Vila Galé Collection Palácio dos Arcos ganha 12 novos quartos premium

Ao todo, o Vila Galé Collection Palácio dos Arcos passa agora a contar com 88 quartos, muitos deles com varandas sobre o mar.

O Vila Galé Collection Palácio dos Arcos inaugurou 12 novos quartos premium, todos com vista para o mar, elevando para 88 o total de unidades disponíveis nesta unidade de cinco estrelas.

Instalado num palácio do século XV, o Vila Galé Collection Palácio dos Arcos é o primeiro hotel cinco estrelas do grupo Vila Galé e conjuga património histórico, sofisticação contemporânea e referências literárias, evocando nomes como Fernando Pessoa e Florbela Espanca. A história do edifício está ligada à monarquia portuguesa: acredita-se que foi deste local que D. Manuel I assistiu à partida das caravelas rumo à Índia, uma vista que continua a impressionar os hóspedes, integrando tradição e modernidade num mesmo espaço.

Os novos quartos apresentam uma decoração elegante e minimalista, respeitando a arquitetura original do palácio. Além da vista para o Atlântico, os hóspedes podem usufruir da piscina exterior, do Satsanga Spa, do restaurante Inevitável e de áreas como a biblioteca, a vinoteca e a capela.

O edifício, construído no final do século XV e remodelado três séculos depois, mantém-se como testemunho de um passado ligado à realeza, que procurava estes aposentos para observar regatas no rio Tejo. Desde a sua inauguração, em 2013, o Vila Galé Collection Palácio dos Arcos alia o charme de um palácio histórico ao conforto de um espaço moderno, com forte inspiração poética que percorre tanto as zonas comuns como os quartos, através de textos de autores portugueses como Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes e Eugénio de Andrade.

Com 88 quartos, muitos deles com varandas sobre o mar, o Vila Galé Collection Palácio dos Arcos proporciona momentos de leitura e contemplação, convidando à pausa e ao contacto com a paisagem.

O Satsanga Collection Spa dispõe de piscina interior, sauna, banho turco, hidromassagem, ginásio e salas para massagens e tratamentos estéticos, oferecendo um refúgio de relaxamento para os hóspedes. O restaurante Inevitável propõe uma cozinha portuguesa reinventada, sempre com o Tejo como pano de fundo. Entre as restantes áreas do hotel, destacam-se a biblioteca, a vinoteca e a capela barroca.

O acesso à internet é garantido em todas as áreas, e a antiga adega do palácio foi adaptada para receber uma sala de reuniões. No exterior, os jardins centenários e a piscina exterior são ideais para quem procura momentos ao ar livre e contacto com a natureza.

Localizado junto à marginal, no coração de Paço de Arcos, o hotel fica a cerca de 15 minutos dos centros históricos de Lisboa e de Cascais. A estação ferroviária, a poucos minutos a pé, permite percorrer a linha costeira entre as duas cidades, oferecendo uma viagem panorâmica única.

navegante mobile entra em fase de testes e quem quiser pode experimentar

A TML iniciou os testes do navegante mobile, o cartão digital que promete modernizar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.

A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) lançou uma fase de testes do navegante mobile, o cartão digital que pretende modernizar a experiência de utilização do transporte público na Área Metropolitana de Lisboa. Durante este período, os passageiros têm a oportunidade de experimentar a aplicação antes do lançamento oficial, previsto ainda para este ano.

A iniciativa visa recolher informação direta sobre a experiência dos utilizadores, identificar eventuais falhas e adaptar a plataforma às necessidades reais de quem se desloca diariamente na região. Com a expectativa de atingir centenas de milhares de utilizadores, a TML optou por implementar um teste controlado, garantindo a fiabilidade do sistema e a qualidade do apoio aos passageiros.

O teste inicial destina-se a beta testers já registados, que participaram em fases anteriores da App navegante, e a utilizadores envolvidos em projetos da Carris Metropolitana. A TML considera ainda abrir novas inscrições para voluntários interessados em contribuir nesta etapa de desenvolvimento.

Disponível para iOS e Android, a aplicação navegante foi concebida para tornar os trajetos mais ágeis e sustentáveis, refletindo uma aposta crescente na digitalização e na redução do impacto ambiental do transporte público.

Nothing OS 4.0 leva o Android 16 aos dispositivos Nothing em breve

O Nothing OS 4.0 tem lançamento previsto já para este mês.

A Nothing prepara-se para lançar oficialmente o Nothing OS 4.0, a nova versão da sua interface personalizada baseada no Android 16, já durante o mês de setembro. O novo sistema operativo vai chegar a uma seleção de dispositivos da marca e faz parte do seu compromisso de atualizações de software frequentes, introduzido o Android 16, da Google nos seus equipamentos.

Num anuncio feito nas redes sociais, a marca partilhou uma animação promocional que antecipa a estreia iminente da atualização. No entanto, a publicação não revelou qualquer data concreta para o seu lançamento, limitando-se a deixar um enigmático “Coming soon”.

Quanto às novidades, a empresa foi igualmente discreta. Apenas dois termos foram utilizados para caracterizar o novo sistema operativo: “Refinado” e “Redefinido”. Sugerindo assim uma evolução subtil mas consistente, prometendo uma interface mais fluída e em linha com a identidade minimalista que a marca tem vindo a cultivar. Recorde-se que, no final de julho, o Nothing Phone (3) já tinha recebido a versão beta fechada do Nothing OS 4.0, posicionando-se como o primeiro modelo a testar as novidades antes da sua distribuição alargada.

Delta Cafés lança nova edição do Café da Sorte com prémios diários, viagem a Cabo Verde e um Renault 5 E-Tech

De 12 de setembro a 9 de novembro, o Café da Sorte oferece milhares de prémios aos consumidores, tais como máquinas de café e fins de semana em hotéis.

O Café da Sorte, iniciativa do Grupo Nabeiro, regressa em 2025 com novos prémios e atividades para os consumidores. Depois do sucesso da primeira edição, que distribuiu mais de 6.000 prémios em todo o país, a campanha desafia os portugueses entre 12 de setembro e 9 de novembro.

A participação continua simples: basta solicitar um café num dos estabelecimentos aderentes – Delta Cafés, Camelo, Belíssimo, Cubano ou Delta Q – e registar o código da fatura através da aplicação Café da Sorte, disponível para iOS e Android, ou no site oficial da campanha.

Até 9 de novembro, estarão disponíveis prémios diários, que incluem vales de 25€ para a loja online The Delta House, máquinas de café Delta Q Quick e fins de semana em hotéis Meliá em Portugal Continental. O ponto alto será a atribuição de uma viagem para duas pessoas a Cabo Verde, enquanto o sorteio final entregará um Renault 5 E-Tech a um vencedor.

PlayStation lança a PlayStation Family App, uma nova aplicação de gestão parental

Os encarregados de educação já podem controlar de forma segura, o tipo de experiências que mais novos podem aceder nas consolas PlayStation.

A Sony Interactive Entertainment anunciou o lançamento da PlayStation Family App, disponível a partir de agora em dispositivos iOS e Android.

Esta aplicação foi concebida para oferecer aos pais e encarregados de educação ferramentas de gestão parental avançadas diretamente a partir de dispositivos móveis como smartphones, permitindo ajustes na forma como os mais novos jogam em consolas PlayStation 5 e PlayStation 4.

Entre as funcionalidades incluídas estão as já tradicionais definições de tempo de jogo e restrições etárias aplicadas a determinados títulos. A grande novidade e vantagem proporcionada por esta aplicação é que agora estas opções podem agora ser geridas em qualquer lugar, sem recurso direto às consolas, ao mesmo tempo que permite o acesso a relatórios de atividade, a aprovação imediata de pedidos de tempo extra e maior visibilidade sobre o que está a ser jogado em cada momento, com recurso a um novo Activity Dashboard.

A PlayStation Family App integra-se nos esforços recentes da empresa para reforçar a segurança online e criar experiências familiares mais equilibradas, juntando-se a iniciativas como o programa Nudge e a colaboração com a Save the Children na Suécia.

Carris Metropolitana apresenta novas funcionalidades na aplicação com destaque para alertas em tempo real

Nova versão da app da Carris Metropolitana introduz alertas em tempo real, melhorias na usabilidade e opções de personalização para os passageiros.

A Carris Metropolitana lançou hoje uma atualização relevante da sua aplicação móvel, centrada na introdução de notificações inteligentes e em novas opções de personalização.

Disponível desde setembro de 2024, a aplicação tem vindo a ser reforçada com diferentes ferramentas, como a pesquisa simplificada de trajetos ou a possibilidade de guardar linhas nos favoritos. Agora, a principal novidade é um sistema de alertas que procura facilitar a gestão do tempo de quem recorre diariamente ao transporte público.

As chamadas “notificações inteligentes” permitem que o passageiro seja avisado quando o autocarro se aproxima da paragem selecionada. O utilizador pode definir previamente a distância a partir da qual pretende receber o aviso, bem como o horário e a data. Esta funcionalidade evita a necessidade de acompanhar em permanência o mapa em tempo real e proporciona uma espera mais tranquila.

A nova versão da aplicação inclui ainda a possibilidade de personalizar a página inicial com atalhos para linhas e paragens mais utilizadas. Está também disponível a criação de um avatar individual, acrescentando um nível extra de adaptação ao perfil de cada utilizador.

Xiaomi Store reabre no Colombo com novo espaço renovado

Com esta reabertura da Xiaomi Store no Colombo, a marca chinesa reforça a sua presença no mercado português.

A Xiaomi Store reabre este sábado, 13 de setembro, no Centro Colombo, em Lisboa, com um conceito de loja renovado que aposta numa experiência mais interativa. A mudança inclui também uma nova localização dentro do centro comercial, permanecendo no Piso 0.

O espaço, agora remodelado, apresenta o portefólio mais recente da marca, que abrange smartphones, dispositivos wearable, equipamentos de smart home, soluções de mobilidade e produtos para o quotidiano. A estratégia segue a linha definida pela Xiaomi, que tem procurado tornar a tecnologia acessível a todos.

A inauguração está agendada para as 15h e contará com iniciativas especiais para assinalar o momento. Nesse dia, os visitantes terão acesso a condições exclusivas de compra, válidas apenas durante a reabertura.

Com esta reabertura no Colombo, a Xiaomi reforça a sua presença no mercado português. Desde a abertura da primeira loja oficial em 2019, a marca tem vindo a consolidar a relação com a comunidade de utilizadores locais, aproximando o público nacional das inovações tecnológicas lançadas a nível global.

Laura Pausini anuncia Io Canto World Tour com paragem em Lisboa em 2026

Laura Pausini apresenta ao vivo o novo álbum Io Canto 2 na MEO Arena, em Lisboa, em outubro do próximo ano.

A cantora italiana Laura Pausini anunciou o seu regresso aos palcos com um novo projeto que reúne três novidades: um single, um álbum e a digressão mundial Io Canto World Tour, que passará pela MEO Arena, em Lisboa, a 22 de outubro de 2026.

Para a artista, os concertos ao vivo continuam a ser a essência de cada projeto. “O verdadeiro objetivo de cada lançamento é o público. Este ano quero chegar ao maior número de cidades possível e oferecer um espetáculo que me represente totalmente. Trabalho diariamente para encontrar o palco certo, o alinhamento certo e a produção certa, de forma a que este novo capítulo da minha música seja vivido em pleno”, afirmou.

No espetáculo estarão incluídos os maiores êxitos da sua carreira, bem como temas do novo álbum Io Canto 2, a editar em breve pela Warner Music. O primeiro single, “La Mia Storia Tra Le Dita”, originalmente lançado por Gianluca Grignani em 1994, será apresentado a 12 de setembro em quatro versões – italiano, espanhol, português e francês – acompanhado de um videoclipe realizado por Gaetano Morbioli.

Este novo trabalho dá continuidade ao sucesso internacional de Io Canto, lançado em 2006, que levou clássicos da música italiana a palcos de todo o mundo.

Sobre este novo capítulo, Laura Pausini sublinha: “Depois do meu primeiro Grammy americano, quis retribuir à minha terra natal levando a música italiana mais longe. Io Canto 2 será diferente, porque será lançado também em espanhol e incluirá versões das canções que mais amo de artistas latinos. Para mim, é uma forma de homenagear os meus ídolos e de colocar-me ao serviço das próprias canções.”

Os bilhetes estarão disponíveis a partir das 10h de sexta-feira, 12 de setembro, e os preços estarão disponíveis em breve.

Pipistrello and the Cursed Yoyo – Review: O Poder do Yoyo

Pipistrello and the Cursed Yoyo é um metroidvania sólido que traz consigo uma arma diferente que influencia positivamente o sistema de combate e puzzles.

Pipistrello and the Cursed Yoyo é o tipo de jogo que sabe o que quer ser. Aqui não existem excessos, até quando o design das várias zonas é demasiado extenso e poluído por inúmeros atalhos subterrâneos que são quase impossíveis de memorizar, e o que se procura é uma aventura 2D, top down, com jeitos de RPG e a alma de um metroidvania.

O mundo urbano de Pipistrello and the Cursed Yoyo é variado, repartido por secções distintas, algumas delas inacessíveis até encontrarmos a habilidade correta e podemos contar com várias missões e tarefas secundárias que servem para ocupar o tempo livre ou então para expandir o leque de medalhas e itens de Pippit, o nosso protagonista. O que é igualmente uma certeza é o foco numa só arma que invoca uma certa nostalgia em todos aqueles que viveram durante os anos 90 e sobreviveram à era do “radical”, do “baril” e do “buga” para contar as suas histórias em pleno 2025: o yoyo.

pipistrello and the cursed yoyo review echo boomer 2
Pipistrello and the Cursed Yoyo (Pocket Trap)

Pippit é um autoproclamado mestre de yoyo. O seu destino está no laço que liga o dedo indicador ao objeto circular que gira sem tocar no chão, um objeto tão peculiar, como hipnotizante que pode ser fácil de utilizar, mas difícil de dominar. A sua destreza com o yoyo não é bem vista pela sua família, os magnatas Pipistrellos, liderados pela Madame, a tia de Pippit. Para o jovem, os campeonatos de yoyo são o seu chamamento, mas o destino tem outros planos para si. Os Pipistrellos controlam o monopólio da energia e não há ninguém capaz de lhes fazer frente, ou assim pensava a Madame. As várias famílias mafiosas da cidade estão saturadas e decidem parar o domínio dos Pipistrellos de uma vez por todas. Se não fosse Pippit e o seu yoyo, que surgem no momento certo, a Madame teria sido aprisionada para sempre pelos seus rivais, mas agora a sua alma encontra-se encurralada no yoyo do sobrinho. Um destino cruel, mas menos fatal, o que dá a Pippit e à Madame a possibilidade de contra-atacarem e reconquistarem o monopólio da cidade.

O yoyo é o elemento mais importante de Pipistrello and the Cursed Yoyo. É o seu elemento diferenciador e o centro mecânico para a jogabilidade deste metroidvania em pixel art. Não só Pippit é acompanhado pela tia ao longo da aventura, com a sua alma sempre presa no yoyo amaldiçoado, servindo como apoio constante naquele que poderá ser uma homenagem humorística à Navi de The Legend of Zelda, como o sistema de combate e navegação dependem do yoyo em todos os momentos. É isto que adoro em Pipistrello and the Cursed Yoyo, apesar de considerar a mobilidade cansativa e o level design demasiado confuso e repartido por tantos ecrãs alternativos – mesmo com o apoio do mapa, nem sempre é fácil seguir o caminho correto -, esta dedicação a uma mecânica que é utilizada e adaptada para várias situações. Pouco ou nada acontece sem a utilização do yoyo e isso reflete-se até no level design, com corredores e plataformas que só são acessíveis através da corda do yoyo ou então tabelas que repelem o yoyo para que este chegue a itens e a inimigos mais distantes.

pipistrello and the cursed yoyo review echo boomer 3
Pipistrello and the Cursed Yoyo (Pocket Trap)

O sistema de combate é inicialmente muito simples e familiar, relembrando qualquer outro jogo do mesmo género, com um ataque em 4 direções, vários tipos de inimigos e uma combinação entre confrontos diretos e a navegação de salas fechadas com perigos ambientais ou plataformas que temos de navegar. No entanto, o yoyo surge sempre como uma arma versátil que se destaca pela sua distância. A corda pode não ser infinita, mas é o suficiente para nos dar espaço precioso entre a personagem e os inimigos, permitindo que possamos atacar de um ponto mais seguro enquanto recuamos ou reposicionamo-nos em campo se for necessário. À medida que avançamos, o leque de ataques e habilidades aumenta, tal como seria de esperar, e aqui vemos a introdução das técnicas populares de yoyos. Certamente que sabem o que é “passear o cão”, a técnica que permite ao yoyo ficar parado no final da corda, se o atirarmos com força suficiente na direção do chão. Também acredito que se lembrem do “vai e vem”, onde o yoyo é atirado na horizontal para voltar novamente à mão do jogador, tal e qual um Scorpion em ponto pequeno. A “volta ao mundo” é outra técnica familiar, onde o yoyo dá à volta ao jogador, voltando à mão no final. Estas técnicas podem ser utilizadas em combate, mas também para solucionarmos os vários puzzles lógicos do jogo, o que torna o yoyo numa arma muito versátil, intuitiva e divertida de utilizar.

Pipistrello and the Cursed Yoyo é perfeito para quem está à procura de um metroidvania repleto de humor, mas que esteja cansado da perspetiva sidescroller. É uma combinação entre RPG top down e um jogo de aventura, repleto de conteúdos e personagens, várias habilidades e lutas contra bosses que são verdadeiramente desafiantes. Este é um jogo que puxa por nós e que nos deixa ser criativos em combate, aproveitando as salas para exponenciar as técnicas do yoyo sem que fiquemos em desvantagem. A navegação foi o elemento que menos apreciei, apesar de respeitar a densidade e variedade do mapa principal, mas há muito para apreciar em Pipistrello and the Cursed Yoyo. Por exemplo, o sistema monetário e o facto das habilidades e crachás necessitarem de um período de prestação antes de ficarem disponíveis para Pippit. Uma lembrança constante do mundo capitalista em que estamos a afundar-nos: obrigado Pocket Trap!

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Renaissance PR.

Quartel das Esquadras em Almeida vai ser transformado num estabelecimento turístico

O Quartel das Esquadras situa-se junto à cintura de muralhas seiscentistas que definem a paisagem histórica de Almeida.

O Quartel das Esquadras, em Almeida, vai ser concessionado por 50 anos no âmbito do programa REVIVE. Construído entre 1736 e 1750, o edifício integra a praça-forte de Almeida e encontra-se classificado como Monumento Nacional, com o objetivo de ser reabilitado e transformado num espaço turístico, seja hotel ou alojamento local.

O quartel situa-se junto à cintura de muralhas seiscentistas que definem a paisagem histórica de Almeida, considerada uma das praças militares mais significativas do país. A recuperação do imóvel é coordenada pelo Turismo de Portugal, com a colaboração dos Ministérios da Economia e da Coesão Territorial, da Cultura, Juventude e Desporto e das Finanças, bem como do município local.

Este é de um dos 16 imóveis incluídos na segunda fase do REVIVE, programa que já abrange 65 edifícios em todo o território nacional. A iniciativa visa recuperar património público devoluto, valorizando-o historicamente e culturalmente, ao mesmo tempo que dinamiza o turismo e a economia das regiões.

Foto: REVIVE Portugal

Moto Buds Loop – Review: auriculares Motorola com o brilho Swarovski

Os Moto Buds Loop apostam no design open ear, que permite escutar música sem isolamento total, enquanto que a parceria com a Swarovski acrescenta um toque distinto e visualmente marcante aos auriculares.

Durante muito tempo, os auriculares foram vistos no mercado apenas como ferramentas de som, em que existia pouca ou quase nenhuma preocupação com a sua estética. Mas os Moto Buds Loop quebram essa ideia, combinando qualidade de áudio com um design elegante adornado com cristais Swarovski. Nesta nova edição especial, a Motorola não se limitou apenas a acrescentar um detalhe estético: os auriculares combinam tecnologia e moda, oferecendo não só qualidade de som, mas também um elemento de estilo pessoal, revelando assim a perfeita interseção entre tecnologia pessoal e joalharia de luxo.

A ousadia começa logo por notar-se no seu design sofisticado. Os Moto Buds Loop Premium – Cristals by Swarovski têm um formato aberto (open ear), ou seja, apoiam-se na orelha sem entrar no canal auditivo. Isto permite ouvir som e, ao mesmo tempo, manter a perceção do que se passa à nossa volta – ou seja, não contam com ANC -, o que faz com que para além de serem bastante confortáveis (já que não criam aquela pressão incómoda no ouvido durante uso prolongado), também tornam o dia a dia mais seguro. No fundo, funcionam como se fossem uns brincos que deixam ouvir música. E nesta versão com cristais Swarovski ficam ainda mais sofisticados, atraindo sobretudo um público feminino, mas também qualquer pessoa que valorize a aparência dos seus gadgets diários. Quando os usamos a primeira vez podem parecer um pouco estranhos de colocar, mas basta encaixar a parte mais pequena arredondada (que transmite o som) para dentro da orelha, deixando a curvatura seguir para fora, tal e qual como se fosse um brinco.

Mas os Moto Buds Loop não se resumem apenas à estética, já que contam com a parceria da Bose. Graças a esta colaboração, consegue-se oferecer um som bastante bom, com equilíbrio e claridade (graças aos drivers de 12 mm), sobretudo se considerarmos que se tratam de auriculares open ear. Ainda assim, em certas partes de músicas, como os baixos, perdem ligeiramente intensidade, como de resto seria de esperar com este formato. Já durante as chamadas, a tecnologia CrystalTalk AI, em conjunto com os sensores de captação de voz, trabalha para realçar a fala e minimizar os ruídos de fundo. O resultado são chamadas claras e nítidas, mesmo em ambientes movimentados, como testámos junto a uma estrada com algum tráfego, onde a conversa se manteve sempre percetível e com uma fluidez constante.

Em termos de construção, os Moto Buds Loop adaptam-se facilmente à orelha e apresentam uma cor tipo champagne, designada French Oak (existe ainda a Trekking Green, mas sem cristais), que lhes confere um aspeto luxuoso, realçado pelos cristais incrustados na zona exterior mais curva. Numa extremidade mais arredondada sai o som, enquanto a outra parte mais achatada aloja um botão que controla várias funções, que descreveremos adiante. Em termos de conforto, distinguem-se pela leveza, com apenas 6 g por auricular, o que aliado ao seu formato, os torna perfeito para uso prolongado.

O seu estojo de carregamento é construído num plástico que aparenta ser bastante resistente, com um toque agradável e na mesma cor dos auriculares. Na frente, apresenta o logótipo da marca, um M grande, e uma luz que indica o estado da bateria ou da ligação Bluetooth. Na base encontra-se a porta de carregamento USB-C, enquanto no lado direito há um pequeno botão destinado ao emparelhamento.

Os Moto Buds Loop oferecem ainda uma experiência auditiva completa e integrada no ecossistema Motorola. Para quem for Android, pode gerir as suas personalizações através da aplicação Moto Buds, que não está disponível para iOS. Instalar a aplicação é fácil e conectar os auriculares é um processo rápido e intuitivo, e é na aplicação que temos a indicação do estado da bateria dos Moto Buds Loop, bem como do próprio. Para além disso, quando emparelhados com dispositivos Motorola que incluem o Moto AI, os auriculares permitem executar ações apenas com comandos de voz. Basta pressionar o botão, dizer algo como “Catch Me Up” e o dispositivo trata do resto, por exemplo, ler notificações ou iniciar música. Existem ainda outras funções disponíveis como ativar o modo de jogo e o áudio espacial, estando esta ultima função disponível novamente apenas para utilizadores com smartphone Motorola.

Também é possível na aplicação ativar o modo de ligação dupla, que permite conectar os auriculares a dois dispositivos ao mesmo tempo, ou adicionar um widget no ecrã inicial, o que facilita por exemplo, acompanhar o nível da bateria de forma prática.

Uma das principais desvantagens é que os controlos dos auriculares ficam limitados a um pequeno e discreto botão dos próprios fones, cuja posição não é a mais fácil de alcançar. Por exemplo, um toque pausa a música, dois toques avançam para a faixa seguinte, e três toques aumentam o volume. No entanto, a execução destas ações acaba por ser um pouco lenta, o que pode tornar a experiência menos intuitiva. Para compensar, todos os gestos podem ser personalizados através da aplicação.

Já a autonomia dos Moto Buds Loop é um dos pontos que mais se destacam. Com até 8 horas de bateria, suportam facilmente um dia inteiro de utilização e, mesmo quando a bateria começa a baixar, um carregamento rápido de 10 minutos via USB-C garante cerca de 3 horas adicionais de reprodução, o que torna os auriculares muito práticos para uso diário. O estojo, por sua vez, oferece aproximadamente 35 horas de autonomia, prolongando significativamente o tempo total de utilização.

No uso diário, os Moto Buds Loop acabam por se mostrar bastante versáteis. Pequenos, leves e práticos para transportar, acompanham bem tanto num treino mais intenso como numa simples deslocação. Com o seu revestimento repelente de água, temos mais alguma tranquilidade extra perante o suor ou uma chuva inesperada, apesar de não serem à prova de água. O som, claro e envolvente, surpreende para uns auriculares open ear, proporcionando uma experiência agradável ao ouvir música ou ver séries. Apesar de não existir versão da aplicação para iOS, o verdadeiro destaque vai para os cristais Swarovski, que transformam os fones num acessório de moda, capaz de se integrar perfeitamente no outfit do dia. Além disso, os Moto Buds Loop são perfeitos para quem não gosta da pressão típica dos auriculares convencionais ou para quem precisa de permanecer atento ao que se passa à sua volta.

No conjunto, pelo preço de 259,99€ da versão French Oak, os Moto Buds Loop by Swarovski conseguem equilibrar, e bem, funcionalidade e estilo de forma excecional.

Este dispositivo foi cedido para análise pela Motorola.

Há mais uma Nintendo Direct já esta semana

A Nintendo vai regressar com novidades no dia 12 de setembro.

Apontem na agenda: há uma nova Nintendo Direct já esta semana. O anúncio foi feito como sempre nas redes sociais da Nintendo, mas sem grandes detalhes adicionais, o que aumenta facilmente as expectativas de todos.

Sabe-se apenas que acontecerá no dia 12 de setembro, pelas 14 horas (hora de Lisboa) e terá uma duração de cerca de 60 minutos. Duração essa que denuncia muitas novidades, com atualizações de jogos já conhecidos e lançados, assim como potenciais revelações inéditas. De notar que esta apresentação não será exclusiva a jogos para a nova consola, a Nintendo Switch 2, incluído informações para a consola anterior, a Nintendo Switch.

Esta Nintendo Direct acontece em vésperas da Tokyo Games Show que acontece no Japão entre os dias 25 e 28 de setembro e que poderá ser acompanhada através de várias transmissões de estúdios e editoras, como acontecerá com a Xbox, que marcará presença no evento e transmitirá um segmento de apresentação do seu catálogo no dia 25 de setembro.

Ainda quanto à Nintendo, esta Direct aproxima-se dos 40 anos de Super Mario Bros. que acontece já no sábado, o que aumenta as expectativas por novidades sobre o seu universo. Também esperada é a revelação da data de lançamento de Metroid Prime 4, prometido ainda para este ano, que já se encontra na reta final.

Spotify recebe finalmente qualidade de áudio sem perdas

A popular plataforma de streaming recebe a muito aguardada opção “lossless”, para os subscritores Spotify Premium.

Após vários anos de promessas, o Spotify recebeu finalmente a qualidade de áudio sem perdas, também conhecida como “lossless”.

Desde 2017 que os utilizadores, especialmente os pagantes, esperam pela opção de ouvir as suas músicas na melhor qualidade possível, ou por uma oferta de alta fidelidade. Agora, isso será possível e o melhor de tudo é que não chega num plano diferente aos já existentes. A opção irá ficar disponível para todos os subscritores do Spotify Premium em cerca de 50 regiões, entre as quais Portugal, durante os próximos dois meses.

Esta opção irá colocar o Spotify no mesmo patamar de plataformas semelhantes que já oferecem qualidade de áudios sem perdas, como é o caso da Apple Music ou Tidal. No entanto, com uma oferta ligeiramente mais modesta, uma vez que esta opção é capaz de transmitir conteúdo até 24-bit a 44.1 kHz em formato FLAC, ao passo que as duas alternativas mencionadas oferecem capacidades até 24-bit a 192 kHz.

Esta não será uma diferença muito óbvia, a menos que os subscritores sejam audiófilos com os ouvidos bem treinados, ou para quem não tiver dispositivos à altura de explorar estas opções. Já a qualidade sonora também irá variar de acordo com os conteúdos, as suas masterizações e limites das gravações originais.

A nível de compatibilidade, nos próximos tempos serão vários os equipamentos áudio a receberem suporte desta opção, entre eles de marcas como Sony, Bose, Samsung, Sennheiser, Sonos e outros.

Para ativar esta opção de áudio sem perdas, os utilizadores terão que, para além de ter dispositivos capazes, navegar até às definições da aplicação, onde encontrarão a opção de Lossless em Media Quality.

Focacceria Bread Maniacs: focaccias italianas com alma lisboeta em Belém

A Focacceria Bread Maniacs não nasceu para replicar cegamente a tradição, mas para oferecer uma experiência autêntica, honesta e adaptada à realidade portuguesa.

Constou-nos que no coração de Belém há um espaço que poderia passar despercebido a quem não conhece a zona a fundo: uma loja de rés-do-chão reaproveitada com engenho e transformada num restaurante com identidade própria: a Focacceria Bread Maniacs. Fomos em busca desta focacceria bem falada e o Google Maps guiou-nos até a uma esquina de um dos prédios urbanos que ladeiam o Planetário Gulbenkian, nas traseiras do Centro Cultural de Belém. Certamente, muitos de nós já estiveram no Planetário, aquando daquela visita de estudo de filosofia ou geografia ou ciências… A luz do oriente banha aquelas edificações, as torres manuelinas dos Jerónimos, a arquitetura retilínea do CCB rasgando o azul do céu… Pois foi aí que demos com esta Focacceria intitulada “Bread Maniacs” e cujo slogan, escrito lá fora, no avançado que amplia a antiga loja do prédio, simplesmente diz: “Spread the Madness”.

A ideia nasceu do Chef & Founder Bruno Marcelino, que espelha a tradição da diáspora portuguesa e partilha aqui connosco a sua trajetória profissional, desde o setor da hotelaria até ao da gastronomia. Já com uma longa carreira na hotelaria e experiência internacional em catering, incluindo muitos anos como gestor de hotelaria em plataformas petrolíferas, Bruno Marcelino andou um pouco por toda a parte, percorrendo África, Ásia e América do Sul. “Passei quase 15 anos a viajar. Embora tenha estado em plataformas, sempre quis criar algo com raízes sólidas”, explica.

Acabou por regressar a Portugal com uma ideia clara: queria um projeto próprio, com base na qualidade dos produtos e sem deixar de valorizar o que é nacional e bom. Essa vontade materializou-se no final de 2023, com a abertura da Focacceria Bread Maniacs, como projeto-piloto, a “ver como resultava”.

E resultou bem. A Focacceria Bread Maniacs, aberta desde maio no espaço atual, nas imediações do Centro Cultural de Belém e do Planetário Gulbenkian, está a viver em cheio aquilo que sempre idealizou. Bruno também menciona a importância da inclusão de vinhos portugueses na carta e a intenção de expandir as operações para eventos.

À primeira vista, a arquitetura chama a atenção: ao espaço original foi acrescentado um “avançado”, uma estrutura com janelas – uma delas, uma lateral amovível que funciona como toldo. Esta solução simples e inteligente deixa entrar o ar agradável do verão e o sol, mantendo o conforto. Disto, resulta uma sala luminosa, arejada e descontraída. Do outro lado do passeio, a pequena esplanada com uma ou duas mesas acrescenta mais três reticências a um espaço que parece, todo ele, feito à medida.

A especialidade da Focacceria Bread Maniacs são, pois, focaccias feitas com produtos italianos. Mas a carta, construída com humor, não se limita a listar focaccias.

Há um jogo de nomes e combinações que sublinha a “madness” da casa, tanto no humor como no risco. As bases são simples – pão, ingredientes italianos de qualidade, e cremes como gorgonzola e parmesão -, mas as propostas vão do clássico ao inesperado. A sazonalidade também entra no jogo: a Focaccia de figos, por exemplo, aparece no verão e combina o doce da fruta com rúcula e vinagrete balsâmico.

A massa – ponto central do conceito – não é a tradicional focaccia italiana: “Optei por uma massa mais parecida com pão, que desse para rechear e transformar em sanduíche”, explica Bruno Marcelino. Esta decisão técnica define toda a experiência do cliente, num equilíbrio entre leveza e consistência, que permite que ingredientes intensos não se sobreponham.

“Não se trata apenas de pão recheado”, resume Bruno, e bem. “Cada prato é pensado para que a experiência seja completa, mas sem artifícios.”

Quando chega a hora de provar as focaccias da Focacceria Bread Maniacs, as opções são muitas. Exemplificando apenas, temos a Louca (Mad) – Creme gorgonzola, cebola confitada, pistácio; a Doida (Wacky) – Speck, creme trufa, cogumelos, burrata, azeite de trufa; a Demente (Delirious) – Presunto cru, mozzarella, pesto, tomate; a Insana (Insane) – Coppa, taleggio, pesto de tomate, beringela picante; ou a Lunática (Loony) – Ventricina, pasta trufa, cogumelos, mozzarella; e, como dissemos, muitas mais…

E há ainda as tábuas de enchidos – pancetta, salame, ventriccina, speck, presunto, mortadela – e queijos. Estas iguarias são acompanhadas de cremes frescos feitos no momento.

Quando chegámos, era mesmo aquela hora de almoço soalheira. A sala da Focacceria Bread Maniacs estava composta e percebia-se o vaivém de clientes regulares e alguns turistas experimentando a sua primeira visita. Com tudo o que está naquela carta em perspetiva, pedimos conselho ao Chef.

Bruno Marcelino não teve papas na língua. Para começar, “podem optar pela Tábua Alucinada”. E foi o que fizemos. Mandámos vir a tal tábua de enchidos e queijos italianos que se traduziu numa amostra de charcutaria de qualidade, com fatias cortadas diretamente das peças, em cima do balcão da cozinha – ao nosso gosto, bem finas -, como pancetta, salame, ventriccina, speck, presunto e mortadela, vindo ainda acompanhada de cremes de gorgonzola e parmesão. A sugestão de provar em tábua faz todo o sentido, dado que funciona muito bem como entrada ou refeição partilhada, permitindo explorar, com a focaccia, entenda-se, os sabores da charcutaria italiana – partilha-se, petisca-se e, se sobrar, leva-se para casa. Um começo promissor.

A sazonalidade também entra no jogo. Então, a segunda sugestão, já em matéria de focaccias, foi uma versão especial, a Focaccia sazonal de figos, o que é natural, pois é um fruto de verão. Foi uma boa revelação, esta focaccia leve, fresca e algo provocadora, posto que combina o doce da fruta com rúcula fresca e vinagrete balsâmico, o que lhe confere e reforça o paladar delicado e bastante fresco.

Quando uma não chega vai-se à segunda. Avançámos então para opções mais sólidas, como a Louca, esta já da carta, digamos; trata-se de uma focaccia à bolonhesa. Esta sandes é ótima e traz dentro do pão um ragù adaptado, suficientemente húmido para dar sabor mas contido o suficiente para não comprometer a estrutura do pão.

Há, claro, que equilibrar todos estes sabores com um bom vinho. A carta de vinhos da Focacceria Bread Maniacs é outra extensão da filosofia do Chef: atenção à qualidade, simplicidade e complementaridade com a comida. Bruno reforça que se trata de uma homenagem à produção portuguesa, provando que não é necessário recorrer exclusivamente a rótulos italianos para complementar uma experiência de muito boa qualidade.

Fresco, elegante e equilibrado, o vinho acompanha sempre bem a leveza das focaccias sazonais, mas também os cocktails e as limonadas (experimentem a de melão, lima e hortelã), que colam perfeitamente com a intensidade da Focaccia de bolonhesa ou dos enchidos.

Não precisámos de pensar muito para optar por um Thyro Douro Tinto 2020, um vinho que se revelou a escolha perfeita para a diversidade de sabores em cima da mesa. Um blend de Tinta Roriz e Touriga Nacional, feito com mínima intervenção, que acrescentou à refeição um paladar frutado, frescura e elegância. Não pesou demasiado nas focaccias, mas teve corpo suficiente para dialogar com os enchidos da tábua e com a intensidade da Bolonhesa.

No final, as sobremesas deram o remate certo: o Tiramisù cumpre o clássico italiano, com equilíbrio entre mascarpone, café e muito cacau em pó polvilhando a superfície. Como doce, revelou-se particularmente leve e fresco. Já quanto ao Cheesecake de requeijão de Seia com doce de abóbora, o forte é a base, um tanto original, a lembrar a própria focaccia: uma espécie quase de massapão, portanto sem aquela textura areada dos cheesecakes tradicionais, e o doce de abóbora na camada superior, com um doce travo que dá vontade de pedir mais.

Que o espaço tem charme, isso tem. Mas também algumas limitações. Como foi dito, a Focacceria Bread Maniacs nasceu do reaproveitamento de uma loja de rés-do-chão, à qual foi acrescentada uma estrutura com janelas e uma lateral ampla, amovível, que funciona como toldo opcional. A solução é inteligente: areja o espaço, deixa entrar luz natural e mantém conforto mesmo sob o sol lisboeta. Do outro lado da rua, uma esplanada reduzida comporta uma ou duas mesas, cumprindo a função de espaço exterior, mas com um enquadramento que, admitamos, não é o perfeito.

O interior, funcional mas limitado, reflete uma proposta honesta: algumas mesas pequenas, adequadas a visitas individuais ou a dois, alternando com outras para grupos maiores – também é possível juntá-las, pois assistimos a uma festa de aniversário com cerca de 20 pessoas. Há uma porta automática de vidro para circulação do ar e uma cozinha com entrada independente para staff e mercadorias, evitando atrapalhações com o movimento de clientes e que deixa à vista uma cozinha organizada e limpa, dotada de equipamentos modernos. A única casa de banho consiste numa cabine, para ambos os sexos.

A Focacceria Bread Maniacs vende na sua clara filosofia: menos é mais. A comodidade e tonalidade aprazível do espaço estão garantidas e a carta resulta numa composição pensada, equilibrada, em que o segredo está na qualidade das matérias-primas e no cuidado do processo.

Bruno Marcelino já falou da vontade de crescer, de experimentar eventos e talvez abrir mais espaços. A avaliar por este almoço, não restam dúvidas de que há futuro para este projeto. Afinal, em Lisboa cabem muitos mundos, e este é um que vale a pena descobrir.

A Focacceria Bread Maniacs não é um restaurante perfeito, mas também não pretende sê-lo. Entre focaccias criativas, enchidos italianos, sobremesas de luxo e um vinho português que esteve à altura, o almoço na Focacceria Bread Maniacs foi uma experiência mais do que positiva.

O espaço tem limitações, visíveis logo à primeira visita, mas a proposta é clara: focaccias adaptadas, ingredientes italianos bem escolhidos e um ambiente que, mesmo sem sofisticação, já conquistou o seu público. A “madness” está tanto nos nomes do menu como na coragem de reinventar uma massa tradicional. Vale a pena pela comida, pelo vinho certo e pelo olhar honesto de quem arriscou criar algo novo num enquadramento histórico como o de Belém.

Para quem mora perto ou passa pela zona – ou para os que são simplesmente curiosos e adoram partilhar experiências -, a Focacceria Bread Maniacs impõe-se como paragem obrigatória. Porque há lugares assim: que nos fazem viajar – mesmo sem sairmos de Lisboa…

PlayStation Store com novos descontos de até 75% em “Aventuras Outonais”

Jogos como God of War Ragnarök, Horizon Call of the Mountain e Marvel’s Spider-Man: Miles Morales estão disponíveis com preços reduzidos até 24 de setembro.

A PlayStation anunciou mais uma campanha de descontos, com “Aventuras Outonais”. Já está a decorrer até ao dia 24 de setembro, e conta com jogos para PlayStation 4 e PlayStation 5, com quedas de preço que vão até aos 75%.

Entre os destaques estão God of War Ragnarök nas duas versões, Horizon Call of the Mountain para o PlayStation VR2, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, The Last of Us Part I e Horizon Zero Dawn Remastered.

Também se encontram jogos para mais antigos como Sackboy: Uma Grande Aventura, Gravity Rush Remastered e MediEvil, e com Ghost of Yotei à porta, destaca-se também Ghost of Tsushima Director’s Cut.

Em baixo podem encontrar uma lista mais compreensiva de destaques das promoções Aventuras Outonais, que podem também aceder diretamente das vossas consolas:

  • God of War Ragnarök Edição Digital Deluxe: 50,39€ (antes 89,99€)
  • Horizon Call of the Mountain: 49,69€ (antes 69,99€)
  • Horizon Zero Dawn Remastered: 10€ (antes 49,99€)
  • Marvel’s Spider-Man: Miles Morales PS4 & PS5: 29,99€ (antes 59,99€)
  • Sackboy: Uma Grande Aventura – Edição Digital Deluxe PS4 & PS5: 39,99€ (antes 79,99€)
  • The Last of Us Part I: 39,99€ (antes 79,99€)
  • Gravity Rush Remastered: 14,99€ (antes 29,99€)
  • Heavy Rain: 11,99€ (antes 29,99€)
  • inFAMOUS Second Son: 9,99€ (antes 19,99€)
  • MediEvil: 14,99€ (antes 29,99€)
  • Marvel’s Iron Man VR: 19,99€ (antes 39,99€)
  • Horizon Zero Dawn: The Frozen Wilds: 5,99€ (antes 14,99€)
  • Journey Collector’s Edition: 14,99€ (antes 24,99€)
  • Detroit Become Human Digital Deluxe Edition: 19,99€ (antes 39,99€)
  • MLB The Show 25: 29,99€ (antes 49,99€)
  • MLB The Show 25 Edição Digital Deluxe: 39,59€ (antes 59,99€)
  • Ghost of Tsushima Director’s Cut PS4: 29,39€ (antes 69,99€)
  • Ghost of Tsushima Director’s Cut PS5: 39,99€ (antes 79,99€)
  • Ghost of Tsushima: Legends Trial Upgrade PS5: 9,99€ (antes 19,99€)
  • Atualização Ghost of Tsushima Director’s Cut PS4: 9,99€ (antes 19,99€)
  • Ghost of Tsushima: Legends Trial Upgrade PS4: 9,99€ (antes 19,99€)

Estes são os requisitos de Borderlands 4 para PC

0

Borderlands 4 tem lançamento a 12 de setembro no PC e consolas.

Borderlands 4 está quase a chegar ao PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S. E como sempre a versão para PC de qualquer jogo requer características essenciais para oferecer a experiência mínima ideal ou recomendada. Para perceberem se têm máquina suficiente para explorarem o planeta de Kairos basta verificarem em baixo os requisitos de Borderlands 4 para PC:

Mínimos:

  • SO: Windows 10 / Windows 11 (64-bit)
  • Processador: Intel Core i7-9700 / AMD Ryzen 7 2700X (8 núcleos)
  • Memória: 16 GB RAM
  • Placa gráfica: Nvidia GeForce RTX 2070 / AMD Radeon RX 5700 XT / Intel Arc A580 (8 GB VRAM)
  • Armazenamento: 100 GB disponíveis em SSD

Recomendados:

  • SO: Windows 10 / Windows 11 (64-bit)
  • Processador: Intel Core i7-12700 / AMD Ryzen 7 5800X
  • Memória: 32 GB RAM
  • Placa gráfica: Nvidia GeForce RTX 3080 / AMD Radeon RX 6800 XT / Intel Arc B580
  • Armazenamento: 100 GB disponíveis em SSD

A versão para PC de Borderlands 4 – que pode ser comprada com um bom desconto na Instant Gaming – conta com algumas características exclusivas para o melhoramento de desempenho, como o XeSS da Intel, FSR da AMD ou o NVIDIA DLSS 4 com, com geração de frames múltiplos, disponível apenas em placas da série GeForce RTX 50.

Em Borderlands 4, os jogadores assumem o papel de vault hunters, mercenários em busca de arcas alienígenas no planeta de Kairos, governado por um tirano impiedoso. O jogo apresenta quatro novas classes, cada uma com habilidades próprias e árvores de habilidades ramificadas, prometendo uma personalização detalhada dependendo estilo de jogo de cada um.

Com a possibilidade de ser jogado a solo, Bordelands 4 é novamente uma experiência concebida para ser jogado em co-op, com suporte até jogadores online e dois em modo local -nas versões para PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Após o lançamento, está planeado conteúdo adicional, incluindo novos vault hunter, missões, eventos sazonais e outras atualizações gratuitas.

Com lançamento marcado já para 12 de setembro, Bordelands 4 também chegará à Nintendo Switch 2 a 3 de outubro.

Passeios de um dia a partir de Lisboa: destinos próximos para explorar

Lisboa é uma cidade vibrante, cheia de vida e de atrações únicas, mas um dos seus grandes trunfos é a proximidade a destinos igualmente encantadores. A partir da capital portuguesa é possível fazer pequenas escapadinhas que revelam praias magníficas, vilas históricas, paisagens naturais e tradições culturais. Para quem visita a cidade e quer aproveitar ao máximo, deixar as malas num serviço de depósito de bagagem em Lisboa pode ser a solução prática para viajar leve e sem preocupações, antes de partir para explorar os arredores.

Com a Radical Storage, é possível encontrar locais seguros e bem localizados para guardar a bagagem, contando com parceiros de confiança e um valor fixo médio de apenas 5€ por dia. Assim, cada viajante pode explorar Lisboa e os arredores com toda a liberdade e comodidade.

Entre locais românticos, praias ideais para relaxar e vilas cheias de história, há opções para todos os gostos. A seguir, ficam algumas das melhores sugestões de passeios de um dia que podem ser feitos a partir de Lisboa.

Sintra

Sintra é provavelmente o destino mais procurado nos arredores de Lisboa, e com razão. Situada a cerca de 30 quilómetros da capital, esta vila é um verdadeiro cenário de conto de fadas, com palácios coloridos, castelos históricos e jardins exuberantes. O Palácio da Pena, a Quinta da Regaleira e o Castelo dos Mouros são paragens obrigatórias. Além da riqueza arquitetónica, Sintra também oferece trilhos naturais pela serra, bem como uma gastronomia deliciosa, onde se destacam os travesseiros e as queijadas.

Cascais

A vila de Cascais é sinónimo de elegância e descontração. Localizada junto ao mar, é conhecida pelas suas praias encantadoras, pelo passeio marítimo e pela Marina de Cascais, onde se respira um ambiente cosmopolita. A partir de Lisboa, a viagem de comboio pela linha de Cascais é um passeio em si, com vistas deslumbrantes sobre o Atlântico. Uma visita ao centro histórico, ao Museu Condes de Castro Guimarães e ao imponente Guincho são experiências que tornam Cascais num destino imperdível para um dia fora da capital.

Estoril

Vizinho de Cascais, o Estoril é famoso pelo seu casino e pela tradição ligada ao turismo de luxo. No entanto, o Estoril também é procurado pelas praias tranquilas e pela proximidade a restaurantes sofisticados. É um destino que combina lazer com entretenimento, perfeito para quem deseja um dia diferente a partir de Lisboa.

Óbidos

Para quem aprecia história e tradições, Óbidos é uma vila medieval encantadora que parece parada no tempo. As muralhas que envolvem o centro histórico e as ruas empedradas criam uma atmosfera única. Um passeio por Óbidos não está completo sem provar a famosa ginjinha, servida em copo de chocolate. A vila é ainda palco de eventos culturais durante o ano, como a Feira Medieval ou o Festival Internacional de Chocolate, que atraem milhares de visitantes.

Setúbal e a Serra da Arrábida

Do outro lado do rio Tejo encontra-se Setúbal, cidade conhecida pelo peixe fresco e pelas ligações à Reserva Natural do Estuário do Sado, onde é possível avistar golfinhos. Mas o grande tesouro da região é a Serra da Arrábida, com praias de águas cristalinas como Galápos, Portinho da Arrábida e Figueirinha. O contraste entre a serra verdejante e o mar azul-turquesa faz deste local um dos mais bonitos do país, ideal para caminhadas, piqueniques ou simplesmente para relaxar à beira-mar.

Évora

Inserida no Alentejo, Évora é Património Mundial da UNESCO e uma verdadeira cidade-museu. A pouco mais de uma hora e meia de Lisboa, encanta com o Templo de Diana, a Capela dos Ossos e a Sé Catedral. O ambiente tranquilo da cidade, aliado à gastronomia alentejana e aos vinhos de qualidade, fazem de Évora um destino ideal para um passeio cultural de um dia.

Mafra e Ericeira

Mafra destaca-se pelo imponente Palácio Nacional, uma das maiores obras do barroco europeu, que impressiona pela grandiosidade da biblioteca e pela sua história. A poucos quilómetros dali encontra-se a Ericeira, vila piscatória que se tornou Meca do surf. As suas praias são famosas entre surfistas de todo o mundo, mas também há espaço para quem procura apenas relaxar ou saborear peixe fresco à beira-mar.

Tomar

Tomar é uma cidade ligada à Ordem dos Templários, e o Convento de Cristo é um dos maiores símbolos da sua herança histórica. A cidade tem ruas encantadoras, jardins bem cuidados e um ambiente acolhedor. É um destino que mistura espiritualidade, história e cultura, perfeito para quem procura uma experiência diferente sem se afastar muito de Lisboa.

Fátima

Um dos destinos religiosos mais importantes do mundo, Fátima recebe milhões de peregrinos todos os anos. O Santuário de Fátima é um espaço de espiritualidade e reflexão, que mesmo para quem não é devoto tem um valor histórico e cultural significativo. Para quem deseja um passeio mais espiritual a partir de Lisboa, Fátima é uma escolha incontornável.

Conclusão

Os arredores de Lisboa são um convite a experiências variadas, capazes de agradar a diferentes perfis de viajantes. Seja a magia romântica de Sintra, o charme costeiro de Cascais, o ambiente medieval de Óbidos ou a natureza intocada da Serra da Arrábida, cada destino oferece algo especial.

Para quem visita a capital, dedicar um ou mais dias a explorar estas regiões próximas é uma forma de viver Portugal de forma mais completa e autêntica. Entre paisagens deslumbrantes, património histórico e tradições locais, os passeios de um dia a partir de Lisboa transformam qualquer viagem numa aventura memorável.

Viver a vindima na Adega de Palmela: um dia muito especial

Chegar à Adega de Palmela pelas 9h da manhã, num dia claro de setembro, daqueles que ainda prometem o calor do verão mas já têm essa qualquer coisa de outono difícil de definir, é mergulhar de imediato na promessa de um dia diferente.

Vindimar é o melhor de uma tradição viva. Foi para percebermos isso mesmo que fomos convidados, este ano, a visitar a Adega de Palmela e fazer parte, literalmente, da experiência da vindima, mergulando assim na cultura local e na arte da produção vinícola e história desta casa reconhecida como grande produtora de vinhos da região.

À entrada na Adega, fomos de imediato recebidos com toda a simpatia e brindados com o kit de vindima: t-shirt, chapéu de palha, saco, garrafa de água, uma garrafa de vinho branco Adega de Palmela 2023 e até um saca-rolhas de oferta fizeram parte da oferta, mas foram guardados para serem entregues no final. Pequenos símbolos de um ritual que se iria estender até às 16h, entre vinhas, barricas e histórias de quem vive o vinho de corpo e alma.

A lógica é simples, e colhe fruto entre os visitantes que se sentem de facto atraídos pela cultura da uva e do vinho e imersos numa experiência única: as mãos que colhem as uvas, muitas vezes, têm tanto a contar quanto os próprios vinhos que delas resultam.

Seguimos em caravana para uma das vinhas dos vários produtores associados da Adega, que foi o cenário de início da jornada.

Aí, fomos recebidos por Teresa Grilo, responsável pelo turismo e verdadeira anfitriã desta experiência. Ao longo de todo o dia, foi ela quem conduziu os visitantes, partilhando curiosidades e respondendo a perguntas.

A nossa anfitriã e cicerone aproveitou também para recordar a marca do ano: sete décadas de história. “Os nossos vinhos falam por nós, mas o que nos distingue é a alma e a paixão com que trabalhamos”, afirmou, passando depois a palavra a Ângelo Machado, presidente do Conselho de Administração. Com voz serena, contou como em 1955 cerca de 50 sócios se juntaram para criar a adega. 70 anos depois, a cooperativa é um pilar regional, com mais de 200 viticultores e milhares de litros produzidos.

A colheita manual, feita com tesoura e balde, revelou-se um exercício de paciência e cuidado. Os engenheiros e viticultores que nos acompanharam lembraram que cada bago colhido é fruto de um ano inteiro de trabalho, de uma dedicação diária que começa muito antes de setembro.

Enquanto apanhávamos uvas, era impossível não reparar no carinho com que os anfitriões falavam da vinha – “é como se fosse um jardim um bocadinho maior que o normal”, disse Luís Silva, enólogo e membro da direção, sublinhando que o segredo está no amor e na tradição. Assim, e a pensar promover os sabores da terra, a iniciativa Um Dia de Vindima abriu-nos as portas à realidade da vindima e dos vinhos de Palmela, no que foi uma simples amostra de um dia de trabalho nas vinhas.

A primeira etapa foi a apanha da uva. Fomos acompanhados e auxiliados desde o primeiro momento, nomeadamente no sentido de, como visitantes e apreciadores de vinhos, percebermos onde tudo começa: na natureza, na própria videira. Com a crescente implementação de processos de mecanização e automação – sobretudo em vinhas associadas à Adega de Palmela produtoras de vinhos em maior quantidade -, o primeiro passo é perceber como se faz a apanha da uva, quer manual, quer mecânica.

De seguida, os baldes cheios de cachos eram despejados para as cestas de vindima. Dali, os carros transportaram essas cestas para a Adega: aproximava-se a etapa da entrega, pesagem, análise do mosto e prensagem.

A meio da manhã, pausa merecida: piquenique no meio da vinha. Foi, na verdade, um cocktail ao ar livre. Em mesas improvisadas, e com a fantástica melodia de um violoncelo interpretada por Tiago António, do Conservatório Regional de Palmela, os vindimadores experimentais puderam regalar-se com pequenos acepipes frescos e deliciosos. Este repasto incluiu uma seleção de frutas frescas, queijos variados, carnes frias, frutos secos, seleção de pães, compotas e, ainda, doces regionais, cuidadosamente dispostos sobre uma toalha estampada.

Como não podia faltar, lá estavam também à discrição os vinhos da Adega. Estava uma manhã batida a sol quente, e o copo servido das garrafas retiradas dos baldes de gelo sabia mesmo muito bem: brancos aromáticos, rosés leves e frescos, servidos em copos de pé alto, numa verdadeira sessão de degustação coletiva. Entre os brindes, não faltou ainda um copo de Moscatel Roxo da casa, que deu um toque doce e aromático ao final da manhã. Foi o primeiro momento em que se percebeu que a vindima não é só trabalho: o convívio marca a importância do vinho, e vice-versa.

De volta à Adega (com o almoço cada vez mais próximo…), os visitantes tiveram contacto com a experiência real, as etapas de produção pelas quais estes produtos mundialmente famosos têm de passar: a pesagem da uva, a preparação do mosto para análise no refratrómetro e a prensagem. Estas operações são, de facto, momentos empolgantes do processo, sobretudo para quem não conhece ou nunca viu.

O refratrómetro é um instrumento que mede a densidade do mosto, o líquido obtido pelo esmagamento prévio de alguns cachos num recipiente, e a sua função é calcular o teor de açúcar presente – este apuramento é determinante para o valor a atribuir à colheita e o destino a dar-lhe. Nestas operações fascinantes, ficámos a conhecer alguns dos colaboradores da Adega, uns mais recentes, outros que já ali trabalham há mais anos, com uma devoção total à casa e que se revezam em diferentes postos e papéis, consoante as necessidades.

Houve ainda espaço para a pisa a pé das uvas, momento simbólico e divertido que proporcionou ótimas fotografias e… alguns sorrisos.

Iniciou-se então a visita guiada às instalações, onde, uma vez mais, se revelou toda a complexidade da produção. Do tegão à fermentação, das cubas de inox às barricas de carvalho francês e americano, foi possível captar o mais importante e interessante: é que, em matéria de vinho, cada detalhe faz mesmo a diferença.

Foi também aqui que conhecemos o Moscatel Roxo 15 anos, orgulho da casa. Um vinho licoroso que estagiou pacientemente em barricas de carvalho usadas no envelhecimento de aguardentes. O rótulo não engana: 19% de volume alcoólico, mas um sabor suave e profundo, ideal para acompanhar, por exemplo, doçaria regional e chocolate.

A experiência ganhou um novo fôlego na hora de provar cocktails preparados com vinhos da casa, acompanhados por tapas regionais. Uma forma criativa de mostrar que o vinho pode reinventar-se em contextos diferentes, mantendo sempre a identidade. Numa época em que os mercados disponibilizam muitos tipos e variedade de produtos, desde o vinho desalcoolizado ou de baixo teor alcóolico, aos vinhos com sabores adicionados, importa salientar que um bom vinho não ultrapassa, em média, os 13 ou 14 graus.

Antes do almoço, para abrir o apetite, houve outro encantador cocktail na adega, onde as mesas para o banquete estavam dispostas sobre barricas cheias e preparadas com todo o rigor, num ambiente temporal castiço e inesquecível. Aqui, foram servidos petiscos requintados que complementavam a atmosfera rústica do local, com uma variedade de canapés, enchidos e mais frutas e queijos. Tal como o primeiro repasto, este incluía uma seleção de queijos, carnes frias, frutos secos, pães e bolachas, servidos sobre mesas-barricas, com garrida fartura.

O almoço veio a seguir. Note-se que estes eventos são preparados em colaboração com empresas associadas à Adega de Palmela, neste caso a Tiago Kattering.

Deu para perceber que se pretendia apostar nos pratos tradicionais. No entanto, e certamente devido à quantidade de convivas envolvidos (as mesas pareciam as de um banquete de estado, pela extensão que ocupavam ao longo de toda a Adega…), esse momento acabou por ficar aquém das expetativas criadas. De facto, ambos os cocktails foram muito melhores, em termos de qualidade e diversidade dos produtos apresentados, que de resto, iam bem com a oferta de vinhos postos à consideração dos convivas.

Mesmo assim, valeu a pena. Começámos com uma sopa reconfortante, seguida de Bacalhau à Brás e Porco na Caçarola ou À Caçador. Um Cheesecake frio (mais para o gelado…) fez a sobremesa. Entre mesas corridas e pratos tradicionais, harmonizados com vinhos da Adega, conversou-se sobre o futuro do setor, os desafios do consumo e a importância de preservar a tradição.

A atmosfera era bem a de festa (até porque o Adega de Palmela Colheita Selecionada 2023 é suave, mas enganador…), mas também de partilha de conhecimento. Ficou clara a mensagem: o vinho é mais do que “beber um copo”, é cultura, história e identidade.

A jornada terminou pelas 16h, mas a sensação foi de ter vivido mais do que uma simples atividade turística. A vindima na Adega de Palmela é uma experiência empírica e cultural que liga o visitante à terra e às pessoas que a trabalham. Uma janela aberta para o que é, e continuará a ser, a essência desta região.

E para quem não esteve presente a 3 de setembro, fica o convite: as vindimas abertas ao público regressam todos os anos, com número limitado de participantes (entre 2 e 65 por dia). As crianças até aos 4 anos não pagam, e dos 5 aos 9 têm 50% de desconto. O transporte é assegurado pelos próprios participantes e o local exato da vinha só é revelado após a reserva.

Kirby and the Forgotten Land + Star-Crossed World – Review: Docinho para os fãs de Kirby

A nova edição de Kirby and the Forgotten Land para a Nintendo Switch 2 com a expansão Star-Crossed World não reinventa a aventura da adorável mascote, mas inclui boas razões para voltar ao seu mundo.

A Nintendo não é estranha a relançamentos, remasterizações e atualizações quando se encontra naquele período geracional em que tem duas consolas no mercado. Vimos no passado a Nintendo Switch receber remasterizações de jogos de gerações anteriores a preços premium e lançamentos simultâneos entre plataformas, como foi o caso de The Legend of Zelda: Breath of the Wild para a Switch e Nintendo Wii U. E agora, com a chegada da Nintendo Switch 2, encontramos outras formas de reacender o interesse nos seus jogos rainha, com atualizações gratuitas e outras pagas, que variam na quantidade de oferta, mas que revelam uma estratégia inconsistente.

Entre os mais recentes relançamentos encontramos Kirby and the Forgotten Land, o jogo que marcou a estreia da antiga mascote da Nintendo num jogo de plataformas 3D, a solo, pela primeira vez. Para a Nintendo Switch 2, Kirby and the Forgotten Land chega sob a forma de uma “Nintendo Switch 2 Edition”, tal como Breath of the Wild e Tears of the Kingdom tiveram direito, mas com uma “agravante”: o dobro do preço.

Ao passo que Breath of the Wild e Tears of the Kingdom mantêm o seu preço de lançamento para a Nintendo Switch 2, ou a opção de atualização “remasterizada” por 9,99€, Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition custa 19,99€ como atualização ou 79,99€ como jogo completo para quem ainda não o tem. A Nintendo mantém, assim, um custo considerado alto para um jogo já com três anos, o que torna difícil convencer os jogadores que não sejam já realmente fãs da mascote e deste género de jogo.

Mas, ao contrário dos Zeldas, Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition não é um simples remaster. Como reflete o seu nome completo, Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition + Star-Crossed World inclui mais jogo: uma expansão com mais uma mão cheia de níveis, um novo modo de jogo e novas habilidades, que para atualização paga – para quem já tem e gostou do jogo – se torna mais atraente.

kirby and the forgotten land star crossed world review echo boomer 2
Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition + Star-Crossed World

Em termos de atualização, na vertente técnica, pegar em Kirby and the Forgotten Land na Nintendo Switch 2 após tanto tempo do original não foi, francamente, impressionante. Sim, o jogo corre belissimamente a 60 FPS face aos 30 FPS da versão original, e a qualidade de imagem é igualmente superior graças a efeitos visuais melhorados, assim como a uma resolução aumentada, que nem sempre parece ser 4K quando ligado à base, mas que é definitivamente mais clara.

Estaria a mentir se dissesse que me impressionou, mas a verdade é que, tanto tempo após ter jogado o original na Nintendo Switch, e estando habituado a jogos com características técnicas semelhantes às que Kirby and the Forgotten Land agora oferece na Nintendo Switch 2, o jogo só “surpreende” quando colocado lado a lado em busca das aparentes diferenças.

No entanto, gabo os benefícios deste salto técnico. Com uma imagem mais clara, a direção de arte de Kirby and the Forgotten Land revela todo o seu esplendor: um mundo adorável e colorido, cheio de personagens e adereços redondinhos, em espaços e ambientes bastante complexos, ricos e cheios de contrastes. Já a fluidez melhorada também contribui para a experiência, com animações mais vivas, movimentos mais responsivos e, no geral, um jogo mais dinâmico e divertido de interagir. E tudo isto não está condensado apenas no conteúdo adicional, mas ao longo de todo o jogo original, o que torna, por si só, Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition na versão “definitiva” deste jogo, pelo menos por enquanto.

kirby and the forgotten land star crossed world review echo boomer 4
Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition + Star-Crossed World

Dado que Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition + Star-Crossed World é um exclusivo para a nova consola da Nintendo, o conteúdo adicional foi criado a pensar no novo hardware. E aqui sim, temos uma experiência visual ainda mais rica e complexa, com níveis mais recheados e visualmente mais envolventes, especialmente com toda a sua apresentação prismática e refletiva do gelo e dos cristais que abraçam os novos cenários, justificados com uma nova história.

Não são, no entanto, níveis completamente novos. Para esta expansão, o jogo pega numa seleção de níveis já existentes e remistura-os, como se de um universo paralelo se tratasse: níveis mais tranquilos e paisagísticos, onde o sol brilhava e as ondas quebravam em praias, passam a ser cenários congelados e frios, cobertos de gelo e cristais, com novos caminhos e formas de navegar, ao mesmo tempo que tiram partido das novas técnicas visuais da Nintendo Switch 2, nomeadamente reflexos no ambiente e mais efeitos visuais.

Existe aqui um aspeto transformador e emocionante, que diz respeito precisamente a ambientes e níveis que são, para todos os efeitos, novos: com novos segredos, novos inimigos, novos caminhos e, até, novas habilidades para Kirby, desde aquelas que o pequeno blob rosa suga dos inimigos até às habilidades especiais e específicas, onde engole objetos de grandes dimensões para progredir nos níveis ou aceder a áreas secretas.

No entanto, a jogabilidade pouco ou nada muda. Kirby move-se, navega, interage e luta exatamente da mesma maneira como no resto da aventura, destacando-se a maior diferença precisamente na responsividade da personagem, graças ao framerate melhorado. Explorar os seus níveis, experimentar as diferentes habilidades dos inimigos que vamos sugando, e procurar os segredos escondidos nos cenários, continua a ser tão delicioso como divertido.

kirby and the forgotten land star crossed world review echo boomer 3
Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition + Star-Crossed World

O mesmo não se pode dizer dos confrontos com bosses, que já no jogo original se revelaram picos de dificuldade intermitentes, requerendo um nível de destreza e de paciência no ritmo do combate desproporcionais ao resto da viagem. Recordo-me de, no original, ter encontrado bosses que foram autênticos ossos duros de roer, que me deixavam a suar no fim dos combates. Não necessariamente por serem difíceis, mas por ser complicado manter uma consistência no ritmo de desvios e ataques, devido ao impacto reduzido dos golpes base de Kirby. Apesar de haver habilidades e ataques mais eficazes, que tornam estes momentos pequenos puzzles, acabam por ser desgastantes e, em alguns casos, barreiras para avançar para níveis seguintes.

Nesta expansão, a filosofia dos combates mantém-se e a equipa de produção revela confiança nesse aspeto, com um modo Boss Rush mais desafiante. O que, na realidade, demonstra que a minha breve crítica é mais uma questão de skill issue do que propriamente qualitativa, dado que Kirby and the Forgotten Land – Nintendo Switch 2 Edition + Star-Crossed World acaba por oferecer algo que tem definitivamente um público.

Esta expansão não é muito longa, mas é substancial. É mais Kirby and the Forgotten Land. Mais jogo! Não se posiciona como uma sequela ou spin-off, não reinventa a experiência base, mas acrescenta-lhe definitivamente mais encanto e mais uma razão para voltar a sugar o mundo ao comando do adorável Kirby, agora em maior definição, pelo menos para os maiores fãs.

Cópia para análise cedida pela Nintendo Portugal.

Unicode 17 conta com 164 novos emojis que vão chegar aos smartphones

Os emojis que foram anunciados com o padrão Unicode 17.0 chegarão aos dispositivos nas próximas semanas.

A Unicode Consortium anunciou a versão 17.0 do padrão Unicode, que introduz 164 novos emojis à biblioteca global disponível em smartphones e outros dispositivos digitais. A lista não é tão extensa como em anos anteriores, mas aposta na diversidade de expressões e contextos, com novas opções visuais que vão desde símbolos culturais até representações do quotidiano.

Entre as novidades encontram-se um rosto distorcido, pensado para transmitir emoções de forma mais precisa, uma nuvem de batalha em estilo de banda desenhada, uma orca e até uma criatura mítica nua. A coleção inclui ainda um trombone, um baú do tesouro, um deslizamento de terras e uma maçã mordida com o caroço à vista. Do lado da dança, destaca-se a introdução de uma bailarina de género neutro, com possibilidade de diferentes tons de pele, ampliando o leque de representações inclusivas. A par destas adições, dois emojis já existentes foram expandidos os emojis de Pessoas com Orelhas de Coelho e de Pessoas a Lutar, que passam agora a contar com variantes de tom de pele.

Os novos emojis foram aprovados no final de 2024 em versão preliminar e chegam agora à sua forma final, sem alterações em relação às propostas iniciais. A disponibilização nos dispositivos, no entanto, será gradual. Tal como em lançamentos anteriores, dependerá das atualizações de software de cada fabricante, o que significa que Apple, Google, Samsung e Microsoft terão liberdade para desenvolver as suas próprias interpretações gráficas de cada emoji.

Embora muitas vezes vistos como elementos lúdicos, os emojis continuam a desempenhar um papel importante na comunicação digital, tornando-se indicadores culturais que refletem tanto tendências sociais como preocupações de inclusão.