Gemini está a chegar ao Android Auto e ao Google TV

A Google aponta ao próximo outono para ver chegar o Gemini ao Android Auto e ao Google TV.

Depois de meses de especulação e de uma primeira confirmação que aconteceu em maio, durante o Google I/O, começam finalmente a surgir indicações sobre a chegada do Gemini ao Android Auto e ao Google TV. Ainda não há uma data precisa marcada no calendário, mas já existe um horizonte mais definido. E segundo a Google, é no outono, portanto entre setembro e novembro.

O anúncio foi feito durante o evento Made by Google, o mesmo que deu palco ao lançamento da série Pixel 10. Rick Osterloh, vice-presidente sénior de dispositivos e serviços, esclareceu que o Gemini, já presente em smartphones, smartwatches e auriculares, será estendido a automóveis, televisores, colunas inteligentes e ecrãs conectados. Pretende-se que o Gemini fique disponível em qualquer contexto, capaz de acompanhar o utilizador independentemente do dispositivo.

No caso do Android Auto, a integração do Gemini poderá significar um salto qualitativo. Imagine-se um sistema capaz de sugerir rotas mais inteligentes, gerir comunicações sem dispersar a atenção do condutor ou, até, responder a mensagens de forma contextual e discreta. A promessa é a de uma condução mais segura, assistida por uma inteligência que se adapta ao momento.

Já no Google TV, a aposta passa pela personalização e pela fluidez na descoberta de conteúdos. O Gemini poderá oferecer recomendações ajustadas ao gosto de cada utilizador, facilitar a pesquisa com interações em linguagem natural e abrir novas formas de comando por voz. Uma integração deste género não só reforça a centralidade da inteligência artificial no quotidiano digital, como também redefine a relação entre espetador e ecrã.

Recorde-se que a Google já tinha sugerido disponibilizar o Gemini no Google TV até ao final do ano. Resta saber exatamente quando.

Governo aprova 45 medidas para apoiar populações e empresas afetadas pelos incêndios

Pacote de 45 medidas prevê apoios financeiros, isenções fiscais, reconstrução de casas e recuperação de infraestruturas públicas nas zonas afetadas pelos incêndios.

O Conselho de Ministros reuniu-se de forma extraordinária em Viseu e aprovou um pacote de 45 medidas destinado a mitigar os efeitos dos incêndios florestais de grande dimensão. No final da reunião, o primeiro-ministro Luís Montenegro explicou que estas iniciativas constituem “um quadro a adotar em situação de incêndios de grandes proporções, com impacto no património e na economia de famílias e empresas”. O governante sublinhou que este mecanismo permitirá aos executivos agir “com rapidez e agilidade”, colocando no terreno apoios às regiões e às populações mais afetadas.

Entre as medidas anunciadas está o reforço da resposta do Serviço Nacional de Saúde nas zonas atingidas, incluindo a isenção de taxas moderadoras e a entrega gratuita de medicamentos. Está também previsto apoio financeiro a famílias em situação de carência económica, bem como ajudas imediatas para aquisição de bens essenciais, incluindo alimentação animal. As empresas afetadas terão acesso a apoios de tesouraria e incentivos para recuperar a capacidade produtiva, enquanto os agricultores contarão com mecanismos específicos de compensação. Entre eles está a possibilidade de receber até 10.000€ por prejuízos não documentados, através de um processo simplificado conduzido por técnicos das autarquias e das CCDR.

Luís Montenegro destacou ainda a eliminação de limites às horas extraordinárias das equipas de sapadores florestais, a isenção parcial ou total de contribuições para a Segurança Social de trabalhadores independentes e empresas atingidas, bem como apoios a instituições de solidariedade social envolvidas no auxílio às populações. O Governo prevê igualmente um fundo extraordinário para empresas que mantenham postos de trabalho, alargando prazos de obrigações fiscais e contributivas.

No que respeita à habitação, o Executivo compromete-se a apoiar a reconstrução de residências próprias, assegurando comparticipações integrais até 250.000€ e cobrindo 85% do valor acima desse montante. Também será aberto um concurso dirigido às autarquias, destinado a financiar a recuperação rápida de infraestruturas e equipamentos públicos danificados pelos incêndios.

O primeiro-ministro revelou ainda que o Governo adotará procedimentos excecionais de contratação pública, de modo a acelerar empreitadas e fornecimentos, sublinhando que a definição dos apoios terá como protagonistas as câmaras municipais, em articulação com as CCDR. O novo mecanismo poderá ser ativado por resolução do Conselho de Ministros, com delimitação temporal e geográfica proposta pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Foi igualmente aprovada a submissão à Assembleia da República de uma proposta de lei que prevê a isenção de IVA em doações destinadas à alimentação animal. Outra decisão passa pela aprovação do Plano de Intervenção para as Florestas 2025-2050, apresentado em março, que seguirá agora para debate parlamentar com vista à criação de um pacto nacional para a gestão florestal e a proteção do território.

Google não tem intenções de lançar novo tablet, anéis inteligentes e telefones flip num futuro próximo

A Google revelou que não tem intenções de se aventurar em novas categorias de produtos onde não acrescente valor.

Na passada quarta-feira, a Google revelou ao mundo uma nova vaga de dispositivos que marca a entrada oficial da família Google Pixel na sua 10ª geração. Foram anunciados os smartphones da série Pixel 10, o Pixel Watch 4 e os auriculares sem fios Pixel Buds 2a, todos eles sob o habitual discurso de inovação associado à marca. Porém, o que mais surpreendeu não foi tanto o catálogo lançado, mas antes aquilo que ficou de fora. Rick Osterloh, vice-presidente sénior de dispositivos e serviços da empresa, aproveitou uma entrevista ao Bloomberg para esclarecer que há categorias inteiras de produtos que, simplesmente, não estão na agenda da empresa.

A ausência mais notória prende-se com os smartphones dobráveis em formato de concha. Se o Pixel 10 Pro Fold tenta competir com os modelos de maior prestígio do mercado, o mesmo não se poderá dizer dos dispositivos que se dobram verticalmente, onde a Samsung e Motorola dominam o segmento. A Google, pelo menos para já, prefere apenas assistir ao desenvolvimento desse nicho, em vez de disputar um espaço saturado e exigente em termos de diferenciação.

Outro ponto relevante é a recusa em avançar para áreas que têm atraído curiosidade e investimento por parte de outras marcas. Não haverá, a breve prazo, anéis inteligentes ou novos tablets, e os óculos inteligentes continuam num limbo estratégico. O Pixel Tablet 2, já alvo de rumores sobre cancelamento, dificilmente verá a luz do dia, portanto a possibilidade de lançar um Pixel Tablet 3 é nula. Osterloh admitiu que a equipa ainda não encontrou uma fórmula convincente para tornar os tablets da empresa numa proposta diferenciadora, pelo que não faz sentido insistir num produto que será apenas mais um no mercado.

O segmento da realidade aumentada e mista também mereceu atenção. O Android XR foi revelado em protótipo, acompanhado de óculos inteligentes ainda em fase embrionária. Há quem veja neles uma possível evolução do ecossistema Pixel, mas a Google mantém-se prudente, pois só avançará quando conseguir transformar esta categoria em algo mais do que mera curiosidade. O executivo deixou no ar que tais óculos poderão, um dia, coexistir com um dispositivo compacto e dobrável, mas a mensagem central foi clara, e parece não haver pressa.

O anúncio dos novos Google Pixel foi, por isso, um retrato curioso da estratégia da empresa americana. Por um lado, reforçou a aposta em smartphones tradicionais, wearables e acessórios de som. Por outro, colocou um travão em segmentos que muitos esperariam ver no horizonte imediato da empresa. O que se percebe das palavras de Osterloh é que a Google prefere arriscar menos e consolidar mais.

Grécia envia dois aviões Canadair para apoiar combate aos incêndios em Portugal

Grécia envia dois aviões Canadair para apoiar Portugal, no seguimento do pedido ativado através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.

Portugal vai receber esta sexta-feira dois aviões Canadair provenientes da Grécia, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia. As aeronaves vão operar a partir da Base Aérea de Monte Real e integrar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) até 25 de agosto.

O pedido de apoio europeu tinha sido formalizado pelo Governo português a 15 de agosto, através do Mecanismo de Proteção Civil, solicitando quatro aviões Canadair. Desde então, já chegaram ao país dois aviões Fire Boss enviados pela Suécia, bem como um helicóptero Super Puma de França, acompanhado por uma equipa de cinco elementos.

Os dois Canadair disponibilizados pela Grécia juntam-se agora a estes meios internacionais e aos dois aparelhos alugados diretamente pelas autoridades portuguesas, reforçando o dispositivo de combate aos incêndios que têm atingido várias regiões do território.

Foto: Avincis

Parque Nascente é o primeiro centro comercial em Portugal a disponibilizar protetor solar gratuitamente

Até ao final do verão, os visitantes do Parque Nascente podem utilizar dispensadores gratuitos de protetor solar, no âmbito do programa Saúde em Dia.

O Parque Nascente tornou-se o primeiro centro comercial em Portugal a disponibilizar dispensadores de protetor solar de uso gratuito. A iniciativa, que decorre até ao final do verão, resulta de uma parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro e integra o programa Saúde em Dia, promovido pela Klépierre.

Os equipamentos foram instalados nas entradas principais do centro comercial e fornecem protetor solar SPF50 a todos os visitantes. A medida pretende sublinhar que a exposição solar não acontece apenas em contextos de lazer, como na praia ou durante as férias, mas também em situações quotidianas, como caminhar na rua, aguardar por transportes ou almoçar numa esplanada.

Desde 19 de julho, o programa Saúde em Dia tem dinamizado diversas atividades de sensibilização, incluindo workshops sobre prevenção e diagnóstico precoce do cancro da pele, rastreios visuais e cardiovasculares, bem como sessões de nutrição com propostas de snacks saudáveis e adequados à estação.

Em Portugal, o melanoma, a forma mais grave de cancro da pele, regista mais de 1.200 novos casos por ano. Apesar da sua agressividade, a taxa de cura ultrapassa os 95% quando detetado numa fase inicial. O uso consistente de protetor solar, aliado à vigilância regular de sinais na pele, é apontado por especialistas como uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco da doença.

Oito hotéis pet friendly onde os cães são bem-vindos

De Norte a Sul, estes hotéis portugueses mostram que férias em família também incluem os animais de companhia.

Viajar deixou de ser apenas uma experiência pensada para as pessoas. Hoje, os animais de estimação são cada vez mais parte das rotinas familiares e também entram nos planos de férias. Em Portugal, a hotelaria tem vindo a adaptar-se a esta realidade, com várias unidades a abrir as portas aos patudos.

Nesse sentido, a Amazing Evolution decidiu reunir oito hotéis preparados para receber cães e gatos, tratados com a mesma atenção que qualquer outro hóspede.

Em Lisboa, o Czar Lisbon Hotel foi um dos pioneiros neste conceito e recebeu a cadela Cookie como primeira convidada oficial. Situado na Avenida Almirante Reis, este quatro estrelas permite a estadia de animais até 20 quilos, mediante taxa diária, com tipologias específicas preparadas para os acolher. No caso dos cães-guia, não existem restrições nem custos adicionais.

No Alentejo, em Lavre, o Sleep & Nature Hotel & Spa reforça a ideia de que o descanso também deve incluir os patudos. Aqui, cães de pequeno porte têm direito a amenities exclusivas e podem circular nas áreas exteriores desde que com trela, ficando apenas vedado o acesso a espaços comuns como restaurantes, spa ou piscinas. O ambiente rural e os campos em redor oferecem longos passeios e momentos de liberdade.

No Algarve, em Porches, o White Shell Beach Villas combina o conforto do eco resort com a proximidade do mar. Cada apartamento pode receber até dois animais de estimação, e as áreas ao ar livre são ideais para caminhadas junto à costa, ao ritmo do nascer e do pôr do sol. Também na região algarvia, em Portimão, o Algarve Race Resort aceita animais nos apartamentos, desde que respeitadas as regras de circulação. A localização, entre a serra e o Autódromo Internacional, permite conciliar momentos de adrenalina com a tranquilidade de um retiro em família.

No concelho de Alcácer do Sal, a Casa das Cegonhas distingue-se pela autenticidade do espaço rural e pelo ambiente familiar. Integrada na Herdade de Porches, disponibiliza alojamentos de diferentes tipologias e conta ainda com a companhia da cadela residente, Rosa, uma Jack Russel Terrier. Os hóspedes de quatro patas encontram ali um refúgio perfeito para explorar trilhos e viver em contacto direto com a natureza.

O Alentejo Litoral reserva mais duas propostas. O Monte da Bemposta, em Porto Covo, alia a tradição alentejana à proximidade do Atlântico. Cada estúdio pode receber um animal, sempre dentro das condições de segurança e conforto estipuladas, sendo obrigatório o uso de trela nas áreas exteriores. Já o Monte do Cerro, também em Porto Covo, aposta num registo mais descontraído. Num ambiente de harmonia com a paisagem envolvente, aceita animais sem limite de peso, convidando a um estilo de vida desligado do ritmo urbano.

No litoral norte de Lisboa, a Ericeira apresenta uma alternativa diferente com o You and the Sea. Este empreendimento, em sintonia com a cultura surfista local, disponibiliza apartamentos espaçosos e áreas exteriores dedicadas ao lazer. Os animais podem usufruir da estadia mediante suplemento e têm acesso a zonas específicas como o deck do restaurante Jangada ou o jardim, sempre acompanhados pelos donos. O hotel fornece ainda um kit canino com cama, tigelas e pequenos extras pensados para tornar a experiência completa.

RingConn Gen 2 Smart Ring – Review: o anel que cuida de nós (mesmo durante o sono)

Fundada em 2021, a RingConn tem vindo a ganhar destaque, mesmo num mercado cheio de grandes nomes. Ainda assim, fica a pergunta: será que vale mesmo a pena apostar num dos seus smart rings?

Num mundo cada vez mais acelerado e exigente, cuidar da saúde e do bem-estar deixou de ser uma opção para se tornar uma verdadeira necessidade. As exigências do trabalho, o ritmo frenético das cidades e o stress acumulado afetam diretamente o nosso corpo, nomeadamente o nosso sono e a nossa energia. Nunca foi tão importante estarmos atentos aos sinais que o nosso organismo nos dá e que, muitas vezes, ignoramos por falta de tempo, de consciência ou simplesmente por não termos as ferramentas certas para os interpretar.

E eu falo por experiência própria: tenho sentido o peso do cansaço acumulado, graças às longas de trabalho à secretária, o que muitas vezes ocupa não só o meu tempo, como também a minha energia mental. Tudo isto começou a refletir-se em noites mal dormidas, e como consequência, também notei uma quebra significativa no meu desempenho, não só no trabalho, como nos meus treinos de ginásio. Mesmo mantendo a rotina, sinto-me menos focada, com menos força e motivação. Foi a partir desse ponto que percebi a importância de ouvir melhor o meu corpo e procurar formas mais inteligentes e práticas de o acompanhar no dia a dia.

No entanto, algo que nunca me agradou foi a ideia de usar relógios ou pulseiras fitness. Tenho o pulso fino e, por mais leves que sejam, sinto sempre que são volumosos e desconfortáveis, sobretudo à noite, quando a ideia de dormir com um objeto preso ao pulso me parece impossível. No caso do meu marido, a resistência é ainda maior: ele simplesmente não gosta de ter absolutamente nada no pulso. Por isso, apesar da nossa curiosidade em acompanhar melhor o nosso bem-estar, acabávamos sempre por desistir da ideia e nunca chegávamos a usar nada e, como resultado, não sabíamos praticamente nada sobre os nossos próprios parâmetros de saúde.

Mas tudo mudou quando a RingConn ofereceu o seu mais recente RingConn Gen 2. A verdade é que, pela primeira vez, senti que tinha uma solução que se adaptava realmente ao meu estilo de vida: discreto, confortável e, acima de tudo, eficaz. Um pequeno anel no dedo, quase praticamente impercetível e que acaba por não me incomodar nada.

Mas antes de receber o anel definitivo, a RingConn enviou-me um kit com vários tamanhos de anel protótipo, juntamente com instruções muito claras. Uma das recomendações era experimentar o anel nos dedos indicador, médio e anelar da mão não dominante, para perceber qual se adaptava melhor. Os tamanhos disponíveis iam do 8 ao 14. Era também sugerido usar o anel escolhido durante pelo menos um dia inteiro, para garantir que o ajuste era realmente confortável e adequado ao uso diário. Tenho os dedos bastante fininhos, e por isso nem sempre é fácil acertar no tamanho certo – mas graças a este kit, não tive qualquer problema. Achei este passo muito útil, porque evitou erros e tornou o processo muito mais tranquilo.

Além disso, também tive de escolher a cor do anel, e confesso que a decisão foi totalmente influenciada pelos anéis que costumo usar no dia a dia. Assim, acabei por optar pela cor Royal Gold, que combina perfeitamente com o meu estilo habitual. Para quem preferir outras opções, existem também as versões Rose Gold, Matte Black e Future Silver. Depois de ter selecionado o tamanho 8, fiquei então a aguardar o envio do RingConn Gen 2.

O pacote com o meu RingConn Gen 2 chegou rapidamente e, no interior, vinha tudo muito bem organizado: o anel que escolhi no tamanho 8, um cabo USB-C, a caixa de carregamento e o manual de instruções. A apresentação é simples e minimalista e as visualmente apelativa – a caixa é toda branca, com apenas o logotipo e algumas imagens dos smart rings.

Já o RingConn Gen 2 em si é como a caixa: simples, mas bonito. Assim que peguei nele, surpreendeu-me a leveza, já que pesa apenas 2g. A cor dourada é muito agradável e o acabamento é brilhante, não mate, refletindo o que está à sua volta. Achei isto uma vantagem, porque faz com que o anel passe totalmente despercebido na minha mão, como se fosse um anel normal. Além disso, é um dos anéis inteligentes mais finos do mercado, com a sua zona mais estreita a medir 2mm, o que ajuda ainda mais a que seja discreto.

O Smart Ring destaca-se pela sua durabilidade e segurança, graças à construção em liga de titânio com revestimento PVD e resina epóxi de grau médico. Numa ou outra ocasião usei-o na mão dominante e acabou por ganhar pequenos riscos, o que só aconteceu por descuido meu. Desde que o uso só na mão não dominante, esse problema deixou de se verificar. Além disso, é resistente à água, com certificação IP68, o que significa que pode ser submerso até 100 metros – algo que me permite lavá-lo, tomar banho ou enfrentar dias de chuva sem qualquer preocupação.

O RingConn Gen 2 é compatível tanto com iOS como com Android, e liga-se facilmente ao smartphone através de Bluetooth 5.0. Utiliza ainda um módulo de baixo consumo, o que permite manter uma ligação constante sem comprometer a bateria.

Já em relação à autonomia, a bateria do RingConn Gen 2 surpreende pela positiva. Segundo a marca, é possível usá-lo entre 10 a 12 dias sem precisar de carregamento, e posso confirmar que isso corresponde totalmente à realidade. Consigo utilizá-lo sempre praticamente duas semanas seguidas, sem qualquer problema. A sua caixa de carregamento é totalmente preta, com um logótipo discreto em relevo na tampa. Ao abrir, encontramos uma zona de encaixe magnético onde basta aproximar o RingConn Gen 2 e ele encaixa-se automaticamente no lugar certo e começa logo a carregar. Na parte de trás, há uma entrada USB-C para o cabo incluído, e na parte frontal uma pequena luz azul indica o nível de bateria. Um detalhe muito prático: se a caixa estiver previamente carregada, nem é preciso tê-la ligada à corrente para carregar o Smart Ring.

No que diz respeito à monitorização, o RingConn Gen 2 funciona como um verdadeiro rastreador de saúde completo, já que faz o acompanhamento da qualidade do sono, dos níveis de stress, dos sinais vitais, da atividade física e até da saúde feminina. Todos estes dados são apresentados de forma simples e acessível na aplicação da RingConn, permitindo ter uma visão clara e diária do estado geral de saúde.

A aplicação em si é bastante intuitiva e tem um ecrã principal, o Insights, muito visual, onde nos é apresentado um trevo (chamado de Wellness Balance) que representa os quatro pilares da saúde: sinais vitais, sono, estado de relaxamento e atividade. À medida que o dia avança, cada “folha” do trevo vai crescendo conforme vamos cumprindo esses aspetos. O objetivo é que, no final do dia, todas as folhas estejam completas, sinal de um dia equilibrado em termos de bem-estar.

Achei este sistema especialmente interessante, porque para além de ser visualmente apelativo, motivou-me a tomar pequenas decisões – por exemplo, num dia em que a folha da atividade estava quase vazia, fui dar uma caminhada só para equilibrar o trevo. É uma forma muito prática de perceber, de imediato, quais são as áreas que precisam de mais atenção e o que podemos fazer para melhorar.

Para além do trevo, logo abaixo temos o separador do Sleep. Ao abrir, é-nos apresentado o tempo total de sono, bem como a sua eficiência. Mais abaixo, podemos fazer uma avaliação subjetiva da qualidade do sono dessa noite, e temos ainda acesso à divisão por estágios do mesmo: acordado, sono REM, sono leve e sono profundo, tudo apresentado de forma clara num gráfico.

A aplicação também indica se houve muitos movimentos durante a noite… e sim, regista o batimento cardíaco (BC), um dado importante ligado à saúde cardiovascular. Além disso, mostra a Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC), que mede o intervalo entre batimentos consecutivos. Quando estamos em stress, o coração tende a bater de forma mais regular, o que reduz a VFC. Já quando estamos mais relaxados, há mais variação entre os batimentos, e o valor da VFC sobe. No fundo, é uma métrica que ajuda a perceber os níveis de stress e o estado do nervo vago (que está associado à nossa capacidade de recuperação e equilíbrio).

Outros dados, como a saturação de oxigénio no sangue, a temperatura da pele e o ritmo respiratório, também ficam registados e acessíveis para consulta na aplicação.

Durante as noites em que usei o RingConn Gen 2, notei que o tempo total de sono registado nem sempre correspondia à minha experiência real. Em várias ocasiões, o anel indicava que adormecia mais cedo e acordava mais tarde do que realmente acontecia, o que fazia com que o gráfico apresentasse um tempo de sono total superior ao efetivo. Outro ponto a melhorar é a deteção automática de sestas – atualmente, é necessário registá-las manualmente na aplicação, o que pode ser pouco prático. Seria útil que, numa futura atualização, esta funcionalidade fosse incluída. Por fim, uma pequena nota: embora o anel seja leve e confortável, as luzes utilizadas para fazer as medições durante a noite podem, por vezes, incomodar ligeiramente o sono.

Curiosamente, durante o tempo que estava a dormir – e por vezes, também quando estava acordada – tive alguns episódios que o RingConn GEn 2 identificou como outliers – valores que fogem da norma, portanto -, divididos em maiores e menores. No meu caso, surgiram ambos: alguns relacionados com a VFC e outros com a SpO2, sendo que os mais frequentes foram outliers maiores, e de vez em quando também apareciam alguns menores. Este tipo de alertas revela-se bastante útil, já que pode ajudar a despistar possíveis alterações no corpo que, de outra forma, poderiam passar despercebidas. É uma mais-valia para quem quer estar mais atento aos sinais de saúde e bem-estar de forma preventiva.

O menu seguinte, Activity, acompanha o número de passos dados, as calorias gastas e o tempo passado em esforço físico. Apresenta um gráfico com as horas passadas em pé ao longo do dia, seguido de outro gráfico que mostra a intensidade da atividade, dividida entre inativa, baixa, moderada e vigorosa. No final, há um pequeno resumo que compara os dados da semana atual com os da anterior – por exemplo, se demos mais ou menos passos. Gostei bastante desta secção, especialmente porque faço treinos de força três vezes por semana, e este acompanhamento ajuda-me a perceber melhor os meus níveis de esforço físico ao longo dos dias. No entanto, senti que este menu ainda podia ser mais completo. Existe um menu em separado do exercício que vos vou falar mais à frente, mas mesmo aí falta, por exemplo, a capacidade de distinguir o tipo de exercício feito (como treino de resistência ou até yoga), o que tornaria a análise muito mais útil e personalizada. Para quem pratica atividades diferentes ao longo da semana, seria interessante que o RingConn Gen 2 reconhecesse automaticamente essas variações, uma vez que é possível adicioná-las, sim, mas apenas manualmente.

Por sua vez, o menu Stress apresenta um índice dividido entre quatro níveis: relaxado, normal, médio e alto. O mais curioso é que a aplicação utiliza um emoji que se vai movendo ao longo da barra, mudando de expressão e cor consoante o nosso estado. Quando estamos relaxados, a cara está branca e serena; passa a azul claro e ainda sorridente quando o stress é normal; torna-se azul escuro em momentos de stress médio; e, segundo a escala, chega ao vermelho quando o stress está no máximo. Confesso que nunca cheguei ao vermelho (felizmente!), por isso não sei se a aplicação sugere alguma ação específica nesses casos, como uma técnica de respiração ou um exercício de relaxamento.

Logo abaixo, podemos ver a média diária da VFC, bem como a média mensal, o que dá uma boa perspetiva da nossa evolução. O stress diário aparece também representado num gráfico por horas, ao longo do dia, e recebemos uma pontuação separada para o stress durante a madrugada, manhã, tarde e noite. Existe também um resumo do stress, que, tal como nos outros menus, compara a nossa pontuação atual com a da semana passada, permitindo perceber se estamos a melhorar ou se o nível de stress aumentou ao longo do tempo.

É uma ferramenta muito útil, porque temos literalmente a nossa ansiedade monitorizada 24 horas por dia – até durante o sono. Foi aliás assim que percebi que, em dias mais agitados, tenho picos de stress nas primeiras horas da madrugada, o que se reflete depois numa menor eficiência do sono e numa sensação de maior cansaço ao acordar. Como resposta, comecei a experimentar sessões de meditação guiada antes de dormir, especialmente em dias mais exigentes, e tenho notado melhorias. Nem sempre é imediato, mas ajuda-me a entrar numa noite mais tranquila e, consequentemente, a acordar melhor.

Já o menu Vital Signs mostra imediatamente se ocorreu algum dos outliers que há pouco falei, e se existirem, mostra exatamente a que horas aconteceram, bem como toda a informação novamente disponível num gráfico para consultar. Isto foi especialmente útil para perceber em que momentos ocorriam os outliers e tentar identificar o que poderia ter estado na origem desses episódios. O batimento cardíaco, o nível de oxigénio no sangue, a variabilidade da frequência cardíaca, a temperatura da pele e a taxa respiratória voltam a ser medidos (tal como durante o sono) mas, neste caso, os dados dizem respeito ao período diurno.

Temos ainda o menu Exercise, que permite registar e acompanhar os treinos de forma mais ativa. Embora o RingConn Gen 2 não tenha GPS, nem sensores para detetar tipos de exercício específicos, este menu serve essencialmente para que possamos iniciar manualmente uma sessão de treino e manter o registo da duração e intensidade da atividade. Podemos escolher entre diferentes categorias (como caminhada, corrida, ciclismo, treino de força, entre outros), o que ajuda a adaptar melhor a análise dos dados. Durante o treino, o RingConn Gen 2 continua a medir os sinais vitais – como a frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca e oxigénio no sangue -, fornecendo uma visão geral do esforço físico.

No final, a aplicação mostra um resumo com a duração, calorias gastas e outros indicadores de esforço. Apesar de não ser tão detalhado como um smartwatch com GPS integrado, este menu permite manter o registo das sessões e observar tendências ao longo do tempo.

Para além disso, existe ainda o menu Period Forecasts, ou “previsão do período”, que é pensado para mulheres em idade fértil. Ao abrir o menu vemos um calendário, com o dia do ciclo menstrual correspondente àquele em que a utilizadora se encontra.

Esta funcionalidade é uma mais-valia para quem quer acompanhar o seu ciclo menstrual com mais precisão – seja com o objetivo de engravidar, seja apenas para ter uma noção mais clara das fases do ciclo e do impacto que têm no bem-estar geral.

Saber em que fase estamos permite, por exemplo, identificar padrões de sintomas físicos e emocionais, o que pode ser útil para antecipar desconfortos ou, até, detetar possíveis irregularidades. No meu caso, tenho usado esta funcionalidade sobretudo para perceber se determinados sintomas, como mudanças de humor ou maior cansaço, estão ligados à fase da TPM ou não. Tem sido uma ajuda prática no dia a dia, porque me dá uma noção mais realista do que esperar do meu corpo em certos dias.

Uma das métricas que aparece novamente aqui é a da temperatura da pele, que já surge noutros menus da aplicação. Embora ache um pouco redundante ver este dado repetido, reconheço que neste contexto faz todo o sentido. A variação da temperatura é um dos indicadores utilizados para estimar a fase do ciclo em que estamos – por exemplo, a subida da temperatura basal após a ovulação. Isto pode ser especialmente útil para quem está a tentar engravidar ou apenas quer um acompanhamento mais atento da sua saúde hormonal.

Por fim, o último menu da aplicação é uma das funcionalidades mais recentes e, para mim, uma das mais relevantes: a Sleep Apnea Monitoring, ou a monitorização da apneia do sono. Esta novidade introduz uma camada extra de atenção à nossa saúde, ao avaliar o risco de apneia do sono com uma impressionante precisão de 90,7%, segundo a própria RingConn.

O processo de deteção é feito através de uma combinação de métricas, recolhidas com frequência surpreendente para um dispositivo tão pequeno: o nível de oxigénio no sangue é medido a cada 2 segundos, enquanto a variabilidade da frequência cardíaca é registada a cada 2,5 minutos.

Sempre que o nível de oxigénio no sangue desce mais de 3%, o RingConn Gen 2 regista essa queda como um possível episódio de apneia. Estes episódios vão sendo somados ao longo da noite, permitindo perceber não só se existe risco de apneia, como também o grau de severidade da mesma.

No meu caso, ao fim das três noites, o resultado final confirmou que não apresentava apneia do sono – o que coincide com o que já suspeitava, pois nunca tive sintomas ou queixas relacionados com dificuldades respiratórias noturnas. No entanto, achei particularmente interessante quando uma amiga minha, que tem alergias e costuma dormir com o nariz entupido, fez também o teste. Apesar de o RingConn Gen 2 não ter detetado apneia no caso dela, os dados mostraram uma redução clara nos níveis de oxigénio durante a noite. Isso acabou por validar a sua sensação de que respira com dificuldade quando dorme.

Esta funcionalidade revelou-se, por isso, não só útil para identificar possíveis casos de apneia, mas também como uma forma eficaz de perceber se existem alterações respiratórias durante o sono, mesmo que ainda não sejam graves, acabando por ser uma ferramenta relevante para quem quer otimizar mais o seu sono.

Dentro da aplicação da RingConn, existe também uma aba chamada Plan, que funciona como uma espécie de agenda personalizada do bem-estar. Através desta funcionalidade, é possível definir metas específicas relacionadas com o sono, a atividade física e até o nível de esforço desejado para cada dia da semana.

No que toca ao sono, podemos estabelecer uma hora ideal para nos deitarmos e outra para acordar. A aplicação envia notificações a lembrar essas metas, o que é especialmente útil para quem quer criar ou manter uma rotina de descanso mais consistente. Programei as notificações para reforçar o objetivo de dormir, pelo menos, 7h30 por noite, e senti que, mesmo que não fosse deitar-me logo, essas notificações exerciam uma certa pressão positiva, incentivando-me a preparar-me para dormir.

Já na parte do exercício físico, o utilizador pode escolher os dias da semana em que pretende treinar e definir a intensidade do esforço pretendido – seja uma atividade leve como uma caminhada, algo moderado como uma sessão de treino funcional, ou mesmo algo mais exigente como um treino de força ou corrida. Isto é ótimo para quem, como eu, treina várias vezes por semana e quer manter o compromisso, mas também ajustar o plano consoante a disponibilidade e energia de cada dia.

O facto de podermos adaptar estes parâmetros às nossas necessidades torna esta aba bastante versátil, funcionando como uma ferramenta de organização e motivação pessoal. Além disso, como a aplicação regista e compara os nossos comportamentos reais com os planos traçados, conseguimos perceber rapidamente se estamos a cumprir o que definimos – ou se é altura de reajustar os objetivos. Neste aspeto, ajudou-me a manter uma maior consistência nas minhas sessões de treino cardiovascular, que admitidamente sempre foram o meu ponto fraco.

Na aba Trends dá para acompanhar a evolução das métricas de saúde ao longo do tempo, como sono, stress, atividade física, sinais vitais e variabilidade do batimento cardíaco. Através de gráficos simples e comparativos, é possível analisar padrões diários, semanais e mensais, ajudando a perceber melhorias ou alterações relevantes no bem-estar.

Pessoalmente, acho este menu muito útil para fazer uma auto-avaliação contínua. Por exemplo, como costumo praticar exercício físico várias vezes por semana, gosto de ver se isso está a ter impacto na qualidade do meu sono ou na minha VFC. É também uma boa forma de detetar quando algo está fora do normal (se os níveis de stress aumentam, se o sono piora subitamente ou se o corpo está a reagir de forma diferente), o que pode ser um sinal de alerta para ajustarmos alguma coisa no estilo de vida.

Finalmente, na aba Me, encontramos uma secção mais técnica e personalizada da aplicação. Aqui podemos verificar rapidamente o estado da bateria do RingConn Gen 2, se este está ligado ou não ao dispositivo, e aceder a informações detalhadas sobre o próprio anel. É também nesta aba que temos acesso ao manual digital, sendo que no meu caso, não cheguei a precisar de usar, já que toda a navegação na aplicação é bastante intuitiva. Para além disso, existem várias configurações que podemos ajustar, desde preferências de notificações, sincronização de dados ou atualizações de firmware.

No geral, fiquei bastante satisfeita e surpreendida com a quantidade de detalhes que consegui obter sobre a minha saúde, incluindo algumas informações inesperadas, como os outliers que foram surgindo. É muito útil ter num só dispositivo várias métricas que ajudam a melhorar o desempenho no ginásio, a corrigir padrões de sono menos bons ou até a controlar melhor o ciclo menstrual. Além disso, o facto de ser tão discreto no dedo é uma grande vantagem. É, por isso, um gadget que pretendo continuar a usar para acompanhar a minha saúde em tempo real.

Em suma, o RingConn Gen 2 é um gadget discreto e muito completo, revelando-se uma excelente escolha para quem procura monitorizar a saúde de forma prática e elegante. Embora os utilizadores que pratiquem exercício físico intenso possam sentir falta de dados mais específicos, o anel compensa amplamente noutras áreas, como o sono, o stress e os sinais vitais. A sua relação custo-benefício é um dos grandes destaques: não exige subscrição mensal e, quando comparado com outros anéis inteligentes no mercado, oferece funcionalidades de elevada qualidade a um preço mais acessível. Uma aposta sólida para quem quer acompanhar a saúde ao minuto.

Quanto a preços, podem adquirir a partir do site oficial dos EUA, sendo que temos direito a um desconto. Basta que, antes do pagamento, insiram o código RC09. No final, irão pagar 355.51 dólares, cerca de 305€. Caso prefiram adquirir este RingConn Gen 2 a partir da loja europeia (têm de traduzir a língua, uma vez que está em alemão), basta que comprem por aqui. Também temos um código de desconto, ECHORC09, que vos dá 10% de desconto. No fim de tudo, o dispositivo irá custar-vos 305,10€.

reviews 2021 recomendado

Este dispositivo foi cedido para análise pela Roborock.

Chefs on Fire regressa a Cascais em setembro com cartaz de estrelas Michelin

A 7.ª edição do Chefs on Fire acontece no Parque Marechal Carmona, reunindo nomes consagrados e novas vozes da gastronomia portuguesa.

Cascais recebe nos dias 20 e 21 de setembro a sétima edição do Chefs on Fire, um dos principais eventos gastronómicos do país. Este ano, o festival instala-se no Parque Marechal Carmona, espaço emblemático da vila, com capacidade para acolher até 5.000 visitantes por dia.

Durante dois dias, 18 chefs nacionais e internacionais apresentarão pratos exclusivos, numa curadoria que combina nomes consagrados da gastronomia portuguesa com talentos emergentes. Organizado pela LOHAD, o evento mantém a aposta em experiências de excelência, reunindo profissionais que regressam ao cartaz e novas presenças que trazem propostas inéditas.

Entre os destaques encontra-se Américo dos Santos, do Belcanto, restaurante detentor de duas estrelas Michelin e três Sóis Repsol, reconhecido pela capacidade de transformar cada criação numa experiência singular. O alinhamento percorre o país de norte a sul, com nomes como Óscar Geadas (G Pousada, Bragança), Hugo Candeias (Ofício, Lisboa), Kiko Martins (O Talho, Lisboa) e Filipe Rodrigues (Taberna do Mar, Lisboa). Rui Paula e Catarina Correia, da Casa de Chá da Boa Nova, apresentam uma proposta inspirada no mar e na obra de Luís Vaz de Camões, cruzando tradição e inovação.

A lista integra ainda Nuno Castro (Fava Tonka, Matosinhos), Juliana Penteado (Lisboa), Sara Soares (Caos Vegetal, Lisboa) e Ana Leão (Babel, Porto). Rodolfo Lavrador, atualmente à frente do CURA no Ritz Four Seasons Hotel Lisboa, regressa a Portugal depois de experiências em Madrid, Nova Iorque e Londres. Já André Cruz, do Feitoria, imprime nos seus pratos a ligação à natureza que marca o seu percurso. O cartaz completa-se com Diogo Formiga (Encanto, Lisboa, com uma Estrela Verde Michelin e uma Estrela Michelin), Nuno Mendes (Locke Santa Joana, Lisboa), António Galapito (Prado, Lisboa, 1 Sol Repsol) e Fábio Quiraz (Vista, Portimão, 2 Sóis Repsol). Do Algarve chega ainda Noélia Jerónimo, distinguida com os Garfos Boa Cama Boa Mesa e conhecida como a “cozinheira dos chefs”, cuja cozinha reflete a simplicidade e frescura da Ria Formosa.

Para além da componente gastronómica, o Chefs on Fire apresenta novidades. A Escola de Fogo, criada em parceria com a Ecogrill e com curadoria de Alexandre Silva, propõe uma introdução às técnicas de cozinhar com fogo. A Escola de Fotografia, dirigida por Arlindo Camacho, oferece uma abordagem prática à captação da essência dos pratos. Já as Fire Talks, moderadas por Paulo Amado em colaboração com o Congresso de Cozinha, promovem debates sobre temas ligados à gastronomia. Haverá ainda uma área de Artes & Crafts, com curadoria de Vânia Rodrigues, dedicada ao artesanato português.

Os bilhetes para esta edição do Chefs on Fire estão disponíveis em diferentes modalidades: o passe diário inclui cinco pratos e duas bebidas por 85€, ou sete pratos e quatro bebidas por 100€. O passe de fim de semana, com 15 pratos e 10 bebidas, tem o valor de 200€. Este ano, surge também um bilhete diário de 50€, sem refeições incluídas. As crianças entre os seis e os doze anos pagam 20€ por dia, com acesso a uma área especialmente dedicada.

Xiaomi confirma chegada dos seus carros elétricos à Europa

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A Xiaomi está a preparar a sua entrada no mercado europeu de carros elétricos, que deverá ocorrer já em 2027.

A Xiaomi confirmou oficialmente que vai lançar os seus automóveis elétricos na Europa em 2027, numa aposta que representa a sua entrada num dos mercados mais competitivos do setor. O anúncio foi feito por Lu Weibing, presidente da empresa, e surge depois do êxito alcançado pelo SU7 na China, que conquistou milhares de encomendas e consolidou a posição da marca como nova força na mobilidade elétrica.

Ao escolher 2027 como data de estreia europeia, a Xiaomi dá a si própria tempo para consolidar a produção na China e, sobretudo, para preparar uma entrada que vai além da simples exportação de veículos. A criação de uma rede de distribuição sólida, bem como de serviços pós-venda e assistência técnica fiáveis, será determinante para convencer consumidores habituados a marcas já estabelecidas.

A escolha da Europa como próximo grande palco não é inocente. Trata-se de um continente que, apesar da forte concorrência, oferece uma procura crescente por veículos elétricos, alimentada por regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas e por uma rede de carregamento em expansão. No entanto, a Xiaomi terá de enfrentar não apenas a rivalidade das gigantes globais, mas também o cepticismo natural de consumidores que podem hesitar em confiar numa marca automóvel estreante.

Ainda assim, se a aposta for bem-sucedida, a empresa poderá replicar o modelo que já aplicou nos smartphones: preços competitivos, integração tecnológica avançada e uma rede de produtos conectados que potenciam a experiência do utilizador. Se falhar, ficará apenas como mais um caso de ambição desmedida de uma tecnológica a tentar entrar num setor onde a tradição e a confiança pesam tanto como a inovação.

O certo é que, em 2027, o mercado europeu de veículos elétricos poderá ganhar um novo protagonista vindo de Pequim, e os próximos dois anos dirão se a Xiaomi tem fôlego para acelerar ao nível dos gigantes que pretende desafiar.

Gemini está a chegar ao Google Home

A disponibilização do Gemini para o Google Home vai começar em outubro e de forma progressiva.

A Google revelou uma das maiores mudanças no universo da casa inteligente: a chegada do Gemini ao Google Home, que vai substituir progressivamente o velho conhecido Google Assistente. O anúncio foi feito pela empresa numa publicação onde fala de uma nova geração de interações domésticas, mais naturais, fluidas e próximas de uma verdadeira conversa.

Quase dez anos depois da estreia do primeiro assistente de voz da marca, limitado a perguntas simples e tarefas rotineiras, o salto tecnológico parece ser evidente. O Gemini baseia-se nos modelos de inteligência artificial mais avançados desenvolvidos pela empresa, já integrados em smartphones, mas agora aplicados a um ecossistema pensado para coordenar pessoas, dispositivos e rotinas diárias. Uma das grandes novidades está na forma como lida com comandos complexos. Deixa de ser necessário dar instruções fragmentadas, o que significa que frases como “apaga as luzes, exceto as do quarto” ou “baixa a temperatura e põe música relaxante” são entendidas de imediato, sem repetições nem ajustes. Esta contextualização aproxima a experiência de uma verdadeira conversa em vez de uma lista rígida de ordens.

As funcionalidades vão muito além da automação residencial. O Gemini será capaz de criar eventos de calendário, atualizar listas de compras de forma natural e, até, gerir eletrodomésticos inteligentes adaptados a diferentes etapas de uma preparação culinária. No entretenimento, a pesquisa multimédia promete ser igualmente intuitiva, e bastará pedir “a música que ganhou o prémio em 1990” ou “a banda sonora do filme Missão Impossível” para que o sistema procure a resposta em várias plataformas de streaming.

Mas a verdadeira revolução parece estar no Gemini Live, já que o utilizador não terá de repetir o habitual “Ok Google”. O diálogo vai-se manter aberto e contínuo, permitindo interromper respostas, pedir esclarecimentos ou mudar de assunto a meio da conversa. Imaginem estar a cozinhar e pedir ao assistente que sugira receitas a partir de apenas quatro ingredientes disponíveis. Aí, o Gemini irá guiar todo o processo passo a passo, adaptando-se às dúvidas no momento.

O lançamento do Gemini no Google Home está marcado para outubro, com uma fase de acesso antecipado que vai incluir versões gratuita e paga. Ao longo do tempo, o Google Assistente será completamente substituído por este novo sistema, marcando não apenas a evolução de um produto, mas possivelmente a maior transformação dos últimos anos no conceito de assistentes de voz domésticos.

Star of the Seas: Royal Caribbean apresenta novo navio da classe Icon

A Royal Caribbean batizou em Port Canaveral o Star of the Seas, novo navio da classe Icon. Com oito áreas temáticas, itinerários pelas Caraíbas e paragens em destinos exclusivos, marca um novo capítulo nas férias em família no mar.

A Royal Caribbean realizou em Port Canaveral (Orlando, Florida) a cerimónia de batismo do Star of the Seas, o mais recente navio de cruzeiro da classe Icon.

O Star of the Seas foi concebido com oito áreas temáticas distintas, cada uma com experiências próprias. Entre as atrações estão o parque aquático Category 6, a estrutura Crown’s Edge, a 47 metros acima do mar, sete piscinas – incluindo uma infinita suspensa – e o espaço Surfside, pensado para famílias com crianças pequenas. O entretenimento inclui produções de grande escala, como a adaptação musical de Back to the Future e espetáculos apresentados em diferentes palcos – do gelo ao teatro, passando pela água e pelo ar.

Michael Bayley, presidente e CEO da Royal Caribbean International, salientou que este navio “oferece mais aventura e mais formas de criar memórias inesquecíveis em família”.

O novo navio vai operar a partir de Port Canaveral em itinerários de sete noites pelas Caraíbas Orientais e Ocidentais, incluindo paragens no destino exclusivo da companhia, Perfect Day at CocoCay, nas Bahamas. Este lançamento dá continuidade à estratégia iniciada com o Icon of the Seas, que entrou em serviço em Miami.

Nos próximos anos, a companhia de cruzeiros prevê expandir a sua oferta com novos destinos e experiências. Em dezembro de 2025 abrirá o Royal Beach Club Paradise Island, nas Bahamas, seguido do Royal Beach Club Cozumel, em 2026. Já em 2027 está prevista a inauguração do Perfect Day Mexico, que promete ser mais um marco na evolução das férias no mar.

Benfica lança coleção inédita com tecnologia MB WAY pulse integrada

Clube alia inovação tecnológica à paixão dos adeptos, ao permitir pagamentos contactless em artigos oficiais sem Internet, bateria ou cliques.

O Sport Lisboa e Benfica apresentou uma coleção inédita que funde tecnologia financeira e identidade desportiva, ao lançar produtos oficiais com pagamentos contactless integrados através da solução MB WAY pulse. A camisola, cachecol e porta-chaves do clube passam agora a funcionar não apenas como símbolos de pertença, mas também como meios de pagamento sem necessidade de Internet, bateria ou qualquer clique.

A camisola oficial do Benfica, equipada com chip de pagamento, é o destaque da coleção e estará disponível por 49,99€ nas lojas físicas e online do clube, bem como na loja MB WAY pulse. O cachecol, peça central da cultura adepta e agora transformado no primeiro cachecol de futebol em Portugal com tecnologia de pagamento, poderá ser adquirido por 14,99€. Já o porta-chaves, pensado como um objeto de uso diário que acompanha o adepto em qualquer contexto, terá igualmente o preço de 14,99€.

Para o clube encarnado, trata-se de uma forma de modernizar a experiência dos adeptos, facilitando pagamentos em estádios, cafés ou transportes, ao mesmo tempo que se reforça o vínculo emocional ao clube.

Futuros tablets da Amazon chegarão com o Android em vez do Fire OS

Os tablets da Amazon deixarão de utilizar o Fire OS, apostando numa versão próxima do Android Stock.

A Amazon prepara-se para uma grande mudança na sua linha de tablets Fire, ao abandonar o Fire OS em favor de uma versão completa do Android. Esta decisão está a ser associada ao chamado Projeto Kittyhawk, que se distancia da ideia de um ecossistema fechado e centrado na Appstore da própria empresa, e que sempre funcionou como um entrave à expansão da gama Fire fora do universo mais fiel da marca.

Desde 2011, os tablets Fire serviram como porta de entrada para os serviços da Amazon, sacrificando a compatibilidade com o Android a favor de uma estratégia de fidelização. O resultado foi uma oferta acessível, mas limitada, sem acesso oficial à Play Store e com restrições que os consumidores mais exigentes nunca aceitaram de bom grado. Com o Projeto Kittyhawk, a empresa procura dar a volta a essa questão, oferecendo um sistema operativo próximo do Android puro, capaz de rivalizar diretamente com as soluções de marcas como a Samsung ou a própria Google.

O primeiro modelo desta nova geração, previsto para 2026, deverá posicionar-se num patamar mais ambicioso, com um preço anunciado em torno dos 350€, praticamente o dobro do Fire Max 11. Contudo, apesar da ausência de detalhes técnicos, como o tamanho do ecrã, processador ou memória, não impediu a já inevitável comparação com o iPad de entrada de gama, sinal de que a Amazon parece disposta a enfrentar concorrentes de peso..

Curiosamente, a informação avançada pela Reuters surge sensivelmente na mesma altura em que a Amazon anunciou o encerramento da Appstore para dispositivos Android que não sejam Fire, limitando-a exclusivamente aos seus próprios tablets e televisores. Esta aparente contradição só reforça a ideia de uma reorientação estratégica: se a loja de aplicações perde terreno, a adoção plena do Android poderá devolver relevância ao hardware da Amazon, agora com acesso nativo ao ecossistema da Google.

Ainda assim, a história aconselha cautela. Em 2014, o Fire Phone revelou-se um fiasco monumental, preso entre um sistema fechado e um preço demasiado alto. Portanto, o projeto interno Kittyhawk sugere que a Amazon vê a situação como um novo ponto de partida, mais aberto a parcerias externas, como se viu recentemente com o investimento na Anthropic para reforçar o papel da inteligência artificial no Alexa e no chatbot Cedric.

Caso o plano resulte, os tablets Fire poderão conquistar uma relevância que nunca tiveram, deixando de ser meros dispositivos low-cost para se afirmarem como alternativas credíveis no panorama Android. Se falhar, será apenas mais um episódio na longa lista de experiências tecnológicas da Amazon que nunca tiveram o sucesso desejado.

ARTE substitui AMA: Governo cria nova agência para liderar a reforma tecnológica do Estado

A antiga AMA dá lugar à ARTE, a nova agência responsável pela transformação tecnológica do Estado, liderada pelo primeiro CTO do Estado.

O Governo avançou com a reestruturação da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), que passa agora a ter uma nova designação e missão: Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE). Esta alteração enquadra-se no Programa do XXV Governo Constitucional, que definiu a Reforma do Estado como prioridade estratégica, assente em quatro princípios fundamentais: digitalização, simplificação, articulação e responsabilização.

A transformação da AMA em ARTE responde às exigências da era digital, procurando alinhar atribuições e objetivos com os novos desafios da Administração Pública. A nova agência integra as competências da antiga AMA, mas assume também funções adicionais consideradas determinantes para concretizar a meta de colocar Portugal entre os dez países mais avançados digitalmente até 2030.

Um dos elementos centrais desta reorganização é a criação da figura de Chief Technology Officer do Estado (CTO), que assumirá a liderança da ARTE. Esta função representa uma inovação estrutural, concebida para garantir uma coordenação estratégica transversal, até agora inexistente na Administração Pública portuguesa. A introdução desta liderança centralizada visa reforçar a coerência, a escala e a integração das políticas digitais do Estado, assegurando igualmente maior robustez técnica e capacidade de resposta na prestação de serviços públicos.

A aposta governamental procura ultrapassar a fragmentação que caracterizou, durante décadas, a gestão tecnológica da Administração Pública, marcada por modelos isolados e falta de interoperabilidade. Com a criação da ARTE e a nomeação do CTO do Estado, a prioridade passa a ser a consolidação de um modelo integrado de governação digital, onde sistemas interoperáveis permitam aplicar de forma plena o princípio do “só uma vez”, simplificando o relacionamento de cidadãos e empresas com os serviços públicos.

O Governo sublinha que um Estado moderno deve liderar pelo exemplo, promovendo uma comunicação unificada, partilhando infraestruturas e baseando decisões em dados concretos. A transformação tecnológica global em curso exige, nesta perspetiva, uma Administração Pública capaz de inovar, antecipar e responder com agilidade. Portugal pretende, assim, afirmar-se na linha da frente da transição digital europeia e internacional.

A ARTE terá como missão conduzir a modernização tecnológica da Administração Pública, harmonizando políticas digitais e criando condições para acelerar a transformação digital em todo o país. A agência será dotada de meios técnicos e humanos especializados para responder a áreas emergentes, como a Inteligência Artificial, promovendo a inovação, garantindo serviços públicos de excelência e reforçando a literacia digital da população.

Roborock Saros 10 – Review: o robô aspirador que promete mudar a vossa rotina de limpeza

Grande, redondo e incansável, o Roborock Saros 10 chegou para provar que manter o chão da casa impecável não precisa de dar (muito) trabalho.

Somos fãs assumidos da Roborock – e, ao que parece, não estamos sozinhos. A marcas lidera as vendas mundiais de aspiradores robô, e isso não acontece por acaso. A reputação fala por si: produtos fiáveis, eficientes e cada vez mais inteligentes.

E sejamos honestos… em pleno 2025, quem ainda aspira e lava o chão à mão está a perder o seu tempo desnecessariamente. Para quê fazer tarefas que um aspirador robô consegue fazer perfeitamente sozinho? No mercado, já existem muitos modelos que aspiram e limpam o chão, mas há modelos que se destacam da concorrência. É esse o caso do Roborock Saros 10.

Atualmente, a maioria dos aspiradores robô acaba por partilhar funcionalidades semelhantes, com apenas algumas diferenças subtis como o tipo de mopa, se é redonda e gira, ou se é fixa e vibra, como acontece com o Roborock Saros 10. Este modelo, no entanto, destaca-se dos demais pelo uso avançado de inteligência artificial, permitindo-lhe reconhecer obstáculos, detetar manchas e adaptar-se automaticamente a tapetes. Por isso, o essencial ao testar qualquer robô, tal como fizemos com o Roborock Saros 10, é perceber se o aspirador cumpre o que promete, conseguindo limpar tudo o que deve numa sessão, ou seja, se graças à inteligência artificial podemos confiar que a limpeza é completa e eficiente e, sobretudo, não precisa da nossa supervisão constante.

Ao receber o Roborock Saros 10, encontrámos uma embalagem robusta e bem estruturada, contendo o robô aspirador, a base de carregamento RockDock Ultra 2.0, filtros, escovas, panos de limpeza e o manual de instruções para facilitar a configuração e utilização.

Em termos de design, recebemos a versão em branco (também existe em preto), e o que mais nos chamou a atenção foi a combinação do branco com detalhes em cinzento metálico, tanto no robô como na base de carregamento. Este contraste dá-lhe um ar moderno, mas também uma aparência mais elegante e premium. A base, apesar de mais compacta do que outras que já testámos, cumpre perfeitamente a sua função, e isso não afeta a frequência com que é preciso encher o reservatório de água limpa ou esvaziar o de água suja.

A construção do Roborock Saros 10 também parece ser bastante robusta. Embora raramente colida com objetos, nas poucas vezes em que isso aconteceu, não ficou com amolgadelas nem riscos visíveis, o que representa uma melhoria face ao que notámos na versão S6 e, até, no S7 Max V Ultra, modelos que já nos passaram pelas mãos.

O corpo redondo de 35 cm de diâmetro do Roborock Saros é relativamente baixo, com apenas 7,98 cm de altura, o que lhe permite passar por debaixo de muitos móveis, inclusive do sofá que temos aqui em casa, que é bastante baixo. No topo, encontramos a torre LiDAR retrátil, responsável pela navegação e mapeamento da casa, que se ajusta automaticamente em altura graças à tecnologia RetractSense. Ou seja, sempre que o Roborock Saros 10 precisa de limpar debaixo do sofá, por exemplo, o LiDAR desce automaticamente, e assim que sai dessa zona, volta a subir.

Na parte superior do Roborock Saros 10 encontramos três teclas de acesso rápido que permitem controlar o robô sem recorrer à aplicação. Todas as teclas são retroiluminadas, facilitando a identificação mesmo em locais com pouca luz, e respondem de forma imediata ao toque. Sempre que são acionadas, emitem um aviso sonoro e, além disso, uma voz em Português – sim, é mesmo em Português de Portugal! -, indica qual o comando selecionado, garantindo que sabemos exatamente a função ativada em cada momento. A primeira serve para ligar ou desligar, e também para iniciar ou pausar a limpeza a qualquer momento. A segunda ativa o modo de limpeza localizada, útil quando há sujidade concentrada numa área específica e queremos que o aspirador se foque apenas nesse ponto. Já a terceira envia o Saros 10 diretamente de volta à base, seja para carregar, esvaziar o depósito ou lavar a mopa, consoante o que estiver programado naquele momento. Esta tampa superior é presa por ímanes, o que acaba por facilitar bastante a sua remoção. Ao levantá-la, conseguimos ver o depósito de água e pó, que estão embutidos e são automaticamente esvaziados e reabastecidos pela RockDock Ultra 2.0. Um detalhe curioso é que, nesta versão, o depósito do lixo é mais pequeno do que em modelos anteriores, com cerca de 270ml, o que faz com que o robô tenha de regressar à base mais vezes para esvaziar, acabando por interromper ligeiramente o ritmo da limpeza.

Na parte frontal, está integrada uma câmara RGB com sistema de iluminação e sensores verticais e laterais. É aqui que entra a Reactive AI 3.0, que identifica obstáculos em tempo real e ajusta o percurso com grande precisão.

Na parte inferior do robô, destaca-se a escova principal em borracha, a DuoDivide, pensada para lidar com vários tipos de pavimento e, acima de tudo, evitar que cabelos se enrolem ou fiquem presos. O design é engenhoso: a escova está dividida em duas secções que direcionam a sujidade para o centro, onde se encontra o bocal de aspiração. Esta solução revela-se especialmente útil em casas com animais ou com pessoas de cabelo comprido, onde os fios no chão são uma constante. Ainda existe uma escova lateral rotativa, a FlexiArm, localizada do lado direito, que serve para limpar bordas e cantos com maior precisão, com duas hastes rotativas – em vez das três habituais encontradas em modelos anteriores. Do lado direito temos ainda uma mopa mais pequena lateral, com a mesma função que a FlexiArm, mas para limpeza. Um dos pontos mais positivos é que o sistema anti-emaranhamento funciona de forma exemplar. Até agora, praticamente nenhum cabelo, pelo ou outro tipo de fio ficou preso nas rodas ou escovas do aspirador, algo que nunca vimos em outros modelos que já testámos.

É também nesta área que encontramos dois pontos de contacto para carregamento automático na base, bem como o sistema de lavagem VibraRise 4.0, com uma mopa removível vibratória que vibra até 4.000 vezes por minuto, destacando-se de forma simples: basta puxar o velcro e deslizar para o lado. Se for para remover completamente o aparelho de limpeza, basta pressionar um botão lateral laranja.

Quando o Roborock Saros 10 está na base e só com o modo de aspiração ativo, a mopa fica guardada e o aspirador parte sem a dita cuja. E por falar em mopa, nota-se que é bastante pesada, o que acaba por tornar o Roborock Saros 10 um pouco mais pesado que outros modelos. Mas é também essa pressão extra permite uma limpeza mais eficaz para certos tipos de manchas.

Inclui também uma roda omni-direcional com uma pequena escova incorporada, que tem a função de ir limpando a própria roda enquanto o robô trabalha, evitando que fique suja ou que acumule resíduos no seu interior. Na prática, esta solução facilita muito, pois impede que precisemos de usar uma tesoura, por exemplo, para remover resíduos presos nas rodas, uma tarefa incómoda e muitas vezes difícil de fazer.

No fim de contas, todas estas funcionalidades permitem que o Roborock Saros 10 se adapte perfeitamente ao tipo de chão que está a aspirar. Aqui por casa não temos tapetes, por isso o Roborock Saros 10 só limpou o chão flutuante, mas surpreendeu-nos quando subiu uma pequena base do duche de 3 cm que temos na casa de banho, mesmo não sendo essa a sua função principal. Para testar melhor, colocámos um tapete pequeno, que também conseguiu ultrapassar ao retrair as mopas, graças a um sistema elevatório que garante que o aspirador eleva as mopas automaticamente quando deteta que está a passar por cima de um tapete, evitando assim humedecer esse tipo de superfícies. Este mecanismo é rápido e silencioso, voltando a baixar assim que regressa ao chão duro, o que promove uma limpeza mais fluida. Outra situação em que este sistema mostra bastante utilidade é quando, no final da limpeza, o robô regressa à base e a mopa mantém-se elevada, garantindo assim que não arrasta sujidade ou deixa um rasto de humidade pelo caminho.

Ainda relativamente à sua função de limpeza com mopa, a tecnologia VibraRise 4.0 surpreendeu-nos pelo seu poder de ação. Confessamos que antes preferíamos mopas rotativas individuais, mas como é possível personalizar a frequência com que a mopa se auto-lava (por exemplo, após a limpeza de cada divisão do espaço) e controlar a intensidade da limpeza, o chão fica realmente impecável, sem qualquer necessidade de usar esfregonas ou outro tipo de mopas, sobretudo se não houver manchas mais escuras ou pegajosas.

Durante a aspiração e lavagem, o Saros 10 faz algum ruído, mas nada fora do comum, sobretudo em modo silencioso, onde chega até aos 52 dB. A maior diferença que notámos até foi mais no esvaziamento na base Rockdock Ultra 2.0, que é muito mais silenciosa, com os seus 72 dB, comparada a modelos anteriores, que tinham um barulho mais intenso durante o esvaziamento. Embora não seja uma característica essencial, esta redução de ruído acaba por ser útil para quem tem horários restritos ou crianças pequenas, já que torna mais fácil colocar o aspirador a funcionar sem incomodar. O tempo de limpeza da mopa na estação ainda demora alguns minutos, o que prolonga a duração total do ciclo do Roborock Saros 10, mas, em compensação, a mopa fica realmente bem limpa e raramente é preciso lavá-la na máquina. É importante destacar que, na base, por baixo do local onde a mopa fica quando o aspirador está estacionado, existe uma escova que realiza uma limpeza com movimentos mais eficazes, auxiliada com água aquecida até 80ºC, para garantir que todas as nódoas são mesmo removidas.

A base do Roborock Saros 10, a RockDock Ultra 2.0, tem um formato muito compacto, como já referimos anteriormente, com cerca 409x440x470mm, e apresenta na parte frontal dois pontos de contacto para o carregamento automático do robô. Estes pontos estão protegidos por uma superfície lisa que evita o acúmulo de poeira.

Ainda nesta zona inferior, além da escova embutida também já referida, integra ainda um sistema automático que esvazia o depósito de água suja e enche o reservatório de água limpa, contando com um pequeno tubo de escoamento que pode ser removido para limpeza manual. Pela nossa experiência, quanto mais cuidadosa for esta manutenção do equipamento por parte do utilizador, maior será a durabilidade e eficiência do mesmo, embora no caso deste modelo concreto a limpeza manual seja necessária com menos frequência graças à sua própria auto-manutenção, que acaba por ser extremamente eficaz.

Na zona frontal da RockDock Ultra 2.0 existe uma “gaveta” que se abre facilmente com um clique e que dá acesso ao saco do lixo, que possui ainda um filtro atrás do mesmo. Ao lado, encontramos um pequeno reservatório para o detergente (recomendado pela Roborock), o que se revela muito mais prático do que adicionar o detergente manualmente, já que evita erros de dosagem.

Na sua parte superior tem uma tampa que, ao abrir, permite retirar os depósitos de água suja e água limpa, onde é armazenada a água usada e a água lavada, respetivamente. Com cerca de 4L cada um, são fáceis de identificar pelos símbolos nas tampas: uma exibe uma gota azul de água limpa, e a outra uma gota branca com detritos. Para terminar, a rampa que ajuda o Roborock Saros 10 a entrar na RockDock Ultra 2.0 tem dois caminhos com relevo, um de cada lado, o que facilita a subida e o posicionamento do robô. Embora às vezes ele se atrapalhe durante o processo, no final consegue sempre voltar à base. Para lavar a rampa, basta removê-la e passar por água, já que esta tende a acumular algum pó e pequenos detritos ao longo do tempo.

Se, durante o processo de auto-lavagem na base, o Roborock Saros 10 detetar que a mopa ainda está demasiado suja, o sistema inteligente da base pode enviar automaticamente o aspirador de volta para repetir a limpeza. Este comportamento mostra bem como o robô não se limita a cumprir uma ordem básica, mas está equipado com sensores e algoritmos que o ajudam a avaliar a eficácia da limpeza em tempo real e a agir em conformidade, sem ser necessária qualquer intervenção manual.

Relativamente à aplicação Roborock, esta é uma ferramenta indispensável para tirar o máximo partido do Roborock Saros 10. Intuitiva e fácil de usar, permite controlar o aspirador remotamente, agendar limpezas, definir zonas de exclusão e ajustar modos de aspiração e lavagem, como de resto é habitual nos outros aspiradores da marca. A ligação ao Roborock Saros 10 é feita de forma rápida e sem complicações, permitindo começar a utilizá-lo quase de imediato.

O primeiro mapeamento foi feito de forma extremamente rápida, com uma duração de 20 minutos, em que foram definidas corretamente as diversas zonas do espaço em si, bem como algumas mobílias maiores. Através do mapa interativo criado do espaço a ser limpo, é possível visualizar em tempo real a zona que o robô está a limpar, logo podemos acompanhar o progresso da sessão. Outras funcionalidades permitem ajustar a intensidade da aspiração, a vibração da mopa e o volume de água, adaptando-se assim a diferentes tipos de piso, seja para libertar mais água em azulejos ou menos quando é chão de madeira.

Na aplicação, existe ainda uma outra funcionalidade particularmente útil para quem tem chão de madeira ou flutuante, para além do controlo do fluxo de água: é possível programar o Roborock Saros 10 para aspirar no sentido do padrão do pavimento. Isto significa que o percurso do aspirador pode ser ajustado para seguir a direção do grão natural do chão, em vez de ir contra ele. No nosso caso, tendo chão flutuante, acaba por ser um detalhe útil não só a nível visual (já que evita marcas desalinhadas), mas também na eficácia da limpeza, pois o movimento acompanha as pequenas irregularidades e ranhuras do material, permitindo uma aspiração mais minuciosa, e garantindo, ao mesmo tempo, que o chão não fica danificado.

Sempre que está em funcionamento, a aplicação envia notificações sobre o estado do dispositivo, alertas de manutenção e atualizações de firmware. No entanto, desde que começámos a utilizar o Roborock Saros 10, este recebeu apenas uma atualização, o que tanto pode representar um ponto menos positivo deste aspirador robô… ou a equipa de programadores não descobriu mais bugs ou funcionalidades que possa acrescentar. Outro ponto menos positivo prende-se com o facto de só ser possível criar até 10 zonas de exclusão, o que pode ser limitador para quem tem uma casa maior e quer restringir várias áreas. Ainda assim, essas zonas proibidas funcionam perfeitamente, garantindo que o Roborock Saros 10 não entre onde não deve.

No fundo, a aplicação é o verdadeiro centro de comando do Roborock Saros 10, onde podemos personalizar e controlar o aspirador exatamente ao nosso gosto. No nosso caso criámos zonas específicas para que o robô evite certos espaços, como áreas onde a nossa cadela costuma comer ou descansar. Uma das funcionalidades mais divertidas que descobrimos é o uso da câmara e do microfone integrados no aspirador, que usamos para falar com a nossa cadela à distância, o que às vezes é útil para acalmá-la quando não estamos por perto ou, simplesmente, para ver as suas reações enquanto o Roborock Saros 10 anda a trabalhar.

Ainda na aplicação, temos a aba Manutenção que nos mostra o tempo restante, em horas, para substituir componentes como filtros, escova principal ou escova lateral. Nas definições, é possível configurar diversos parâmetros da RockDock Ultra 2.0, como o intervalo de lavagem da mopa (por tempo ou por divisão), o tipo de lavagem (profunda com água quente ou mais superficial à temperatura ambiente) e até se queremos adicionar solução de limpeza. Costumamos deixar estas opções em modo inteligente, para que o sistema ajuste automaticamente o volume de água e a duração da lavagem conforme o grau de sujidade da mopa. Também é possível definir a frequência com que o depósito do lixo é esvaziado, algo útil para adaptar conforme a limpeza necessária. Após cada lavagem, a mopa passa por um ciclo de secagem de até 60ºC para evitar maus odores, e essa duração também pode ser ajustada na aplicação. No geral, este sistema funciona muito bem, e raramente sentimos necessidade de retirar a mopa para a lavar na máquina.

A aplicação também permite aceder ao histórico completo das limpezas já realizadas, podendo selecionar qualquer sessão para ver em detalhe o percurso feito pelo aspirador, as zonas por onde passou, o padrão de limpeza utilizado, o tempo total da tarefa e a área que conseguiu cobrir. Para quem tem muitos objetos espalhados pela casa ou animais de estimação, o sistema de evitamento de obstáculos reativo é especialmente útil, recorrendo à inteligência artificial para desviar-se de forma precisa e reduzir o risco de acidentes. É até possível registar fotos desses obstáculos, que depois podem ser visualizadas ao tocar nos respetivos ícones no mapa. Existe ainda a opção “Menos Colisão”, que, ao ser colocada em modo sensível, aumenta o cuidado com os objetos, embora possa reduzir ligeiramente a eficiência da limpeza.

No mesmo menu encontramos a função “Animal de Estimação”, que reconhece gatos e cães para ajustar o percurso e ser mais cuidadoso na sua aproximação. Tal como no caso dos obstáculos, também aqui é possível registar fotos. Na nossa experiência com a nossa cadela, o Roborock Saros 10 manteve-se sempre alerta, desviando-se quando era preciso, e nunca tivemos problemas, sobretudo tendo em conta que já vimos casos de outros robôs prenderem a cauda de cães, e é a pensar nesses casos mais extremos que devem selecionar o modo Pet. Este modo, embora pensado para casas com animais de estimação, acaba por tornar o aspirador mais cauteloso no geral, tornando-se uma boa solução mesmo para quem não tem animais de estimação e quer garantir que os seus objetos não sofrem nenhum dano.

Outra funcionalidade interessante presente na aplicação é o SmartPlan 2.0, que basicamente funciona como um sistema de planeamento inteligente capaz de ajustar a limpeza de forma automática, sem termos de estar constantemente a alterar definições. Este modo analisa o mapeamento da casa e aprende com as limpezas anteriores, adaptando não só o percurso, como também a potência de sucção e a quantidade de água utilizada na mopa, tudo de forma dinâmica e em tempo real. Na prática, isto significa que o aspirador consegue, por exemplo, perceber que a cozinha precisa de uma limpeza mais intensa e optar por um padrão cruzado para garantir que não fica pó ou gordura no chão, enquanto noutras divisões pode seguir um percurso mais simples e rápido.

O Roborock Saros 10 vem equipado com o sistema LiDAR (Light Detection and Ranging), uma tecnologia de mapeamento e navegação que acaba por funcionar como os “olhos” do aspirador. O seu modo de funcionamento é bastante complexo, já que projeta um feixe de luz invisível para medir distâncias com grande precisão e, dessa forma, criar um mapa 3D detalhado de todas as divisões. Esta é, aliás, a principal vantagem do Roborock Saros 10: combinar o mapeamento LiDAR com inteligência artificial avançada, que processa os dados em tempo real. Ou seja, não se limita a evitar obstáculos – o aspirador robô identifica que objetos baixos e estreitos, como cabos, não devem ser puxados, enquanto outro tipo de coisas, como chinelos, são contornados. Embora não seja infalível e, por vezes, suba a base das pernas da secretária que temos no escritório, apresenta ainda assim uma clara vantagem face a outros modelos que já testámos. O sistema LiDAR é extensível, graças à tecnologia RetractSense, que deixa ajustar ligeiramente a sua posição para melhorar a leitura em locais baixos ou com ângulos difíceis, permitindo ainda navegar com mais precisão e evitar choques desnecessários, mesmo em divisões complexas. Para limpar debaixo do sofá, o Roborock Saros 10 baixa automaticamente o sensor, sem falhas. Em comparação com sistemas que usam apenas câmaras, o LiDAR mantém a precisão mesmo no escuro, acionando automaticamente uma luz auxiliar em áreas pouco iluminadas. É uma opção interessante para limpezas noturnas, especialmente para quem não tenha vizinhos no andar de baixo.

Para colocar à prova o sistema de evitamento de obstáculos, espalhámos pelo chão vários objetos, incluindo cabos, carregadores, comandos, sapatos e, até, panfletos. O Roborock Saros 10 conseguiu desviar-se de todos sem dificuldades… exceto do panfleto, provavelmente por ser demasiado fino. No geral, é muito eficaz a detetar e evitar obstáculos, mas, tal como acontece com outros robôs, objetos muito planos ou leves, como uma folha de papel, podem passar despercebidos.

Um ponto curioso é que o robô aspirador não identifica a base das pernas da secretária como um obstáculo, acabando por subir ligeiramente sobre elas, o que, por um lado, não é mau, já que permite aspirar o pó que se acumula nessa zona, mas, por outro, acaba por ficar preso e a fazer alguma força para se libertar. Esta situação, além de pouco prática, não é benéfica para as engrenagens do Roborock Saros 10.

O aspirador também é capaz de subir para a base de duche, tal como referido anteriormente, e por isso mesmo fomos “obrigados” a criar uma zona interdita na aplicação para evitar que tal aconteça mais vezes.

Durante a aspiração, nota-se que o Roborock Saros 10 tem bastante cuidado para não colidir com objetos. Aproxima-se de forma precisa e controlada, evitando qualquer impacto brusco. No caso dos rodapés, encosta-se apenas o suficiente para garantir que aspira junto à parede, mas sempre de forma subtil e delicada, sem causar marcas ou desgaste. Isto é possível também graças a dois elementos importantes para melhorar a navegação em ambientes mais apertados ou complexos: o Upward Range Finder e o Top Contact Sensor.

O Upward Range Finder é um sensor que aponta para cima e mede distâncias verticais, ajudando o aspirador a perceber se pode, ou não, passar por baixo de móveis, prateleiras ou outros obstáculos suspensos. Assim evita ficar preso ou bater na parte superior, algo que acontece com frequência em aspiradores que apenas analisam o espaço ao nível do chão. Já o Top Contact Sensor funciona como uma “almofada de toque” na parte superior do robô. Quando o Roborock Saros 10 toca suavemente na parte inferior de um móvel ou estrutura, o sensor deteta o contacto e indica ao sistema que deve recuar ou ajustar a rota. Muito útil para proteger tanto o equipamento, como os móveis, evitando riscos, arranhões ou danos na estrutura do aspirador.

O Adaptilift Chassis do Roborock Saros 10 é outro sistema que ajusta automaticamente a altura da parte frontal do aspirador, permitindo que se adapte ao tipo de piso ou obstáculo que encontra. Quando está a aspirar tapetes ou carpetes mais espessas, o chassis eleva-se ligeiramente para manter a escova principal na posição ideal e evitar que fique demasiado pressionada contra a superfície. Já em pisos duros, baixa-se para garantir uma sucção mais próxima e eficaz.

Outro ponto importante é que, graças a este sistema, o Roborock Saros 10 consegue ultrapassar obstáculos até 4 cm de altura, como soleiras, bases de tapete mais espessas ou pequenas divisórias entre divisões, sem ficar preso. Esta flexibilidade não só melhora o desempenho de limpeza, como também ajuda a evitar encravar-se em saliências e a reduzir o desgaste das escovas e rodas.

Como seria de esperar, o Roborock Saros 10 também pode ser controlado por voz, o que acaba por ser bastante prático para quem já tenha assistentes virtuais integrados no dia a dia. É compatível com Alexa e Google Assistant, permitindo assimilar comandos simples como iniciar ou parar uma limpeza, enviar o robô para um determinada divisão ou mesmo mandá-lo regressar à base. Na nossa experiência, o reconhecimento de comandos foi rápido e sem falhas, desde que o assistente estivesse corretamente configurado e na mesma rede. O comando por voz no Roborock Saros 10 funciona apenas em inglês e é ativado com a frase “Hello Rocky”, seguida do comando desejado. A resposta é rápida, sobretudo quando se tratam de comandos já pré-definidos na aplicação; caso contrário, o aspirador indica que não compreende a instrução. Um exemplo interessante é o comando “Clean here”: ao ouvi-lo, o Roborock Saros 10 solicita que o utilizador permaneça no local, desloca-se até lá e realiza a limpeza da zona indicada. É necessário que o utilizador esteja dentro do seu campo de visão para que o processo funcione. Após concluir a tarefa, o robô aguarda novas instruções (sempre precedidas de “Hello Rocky”) e regressa à base caso lhe seja pedido. É uma daquelas funções que não é essencial, mas que, depois de usar algumas vezes, percebemos que facilita imenso certas situações do dia a dia.

Falando agora em termos práticos do seu desempenho, o poder de sucção do Roborock Saros 10 conta com uns impressionantes 22.000 Pa, um valor que o coloca entre os aspiradores robô mais potentes do mercado. Isto permite que detritos mais leves e pequenos sejam mais facilmente apanhados pelo Roborock Saros 10 numa só passagem, como pó, cabelos e pelos de cão. Além disso, em conjunto com a inteligência artificial, o Roborock Saros 10 adapta automaticamente o nível de sucção conforme o tipo de piso, otimizando a limpeza sem gastar bateria desnecessariamente. E por falar em bateria, o Sarus 10 conta com uma bateria de 6400 mAh carregável em cerca de 150 minutos, graças ao modo de carregamento rápido. O sistema é inteligente, carregando apenas o suficiente para que o robô conclua a limpeza caso a bateria termine antes da tarefa estar concluída, evitando longos períodos de espera. Com o apoio do LiDAR extensível e da tecnologia Reactive AI 3.0, o Sarus 10 otimiza o planeamento de rotas, evitando percursos desnecessários, o que ajuda a prolongar a sua autonomia. Naturalmente, a duração varia consoante o tipo de piso, a área a limpar e o nível de sujidade. No nosso caso, consegue aspirar e lavar 65 m² em cerca de 80 minutos.

Relativamente à lavagem do chão com a sua mopa vibratória, consideramos que o Roborock Saros 10 faz um excelente trabalho no dia a dia, sobretudo para manter o chão limpo e remover pequenas manchas sem esforço. É particularmente eficaz em limpezas gerais e rápidas, deixando o piso com bom aspeto e uma sensação de frescura muito agradável no final de cada sessão. No entanto, quando se trata de sujidades mais difíceis, como manchas pegajosas ou muito escuras, o desempenho já não é tão impressionante. Nestes casos, acaba por necessitar de várias passagens para obter um resultado satisfatório e, mesmo assim, pode deixar algum resíduo. Num dos nossos testes, por exemplo, colocámos um pingo de mel no chão e, após várias passagens, ainda notámos que a área permanecia ligeiramente pegajosa.

Quando o teste foi feito com manteiga de amêndoa, o Roborock Saros 10 conseguiu remover uma boa parte da sujidade, mas não totalmente. Foi necessário passar um papel no final para eliminar por completo os resíduos que ficaram agarrados ao chão. Apesar de recorrer ao sistema Adaptilift, que eleva a parte da frente para permitir que a traseira exerça mais pressão e limpe com maior intensidade quando deteta uma mancha no chão, nem sempre isso garante que a área fique totalmente limpa. Um detalhe interessante é que a pequena mopa redonda secundária acaba por trabalhar independente da mopa principal, isto é, só desce e trabalha quando deteta cantos, garantindo assim que estes ficam bem limpos.

Aqui no Echo Boomer, o Roborock Saros 10 já é carinhosamente conhecido como Saurus, em homenagem a um dos nossos dinossauros favoritos, o T-Rex. Tal como este predador de topo, o Sarus 10 está também no topo na categoria de aspiradores robô que combina eficiência com uma poderosa potência de sucção, mopa vibratória e sistemas inteligentes de deteção e planeamento, tornando-se facilmente, num dos melhores aspiradores que já testámos.

O Roborock Saros 10 não só cumpre com a sua limpeza numa sessão apenas, como ainda garante que esta é realmente eficaz e independente, sem precisar da nossa constante supervisão. Como bónus, a RockDock Ultra 2.0 é uma das bases mais compactas e silenciosas que experimentámos, sendo atualmente a nossa favorita. Apesar de algumas limitações, como o comando por voz apenas em inglês e a dificuldade com manchas mais persistentes, o Roborock Saros 10 conquistou definitivamente um lugar de destaque no nosso dia a dia.

O único senão? O seu preço. Muitas lojas vendem este Roborock Saros 10 por praticamente 1.500€, mas conseguimos encontrá-lo em lojas como a PcComponentes por pouco mais de 1.300€. Não é, definitivamente, um valor para todas as carteiras, mas é daqueles casos em que a qualidade realmente se paga.

reviews 2021 recomendado

Este dispositivo foi cedido para análise pela Roborock.

Nova versão do LibreOffice chega recheada de novidades e maior compatibilidade com o Microsoft Office

O LibreOffice 25.8 não conta com suporte para o Windows 7 e 8, é a ultima versão suportada pelo macOS 10.15 e põe fim às compilações de 32 bits para Windows.

O LibreOffice foi atualizado e chegou à versão 25.8, consolidando-se como uma das alternativas mais consistentes e maduras ao Microsoft Office. A The Document Foundation apostou numa atualização que privilegia, sobretudo, a compatibilidade com documentos criados no software da Microsoft, ao mesmo tempo que introduz melhorias de desempenho e novas funcionalidades que reforçam o pacote enquanto solução autónoma.

À primeira vista, a mudança mais evidente surge na interface, uma vez que a tradicional caixa de diálogo de boas-vindas foi redesenhada, oferecendo agora acesso direto ao seletor de interface do utilizador e às opções de aparência.

Já o Writer, o equivalente ao Word, recebeu pequenas novidades. Entre elas destaca-se a possibilidade de copiar conteúdos de campos mesmo em documentos assinalados como apenas de leitura, além de uma revisão profunda das regras de hifenização. O objetivo é aproximar-se das versões recentes do Word, incluindo uma opção que evita que a última linha de uma página fique isolada, garantindo um aspeto mais cuidado nos textos mais longos.

Outro avanço que distingue o LibreOffice do rival direto é o suporte ao formato PDF 2.0. Enquanto o Microsoft Office continua preso a padrões mais antigos, o LibreOffice passa a permitir a exportação neste formato, introduzindo também criptografia AES-256 e tratamento de assinaturas digitais compatível com o Adobe Reader.

No Calc, a alternativa ao Excel, surgem novas funções destinadas a ampliar as capacidades de cálculo e manipulação de dados. Para além disso, a abertura de ficheiros XLSX complexos é agora até 30% mais rápida, e várias operações de rotina foram otimizadas, incluindo a verificação ortográfica em folhas com vários idiomas e a renderização de gráficos. O Impress, homólogo do PowerPoint, passou a lidar melhor com ficheiros PPTX, suportando fontes incorporadas graças a um novo algoritmo capaz de identificar quais são realmente utilizadas antes da exportação. Já o Draw simplifica o trabalho gráfico ao mostrar por defeito as margens das páginas, tornando mais clara a organização de elementos.

Mas nem tudo é positivo. O LibreOffice 25.8 deixou de funcionar nos Windows 7 e 8, é a última versão compatível com o macOS 10.15 e colocou um fimnas compilações de 32 bits para Windows. Em contrapartida, foi introduzido um modo Visualizador, que não só permite abrir qualquer ficheiro apenas em leitura, como possibilita o redimensionamento proporcional de objetos OLE, algo pedido há muito pelos utilizadores.

Segunda edição do Braga After Dark Fest realiza-se no próximo sábado

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O palco principal do Braga After Dark Fest será na Praça da Republica e com início marcado para as 19h.

Braga prepara-se para voltar a viver intensamente a sua noite já no próximo sábado, 23 de agosto, com a segunda edição do Braga After Dark Fest, uma iniciativa que celebra a vida noturna enquanto motor cultural, económico e turístico da cidade. O evento, integrado no projeto europeu Cities After Dark, do programa URBACT, pretende mostrar que a noite pode ser um espaço vibrante, inclusivo e sustentável, capaz de gerar valor e atrair novas dinâmicas urbanas.

A apresentação oficial decorreu na passada terça-feira, no espaço Mavy, e contou com representantes da Câmara Municipal de Braga, da Associação Empresarial de Braga e da rede URBACT Cities After Dark. Para Ana Ferreira, chefe de gabinete da Presidência da Câmara, o festival traduz “o compromisso da cidade em liderar um projeto europeu focado na valorização da noite e no seu impacto positivo no território”, lembrando que “há um trabalho constante que se faz durante a noite e que mantém Braga ativa”.

Na mesma linha, Rui Marques, diretor-geral da Associação Empresarial de Braga, destacou a relevância do setor da restauração como “porta de entrada para quem visita a cidade” e como área de forte impacto no emprego local. “Este é um evento de Braga para Braga e feito com os bracarenses”, afirmou, reforçando a aposta em parceria com os estabelecimentos locais. Já Emídio Meireles, em representação da rede URBACT, lembrou que o festival é também um espaço de partilha de ideias entre cidades europeias e uma oportunidade para envolver a comunidade, incluindo os emigrantes que regressam no verão.

O programa decorrerá entre as 19h e as 02h, tendo como palco principal a Praça da República. Haverá concertos, DJ sets e uma forte componente gastronómica com bares e street food locais. O alinhamento começa com o DJ Pedrinho (19h), segue com a banda Quadra (22h) e termina ao ritmo do DJ Emídio Meireles (23h). Entre os bares confirmados estão o Pátio da Sé, Setra, Café Vianna, Caldo Entornado, Sardinha Biba e Mavy. Na área de street food marcam presença o Chapa Quente, Queijo Coalho e Doce Maria.

Uma das novidades desta edição é a campanha A Noite é de Todos, que visa sensibilizar o público para comportamentos responsáveis, prevenindo situações de assédio, violência de género, consumo excessivo de substâncias, ruído ou exclusão social. A ideia é transformar a noite num espaço seguro, inclusivo e aberto a todos.

Microsoft acaba com o suporte do OneNote no Windows 10

A partir de 14 de outubro, o OneNote para Windows 10 vai entrar no modo de apenas leitura.

A Microsoft confirmou aquilo que muitos temiam: o OneNote para Windows 10 chega oficialmente ao “fim” a 14 de outubro de 2025, a mesma data em que o próprio sistema operativo deixa de receber suporte. A partir desse momento, a aplicação entrará em modo de apenas leitura, sem possibilidade de edição ou sincronização de conteúdos.

A decisão insere-se numa estratégia mais ampla da empresa, que pretende simplificar a sua oferta e concentrar esforços numa única versão do OneNote para Windows. O objetivo passa por acelerar o desenvolvimento de novas funcionalidades e criar uma base tecnológica mais consistente, o que faz sentido se considerarmos a proliferação de aplicações redundantes que a Microsoft acumulou ao longo dos anos. Não é a primeira vez que isto acontece, já que o Outlook viveu, durante demasiado tempo, uma confusão de versões paralelas que só recentemente começou a ser resolvida.

Para os utilizadores, a recomendação é clara e passa por sincronizar as notas o quanto antes. O processo é simples: basta clicar com o botão direito sobre cada bloco de notas e selecionar a opção “Sincronizar este bloco de notas” para garantir que todo o conteúdo fica guardado em segurança no OneDrive ou no SharePoint. Assim, quando a versão antiga deixar de funcionar, a transição para a nova será automática e sem perdas.

O próprio OneNote para Windows 10 já mostra um banner que direciona os utilizadores diretamente para a Microsoft Store, onde é possível descarregar gratuitamente a versão mais recente. Para empresas e instituições de ensino, a Microsoft preparou guias de migração detalhados, assegurando aos administradores de TI instruções claras para uma adaptação sem problemas.

Apesar do fim do suporte, o serviço em si não desaparece. O OneNote continuará a ser gratuito e acessível a qualquer utilizador com uma conta Microsoft, seja pessoal, profissional ou educativa. A diferença está no facto de, a partir de outubro de 2025, só existir uma versão ativa para Windows 11, acabando de vez com a duplicação que tantas vezes confundiu os utilizadores.

Microsoft Teams acaba finalmente com a famosa frase “Conseguem ouvir-me?”

O Microsoft Teams ganha finalmente um indicador visual de volume do microfone com ondas sonoras.

Depois de anos a ouvir a frase “Conseguem ouvir-me?” repetida em milhões de reuniões, a Microsoft decidiu finalmente dar uma resposta técnica simples a um problema básico do Microsoft Teams. A aplicação de produtividade passará a mostrar um indicador visual de volume do microfone, integrado diretamente na barra principal de comandos, tanto no Windows como no macOS.

A funcionalidade, que está neste momento em fase de testes no Microsoft 365 Public Preview e Target Release, apresenta em tempo real as já familiares ondas sonoras sobre o ícone do microfone sempre que há entrada de áudio.

Nova funcionalidade no Microsoft Teams
Nova funcionalidade no Microsoft Teams

Até agora, a única forma de confirmar se o microfone estava a funcionar era verificando nas configurações do Teams, o que não era propriamente a coisa mais fácil do mundo. O novo sistema elimina essa incerteza e dá a qualquer participante a possibilidade de perceber, com um simples olhar, se a sua voz está realmente a ser captada. Do ponto de vista técnico, a solução é simples, mas o impacto será significativo na experiência diária de quem depende do Microsoft Teams para reuniões de trabalho ou ensino à distância.

Ao simplificar o acesso a uma informação fundamental, a empresa reduz uma das frustrações mais recorrentes nas reuniões online e aproxima-se, ainda que tardiamente, daquilo que deveria ser um padrão básico em qualquer plataforma de videoconferência.

Google lança acessórios Pixelsnap para a série Pixel 10 com carregamento Qi2

A série Pixel 10 ganhou novos acessórios Pixelsnap com carregamento Qi2, suportes flexíveis e capas compatíveis, permitindo maior funcionalidade e conveniência.

A Google revelou a nova gama de acessórios Pixelsnap, desenhados para os novos smartphones Pixel 10. São os primeiros dispositivos Android a integrar plenamente o padrão de carregamento sem fios Qi2, tecnologia que combina indução magnética com alinhamento preciso, garantindo que o telefone se fixa corretamente sempre que é colocado sobre o carregador.

O Qi2 permite não apenas carregamento rápido sem fios, mas também compatibilidade com uma variedade de acessórios magnéticos, incluindo alguns concebidos originalmente para MagSafe, expandindo as opções de conectividade para os utilizadores de Pixel 10.

Entre os novos acessórios destaca-se o Pixelsnap Charger, disponível isoladamente ou com suporte, capaz de fornecer até 25W de potência ao Pixel 10 Pro XL e 15W ao Pixel 10 e 10 Pro. O suporte foi concebido para se integrar em qualquer espaço, seja uma mesa de cabeceira ou secretária, e permite a utilização do disco de carregamento de forma portátil. O preço? 49,99€.

Já o Pixelsnap Ring Stand oferece uma solução prática para manter o telefone na posição ideal durante videochamadas ou visualização de conteúdos multimédia. Equipado com forro em microfibra, o anel permite rodar o dispositivo em diferentes ângulos de visualização e mantém um perfil fino que facilita o transporte em bolsos ou malas. Custa 34,99€.

Para quem prefere carregamento com fio, a Google lançou o Pixel Flex Dual Port 67W USB-C Fast Charger, o carregador dual port mais rápido da linha Pixel. Este dispositivo utiliza um algoritmo proprietário para identificar e priorizar o carregamento dos telefones Pixel, mantendo simultaneamente a alimentação de um segundo equipamento. O design compacto, com fichas dobráveis, combina portabilidade e potência, tornando-o adequado para viagens ou uso diário em ambientes domésticos e de escritório. Poderá ser adquirido por 64,99€.

Salientar também que as capas da linha Pixel 10 são todas compatíveis com a tecnologia Pixelsnap, permitindo o carregamento sem fios com acessórios anexados sem necessidade de remoção. Cada capa custa 59,99€.

Todos estes acessórios estarão disponíveis a partir de dia 28 de agosto, mas a pré-reserva já está disponível através da Google Store.