A nova atualização do PlayStation Portal permite escolher um novo modo de transmissão que dá prioridade à qualidade do vídeo.
Os serviços de streaming de jogos da PlayStation estão prestes a melhorar, em particular para os utilizadores da PlayStation Portal. A partir desta semana, dia 18 de março, o acessório de reprodução remota oficial da PlayStation irá receber uma muito bem-vinda atualização que promete oferecer um nível de qualidade de transmissão superior ao atual.
O grande destaque desta atualização é, portanto, o 1080p High Quality Mode, que como o nome propõe, dá prioridade à qualidade de imagem. Este modo fica disponível tanto em Remote Play como em Cloud Streaming e reflete-se num aumento da taxa de bitrate, comparado com o modo 1080p tradicional. Na prática, os jogadores terão uma transmissão com visuais mais limpos, menos compressão de vídeo e menos artefactos resultantes da natureza do streaming. No entanto, a PlayStation mantém o modo 1080p Standard, o atual, para aqueles casos em que o aumento da qualidade de imagem pode aumentar a latência dos jogos. De acordo com a PlayStation, é recomendada uma ligação Wi-Fi de pelo menos 15Mbps de largura de banda para a utilização ideal deste novo modo de alta fidelidade. O modo fica disponível diretamente no Quick Menu, durante as transmissões de jogo.
A atualização faz-se acompanhar de outras novidades a nível de menus e da interface do sistema da PlayStation Portal, incluindo mais informação relevante nos detalhes dos jogos e produtos, para simplificar a escolha das versões dos jogos a transmitir; notificações para convites de jogo; notificações de trofeus também melhoradas; afinações na interface de busca; e uma nova forma de criar conta e fazer log-in, para novos utilizadores de uma PlayStation Portal.
Os jogos da Nintendo Switch original podem agora ser jogados em modo portátil na Nintendo Switch 2 com maior fidelidade visual.
A Nintendolançou a versão 22.0.0 de sistema da Nintendo Switch 2, que introduz uma nova capacidade chamada Handheld Mode Boost, que chega com a promessa de melhorar os visuais dos jogos da Nintendo Switch original, quando jogados em modo portátil.
O Handheld Mode Boost está acessível através das definições de sistema e faz com que os jogos compatíveis da Nintendo Switch original sejam processados e apresentados como se estivessem ligados a uma televisão, resultando numa melhoria visual quando a Nintendo Switch 2 é usada em modo portátil. Por exemplo, um jogo que na Nintendo Switch correria a 720p em modo portátil e a 1080p quando ligado à televisão, agora, na Nintendo Switch 2, passará a correr a 1080p, tirando partido das capacidades avançadas da nova máquina.
A Nintendo adverte, ainda assim, que esta funcionalidade pode afetar certas características dos jogos consoante a compatibilidade de cada título, uma vez que é uma opção transversal a todo o catálogo retro-compatível e não uma otimização individual.
Para além desta novidade, a atualização traz ainda melhorias consideráveis para o GameChat, com uma qualidade da imagem partilhada melhorada, e com a adição da capacidade de convidar amigos para salas ativas, incluindo utilizadores que ainda não concluíram a configuração inicial do serviço. Para além disso, o Português de Portugal destaca-se como nova língua adicionada à lista de idiomas suportados pela transcrição de voz do GameChat, em Acessibilidade.
De resto, o álbum da consola passa a suportar uploads automáticos de vídeos e capturas com texto; a navegação nos vídeos em ecrã completo recebe atalhos de recuo e avanço de dez segundos com os botões ZL e ZR; e as definições de armazenamento mostram agora a repartição da capacidade por tipo de dados, tanto na memória interna como no cartão microSD Express.
A versão 22.0.0 também chega à Nintendo Switch original, mas é mais contida, trazendo as notas privadas de amigos, notificações de introdução do PIN de controlo parental na aplicação associada e melhorias gerais de estabilidade.
A atualização ao PSSR da PlayStation 5 Pro fica disponível hoje, trazendo suporte oficial em 11 jogos e compatibilidade alargada através das definições de sistema.
A Sony Interactive Entertainmentconfirmou que a nova versão do PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution) da PlayStation 5 Pro, integrada na mais recente atualização de software do sistema, começa a ficar disponível por fases a partir de hoje, 17 de março. A par desta atualização de sistema, são vários os títulos third party que recebem também atualizações que introduzem suporte oficial ao upscaler melhorado.
Entre os jogos que passam a suportar oficialmente a nova versão do PSSR contam-se Dragon’s Dogma II e Monster Hunter Wilds, da Capcom; Dragon Age: The Veilguard, da Electronic Arts; Nioh 3 e Rise of the Ronin, da Koei Tecmo; Silent Hill 2 e Silent Hill f, da Konami; Senua’s Saga: Hellblade II, da Ninja Theory; Control e Alan Wake II, da Remedy Entertainment; e Final Fantasy VII Rebirth, da Square Enix. Adicionalmente, Crimson Desert recebe o suporte diretamente no lançamento previsto para 26 de março, e Assassin’s Creed Shadows e Cyberpunk 2077 estão confirmados para receber atualizações de compatibilidade nas próximas semanas.
Para jogos que ainda não receberam uma atualização com suporte oficial, a Sony adicionou também a opção “Enhance PSSR Image Quality” às definições de saída de vídeo da PlayStation 5 Pro. Esta funcionalidade aplica de forma forçada a nova versão do upscaler a todos os jogos que já suportam o PSSR original, podendo os resultados variar consoante o título, uma vez que carecem de otimização individual. A Sony recomenda que a opção seja desativada caso surjam efeitos visuais inesperados.
Esta atualização resulta de uma colaboração entre a Sony e a AMD, baseada nos avanços do FSR 4, e foi anunciada progressivamente ao longo dos últimos meses. O primeiro jogo a receber suporte nativo para o novo PSSR foi Resident Evil Requiem, lançado no início deste mês.
Sete anos depois, Sekiro recebe uma emocionante adaptação em formato animado com visuais e arte fantásticos.
Sekiro está prestes a regressar, não com uma sequela ou outro tipo de jogo novo, mas sim enquanto anime. Já revelado em 2025, a Crunchyrollrevelou agora um novo olhar a Sekiro: No Defeat, com um trailer mais longo e novas informações com tudo para convencer fãs jogadores e fãs de anime.
Sekiro: No Defeat recebeu também uma janela de lançamento, que terá início ainda este ano, com uma exibição em cinemas no Japão, antes da chegada à Crunchyroll, onde ficará disponível em exclusivo.
Entre as novas informações do anime, também se ficou também a saber que contará com um tema musical composto pelo artista japonês Ryuichi Sakamoto, com o tema “Blu” do álbum de The Best of ‘Playing the Orchestra 2014. Sakamoto é reconhecido como uma das figuras mais marcantes da música do século XX, com uma carreira premiada, onde passou pelo cinema e ganhou um BAFTA por filmes como Merry Christmas, Mr. Lawrence em 1983 e o Óscar por The Last Emperor em 1987, para além de décadas de trabalho a solo de enorme influência. Sakamoto faleceu em março de 2023, aos 71 anos.
O elenco da série também foi revelado com as vozes na versão original de Daisuke Namikawa como Wolf, Miyuki Satou como Kuro e Kenjiro Tsuda como Genichiro Ashina, juntamente com cinco atores que regressam dos seus papéis no jogo original: Jin Urayama como Busshi, Shizuka Ito como Ema, Akimitsu Takase como Hanbe, Takaya Hashi como Fukuro e Tetsuo Kaneo como Isshin Ashina.
Este projeto tem a realização de Kenichi Kutsuna no Studio Qzil.la, com argumento de Takuya Satou, design de personagens de Takahiro Kishida e música de Shuta Hasunuma.
Sekiro: Shadows Die Twice, desenvolvido pela FromSoftware, foi originalmente lançado em março de 2019 na PlayStation 4, PC e Xbox One, e soma hoje mais de dez milhões de cópias vendidas.
O espetáculo The World of Hans Zimmer chega à MEO Arena a 17 de maio de 2027, com direção de Matt Dunkley e novos arranjos orquestrais.
Foi em abril de 2019 que chegou a Lisboa, numa Altice Arena esgotada, o espetáculo The World of Hans Zimmer – a Symphonic Celebration, trabalho do aclamado compositor Hans Zimmer. O próprio Hans Zimmer não esteve presente neste espetáculo, porém “atuou” como diretor musical e curador do espetáculo, que contou com amigos de longa data e colegas, como foi o caso de Lisa Gerrard. Este foi um acontecimento que teve uma grande orquestra sinfónica ao vivo, sob a direção de Gavin Greenaway.
Cinco anos depois, em 2024, esse espetáculo regressou ao nosso país, novamente para duas datas. E para o ano, em 2027, o espetáculo The World of Hans Zimmer estará de volta a Lisboa, para uma apresentação a 17 de maio, na MEO Arena.
A produção, centrada na obra do compositor alemão, regressa ao país com uma seleção das suas composições mais marcantes, reunindo temas de quatro décadas de carreira sob curadoria do próprio Hans Zimmer. Embora o músico não suba ao palco, o formato destaca o lado mais orquestral e romântico do seu trabalho. O próprio Zimmer tem descrito esta versão como uma oportunidade para explorar as suas peças mais melódicas e para dar protagonismo aos intérpretes e solistas com quem tem colaborado ao longo dos anos. O compositor sublinha que o espetáculo oferece aos músicos uma maior liberdade criativa e evidencia a dimensão coletiva das suas composições.
A direção musical estará a cargo de Matt Dunkley, maestro distinguido com vários prémios Grammy, que conduzirá a Orquestra de Odesa & Friends e o Coro Nairobi Chamber. O concerto apresentará novos arranjos concebidos especialmente para esta produção, que se articulam com projeções visuais, design de som imersivo e atuações a solo.
Quanto aos bilhetes, são postos à venda dia 19 de março, havendo uma pré-venda no dia antes para os subscritores da newsletter da Everything is New. Os preços variam entre os 45 e os 310€.
De resto, relembrar que o próprio Hans Zimmer estará de regresso a Portugal a 31 de março e 1 de abril com o espetáculo Hans Zimmer Live – The Next Level. Ambas as datas estão esgotadas.
Portugal passa a acolher uma estrutura tecnológica da Bauer Media dedicada ao áudio digital, com funções de monitorização, suporte e infraestrutura para vários mercados.
A Bauer Media Audio está a reforçar o seu investimento em Portugal através da criação de um novo hub tecnológico dedicado ao áudio digital. O projeto passa pelo estabelecimento de uma equipa local especializada, que irá apoiar plataformas digitais de áudio em vários mercados europeus e contribuir para o aumento da capacidade de inovação do grupo.
Este reforço surge na sequência do lançamento da plataforma Rayo, a nova solução digital de áudio da Bauer Media em Portugal, colocada no ar a 19 de janeiro. A nova equipa irá acompanhar a evolução e a operação contínua da Rayo, bem como de outros produtos de áudio digital que o grupo gere a nível europeu, assegurando um suporte técnico direto e integrado.
A equipa sediada em Portugal terá como objetivo principal garantir o funcionamento estável das plataformas digitais da Bauer Media, com foco em disponibilidade, fiabilidade e capacidade de escala. O seu âmbito de trabalho inclui a monitorização permanente das plataformas, o estabelecimento de sistemas de alerta, a gestão de incidentes e o escalonamento de solicitações para um conjunto crescente de produtos e serviços digitais do grupo. Esta estrutura pretende minimizar interrupções, acelerar a resolução de problemas e melhorar, em geral, a estabilidade dos sistemas.
O impacto esperado afeta diretamente o público ouvinte e os utilizadores das plataformas, com a possibilidade de reduzir falhas de streaming, proporcionar um acesso mais contínuo ao conteúdo e garantir uma experiência de consumo de áudio mais consistente, qualquer que seja o dispositivo ou o mercado de origem.
O hub tecnológico em Portugal irá funcionar em articulação com as equipas da Bauer Media no Reino Unido, Irlanda, na região nórdica e na Europa Central e de Leste.
Na fase inicial, a estrutura prevê a criação de até 15 funções especializadas, distribuídas por áreas técnicas e de suporte. O processo de recrutamento para o novo hub já está em curso e começa com a contratação de um responsável de equipa, seguido da abertura de vagas para várias posições técnicas. A equipa irá operar a partir de Portugal, prestando apoio às operações do Bauer Media Group em toda a Europa e configurando um modelo que o grupo classifica como escalável, pensado para acompanhar o crescimento futuro da sua atividade digital.
A Logitech G revelou o RS H-Shifter, uma alavanca de mudanças manual com sete velocidades e marcha-atrás desenvolvida para setups de simulação de condução.
A Logitech G apresentou o RS H-Shifter, o mais recente acessório da linha Racing Series da submarca da Logitech especializada em periféricos para jogadores. Trata-se de uma alavanca de mudanças manual com sete velocidades e marcha-atrás, concebida para pilotos de simuladores que procuram um maior realismo e controlo tátil nos seus setups de condução. Esta novidade integra-se no ecossistema da linha Racing Series, que inclui volantes como o RS50 e o PRO, e chega para colmatar a ausência de uma solução própria da Logitech G neste segmento.
O RS H-Shifter recorre a uma construção com componentes de alumínio e aço, concebida para sessões prolongadas e uso intensivo. O mecanismo de mudanças tira partido de sensores de efeito Hall, sem contacto físico entre componentes, o que elimina o desgaste mecânico ao longo do tempo. A alavanca inclui ainda um bloqueio por pressão para a sétima velocidade e a marcha-atrás, inspirado nas transmissões de automóveis reais, que impede mudanças acidentais em situações de maior exigência. Já o ponto de contacto da manete tem rosca M8, permitindo a instalação de punhos alternativos, e o eixo pode ser prolongado com extensores opcionais para adaptar a ergonomia a diferentes configurações.
No que toca à compatibilidade, o RS H-Shifter liga-se diretamente aos volantes RS50 e PRO sem necessidade de adaptadores adicionais. Numa configuração de PC, pode também ser ligado via USB, independentemente dos restantes periféricos utilizados. Os jogadores de consolas como PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X|S poderão integrá-lo através do Adaptador Logitech G Racing, disponível em separado.
O Logitech G RS H-Shifter já se encontra à venda no site da Logitech G e em revendedores autorizados ao preço recomendado de 159,99€.
Plano de renovação do Aveiro Center prevê obras faseadas até junho, manutenção da operação e futura unidade de restauração drive‑thru.
O Aveiro Center, centro comercial em Aveiro gerido e comercializado pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield, deu início a um plano de requalificação avaliado em cerca de 2,2 milhões de euros. O investimento insere‑se numa estratégia de modernização dos espaços e de reforço das infraestruturas do conjunto comercial, sem interromper a atividade corrente nem a operação do centro.
Segundo indicações da consultora, o projeto de renovação foca‑se, sobretudo, na requalificação das áreas comuns do Aveiro Center. Entre as intervenções previstas estão melhorias nos espaços verdes existentes, na conceção e na funcionalidade das zonas de circulação internas e na remodulação das fachadas, nomeadamente em zonas de maior visibilidade e de aproximação ao público. A intervenção é enquadrada como parte de uma estratégia de valorização global do ativo, orientada para a melhoria da experiência de visita e para a atualização estética e funcional do centro comercial.
A Cushman & Wakefield anuncia ainda a introdução de uma nova identidade visual para o Aveiro Center, que passará a incluir um novo logótipo, alinhado com a estética que está a ser implementada ao longo do processo de requalificação. A mudança de imagem insere‑se na lógica de reforço da marca do centro comercial e de adaptação a padrões de apresentação mais contemporâneos, sem implicar alterações na estrutura física ou na tipologia dos espaços.
Além das obras já em curso, o plano prevê a integração futura de novos conceitos de restauração, entre os quais é mencionada a construção de uma unidade com formato drive‑thru, cujas obras estão programadas para arrancar antes do período de verão. A incorporação de formatos de restauração mais flexíveis, incluindo modelos de atendimento à janela ou de recolha rápida, insere‑se numa aposta na conveniência e na diversificação da oferta gastronómica, em linha com tendências observadas em outros centros comerciais nacionais e internacionais.
A conclusão das obras está prevista para o mês de junho, embora o centro comercial continue em funcionamento durante todo esse período.
Após três anos na prisão, Eduardo regressa a Rabo de Peixe numa temporada que marca o fim da série, confrontando interesses económicos e políticos que ameaçam a comunidade.
A Netflix apresentou hoje o trailer oficial da terceira e última temporada de Rabo de Peixe, a série portuguesa que regressa à plataforma já a 10 de abril.
A terceira temporada arranca três anos depois dos eventos anteriores, com Eduardo, papel de José Condessa, a regressar a Rabo de Peixe após ter cumprido uma pena de prisão. A vila encontra‑se então sob forte pressão de interesses económicos e políticos, que ameaçam expulsar diversas famílias, acabar com a atividade piscatória e transformar em profundidade o modo de vida das populações locais. A ameaça de afastamento e descaraterização da comunidade leva o grupo de amigos a unir forças, criando um movimento informal e clandestino que designam por Justiça da Noite. Esse movimento opera nas sombras, assumindo-se como uma forma de repor direitos e devolver protagonismo a quem sente ter sido silenciado durante anos, mas acabando por confrontar, diretamente, a fronteira entre resistência coletiva e atos de natureza violenta.
À medida que a revolta se alarga e a sociedade de Rabo de Peixe se polariza, a série explora a tensão crescente entre a ideia de justiça e a prática da vingança. A narrativa destaca como ações tomadas sob a proteção da noite acabam por gerar consequências diárias, muitas vezes imprevistas, colocando em causa não apenas a estabilidade das instituições locais, mas também a integridade e a moral dos próprios protagonistas. A pergunta de fundo parece centrar‑se na forma como uma comunidade responde quando sente que as vias legais clássicas não chegam para proteger a sua sobrevivência.
O elenco principal volta a reunir-se para esta temporada final, com José Condessa, Helena Caldeira, Rodrigo Tomás e André Leitão no centro da narrativa. À equipa inicial juntam‑se novamente Maria João Bastos, Salvador Martinha, Afonso Pimentel, Kelly Bailey e Victória Guerra, reforçando o núcleo de personagens que já vinham sendo construído ao longo das duas primeiras temporadas. Integram ainda o elenco o ator português Joaquim de Almeida, bem como Ângelo Rodrigues e Inês Castel‑Branco, que se incorporam à trama como novas presenças com peso na evolução da história.
Até à estreia dos novos episódios, podem sempre (re)ver as temporadas de Rabo de Peixe anteriores na Netflix.
A NVIDIA apresentou o DLSS 5 na GTC 2026, a nova versão da sua suite de renderização gráfica que aplica IA generativa à iluminação dos jogos, com resultados que já provocam críticas por alterar a intenção artística.
A NVIDIA revelou o DLSS 5durante a conferência GTC 2026, apresentando-o como a próxima geração da sua popular tecnologia, o Deep Learning Super Sampling. Ao contrário das versões anteriores, que faziam upscale de imagem ou recorriam a aprendizagem automática para melhorar a resolução e gerar frames, o DLSS 5 utiliza aquilo que a empresa descreve como “um modelo de renderização neural em tempo real”, capaz de transformar a iluminação, materiais e sombras de um jogo a partir da análise de um único frame. O CEO da empresa, Jensen Huang, descreve o DLSS 5 como “o momento GPT dos gráficos“, prometendo um salto no realismo visual, mas sem comprometer a visão dos artistas. As reações da comunidade, no entanto, sugerem o contrário.
As demonstrações disponíveis no blog oficial da NVIDIA, e na cobertura em primeira mão da Digital Foundry, incluem títulos como Resident Evil Requiem, Starfield, Hogwarts Legacy, Assassin’s Creed Shadows e The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered, que revelaram não só resultados inconsistentes, como perturbadores, em muitos casos. O impacto mais evidente diz respeito às faces das personagens, como é o caso de Resident Evil Requiem, onde a protagonista Grace Ashcroft surge visivelmente alterada, com lábios mais volumosos e uma iluminação intensa que nada tem a ver com o ambiente em que se encontra. Em Starfield, o efeito é igualmente desconcertante, com personagens a parecerem iluminadas para um estúdio fotográfico tanto em cenas de interior como de exterior, causando uma grande dissonância ambiental. Ou The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered, que fica mais brilhante e com tons mais frios, com a ilusão de maior detalhe, mas irreconhecível para quem conhece a direção artística do jogo.
Esta nova tecnologia funciona através da análise de vetores de cor e de movimento de cada frame reproduzido, de forma a gerar uma imagem que, de acordo com a NVIDIA, “preserva a estrutura e semântica da cena original”. O modelo foi treinado para reconhecer elementos como pele, cabelo, tecido e condições de iluminação ambiental, aplicando efeitos como subsurface scattering e interações luz-material que normalmente exigiriam uma renderização convencional mais pesada. Ainda assim, na sua apresentação na GTC, a NVIDIA necessitou de recorrer a duas placas gráficas RTX 5090 em simultâneo para demonstrar estes resultados que consideram convincentes, levantando questões sobre os requisitos de hardware do produto final. Ainda assim, por enquanto, o DLSS 5 está confirmado apenas para placas da série RTX 50, com lançamento previsto para o outono de 2026.
Na sua cobertura, a Digital Foundry também aponta vários problemas técnicos na versão atual do DLSS 5, nomeadamente reflexos incorretos em algumas cenas. Mais grave, porém, é a questão artística. Apesar da promessa do DLSS 5 não alterar geometria nem texturas originais, a intensidade das mudanças na iluminação é o suficiente para desvirtuar completamente o aspeto de um jogo, e as demonstrações parecem também alterar drasticamente as texturas das faces de personagens.
Entre as vozes críticas ao DLSS, o produtor de jogos Mike Bithellescreve nas redes sociais que a tecnologia é “dececionante” e que lamenta ver alguém levá-la a sério. A reação online foi amplamente negativa, com muitos a comparar o resultado ao chamado AI slop, o estilo genérico e plástico associado a imagens produzidas por IA generativa sem supervisão artística. Mesmo dentro da Digital Foundry, John Linnemandemonstrou-se não só negativo com a novidade, como surpreso com a cobertura dos seus colegas, ao mesmo tempo que não nega que existe algum potencial na novidade.
A NVIDIA defende que os estúdios terão controlo sobre a intensidade e o âmbito de utilização do DLSS 5, podendo ajustar diferentes parâmetros como contraste, saturação e gama, bem como excluir objetos ou áreas específicas do processamento. Resta saber se esses controlos serão suficientes para convencer os estúdios mais cuidadosos com a sua identidade visual a adotar a tecnologia. Para já, estúdios como a Capcom, Bethesda ou Ubisoft, parecem estar confortáveis em arriscar o trabalho dos seus criadores e artistas, com tecnologias dúbias, caras e que consomem recursos desnecessários.
A startup portuguesa Car With Driver lançou uma plataforma agregadora que reúne mais de 40 operadores de transfers privados na Península Ibérica.
A startup portuguesa Car With Driver lançou este mês de março uma plataforma digital que reúne mais de 40 operadores independentes de transfers privados na Península Ibérica. A empresa, sediada em Matosinhos, até então reconhecida como operador privado de transporte ocasional de passageiros, passa a adotar um modelo agregador que liga diferentes empresas e profissionais do setor numa estrutura comum, com padrões partilhados de qualidade, segurança e profissionalismo. A rede abrange todo o território português e espanhol e prevê, ao longo do tempo, ampliar o número de parceiros e expandir gradualmente para outros mercados.
O projeto tem origem numa reunião ocorrida durante a Web Summit 2025, em Lisboa, quando João Gomes, fundador da Car With Driver, conheceu Diraci Júnior, diretor da empresa tecnológica brasileira Trindtech. Entre reuniões formais, conversas estratégicas e uma deslocação entre Lisboa e Porto ao longo de quatro dias, começou a ser delineada a solução que entretanto foi desenvolvida e chegou ao mercado em 2026. João Gomes descreve o encontro como decisivo, indicando que ambos identificaram rapidamente uma visão comum: criar um sistema capaz de organizar o setor de transfers privados, conferir escala à operação e manter, ao mesmo tempo, padrões de qualidade elevados. A partir desse momento, a empresa de Matosinhos e a Trindtech iniciaram um processo de desenvolvimento tecnológico, testes e alinhamento operacional que culminou na plataforma agora em funcionamento.
A Car With Driver entrou em atividade em abril de 2023 e, desde então, foi estabelecendo colaborações com operadores independentes de forma progressiva. Essa construção orgânica, baseada em parcerias pontuais, permitiu à empresa perceber o potencial de um modelo colaborativo mais estruturado. Só em 2025, combinando frotas próprias e viaturas de parceiros, a empresa organizou cerca de 200 serviços, transportando mais de 750 passageiros. Essa experiência prévia serviu de base para definir critérios de integração, financiamento e gestão de operações, antes do lançamento formal da plataforma agregadora.
O processo de reserva foi concebido para ser direto e rápido. O cliente escolhe origem e destino em Portugal ou Espanha, especifica eventuais paragens turísticas, indica o número de passageiros e de bagagens, introduz os seus contactos e recebe uma cotação em tempo real. A gestão integral da operação fica a cargo da empresa de Matosinhos, que atribui cada serviço com base em vários critérios: localização geográfica do veículo, disponibilidade do operador, tipologia e dimensão da viatura, idiomas falados pelo condutor e necessidades específicas do cliente. Esta lógica permite ajustar a resposta à procura em tempo real, sem que o utilizador tenha de lidar diretamente com múltiplos parceiros.
A abordagem da Car With Driver não se limita à simples agregação de oferta. A empresa procura otimizar circuitos de forma a reduzir viagens vazias e aumentar a rentabilidade dos operadores. João Gomes explica que, ao ligar, por exemplo, uma viagem de Porto para Lisboa a uma outra de Lisboa para Porto no dia seguinte, com paragens em cidades como Aveiro, Coimbra ou Fátima, é possível aproveitar melhor a capacidade do veículo e diminuir o desperdício de quilómetros percorridos. Segundo o fundador, os benefícios desta lógica incluem a otimização económica das operações, a redução do impacto ambiental associado à mobilidade, melhores condições de trabalho e bem‑estar para os condutores, menor despesa operacional para os parceiros e menor desgaste das viaturas.
Do ponto de vista financeiro, a Car With Driver centraliza a cobrança junto do cliente, fatura o serviço e distribui a maior parte do valor ao operador responsável pela execução do percurso, retendo uma comissão. A rede integra, sobretudo, pequenas empresas, muitas delas com um a três colaboradores, e contempla um leque diversificado de viaturas, desde ligeiros a monovolumes, vans, minibus e autocarros. A diversidade da frota permite responder a diferentes tipos de demanda, desde pequenos grupos familiares até deslocações de equipas de trabalho ou de grupos turísticos mais numerosos.
A Bolt lançou um simulador em navegador que coloca os utilizadores em situações recorrentes de posse de automóvel, de forma a questionar a necessidade de ter um carro na cidade.
Em Portugal, os condutores que circulam nas principais cidades podem chegar a perder até 102 horas por ano no trânsito durante as horas de ponta, valor que se traduz em semanas quase inteiras presas em filas de viaturas. Segundo o mais recente Índice de Tráfego da TomTom, o país aparece no 15.º lugar entre os estados europeus com maior nível de congestionamento, num quadro em que a mobilidade urbana se mostra cada vez mais pressionada.
O índice aponta para um agravamento generalizado do tráfico em 2025, com as cidades portuguesas a seguirem essa tendência. No Porto, o índice de congestionamento atinge 46,9%, o que se traduz em 102 horas perdidas no trânsito por condutor ao longo do ano. Lisboa segue logo a seguir, com 39% de congestão e 95 horas consumidas nas horas de ponta, enquanto o Funchal regista 34,7% e Braga 33,6%, valores que contribuem para um panorama nacional de circulação cada vez mais lenta.
O impacto não se fica apenas nos minutos desperdiçados: a velocidade de deslocação nas horas de pico é drasticamente reduzida. Em Lisboa, um trajeto de 15 minutos em hora de ponta corresponde a apenas cerca de 5 quilómetros, um valor que representa menos de metade do que seria percorrido em condições normais de circulação. Em Braga, o mesmo intervalo de tempo passa de 11,2 quilómetros em circulação livre para 6,6 quilómetros em hora de pico, ilustrando como o tempo de deslocação se dilata nas cidades portuguesas.
No contexto europeu, Portugal surge, assim, como o 15.º país mais congestionado do continente, num ranking em que lideram Malta e a Grécia. A nível global, apenas 34 das quase 500 cidades analisadas conseguiram melhorar os seus tempos médios de deslocação face ao ano anterior, o que reforça a noção de que a pressão sobre as redes rodoviárias urbanas é generalizada.
Para tornar visíveis alguns dos custos, muitos deles invisíveis, de ter um carro na cidade, a Bolt desenvolveu o Car Ownership Simulator, um simulador interativo gratuito acedido via browser. O projeto não é um jogo de entretenimento no sentido tradicional, mas sim uma experiência pensada para expor de forma prática e concreta alguns dos constrangimentos do dia a dia de quem depende de um automóvel particular. O simulador permite aos utilizadores experienciar situações como ficar parado num engarrafamento, tentar estacionar o veículo, lavá‑lo enquanto as condições exteriores dificultam o trabalho ou abastecer o depósito sem ultrapassar um orçamento pré‑definido.
A Bolt indica que o objetivo do simulador é traduzir em sensação cotidiana o que, muitas vezes, fica reduzido a números estatísticos. Segundo Mário de Morais, diretor‑geral da Bolt em Portugal, as estatísticas de trânsito são relativamente fáceis de ignorar, mas a experiência de sentir que semanas inteiras de um ano desaparecem em filas de trânsito é outra coisa. A proposta por trás do Car Ownership Simulator é que o utilizador, mesmo que de forma lúdica, perceba o que significa perder minutos todos os dias a estacionar, a abastecer ou a ficar imobilizado no trânsito, e que, por reflexo, passe a questionar a necessidade de ter um carro como solução principal para a mobilidade individual.
O simulador centra‑se em quatro cenários recorrentes para quem conduz diariamente nas cidades portuguesas: ficar parado num engarrafamento, fazer uma manobra de estacionamento, lavar o carro enquanto as condições exteriores dificultam o trabalho e abastecer com um orçamento pré‑definido. Em cada um destes cenários, o utilizador pode avançar o tempo e observar como o simples ato de conduzir todos os dias se traduz num acúmulo de pequenas perdas de tempo e de dinheiro.
Durante a utilização do simulador, os jogadores podem ainda ter acesso a um desconto na primeira viagem realizada através da plataforma Bolt, numa lógica de incentivo à experiência de mobilidade partilhada como alternativa ao uso de um automóvel próprio. A proposta não é promover um serviço específico, mas sim fomentar uma reflexão sobre os custos de ter um carro na cidade, tanto em termos de tempo como de recursos financeiros, e sobre as possíveis alternativas para a mobilidade quotidiana.
O Chagan Deepal S05 passa a estar disponível em Portugal com versão AWD, que combina dois motores elétricos, sistema de tração total inteligente e maior potência sem comprometer a eficiência energética.
A Changan lançou em Portugal a nova versão AWD do Changan Deepal S05, adicionando ao SUV elétrico compacto um sistema de tração integral inteligente que permite aumentar o desempenho, a segurança e a versatilidade em diferentes condições de condução. O modelo passa, assim, a oferecer uma alternativa mais potente face à variante RWD já disponível no mercado, reforçando a posição da marca no segmento dos utilitários elétricos de dimensão média‑alta.
O Deepal S05 AWD baseia‑se num sistema de tração total com dois motores elétricos, um em cada eixo, que distribui automaticamente o binário entre frente e retaguarda. A potência total sobe para 435 cavalos, um acréscimo de mais de 60% face ao propulsor traseiro exclusivo da versão RWD. Esta configuração traduz‑se em acelerações mais rápidas, resposta mais imediata ao acelerador e maior capacidade em subidas ou numa condução mais dinâmica, sem comprometer a eficiência energética.
O sistema AWD inteligente adapta‑se em tempo real às condições de piso e ao estilo de condução, alterando a distribuição de binário para maximizar estabilidade, aderência e segurança. Em trajeto normal, o SUV funciona principalmente com o motor traseiro, de modo a optimizar o consumo, enquanto o motor dianteiro entra em funcionamento apenas quando necessário, como em pedidos de potência mais elevados, derrapagens ou intervenções dos sistemas de controlo de estabilidade. A tração total é ativada automaticamente quando o sistema deteta perda de aderência, quando a diferença de rotação entre os eixos indica escorregamento ou quando condições ambientais críticas, como temperaturas muito baixas, exigem maior tração.
O condutor pode ainda escolher entre três modos de condução que influenciam o comportamento do sistema AWD. Em ECO/COMFORT, privilegia‑se a eficiência, com recurso prioritário ao motor traseiro e ativação da tração integral apenas quando necessário. Em SPORT, o sistema mantém tração integral contínua, com distribuição aproximada de 50% de binário para cada eixo, permitindo uma condução mais desportiva e reativa, com maior sensação de controlo em curvas rápidas. O modo SNOW, exclusivo da versão AWD, também mantém tração total com distribuição equilibrada, mas suaviza a entrega de binário para reduzir o risco de patinagem em neve, gelo ou pisos muito escorregadios, mantendo uma condução mais previsível e segura.
Em termos de dinâmica, o Deepal S05 AWD apresenta melhorias visíveis face à variante RWD, tanto na estabilidade em velocidade como na capacidade de recuperação em pisos molhados, irregulares ou de baixa aderência. A distribuição ativa de binário entre os eixos ajuda a conter a tendência para derrapagens laterais, reduzindo o risco de perda de trajectória e permitindo abordar curvas a velocidades mais elevadas com maior confiança. O veículo beneficia ainda da integração com sistemas de ajuda à condução, como controlo de estabilidade e assistência à travagem, que actuam de forma proativa para corrigir desequilíbrios antes que se tornem perceptíveis ao condutor.
O Deepal S05 AWD tem um preço de venda ao público recomendado de 42.990€, sem incluir despesas de legalização e transporte. Para o setor empresarial, a marca aponta um valor de 34.950€ sem IVA, fazendo parte de uma estratégia de segmentação que pretende atrair tanto clientes individuais como frotas. A variante RWD mantém‑se em catálogo a partir de 36.990€ (PVP recomendado final, sem despesas de legalização e transporte), com um preço sem IVA de 30.073,17€.
A garantia associada ao Deepal S05 reforça a aposta da marca na longevidade e fiabilidade do modelo. O SUV beneficia de uma garantia geral de sete anos ou 160.000 quilómetros, excluindo peças de desgaste e operações de manutenção, a que se soma uma cobertura específica de oito anos ou 200.000 quilómetros para a bateria de tração, desde que o estado de saúde (State of Health) se mantenha acima dos 70%. Esta aposta num período de garantia alargado serve como sinal de confiança na durabilidade da unidade de tração e na robustez dos componentes elétricos, procurando reduzir o risco percetível para o cliente final.
Em Portugal, a gama Deepal já inclui o S07, SUV elétrico de maiores dimensões lançado um ano antes, que passou a representar o segmento premium da oferta da Changan.
A Room00 prevê adicionar dezenas de novas unidades hoteleiras em Portugal, Espanha, Itália e Reino Unido, numa estratégia centrada na aquisição e requalificação de ativos urbanos já existentes.
A Room00 Next Gen Hospitality está a avançar com um plano de expansão europeia que mobiliza entre 330 e 420 milhões de euros em 2026, com o objetivo de reforçar a sua presença em Portugal, Espanha, Itália e Reino Unido. O investimento será usado para adicionar cerca de 20 novos hotéis e mais de 1.400 quartos ao seu portefólio, incluindo a entrada operacional no mercado de Londres, até agora inédita para o grupo. A componente financeira deste ciclo de crescimento inscreve‑se também numa ronda de financiamento de cerca de 400 milhões de euros obtida em 2025, liderada pelo fundo internacional Kings Street, um dos maiores instrumentos de capital recentes na hotelaria urbana europeia.
O plano de investimento prevê que grande parte desse montante seja canalizado para a aquisição e reposicionamento de ativos hoteleiros já existentes em áreas urbanas centrais, privilegiando imóveis com localização estratégica e potencial de melhoria operacional. A estratégia assenta na compra de hostels e hotéis convencionais, com foco em otimizar receitas, adaptar a oferta às novas dinâmicas de mobilidade e de procura e reforçar a rentabilidade dos edifícios. Uma parte menor do capital será direcionada para projetos de desenvolvimento imobiliário específicos, sempre alinhados com a presença já consolidada do grupo em áreas centrais de grandes cidades europeias.
Segundo declarações do CEO da Room00, Ignacio Requena, cerca de 80% do volume total de investimento já se encontra em fase avançada de execução, abrangendo tanto ativos já adquiridos ou objeto de compromisso como outros em fase de análise técnica e jurídica. A empresa indica que, dentro deste conjunto, aproximadamente 30% do pipeline de projetos já está sinalizado, o que permite definir com maior detalhe o calendário de transações e o ritmo de incorporação de novas unidades hoteleiras. Requena sublinha que esse nível de concretização oferece à empresa um grau elevado de visibilidade em relação à alocação de capital e ao desenho do plano de expansão até final da década.
Em Portugal, o grupo aponta para um investimento estimado entre 60 e 80 milhões de euros ao longo de 2026, concentrado sobretudo em Lisboa e no Porto. Nestas duas cidades, a Room00 prevê a integração de três novas propriedades, com cerca de 217 quartos adicionais. A estratégia reforça a presença em centros históricos e áreas de alta atratividade turística, onde a combinação de procura internacional e oferta urbanística prevê vantagens competitivas para a hotelaria dedicada ao urbano. Requena destaca que Portugal se posiciona entre os destinos urbanos europeus com ritmo mais acelerado de procura, com Lisboa e Porto a concentrarem um volume crescente de viagens internacionais e de turismo cultural, o que se enquadra na abordagem de crescimento do grupo no sul da Europa.
Ter faróis opacos ou amarelados podem comprometer a visibilidade e a segurança na estrada, mas com os produtos certos e a técnica adequada, é possível restaurá-los sem os substituir.
A degradação dos faróis é um processo gradual, mas inevitável. Com a exposição constante ao sol, à chuva e às variações de temperatura, a camada protetora do policarbonato, o plástico usado na grande maioria dos faróis modernos, começa a corroer-se, tornando a superfície turva e visivelmente envelhecida.
Este problema não é meramente estético, pois um farol opaco e degradado tende a iluminar significativamente menos, afetando a segurança de todos durante a condução noturna ou em condições de fraca visibilidade. A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária sublinha inclusive que a manutenção correta dos sistemas de iluminação é um fator relevante na prevenção de acidentes noturnos.
Porém, há uma boa noticia para quem chegar ao pé do seu carro e reparar que os seus faróis não estão nas melhores condições. É que na esmagadora maioria dos casos, um problema de superfície é facilmente resolvido, bastando polir faróis do carro na https://carcareeurope.es/pt/limpeza-externa/-farois/ com os produtos adequados para devolver ao farol uma clareza muito próxima da original, prolongando a sua vida útil por vários anos sem custos de substituição.
Esse processo começa, como é óbvio, sempre pela limpeza. Antes de se aplicar qualquer produto de restauração, é essencial remover toda a sujidade acumulada, incluindo pó, insetos e outros resíduos de estrada, com um limpa-faróis específico e um pano de microfibras. A superfície deve ficar completamente limpa e seca antes de avançar, de forma a não comprometer o resultado final, porque o composto de polimento acaba por arrastar a sujidade em vez de atuar diretamente no plástico degradado.
Polir faróis do carro também implica o uso de um restaurador ou composto abrasivo ligeiro, formulado especificamente para policarbonato, sendo a sua aplicação o segundo passo mais importante do processo. Este produto serve para remover as camadas oxidadas da superfície, revelando o material mais fresco e transparente que está por baixo. A sua aplicação faz-se com um pano ou esponja adequada, em movimentos circulares ou em oito, com pressão moderada e uniforme. Dependendo do grau de opacidade, pode ser necessário repetir o processo duas ou três vezes. É importante não apressar esta etapa, pois é a consistência do polimento que determina o resultado final.
Depois do polimento, a superfície fica temporariamente vulnerável à oxidação, por isso é indispensável a aplicação de um selante protetor. Estes selantes servem para criar uma barreira que bloqueia os raios UV e repele a sujidade, tornando a limpeza futura muito mais simples. Na maioria dos casos, a aplicação do selante tem uma validade que dura entre três a seis meses, sendo assim recomendável a reaplicação regular.
Quanto à frequência de manutenção, quem circula frequentemente em estradas com muito pó ou exposição solar intensa deve lavar os faróis a cada duas semanas, integrado na lavagem habitual do carro. Já o polimento e a reaplicação do selante devem acontecer a cada três a seis meses, ou sempre que se note perda de clareza.
De notar que nem todos os produtos são adequados para estas tarefa. Alguns limpadores abrasivos genéricos podem criar micro-riscos no plástico e agravar o problema inicial. O indicado é recorrer a uma gama especializada de produtos para faróis com fórmulas desenvolvidas especificamente para policarbonato. Quando os faróis apresentam fissuras, infiltrações de humidade no interior ou danos físicos na carcaça, o polimento pode não ser suficiente e a substituição torna-se a única opção viável. Mas esses casos são exceção.
Portugal é o segundo maior exportador global de cannabis medicinal, mas barreiras como custos elevados e distribuição desigual restringem acesso a sete indicações terapêuticas aprovadas pelo Infarmed.
Portugal posiciona-se como o segundo maior exportador mundial de cannabis para fins medicinais, mas no país apenas menos de mil doentes acedem a esses produtos cerca de oito anos após a regulamentação em 2018, diz o Público (acesso pago). Esse contraste surge num setor que envolveu investimentos na ordem dos 150 milhões de euros e transformou o país num negócio de grande dimensão, com 61 empresas dedicadas ao cultivo, fabrico e exportação, empregando cerca de sete mil pessoas.
Em 2024, exportaram-se 32.558 quilogramas para o exterior – um aumento homólogo de 172% –, com principais destinos na Alemanha, Espanha, Polónia, Reino Unido e Austrália, logo atrás do Canadá, embora o processo para autorizar e lançar um novo produto no mercado nacional demore entre três a quatro anos, ao contrário de semanas noutros países como a Alemanha, o que limita a diversidade de produtos disponíveis internamente e mantém preços elevados apesar do maior poder de compra lá fora.
No plano doméstico, existem 15 produtos autorizados pelo Infarmed, mas só 10 estão comercializados, incluindo duas flores secas para inalação por vaporização e oito extractos orais com diferentes concentrações de THC – o componente psicoativo com propriedades analgésicas e relaxantes – e CBD, que não é psicoativo, modula os efeitos do THC e é mais indicado no controlo de convulsões. Os preços, regulados pelo Infarmed, oscilam entre 64 e 193,41€ por unidade, valores considerados altíssimos especialmente para tratamentos que exigem continuidade ao longo de vários meses, o que desencoraja médicos de prescreverem por receio de que os doentes não consigam sustentar os custos.
A falta de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde é apontada como principal obstáculo, conforme relatório da Portocanna – uma das mais de uma dezena de empresas autorizadas –, ao qual o Público teve acesso, e converge com o pedido do Observatório Português de Canábis Medicinal ao Infarmed para incluir esses derivados no SNS.
Acresce a escassez prática na distribuição: dos 27 centros de armazenamento autorizados, só dois têm licença específica para cannabis, o que resulta em cobertura territorial desigual nas cerca de três mil farmácias, indisponibilidade pontual de stock, prazos de entrega mais longos do que para outros medicamentos e necessidade de os utentes confirmarem disponibilidade pela Linha SNS 24 (1400), disponível 24 horas, ou contactando distribuidores diretamente, como reportam doentes e clínicos.
As sete indicações terapêuticas aprovadas pelo Infarmed restringem a prescrição a situações de falha das terapêuticas convencionais ou efeitos adversos indesejados, abrangendo espasticidade associada a esclerose múltipla ou lesões da medula espinal, náuseas e vómitos de quimioterapia, radioterapia ou terapias combinadas para HIV e hepatite C, estimulação de apetite em cuidados paliativos oncológicos ou para Sida, dor crónica oncológica ou neuropática como dor do membro fantasma, nevralgia do trigémeo ou pós-herpes zoster, síndrome de Gilles de la Tourette, epilepsia e transtornos convulsivos incluindo síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut, e glaucoma.
Em contraste com Portugal, onde a cannabis segue trâmites de medicamento convencional, países como Reino Unido e Alemanha classificam-na como substância controlada com circuitos mais expedito e comparticipação pública ou por seguros, reduzindo opióides e benzodiazepinas com impacto em dependência e efeitos adversos, e estudos internacionais indicam que, apesar do custo inicial superior, corta hospitalizações, eventos graves e absentismo laboral, gerando poupanças ao sistema de saúde.
O Infarmed justifica a não comparticipação pela evidência científica escassa devido ao baixo uso nacional e remete a decisão para aprovação governamental via instrumento regulamentar próprio, sem alterações imediatas nas indicações sem novas provas sólidas. Historicamente, os primeiros preparados chegaram em 2021 com 460 embalagens dispensadas de flor seca, subindo para 939 em 2022 e 1157 em 2023, com três novos produtos aprovados em 2024 da Portocanna, Tiray e Ferraz Lynce.
Os novos AirPods Max 2 mantêm o design original, mas trazem melhorias no cancelamento de ruído, qualidade sonora e funcionalidades inteligentes.
A Apple apresentou hoje a tão ansiada segunda geração dos AirPods Max, os auscultadores da empresa que, desde 2020, ano no qual foram lançados, não tinham recebido quaisquer melhorias até então.
Os AirPods Max 2 mantêm o design de abafadores de orelha totalmente fechados, mas partilham, pela primeira vez, o conjunto de funcioanlidades de áudio inteligente até agora reservado aos AirPods Pro e AirPods (3.ª e 5.ª gerações). A integração do processador H2 permite, segundo a empresa, um cancelamento de ruído ativo até 1,5 vezes mais eficaz do que na geração anterior, recorrendo a novos algoritmos de áudio computacional e ao processamento de sinais digitais otimizado para o novo chip.
A Apple explica que a melhoria no cancelamento de ruído ativo resulta numa redução mais pronunciada de sons de fundo, como ruído de aviões ou de comboios, facilitando o foco em música, trabalho ou chamadas telefónicas sem ter de aumentar o volume. Ao mesmo tempo, o modo de Transparência foi ajustado para um som mais natural, permitindo que o utilizador permaneça a perceber melhor o que se passa no ambiente imediato, sem sensação de distorção nas frequências médias e baixas.
No interior dos auscultadores, a Apple introduziu um novo amplificador de alta gama dinâmica, que pretende manter um nível de distorção mais baixo durante a reprodução, especialmente em volumes elevados, sem alterar a assinatura sonora original dos AirPods Max. A empresa afirma que a resposta de graves se torna mais consistente, a localização espacial dos instrumentos em conteúdos com áudio espacial é mais precisa e os médios e agudos soam mais naturais, em músicas, filmes e jogos.
A nova geração passa também a suportar reprodução de áudio sem perdas em 24 bits e 48 kHz quando conectada por cabo USB-C ao iPhone, iPad ou Mac, através do cabo incluído na caixa. A Apple reforça que, neste modo cablado, os AirPods Max 2 permitem monitorizar áudio sem latência percetível, o que é considerado relevante para músicos e produtores que utilizam aplicações como o Logic Pro. Em ligação cablada, estes auscultadores são descritos como os únicos que permitem criar e mixar em Áudio Espacial Personalizado com rastreamento de cabeça, ou seja, com alteração binaural da posição sonora em função do movimento da cabeça do utilizador.
No contexto de jogos em dispositivos Apple, a redução da latência no áudio sem fios leva a uma resposta mais rápida entre ações no ecrã e o som reproduzido, especialmente em modos de jogo ativos em iOS, macOS e iPadOS. A empresa não quantifica, no entanto, a latência exata em milissegundos, limitando-se a caracterizar a experiência como “mais imersiva e responsiva”.
Como referido anteriormente, uma das grandes novidades é a chegada de funcionalidades de áudio inteligente, antes exclusivas de modelos intra-auriculares. O Adaptive Audio ajusta automaticamente o nível de cancelamento de ruído e de transparência em função do ambiente detetado, alternando entre foco em isolamento sonoro e percepção de sons externos sem intervenção manual do utilizador. Já o Conversation Awareness atua quando o sistema deteta que o utilizador começa a falar com alguém próximo, reduzindo momentaneamente o volume do conteúdo e atenuando o ruído de fundo, de forma a facilitar a conversa sem que seja necessário tirar os auscultadores.
Uma das funcionalidades mais interessantes é a função Live Translation, que permite ajudar a comunicação entre pessoas que falam idiomas diferentes durante conversas presenciais. A Apple indica que a funcionalidade é suportada pela inteligência artificial integrada no seu sistema, ainda que não tenha dado mais detalhes sobre esta novidade.
Outra funcionalidade baseada no processador H2 é a Voice Isolation, que promove a voz do interlocutor durante chamadas e reduz eletronicamente o ruído ambiente, seja em espaços públicos ou em ambientes ruidosos. A função opera em segundo plano, sem exigir que o utilizador ative manualmente um modo específico, e integra-se com as chamadas do iPhone, iPad e Mac, bem como com aplicações de comunicação compatíveis.
Em termos de criação de conteúdo, a Apple destaca duas funcionalidades para podcasters, músicos e criadores de vídeo. A “gravação de áudio de estúdio” permite captar voz com melhor qualidade e textura vocal mais natural, aproveitando o sistema de microfones e o processamento do chip H2. A função camera remote, por sua vez, usa o Digital Crown para disparar fotografias ou iniciar e parar gravações de vídeo à distância, funcionando com a app Câmara nativa do iPhone ou iPad e com algumas aplicações de terceiros compatíveis.
Os AirPods Max 2 também integram o Loud Sound Reduction, que procura reduzir automaticamente a intensidade de sons ambientais muito altos, mantendo o perfil sonoro do que está a ser reproduzido sem degradar o conjunto da experiência. Destaque ainda para o Personalized Volume, que ajusta progressivamente o volume ao longo do tempo, com base nas preferências e nos hábitos de escuta do utilizador, em diferentes contextos (casa, escritório, transporte).
A nível de interação com o assistente, a Apple incluiu a possibilidade de responder a notificações de Siri com movimentos de cabeça, sem ter de falar em voz alta. Um simples aceno de cabeça confirma uma ação, enquanto um movimento lateral a recusa, num sistema que pretende manter a privacidade e evitar a necessidade de usar comandos verbais em espaços públicos.
Quanto a preços, os AirPods Max 2 chegam ao mercado a 25 de março por 579€.
A primeira edição do QUIC Festival acontece no Monsantos Open Air a 8 e 9 de maio.
Em maio, Lisboa recebe um novo festival. A abrir a temporada de festivais vai estar o QUIC Festival, um novo evento nos dias 8 e 9 de maio que vai ter como palco o Monsantos Open Air, um dos cenários naturais mais emblemáticos da cidade.
São três os pilares que servem de base ao QUIC Festival: a música, com uma “programação artística atual, dinâmica e conectada com as tendências globais“; a experiência, com ativações, espaços interativos e conteúdos que vão além do palco; e a comunidade que se junta num “ambiente inclusivo que promove encontros, criatividade e novas conexões“. O festival promete transformar o espaço “num ponto de encontro entre música, natureza e experiências ao ar livre, reunindo artistas, público e marcas num ambiente único“.
O QUIC Festival quer posicionar-se como “uma plataforma inovadora capaz de unir diferentes públicos, marcas e artistas num mesmo espaço de partilha” e o cartaz está pensado com esse mesmo objetivo: “celebrar diferentes gerações e estilos musicais“. Para já, os artistas anunciados são Rony Fuego, Kiko Is Hot, DJ Overule, DJ Marques… e também as Nonstop. Sim, leram bem: o QUIC Festival irá reunir a banda para um concerto exclusivo e irrepetível.
O festival é organizado pela QUIC, uma produtora especializada na criação e produção de eventos e na representação artística, e surge surge “com a visão de afirmar Lisboa como palco de novas experiências culturais, apostando numa produção cuidada e numa ligação forte ao público“. Os bilhetes já estão à venda.
A Revenge of the 90’s House Party Edition convida toda a gente para a sua casa, tal como acontecia nas típicas festas caseiras, e podem entrar em qualquer uma das seis divisões.
Todas as pessoas que vivem com saudades dos anos 90 e 2000, e querem reviver a nostalgia daquela época, conhecem as festas do Revenge of the 90’s. E para grande êxtase do público, as festas reinventaram-se e estão de volta. “Adeus festas para maiores de 18, olá festas para maiores de 30!“
Já no próximo sábado, 21 de março, a Revenge of the 90’s regressa a Lisboa, mais propriamente ao Pavilhão Carlos Lopes, num novo formato: a House Party Edition. Esta “abordagem mais próxima e envolvente“, inspirada claramente no ambiente dasfestas em casa, é para quem se lembra de chegar a uma casa cheia de amigos, diversão e música alta. A House Party Edition traz mais conforto, interação e partilha aos ravers, fora de multidões. E novidades.
Uma das novidades desta nova versão da Revenge of the 90’s é o espaço, que vai ter seis divisões temáticas, cada uma inspirada por um universo da cultura pop, para explorar ao longo de nove horas. A outra grande novidade é o novo horário. Pela primeira vez, a Revenge of the 90’s acontece em formato day event,entre as 16h00 e as 23h00, “respondendo a um público que continua a querer celebrar, mas que valoriza experiências mais equilibradas e compatíveis com o dia seguinte“, como revela a organização.
A Revenge of the 90’s convida toda a gente para a sua casa, tal como acontecia nas típicas festas caseiras, e podem entrar em qualquer uma das seis divisões. No Quarto, o típico quarto de adolescente, canta-se karaoke em cima da cama ou no tapete, sem esquecer adereços como uma televisão retro, um closet para dress-up e espelhos de deformação que incentivam a espontaneidade. Na Garagem há festas improvisadas e bandas de garagem, com a playlist a tocar o melhor dos anos 2000. No Ginásio, vai estar instalado um ringue real onde decorrem atuações ao vivo e combates de wrestling, num cruzamento inusitado entre música rock e luta.
O convívio vai ser no Quintal, onde os festivaleiros vão poder encontrar food trucks, zonas lounge e insufláveis gigantes pensados para adultos. Além dos insufláveis, há outras zonas para os adultos se divertirem, como a Piscina de Bolas, e uma Retro Arcade Zone, dedicada ao gaming clássico, onde não vão faltar consolas icónicas como a Super Nintendo e a Mega Drive.
As novas urgências centralizadas de Ginecologia e Obstetrícia começaram a funcionar esta segunda-feira no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, com equipas das ULS de Loures-Odivelas e Estuário do Tejo.
As primeiras urgências externas centralizadas de Ginecologia e Obstetrícia começaram esta segunda-feira, 16 de março, a funcionar na Unidade Local de Saúde (ULS) de Loures/Odivelas, instalada no Hospital Beatriz Ângelo. Estas urgências, de âmbito regional, passam a estar disponíveis 24 horas por dia, todos os dias da semana, sendo asseguradas por equipas médicas e de enfermagem da ULS de Loures-Odivelas e da ULS Estuário do Tejo.
A medida integra o plano do Governo para reorganizar a resposta hospitalar nesta especialidade e reforçar a segurança clínica das utentes, em particular das grávidas e de mulheres com queixas ginecológicas urgentes. O objetivo é concentrar os casos emergentes em unidades previamente definidas, com equipas multidisciplinares completas, capazes de garantir maior previsibilidade no atendimento e reduzir o risco clínico tanto para as mães como para os bebés.
A criação destas urgências centralizadas resulta de uma estratégia traçada pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em articulação com as Unidades Locais de Saúde envolvidas. O modelo procura responder às dificuldades que o sistema enfrenta há vários anos no recrutamento e na manutenção de profissionais das áreas de Ginecologia e Obstetrícia e de Anestesiologia, uma carência que tem afetado sobretudo os serviços da região de Lisboa e Vale do Tejo.
O Ministério da Saúde defende que a concentração de recursos permitirá atenuar os constrangimentos atuais nas escalas de urgência, assegurando o funcionamento contínuo e com equipas completas. Entre as alterações decorrentes desta reorganização está o encerramento da urgência externa de Ginecologia e Obstetrícia de Vila Franca de Xira. O hospital manterá, contudo, a maternidade para partos programados, as consultas abertas para situações não urgentes e os serviços de diagnóstico e terapêutica.
O modelo agora em vigor será objeto de uma avaliação semestral pela Direção Executiva do SNS, conforme previsto no diploma que o institui. Os profissionais deslocados para prestar serviço nas urgências centralizadas recebem ajudas de custo e abono de transporte, sendo as deslocações consideradas trabalho temporário e não uma mudança de local de trabalho.