Calema, NAPA, Sara Correia e Karetus entre os nomeados da 8.ª edição dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa

A 8.ª edição dos PLAY destaca artistas como Calema, NAPA, Sara Correia, C4 Pedro, Karetus, Gisela João e Bárbara Bandeira, com múltiplas nomeações que refletem a diversidade da música feita em Portugal em 2025.

Hoje, dia 18 de março, foi dia de conhecer todas as novidades sobre a oitava edição dos Play – Prémios da Música Portuguesa, agendada para o dia 23 de abril no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, marcando a continuidade de um evento que já atribuiu 91 galardões a 310 artistas nomeados ao longo da sua história.

Miguel Carretas, diretor-geral da Audiogest, entidade organizadora do evento, sublinhou o crescimento do mercado musical e a resiliência do setor face a desafios recentes, identificando a inteligência artificial como um risco e, simultaneamente, uma oportunidade para a indústria cultural. O responsável destacou ainda a necessidade de expansão da música portuguesa além-fronteiras para superar as limitações de um mercado interno de dez milhões de pessoas, apontando o ano de 2026 como um período de sementeira para a internacionalização do setor.

Entre os artistas associados à Universal Music Portugal, Calema e NAPA são, em particular, os nomes que mais vezes aparecem nas nomeações. Os Calema entram em várias categorias, incluindo a de Vodafone Canção do Ano, com o tema “Amar pela Metade”, a de Melhor Grupo – categoria que já tinham vencido na edição anterior – e a de Melhor Álbum, graças ao trabalho Voyage, que consolidou a sua trajetória como um dos grupos mais estáveis do panorama nacional. Por seu lado, os NAPA figuram também em Vodafone Canção do Ano com “Deslocado”, concorrendo ainda a Melhor Grupo e a Artista Revelação, marcas de um percurso que se afirmou rapidamente junto do público e da crítica.

No âmbito das categorias individuais, Sara Correia volta a estar nomeada para Melhor Artista Feminina, pelo segundo ano consecutivo, num ciclo em que combinou uma agenda de concertos preenchida, com atuações em Portugal e no estrangeiro, e a gravação de um quarto álbum de estúdio intitulado Tempestade, que reuniu boa parte do trabalho apresentado em espetáculos ao vivo. A sua presença nas nomeações resulta de um ano em que passou por grandes salas, incluindo uma tarde esgotada na MEO Arena, e reforçou a posição de referência entre as vozes femininas da música portuguesa contemporânea.

Também C4 Pedro aparece destacado, com o tema “Sem Querer” nomeado para o Prémio Lusofonia, uma categoria que pretende valorizar a ligação entre os diferentes países onde se fala português e a troca de influências musicais entre esses territórios. A escolha deste projeto sublinha a forma como a discografia portuguesa se insere num espaço lusófono mais amplo, com artistas que circulam entre diferentes mercados e públicos.

Os Karetus voltam a surgir nas nomeações, desta vez na categoria de Melhor Videoclipe, um espaço em que se destacaram nos anos anteriores e que confirma o cuidado que dedicam à componente visual da sua música. A banda, já conhecida por universos estéticos muito próprios, reforça a ideia de que o vídeo se tornou um elemento central na forma como o público consome e interpreta os seus temas. Já Gisela João recolhe duas nomeações, uma para Melhor Álbum e outra para Melhor Álbum de Fado, com o disco Inquieta, que evidencia a forma como a cantora de fado articula uma linguagem tradicional com uma sonoridade mais contemporânea, num trabalho que tem sido seguido de perto por crítica especializada.

Em paralelo, a 8.ª edição dos PLAY coloca ainda Bárbara Bandeira como uma das figuras centrais da edição. A cantora regressa à categoria de Melhor Artista Feminina, depois de ter vencido esse prémio em 2024 e 2025, o que traduz a continuidade de uma carreira marcada por sucessos radiofónicos e vendas consistentes. Ainda em 2023, o seu tema “Onde Vais”, em parceria com Carminho, foi premiado como Vodafone Canção do Ano, antecipando em parte o reconhecimento contínuo que a acompanha. Este ano, a sua presença alarga‑se à área visual, com o videoclipe de “Não Gosta” nomeado para Melhor Videoclipe, um projeto realizado por Ruben do Valle que reforça a dimensão estética do seu trabalho.

Os Karetus voltam também a ser evocados na categoria de Melhor Videoclipe, desta vez com o tema “Moleirinha”, que junta Isabel Silvestre a Vozes de Manhouce, Conan Osíris e Júlio Pereira. Trata‑se de um projeto coletivo que combina diferentes tonalidades vocais e estéticas, traduzidas num vídeo que reforça a reputação do grupo como um dos principais criadores de narrativas visuais ligadas à música portuguesa. A presença repetida dos Karetus nesta categoria sublinha a importância que a indústria e a audiência atribuem à componente audiovisual nos prémios PLAY.

Na mesma edição, Miguel Luz surge como nomeado em Artista Revelação, uma categoria que reconhece o impacto de novas carreiras no panorama musical português. O cantor, que começou a afirmar‑se no público através de conteúdos humorísticos em plataformas digitais, tem vindo a consolidar‑se como artista de música, com um segundo álbum de originais intitulado Ganga Com Ganga, editado em março. O disco representa um ponto de viragem no seu percurso, com uma sonoridade que se aproxima de um indie rock de contornos pop e de uma energia próxima do post‑punk, aliando temas mais pessoais e introspetivos à sua escrita anterior, de carácter mais satírico. Alguns singles como “Amor de Ganga”, “Bomba‑Relógio” e “Pessoas Normais” marcaram o arranque deste novo capítulo, que se reflete agora na nomeação para Artista Revelação.

Os Vizinhos, banda de Évora, somam três nomeações nesta edição dos PLAY: Revelação, Melhor Banda e Vodafone Música do Ano, com o tema “Pôr do Sol”. O tema alcançou o estatuto de quíntupla platina, ocupou o primeiro lugar do Top 50 do Spotify em Portugal durante 16 semanas e consolidou a banda como um dos fenómenos recentes da música feita em Portugal. Ao longo do ano, os Vizinhos editaram apenas três singles a solo, todos eles distinguindo‑se em termos comerciais: “Pôr do Sol” (quíntupla platina), “Pobre Ex‑Namorado” (dupla platina) e “Casar é Para Esquecer” (platina), equilibrando o sucesso digital com uma forte presença ao vivo.

A transmissão da cerimónia será assegurada pela rede de canais da RTP, abrangendo a RTP1, RTP África, RTP Internacional, as emissões radiofónicas da Antena 1, Antena 2 e Antena 3, bem como as plataformas digitais RTP Play e RTP Palco. A apresentação da cerimónia ficará a cargo de Filomena Cautela.

1º aniversário do MACAM: um museu que alimenta o pulsar da arte contemporânea, e com hotel

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O número 66 da Rua da Junqueira, em Lisboa, transfigurou-se, nos últimos anos, em algo inovador e muito especial: o MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, que celebra agora o seu primeiro aniversário e se ergue como o primeiro museu híbrido da Europa, onde um hotel de cinco estrelas e uma instituição museológica de referência coabitam num diálogo de mútua sustentabilidade.

A convite de Filipa Sanchez, responsável pela área de Comunicação e Conteúdo Digital que integra a equipa do Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM), tivemos o privilégio de fazer uma visita de apresentação da exposição e do projeto do museu, para a imprensa e algumas personalidades. Fomos recebidos pela diretora Adelaide Ginga, historiadora de arte e museóloga portuguesa, e Carolina Quintela, investigadora, crítica e joalheira, ambas curadoras do museu.

Logo à chegada ao estacionamento subterrâneo do edifício (o recuperado Palacete Alagoas, também conhecido como Palácio dos Condes da Ribeira Grande), entramos na exposição, com uma obra bidimensional escultural, que evoca uma bicicleta de materiais reciclados em movimento.

Depois, de uma forma imersiva, encontramos no túnel de acesso pedonal ao museu a obra em néon: Between Heaven and Earth, do artista José Drummond, conseguida com algoritmos que fazem acender, a azul e vermelho, uma sucessão de painéis luminosos, numa aleatoriedade representativa dos elementos da natureza e dos princípios que regem a transitoriedade e imprevisibilidade da vida humana.

No átrio, somos recebidos por uma outra instalação, This sign is an act of love/ it can not be bought or sold/it can only be given (este sinal é um ato de amor/não pode ser comprado nem vendido/só pode ser dado), uma obra da autoria de Douglas Gordon, um influente artista contemporâneo escocês conhecido pelo seu trabalho com vídeo, fotografia e instalações que exploram temas como a memória e a perceção.

Por fim, entrámos na Galeria 1, o coração desta celebração, com A Estética do Reencontro: Almada Negreiros e a Unidade Recuperada, onde se assiste a um dos momentos mais simbólicos da história da arte recente em Portugal: a reunificação dos painéis da Alfaiataria Cunha. Pintados por José de Almada Negreiros em 1913, estas obras representam a sua primeira encomenda e uma das primeiras experiências em óleo sobre tela.

Após décadas de separação entre a coleção do MACAM e o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, os quatro painéis voltam agora a formar um conjunto único. A estética destas figuras, quase à escala humana, revela um Almada em plena exploração do cromatismo e do desenho, onde a figura feminina e masculina surgem em paridade, desafiando as convenções da época. Este reencontro não é apenas curatorial; é um ato de justiça histórica que devolve ao público a unidade original de uma obra fundamental do modernismo português.

O MACAM é, pois, o projeto de uma entrega, que resulta da grande vontade do colecionador, o engenheiro Armando Martins, e do trabalho de uma equipa totalmente devotada a esta grande demanda, em que obras de arte emblemáticas adquiridas ao longo de uma vida, e representantes privilegiadas do percurso das belas artes em Portugal, encontram finalmente a sua casa e um momento de respiração e diálogo com outras peças visitantes e emprestadas – um ponto de partida para novas etapas e desafios.

Neste ponto fundamental e tão significativo da jornada de décadas de Armando Martins (o aniversário do museu irá coincidir este fim de semana com o do empresário e fundador), e após esta transformação do antigo Palacete Alagoas – que serviu como liceu e escola durante décadas – num santuário para as mais de 600 obras do colecionador, sob a direção de Adelaide Ginga, a equipa do museu demonstra uma entrega absoluta na criação de um percurso que visa cativar (e bem o merece!) o maior número de visitantes possível e mostrar ao grande público a arte portuguesa nos seus diferentes períodos e nomes mais representativos.

Para tal, a curadoria aposta numa “apresentação permanente, mas não estática”, com aquisições recentes, como o retrato de Silva Porto (1885) – uma das obras de maior protagonismo, neste evento, que faz parte do núcleo mais antigo e foi uma “atualização recente” que o colecionador Armando Martins concretizou este ano -, a par de um Mário Cesariny – como disse o colecionador, um “namoro antigo” que agora se concretiza – de vincado abstracionismo, com o cromatismo típico dos anos 70 do artista e adquirido especificamente com o objetivo de ser partilhado no aniversário.

Toda esta dinâmica se estende à Sala da Ordem e Geometria, onde o diálogo entre nomes como José Escada, Nadir Afonso e Eduardo Luís cria uma vibração cinética que surpreende o visitante.

Perguntámos ao empresário como conseguiu concretizar uma obra desta envergadura. A grande inovação do MACAM reside, de facto, no seu modelo de gestão. O MACAM Hotel, sob a direção de Vera Cordeiro, é o garante da manutenção e independência do museu. Com 64 quartos exclusivos, o próprio hotel de cinco estrelas é uma continuação da coleção, que assim se estende para além das galerias, permitindo que os hóspedes convivam de perto com obras de Amadeo de Souza-Cardoso, Paula Rego ou Vieira da Silva.

As receitas do alojamento e da restauração – como o restaurante Contemporâneo – Food & Wine e o bar àCapela – permitem que a instituição mantenha uma programação ambiciosa e gratuita em datas festivas.

No fundo, estamos perante um caso de “património em uso”. O restauro exemplar do Palácio Condes da Ribeira Grande foi, de resto, distinguido com o Prémio Gulbenkian Património 2025, o que prova que a conservação de edifícios históricos é viável quando aliada a serviços de luxo e uso cultural intensivo, em que a arte está integrada no quotidiano do hotel, transformando o ato de habitar também num ato de contemplação.

Em suma, este património é um presente para a cidade e todos os que a visitarem. Neste primeiro aniversário, com entrada gratuita e um programa que inclui visitas do escritor Afonso Reis Cabral e concertos de Márcia, o MACAM reafirma-se como um projeto onde a vontade individual de um colecionador e o rigor técnico e entrega de uma equipa se uniram para oferecer a Lisboa um museu vivo, sustentável e esteticamente deslumbrante.

Então, só para se poderem guiar e ficarem aqui com o mais importante: no sábado, 21 de março, o museu celebra o aniversário com um horário alargado, estando aberto das 10h às 22h. Já no domingo, 22 de março, o horário de funcionamento é das 10h às 19h. Durante estes dois dias (sábado e domingo), a entrada no museu é totalmente gratuita para todo o público, mas atenção: embora a entrada seja livre, algumas atividades específicas (como as visitas guiadas ou concertos em espaços menores) podem estar sujeitas à lotação do espaço.

Visitas especiais e eventos de poesia fazem parte da festa aberta ao público, mas é recomendável chegar cedo, dado o interesse gerado.

Quanto aos destaques da programação, no sábado haverá visitas especiais, com percursos guiados que exploram a renovação da coleção, com foco no reencontro dos painéis de Almada Negreiros. A isto somam-se sessões de leitura de poesia, destacando a relação da coleção com a literatura (com a participação de nomes como o ator Diogo Dória e a sua filha). Vai haver, também, música ao vivo, no espaço àCapela, que cruza artes performativas com o serviço de bar.

Já domingo será dia da visita com Afonso Reis Cabral, uma das atividades mais aguardadas, onde o escritor faz uma ponte entre as obras de arte (Naturalismo, Modernismo) e a literatura portuguesa.

Depois, finalmente, será o momento oficial, assinalando, como dissemos, a coincidência do aniversário oficial do colecionador Armando Martins com a celebração do primeiro ano do museu, com a entrega da Medalha de Mérito Cultural ao colecionador e empresário a quem devemos este magnífico espaço e a sua abertura e partilha das obras colecionadas e de obras visitantes com o grande público e a cidade.

O que há de novo? Uma renovação da exposição permanente, marcada pela reunião histórica dos 4 painéis da Alfaiataria Cunha, de Almada Negreiros e a primeira oportunidade de vermos as obras de Silva Porto, Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas integradas no percurso.

Para deliciar os amantes do contemporâneo, temos as Instalações Site-Specific, obra de luz de José Pedro Croft no Hall, e a experiência sensorial de José Drummond, no túnel de acesso.

Agora deixamos uma nota especial: se quiserem ver uma obra de arte única, apocalíptica, que cruza o grande símbolo do sagrado cristão e a arte contemporânea, não deixem de visitar o àCapela – Live Arts & Bar, que funciona na antiga Capela de Nossa Senhora do Carmo, integrada no edifício do MACAM (que brilha como nunca, depois de um restauro sem precedentes). O àCapela – Live Arts & Bar está aberto para cocktails de autor e petiscos, e irão notar que é mesmo um ponto de encontro social e um lugar único.

Parfois inaugura loja na Rua do Carmo com conceito de design renovado

A Parfois inaugurou um espaço de dois pisos na Rua do Carmo, reforçando identidade visual e experiência de compra em formato renovado.

A Parfois acaba de abrir uma nova loja na Rua do Carmo, em Lisboa, ocupando o número 37 a 49, na zona da baixa da cidade. O espaço insere‑se na estratégia de renovação da imagem da marca e surge com um conceito de loja repensado, pensado para reforçar a sua identidade visual dentro do retalho de moda e acessórios. A loja tem uma área comercial de 284,5 m2, distribuídos por dois pisos, e apresenta‑se com uma linguagem de design orgânica, contemporânea e adaptada a um público internacional.

O espaço da Parfois sublinha linhas suaves e paredes curvas, que procuram evitar soluções geométricas rígidas em favor de percursos mais fluidos dentro do espaço. A disposição das zonas de venda pretende guiar o cliente de forma natural pelos diferentes segmentos da oferta, sem quebra abrupta entre categorias nem sensação de caminho forçado. A intenção é conferir conforto visual ao percurso, reduzindo o impacto de fronteiras físicas entre sectores e promovendo uma experiência mais harmoniosa durante a visita à loja.

A escolha de materiais e de tonalidades centra‑se em gamas neutras, com o objetivo de não competir visualmente com a própria coleção. As paredes integram texturas discretas, que evitam a monotonia sem chamar demasiado a atenção, enquanto o mobiliário é sobretudo em madeira clara e complementado por elementos metálicos em tons discretos. A combinação procura equilibrar simplicidade e elegância, criando um ambiente discreto, sem dramatismo, mas com um grau de sofisticação percetível na execução dos detalhes.

A organização interna é estruturada em zonas dedicadas a cada categoria de produto: moda, acessórios, calçado e bijuteria. Cada um destes corners foi pensado para permitir uma leitura clara da coleção, facilitando a identificação das peças e a circulação entre secções. A modularidade do mobiliário permite, além disso, que a configuração do espaço possa ser adaptada a diferentes momentos comerciais ou campanhas, mantendo contudo a coerência visual com a nova identidade da marca.

Governo anuncia novo desconto no ISP para travar subida dos combustíveis

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Desconto no ISP fará com que o Gasóleo tenha alívio real de 3,2 cêntimos por litro e gasolina de 1,7 cêntimos já na próxima semana.

O Ministério das Finanças anunciou esta sexta‑feira uma nova redução temporária do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), numa tentativa de atenuar o impacto da subida dos combustíveis prevista para a próxima semana. A medida surge num contexto de forte pressão sobre os preços, agravada pela crise energética internacional.

De acordo com o comunicado, o Governo vai aplicar um desconto extraordinário de 2,6 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário e 1,4 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo. A tutela explica que esta redução devolve aos contribuintes a receita adicional de IVA que o Estado arrecadaria devido ao aumento dos preços. Com a incidência do IVA sobre o novo desconto, a poupança real sentida pelos consumidores será de 3,2 cêntimos por litro no gasóleo e 1,7 cêntimos na gasolina, valores que se somam às medidas já aplicadas anteriormente.

Segundo o gabinete do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, a poupança acumulada para a próxima semana ascenderá a 9,4 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário e 5,1 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo. O Governo sublinha que continuará a acompanhar a evolução dos preços e não exclui novas intervenções caso a escalada se mantenha.

Não há duas sem três e os Hybrid Theory vão voltar à MEO Arena

Considerados a maior banda tributo aos Linkin Park, os Hybrid Theory atuarão pela terceira vez na MEO Arena. E numa data muito especial.

Em 2022, ano no qual ainda nos debatíamos com a pandemia, os Hybrid Theory, considerado o maior tributo do mundo aos Linkin Park – que atuam este ano no Rock in Rio Lisboa 2026 -, anunciavam para 2023 um concerto no maior palco do país: a Altice Arena, em Lisboa. Já no ano seguinte, durante o concerto no Rock in Rio Lisboa 2024, o grupo anunciou o regresso à MEO Arena em 2025, naquele que foi um espetáculo especial de homenagem a Chester Bennington e Linkin Park, e que contou com os convidados Grey Daze, a primeira banda do malogrado vocalista.

Pois bem, e como não há duas sem três, eis que os Hybrid Theory acabam de anunciar o seu regresso à maior arena do país. Será a 20 de março de 2027, dia em que se celebraria mais um aniversário de Chester Bennington. “10 anos depois, o legado de Chester Bennington continua vivo, e no dia em que celebraria o seu aniversário, vai ecoar bem alto na MEO Arena. É “In The End” cantado do início ao fim. É “Numb” com arrepios. É libertar tudo aquilo que ficou guardado. Se cresceste com Linkin Park, tu sabes que isto não é só música”, lê-se nas redes sociais.

Quanto aos bilhetes, já estão à venda e variam entre os 30 e os 60€.

Kiln chega a 23 de abril com beta aberta no Steam entre 9 e 11 de abril

O brawler multi-jogador com personagens de cerâmica da Double Fine tem lançamento em abril, com uma fase de testes antes do lançamento.

A Double Fine anunciou que Kiln, o seu novo jogo multi-jogador, tem lançamento a 23 de abril para Xbox Series X|S, Xbox no PC, Xbox Cloud Gaming, PlayStation 5 e Steam, ficando também disponível no Xbox Game Pass Ultimate e fazendo parte do programa Xbox Play Anywhere.

Desenhado para partidas de 4×4, em Kiln, os jogadores começam por moldar uma peça de cerâmica num torno, escolhendo entre tamanhos pequeno, médio ou grande. O tamanho e a forma do vaso determinam as estatísticas do combatente, como a resistência e a capacidade de transportar água, bem como as habilidades especiais de cada um, que varia consoante a forma, sejam tigelas, cálices ou garrafas. Depois de decoradas com esmaltes e acessórios cosméticos, as criações entram em campo em partidas onde as duas equipas de quatro jogadores competem para apagar a fornalha adversária três vezes, destruindo os vasos inimigos pelo caminho em confrontos caóticos.

A composição das equipas favorece diferentes estilos de jogo. Por exemplo, os vasos mais pequenos e rápidos funcionam como atacantes ágeis, enquanto os maiores atuam como tanques lentos, mas devastadores em defesa, e algumas formas oferecem ainda habilidades de suporte. A vitória, contudo, depende sobretudo de quem consegue atingir o objetivo principal, já que destruir a fornalha inimiga vale mais do que acumular abates.

Antes do lançamento, haverá uma beta aberta na Steam entre 9 e 11 de abril, que será de acesso gratuito, e os jogadores que participarem receberão um troféu dentro do jogo como recompensa. Para participar, será necessário inscrever-se através de um botão que ficará disponível na página do jogo na Steam. A Double Fine afirma que a beta servirá não só para testar os servidores, mas também para perceber o que os jogadores mais valorizam, informando as prioridades da equipa a seguir ao lançamento.

Kiln será lançado em duas edições. A edição Standard custa 19,99€, enquanto a edição Fired Up custa 29,99€ e inclui o jogo base acrescido de esmaltes premium, autocolantes, acessórios, vasos personalizados e fichas extra.

Triple-i Initiative regressa a 9 de abril com mais de 40 jogos indie em destaque

Organizado por estúdios indie, o Triple-i Initiative promete 45 minutos de anúncios, incluindo estreias mundiais e a presença de editoras como a Devolver Digital e a Klei Entertainment.

A Triple-i Initiative vai regressar já a 9 de abri. Trata-se da mais recente edição de um dos maiores showcases de jogos independentes, sem apresentadores, patrocinadores ou anúncios comerciais. O evento é conduzido pela Evil Empire, estúdio responsável por The Rogue Prince of Persia e Brotato, e terá transmissão no YouTube, Twitch, Steam e bilibili.

A transmissão terá a duração de 45 minutos, onde serão apresentados mais de 40 jogos em formato de trailers consecutivos, sem qualquer tipo de interrupção. O programa inclui revelações de jogabilidade, estreias mundiais e outros anúncios de títulos já conhecidos e de novos projetos ainda por descobrir.

Entre os jogos confirmados para receberem novidades estão Castlevania: Belmont’s Curse, Risk of Rain 2, Dead as Disco, Alkahest e Windrose. A edição deste ano conta ainda com a presença de parceiros como a Klei Entertainment, a TinyBuild e a Devolver Digital, e a promessa de oito estreias mundiais exclusivas.

Nas edições anteriores, o showcase serviu de palco para anúncios de jogos como Slay the Spire 2, Vampire Survivors e Katana ZERO, seguido de olhares mais aprofundados a alguns dos títulos revelados.

Marathon abre as portas ao endgame depois de a comunidade resolver um ARG

Depois de duas semanas a decifrar pistas espalhadas pelo jogo, a comunidade de Marathon abriu as portas da UESC Marathon e da primeira área endgame do shooter da Bungie agora disponível.

A Bungie abriu finalmente as portas ao Cryo Archive, a primeira zona endgame de Marathon, que foi desbloqueada depois de a comunidade completar um ARG coletivo que passou pelo rastreio de coordenadas, exploração de terminais e pelo abate de 500 milhões de inimigos UESC.

Esta nova zona situa-se a bordo da nave abandonada que paira sobre Tau Ceti IV e promete uma experiência de jogo próxima às raids de Destiny, com o twist do género de extração. Nesta zona, os jogadores podem esperar combates PvPvE de alta intensidade, corridas a cofres e extrações de elevado risco. O espaço divide-se em seis alas (entre cryopods, enfermarias e zonas de armazenamento) com sete cofres de alta segurança que distribuem loot raro e armas exclusivas. Para entrarem, os jogadores precisam de atingir o nível 25, todas as fações desbloqueadas e um loadout mínimo de 5.000 créditos.

O trailer que acompanha a abertura do Cryo Archive também faz um breve tease a um Compiler, um inimigo clássico da raça S’pht da trilogia Marathon original, que deverá ser o obstáculo final antes da extração. Ao completarem a Cryo Archive, os jogadores têm acesso a novas recompensas de Codex, incluindo skins para os vários Runner shells e o título Vidmaster.

Esta semana, a Bungie anunciou também a chegada do modo Ranked, que se divide em dois tipos de matchmaking, Low Stakes e High Stakes, com requisitos de gear e Holotags distintos. E introduziu ainda um modo experimental de dois jogadores, com amigos ou jogadores aleatórios, aumentando o leque de experiências para cada sessão.

Marathon está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (Steam), com cross-play e cross-save, desde 5 de março.

Lima Retail Park em Viana do Castelo reforça oferta com abertura da Primaprix

A nova loja da Primaprix, com cerca de 570 m², reforça a oferta do Lima Retail Park e insere‑se num processo de reposicionamento que já registou aumento de mais de 50% nas vendas.

O Lima Retail Park acolheu a nova loja da rede Primaprix, reforçando a sua oferta comercial e o seu posicionamento como destino de compras de proximidade. A entrada da marca resulta de uma operação em que a consultora imobiliária CBRE atuou na colocação da Primaprix no parque comercial, detido pelo Fundo SCPI Cœur d’Europe e gerido pela Sogenial Immobilier. No âmbito dessa intervenção, a CBRE integrou a abertura da Primaprix numa estratégia de otimização e dinamização da oferta do ativo, dirigida a melhorar a diversidade de marcas e a qualidade da oferta destinada aos visitantes.

A loja da Primaprix ocupa cerca de 570 m² e assume-se como a primeira presença da rede num retail park em território nacional. A marca insere‑se numa lógica de retalho de desconto especializado, reconhecida pela capacidade de atrair visitantes e gerar frequência de consumo, contribuindo para aumentar o tráfego no parque. A escolha da Primaprix reflete, segundo fontes ligadas à gestão do ativo, uma aposta em formatos de retalho que potenciam o volume de tráfego e favorecem a repetição de visitas.

Carlos Récio, responsável pela área de retalho em Portugal na CBRE, explica que a chegada da Primaprix integra um processo mais amplo de reposicionamento do Lima Retail Park, centrado na qualificação da oferta comercial e na incorporação de marcas com elevado poder de atratividade. Esse percurso teve início com a abertura da rede Action, reforçou‑se com a entrada de novas marcas como a Fábrica dos Óculos e a Seaside e refletiu‑se num incremento significativo da afluência e das vendas, superior a 50%, face aos períodos anteriores. Para a consultora, a inclusão da Primaprix deverá intensificar ainda mais essa dinâmica, reforçando o fluxo de clientes e o desempenho global do parque.

Ricardo Correia, asset manager da Serris REIM, que presta assessoria à Sogenial Immobilier na gestão do Lima Retail Park, sublinha que, desde a aquisição do ativo em fevereiro de 2024, o mix comercial do parque evoluiu de forma consistente. Nesse período, abriram‑se cinco novas lojas, em área total superior a 6.000 m², o que traduz uma estratégia clara de criação de valor para a proprietária, para os operadores comerciais e para a população que utiliza o parque. Segundo Correia, estão previstas novas intervenções ao longo dos próximos 18 meses, enquadradas num plano de investimento ambicioso que visa reforçar e diversificar a oferta existente, mantendo o foco na competitividade e na atratividade do destino.

Com a abertura da Primaprix, o Lima Retail Park consolida a sua posição como um dos polos comerciais de referência na zona, reforçando um posicionamento voltado para um público alargado e sensível à relação qualidade‑preço. A presença da marca acrescenta‑se a um conjunto de operadores já instalados, contribuindo para alargar a gama de produtos e serviços disponíveis e para reforçar, ao mesmo tempo, o papel do parque como núcleo de compras de proximidade com forte componente de conveniência.

Samsung Galaxy S26 Plus Review: O “copy-paste” do Galaxy S25 Plus

O Samsung Galaxy S26 Plus pode ser um dos smartphones mais avançados da marca, mas peca por não ter uma identidade própria e por viver na sombra do modelo Ultra.

Tal como aconteceu nos anos anteriores, a 25 de fevereiro a Samsung anunciou a sua nova série de smartphones topo de gama para o ano de 2026, a série Galaxy S26. E para não fugir à tradição, a marca anunciou três novos equipamentos: um modelo regular (o mais acessível), o modelo Ultra (o mais caro), e o intermédio, o Galaxy S26 Plus, que é o nosso foco em análise. E tal como nos outros anos, o Galaxy S26 Plus parece viver na sombra do modelo Ultra, existindo apenas para reforçar a ideia de que vale a pena gastar mais e ir diretamente para o mais caro. E verdade seja dita, se virmos a coisa por esse prisma, cumpre perfeitamente essa missão.

Olhando para o Galaxy S26 Plus de forma isolada, diria mesmo é um telemóvel competente, mas nada que deixe uma marca de destaque, uma vez que não só não tem o charme do modelo compacto (o Galaxy S26 regular), como é praticamente indistinguível do Galaxy S25 Plus do ano passado. Ou seja, o Galaxy S26 Plus oferece a sensação de déjà vu tecnológico, que funciona por cumprir com as promessas da Samsung, mas não entusiasma.

Comparar o Galaxy S26 Plus com o S25 Plus dá a ideia de que estamos perante o mesmo equipamento, já que a Samsung decidiu não mexer praticamente nada no design. A marca continua fiel ao visual que já domina esta linha há anos, com uma estrutura plana em alumínio, vidro totalmente plano à frente e atrás, tudo protegido pelo Gorilla Glass Victus 2, e com aquele estilo familiar que já quase associamos automaticamente aos modelos Plus. A única alteração visível está no módulo das câmaras. As lentes sobem um pouco mais e perderam aqueles anéis grandes que costumavam acumular pó. Os cantos também foram ajustados para ficarem mais próximos do aspeto do modelo Ultra, mas é daquelas diferenças que só se nota com o modelo do ano passado ao lado. E mesmo assim, só olhando com muita atenção…

Ou seja, em termos práticos, este Galaxy S26 Plus é um clone do S25 Plus, com a única discrepância a ser um aumento quase simbólico de 0,1 mm na largura. Tudo o resto é igual ao milímetro. Ainda assim, é inegável que continua a ser um telemóvel extremamente confortável de segurar.

A unidade que recebi para testes é na cor Violeta, mas a Samsung também o disponibiliza nas cores Azul, Branco, Preto, Dourado e Cinza, sendo que as duas últimas são exclusivas do site da Samsung.

Samsung Galaxy S26 Plus
Samsung Galaxy S26 Plus

O ecrã mantém tudo o que já era bom no ano passado: um painel Dynamic AMOLED de 6,7 polegadas, com taxa de atualização dinâmica entre 1 e 120Hz, HDR e resolução QHD+. A nitidez é excelente e o brilho máximo é praticamente igual ao do modelo do ano passado, portanto não há aqui qualquer evolução. Infelizmente, este equipamento não só não conta com revestimento anti-reflexo, como nem sequer tem o novo “Ecrã de Privacidade”, que é um dos grandes destaques reservado ao S26 Ultra.

No fundo, o ecrã do Galaxy S26 Plus é muito bom, competente, mas não traz nada de novo face aos S25 Plus, ou até mesmo o S24 Plus. Isso significa que, seja para navegar entre menus ou a fazer scroll nas redes sociais, é um ecrã extremamente fluido. A funcionalidade Vision booster ajuda a que se consiga ler qualquer texto sob a luz direta do sol, e para quem gosta de assistir a séries ou jogar no smartphone, as cores saturadas do ecrã e as margens bastante reduzidas ajudam a ter uma experiência verdadeiramente premium.

O seu leitor de impressões digitais ultrassónico continua a ser rápido e fiável, como já é tradição nos topos de gama da Samsung. O reconhecimento facial também está presente, mas é daquele tipo básico que serve apenas para desbloquear o telemóvel, nada de autenticar em aplicações bancárias como acontece no Face ID, da Apple, ou nos mais recentes Google Pixel. E o sistema de som estéreo acompanha a qualidade da imagem, ao proporcionar uma ótima experiência de áudio para consumo multimédia. Não são os melhores altifalantes nesta faixa de preço, mas fazem jus a um topo de gama e contam com a clareza já sentida em modelos anteriores.

Do lado do desempenho, a Samsung equipou o Galaxy S26 Plus com o Exynos 2600, que, para ser justo, surpreendeu-me pela positiva. No uso diário, o S26 Plus não falha em nada. Nos meus testes, consegui verificar que se trata de um chip extremamente competente, digno daquilo que é oferecido pelos principais smartphones Android. Seja com muitas aplicações abertas em segundo plano, seja em jogos mais pesados, o desempenho do Galaxy S26 Plus é digno de um verdade topo de gama, sem nunca vacilar no que quer que seja. O modelo chega com 12GB de RAM e inclui o habitual RAM Plus, que transforma parte do armazenamento interno em memória adicional, com o limite máximo de 12GB. Quanto ao espaço interno, está disponível entre 256 e 512GB, e a unidade que recebi para testes conta com 256GB.

Samsung Galaxy S26 Plus
Samsung Galaxy S26 Plus

Vai parecer repetitivo, mas o Galaxy S26 Plus mantém exatamente o mesmo conjunto de câmaras que a Samsung tem vindo a reciclar desde o Galaxy S22 Plus. A câmara principal continua a ser o sensor de 50MP com abertura f/1.8, tamanho de 1/1.56″ e pixels de 1,0 µm. O sensor ultra‑angular de 12MP utiliza o já conhecido sensor Sony IMX564 e a lente teleobjetiva de 10MP com zoom ótico de 3x mantém o sensor Samsung S5K3K1. Quando o assunto é fotografia, tal como no ecrã, nada de novo no hardware. As melhorias que surgiram ao longo dos anos vieram quase todas do processamento de imagem e dos algoritmos que a Samsung vai afinando geração após geração. E, curiosamente, isso tem sido suficiente para garantir pequenos avanços.

Contudo, quando se olha para as fotografias tiradas com o Galaxy S26 Plus, vemos consistência. Mais uma vez, não oferece o entusiasmo que todos podíamos esperar, nem qualquer surpresa, mas sim consistência, que já é algo muito bom. As imagens são detalhadas, bem expostas e com cores mais realistas do que vibrantes, o que, sinceramente, gosto muito. Já não há aquele azul artificial do céu que alguns equipamentos da Samsung insistiam em exagerar, e até a relva parece mais natural. O ponto menos positivo continua a ser a fotografia noturna. Há ruído visível em muitas imagens com pouca luz, e isso tira alguma qualidade ao conjunto. O zoom também não impressiona, mas também não desanima. Já no vídeo, o Galaxy S26 Plus consegue gravar em 4K a 30 FPS com excelente nitidez, boa estabilização e cores vivas.

Samsung Galaxy S26 Plus
Samsung Galaxy S26 Plus

Do lado do software, o Galaxy S26 Plus sai de fábrica com o One UI 8.5 (Android 16) pré-instalado, tratando-se da versão mais recente de uma interface que, pessoalmente, continuo a achar das melhores no universo Android. A Samsung mantém aquele equilíbrio entre funcionalidades úteis e um nível de personalização que simplesmente não conseguimos encontrar em outras interfaces. Com o Good Lock instalado, praticamente tudo pode ser ajustado a nosso gosto: desde animações a elementos da interface, tudo continua a ser um dos grandes trunfos da marca. No campo da inteligência artificial, a Samsung decidiu continuar a apostar muito forte e, para além do Gemini e do Bixby, temos ainda acesso ao assistente da Perplexity através de um toque prolongado no botão lateral. Junta‑se a isto o pacote Galaxy AI, que inclui ferramentas como o Assistente de Chamadas, o Assistente de Escrita, o Intérprete, o Assistente de Anotações, o Assistente de Fotos e mais uma série de extras que tentam facilitar o dia a dia.

As funcionalidades que mais me chamaram a atenção foram o Assistente de Fotos e o Eliminador de Áudio. O primeiro permite recriar imagens com a ajuda da inteligência artificial e aplicar efeitos que, quando funcionam, são mesmo divertidos. O problema é que nem sempre acerta à primeira e, por vezes, é preciso insistir várias vezes até obter algo convincente. Já o Eliminador de Áudio surpreendeu‑me pela positiva, já que remove ruídos indesejados dos vídeos com uma eficácia que não estava à espera. Apesar de tudo isto, acabo por utilizar mais vezes o Gemini e o Circle to Search. Confesso que não sou grande adepto das funcionalidades de IA e, para mim, raramente fazem diferença na utilização diária. Mas para quem gosta deste tipo de ferramentas, o S26 Plus oferece um conjunto bastante completo.

No campo da autonomia, o Galaxy S26 Plus conta com uma bateria de 4.900mAh que, na prática, oferece uma autonomia aceitável. Não é má, muito longe disso, mas também não é daquelas que impressionam. Com a minha utilização intensa, aguentou sempre um dia inteiro sem grandes sobressaltos, embora ao final da tarde já me veja a pensar no carregador. E sem grande surpresa, o carregamento mantém‑se igual ao do ano passado, com 45W com cabo. A boa notícia é que continua rápido, já que uma carga dos 10 aos 100% leva cerca de 54 minutos, e meia hora na tomada chega para obter dois terços da bateria, que dá bastante jeito quando estamos com pressa. Contudo, o carregamento sem fios está limitado aos 15W e, infelizmente, não há sinais de adoção do padrão Qi2 com ímanes integrados, algo que já começa a aparecer em smartphones topo de gama. Isto era algo que esperava ver nesta linha de equipamentos, mas que a Samsung decidiu não adotar.

Samsung Galaxy S26 Plus
Samsung Galaxy S26 Plus

Este é novamente um daqueles casos em que, mais um ano, mais um Galaxy S Plus que é igual ao anterior. E não é que este Galaxy S26 Plus seja um mau telemóvel, muito muito longe disso, mas continua a ser aquele modelo que simplesmente existe, sem grande identidade própria e sempre na sombra dos modelos Ultra, e confesso que por vezes dou por mim a tentar adivinhar os motivos pelo qual a Samsung continua a lançar este modelo. Até porque se alguém já está disposto a gastar cerca de 1.300€ num S26 Plus, faz sempre mais sentido dar o salto para o Ultra. A diferença de valor traduz‑se em funcionalidades reais e palpáveis, e isso torna o Plus difícil de justificar.

Ainda assim, se alguém optar por comprar o Galaxy S26 Plus por convicção, não acredito que fique desiludido. A câmara está “melhor” este ano, com a Samsung a apostar num processamento mais natural e menos exagerado. O desempenho não impressiona, mas é extremamente competente e é mais do que suficiente para qualquer tipo de utilização. O problema é que o design já começa a ser cansativo, como se a Samsung estivesse presa a algo que não quer largar… e com o mesmo design e muito semelhante em tudo o resto, mas mesmo muito semelhante, consegue-se facilmente o Galaxy S25 Plus por menos de 900€.

Este produto foi cedido para análise pela Samsung

Novo teaser de Sonic The Hedgehog 4 confirma regresso de Jim Carrey e Keanu Reeves e revela Metal Sonic

O primeiro teaser do quarto filme de Sonic revela oficialmente o título  oficial e confirma o regresso de Jim Carrey e Keanu Reeves, com Ben Kingsley e Nick Offerman a juntarem-se ao elenco.

A Paramount Pictures e a Sega revelaram o primeiro teaser de Sonic The Hedgehog 4, confirmando assim o título oficial do filme, assim como o regresso de Jim Carrey como Dr. Robotnik e de Keanu Reeves como Shadow the Hedgehog, após a participação de ambos em Sonic The Hedgehog 3. O teaser serve essencialmente de apresentação do elenco, mas termina com uma breve aparição de Metal Sonic, que se revela no fundo do ecrã como o antagonista central da história.

Ao elenco já conhecido, composto por Ben Schwartz (Sonic), Idris Elba (Knuckles) e Colleen O’Shaughnessey (Tails), juntam-se agora Ben Kingsley e Nick Offerman, em papéis ainda por revelar. Kristen Bell, entretanto confirmada no papel de Amy Rose, completa as novidades de um elenco que inclui ainda James Marsden, Tika Sumpter, Krysten Ritter e Lee Majdoub nos seus papéis anteriores.

As gravações de Sonic The Hedgehog 4 arrancaram a 2 de março, com estreia prevista para 19 de março de 2027 no mercado norte-americano. Jeff Fowler regressa à realização, tal como nos três filmes anteriores da saga.

Gasóleo vai subir 15 cêntimos e gasolina 9 cêntimos na próxima semana

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Vai ser a terceira semana consecutiva de aumentos expressivos tanto no gasóleo como na gasolina.

A partir de segunda‑feira, os postos de abastecimento vão voltar a registar aumentos significativos nos combustíveis, numa tendência que já se prolonga há três semanas consecutivas. Segundo a ANAREC, o gasóleo simples deverá encarecer cerca de 15 cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples 95 deverá subir 9 cêntimos. Os valores finais ainda podem sofrer pequenos ajustes, uma vez que a média só fica fechada ao final do dia.

Com esta atualização, o preço médio do gasóleo simples deverá aproximar‑se dos 2,087€ por litro, ao passo que a gasolina 95 deverá rondar os 1,947€. Como sempre, o preço final dependerá da marca, da localização e do tipo de posto, sendo que os hipermercados continuam a oferecer as opções mais competitivas, seguidos pelos operadores low cost.

A escalada dos preços está diretamente associada à crise energética desencadeada a 28 de fevereiro, após uma nova vaga de ataques no Médio Oriente, que voltou a gerar instabilidade nos mercados internacionais. O Governo deverá voltar a aplicar o desconto no ISP para mitigar parte do impacto, tal como tem feito em semanas anteriores.

Transavia alarga benefícios da tarifa Max e permite alterar voos no mesmo dia

Transavia alarga os benefícios da tarifa Max e passa a permitir que os passageiros alterem o horário do voo gratuitamente até uma hora antes da partida, mantendo o mesmo dia e o mesmo destino.

A Transavia está a alargar o conjunto de benefícios associados à sua tarifa Max, introduzindo uma maior flexibilidade no dia da partida dos voos. A companhia passa a permitir que os passageiros elegíveis alterem gratuitamente o horário de partida do seu voo até uma hora antes da hora original, mantendo o mesmo dia e o mesmo destino, sem encargos adicionais nem diferença tarifária.

A possibilidade de alterar o voo aplica‑se entre as 30 horas que antecedem a partida e até uma hora antes da hora programada do voo inicial. Neste período, o passageiro pode escolher um voo mais cedo ou mais tarde no mesmo dia, desde que o destino se mantenha inalterado. A funcionalidade está integrada na reserva da tarifa Max e pode ser utilizada diretamente através da conta A Minha Transavia no site ou na aplicação móvel da companhia aérea franco‑neerlandesa. Os passageiros também podem alterar o voo nos aeroportos, nos quiosques de auto‑atendimento ou nos balcões de entrega de bagagens.

A nova flexibilidade centra‑se sobretudo nos clientes que realizam viagens de ida e volta no mesmo dia e que tendem a viajar em rotas abrangidas pela Transavia entre Paris e diversas cidades europeias de referência, como Marselha, Nice, Toulouse, Montpellier, Porto, Lisboa, Madrid, Barcelona, Berlim e Milão. Na prática, permite ajustar com celeridade o horário de partida à agenda local, sem impacto imediato nos custos da viagem.

A flexibilidade no dia da partida está incluída para os passageiros que optam pela tarifa Max e para os membros que detenham um estatuto Ultimate ou superior no programa de passageiros frequentes Flying Blue. Qualquer escolha feita pelo passageiro no voo original – como bagagem registada, seleção de lugar, serviços adicionais ou outros extras – é transferida automaticamente para o novo voo. Caso o lugar inicialmente escolhido já não esteja disponível no novo horário, o passageiro terá a possibilidade de selecionar outro lugar aquando do re‑registo da viagem.

O novo serviço já está disponível para todas as reservas efetuadas a partir desta quarta‑feira, 18 de março, em que tenha sido escolhida a tarifa Max.

Kanye West regressa a Portugal 15 anos depois para concerto no Estádio do Algarve

Kanye West atuou pela última vez no nosso país em 2011. Desta vez, regresserá para um concerto em nome próprio, e no sul do país.

Quinze anos depois da sua última atuação em Portugal – na altura no Sudoeste, em 2011 -, Kanye West acaba de confirmar um concerto único no Estádio do Algarve, em Faro, no dia 7 de agosto.

O concerto no Estádio do Algarve insere‑se numa série de datas internacionais do músico, que vem sendo anunciado em cidades europeias e norte‑americanas, com capacidades variáveis e diferentes formatos de espetáculo. E tudo para promover o novo álbum, Bully, que é lançado a próxima semana, a 27 de março.

Em Portugal, o local escolhido é um recinto desportivo de grandes dimensões, com capacidade para dezenas de milhares de espetadores, situado no concelho de Loulé, no distrito de Faro, e frequentemente utilizado para eventos de escala nacional e internacional. E ainda por cima em pleno agosto, mês de férias não só para muitos estrangeiros, mas também turistas.

Quanto aos bilhetes, são postos à venda dia 26 de março, mas os preços ainda não foram divulgados. Antes dessa data, a BOL irá disponibilizar, a 24 de março, uma pré-venda exclusiva para aqueles que se juntarem à uma lista de espera.

Kanye West, nome artístico de Kanye Omari West, é apontado como uma das figuras mais influentes da música contemporânea, tendo ajudado a moldar direções do hip hop e da produção musical ao longo de mais de duas décadas. A sua discografia consolidou‑se em vários países como referência de geração e influência recorrente em artistas mais recentes, embora a sua trajetória se tenha também cruzado com polémicas e declarações públicas controversas.

Por cá, a trajetória do artista remonta a 2006, ano em que atuou no EDP CoolJazz, numa altura em que o seu reconhecimento internacional se consolidava após o lançamento de álbuns como The College Dropout e Late Registration.

Foto: Axel Antas-Bergkvist via Unsplash

Bruxelas acredita que ainda é possível acabar com a mudança da hora na União Europeia

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Comissão Europeia prepara novo estudo para destravar negociações entre Estados‑membros para o fim da mudança da hora, bloqueadas desde 2018.

A Comissão Europeia voltou a colocar em cima da mesa a possibilidade de pôr fim à mudança da hora, um tema que permanece sem consenso entre os Estados‑membros desde 2018. A porta‑voz Anna‑Kaisa Itkonnen confirmou que o executivo comunitário está a preparar um novo estudo, a apresentar até ao final de 2026, com o objetivo de relançar o debate e apoiar uma decisão coordenada.

A mudança da hora continua a ocorrer duas vezes por ano em toda a União Europeia, com os relógios a serem adiantados no último domingo de março e atrasados no último domingo de outubro. A proposta para abolir este sistema foi apresentada pela Comissão em 2018, após uma consulta pública em que 84% dos 4,6 milhões de participantes defenderam o fim do acerto sazonal. No entanto, o processo ficou bloqueado no Conselho da UE, onde os governos nunca chegaram a acordo sobre qual horário, de verão ou de inverno, deveria ser adotado permanentemente.

Bruxelas insiste que a solução ainda é possível, mas lembra que cabe aos Estados‑membros decidir qual fuso pretendem manter. Para que o dossiê avance, o Conselho terá de retomar as discussões, tarefa que, até junho, está nas mãos da presidência cipriota. Uma porta‑voz de Nicósia afirmou que Chipre está disponível para analisar o estudo assim que este estiver concluído, embora admita que dificilmente ficará pronto durante o atual mandato.

O tema permanece sensível e divide os países europeus há vários anos. Apesar do apoio do Parlamento Europeu ao fim da mudança horária, aprovado em 2019, a falta de alinhamento entre os governos continua a impedir qualquer avanço. Até que haja consenso, a UE manterá o sistema atual, com a próxima mudança marcada para a madrugada de 29 de março.

Afinal, como é que a água pode transformar o vinho?

Fomos descobrir como a água mineral natural transforma a degustação de vinhos e estabiliza o palato na alta restauração.

A celebração do Dia Mundial da Água, que se assinala a 22 de março, serviu de mote para um almoço-workshop promovido pela Água de Luso e pela Castello no restaurante Tráfico, e no qual o Echo Boomer esteve presente, concebido com o propósito exato de explorar a forma como a água pode surpreender à mesa e transformar a perceção do vinho durante uma refeição.

Sob a orientação técnica do wine educator e sommelier Manuel Moreira, a sessão dissecou a complexidade deste recurso natural, demonstrando que a sua análise pormenorizada revela características que ultrapassam a simples função de hidratação, elevando o elemento a um patamar de destaque na experiência gastronómica global. A distinção fundamental entre água mineral natural e água de nascente baseia-se na sua origem e no respetivo ciclo geológico. A água mineral natural provém de reservatórios profundos, resultando de um ciclo longo de penetração no solo que lhe confere uma composição físico-química estável ao longo de extensos períodos de tempo. Por oposição, a água de nascente capta-se mais perto da superfície, apresenta um ciclo mais curto e uma mineralização tendencialmente inferior, com uma estabilidade que varia consoante os níveis de precipitação e o tempo de permanência no subsolo.

Esta diversidade geológica permite aplicar à água o conceito de “terroir”, habitualmente associado ao setor vinícola, evidenciando a impressão digital única de cada fonte originária. Além do impacto sensorial, a extração destas águas assume um papel relevante a nível socioeconómico, uma vez que a captação ocorre predominantemente em zonas de baixa densidade populacional, gerando emprego e contribuindo para a fixação de populações nessas regiões periféricas.

A avaliação sensorial da água obedece a critérios técnicos rigorosos, recorrendo a fichas de prova idênticas às utilizadas na especialização de vinhos, como as do Wine & Spirit Education Trust (WSET). No aspeto visual, exige-se que o líquido se apresente translúcido, transparente e brilhante, refletindo a sua pureza. Do ponto de vista aromático, a ausência de álcool – o principal veículo propagador de aromas em bebidas como o vinho – torna a perceção olfativa da água muito subtil, remetendo frequentemente para notas muito ténues de frescura ou de uma mineralidade semelhante a pedra molhada. Na fase gustativa, a textura e o sabor são influenciados de forma profunda pela temperatura de serviço e pela composição mineral, existindo uma variação substancial na sensação transmitida ao palato. O nível de pH desempenha uma função determinante nesta etapa específica. Uma água com um pH mais reduzido proporciona uma sensação imediata de vivacidade e de maior frescura, enquanto um pH mais elevado resulta num perfil francamente mais aveludado e com uma perceção ligeiramente doce.

A base geológica reforça estas características estruturais, determinando o perfil de mineralização exato de cada referência analisada. A Água do Luso tem origem em solos graníticos e ricos em quartzo. O granito comporta-se como uma pedra dura e extremamente resistente, o que faz com que a transferência de minerais para a água durante o seu longo ciclo de infiltração seja um processo moroso, resultando numa mineralização total baixa, situada na ordem dos 60 minerais. Esta particularidade geológica confere à Água do Luso um perfil organoléptico redondo e levemente doce no palato. Em oposição técnica diametral, a água Castello apresenta uma mineralização significativamente mais elevada, contabilizando cerca de 600 minerais na sua composição final. Este valor elevado atesta a passagem por um subsolo que cede os seus elementos geológicos com grande facilidade, distanciando-se da dureza do granito e garantindo um perfil de altíssima sapidez e de sabor acentuado. A adição de gás à água Castello transmite-lhe ainda uma textura estaladiça que atua na cavidade bocal com um efeito de ligeira desidratação, o que aumenta o grau de sensibilidade das papilas gustativas para a degustação maximizada dos pratos e dos vinhos que compõem o resto da refeição.

No contexto do almoço, a integração da água transcendeu o conceito de mera harmonização, focando-se ativamente na interação mecânica e na complementaridade com a vertente sólida e com a acidez e os taninos do próprio vinho. A água atua como um elemento estabilizador da experiência de degustação, auxiliando na transição fluida entre diferentes pratos ou na limpeza rigorosa do palato entre provas de vinhos com perfis antagónicos.

Como seria de esperar, este serviço exige um foco meticuloso em detalhes técnicos, nomeadamente na afinação da temperatura e na arquitetura do copo escolhido. Servir uma água a temperaturas mais baixas, na ordem dos oito graus centígrados, acentua a perceção de pureza e o caráter marítimo do produto. Alternativamente, o recurso a temperaturas mais elevadas permite uma expansão do líquido na boca, maximizando a sensação de volume e a riqueza sensorial. O formato do copo molda de forma igualmente decisiva o comportamento físico da água. Um copo com um rebordo mais fechado concentra o fluxo no centro do palato, realçando a perceção de doçura e cremosidade. Por outro lado, um copo mais aberto direciona a água para as secções laterais da boca, ativando imediatamente os recetores responsáveis pela perceção de acidez e de frescura. A própria espessura do vidro interfere na textura percecionada pelos lábios: rebordos mais grossos transmitem a sensação de um líquido com maior densidade, enquanto rebordos mais finos sublinham as propriedades de secura e de adstringência.

Apesar da complexidade técnica e do impacto direto na degustação do vinho e da comida, o mercado português regista ainda um atraso face a outros países europeus no que diz respeito ao conhecimento e à valorização sistemática das águas no setor da alta gastronomia. Em ambientes de restauração de segmento superior, verifica-se uma procura crescente pela implementação de cartas de águas dedicadas que detalhem a origem e o terroir de cada referência, proporcionando um nível de experiência imensamente mais sofisticado ao consumidor. Já nos espaços de consumo diário, a abordagem continua a focar-se maioritariamente na capacidade de hidratação fisiológica, sem aprofundar os aspetos sensoriais e gastronómicos da bebida. Regista-se uma tendência emergente para a conceção de soluções associadas a estilos de vida saudáveis, que passam pela conjugação de águas minerais naturais com ervas aromáticas ou frutos frescos, apresentando-se como uma alternativa viável e natural à utilização de sabores e aditivos artificiais.

O rigor associado à avaliação e certificação das águas é hoje validado por entidades internacionais como o International Taste & Quality Institute (ITQI), com sede na Bélgica, que conduz provas cegas focadas em exclusivo na dissecação das características organolépticas desta categoria de produto. O património histórico nacional neste segmento específico é de grande escala, sendo suportado por marcas seculares com 125 e 175 anos de operação contínua no mercado, fator que atesta a profunda ligação do país à exploração deste recurso natural e evidencia um elevado potencial económico e gastronómico que continua por rentabilizar na sua plenitude para enriquecimento do setor da restauração.

Fotos: Graziela Costa

Restaurant Week Lisboa regressa com nova edição e prepara expansão nacional

A plataforma Lisbon Insiders assinala o quinto aniversário com a expansão da Restaurant Week a nível nacional. Para já, há menus exclusivos para provar em vários restaurantes lisboetas.

A plataforma Lisbon Insiders está a assinalar o seu quinto aniversário, um percurso marcado pela publicação de uma revista em formato impresso e pela entrega anual de prémios, com a organização da segunda edição da Restaurant Week em Lisboa. O evento gastronómico, que se estreou no passado mês de outubro com a participação de 74 restaurantes, adota agora uma periodicidade semestral, fixando o calendário de realizações nos meses de março e outubro.

O conceito baseia-se na oferta de menus exclusivos a preços acessíveis durante um período de 10 dias. O plano de expansão da iniciativa estende-se além da capital, estando programadas edições com a duração de uma semana para a região do Algarve, para a Comporta e para a cidade de Évora. Esta segunda edição em Lisboa introduz uma nova categoria de menus com o valor fixo de 50€, especificamente direcionada para o segmento de fine dining e restaurantes de posicionamento superior, integrando espaços de referência como o 100 Maneiras, o Pap’Açorda, o Cura e o Santa Joana.

O evento inaugural desta edição decorre na Bica do Sapato, um local histórico da cidade que funcionou no passado como um ponto de troca de mercadorias e especiarias trazidas pelos barcos. O espaço foi alvo de uma reconfiguração estética que priorizou a exclusividade da criação nacional, incorporando mesas desenhadas por Manuel Aires Mateus, cadeiras da autoria de Álvaro Siza Vieira e revestimentos têxteis e azulejaria concebidos por Maria Pó. A intervenção tem como objetivo resgatar a visão original do fundador Manuel Reis, recriando o ambiente de convergência que outrora juntava diferentes comunidades, tribos urbanas e profissionais na mesma sala. A iniciativa procura refletir a evolução de Lisboa, uma cidade que atualmente beneficia de uma projeção internacional substancialmente maior.

O jantar de abertura rompe com o formato tradicional para se assumir como uma peça de land art e uma performance ao vivo, sendo que a própria mesa de refeição funciona como o palco central da ação. O layout do espaço foi desenhado para eliminar o excesso de estímulos visuais e sonoros típicos da sociedade contemporânea, criando um ambiente intimista que promove a empatia e a conexão humana. A dinâmica do evento irá explorar a tensão espacial através da projeção de silhuetas em ecrãs, da movimentação de bailarinos entre persianas e focos de luz, e de um rigoroso desenho de som que inclui a atuação de um violoncelista. No fundo, os convidados deixam de ser observadores passivos e passam a integrar ativamente a instalação artística.

A par da vertente performativa e gastronómica, a Restaurant Week reestruturou o seu modelo de avaliação. Na presente edição, todos os restaurantes participantes encontram-se automaticamente nomeados para os prémios do evento. A eleição dos vencedores passa a ser determinada pelo público, que poderá votar online após usufruir dos menus durante a semana gastronómica. O encerramento do ciclo semestral e a consequente revelação dos vencedores estão agendados para uma festa de encerramento de grande escala, que terá lugar no mês de outubro, substituindo o anterior formato de entrega individualizada dos galardões.

Fotos: Graziela Costa

Paço dos Cunhas reforça portfólio com novas colheitas e uma segunda marca

O Paço dos Cunhas regressa aos lançamentos com novas colheitas do Dão, destacando o Vinha do Contador Branco 2017, classificado como Nobre, e o inédito Clos de Santar.

O Paço dos Cunhas, propriedade com mais de 500 anos de história localizada no coração da vila de Santar, na região demarcada do Dão, promoveu uma prova esta semana, na qual o Echo Boomer esteve presente, para apresentar as suas mais recentes colheitas ao mercado, assinalando o regresso aos lançamentos presenciais após a última sessão realizada em 2018.

A estratégia da marca assenta no princípio do respeito pelo tempo, com lançamentos ditados exclusivamente pela prontidão e maturação dos vinhos em cave, rejeitando a obrigatoriedade de edições anuais ininterruptas. O centro de operações da Paço dos Cunhas, que engloba vertentes de enoturismo e um restaurante focado na gastronomia regional e na ligação histórica entre o vinho e a comunidade, gere sete hectares de vinhas totalmente muradas por estruturas de granito. A topografia da propriedade, que se encontra a cerca de quatrocentos metros de altitude, culmina no Pombal de Dom Pedro da Cunha, o ponto mais alto de Santar, historicamente utilizado como pombal e local de caça.

A viticultura praticada na propriedade beneficia de um microclima ímpar, influenciado por quatro grandes serras que circundam a região, bem como pela proximidade ao rio Dão, situado a cerca de dois quilómetros, e ao rio Mondego, localizado a dez quilómetros a sul. O encepamento é rigorosamente controlado e a vindima é executada de forma estritamente manual, permitindo a seleção videira a videira consoante a maturação ideal. A área de plantação divide-se em 85% de castas tintas e 15% de castas brancas. Nas uvas brancas, a casta Encruzado domina o encepamento com 80% da área, sendo o remanescente preenchido, em partes iguais, por Malvasia Fina e Cercial. Nas variedades tintas, o terreno reparte-se entre 41% de Alfrocheiro, 29% de Tinta Roriz, 20% de Touriga Nacional e 10% de Jaen. A reestruturação profunda destas vinhas ocorreu no ano 2000, rompendo com o paradigma da produção de vinhos pesados da década de noventa para focar a intervenção na elegância, na acidez natural e na preservação da identidade do terroir silvestre do Dão.

O destaque principal do evento recaiu sobre o Vinha do Contador Branco 2017, um vinho que alcançou a prestigiada classificação de “Nobre” atribuída pela Comissão Vitivinícola Regional do Dão. Esta distinção reveste-se de extrema relevância estatística e qualitativa, uma vez que apenas 13 vinhos obtiveram este selo de excelência desde a criação dos novos regulamentos no ano 2000, e a propriedade não lançava um branco com esta chancela desde a colheita de 2015. Com um teor alcoólico de 13,5%, uma acidez total de 6,5 e um pH de 3,17, este vinho estagiou longamente em barrica de madeira. O processo de vinificação envolveu a fermentação de metade do lote em barrica, seguida de uma trasfega e posterior retorno à madeira, garantindo uma integração perfeita que respeita a fruta e confere uma frescura notável à prova. A produção limitou-se a 4500 garrafas de formato padrão e 166 unidades magnum. O preço de venda ao público recomendado fixa-se nos 100€ com a equipa de enologia a aconselhar o consumo a uma temperatura entre os 16 e os 17 graus centígrados para potenciar a expressão aromática sem mascarar a estrutura.

No espetro dos vinhos tintos, foi dado a conhecer o Vinha do Contador Tinto 2015, resultante de um ano agrícola caracterizado por uma produção curta, motivada por fatores climatéricos, mas de elevadíssima qualidade. O lote é composto por Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, tendo a casta Jaen ficado excluída da conceção final devido ao seu perfil de maturação distinto que não se enquadrava no perfil traçado para esta referência. O vinho apresenta um teor alcoólico de 14 por cento, um pH de 3,85 e uma acidez em torno de 5,8. Após um prolongado estágio em madeira, o resultado é um vinho de cor rubi profunda, que alia a presença evidente da fruta madura a notas vincadas de bosque e a um caráter silvestre, distanciando-se de qualquer traço resinoso ou excessivamente extraído. A madeira encontra-se totalmente harmonizada, atestando o seu elevado potencial de guarda e a capacidade de evolução em garrafa. Foram produzidas apenas 2250 garrafas de 0,75 litros e 60 garrafas magnum, chegando ao mercado com um valor comercial estipulado de 140€.

A sessão serviu igualmente para apresentar uma novidade absoluta no portefólio da Paço dos Cunhas, o Clos de Santar, que se estreia oficialmente no mercado com a colheita de 2020. Concebido para atuar como uma segunda marca e uma porta de entrada no universo dos vinhos da propriedade, este lançamento apresenta um perfil deliberadamente diferente do clássico Vinha do Contador. Trata-se de um vinho mais jovem, vibrante, menos marcado pela madeira e focado na exuberância direta da fruta, proveniente de uma seleção rigorosa das melhores micro-parcelas. A primeira edição chega ao mercado com uma produção de 4662 garrafas padrão e 75 em formato magnum, posicionando-se num segmento de preço competitivo de 45€.

A apresentação da Paço dos Cunhas terminou com o anúncio da Aguardente Vínica Velha Vinha do Contador, um produto de nicho e envelhecido nas próprias barricas que outrora acolheram o vinho topo de gama da casa. Esta aguardente apresenta uma tiragem extremamente restrita a apenas 500 garrafas de 50 centilitros, sendo comercializada num intervalo de preços entre os 75 e os 80€, completando assim o rigoroso leque de lançamentos da marca.

Google vai apertar as regras de instalação de aplicações no Android fora da Play Store

O novo processo de sideloading inclui um reinício obrigatório, verificações anti-fraude e tempos de espera de 24 horas.

A Google anunciou que vai implementar a mudança mais rigorosa de sempre no processo de instalação de aplicações fora da Play Store. A partir de agosto, qualquer utilizador que pretenda instalar um APK de um programador não verificado terá de seguir um conjunto de passos concebidos para travar esquemas de fraude que exploram situações de urgência e pressão psicológica.

A empresa afirma que não pretende eliminar o sideloading, mas apenas dificultar o uso abusivo desta funcionalidade por utilizadores mal intencionados que manipulam utilizadores para desativar proteções do Android. Os atuais avisos, embora eficazes em cenários normais, revelam-se insuficientes quando a vítima está a ser orientada por telefone, acesso remoto ou partilha de ecrã. Assim, o novo processo inclui várias etapas obrigatórias:

  • Ativar manualmente o modo de programador, algo que a maioria dos utilizadores não faz por rotina.
  • Responder a uma pergunta direta do sistema, confirmando que ninguém está a pressionar a desativação de proteções.
  • Reiniciar o smartphone, interrompendo chamadas e sessões remotas, que são ferramentas comuns em fraudes.
  • Aguardar 24 horas antes de instalar o primeiro APK de um programador não verificado.
  • Validar a identidade com biometria ou PIN.
  • Concluir a instalação, que ficará autorizada durante sete dias para qualquer APK não verificado.
sideloading

De acordo com a Google, o objetivo é quebrar o “sentido de urgência” criado pelos utilizadores mal intencionados e dar tempo ao utilizador para refletir. Mesmo após o processo, o Android continuará a exibir avisos sobre os riscos associados a aplicações de origem desconhecida.

A implementação começará em agosto através dos Google Play Services, abrangendo todas as versões do Android compatíveis. Ao mesmo tempo, a empresa vai introduzir contas de distribuição limitadas, permitindo que pequenos programadores possam partilhar aplicações com até 20 utilizadores sem custos ou necessidade de identificação formal, uma alternativa segura ao sideloading tradicional.

EPAL inaugura espaço PET Friendly na loja da sua sede

A EPAL inaugura na Loja da Sede um espaço dedicado a animais de companhia e apresenta o projeto A EPAL é PET Friendly, com coleções sustentáveis e parcerias com associações de proteção animal.

No Dia Internacional da Felicidade, a 20 de março, a EPAL inaugura na sua Loja da Sede um espaço específico dedicado aos animais de companhia e apresenta oficialmente o projeto A EPAL é PET Friendly. A iniciativa visa receber animais nas instalações da empresa e melhorar a experiência dos clientes que se deslocam ao local acompanhados por cães ou outros animais de companhia, numa abordagem que se insere nas políticas de inclusão, responsabilidade social, sustentabilidade e economia circular assumidas pela empresa de abastecimento de água de Lisboa.

Para estruturar o projeto, a EPAL associou‑se a um conjunto de entidades com atuação reconhecida na proteção, acolhimento e defesa dos animais. Integram a parceria a Casa dos Animais de Lisboa, da Câmara Municipal de Lisboa, bem como as organizações AnimaLife, Animais de Rua, PRAVI, Kausa Animal, União Zoófila, IRA – Intervenção e Resgate Animal, Sociedade Protetora dos Animais e Associação dos Animais de Lisboa. O projeto conta ainda com o apoio de duas marcas portuguesas do setor de produtos para animais, Naturea e Nature Pets, que se associaram desde o início ao desenvolvimento da iniciativa.

No âmbito da economia circular, a EPAL lança, em parceria com a United to Remake, a primeira coleção PET Friendly – Eu Já Fui Farda. Esta coleção resulta do reaproveitamento de fardas descontinuadas da EPAL, que são transformadas em produtos funcionais e sustentáveis, com foco em uso prático para animais de companhia. A apresentação inicial inclui três artigos: uma coleira, uma trela e um brinquedo em formato torcidinho, todos desenvolvidos a partir de materiais que, de outra forma, já não seriam utilizados na atividade da empresa.

A produção destas peças combina design, criatividade e responsabilidade ambiental, incorporando também uma dimensão social, uma vez que a United to Remake se dedica à inclusão e formação de pessoas, promovendo empregabilidade e oportunidades de reintegração profissional. Os produtos da coleção Eu Já Fui Farda estarão brevemente disponíveis para venda na Loja da Sede da EPAL.

O projeto inclui ainda a coleção PET Friendly – Reshape Ceramics, elaborada em parceria com a organização Reshape Ceramics, que atua na reintegração socioprofissional de pessoas que estão ou estiveram privadas de liberdade. A esta coleção pertencem duas peças essenciais para o dia a dia de animais de companhia: uma taça para água e uma taça para comida. Cada peça é produzida de forma artesanal, com recurso a aproximadamente 70% de grés fino e cerca de 30% de excedentes de produção, o que reforça a valorização de materiais que, de outra forma, seriam descartados e contribui para a lógica de economia circular adotada pela EPAL.