investimento privado na ordem dos 20 milhões de euros e contempla a criação de entre 120 a 150 quartos – número que dependerá da solução arquitetónica final -, prevendo ainda a geração de mais de uma centena de postos de trabalho diretos.

Para além da sua relevância económica, trata-se de um avanço com particular significado simbólico, uma vez que responde a uma carência estrutural há muito identificada no Barreiro: a inexistência de infraestruturas hoteleiras capazes de apoiar o crescimento da atividade turística e de receber visitantes em contexto de lazer ou negócios.

Com esta operação, o Barreiro reforça a sua posição no contexto metropolitano, evidenciando a capacidade de atrair investimento e de criar condições para o seu reposicionamento urbano. A assinatura do contrato traduz não apenas a confiança dos promotores no potencial da cidade, mas também a consolidação de uma estratégia de desenvolvimento sustentado por parte da autarquia.

Internautas passam 25 dias por ano a ver vídeos online, com vídeos curtos a liderar a retenção da atenção

O consumo de vídeos online domina o tempo livre digital, com destaque para conteúdos curtos como TikToks e YouTube Shorts, que ultrapassam até o tempo noutros formatos digitais.

A transformação digital dos últimos anos acentuou-se com a crescente popularidade das redes sociais e do streaming, levando a um aumento generalizado do tempo passado online. De acordo com um estudo levado a cabo pelo portal Techgaged, os utilizadores da Internet dedicam agora, em média, 11 horas e 34 minutos por semana a ver vídeos online — o que corresponde a cerca de 25 dias completos por ano.

Grande parte desse tempo é consumido por vídeos curtos, como os publicados no TikTok ou nos YouTube Shorts, que acumulam mais de seis horas e meia semanais. De acordo com o relatório da DataReportal citado no estudo, este tipo de conteúdo ultrapassa em larga escala outros formatos digitais — incluindo televisão tradicional, redes sociais, videojogos e até podcasts.

A média global de utilização da Internet atingiu as seis horas e 38 minutos diários, sendo que em países como o Brasil ou a África do Sul esse valor ultrapassa as nove horas por dia. Esta tendência reflete uma mudança nos hábitos de consumo digital, impulsionada por ligações mais rápidas e sistemas de recomendação mais eficazes na retenção da atenção dos internautas.

A comparação com outros formatos deixa clara a predominância do vídeo online. Semanalmente, os utilizadores passam em média uma hora e meia mais a ver vídeos do que televisão, e quase três horas e meia mais do que a interagir em redes sociais ou a jogar. Mesmo os jogos móveis — historicamente os mais rentáveis do sector — são superados pelos vídeos curtos, que registam 52% mais tempo de visualização semanal.

Em contraste, os jogos para PC e consolas, tal como os podcasts, apresentam os valores mais baixos, com consumos entre duas a duas horas e meia por semana, o que evidencia o peso crescente da cultura visual instantânea e de fácil partilha no quotidiano digital. Esta evolução sugere uma preferência clara por conteúdos rápidos, acessíveis e altamente personalizados — marcando uma nova fase no modo como o tempo online é distribuído.

Como funcionam as fábricas da Prozis? Este vídeo explica

Desde a conceção dos suplementos alimentares até ao seu envio para o consumidor final, cada fase revela uma estrutura operacional altamente mecanizada e criteriosamente organizada por parte da Prozis.

A Prozis celebrou no passado mês de abril 18 anos de existência, sempre a para um estilo de vida mais saudável. Tudo começou em 2007 quando, num momento de loucura, Miguel Milhão pensou que poderia mudar o mundo para melhor. E foi assim o início da história da Prozis.

Hoje, é tudo aquilo que conhecem. E não, a Prozis não é apenas uma empresa de suplementos alimentares ou pós, a pensar em malta do ginásio. É muito mais que isso – uma empresa de desenvolvimento de produtos.

Ideia, conceito, design, fabrico, controlo de qualidade, marketing, vendas, logística, impressão, distribuição, apoio ao cliente, desenvolvimento de software, fotografia, vídeo… A Prozis faz tudo isto, apostando num processo vertical 4.0, fabricando os produtos nas próprias instalações ou com a ajuda dos seus parceiros. Aliás, a Prozis garante desenvolver a sua própria tecnologia, assegurando que apresentam aos clientes “produtos de alta qualidade, bonitos e a preços justos”.

Não admira, por isso mesmo, que a Prozis domine a Internet. Seja nas redes sociais, no YouTube, em sites ou blogues, é mais que provável que se tenham deparado com alguém a dizer maravilhas da Prozis. E de facto, a nível nacional, é provável que não haja mais nenhuma empresa do género – pelo menos nos nichos onde atua.

Ora, mas isto tudo vocês já sabem… o que podem não saber é como a empresa em si funciona ao nível da produção e distribuição. E é mesmo isso que este vídeo publicado no canal de Francisco Soares vos mostra.

Durante uma visita às instalações industriais da Prozis, foi possível observar de perto as várias etapas que integram o processo de produção da marca. Desde a conceção dos suplementos alimentares até ao seu envio para o consumidor final, cada fase revela uma estrutura operacional altamente mecanizada e criteriosamente organizada.

No interior das unidades de produção, destaca-se o rigor com que são aplicados os controlos de qualidade, com testes sistemáticos a garantirem que os produtos respeitam os parâmetros definidos. O circuito industrial integra áreas distintas dedicadas à formulação, mistura, encapsulamento, embalagem e etiquetagem, numa linha de produção onde a automação desempenha um papel central.

O setor da logística, que funciona como uma engrenagem paralela à produção, assume particular importância na operacionalização das encomendas. As movimentações nos armazéns seguem um sistema estruturado que permite identificar, embalar e preparar os produtos com precisão, antes de serem expedidos. A cadeia de distribuição está desenhada para assegurar a entrega eficiente em prazos reduzidos, evidenciando a dimensão do investimento da empresa na optimização dos seus fluxos internos.

O vídeo é muito interessante, mas atenção que tem a duração de um filme, com 90 minutos. Além disso, conseguem também perceber que estão a ser instaladas novas linhas de montagem, seja para dar seguimento à produção de produtos já existentes, como de novos – que é o coisa que não falta à Prozis, seja novas linhas de roupa, bebidas com colagénio, chocolates proteicos ou bolas proteicas, snacks perfeitos para estes dias de praia.

O melhor de tudo é que, em todos os produtos do site, podem usar o nosso cupão ECHOBOOMER, para 10% de desconto e algumas ofertas. Este mês, as ofertas são:

PROZIS/ECHO BOOMER - Julho 2025

Em compras de valor superior a 25€: Escolhem de oferta uma embalagem de Noodles de Konjac 270 gManteiga de Amendoim com sabor a Canela 250 gH2O Infusion – 8 sticks OU 4 x Protein Choc Krispees – Arroz com Chocolate Preto 24 g;

Em compras de valor superior a 45€: Recebem de oferta uma embalagem de Waffles sem Açúcares (6 un) – Sabor a Baunilha e têm de escolher entre uma embalagem de Noodles de Konjac 270 gManteiga de Amendoim com sabor a Canela 250 gH2O Infusion – 8 sticks OU 4 x Protein Choc Krispees – Arroz com Chocolate Preto 24 g;

Em compras de valor superior a 70€: Recebem de oferta uma embalagem de 4 x Piadina Super Fina, uma embalagem de Waffles sem Açúcares (6 un) – Sabor a Baunilha e têm de escolher entre uma embalagem de Noodles de Konjac 270 gManteiga de Amendoim com sabor a Canela 250 gH2O Infusion – 8 sticks OU 4 x Protein Choc Krispees – Arroz com Chocolate Preto 24 g;

Em compras de valor superior a 100€: Recebem de oferta uma embalagem de Corn Flakes Proteicos – Morango e Chocolate Branco 175 g, uma embalagem de Gourmand Selection – Compota Biológica sem Açúcares Adicionados 240 g, uma embalagem de 4 x Piadina Super Fina, uma embalagem de Waffles sem Açúcares (6 un) – Sabor a Baunilha e têm de escolher entre uma embalagem de Noodles de Konjac 270 gManteiga de Amendoim com sabor a Canela 250 gH2O Infusion – 8 sticks OU 4 x Protein Choc Krispees – Arroz com Chocolate Preto 24 g;

Além de tudo isto, ainda juntam ProzisPoints com cada encomenda, que são pontos que ganham na compra de qualquer produto – cada produto tem atribuído um determinado número de pontos. Cada ProzisPoint vale 0,01€. E sim, caso tenham ProzisPoints para utilizar, também os podemos redimir com esta encomenda.


Trust é a primeira marca de acessórios para computador com certificação ErgoCert

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Três produtos ergonómicos no catálogo da Trust receberam a classificação máxima de 3 estrelas, de acordo com a avaliação do instituto internacional ErgoCert.

A Trust anunciou que é a primeira marca de acessórios para PC a obter a certificação ErgoCert, após a avaliação de três dos seus principais produtos ergonómicos. A certificação foi atribuída pelo instituto internacional especializado em ergonomia, que reconheceu o cumprimento de critérios antropométricos, biomecânicos e de usabilidade.

O ErgoCert é um organismo independente que valida cientificamente a ergonomia de produtos através de testes práticos e análises técnicas. No caso da Trust, os produtos certificados foram os ratos Bayo II Wireless e Bayo+, ambos com design vertical pensado para reduzir a tensão no pulso, e o teclado Keyra, com um layout dividido e curvo que promove uma postura mais natural durante a digitação. De acordo com a empresa, estes modelos receberam a classificação de 3 estrelas – o nível mais elevado atualmente atribuído neste segmento.

A marca afirma que esta distinção reforça o seu foco no design centrado no utilizador e no compromisso com a saúde e conforto em ambientes de trabalho, seja em casa ou no escritório. De acordo com Dorothee de Backer, diretora de produto e marketing, este marco sublinha a ambição da Trust em tornar o trabalho saudável mais acessível a todos, através de soluções com validação ergonómica comprovada.

A empresa refere ainda que esta certificação é apenas o início de um esforço continuado para desenvolver produtos que aliam conforto, qualidade e usabilidade prática.

Netflix admite ter recorrido à inteligência artificial para reduzir custos na série The Eternaut

A Netflix confirma ter recorrido a técnicas controversas de inteligência artificial generativa para criar efeitos visuais e acelerar a produção da série The Eternaut.

A Netflix confirmou ter utilizado inteligência artificial generativa durante a produção de The Eternaut, uma série de ficção científica baseada numa banda desenhada argentina de culto. A empresa alega que a tecnologia permitiu concluir uma sequência pesada (no que diz respeito a efeitos especiais), que retrata o colapso de um edifício em Buenos Aires. Um processo que, de acordo com a empresa, foi dez vezes mais rápido de produzir do que com métodos tradicionais, e que também afirma que teria sido inviável com o orçamento disponível.

Durante a apresentação dos resultados financeiros o mais recente trimestre da Netflix, Ted Sarandos, co-diretor executivo da plataforma, descreveu o caso como um exemplo da forma como a inteligência artificial pode ser usada para apoiar os criadores durante a produção dos seus conteúdos. No entanto, também refere que esta abordagem não tem como objetivo substituir o trabalho humano, mas oferecer ferramentas que tornem os processos mais rápidos e eficientes.

Apesar dessa ressalva, uma vez que serão necessários profissionais para gerir estes elementos de produção, esta é uma abordagem controversa e alvo de críticas severas dentro e fora da indústria televisiva e cinematográfica, justificada com receios no corte de trabalhos, particularmente nos departamentos artísticos e de efeitos especiais – algo que já pode ser comprovado em The Eternaut, dado que a justificação desta abordagem se reflete nos limites de orçamento.

Esta é a primeira vez que a plataforma de streaming confirma oficialmente a integração de inteligência artificial generativa numa das suas produções, e tudo leva a crer que esta poderá ser uma solução para a empresa noutros projetos. Para já, para lá dos efeitos visuais, Sarandos indicou que estas ferramentas têm vindo a ser aplicadas noutros elementos, nomeadamente em fases de pré-produção como a pré-visualização e planeamento de cenas.

TCL lança monitor QD-Mini LED ultra-wide de 57 polegadas com resolução Dual 4K

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O novo modelo da TCL destaca-se pelo formato panorâmico 32:9 e especificações orientadas para configurações de alto desempenho.

A TCL apresentou o 57R94, um novo monitor ultra-wide com 57 polegadas e resolução Dual UHD, concebido para quem procura um ecrã que substitua as habituais configurações multi-monitor. Com tecnologia QD-Mini LED, taxa de atualização de 120Hz e tempo de resposta de 1ms, o modelo posiciona-se como uma opção de alto desempenho preparada para jogos, simulação e criação de conteúdos.

O seu painel curvo com formato 32:9 e curvatura 1000R cobre grande parte do campo de visão, prometendo uma experiência envolvente num único ecrã contínuo. A sua resolução de 7680×2160 é complementada por 2304 zonas de escurecimento local, permitindo uma gestão precisa do brilho e contraste. A TCL promete ainda um desempenho visual refinado graças à cobertura DCI-P3, profundidade de cor de 10 bits e certificação VESA DisplayHDR 1400.

Este modelo foi concebido com jogos em mente. O 57R94 suporta com AMD FreeSync Premium e Nvidia G-SYNC, oferecendo sincronização dinâmica com placas gráficas modernas e eliminando problemas como o tearing e o input lag. A marca inclui também ferramentas como Game Master, que permitem ajustar definições em tempo real, melhorar a visibilidade em cenas escuras ou manter a mira centrada.

Para além do uso em jogos, o monitor procura responder às a exigências de produtividade e de trabalho criativo, com espaço suficiente para gerir timelines, layers ou janelas em simultâneo.

O lançamento deste modelo surge após a entrada da marca no mercado europeu de monitores em 2024, reforçando a aposta da marca em formatos de grande escala e tecnologias premium. O 57R94 ainda não tem um preço oficial e deverá chegar a várias regiões da Europa até ao final de 2025.

Ecoviva Mate4 – Review: finalmente podemos beber água que sabe bem

A Ecoviva MATE4 é, sem dúvida, uma excelente escolha para quem procura melhorar a qualidade da água que consome diariamente.

Beber água é essencial, e disso ninguém duvida. Mas será que sabemos mesmo o que estamos a consumir sempre que abrimos a torneira? A água canalizada, embora tratada, pode conter impurezas e resíduos de químicos como o cloro, metais pesados e até microplásticos. Por isso, a importância de beber água filtrada vai muito além do sabor: trata-se de proteger a nossa saúde a longo prazo.

Foi com isso em mente que surgiu a Ecoviva, uma empresa que alia tecnologia de ponta a uma consciência ambiental sólida, garantindo que a água que chega aos nossos copos é verdadeiramente pura. De origem norte-americana, a Ecoviva tem vindo a expandir-se, marcando presença em diversos mercados internacionais, nomeadamente o mercado português.

Com a premissa de oferecer produtos fáceis de instalar e altamente eficientes, a Ecoviva posiciona-se como uma aliada na promoção de hábitos saudáveis e sustentáveis para todos. Mas será que cumpre realmente o que promete? Foi por isso que recebemos para análise o mais recente produto da marca, a MATE4 UV Countertop Reverse Osmosis Water Filter System EU, que, para simplificar, ao longo deste artigo será referido apenas como MATE4.

Mas antes de nos debruçarmos sobre a análise específica da Ecoviva MATE4, vale a pena perceber melhor o que é, afinal, a água de osmose reversa. Trata-se de um processo avançado de purificação que utiliza uma membrana semipermeável para remover contaminantes da água, incluindo iões, moléculas e partículas maiores. Este sistema envolve várias etapas de filtragem com recurso a diversos filtros, como um filtro de sedimentos, que elimina partículas como sujidade, areia e ferrugem; um filtro de carbono ativado, responsável por remover cloro, odores e compostos orgânicos voláteis; um filtro pós-carbono, que atua como etapa final de polimento, melhorando o sabor e o cheiro da água; e, claro, o coração do sistema: a membrana de osmose reversa (OR), que é capaz de reter elementos dissolvidos como chumbo, arsénico, nitratos e outros metais pesados. Estima-se que este processo possa remover até 99% dos contaminantes presentes na água.

Para consumo diário, o ideal seria recorrermos sempre a este tipo de água, especialmente se o sistema de osmose reversa incluir um filtro de remineralização.

Existe, para este efeito, vários tipos de filtros de água, geralmente divididos em duas categorias: os que se colocam sobre o balcão e os que ficam instalados debaixo do lava-loiça. A escolha entre um e outro deve ter em conta as vantagens e desvantagens de cada sistema, de forma a encontrar a solução mais adequada para toda a família. Assim, a MATE4 é ideal para quem procura uma alternativa prática e portátil, sem complicações na instalação. Basta ligá-la à tomada e está pronta a funcionar – ao contrário dos sistemas que exigem ligação à canalização, normalmente instalados sob o lava-loiça.

Por isso mesmo, não tivemos qualquer receio ao montar a Ecoviva MATE4 quando a recebemos em casa. O processo foi bastante simples: em primeiro lugar, colocámo-la no balcão e, graças às suas dimensões compactas de 35x20x34cm, a máquina encaixou facilmente no espaço que tínhamos selecionado – e ainda tem o bónus de ser fácil de transportar para qualquer lugar. Depois, higienizámos o tanque exterior de água e enchemo-lo com água da torneira até à linha que indica o nível máximo (MAX), que corresponde a cerca de 5 litros. Este processo é bastante simples: basta retirar a tampa, pegar no tanque pela pega embutida, enchê-lo com água e voltar a colocá-lo no sítio, tapando com a tampa própria para esse efeito. Finalmente, bastou ligar o equipamento à tomada e seguir as instruções bastante precisas do manual para a primeira utilização, que inclui um ciclo inicial de purificação. Este ciclo é iniciado automaticamente assim que a MATE4 é ligada à corrente e deve ser repetido algumas vezes, até que a água comece a sair verdadeiramente inodora e sem sabor.

Durante as primeiras utilizações, é normal que a água apresente algumas bolhas de ar. No entanto, com o uso contínuo do equipamento, estas bolhas foram diminuindo gradualmente. No nosso caso, após alguns dias de utilização, as bolhas quase desapareceram por completo, restando apenas uma ou outra de forma pontual – algo que, ainda assim, não afetou em nada a experiência de beber água.

Durante este processo inicial, é importante estar atento ao tanque de água externo, pois se este começar a ficar demasiado vazio, o sistema interrompe automaticamente a filtragem. Ou seja, o processo só é retomado quando o tanque for novamente reabastecido. Como é necessário repetir este ciclo algumas vezes na primeira utilização, pode tornar-se um pouco cansativo. No entanto, trata-se apenas de um passo inicial, uma vez que, no uso diário, basta encher o tanque consoante a necessidade diária de ingestão de água.

Em termos de conteúdo que já está incluído com a Ecoviva MATE4, esta vem ainda equipada com um sistema de filtragem por osmose reversa de 7 etapas e um filtro em compósito 6 em 1, tudo já instalado na própria máquina. Inclui também um tabuleiro magnético para recolher as pingas de água, de fácil remoção e limpeza, um manual de instruções (em inglês e alemão) e uma chave própria para substituir o filtro quando necessário. A substituição do filtro é também bastante simples: basta rodá-lo, com a chave própria, no sentido contrário dos ponteiros do relógio e puxar para cima para o remover. A frequência com que deve ser trocado depende de vários fatores, como a quantidade de água utilizada diariamente, a qualidade da água da rede local, o fluxo e pressão da água, entre outros. Como sabemos quando o devemos substituir? É isso que vos explicamos já de seguida.

O painel de controlo da Ecoviva MATE4 é tátil e bastante intuitivo, permitindo aceder a várias informações úteis sobre o funcionamento do sistema e usar a máquina de forma simples e confortável. Através de um conjunto de símbolos iluminados, é possível interpretar rapidamente o estado da máquina. Por exemplo, as letras FILTER acendem-se ou piscam para indicar se o filtro precisa de ser substituído, enquanto as letras WORK piscam sempre que a água purificada por osmose inversa está a ser produzida e automaticamente transferida para o depósito interno da MATE4. Estas letras ficam apagadas quando o reservatório interno já estiver cheio. Já as letras OUT, quando piscam, indicam que o depósito de água externa está vazio e deve ser reabastecido. Durante a nossa utilização, reparámos que, ocasionalmente, foi necessário limpar o fundo deste depósito – algo perfeitamente normal, uma vez que é ali que a água não filtrada é armazenada. Com o tempo, podem acumular-se algumas impurezas ou resíduos, pelo que recomendamos uma limpeza regular do depósito para garantir o bom funcionamento do sistema.

A Ecoviva MATE4 conta ainda com um sistema de esterilização por luz UV. Quando as letras UV estão iluminadas no painel de controlo, significa que o processo de esterilização está ativo, garantindo uma desinfeção adicional da água armazenada e evitando a proliferação de bactérias. Estas letras estão sempre ligadas enquanto a MATE4 dispensa a água. Por fim, as letras TDS (Total Dissolved Solids) indicam a qualidade da água filtrada, ou seja, a quantidade de substâncias sólidas dissolvidas na água, como sais, compostos orgânicos ionizados ou até metais pesados. Quando o valor apresentado é inferior a 99 ppm (partes por milhão), a água é considerada de boa qualidade, sendo que valores abaixo de 50 ppm indicam uma qualidade excelente. Estes números são apresentados diretamente no ecrã da Ecoviva MATE4, permitindo-nos acompanhar com precisão o nível de pureza da água em tempo real. No nosso caso, os valores de TDS nunca ultrapassaram os 200 ppm, e foram diminuindo de forma notória à medida que a água era filtrada. Este dado reforça a importância de utilizarmos sistemas de filtração eficazes como o MATE4, já que a água da torneira, embora tratada, pode ainda conter impurezas significativas que comprometem a sua qualidade. E isso percebe-se não só nos números, mas também nos sentidos: passámos de uma água com cheiro forte e sabor desagradável, para uma água totalmente inodora e sem sabor.

Os restantes símbolos por baixo do visor servem para selecionar a temperatura da água: normal, 45 °C, 85 °C e 100 °C. Por norma, selecionamos sempre a opção de temperatura normal para obter água à temperatura ambiente. No entanto, por vezes, sobretudo para preparar chá, utilizámos a opção de 85 °C, que está indicada exatamente para esse fim. A água sai sempre bastante quente, sendo, por isso, necessário algum cuidado para evitar queimaduras.

Esta função de água quente revela-se extremamente útil, pois permite acesso rápido a água quente para chás, cafés, cozinhados ou até mesmo limpezas, sem necessidade de recorrer a outros aparelhos domésticos. Além disso, é bastante rápida (dependendo da quantidade de água quente que seja necessária lá está) e muito conveniente.

Ao lado das teclas de seleção de temperatura, encontram-se as opções que permitem escolher a quantidade de água a ser dispensada pela Ecoviva MATE4: 150 ml, 300 ml ou 500 ml. Logo abaixo, está a tecla de bloqueio LOCK, uma funcionalidade especialmente útil em casas com crianças, pois ajuda a prevenir situações indesejadas, como inundações acidentais ou queimaduras, garantindo assim uma utilização mais segura do equipamento. Importa realçar a existência de sinais sonoros, que se fazem ouvir sempre que se seleciona uma tecla ou quando a água purificada deixa de sair. Estes alertas auditivos funcionam como um auxílio prático ao utilizador e, no nosso caso, revelaram-se bastante úteis, pois mesmo estando noutra divisão da casa que não a cozinha (onde está instalada a Ecoviva MATE4), conseguimos perceber como está a decorrer o processo iniciado, sem necessidade de vigilância constante.

O processo para dispensar água à temperatura ambiente é bastante simples: colocamos o copo no tabuleiro, selecionamos o botão com a quantidade de água desejada e, de seguida, a opção de temperatura, neste caso “Normal Temp”, e a água é dispensada automaticamente. O procedimento é igual caso se pretenda mais ou menos quantidade de água. Para água quente, basta escolher o nível de temperatura pretendido no botão correspondente. A única diferença é que, por segurança, é necessário carregar primeiro no botão “LOCK” antes de selecionar tanto o volume como a temperatura da água quente que pretendemos.

Já o seu depósito de armazenamento interno, tendo em conta que o processo de osmose reversa pode ser relativamente lento, leva a que muitos filtros de água no mercado optem por incluir um reservatório onde a água purificada é armazenada, garantindo assim que está sempre disponível quando necessária. No entanto, importa realçar que o depósito de armazenamento do Ecoviva MATE4 pode ser algo limitado para quem precisa de filtrar grandes quantidades de água diariamente, já que tem 750ml de capacidade. Para um utilizador individual, esta limitação dificilmente representa um problema, mas, no caso de famílias com dois ou mais membros, pode tornar-se um pouco frustrante. Isto porque, após duas descargas consecutivas de 500ml e 300ml, é necessário aguardar cerca de 15 minutos até que o sistema volte a estar pronto para fornecer mais água filtrada.

No nosso caso, em contexto doméstico, utilizamos um jarro de 1,8l, que gostamos de encher todos os dias. Com a Ecoviva MATE4, o processo segue um ritmo muito específico: ao ligar o dispensador, os primeiros 500ml demoram cerca de 1 minuto e 7 segundos a ser dispensados. Se pedirmos logo de seguida mais 300 ml, são precisos cerca de 40 segundos, mas desta vez conseguimos apenas obter cerca de 250 ml. A partir daí, o indicador WORK começa a piscar, sinalizando que o sistema está a recarregar o depósito interno com água purificada – um processo que demora cerca de 15 minutos. Depois deste tempo de espera, podemos repetir o ciclo: os primeiros 500 ml saem em pouco mais de 1 minuto, e os seguintes 250 ml em cerca de 30 a 40 segundos. Este processo tem de ser feito mais uma vez para finalmente conseguirmos encher o nosso jarro de 1,8 litros. Tudo isto leva cerca de 35 minutos até ficar concluído. É um processo um bocado chato, não vamos mentir, e certamente que é um ponto que poderá ser melhorado numa Ecoviva MATE5.

É importante referir que, durante os primeiros minutos da recarga, não é possível retirar água enquanto a máquina está a filtrar. No entanto, passados alguns minutos, torna-se possível dispensar água mesmo enquanto esta está a ser filtrada e transferida para o depósito interno. Esta funcionalidade torna o processo mais prático, especialmente quando é necessário encher recipientes maiores em várias etapas. No entanto, para garantir a qualidade ideal da água, é recomendável aguardar que o indicador WORK deixe de piscar, assegurando assim que o depósito interno está totalmente cheio e a funcionar com a máxima eficiência.

No nosso uso diário, a água fornecida pela Ecoviva MATE4 apresenta geralmente um valor de TDS entre 30 a 50, o que indica um nível de pureza excelente. No entanto, se solicitarmos água enquanto o sistema ainda se encontra no processo “WORK” – ou seja, enquanto está a reabastecer o depósito interno com água filtrada -, o valor de TDS pode subir temporariamente para cerca de 150, refletindo uma ligeira queda na pureza devido à sobreposição entre a filtragem e a dispensação.

É importante referir que todo este processo de purificação da água é certificado pela SGS, uma entidade reconhecida internacionalmente pela sua imparcialidade e rigor. Esta certificação é feita relativamente ao seu filtro em compósito 6 em 1 assegura que a informação relativa à pureza da água fornecida pela Ecoviva é fidedigna. Os relatórios emitidos por esta entidade podem ser consultados diretamente no site da Ecoviva, que oferece assim aos seus clientes total transparência quanto à eficácia do sistema de filtração.

E eficácia é mesmo a palavra do dia, já que a taxa de purificação da MATE4 é de 3:1 (água pura vs. água rejeitada), o que torna este sistema 375% mais eficiente do que muitos modelos concorrentes no mercado, segundo a amrca. Desta forma, garante-se um desperdício mínimo de água, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e permitindo ainda ao consumidor alguma poupança.

Por último, resta mencionar o preço de 380€ – neste momento conseguem aplicar um desconto de quase 70€ – da MATE4, que pode não ser o mais simpático do mundo, mas que não choca tendo em conta aquilo a que se propõe e faz (e bem). Além disso, evitam comprar garrafões de água, ajudam o ambiente e pouca diferença irão notar na fatura de água – se compram muita água de “marca” e investirem nesta máquina, em cerca de um ano deverão conseguir justificar o valor investido.

Update: Entretanto, estando nós a testar outro tipo de máquina, percebemos que a Ecoviva não merece selo de Recomendado, nem sequer uma boa pontuação, dando constantemente erro E2.

Este dispositivo foi cedido para análise pela Ecoviva.

Monção, capital do Alvarinho: uma viagem ao Alto Minho e ao melhor da tradição vinícola

Este ano, a Feira do Alvarinho de Monção, considerada a Maior Wine Party de Portugal, decorreu entre 3 a 6 de agosto. O Echo Boomer foi numa press trip e conta-vos um pouco do que se passou por lá.

Há territórios que merecem ser celebrados de múltiplas formas. Primeiro que tudo, pelas pessoas, depois, pela natureza que se verte em belas paisagens, e não menos pelas tradições que fazem de Monção e de outras terras que lhe são próximas, como Melgaço, o coração do Alto Minho. Entre vinhos únicos, como é o caso do Alvarinho, cujo frescor cítrico e notas minerais nos falam de uma terra sem igual, a gastronomia farta e um povo com orgulho no que tem e no que é, esta região proporciona uma volta inesquecível a quem se dispõe a conhecer as terras do rio Minho, um dos mais belos e poéticos de Portugal. Passadiços panorâmicos, vinhas que preenchem biografias de ilustres, palácios, memórias, sabores – tudo aqui nos espera – e uma certeza: a vontade de regressar é garantida.

Foi numa press trip inesquecível de três dias pela Rota do Alvarinho que ficámos a conhecer um dos pontos mais altos da vida do Alto Minho, a Feira do Alvarinho, evento que honra e divulga não só os vinhos únicos dos produtores da região de Monção e Melgaço, como também outros produtos e tradições que colocam Monção no centro dos roteiros turísticos e tornam esta Vila cheia de história(s) num local ideal para visitar e passar uns dias bem passados, seja agora, em pleno verão, seja em qualquer outra época do ano.

Dia 1 – A hospitalidade e a primeira experiência dos sabores minhotos

Depois de uma cómoda viagem rumo ao Norte, fizemos o check-in na tarde de quarta-feira, 2 de julho, no Hotel D. Afonso, em Monção.

O D. Afonso é um simpático hotel de duas estrelas. Em primeiro lugar, a hospitalidade minhota fez-se sentir de imediato. O sentimento familiar, a conversa com os hóspedes, a disponibilidade, tudo faz parte da magia do lugar. Por sinal, não se pode escolher um lugar mais esplêndido. Situados por cima do Hotel das Termas, ficámos, pois, bem perto do rio Minho e da sua frondosa paisagem, a dar para a beleza da serrania, raias de Espanha ali defronte…

Depois, o conforto do quarto foi favorável a um momento de descanso que nos ajudou a relaxar da viagem; esta, aliás, quase que acaba por não parecer assim tão longa, para quem parte de Lisboa. Os quartos apresentam confortáveis camas duplas e todas as comodidades indispensáveis para uma estadia tranquila. São luminosos e espaçosos, com uma janela de parede a parede, contígua a uma varanda privativa cujas vistas se estendem sobre os frondosos plátanos do Ecoparque da Vila de Monção: um verdadeiro oásis de paz, perfeito para um brinde ao pôr do sol ou para apreciar a envolvência destas terras sagradas de Portugal. A acolhedora sala de pequeno-almoço agradou-nos assim que entrámos, e ficámos a conhecê-la melhor no outro dia de manhã, mas já lá iremos.

Conforme planeado, fomos ao encontro de um jantar memorável. A Vila de Monção dispõe de uma agradável zona comercial em espaço aberto, moderna, ao estilo outlet, com várias lojas e restaurantes. Um desses espaços é uma segunda versão de um restaurante local bastante conceituado pelas suas costeletinhas de porco, o Chiote. Rumar ao restaurante Chiote Monte da Mina é, pois, uma ótima aposta para quem visitar a zona. A esplanada moderna, com pérgolas e luzes quentes, convida a longas conversas, mas é na qualidade dos pratos e na sua substancial adega, com um portentoso escaparate de vinhos Alvarinho de todas as idades e tipos a decorar a entrada, que esta conhecidíssima churrasqueira de Monção se revela um ponto de honra neste roteiro: carnes grelhadas no ponto, acompanhadas por vinhos Alvarinho de produtores locais. Frutado, fresco, com aquela acidez vibrante que limpa o palato e pede mais um trago, o Alvarinho, para principiantes requer algum cuidado: escorrega bem, mas é um vinho forte, apesar do paladar super agradável e suave. Mas fiquem descansados os debutantes da boa pinga: depois de se habituarem, nunca mais se esquecerão desta experiência. Quanto a nós, oxalá se repita!

Depois de uma sessão de prova de diversos vinhos, de que se destacam renomados verdes e espumantes deste terroir único que é terras de Monção e Melgaço, como o Alvarinho Deu la Deu, o Casa do Capitão-Mor, Alvarinho Reserva 2023, entre outros, vieram para a mesa as entradas. Coloridas e apetitosas, foram o o mote perfeito de uma refeição à moda do Minho que se pautou pelo Bacalhau Frito no Chiote, um dos pratos principais desta casa e que é uma verdadeira pérola da cozinha minhota. O bacalhau (natural de lascas tenras e suculentas por dentro), servido em postas generosas, apresenta uma crosta dourada e estaladiça e é acompanhando por uma cama de batatas fritas pala-pala naturais onduladas e legumes cozidos que fornecem frescura e um contraste ao prato. Este manjar é dourado por uma fatia de bacon frito e uma deliciosa gamba, com alguma maionese. Para finalizar, tivemos uma maravilhosa sobremesa de frutas frescas variadas e um toque de leveza e frescor dos semifrios de caramelo e morango…

Dia 2 – A Rota do Alvarinho

Quem quiser conhecer os pontos principais da Rota do Alvarinho, tem de dispor de pelo menos um dia para cumprir cabalmente esse objetivo. Além dos pontos mais atrativos no centro histórico da Vila de Monção – entre eles, a lendária estátua da heroína nacional e local Deu-la-deu Martins (cuja lenda algum folclore entrosa com o mito grego de Danaide, uma mítica bisneta do deus Poseidon) -, há uma série de monumentos e pontos curiosos a conhecer.

Nos arredores da vila estendem-se, igualmente, ex-libris que não podem ser descartados. Assim, o nosso périplo pelas belezas e “jóias” de Monção iniciou-se na manhã de 3 de julho, bem cedo, com um autocarro a partir do Parque das Caldas, ponto nevrálgico da Feira do Alvarinho, em direção a uma autêntica pérola do património local que representa a própria história e tradição vinícola de Monção.

Primeira paragem obrigatória: Palácio da Brejoeira. Este magnífico monumento é, na verdade, um ponto mais do que assinalável no mapa exploratório de Monção para quem quiser ficar a conhecer minimamente esta região, não só pela grandiosidade do edifício, mas também pelo modo como a sua história se imbrica num dos casos de produção vinícola de maior sucesso em Portugal. Mandado edificar em 1806 pelo fidalgo Luís Pereira Velho Moscoso, este imponente monumento da história local cuja construção durou uns longos 28 anos revela-nos fascinantes histórias de vida e de resiliência das suas gentes, transportando-nos para as origens dos próprios vinhos Alvarinho.

O Palácio da Brejoeira é um dos casos que inspiraram novelistas de renome, como Agustina Bessa-Luís, para a construção de personagens emblemáticas do contexto regional minhoto. Passando por dentro de histórias de vida em que palácio e vinhas criaram raízes como projetos que ocuparam sucessivas gerações, nasce e frutifica um caminho de sucesso, fruto de uma enorme resiliência e visão de futuro: o Alvarinho. Este vinho, que tem na Brejoeira um terroir único, reúne tradições vinícolas milenares, com um profundo desejo de inovação que ao longo de décadas foi desafiando os seus limites históricos e reais possibilidades.

Construído em 1806, este palácio, além de ser uma atração turística e marca consagrada de uma produtora de vinho Alvarinho e aguardente vínica velha (ambos com a marca heráldica dos antigos proprietários da Brejoeira), é um marco histórico fascinante, espelho da diáspora de individualidades marcantes no tecido sócio-económico da região e de sucessivas vagas geracionais cuja força, talento e produto de trabalho ali se concentraram.

Após o fim da linhagem Moscoso, a fundadora, o palácio, então danificado, foi adquirido e restaurado em 1901 por Pedro Maria da Fonseca Araújo, comerciante e presidente da Associação Comercial do Porto, que introduziu neste monumento o distinto estilo oriental, nomeadamente no mobiliário. Em 1937, a propriedade foi presenteada a D. Hermínia por seu pai, Francisco de Oliveira Pais. D. Hermínia foi, então, a grande obreira do vinho Alvarinho. Habituada à vida da capital, veio da Lapa para Monção, para assumir o governo da propriedade que lhe tinha sido legada.

D.Hermínia criou a Sociedade Anónima Palácio da Brejoeira, em 1999, para garantir a continuidade da sua obra, viveu no palácio até 2015, data da sua morte aos 97 anos e é ainda possível ficar a conhecê-la, para além da marca indelével da sua obra patrimonial, através dos retratos que decoram o interior dos salões, onde podemos comprar uma rapariga de 18 anos retratada num quadro a óleo, com penteado oitocentista de grandes rolos e vestido de rabo alto a descer pelo chão, e a simpática e bonita senhora nonagenária legatária de tão grande obra, já numa fotografia recente, como se fosse possível a um ser humano atravessar as ondas temporais do passado e do presente! Absolutamente fascinante! Depois, toda a casa, que Hermínia adotou como residência permanente, é um portento da época: um autêntico tesouro, diria inesperado, em azulejaria que reproduz cenas mitológicas, tão ao gosto da época, tetos trabalhados, salões que refletem uma beleza e cultura ímpares, repletos de pinturas, porcelanas chinesas, objetos de arte e com cortinas ainda do tempo da inauguração do palácio… Enfim, espaços privados onde os espelhos da casa devolveram a convidados régios, como o Príncipe D. Luís, a imagem de uma noite em que ali pernoitara…

Emílio Rocha de Sousa Magalhães é hoje o curador deste lugar histórico ainda desconhecido de muitos e o responsável pela área vitivinícola da propriedade, sendo conhecido como o “enólogo” do Palácio da Brejoeira. De referir que o brasão da família ocupa lugar de destaque no friso superior da lareira do salão princicipal e pode ser encontrado no selo dos vinhos da casa.

A visita ao palácio não se esgota nos salões. Depressa contactamos com outros espaços que, de certo modo, recriam o ambiente que se vivia em muitos dos palácios da capital lisboeta, mas aqui trasladado para a província minhota. Além dos luxuosos salões e de um jardim de inverno de inspiração neoclássica e pendor colonial, a casa dispõe de teatro próprio, um local diáfano, irreal quase, com cenários pintados, longas cortinas e confortáveis assentos, tornando-se num exemplar fascinante deste tipo de equipamento numa época em que os salões de teatro eram em grande parte apanágio de casas particulares e o género teatral se tornou, em si mesmo, um instrumento de cultura, recreio e educação do século XIX.

Não menos surpreendente é a capela privada devotada a S. Sebastião, com três ordens de varandins, sendo o último, o mais alto, destinado aos criados da casa com o intuito de estes não se misturarem com os fiéis comuns que vinham de fora do palácio assistir às missas. A sala de armas, por sua vez, reserva-nos um olhar sobre relíquias históricas como espadas ofertadas a D. Hermínia, lanças, adagas, setase outras armas, na maioria oriundas de paragens africanas, cuja datação é impossível determinar mas que constituem certamente autênticos achados arqueológicos.

Um ponto imprescindível desta visita são os jardins exteriores do palácio, com as suas cameleiras mandadas plantar pela proprietária, espaços que se alongam no terroir que começou por ter cunho experimental quando D. Hermínia considerou implementar a vinha e o vinho como forma de sustento do seu património e legado da própria família. Numa parte mais privativa dos jardins, decorriam amenos convívios ao ar livre, entre eles, claro, os famosos bailes e as conversas mais íntimas, que tornavam o palácio no ponto nevrálgico da convivialidade social da época.

Inesquecível, como não podia deixar de ser, é a adega, onde ainda se respira o espírito do lugar. Ficamos a saber que a ação de D. Hermínia foi crucial ao revolucionar a produção vitivinícola, substituindo em 1964 o “vinho tinto de enforcado”, tradicional das regiões dos vinhos verdes, pela plantação de Alvarinho. O seu objetivo era criar um vinho de qualidade superior que representasse o palácio. Vicissitudes ligadas à Revolução do 25 de Abril atrasaram um pouco a chegada ao mercado do primeiro Alvarinho da Brejoeira, que acabou por ocorrer em 1976. Além do vinho, a adega produz uma sofisticada aguardente velha vínica, envelhecida em carvalho francês por 14 a 15 anos, resultando num produto de grande elegância.

Claro que, para finalizar, e junto à loja e museu do palácio, tivemos uma prova de degustação dos vinhos Alvarinho, em que, por cortesia, nos foi também proporcionada a prova da bagaceira Quinta de Alderiz, macia, de sabor frutado, representativa desta casta de vinhos e dos seus processos.

Algumas das maravilhas da freguesia de Lara: Castelo de Lapela, velho Guardião da Fronteira e os Passadiços da Cascata do Fojo.

O roteiro pela histórica freguesia de Lara continua, agora em direção a monumentos que povoam as memórias mais antigas de Monção. Uma das paragens mais belas ergue-se imponentemente na margem lusitana do rio Minho, a Torre de Lapela. Este é um marco histórico que nos transporta aos séculos das lutas contra Castela, quando as águas do rio e as suas gentes eram bastiões na defesa do território e da nacionalidade.

O Castelo de Lapela foi erguido quando Monção, nesse contexto, se tornou uma linha de fronteira crucial. A localização e estrutura do castelo foram pensadas para o controlo da região e a defesa do território. Anteriormente, existiam apenas pontos de bloqueio mais afastados mas, com a definição das fronteiras atuais, tornou-se essencial uma fortificação estratégica como esta.

Este monumento dispõe de cartazes e de um vídeo explicativo que permitem ter uma perceção mais clara da importância histórica e estratégica deste castelo e da Torre de Lapela, que esteve por várias vezes prestes a ser demolida, ao longo da história, mas felizmente sobreviveu a esses intentos obtusos e ainda hoje se ergue como um bastião na paisagem.

Hoje, do alto das suas ameias medievais, o rio Minho é uma maravilha natural com duas calmas margens separando países irmãos, dois territórios e jurisdições diferentes – Portugal e Espanha – que se tocam, unidos por toda uma rica herança comum à região.

Não é por acaso que encontramos à entrada do hotel D. Afonso, e citados aqui e além, os famosos versos “A Galiza mail’ o Minho”, em homenagem ao poeta local João Verde, que celebram a ligação transfronteiriça:

“Vendo-os assim tão pertinho,
A Galiza mail’ o Minho
São como dois namorados
Que o rio traz separados
Quase desde o nascimento.
Deixai-os, pois, namorar,
Já que os paes para casar
Lhes não dão consentimento.”

Os Passadiços de Monção são outra maravilha da terra. Constituem uma rede de percursos pedestres que oferecem aos viajantes uma oportunidade de imersão na natureza. Uma parte situada junto ao rio Minho faz a ligação entre a zona ribeirinha e o centro histórico da vila, proporcionando vistas panorâmicas sobre as muralhas de Monção, a paisagem fluvial, os vinhedos e as áreas de cultivo. Integrados na Ecopista do Rio Minho, estes passadiços estendem-se e ligam Monção a outras localidades, como Valença e Viana do Castelo, sendo ideais para caminhadas e passeios de bicicleta. Os visitantes podem ainda apreciar a beleza natural das pesqueiras e da margem galega. O acesso é gratuito e os percursos são de dificuldade fácil.

Mas é bem no coração da freguesia de Lara, no percurso conhecido como “Monção Molinhos” ou Trilho da Cascata do Fojo, que a natureza exuberante de Monção se revela em todo o seu esplendor, associada às formas de vida mais ancestrais do lugar. Com a água a serpentear entre a vegetação, o nosso olhar prende-se nos moinhos seculares, alguns já meio derruídos, outros ainda de pé – cada qual com o nome dos antigos molineiros -, que se distribuem pelas margens por onde correm as águas em marulho. A vegetação densa, rica em diversas espécies, o canto das aves, tudo ali contribui para a experiência única que se pode viver em Monção.

Porque, em Monção, até a comida tem História(s)…

A Rota do Alvarinho é, com efeito, uma rota gastronómica e tem, como tal, momentos e lugares inesquecíveis. Nesse sentido, Monção e Melgaço são paragens obrigatórias para qualquer visitante que queira conhecer iguarias como o Cordeiro à Moda de Monção, o Cozido à Portuguesa e os Rojões, todos harmonizados na perfeição com o néctar dourado da região. Assim, fizemos uma paragem no Forno da Vila, para os forasteiros assistirem à preparação do cabrito ou borrego assado (somente a parte final…). Manda a tradição assar o cabrito lentamente, com o aroma a espalhar-se pelo ar, no que é um convite à celebração da boa comida e da festa minhota.

A etapa seguinte, obviamente, é o almoço. Como não podia deixar de ser, foi o Borrego Assado à moda de Monção, com o célebre arroz estufado no caldo do cozido. A refeição de grupo, um momento de convívio memorável informal e descontraído, decorreu na Quinta da Vila Nova, em mesas corridas, à sombra de um velho ulmeiro.

A narrativa sobre este lugar foi-nos sendo contada pelo simpatiquíssimo dono e proprietário da quinta, agora dedicada a eventos. Centra-se na história da casa que Pedro Lobato outrora mandou construir para estadias de fim de semana, mas para onde acabaria por se mudar permanentemente, isto, há cerca de 400 anos…

No inverno, o Rio Gadanha, que passa por ali, causava cheias que impediam a deslocação dos habitantes da aldeia de Pias, e em particular, o acesso à igreja e ao centro da vila. Para resolver este problema, Pedro Lobato decidiu transferir uma pequena capela que se encontrava “no meio dos pinheiros” para dentro da sua propriedade. Uma lenda local, aliás, associa esta capela aos Caminhos de Santiago, concretamente a São Gregório, sugerindo que o santo poderá ter pernoitado numa igreja “perto de pinheiros” durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela, pelo que este pequeno templo poderá ter estado na rota dos que atravessavam a região pelo interior, passando por Pias.

Ao longo destes caminhos, existiam diversos oratórios e capelas abertas com bancos laterais, que serviam de apoio e repouso para os peregrinos durante as suas romarias. Embora não se saiba ao certo se a pernoita numa destas capelas viradas para a estrada era comum, a verdade é que estas estruturas eram essenciais para os viajantes.

Ouvem-se estas belas narrativas à medida que o almoço avança e, entre golos de Alvarinho bem fresco, chega a vez das sobremesas, com os doces típicos de Monção: roscas, rosquilhos e papudos, deliciosamente cobertos de uma fina cobertura de açucar cristalizado, nuns, ligeiramente baunilhada, noutros, com travo de aniz. Enfim, e porque atrás de uma história vem logo outra, sobretudo quando a narrativa popular se entrelaça com a crónica de costumes local, mais interessante e singular se torna a viagem da descoberta. Uma das peculiaridades mais interessantes da cultura minhota é personificada pela Confraria da Foda de Pias – Monção. Esta associação cultural dedica-se a defender, valorizar e promover o Cordeiro à Moda de Monção, conhecido popularmente como “Foda à Monção”. O nome, embora peculiar, tem origem na tradição das feiras de gado, onde a expressão “Que foda!” era usada por compradores desiludidos com ovelhas menos “carnudas”. Tal acontecia por vezes depois de os produtores alimentarem intencionalmente os animais com forragem salgada, fazendo-os beber muita água e, como tal, parecerem mais gordos e pesados no momento do acerto do preço. Fundada em 2016, a confraria, composta por elementos da junta de freguesia, restaurantes e produtores, tem sido fundamental na promoção do prato, organizando anualmente a Feira da Foda. O reconhecimento culminou em 2018, quando o Cordeiro à Moda de Monção foi eleito uma das 7 Maravilhas de Portugal à Mesa, elevando o seu estatuto e o da confraria a um patamar nacional. A presença de figuras como os homens da Confraria da Foda, trajados a rigor, na Feira do Alvarinho, exemplifica a forma como as tradições e a cultura local se entrelaçam fortemente com a promoção do produto.

Inauguração da Feira do Alvarinho: o ponto alto da trip, em estilo de, como alguém lhe chamou, “a maior Wine Party de Portugal”

O ponto alto da viagem está aqui, sem dúvida, na Feira do Alvarinho de Monção, que teve este ano a abertura da sua 28ª edição, no Parque das Caldas, ao final da tarde, e onde, tal como esperado, pudemos mergulhar mais profundamente no universo do Alvarinho e das suas raízes etnográficas.

O ambiente vibrante e a expetativa eram palpáveis, a par de um calor que só se atenuava junto às belas margens do rio Minho (belas, mas inapropriadas para banhos, note-se). Com a presença do Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes (carinhosamente tratado pela gente da terra como “o senhor ministro José Manel Fernandes”) e do Presidente da Câmara de Monção, António Barbosa, que proferiu o discurso de abertura, a feira foi oficialmente declarada aberta.

O Presidente da Câmara de Monção sublinhou, com orgulho, que a feira é “o coração de um produto que transformou Monção e Melgaço, projetando-os internacionalmente e gerando uma riqueza sem precedentes”. António Barbosa descreveu e enquadrou o evento da Feira do Alvarinho no contexto das políticas vinícolas da região, das características do territoróio, das suas gentes, não deixando de fazer referência à necessidade de apoio aos produtores e à questão das acessibilidades.

O sucesso, lembrou, pode ser medido pela afluência massiva esperada: “São esperados mais de 120.000 visitantes”, num testemunho do crescimento e da popularidade deste evento marcado pela presença de mais de 30 expositores representativos dos vários produtores vitivinícolas, entre outros produtos regionais e coletividades da região, e a presença de muitas individualidades, bem como de diversos meios de comunicação.

A intervenção seguinte coube ao Ministro da Agricultura, que reforçou a importância do evento para a promoção do vinho Alvarinho e para a dinamização económica da região, pelo facto de ser um produto que se tem elevado a um patamar superior, destacando-se pela sua elegância e qualidades únicas. O sr. ministro sublinhou a exclusividade deste vinho, referindo-se à sua importância económica para a região e à sua exclusividade: “O nosso objetivo é que ele [o Alvarinho] consiga criar riqueza”, o que é possível graças às suas “especificidades únicas”, pois “o Alvarinho de Monção é único”.

Em entrevista ao Echo Boomer, o senhor Vereador da Ação Social, Cultura e Turismo, João Oliveira, salientava a importância do Selo de Região, como garantia de exclusividade e especificidade dos vinhos expostos e comercializados nesta Feira do Alvarinho, onde se reuniram mais de 30 produtores e representantes desta famosa casta de vinhos portugueses de Monção e Melgaço.

Às 20h, decorreu o jantar em plena Feira, num dos restaurantes que agregaram uma série de individualidades. Uma das especialidades servidas foi o Bacalhau com Batatas a Murro e Broa. No melhor da cozinha minhota, este prato apresenta-se à mesa com uma bela posta de bacalhau, tenra e suculenta, acompanhada pelas inconfundíveis batatas a murro, com a sua pele rugosa e interior cremoso. Complementando o conjunto, a fatia de broa de milho esboroada, aromática, embebida em azeite, confere a esta experiência gastronómica um paladar ainda mais rústico. A alternativa estava visto qual era: “Foda à Moda de Monção”, ou seja, fatias deliciosas de borrego assado no forno, com arroz estufado.

A noite encerrou em grande estilo com o concerto de Rui Veloso, figura incontornável da música portuguesa, que fez vibrar a multidão, sem deixar de erguer um copo fresco de Alvarinho entre duas guitarradas: “Ah, já estava a precisar disto!”, exclamou o artista, presenteando o público com a sua personalidade forte e estilo descontraído.

Dia 3 – Hora da partida: para a próxima há mais!

O terceiro dia foi o das despedidas. Fica-se com a impressão de ter estado em casa, entre amigos, para junto de quem se quer voltar em breve… Monção e Melgaço são, hoje, muito mais do que destinos de enoturismo: são exemplos de como um produto pode ser motor de desenvolvimento, quando apoiado por estratégia, comunidade e visão. A 28ª edição da Feira do Alvarinho, que encerrou no domingo, 6 de julho, reafirmou de facto a sua posição como um dos eventos de vinho mais importantes de Portugal, com um volume de negócios que ronda, estima-se, os 2.000.000€. Como disse o Presidente da Câmara, “o Alvarinho é, cada vez mais, parte da nossa identidade coletiva e um símbolo do que somos capazes de fazer quando acreditamos no nosso território”.

Sobre a visão da equipa da Câmara Municipal, que trabalha arduamente todos os anos na Feira do Alvarinho recaem os maiores elogios. Nunca nada foi deixado ao acaso. São precisamente exemplos como este, de políticas de proximidade e dedicação, que devem ser seguidos, quando o resultado fica bem à vista, num evento capaz de refletir o espírito comunitário e impulsionar o sucesso desta feira e de toda uma região. Para os visitantes, sejam eles enoturistas ou não, são oportunidades únicas de conhecerem paragens fascinantes, pelas suas gentes e a sua cultura, ou, a partir de agora, regressarem a Monção para uma experiência imersiva na natureza, história e cultura de uma região absolutamente inesquecível e que fica, afinal, a poucas horas de Lisboa graças às excelentes vias de acesso.

De partida, fica a sensação de que esta região tem o que é preciso para continuar a crescer – com os pés bem assentes na terra e os olhos postos no futuro. A memória dos concertos, das paisagens, da história, da generosidade e do calor e, claro, dos majares e do inconfundível sabor do Alvarinho, que alguns definem como um “vinho elegante”, permanecerá por muito tempo, comprovando que, de facto, “Monção deixa marca”.

Transavia estreia serviço de revenda de bilhetes de avião

A Transavia tornou-se a primeira companhia aérea do seu segmento a disponibilizar este tipo de funcionalidade.

A Transavia France, companhia aérea de baixo custo do grupo Air France-KLM, estreou esta semana uma funcionalidade inédita no setor low-cost francês: um sistema de revenda de bilhetes acessível através dos seus canais digitais. A medida resulta de uma colaboração com a startup tecnológica Fairlyne e visa oferecer uma alternativa prática aos passageiros que, por qualquer motivo, já não pretendam utilizar os seus bilhetes.

Através desta nova solução, os clientes da Transavia podem, sob determinadas condições, colocar os seus bilhetes novamente à venda. A funcionalidade está integrada no ambiente digital habitual da companhia e dispensa intermediários. A tecnologia, desenvolvida pela Fairlyne, permite uma gestão interna e automatizada do processo, assegurando controlo e segurança em todas as fases da revenda.

O procedimento encontra-se disponível na secção ‘A Minha Transavia’, no site oficial da companhia. O bilhete pode ser colocado à venda até uma hora antes da partida do voo e, caso seja adquirido por outro passageiro, o titular original poderá ser reembolsado até 50% do montante total pago, incluindo uma parte mínima correspondente às taxas. A possibilidade de revenda depende, no entanto, da procura existente para o voo em causa.

A Transavia torna-se, assim, a primeira do segmento a disponibilizar este tipo de funcionalidade, procurando responder a uma necessidade identificada entre os passageiros: maior flexibilidade na gestão das reservas.

Microsoft encerra serviço de venda de filmes e séries nas consolas Xbox e PCs Windows

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As compras anteriores continuam acessíveis aos utilizadores, mas o serviço deixa de permitir novas aquisições.

A Microsoft decidiu descontinuar por completo a secção de Filmes e TV da loja digital da Xbox e do Windows. A mudança, que apanhou muitos utilizadores de surpresa, implica o fim da venda e aluguer de filmes e séries através da aplicação dedicada.

A informação foi comunicada pela própria Microsoft através de notificações nas consolas Xbox e na sua aplicação oficial, assim como uma atualização na página de suporte. De acordo com a marca, “deixou de ser possível comprar novos filmes e séries”. No entanto, os conteúdos comprados anteriormente mantêm-se disponíveis na biblioteca dos utilizadores, através da aplicação Filmes e TV, tanto na Xbox como em dispositivos Windows.

No caso dos PCs, será possível continuar a fazer download dos títulos com reprodução até resolução HD, mas na Xbox o acesso permanece apenas via streaming, sem opção de transferência. Para além disso, o suporte a ficheiros pessoais e servidores locais de media continua funcional nas consolas.

A Microsoft relembra ainda que serviços como Amazon Prime Video, Apple TV ou Fandango at Home continuam disponíveis nas lojas digitais da Xbox e Windows, oferecendo alternativas para quem quiser adquirir ou alugar conteúdos.

Digno também de mencionar é que não é possível migrar os filmes comprados para outras plataformas. A única exceção aplica-se a utilizadores nos Estados Unidos, onde é possível associar alguns títulos à plataforma Movies Anywhere, desde que compatíveis. Em nenhum caso será possível pedir reembolso pelas compras feitas até à data.

O encerramento do serviço marca o fim de uma funcionalidade que esteve presente nas consolas Xbox desde os tempos da Xbox 360, usada por muitos utilizadores para aceder a filmes diretamente da consola, numa altura em que o aluguer de filmes começava a ganhar espaço no ambiente online. Entretanto, a aplicação já foi removida da loja da Xbox, restando apenas como plataforma de acesso ao histórico de conteúdos adquiridos.

Veuve Clicquot lança primeiro Sun Club em Portugal no icónico Beach Club de Vale do Lobo

O Algarve recebe pela primeira vez o Sun Club da Veuve Clicquot. O espaço, no Beach Club de Vale do Lobo, estará em funcionamento até ao final de outubro.

O emblemático Beach Club Vale do Lobo, no Algarve, recebe este verão a estreia do primeiro Sun Club da Veuve Clicquot em território português. A chegada desta proposta da histórica casa de champagne francesa marca uma nova etapa na programação estival da região, ao conjugar a atmosfera balnear com o estilo de vida associado à marca.

Situado numa das zonas mais icónicas da costa algarvia, o espaço foi transformado num ponto de encontro onde o champagne assume um papel central na celebração dos dias longos e quentes. É neste cenário que se destacam o Veuve Clicquot Rich e o Rich Rosé, duas cuvées desenvolvidas especificamente para serem servidas com gelo. A sua composição, com notas frutadas e um perfil refrescante, foi pensada para acompanhar a informalidade elegante dos momentos estivais.

A proposta não se limita à oferta vínica. O ambiente do Sun Club procura traduzir o conceito da art de vivre associado à Maison Clicquot, combinando elementos de sofisticação contemporânea com a descontração própria da estação. Com vista para o mar e inserido num dos destinos mais procurados do país, o espaço é pensado tanto para residentes como para veraneantes.

A presença da marca em Vale do Lobo prolonga-se até ao final de outubro, funcionando como uma extensão simbólica do verão algarvio.

A Visão vai encerrar após tribunal chumbar plano de insolvência da Trust in News

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste recusou o plano apresentado pela Trust in News, obrigando ao fecho da empresa e à liquidação dos seus bens.

A Trust in News (TiN), empresa responsável por títulos como a Visão, Exame, Courrier Internacional, Caras, Jornal de Letras ou TV Mais, vai cessar atividade. A decisão surge depois de o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste ter recusado homologar o plano de insolvência apresentado pela empresa.

O plano previa o pagamento faseado das dívidas num prazo entre 10 a 15 anos, com perdão de juros e um período de carência inicial de até dois anos. Em paralelo, incluía a promessa de um reforço financeiro de até 1,5 milhões de euros por parte do único acionista, Luís Delgado, a ser feito de forma faseada e consoante as necessidades da empresa. O tribunal considerou este compromisso vago, sem garantias concretas quanto ao seu calendário ou execução prática.

A juíza entendeu ainda que o plano colocava em causa os direitos dos credores, ao impedir que pudessem mover ações contra os avalistas durante o cumprimento do plano. Essa cláusula foi considerada uma violação das normas imperativas que regem os avais, que garantem aos credores o direito de exigir pagamentos diretamente aos garantes, independentemente da situação da empresa devedora.

Apesar de o plano ter sido aprovado por 77% dos credores, o tribunal considerou que o seu conteúdo representava um desequilíbrio excessivo. A decisão refere que, perante a fragilidade das garantias apresentadas e a limitação dos direitos dos credores, não se justificava a sua homologação.

Com isto, o tribunal ordenou o fim da gestão da empresa pela própria administração da TiN, a comunicação do encerramento às Finanças e o arranque da fase de liquidação dos bens. As publicações da empresa deverão agora deixar de ser editadas, numa altura em que já se acumulavam dificuldades financeiras e atrasos nos pagamentos a trabalhadores e colaboradores.

Fundada em 2017, a Trust in News reuniu um dos maiores portefólios de imprensa em Portugal, focando-se na compra e reestruturação de títulos históricos. O plano agora rejeitado era visto como a última tentativa de manter a empresa em funcionamento.

ReMarkable Paper Pro – Review: Um caderno digital com alma

Escrever já não tem de ser uma tarefa aborrecida. Agora é possível ter um caderno com folhas infinitas e canetas de todas as cores, sem andar com a mala a abarrotar. E tudo graças ao ReMarkable Paper Pro.

Desde que me lembro que adoro escrever. Pequenas histórias, apontamentos nas aulas ou até esquemas para estudar em casa, a verdade é que o caderno e a caneta sempre me acompanharam para onde quer que fosse, até mesmo nas férias.

Foi só quando cheguei à faculdade que me rendi ao digital e comprei um iPad. Precisava de escrever nos slides das aulas, consultar livros e apontamentos com facilidade, sem ter de carregar quilos de materiais às costas. O iPad pareceu-me uma boa solução na altura – e, na verdade, foi um bom aliado nos estudos durante vários anos. Mas havia sempre algo em falta. Faltava aquele toque especial: a sensação real da caneta a deslizar sobre o papel. E isso, foi uma coisa que nunca consegui sentir com o iPad.

Foi então que, recentemente, me apercebi da existência de algo que andava a ser muito falado no mercado dos tablets e-ink e que, aparentemente, vinha resolver os meus problemas: o ReMarkable Paper Pro. Confesso que nunca tinha experimentado nada do género, mas a promessa da ReMarkable (proporcionar a sensação de escrita autêntica, como num caderno verdadeiro), captou imediatamente a minha atenção.

Sem saber muito bem o que esperar, recebi com entusiasmo (e algum nervosismo) o meu primeiro ReMarkable Paper Pro. E posso dizer que a primeira impressão com que fiquei foi bastante positiva. Na caixa vinha o ReMarkable Paper Pro, a caneta Marker Plus, a capa Book Folio e, ainda, o teclado Type Folio. Cada um destes elementos vinha numa embalagem de design minimalista, em tons de branco, feita de papel reciclável.

Sinceramente, só a experiência de abrir as embalagens já transmitia a sensação de um produto bem pensado e com atenção ao detalhe. Não minto quando digo que fiquei muito entusiasmada e com as expetativas em alta para ver como seriam os produtos ao vivo – e, sobretudo, como iriam funcionar no dia a dia. E uma coisa posso garantir: não me desiludiram.

Começando por um dos acessórios incluídos, a caneta Marker Plus, posso dizer que a experiência de escrita me conquistou logo nos primeiros minutos. Para quem quer tirar o máximo partido do reMarkable Paper Pro, este é, na minha opinião, um acessório indispensável. É simples, intuitiva e muito confortável de usar. Não tem botões, nem entradas USB, basta pegar e começar a escrever. Em termos de peso, surpreendeu-me bastante por ser leve (cerca de 19g), o que a aproxima muito das canetas tradicionais. Comparando com outras canetas digitais que já usei, esta é, sem dúvida, a mais leve e equilibrada, com o peso bem distribuído, o que me permitiu usá-la durante longas horas sem qualquer desconforto.

O corpo em alumínio, com acabamento mate e ligeiramente rugoso, oferece não só uma boa ergonomia (nunca me escorregou da mão), como também um aspeto estético muito elegante, com o seu tom escuro e design minimalista. A ponta é feita em carbono e pode ser facilmente substituída quando começar a mostrar sinais de desgaste. Aliás, a Marker Plus vem acompanhada de uma caixinha com seis pontas extra, o que garante uma boa longevidade ao acessório (dependendo, claro, da intensidade de uso e da força aplicada pelo utilizador).

Um dos detalhes mais práticos da Marker Plus é a borracha digital integrada na extremidade oposta à ponta de escrita. Basta virar a caneta e apagar diretamente no ecrã, sem recorrer a menus, o que torna o processo mais fluido e intuitivo, tal como acontece com um lápis tradicional. Embora também seja possível apagar com a própria ponta (selecionando a ferramenta de borracha no ecrã), esta funcionalidade embutida acaba por ser muito mais prática no uso diário, e a textura macia da borracha garante que o ecrã não fica riscado. Ainda assim, há uma limitação a ter em conta: apesar de apagar com precisão e eficácia, a borracha não permite eliminar tudo de uma vez. É necessário passar manualmente por cima de cada traço que se pretende apagar, o que pode tornar-se um pouco aborrecido quando há muitas correções a fazer.

A experiência de escrita está claramente noutro nível. Na minha opinião, a Marker Plus é um acessório indispensável para quem quer tirar o máximo partido da escrita no Paper Pro. Comparada, por exemplo, com a Apple Pencil, que usei e continuo a usar, a Marker Plus consegue replicar de forma muito mais fiel a sensação de escrever com uma esferográfica ou lápis em papel real. A resistência ligeira da ponta no ecrã, aliada ao som semelhante ao do papel, torna tudo mais natural. Isso também se deve aos 4096 níveis de sensibilidade à pressão e aos 50 níveis de angulação que a caneta oferece, o que permite variar a espessura do traço conforme a força e o ângulo com que se escreve, especialmente quando usamos a ferramenta “lápis”. Assim, conseguimos criar desenhos com um aspeto muito semelhante ao do lápis de carvão, com sombreados e texturas que variam consoante a inclinação que damos à caneta. Esse grau de precisão torna a escrita e o desenho muito mais expressivos, o que é especialmente útil para quem gosta de fazer sublinhados, esboços ou desenhos mais artísticos.

Já no que diz respeito ao carregamento, a Marker Plus recarrega automaticamente assim que é acoplada magneticamente do lado direito do ReMarkable Paper Pro. É um detalhe simples, mas que faz toda a diferença, já que elimina por completo a necessidade de cabos ou configurações. Para completar, surge no ecrã um pequeno ícone que indica o nível de bateria da caneta, um pormenor bastante útil para sabermos de forma imediata quando está pronta a ser usada ou se precisa de carregar mais tempo. Além disso, a caneta adere muito bem ao ReMarkable Paper Pro: posso movê-lo ou incliná-lo sem que se solte, e retirar a caneta ou colocá-la novamente no sítio é um processo fácil e rápido. No entanto, se algo bater contra a caneta (como pode acontecer dentro de uma mala ou mochila), é provável que se desloque. Por isso, a melhor solução é mesmo utilizar uma capa que possa ajudar a manter a Marker Plus protegida e no lugar certo.

E a solução perfeita para esse problema é a Book Folio, uma capa que me surpreendeu pela combinação entre um design discreto e elegante com uma construção resistente e duradoura. A sua função principal é proteger o reMarkable Paper Pro durante o uso diário ou em viagem, mas vai além disso: inclui também uma aba lateral onde a caneta Marker Plus fica presa com segurança, sempre à mão. Para além da proteção, o acabamento em pele de alta qualidade (neste caso, num castanho lindíssimo) confere-lhe um aspeto sofisticado e elegante. O logótipo da reMarkable, discretamente colocado no canto superior esquerdo, reforça essa imagem de sobriedade. O formato ultra-slim facilita o transporte na mala ou mochila sem ocupar espaço desnecessário.

Outro ponto forte é o sistema de fixação magnética: não é preciso encaixar nem prender nada manualmente. Basta aproximar o ReMarkable Paper Pro da capa e os ímanes incorporados fazem o resto. A estrutura da capa possui pequenas reentrâncias que se alinham com as borrachas traseiras do dispositivo, bastando apenas aproximar, e tudo fica no lugar com facilidade. Já o seu interior destaca-se pela suavidade ao toque, que não só protege eficazmente o ecrã, como ainda proporciona uma sensação agradável e reconfortante sempre que se abre o dispositivo. E há também outra funcionalidade prática: ao abrir a capa, o ecrã do ReMarkable Paper Pro liga-se automaticamente. Basta colocar a palavra-passe (caso esta opção esteja ativada) e já está pronto a usar. É um pequeno detalhe que torna o acesso às notas muito mais seguro. É de realçar que esta capa foi concebida exclusivamente para o ReMarkable Paper Pro e não é compatível com o ReMarkable 2. Está disponível em seis cores e materiais diferentes: os modelos em tecido reciclado incluem o Cinza, Basalto, Burgundy e Cobalto; já os modelos em pele premium, e de origem sustentável, existem em Preto e Castanho.

Outro dos acessórios é a capa Type Folio, que é, sem dúvida, o acessório mais interessante e cheio de potencial. Embora o que me tenha atraído desde o início no ReMarkable Paper Pro tenha sido a escrita manual, percebo perfeitamente o valor de ter um teclado integrado para situações pontuais – como escrever um relatório para o trabalho ou um fazer um texto mais longo para escola. E, nesses casos, o Type Folio cumpre muito bem a sua função.

O teclado tem também algumas características que o tornam bastante cómodo de usar. Por exemplo, permite pousar as palmas das mãos com naturalidade, o que melhora a ergonomia durante a digitação e ajuda a evitar o cansaço após longos períodos de escrita. As teclas são retroiluminadas, o que à primeira vista parece uma grande vantagem, especialmente para quem costuma escrever à noite, já que a intensidade da luz pode ser ajustada, adaptando-se à sensibilidade visual de cada pessoa. No entanto, importa referir que nem todas as teclas estão iluminadas, uma vez que apenas as letras têm luz, o que acaba por limitar um pouco a utilidade desta funcionalidade, já que, no escuro, pode ser mais difícil localizar atalhos ou símbolos específicos.

Ainda assim, para quem quer evitar andar com um computador atrás, a Type Folio pode ser uma excelente alternativa. É fina, fácil de transportar e mantém o perfil compacto do ReMarkable Paper Pro. Em comparação à Book Folio, tem praticamente o dobro do peso (488 g versus 266 g) o que faz com que o conjunto Type Folio e ReMarkable Paper Pro ultrapasse ligeiramente um  quilo.

As restantes funcionalidades que encontramos na Book Folio estão também presentes na Type Folio: desde a aba magnética que mantém a caneta Marker Plus segura, ao ligar e desligar automático do dispositivo ao abrir e fechar a capa. Há ainda uma preocupação com a sustentabilidade, já que a Type Folio é fabricada em poliéster reciclado, em cor Basalto com padrão mosaico.

Ao abrir a Type Folio, o ReMarkable Paper Pro pode ser ajustado em dois ângulos: 15 ou 45 graus. O ângulo de 45 graus é pensado exclusivamente para usar o teclado, enquanto o de 15 graus é mais versátil, ideal tanto para digitar como para usar a caneta, seja para anotar, sublinhar ou fazer correções diretamente no ecrã. A digitação no teclado é bastante confortável, e as teclas têm um toque suave e agradável. No entanto, por se tratar de um teclado de tamanho compacto (travel size), nota-se que algumas teclas, como as dos números, acabam por ser um pouco mais pequenas, o que pode exigir alguma adaptação também, especialmente para quem está habituado a teclados de tamanho normal.

Confesso que a minha adaptação ao teclado teve uma pequena curva de aprendizagem. Mesmo tendo escolhido o layout Mac (em vez do Windows), notei algumas diferenças em relação ao teclado do meu Macbook, especialmente na introdução de acentos e da pontuação. Como não existe uma versão do teclado em português, optei pelo teclado espanhol, e provavelmente foi isso que dificultou mais a minha adaptação.

Outra das grandes vantagens do Type Folio é o facto de carregar automaticamente quando está acoplado ao ReMarkable Paper Pro, tal como acontece com a Marker Plus. A ligação é feita por magnetismo e dispensa cabos ou configurações adicionais. Curiosamente, essa funcionalidade não representa um aumento visível no consumo de energia do próprio ReMarkable Paper Pro, o que demonstra uma ótima gestão de eficiência energética. Para quem escreve com frequência, seja por motivos profissionais ou por puro prazer, é uma excelente forma de manter o foco: sem notificações, sem distrações e sem depender de estar sempre ligado à corrente.

Além disso, é também possível escrever à mão com a caneta e, depois, converter esse texto manuscrito para formato digital. Apesar de não ser tão fluído como escrever diretamente no teclado, acaba por ser uma funcionalidade útil. E mesmo quando estamos a usar o teclado, a caneta continua a ser uma excelente ferramenta: podemos sublinhar partes do texto, escrever anotações à margem ou até acrescentar ideias de forma espontânea. Outro pormenor muito prático é a possibilidade de selecionar e mover texto com a Marker Plus. Basta carregar na tecla “Refine” no teclado, tocar com a caneta no texto que queremos selecionar e, a partir daí, reorganizar o conteúdo como quisermos. Simples e eficaz. Mas atenção: quando estamos a escrever e existem anotações ou sublinhados no texto, é feito um pequeno refresh automático sempre que paramos – uma espécie de “piscar” no ecrã que atualiza o conteúdo. Não interfere com o trabalho em si, mas pode tornar-se ligeiramente incomodativo ao fim de algum tempo. Este refresh só acontece quando há anotações feitas com a caneta ou sublinhados; se o texto for apenas escrito com o teclado, esse efeito não se verifica.

ReMarkable Type Folio - Teste

E chegamos finalmente ao protagonista desta análise: o reMarkable Paper Pro. Este dispositivo destaca-se pelas suas características de hardware, começando pelo ecrã generoso de 11,8 polegadas, que proporciona uma área de escrita ampla e confortável. Com cerca de 525g e apenas 5,1mm de espessura, é surpreendentemente fino e leve, tornando-o fácil de transportar no dia a dia, como já referi. Quando o seguro, sinto que é leve, sim, mas nunca frágil. O tamanho do ecrã é especialmente útil, já que me permite escrever ou organizar muito mais conteúdo numa só página, sem a sensação de espaço limitado. Um pormenor que achei muito interessante foi o design cuidadosamente pensado para se assemelhar a uma pilha de folhas novas, com laterais texturizadas que reforçam essa ideia. Outro pormenor também interessante é que, graças à sua espessura reduzida, conseguimos aproximar ainda mais a experiência da escrita em papel, já que a ponta da caneta fica quase ao nível da mesa, tal como num caderno tradicional.

No interior, o ReMarkable Paper Pro vem equipado com um processador quad-core Cortex-A53 a 1.8 GHz, que garante uma resposta bastante rápida: os ficheiros abrem sem demora, a troca entre documentos é fluída e a navegação pelas páginas é ágil. No entanto, e durante a sua utilização, notei que, por variadas vezes, demorava a virar páginas ou a carregar documentos mais pesados em PDF. Mas a equipa ReMarkable mostra estar atenta ao feedback da comunidade, tanto que, e desde que tenho o ReMarkable Paper Pro (há cerca de um mês), este já recebeu duas atualizações importantes. Na mais recente, a resposta ao toque ficou visivelmente mais rápida, tal como a navegação entre páginas, deixando assim o sistema rápido e eficaz.

Conta também com 2GB de RAM e 64GB de memória interna, oferecendo espaço mais do que suficiente para guardar notas, documentos e esboços, sem qualquer preocupação com falta de armazenamento.

Com 11,8 polegadas, o ReMarkable Paper Pro oferece uma área generosa para leitura e escrita, ideal tanto para anotações como para visualizar documentos com mais detalhe. A resolução de 2160 x 1620 píxeis e uma densidade de 229 ppi garantem texto nítido e bem definido, mantendo o conforto visual do utilizador. E com o seu novo ecrã Canvas Color, baseado na tecnologia E Ink Gallery 3, o ReMarkable Paper Pro ganhou outra vida, tornando-se um autêntico brinquedo nas minhas mãos! Adorei poder escrever e sublinhar com várias cores, o que tornou tudo mais dinâmico e visualmente apelativo. A única desvantagem é o pequeno atraso ao escrever a cores: o traço aparece primeiro a preto e só depois muda para a cor escolhida, o que pode ser um pouco chato se estivermos a escrever com mais rapidez.

No que toca às opções de escrita, o ReMarkable Paper Pro oferece um conjunto bastante completo, com nove ferramentas distintas: caneta esferográfica, caneta de ponta fina, marcador fluorescente, lápis, lapiseira, caneta de caligrafia, marcador, sombreador e pincel. Cada uma tem a sua utilidade, seja para anotações simples, desenho ou marcações mais detalhadas, permitindo adaptar a escrita às mais diversas necessidades. Eu, pessoalmente, gosto maioritariamente de escrever com a caneta de caligrafia em preto, pois sinto que é a forma que mais se aproxima da escrita real. Também adoro usar o marcador fluorescente, especialmente para sublinhar partes importantes do que escrevo. Uma coisa gira no ReMarkable Paper Pro é que, quando usamos a ferramenta marcador, dá para misturar cores como no mundo real. Por exemplo, se passarmos o azul por cima do amarelo, aparece verde. O mesmo acontece com rosa e amarelo (fica laranja) ou azul e rosa (dá roxo). Pequenos detalhes assim tornam a experiência ainda mais parecida com usar marcadores de verdade.

Por causa disto, usar o ReMarkable Paper Pro no meu dia a dia é essencial: é muito fácil pegar no ReMarkable Paper Pro e começar de imediato a tirar notas durante reuniões ou aulas, combinando a escrita manual com o teclado do Type Folio ou até com o teclado virtual do próprio dispositivo. A conversão da escrita manuscrita para texto funciona bem, embora dependa bastante da legibilidade da caligrafia de cada utilizador. Costumo também usá-lo para registar ideias para futuras análises de produtos, o que se revelou uma forma prática e eficiente de organizar o pensamento assim que as ideias surgem.

Em termos criativos, adoro poder explorar livremente cores e formas, até porque é perfeito para o meu journaling diário, para fazer checklists e para planear os meus dias. Volto a referir: escrever no ReMarkable Paper Pro tem mesmo algo de mágico, tendo em conta a sensação praticamente igual à de escrever num caderno real. A forma como a caneta desliza pelo ecrã faz-nos esquecer que estamos num dispositivo digital e isto, para mim, faz toda a diferença, especialmente quando comparado com a experiência mais artificial de outros tablets no mercado, como o iPad.

Em termos de conectividade, o ReMarkable Paper Pro conta com Wi-Fi nas bandas 2.4 GHz e 5 GHz, além de uma porta USB-C. Ligar-se à rede é um processo rápido e sem complicações, e a partir desse momento torna-se muito fácil transferir ficheiros para o dispositivo: basta arrastar o documento desejado para a área de transferência, seja através do site da reMarkable ou da aplicação (disponível para Windows, Android, iOS e macOS), sendo que o ReMarkable Paper Pro é compatível com ficheiros PDF e EPUB e permite, ainda, exportar conteúdos em formatos como PDF, PNG e SVG. E sim, tanto o upload como a exportação das notas são bastante diretos e funcionam sem complicações. É importante ter em conta que, para ler livros, precisam de já ter os ficheiros – o Paper Pro não tem biblioteca integrada, nem permite ligação a plataformas de empréstimo digital, como por exemplo, a BiblioLED. Sendo um dispositivo focado exclusivamente na leitura e escrita, de forma semelhante a um caderno tradicional, não inclui colunas nem entradas de áudio, o que também significa que não suporta audiolivros.

A minha experiência de leitura no ReMarkable Paper Pro foi bastante positiva. Um dos aspetos que mais valorizo é a possibilidade de ajustar a luminosidade, o que é ideal para ambientes com pouca luz. A luz do ecrã do Paper Pro não é projetada diretamente para os olhos, mas sim distribuída de forma homogénea pela superfície da página, criando uma iluminação discreta e confortável para os olhos. Com um brilho máximo de apenas 4 nits – sensivelmente 75 vezes mais fraco do que o de um computador portátil, que emite luz azul -, esta luz garante uma leitura agradável, muito próxima à de um livro tradicional. À noite, posso perfeitamente utilizá-lo sem incomodar o meu marido, mesmo sem ter qualquer tipo de luz externa. No entanto, quando tentei ler sob luz solar direta, apesar do baixo reflexo do Paper Pro permitir a leitura, o dispositivo rapidamente exibiu um aviso de sobreaquecimento. Por isso, não é recomendável usá-lo dessa forma – ou seja, a leitura à sombra ou com luz indireta é mais segura.

Já para quem tem dislexia ou não gosta de ler grandes blocos de texto, o ReMarkable Paper Pro pode tornar-se um pouco cansativo, uma vez que há tendência para apresentar muito conteúdo condensado numa só página. Ainda assim, para a maioria dos leitores, o equilíbrio entre conforto visual e ausência de distrações torna-o um excelente aliado na leitura diária. Essa ausência de distrações está diretamente ligada ao facto de o ReMarkable Paper Pro não incluir um browser, nem permitir a instalação de aplicações. Isto garante uma experiência de escrita e leitura contínua, sem notificações nem interrupções, tornando o Paper Pro numa ferramenta verdadeiramente imersiva.

Em termos de bateria, a reMarkable afirma que o ReMarkable Paper Pro pode durar até duas semanas de utilização regular antes de precisar de ser carregado, e até 90 dias em modo standby. Com uma bateria de 5030 mAh e carregamento via USB-C, o desempenho é, de facto, incrível, muito graças ao seu software minimalista e ao foco exclusivo na leitura e escrita. Durante os testes que fiz, o ReMarkable Paper Pro confirmou essa promessa: usei-o diariamente ao longo de duas semanas sem precisar de o ligar à corrente, o que mostra bem a sua eficiência energética. Assim, posso usá-lo livremente, sem interrupções nem distrações, o que é essencial quando estou concentrada e não quero quebrar o meu raciocínio. Além disso, passado 20 minutos de inatividade, o dispositivo entra automaticamente em modo de repouso, o que contribui ainda mais para poupar energia.

O software do ReMarkable Paper Pro, o reMarkable OS, é um sistema operativo personalizado, baseado em Linux, desenvolvido especialmente para ecrãs de papel digital. Trata-se de um sistema operativo simples e intencionalmente minimalista. No canto superior esquerdo, há um menu com vários submenus: um para os meus ficheiros e outro chamado “Filtrar por”, que permite selecionar facilmente entre cadernos, PDFs e ebooks, facilitando bastante a busca. Também existe um submenu para favoritos e tags – estas últimas são fundamentais para organizar o conteúdo e agilizar a pesquisa. É importante notar que as tags só funcionam quando escritas no teclado digital e não por escrita manual.

Por fim, há o submenu de integrações, onde podemos emparelhar o ReMarkable Paper Pro com o Google Drive, Dropbox e OneDrive. Para isso, é preciso fazer a configuração inicial no site da reMarkable, ligando as contas de armazenamento na cloud ao dispositivo. Com esta ligação ativa, dá para passar os ficheiros diretamente para o ReMarkable Paper Pro, sem precisar de andar a transferir manualmente via cabo ou apps externas.

Existem ainda extensões para o reMarkable disponíveis no Google Chrome e no Microsoft Office, o que facilita muito o envio de conteúdos diretamente para o dispositivo. Enquanto navego na internet, basta um clique no ícone da extensão para enviar artigos, PDFs ou até páginas inteiras para o ReMarkable Paper Pro, ficando tudo sincronizado através do reMarkable Connect.

Voltando à página inicial, no canto superior direito, estão os ícones que indicam o brilho do ecrã, o estado da bateria, a ligação Wi-Fi, o modo avião e a partilha de ecrã. Na parte inferior, uma pequena lupa permite fazer pesquisas rápidas, enquanto o botão “mais” possibilita criar um novo ficheiro — seja um notebook – leia-se bloco de notas -, uma pasta ou o chamado “quick sheet” para anotar instantaneamente os pensamentos.

Ao pressionar prolongadamente sobre um ficheiro, surge um menu que permite apagá-lo, renomeá-lo, movê-lo, duplicá-lo, adicionar aos favoritos, etiquetar, enviar por email ou arquivar na cloud. Todos esses processos são rápidos e intuitivos, e nunca precisei recorrer à guia de ajuda, embora esta também esteja disponível no ReMarkable Paper Pro para quem precisar. Uma das coisas que mais me agradou foi a facilidade com que consigo organizar os meus documentos. Esta simplicidade torna o processo de trabalho mais fluido e acaba por me motivar a voltar sempre ao ReMarkable Paper Pro para continuar a trabalhar. Além disso, dá-me tranquilidade saber que todos os ficheiros estão encriptados, tanto no próprio dispositivo como na cloud, garantindo que os meus dados e conteúdos estão devidamente protegidos.

Quando criamos um novo Notebook, é necessário atribuir-lhe um nome e escolher o tipo de template que queremos utilizar. Há uma variedade de modelos gratuitos disponíveis, desde folhas em branco, quadriculadas, com linhas mais ou menos espaçadas, com margens pequenas, com pontos, até pautas musicais e folhas específicas para piano. Esta diversidade permite adaptar o caderno ao tipo de trabalho ou atividade que pretendemos desenvolver. Depois de selecionado o template, abre-se um menu (carregando num botão circular) que faz aparecer várias ferramentas de escrita disponíveis. Cada uma delas – seja o lápis, caneta, marcador, entre outras – permite escolher entre três níveis de espessura de traço, o que ajuda a personalizar ainda mais a experiência de escrita. Além disso, dependendo da ferramenta escolhida, é possível selecionar até nove cores diferentes, algo muito interessante sobretudo para quem gosta de desenhar.

ReMarkable Type Folio - templates gratuitos

Usando o resto do menu, é possível trabalhar com bastante flexibilidade ao editar os conteúdos. A borracha digital permite apagar de forma precisa: podemos simplesmente fazer um círculo à volta do que queremos eliminar ou apagar pequenos detalhes com mais cuidado. Há também a opção de apagar tudo de uma vez, o que é útil quando queremos começar do zero rapidamente. Já com a ferramenta de seleção, conseguimos cortar, redimensionar, mover para a área de transferência e até converter a escrita manual em texto digital – algo particularmente prático para organizar melhor as anotações. Logo abaixo, temos o ícone que permite adicionar layers, ou seja, camadas de trabalho, ideais para quem quer organizar elementos por planos diferentes. Com o ReMarkable Paper Pro é possível trabalhar com até cinco camadas diferentes dentro do mesmo ficheiro e alterar o template a qualquer momento (por exemplo, trocar uma folha com linhas por uma quadriculada). No meu caso, não explorei muito a funcionalidade das camadas, pois sinto que é mais útil para quem pretende desenhar ou fazer esboços mais complexos, onde separar elementos por níveis pode realmente fazer a diferença.

E para quem gosta de criar formas mais geométricas, há uma funcionalidade particularmente útil: ao desenhar uma linha quase reta e manter a caneta pressionada no ecrã por um instante, o ReMarkable Paper Pro transforma automaticamente essa linha tremida numa linha perfeitamente reta. O mesmo acontece com círculos – ao desenharmos uma forma aproximada e mantivermos a pressão, ela é ajustada para um círculo mais preciso.

No mesmo menu, encontramos ainda as setas de desfazer e refazer, muito úteis para correções rápidas. Já na parte inferior do ecrã, existe um botão que permite ver todas as páginas do documento de forma rápida e organizada, e outro botão para adicionar etiquetas, facilitando a categorização e pesquisa. O último botão dá acesso a várias funções, como enviar ficheiros, procurar por tags, adicionar novas páginas ou entrar nas definições do documento. Quando for preciso voltar ao modo de trabalho sem distrações, basta tocar novamente no botão circular e todo o menu desaparece, deixando o ecrã totalmente livre para escrever ou ler.

Para navegar mais rápido no ReMarkable Paper Pro, sobretudo quando só queremos trocar de ficheiro, há um truque simples: é só usar dois dedos e deslizar de cima para baixo na parte superior do ecrã, e logo aparece um menu com os ficheiros mais recentes e os favoritos. Assim, não precisamos de ir ao menu principal e trocar de ficheiro fica bem mais prático. Uso muito isto quando estou a tirar apontamentos num caderno à parte de um livro que estou a ler ou quando quero comparar notas de cadernos diferentes. E, curiosamente, nos ficheiros em PDF existe outro truque que dá jeito quando não temos espaço para escrever: é só deslizar com dois dedos na horizontal, da direita para a esquerda, e aparece logo uma margem em branco onde podemos fazer as anotações que quisermos.

Se quiserem tirar ainda mais partido do ReMarkable Paper Pro, vale a pena espreitar a subscrição Connect. Por 2,99 €/mês, temos acesso a templates exclusivos (ótimos para organizar ideias ou planear a semana), armazenamento ilimitado na cloud e, melhor ainda, podemos criar e editar documentos diretamente no computador ou no telemóvel. Dá mesmo jeito quando queremos rever algo rapidamente fora do dispositivo.

Uma das coisas que mais gosto no Connect são mesmo os templates exclusivos. Já existem bastantes opções gratuitas no ReMarkable Paper Pro, mas com a subscrição ganha-se acesso a uma série de novos modelos super úteis, desde planners mais detalhados, folhas para organização de projetos, checklists, calendários mensais ou até páginas pensadas para brainstorming. São ideais para manter tudo em ordem (como eu tento!) ou simplesmente para estruturar melhor as ideias. Outro ponto positivo é que a própria reMarkable disponibiliza no site informação sobre como aproveitar melhor cada um dos templates exclusivos, que dão para descarregar diretamente do site para o ReMarkable Paper Pro. Ter este apoio visual e funcional é mesmo uma mais-valia, especialmente para quem gosta de ter o caos mental bem arrumadinho em páginas digitais. E, ainda para utilizadores com subscrição paga, há uma nova funcionalidade extra bastante útil: ér possível converter notas e esboços com a ajuda de inteligência artificial, enviá-los diretamente para o Slack e continuar a trabalhar a partir daí, de forma mais integrada.

Para concluir então, na minha opinião, o reMarkable Paper Pro é uma excelente ferramenta de trabalho, que me ajuda a organizar ideias, fazer anotações e manter tudo à mão, sem distrações digitais. Para quem valoriza a questão do ecrã a cores, o Paper Pro, com o valor de 649€, vale cada cêntimo.

A caneta Marker Plus, com preço de 139€, acaba por compensar mais quando adquirida em conjunto com o ReMarkable Paper Pro, num pack que fica por 699€. Já a capa Book Folio custa cerca de 99€, enquanto a Type Folio com teclado está nos 249€ – são investimentos consideráveis, sim, mas que fazem sentido, sobretudo no caso da Book Folio, que protege o ReMarkable Paper Pro e a Marker Plus no dia a dia, garantindo que vão durar uma vida inteira.

Mas, claro, no fundo tudo depende da forma como usam este tipo de ferramentas. No meu caso, o ReMarkable Paper Pro passou a ser indispensável: uso-o todos os dias para trabalhar, planear e escrever – e não sinto falta de mais nada. Pode não ser o investimento ideal para quem não liga ao ecrã a cores, mas mesmo assim, continua a ser um dispositivo excecional.

Recomendado - Echo Boomer

Este dispositivo foi cedido para análise pela ReMarkable.

Pizza Hut aposta numa nova Cheesy Bites e um gelado feito com a Olá para os dias quentes de verão

A Pizza Hut apresenta a nova pizza Cheesy Bites Dip&Crunch e o novo gelado Hut Softy by Cornetto, disponíveis durante estes dias mais quentes do ano.

A Pizza Hut dá as boas-vindas ao Verão com uma proposta sazonal nos seus restaurantes em Portugal, que inclui novas opções no menu e um ambiente pensado para os dias mais quentes. Em edição limitada, é lançada a Cheesy Bites Dip&Crunch, uma versão especial focada em sabores mais descontraídos e formatos pensados para partilhar à mesa.

A proposta centra-se em pequenos bites recheados com queijo mozzarella, acompanhados por molhos e elementos crocantes, desenhados para mergulhar e trincar, uma combinação que aposta no contraste de texturas e num momento de consumo mais informal. Esta pizza tanto pode ser pedida num restaurante da marca para dividir com a cara-metade, amigos ou familiares (custando 20,85€, o que dá 6,95€ a dividir por três pessoas), como também está disponível em formato rodízio – com preço promocional de 12,50€ por pessoa até 24 de julho.

A cadeia reforça ainda a utilização das esplanadas, acessíveis em vários pontos do país, como alternativa ao espaço interior. Nestes espaços ao ar livre é possível desfrutar das especialidades habituais da Pizza Hut, agora com a adição dos novos Hut Softy by Cornetto. Trata-se de um gelado exclusivo, desenvolvido em colaboração com a Olá, que pretende alargar a experiência gastronómica ao segmento das sobremesas geladas.

Estas ações inserem-se numa estratégia mais ampla de valorização do Verão, com foco numa experiência de consumo marcada por novos sabores, momentos temáticos e a utilização dos espaços exteriores.

Politécnico de Leiria avança com primeira residência universitária em Pombal

Politécnico de Leiria deu início à construção da primeira residência de estudantes em Pombal. Obra ficará concluída até 2026 e terá 42 camas disponíveis.

O Instituto Politécnico de Leiria deu início à construção da primeira residência de estudantes em Pombal, numa cerimónia de consignação da obra realizada nos Paços do Concelho. O projeto, integrado no Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), representa um investimento total de dois milhões de euros, estando a conclusão prevista para março de 2026.

Situada no centro urbano de Pombal, a nova residência ficará próxima da estação ferroviária e das atuais instalações do Núcleo de Formação do Politécnico na cidade. O terreno, cedido pela autarquia, permitiu viabilizar a concretização do projeto. O edifício terá capacidade para acolher 42 estudantes e será distribuído por quatro pisos: o rés-do-chão será destinado a serviços de apoio, enquanto os três andares superiores albergarão os espaços habitacionais.

A residência incluirá 24 quartos – três individuais, 18 duplos e três adaptados a estudantes com mobilidade condicionada. Além das áreas de descanso, os residentes terão acesso a espaços comuns como salas de estudo, sala de estar e convívio, cozinhas, lavandaria, balneários, armazéns, um gabinete de apoio à gestão e uma recepção com serviços de atendimento.

Carlos Rabadão, presidente do Politécnico de Leiria, destacou a localização como um dos principais trunfos da nova residência, sublinhando a proximidade à estação ferroviária, à biblioteca municipal, ao núcleo de formação e a uma rede de transportes públicos e ciclovias. Realçou ainda o papel do Município de Pombal, que não só cedeu o terreno como demonstrou disponibilidade imediata para apoiar financeiramente o projeto, depois de o primeiro concurso público ter ficado deserto por falta de propostas dentro do valor base.

O Politécnico de Leiria é, atualmente, a instituição de ensino superior com mais projetos aprovados no âmbito do PNAES, no quadro do PRR. No total, tem nove candidaturas aprovadas: cinco destinadas à adaptação, aquisição e renovação de residências e quatro à construção de novos edifícios. Estes projetos abrangem 13 edifícios localizados em Caldas da Rainha, Leiria, Peniche e Pombal. A instituição é ainda copromotora de mais três residências, em parceria com os municípios da Batalha, Marinha Grande e Torres Vedras. Com a conclusão destes projetos, a oferta de camas aumentará para 1.373, mais 670 do que as atualmente disponíveis.