Quim Barreiros e Sara Correia entre os primeiros nomes anunciados para O Sol da Caparica 2026

Festival O Sol da Caparica regressa em agosto à Costa da Caparica para a 11ª edição.

O festival O Sol da Caparica está de volta ao Parque Urbano da Costa da Caparica no próximo verão, mais propriamente entre 13 e 16 de agosto. Esta semana foram revelados os primeiros nomes do cartaz da 11ª edição do festival, que continua a dar palco à música lusófona, e há grandes surpresas: há trap, fado e, até, música popular portuguesa.

A fadista Sara Correia inaugura o festival e vai mostrar o seu mais recente álbum, Tempestade, no dia 13 de agosto. Veigh, um dos trappers brasileiros mais badalados da atualidade, marca presença em O Sol da Caparica no dia seguinte, 14. Vindos diretamente do Alentejo, o grupo Vizinhos sobe ao palco a 15 de agosto. Já a maior surpresa do leque de anunciados é Quim Barreiros, que promete transformar o festival numa festa popular no último dia, 16 de agosto.

De acordo com a organização de O Sol da Caparica, estes primeiros nomes do cartaz “refletem a diversidade artística e o espírito do festival, onde diferentes públicos se encontram num ambiente de proximidade, verão e partilha“.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais, a preços que vão dos 28€ (bilhete diário) aos 48 (passe de dois dias) e 82 (passe geral).

Samsung confirma apresentação dos Galaxy A57 e A37 a 25 de março

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Novos smartphones de gama média vão chegar com ecrãs AMOLED, chips Exynos atualizados e promessa de seis anos de atualizações.

Depois de fevereiro ter sido dominado pelos equipamentos da série Galaxy S26, março será o mês dos novos modelos de gama média da Samsung. É o caso dos Galaxy A57 e Galaxy A37, que serão apresentados no dia 25 de março. Embora o anúncio seja na Índia, tudo indica que o lançamento será global, incluindo na Europa.

A novidade foi acompanhada por um breve vídeo teaser que mostra o perfil de um dos equipamentos, mantendo a estética já familiar da linha A. As cores sugeridas no fundo do vídeo poderão antecipar as variantes disponíveis no lançamento.

Ainda assim, graças aos diversos rumores que surgiram nas últimas semanas, o retrato técnico dos dois modelos já é bastante claro. O Galaxy A57 deverá contar com um ecrã AMOLED de 6,7 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz, sendo alimentado pelo novo Exynos 1680. Estão previstas versões com até 8GB de RAM e até 256GB de armazenamento interno. A câmara traseira será tripla, com sensor principal de 50MP, ultra grande angular de 12MP e macro de 5MP, enquanto a câmara frontal terá 12MP. A bateria deverá manter os 5.000mAh, com carregamento rápido de 45W.

Já o Galaxy A37 vai partilhar vários elementos com o A57, incluindo o ecrã e a bateria, mas com um posicionamento mais acessível. O processador será o Exynos 1480, também com opções de até 8GB de RAM e até 256GB de armazenamento interno. A câmara traseira será semelhante, mas com uma lente ultra grande angular de 8MP.

Ambos os modelos chegarão com Android 16 e One UI 8.5, e deverão beneficiar de até seis anos de atualizações. Os preços ainda não foram confirmados, mas rumores apontam para um ligeiro aumento face à geração anterior.

Atualização de março do Android está a provocar falhas graves em smartphones Google Pixel

Falha do sistema faz bloquear o ecrã durante o modo de repouso, apesar de o sistema continuar a funcionar em segundo plano.

Desde o início de março, centenas de utilizadores têm recorrido a fóruns como o Reddit para relatar uma falha que está a deixar o seu smartphone Google Pixel aparentemente inutilizável. O dispositivo entra em modo de repouso e, ao acordar, o ecrã permanece completamente congelado, sem responder a toques ou gestos.

O comportamento, no entanto, é mais estranho do que parece. Apesar da imagem estática, o sistema operativo continua a funcionar normalmente em segundo plano. Muitos utilizadores afirmam sentir vibrações ao tocar no ecrã, e até conseguem ativar o Gemini com um toque prolongado no botão de energia, mas nada muda visualmente. É como se o telefone sofresse uma espécie de paralisia facial digital, com o cérebro a funcionar, mas o rosto não reage. Essa situação torna impossível atender chamadas, ver notificações ou desbloquear o dispositivo. A única forma de recuperar o controlo é através de uma reinicialização forçada, pressionando simultaneamente o botão de energia e o de aumento de volume durante vários segundos.

Os relatos concentram‑se sobretudo nos modelos mais recentes, como o Google Pixel 10 e o Pixel 9, embora alguns utilizadores do Pixel 8 Pro também tenham sido afetados. Curiosamente, modelos mais antigos, como o Google Pixel 7 e o Google Pixel 8, parecem estar imunes a este problema. Para quem ainda não instalou a atualização de março, a recomendação geral é que simplesmente não a instalem e esperem por uma nova versão. A comunidade já identificou a origem provável do problema e um utilizador confirmou que reverter para a atualização de fevereiro elimina o problema, mas que reinstalar a versão de março faz regressar a falha. Por outras palavras, e até que a Google disponibilize uma correção, não existe solução definitiva.

Há, contudo, uma solução alternativa, que passa por desativar o Always‑On Display nas definições do ecrã. Tudo indica que esse recurso está diretamente associado a essa falha. É uma perda funcional, mas pode evitar algumas reinicializações forçadas. Entretanto, a Google reconheceu oficialmente o problema numa publicação na comunidade do Reddit e garantiu que está a trabalhar numa solução. No entanto, ainda não há prazo para a chegada da sua correção.

PayPal termina integração com o Google Wallet

A partir de 31 de março deixará de ser possível fazer novas ligações e utilizadores devem evitar alterações para manter o serviço ativo.

O PayPal anunciou que a integração com o Google Wallet será descontinuada no final de março de 2026, marcando o fim da parceria que permitia utilizar contas PayPal como método de pagamento dentro da carteira digital da Google. A partir de 31 de março já não será possível criar novas ligações entre os dois serviços, embora as ligações existentes continuem a funcionar, apenas enquanto permanecerem inalteradas.

De acordo com a empresa, as ligações atualmente ativas serão mantidas após o prazo, mas com limitações importantes. Se o utilizador remover manualmente a ligação, reiniciar o smartphone ou trocar de dispositivo, a associação será perdida e não poderá ser restabelecida. Na prática, quem pretende continuar a utilizar o PayPal através do Google Wallet deve evitar qualquer alteração na configuração atual. Como alternativa, o PayPal destaca a sua própria aplicação, que continuará a permitir pagamentos sem contacto em lojas físicas. A funcionalidade pode ser ativada diretamente na aplicação e funciona com terminais de pagamento compatíveis com tecnologia contactless. Assim, os pagamentos móveis com PayPal permanecem disponíveis, mas deixam de depender do ecossistema da Google.

A decisão deverá afetar sobretudo quem utiliza o Google Wallet como central para vários métodos de pagamento, integrando cartões, passes e serviços num único local. O PayPal não explicou publicamente o motivo dessa mudança, mas a medida poderá estar relacionada com o desejo de reforçar o controlo sobre a sua solução de pagamentos e aumentar a fidelização à sua própria aplicação.

Para os utilizadores que pretendem manter a ligação existente, a recomendação é de não alterar nada. Qualquer modificação poderá tornar impossível recuperar a integração no futuro.

Intemporal reforça identidade com passagem de António Simões a chef executivo

António Simões passa a chef executivo do Intemporal, em Paço de Arcos, mantendo a filosofia de cozinha de produto, sazonalidade e tempo à mesa.

No restaurante Intemporal, em Paço de Arcos, o tempo nunca serviu apenas como medida de horas e minutos. Funciona antes como fio condutor de uma forma de entender a cozinha, o produto e a experiência à mesa. Um ano depois da abertura, o projeto encontra‑se agora num ponto de maturidade suficiente para validar essa abordagem e, paralelamente, para assumir, com mais peso, o papel de quem define a direção criativa do espaço: o chef António Simões.

António Simões passa a assumir a liderança do Intemporal, mantendo‑se fiel ao projeto a que chegou desde o início. Desde a abertura, esteve envolvido na operação diária, preservando a coerência técnica, a identidade do espaço e o alinhamento com a ideia central do restaurante: construir uma cozinha em que o tempo permeia tudo, desde a escolha do produto até à forma como o cliente vive o momento à mesa. A sua passagem a chef executivo ocorre numa altura em que o Intemporal passa a integrar, pela primeira vez, a lista de restaurantes Recomendados do Guia MICHELIN, distinção que reforça o caminho de afirmação já percorrido no panorama gastronómico nacional.

O nascimento do Intemporal esteve marcado pela consultoria inicial de Miguel Laffan, que ajudou a delimitar um conceito assente em alguns pilares: qualidade absoluta do produto, respeito pela sazonalidade, rigor técnico e uma experiência pensada de forma intencional, sem concessões ao turismo de imagem. A mudança de liderança para António Simões não traduz uma ruptura face a esses princípios, mas antes um aprofundamento da identidade. A continuidade é explícita: a forma como se escolhem os ingredientes, a forma como se trabalham os tempos de cozinha e a forma como se estrutura o serviço mantêm‑se centradas na ideia de um restaurante que não se move pela lógica da novidade permanente, mas pela construção lenta de um estilo próprio.

O menu passa a ser descrito como autoral, mas sem apostar no choque ou na ruptura. A criatividade de António Simões expressa‑se com maturidade, num quadro em que o produto continua a ser o centro de tudo. As intervenções são mínimas, o foco está na intensidade de sabor e na forma como os ingredientes se apresentam, sem camuflagens excessivas ou técnicas ostentatórias. A sazonalidade mantém‑se como um eixo central, com a equipa a ajustar pratos e combinações conforme o que está disponível no campo e no mar, sem grandes rupturas com o que já vinha sendo feito, mas com maior peso na forma como essas decisões são interpretadas e apresentadas.

Palácio do Governador prepara almoço de Páscoa e estadia especial em Belém

O Palácio do Governador recebe a Páscoa com um almoço de buffet inspirado na gastronomia portuguesa e um programa de estadia que conjuga história, tradição e conforto hoteleiro em Belém.

O Palácio do Governador – Lisbon Hotel & Spa, hotel boutique de cinco estrelas localizado em Belém, Lisboa, preparou um programa específico para a quadra pascal, centrado na reunião em torno da mesa. Durante a Páscoa, o estabelecimento organiza um conjunto de iniciativas que apostam nos sabores e nos rituais da época, dentro de um edifício marcado pela história e pela proximidade ao rio Tejo.

O ponto central da celebração realiza‑se no Domingo de Páscoa, com um almoço em formato buffet, concebido para evocar tradições da cozinha portuguesa. O menu inclui pratos quentes como Canja de capão, Aletria com hortelã, Bacalhau assado com crosta de broa de milho, Barriga de leitão acompanhada por molho à Bairrada, Grelos salteados, Arroz de açafrão com frutos secos, Batata assada à padeiro e migas de broa, couve e feijão frade. O serviço contempla ainda uma seleção de entradas e pratos frios, bem como uma variedade de sobremesas típicas da época, entre as quais Arroz‑doce, Pão de Ló de Ovar, Folar de Ovos e frutas sazonais. O almoço é pensado para ser partilhado entre família e amigos e está disponível a um preço de 55€ por pessoa, num espaço com cariz histórico e vista direta para o Tejo.

Para além do almoço de Páscoa, o programa do Palácio do Governador inclui a possibilidade de prolongar a estadia em Belém, permitindo um contacto mais prolongado com um dos bairros mais emblemáticos de Lisboa. O pacote específico para esta quadra compreende uma noite de alojamento em quarto duplo, com pequeno‑almoço incluído, almoço de Páscoa em buffet, tratamento VIP no quarto e possibilidade de check‑out tardio. O valor total do pacote é de 395€ por casal.

A localização do Palácio do Governador, junto a alguns dos principais monumentos de Lisboa, influencia a forma como a Páscoa é vivida no espaço: o programa da época aposta numa conjugação entre tradição gastronómica e ambiente de hotel de cinco estrelas, centrando‑se sobretudo na refeição comunitária e na estadia estruturada. Num contexto de rituais religiosos e familiares que atravessam o país, o hotel propõe uma celebração que se inscreve nas normas de oferta hoteleira de Páscoa, sem, no entanto, alterar a sua natureza de estabelecimento de alojamento e serviços de restauração.

Xiaomi revela novo SU7 com até 902 km de autonomia

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A nova versão do Xiaomi SU7 mantém o design original, mas recebe melhorias técnicas, mais conforto e um novo motor HyperEngine V6s Plus.

A Xiaomi apresentou oficialmente na China a nova geração do seu sedan elétrico SU7, que continua disponível nas versões Standard, Pro e Max. Os preços mantêm a estratégia relativamente acessível da marca, com valores que começam nos 219.900 RMB (cerca de 28.360€) para o modelo base, 249.900 RMB (cerca de 32.230€) para o Pro e 303.900 RMB (cerca de 39.190€) para o Max – embora estes valores sejam exclusivos do mercado chinês. E apesar desta fasquia, a Xiaomi promete melhorias no design, dinâmica de condução e segurança.

O exterior mantém o visual já conhecido, com cinco metros de comprimento e dois de largura, mas a marca introduziu uma nova entrada de ar frontal, que confere um aspeto mais desportivo e melhora a integração do radar. A paleta de cores foi ampliada para nove opções, incluindo três novas tonalidades: Azul Costeiro, Vermelho Ardente e Verde Viridiano. As jantes também foram atualizadas, agora com opções até 21 polegadas, enquanto que porta‑malas dianteiro, com 105 litros, pode ser aberto de oito formas diferentes, incluindo por comando de voz.

O interior recebeu atenção especial, com a ventilação e o aquecimento dos bancos a passarem a ser de série em todas as versões, e o banco do condutor passa a oferecer ajuste elétrico de 18 posições, incluindo apoios laterais ativos. Os passageiros traseiros beneficiam agora de almofadas mais espessas e encostos ajustáveis, melhorando o conforto em viagens longas. E a Xiaomi melhorou ainda o refrigerador interno, que agora utiliza um compressor próprio, arrefece mais rápido e produz menos ruído. O isolamento acústico também foi reforçado e o vidro duplo tornou‑se padrão, contribuindo para um habitáculo mais silencioso.

Para além disso, toda a gama passa a utilizar o motor HyperEngine V6s Plus. No SU7 Max, isso traduz‑se numa aceleração dos 0 aos 100 km/h em pouco mais de três segundos; a autonomia, medida pelo ciclo chinês CLTC, demonstrou 720 km no modelo Standard, 902 km no Pro e 835 km no Max; e a arquitetura de 800 volts permite carregamentos extremamente rápidos, que segundo a marca, é possível recarregar 670 km de autonomia em apenas 15 minutos.

A experiência de condução também foi melhorada com o novo Smart Chassis 2.0, que inclui suspensão pneumática adaptativa capaz de ajustar automaticamente a altura e a rigidez consoante o piso; com o novo raio de viragem de 11,4 metros, que facilita manobras urbanas; e com um novo modo para piso molhado, que utiliza sensores para detetar chuva e ajustar os sistemas de estabilidade, reduzindo o risco de derrapagem. O SU7 recebe ainda um chip NVIDIA DRIVE AGX Thor para gerir os sistemas avançados de assistência ao condutor, enquanto o Snapdragon 8 Gen 3 alimenta o sistema de infotainment. Estes sistema suporta agora comandos de voz mais complexos e, graças a microfones externos, pode receber instruções a partir do exterior do veículo.

Por fim, a segurança também foi reforçada com a carroçaria que agora utiliza mais aço de ultra‑alta resistência. Nove airbags são de série e os sensores e câmaras contam agora com limpeza automática, garantindo melhor funcionamento em condições adversas.

O novo Xiaomi SU7 já pode ser encomendado na China, mas a marca ainda não revelou planos para um lançamento europeu.

Opera 129 chega com melhorias na interface e uma barra lateral renovada

A atualização é baseada no Chromium 145, resolve falhas zero‑day e aperfeiçoa o modo de ecrã dividido e os painéis integrados.

A Opera lançou a versão 129 do seu navegador para desktop, agora baseada no Chromium 145, trazendo uma combinação de melhorias visuais, ajustes funcionais e correções de segurança importantes. Entre as novidades mais relevantes estão duas vulnerabilidades zero‑day corrigidas, a CVE‑2026‑3909 e CVE‑2026‑3910, para além de otimizações que afetam a restauração de sessões, o desempenho das abas e o comportamento das regras de conteúdo em macOS, Windows e Linux.

A interface recebeu especial atenção nesta atualização. A equipa corrigiu inconsistências gráficas, ajustou a ordem de tabulação ao abrir pastas de favoritos e melhorou o comportamento visual de elementos quando o cursor passa sobre eles. Os problemas que afetavam a barra de abas, a barra de endereços e, no macOS, a barra de comandos superior, também foram resolvidos, contribuindo para uma experiência mais polida. A barra lateral, uma das marcas do Opera, foi igualmente melhorada.

A versão 129 também corrige falhas nos painéis integrados de serviços como Instagram, Deezer e Google Meet, e ativa para todos os utilizadores a integração do Google Gemini e do Google Translate diretamente na lateral do navegador. O modo de ecrã dividido também foi aperfeiçoado e o uso do Google Meet em janelas separadas foi bloqueado para evitar conflitos. Para além disso, falhas ao fechar a última aba foram eliminadas e o sistema de gestão de sessões recentes tornou‑se mais fiável.

Embora continue a ser um navegador de nicho, já que conta com menos de 2% de quota global, o Opera mantém uma base fiel de utilizadores.

Tim Cook desmente rumores sobre a sua saída da Apple tão cedo

Tim Cook, o atual CEO da Apple, veio esclarecer algumas declarações antigas, ao mesmo tempo que reforçou a sua ligação à empresa no ano do seu 50º aniversário.

Tim Cook, CEO da Apple, voltou a comentar o seu futuro na Apple, desta vez para negar que poderá estar prestes a abandonar o seu cargo atual. Em entrevista ao programa Good Morning America, da ABC, o executivo rejeitou recentes rumores que apontavam que estaria prestes a reformar-se em 2026, sublinhando que nunca afirmou tal intenção e que essas especulações não passam de interpretações erradas de declarações antigas.

A origem dos rumores data de 2021, quando Cook refletia ao The New York Times que, provavelmente, não permaneceria na Apple por mais 10 anos. Cinco anos depois, num novo contexto, CEO fez questão de clarificar que continua motivado e profundamente ligado à empresa onde trabalha há 28 anos. Cook reconhece que o seu percurso até agora teve altos e baixos, mas destacou que a equipa com quem colabora é fantástica e que não consegue imaginar a sua vida longe da Apple.

Apesar do entusiasmo, Tim Cook não ignora a idade, atualmente com 65 anos, embora sublinhe que isso não significa que a reforma esteja próxima. Ainda assim, vários analistas consideram que a Apple poderá beneficiar, a médio prazo, de uma liderança mais jovem e disposta a assumir riscos diferentes. Tal como aconteceu após a morte de Steve Jobs, acredita‑se que a empresa mantém um plano de sucessão preparado, mesmo que permaneça guardado a sete chaves.

Super Bock Abadia relançada no mercado com nova imagem e posicionamento

O relançamento da Super Bock Abadia visa aproximar mais consumidores do universo das cervejas especiais, mantendo o foco em petiscos, amigos e momentos informais de convívio.

A Super Bock Abadia regressou ao mercado português no âmbito do portefólio de cervejas especiais do Super Bock Group, acompanhada de uma nova identidade visual que mantém a imagem de cerveja de malte de sabor intenso e cor ruiva e brilhante. A marca mantém‑se enquadrada no segmento de cervejas especiais, mas com um ajuste de posicionamento face ao público e ao contexto de consumo.

O produto continua a ser apresentado como uma cerveja de carácter mais elaborado dentro do consumo casual, pensada para momentos de convívio à volta de uma mesa, com petiscos e amigos, sem se dirigir exclusivamente a entusiastas de cervejas de nicho. A proposta é ocupar um lugar intermédio entre cervejas correntes e cervejas de grande especialização, com um perfil gustativo mais marcado, mas ainda acessível ao consumidor médio.

A nova imagem de marca foi desenvolvida pela agência Pentagram e é desenhada para reforçar a percepção de prestígio da cerveja, mantendo coerência com a herança já associada à Super Bock Abadia. A estética pretende transmitir modernização, sem romper com a identidade gráfica anterior, ajustando‑se a um mercado em que as cervejas especiais ganharam maior visibilidade e diversidade de gamas.

A experiência de consumo é acompanhada por um ritual de serviço específico. A cerveja é servida com uma espuma cremosa e consistente, cujo topo é ajustado com uma espátula específica para cerveja, um gesto descrito como distintivo do estilo. Este procedimento permite retirar o excesso de espuma de forma controlada, criando condições para a libertação dos aromas dos maltes e para uma degustação com maior percepção de corpo, textura e sabor.

GOLD BUNNY da Lindt & Sprüngli volta à Páscoa com sabor a pistácio e nova linha de ovos de chocolate

A Lindt & Sprüngli actualiza a sua oferta de Páscoa com uma nova versão do GOLD BUNNY a pistácio e uma linha de ovos de chocolate com recheio de pistácio.

Na época da Páscoa, a Lindt & Sprüngli reforça a sua presença com produtos de chocolate já associados a esta data, entre os quais se destaca a figura conhecida como GOLD BUNNY, acompanhada por algumas novidades que alargam as opções de consumo familiar.

O GOLD BUNNY, em particular o modelo de leite de 100 g, é apresentado como um dos símbolos mais reconhecíveis da marca nesta altura do ano. A figura é comercializada com um invólucro dourado, laço vermelho e um pequeno sino, elementos que contribuem para a sua identificação visual.

Além deste modelo clássico, a marca anuncia uma variante com sabor a pistácio, o GOLD BUNNY Pistácio, que combina chocolate com a referência ao pistácio como ingrediente, visando um perfil gustativo distinto dentro da mesma linha. A proposta é descrita como uma extensão da gama, sem alterar a forma reconhecível da figura.

Na gama de ovos de chocolate, a Lindt apresenta o GOLD BUNNY Flame Egg Leite, de 320 g, um ovo que mantém a silhueta associada ao coelho mas adopta o formato ovo, com vista a ser partilhado em contexto familiar. A empresa sublinha a ideia de partilha e de utilização em momentos de celebração, como a caça aos ovos, mantendo a referência ao carácter simbólico da época.

Outra das novas referências mencionadas é a linha Lindt Dubai Style Chocolate Mini Ovos, de 108 g, composta por pequenos ovos de chocolate com recheio que inclui cerca de 45% de pistácio, envolvidos numa massa kadayif. A descrição destaca a combinação de textura cremosa e ligeiramente crocante, apresentando estes ovos como adequados tanto para consumo direto como para oferta, enquadrados na lógica de momentos de consumo mais pontuais e familiares.

Domes Lake Algarve prepara semana de Páscoa com atividades, workshops e menus especiais

Entre 30 de março e 6 de abril, o Domes Lake Algarve organiza um programa de Páscoa com workshops, Egg Hunt, gastronomia e momentos de lazer para toda a família.

O Domes Lake Algarve – Autograph Collection, em Vilamoura, preparou um programa de atividades para a Páscoa que se estende ao longo de uma semana e se destina tanto a hóspedes como a visitantes externos. O calendário, que decorre entre 30 de março e 6 de abril, foi pensado para abranger diferentes faixas etárias e para combinar momentos de lazer exterior, experiências gastronómicas, atividades criativas e entretenimento em família.

O programa do Domes Lake Algarve tem início na segunda‑feira, 30 de março, com o Generous Kindness Easter Garden, uma atividade que envolve hóspedes e membros da equipa do resort no plantio de flores nos jardins do hotel, enquadrada como um exercício de partilha e ligação à natureza. Na quarta‑feira, 1 de abril, o foco volta‑se para as crianças com a atividade Superhero Training, que combina jogos e dinâmicas pensadas para estimular a imaginação e a mobilidade dos mais novos num registo lúdico.

Na quinta‑feira, 2 de abril, o programa destaca a cultura local, com um workshop sobre cortiça, acompanhado de um DJ ao vivo no Migratory Bar, que se estende ao final da tarde e cria um ambiente descontraído junto ao lago. Na sexta‑feira, 3 de abril, a programação inclui minigolfe para crianças, um buffet especial de Páscoa no restaurante Gustatio – com pratos de inspiração portuguesa e internacional que retomam ingredientes e sugestões típicos da época – e um Easter Market na Piazzetta, onde se podem encontrar obras e peças de artistas e artesãos locais, acompanhado de música ao vivo.

O sábado, 4 de abril, concentra as iniciativas para a família, com a Easter Bunny Hidden Experience, uma atividade de descoberta orientada para crianças mais pequenas, num circuito distribuído pelos espaços exteriores do resort. Paralelamente, decorre um workshop de folar em que pais e filhos podem aprender a preparar uma das receitas mais emblemáticas da Páscoa portuguesa, com foco na massa, no recheio e na forma tradicional. Ao final da tarde, o Easter Market volta a funcionar entre as 17h e as 20h, com música ao vivo na Piazzetta, mantendo o contacto com criadores locais e o convite ao passeio em família.

domes lake algarve vista aerea

No domingo, 5 de abril, o dia começa com uma Easter Wellness Morning, que combina exercícios suaves e momentos de descontração ligados ao tema da época. A seguir, realiza‑se a Egg Hunt, a caça aos ovos organizada pela equipa Kiepos nos jardins do resort, considerada um dos pontos altos do programa para as crianças. Mais tarde, o hotel apresenta um Easter Sunday Roast, um serviço de refeição pensado para reuniões familiares, acompanhado de música ao vivo e de um Glitter Bar, onde se podem degustar bebidas e conviver num ambiente festivo mas contido. O programa encerra na segunda‑feira, 6 de abril, com um espetáculo de magia dirigido a toda a família, que funciona como encerramento da semana de atividades.

Os preços por noite, para estadias num quarto duplo durante o período da Páscoa, começam nos 350€, incluindo pequeno‑almoço. A participação em todas as atividades previstas no programa de Páscoa carece de reserva prévia, sendo a disponibilidade sujeita à lotação de cada sessão.

Localizado em Vilamoura, junto à área da Praia da Falésia e rodeado por jardins e um lago privativo, o Domes Lake Algarve apresenta‑se como um conjunto turístico de dimensão média, com 192 quartos e suites, quatro piscinas exteriores, acesso facilitado à praia, um spa dedicado ao bem‑estar e várias opções de restauração. O conceito do resort assenta na conjugação de conforto de hotel de referência com um ambiente mais aberto ao exterior, sublinhando a proximidade com a natureza e o espaço de lazer ao ar livre.

WhatsApp chegou aos smartwatches da Garmin com aplicação dedicada

A integração do WhatsApp nos dispositivos da Garmin permite ler e responder a mensagens diretamente do pulso.

A Garmin recebeu uma aplicação oficial dedicada do WhatsApp para os seus relógios inteligentes, disponível através da Connect IQ Store. A novidade permite gerir conversas diretamente no pulso, reduzindo a dependência do smartphone, sobretudo durante treinos ou deslocações.

A aplicação passa a oferecer as funções essenciais da plataforma de mensagens, adaptadas às limitações naturais de um ecrã reduzido, capacitando os utilizadores de consultar conversas ativas, ler mensagens recebidas e responder utilizando o teclado integrado no relógio. Também é possível enviar reações rápidas através de emojis, um gesto simples mas cada vez mais presente na comunicação digital.

O WhatsApp para Garmin permite ainda percorrer parte do histórico de cada conversa, até um máximo de dez mensagens anteriores. No que diz respeito às chamadas, o relógio mostra as chamadas recebidas através da aplicação e permite rejeitá‑las diretamente, oferecendo um mínimo de controlo sem necessidade de pegar no telemóvel.

Para além disso, todas as comunicações processadas no smartwatch mantêm a encriptação de ponta a ponta do WhatsApp, assegurando que apenas os participantes da conversa têm acesso ao conteúdo. Esta garantia é particularmente relevante num dispositivo secundário, onde a privacidade poderia ser mais vulnerável.

A compatibilidade inicial abrange vários modelos das gamas fēnix, Forerunner, Venu e vivoactive, embora a empresa admita que o suporte poderá ser alargado no futuro. Como acontece com muitas estreias deste tipo, a distribuição será gradual e dependerá das capacidades de cada dispositivo.

Pestana Guest Club renova modelo de benefícios e reforça ligação a clientes

O programa de fidelização da Pestana Hotel Group passa a distinguir maisclaramente os níveis de benefícios, com vantagens em estadias, restauração, check‑in antecipado e outros serviços.

O Pestana Hotel Group relançou o seu programa de fidelização Pestana Guest Club, ajustando a estrutura de benefícios para reforçar a relação de longo prazo com os clientes e alinhar as vantagens à frequência de estadias e ao perfil de cada membro.

O programa passa a organizar‑se em três níveis-base: Bronze, Silver e Gold. A estes soma‑se ainda um nível Corporate, dirigido a colaboradores de empresas parceiras do grupo, e um nível Diamond, reservado a membros exclusivos, proprietários de imóveis Pestana Residences e clientes do Pestana Vacation Club.

Entre as novidades do programa encontram‑se iniciativas ligadas à sustentabilidade e às experiências locais, incluindo o conceito Travel for Change, desenvolvido em articulação com o programa de sustentabilidade do grupo, o Pestana Planet Guest. O programa associa‑se ainda a um conjunto de parcerias que permitem alargar a experiência dos membros dentro e fora das unidades do grupo.

A progressão entre níveis é definida pela frequência de estadias e pelo grau de relacionamento com o grupo. Conforme os clientes avançam de nível, acedem a benefícios crescentes, como descontos em estadias, vantagens em restauração, upgrades de quarto, check‑in antecipado, check‑out tardio, welcome gifts e linhas de atendimento específicas, sempre dentro dos limites de disponibilidade de cada unidade hoteleira.

O programa está disponível em mais de cem hotéis e Pousadas do grupo Pestana, abrangendo destinos em Portugal e no estrangeiro. A inscrição é gratuita e pode ser feita online ou diretamente nos estabelecimentos, permitindo que os clientes comecem a usufruir dos benefícios logo a partir da primeira estadia.

Samsung mantém-se líder no mercado de soundbars pelo 12º ano consecutivo

A Samsung continua a dominar o mercado com quase um quinto das vendas globais e aposta em novos modelos para acompanhar as TVs de 2026.

A Samsung voltou a liderar o mercado global de soundbars em 2025, alcançando o seu 12º ano consecutivo no topo. Os dados revelados pela própria marca confirmam que a marca sul‑coreana domina tanto em volume como em valor, reforçando uma tendência que se mantém desde 2014.

Em número de unidades vendidas, a Samsung afirma ter atingido uma quota de 19,7%, consolidando a sua posição neste segmento. Ainda mais expressivo é o desempenho em valor, onde a empresa detém 21,5% do total global, sinal de que grande parte das suas vendas se concentra em produtos de gama média e alta, com preços superiores à média do setor.

Para sustentar esta liderança, a Samsung prepara uma linha completa de soundbars que acompanhará o lançamento das televisões de 2026. Entre os destaques está a HW‑Q990H, o modelo topo de gama, e o novo sistema tudo‑em‑um da série Q, a HW‑QS90H, que tradicionalmente representa uma fatia significativa das vendas da marca. A empresa vai apostar ainda em produtos que rompem com o formato tradicional das soundbars, debrulando-se numa estética mais decorativa, como as colunas Wi‑Fi Music Studio 7 e Music Studio 5, pensadas para integrar o ambiente doméstico de forma mais discreta.

Apesar dos esforços das marcas em melhorar o áudio integrado das televisões, muitos consumidores continuam a recorrer a soundbars para obter uma experiência sonora mais convincente. A escolha recai frequentemente em modelos da mesma marca da televisão, seja por questões de compatibilidade, seja porque muitos fabricantes oferecem pacotes combinados com funcionalidades avançadas, como a reprodução simultânea entre os altifalantes da TV e da soundbar.

Relatório europeu conclui que apagão de 28 de abril teve origem em Espanha

Peritos da ENTSO‑E e da ACER identificam falhas de controlo de tensão em Espanha como causa do apagão que afetou a Península Ibérica em abril de 2025.

O relatório técnico sobre o apagão elétrico que afetou Portugal em 28 de abril de 2025 conclui que a origem imediata do incidente teve localização em Espanha, afastando responsabilização direta das autoridades portuguesas e abrindo caminho para uma fase posterior de avaliação, por parte do regulador nacional, sobre eventuais compensações às partes afetadas. O documento, cujas conclusões foram apresentadas pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, resulta de um trabalho conjunto de peritos da Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO‑E), com validação da Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia (ACER).

Segundo o relatório, o incidente não pode ser atribuído a um único fator, mas sim a uma combinação de falhas técnicas que se sucederam no sistema elétrico da Península Ibérica, com enfoque em áreas do território espanhol, como Granada, Badajoz e Sevilha, onde se registaram problemas de controlo de tensão. A propagação da falha ao território nacional ocorreu em menos de 90 segundos, desencadeando um colapso que deixou a maior parte da península sem fornecimento de eletricidade durante várias horas.

O texto não atribui responsabilidades legais expressas, remetendo essa apreciação para as instâncias nacionais competentes, mas sublinha que, do ponto de vista técnico, as causas identificadas não se situam no âmbito operacional atribuível a Portugal. A ministra Maria da Graça Carvalho reforçou essa conclusão, afirmando que, na análise produzida, “todas” as causas apontadas ocorreram fora do território português, o que permite afastar a ideia de responsabilidade do país na geração do apagão.

O relatório enumera 23 recomendações, das quais, de acordo com a ministra, cerca de 90% já se encontram em fase de implementação ou já se encontram previstas no plano nacional de reforço do sistema elétrico. Entre as principais linhas de orientação, destacam‑se o reforço dos mecanismos de controlo de tensão, a melhoria da coordenação entre produção, transporte e distribuição de eletricidade e o aumento da resiliência do sistema face a eventos extremos. O documento também sublinha a necessidade de maior robustez na articulação entre diferentes elementos do sistema, incluindo infraestruturas críticas como as redes de telecomunicações, que desempenharam um papel relevante na propagação e na dificuldade de resposta ao colapso.

Face a estas conclusões, o Governo português decidiu remeter para a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) a avaliação das consequências do apagão e a definição do enquadramento legal que possa ser aplicado a eventuais compensações. A ministra frisou que, embora a avaliação do regulador seja necessária, a natureza extraordinária e de grande complexidade do evento pode condicionar, em termos legais e práticos, a extensão e a forma de eventuais indemnizações.

Governo e autarquia de Évora definem infraestruturas essenciais para o Hospital Central do Alentejo

Protocolo assinado em Évora define responsabilidades e prazos para a concretização das infraestruturas essenciais ao Hospital Central do Alentejo, que deverá estar pronto em 2027 e servir como polo de formação médica.

A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esteve hoje em Évora para presidir à assinatura de um protocolo destinado a viabilizar as infraestruturas essenciais ao futuro Hospital Central do Alentejo.

Na cerimónia, a ministra fez uma referência explícita aos problemas que marcaram o arranque da obra, reconhecendo que o projeto enfrentou atrasos e dificuldades estruturais logo nas fases iniciais. Disse que, ao assumir funções no Governo, se deparou com um “problema grave entre mãos”, marcado por uma acumulação de decisões por tomar, processos judiciais ainda pendentes e uma reprogramação financeira que não tinha sido previamente assegurada.

Ana Paula Martins apontou também dificuldades na articulação institucional, descrevendo que existia uma Câmara Municipal que, além de dialogar pouco com o Governo, se mantinha em posição de resistência face a algumas opções relativas à construção de acessos ao Hospital Central do Alentejo. A ministra explicou que a obra avançou sem que tivessem sido previamente legalizados todos os terrenos envolvidos e sem que fossem construídos os acessos rodoviários necessários, o que condicionou o ritmo de execução e contribuiu para os atrasos registados.

Apesar desse contexto, a nova unidade hospitalar já se encontra cerca de 80% concluída, segundo a informação disponibilizada. A empreitada principal está atualmente programada para terminar em junho de 2027, seguindo‑se um período adicional de cerca de seis meses dedicado a testes de funcionamento, adequações técnicas e procedimentos legais de caráter obrigatório antes da abertura ao serviço.

O financiamento do hospital está integralmente assegurado pelo Ministério da Saúde, com a inclusão de uma majoração de verbas realizada em 2025, que permite garantir que o projeto não será penalizado por lacunas financeiras na fase final. A governante reiterou que não haverá obstáculos de ordem orçamental à conclusão da infraestrutura, que se insere nas prioridades de modernização do Serviço Nacional de Saúde.

O protocolo agora assinado estrutura um quadro claro para a aquisição de terrenos, a construção de acessos e a implementação das infraestruturas complementares consideradas essenciais. Entre estas infraestruturas contam‑se os acessos rodoviários, as redes de água e saneamento, a ligação à rede elétrica de média tensão e as infraestruturas de telecomunicações que suportarão a operação clínica e administrativa do hospital.

O Município de Évora assume, no âmbito do acordo, a coordenação e a execução das infraestruturas externas, incluindo a condução dos procedimentos de contratação pública, bem como a aquisição de terrenos por compra ou, quando necessário, por via de expropriação. A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, por seu lado, assegura o financiamento integral destas intervenções, que representam um investimento global de aproximadamente 13,3 milhões de euros, a ser integralmente suportado pelo Governo. Está previsto que os concursos públicos para a execução destas infraestruturas sejam lançados em abril de 2026.

O Hospital Central do Alentejo, uma vez concluído e posto em funcionamento, será estruturalmente orientado para servir cerca de 150.000 habitantes do distrito de Évora, com capacidade de resposta a uma população total de cerca de 440.000 pessoas no conjunto da região alentejana. Além da vertente assistencial, a nova unidade será também utilizada como polo de formação médica, integrando o ecossistema de ensino universitário de Évora.

Ana Paula Martins reforçou que o Hospital Central do Alentejo terá papel central na nova Faculdade de Medicina de Évora, disponibilizando instalações modernas para a formação de futuros médicos e criando condições para a fixação de recursos humanos qualificados na região. A governante afirmou que o investimento demonstra que a saúde pública não pode depender de vontades individuais ou de circunstâncias momentâneas, insistindo na necessidade de garantir um sistema de saúde estável, previsível e sustentável.

Programa Nacional de Saúde Oral 2030 duplicará número de utentes elegíveis

O Governo aprovou a Portaria que define o programa de saúde oral até 2030, alargando o número de utentes elegíveis e reforçando a prevenção e a articulação com os cuidados primários.

O Governo aprovou hoje, 20 de março, Dia Mundial da Saúde Oral, a Portaria n.º 123/2026/1, que define o modelo de funcionamento e organização do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral 2030 (PNPSO 2030), reforçando o acesso da população a cuidados de saúde oral no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A entrada em vigor da portaria coincide com a data escolhida para assinalar internacionalmente a importância da saúde oral, reforçando a dimensão estratégica da medida no quadro da resposta pública em saúde.

A nova portaria consubstancia uma reforma estrutural na forma como o SNS organiza e disponibiliza cuidados de saúde oral, concretizando uma das prioridades enunciadas no Programa do Governo. O objetivo declarado passa pela reorganização e expansão da resposta em saúde oral, com repercussões diretas no acesso da população, na prevenção das doenças orais e na qualidade dos cuidados prestados. A reforma visa não apenas aumentar o número de pessoas abrangidas pelos apoios, mas também melhorar a coordenação entre diferentes níveis de cuidados e a articulação entre entidades públicas, setor social e prestadores privados aderentes.

Em 2025, o SNS emitiu mais de 713.000 cheques de saúde oral, o que representou um aumento de cerca de 10% face ao ano anterior. Com o novo Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral 2030, a população elegível para estes apoios passará de cerca de 850.000 para aproximadamente 1,6 milhões de utentes. Esse alargamento da base de elegibilidade permite duplicar, em termos potenciais, o número de intervenções e de cuidados de saúde oral prestados ao abrigo do SNS, desde que a procura e a capacidade de resposta sejam compatíveis com essa expansão.

A portaria fixa um modelo de governação clarificado, tanto a nível nacional como a nível local, reforçando a capacidade de planeamento, coordenação e execução do programa. No plano nacional, o PNPSO 2030 passa a ser orientado por uma estrutura de orientação técnica e de monitorização, enquanto a nível local se reforça o papel das unidades que integram o SNS no desenho e na implementação das respostas em saúde oral. A ideia é dotar o sistema de maior coerência e de instrumentos de avaliação que permitam acompanhar, de forma mais sistemática, a utilização dos cheques, a cobertura populacional e a efetividade dos cuidados.

Uma das alterações centrais prende‑se com a integração da saúde oral nas Unidades Locais de Saúde, o que implica uma maior articulação entre os cuidados de saúde primários, os cuidados hospitalares e a saúde pública. O objetivo é evitar a fragmentação de serviços, garantindo que a saúde oral seja encarada de forma transversal e integrada no acompanhamento global do utente, nomeadamente através de protocolos de colaboração entre centros de saúde, hospitais e estruturas de saúde pública. A articulação também envolve a participação de instituições sociais e de prestadores privados que adiram ao programa, reforçando a rede de oferta disponível.

A formalização da Rede Nacional de Saúde Oral integra, assim, o SNS, o setor social e os prestadores privados que decidam integrar o programa, sob a forma de convenções e protocolos. Esta rede tem como propósito organizar geograficamente a oferta de cuidados, minimizar sobreposições e colmatar lacunas de cobertura, particularmente em zonas mais vulneráveis ou com menor densidade de oferta. A articulação com entidades privadas decorre, de forma estrita, no âmbito dos mecanismos de credenciamento e de controlo previstos no quadro legal, sem atribuição de benefícios comerciais ou de proteção de mercado.

No plano dos instrumentos de apoio económico ao utente, a portaria prevê a reorganização e a simplificação dos cheques de saúde oral, procurando tornar as regras de emissão mais claras e alinhar melhor os critérios de atribuição com as necessidades clínicas reais. Ainda que o modelo atual mantenha vigência até a entrada em funcionamento do novo programa, a portaria abre a possibilidade de emissão adicional de cheques em função da necessidade clínica identificada pelo profissional de saúde, o que se traduz, em termos regulamentares, numa maior flexibilidade na utilização destes apoios.

Introduz‑se igualmente um novo instrumento específico: o cheque‑prótese, destinado à reabilitação oral de grupos mais vulneráveis. Este cheque terá como objetivo apoiar a reposição e reabilitação dentária em populações com maior risco social ou com necessidades clínicas significativas, funcionando como complemento aos cheques gerais de saúde oral. A delimitação dos grupos elegíveis e os critérios de atribuição do cheque‑prótese serão definidos em documentos técnicos subsequentes, ainda por publicar, sem previsão de avanços em termos de benefícios universais ou de descontos comerciais sobre preços praticados.

A digitalização integral do programa constitui outro eixo central da nova portaria. A emissão de cheques passará a ser automatizada, integrando‑se na app SNS 24 e no sistema de informação clínica, de forma a reduzir procedimentos burocráticos e a facilitar o acesso dos cidadãos aos apoios. Ainda no quadro da digitalização, será criado um Boletim de Saúde Oral, que integrará os principais registos clínicos em saúde oral, permitindo o acompanhamento longitudinal do estado oral dos utentes ao longo do tempo. O boletim funcionará como instrumento de registo e não como ferramenta de promoção de serviços ou de incentivo a marcas específicas.

Uma componente importante do programa é o reforço das ações de prevenção e intervenção comunitária, em especial em contexto escolar. Os cuidados de saúde oral passam a ser mais explicitamente integrados nas atividades de promoção da saúde desenvolvidas em escolas, com ações de educação para a saúde, rastreios e intervenções de baixa complexidade sempre que possível. Estas iniciativas visam reduzir a incidência de cárie dentária e de outras doenças orais em crianças e jovens, contribuindo para a diminuição das desigualdades na saúde oral desde as idades mais precoces.

A implementação plena do novo modelo está prevista para 1 de janeiro de 2027, data em que entrará em funcionamento o Sistema de Informação de Saúde Oral (SISO), desenvolvido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O SISO será responsável por suportar a emissão automática de cheques conforme as novas regras definidas na portaria, assegurar a monitorização da prestação de cuidados de saúde oral e integrar dados clínicos provenientes das diferentes unidades prestadoras. Até essa data, mantém‑se em vigor o modelo atual de atribuição de cheques e de prestação de cuidados, garantindo continuidade da resposta assistencial sem interrupções.

Governo confirma Campo de Tiro de Alcochete como local do novo aeroporto de Lisboa

Após a entrega do Estudo de Impacte Ambiental, o Governo reconhece o avanço do projeto do novo aeroporto de Lisboa, valida a localização em Alcochete e aponta reservas quanto ao dimensionamento do NAL.

O Governo confirmou hoje a escolha do Campo de Tiro de Alcochete como local de implantação do novo aeroporto de Lisboa (NAL), no quadro da resposta ao relatório ambiental enviado pela concessionária ANA – Aeroportos de Portugal.

Numa carta‑resposta ao processo da ANA, o Governo reconhece que o Estudo de Impacte Ambiental, entregue em 16 de janeiro de 2026, constitui o segundo de quatro relatórios intercalares da candidatura ao NAL, cujo prazo final de apresentação está fixado para janeiro de 2028. O executivo destaca o avanço técnico alcançado, apesar das dificuldades inicialmente reportadas pela concessionária na realização dos trabalhos de campo, e assume que o projeto recuperou o tempo perdido sem, contudo, ignorar ajustes pendentes.

A localização do NAL foi definida na extremidade nascente do Campo de Tiro de Alcochete, solução que o Governo considera em linha com a alternativa preferencial estudada pela Comissão Técnica Independente (CTI) e com a opção que, em 2010, obteve uma Declaração de Impacte Ambiental favorável, ainda que condicionada. O executivo reforça que, do ponto de vista ambiental, o Estudo de Impacte Ambiental a entregar à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em julho deve integrar de forma coerente os antecedentes relevantes, incluindo o processo que culminou na declaração de 2010 e as conclusões da Avaliação Ambiental Estratégica da CTI.

O Governo sublinha ainda a necessidade de uma articulação efetiva com os municípios envolvidos, encarando a sua participação como essencial para uma integração territorial adequada do futuro aeroporto. No âmbito do Plano Diretor atualizado, o executivo regista que a concessionária já integrou as alterações às especificações mínimas do NAL acordadas preliminarmente, mas aponta a necessidade de reconfigurar o Pier Swing para garantir maior flexibilidade operacional.

Em relação às projeções de tráfego, o Governo reitera reservas face às estimativas apresentadas pela ANA, considerando que os pressupostos utilizados são demasiado conservadores e que não refletem de forma suficientemente clara a evolução do setor nem o potencial de procura associado ao novo aeroporto. O risco de um subdimensionamento do NAL é apontado como uma preocupação central, pelo que o executivo exige à concessionária uma revisão das projeções.

Os próximos passos da candidatura passam pela entrega do Relatório Técnico até 16 de julho de 2026 e pelo envio do Estudo de Impacte Ambiental à Agência Portuguesa do Ambiente, também previsto para julho. O Governo deixou claro que a carta‑resposta não corresponde, por si só, à aceitação formal da candidatura completa, que será analisada nos termos definidos no Contrato de Concessão. Ainda assim, reitera o compromisso de basear o processo em transparência, rigor técnico e defesa do interesse público, disponibilizando o documento para consulta pública no site do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Sephora Portugal amplia oferta de haircare com Authentic Beauty Concept e Goa Organics

A Authentic Beauty Concept e a Goa Organics entram no catálogo da Sephora Portugal com gamas pensadas para hidratação, definição de ondas, disciplina de cabelos mais volumosos e saúde do couro cabeludo.

A Sephora Portugal alargou a oferta de produtos capilares ao integrar no seu catálogo duas marcas estrangeiras, Authentic Beauty Concept e Goa Organics, reforçando a presença de linhas de haircare com foco em fórmulas mais tecnológicas, processos mais transparentes e compromisso ambiental.

A Authentic Beauty Concept distingue‑se por uma estética visual reduzida e discreta, centrada na valorização da textura natural do cabelo e na transparência das composições. Já a Goa Organics apresenta, por oposição, uma identidade mais colorida e vibrante, adaptada a uma utilização quotidiana e a diferentes tipos de cabelo, com fórmulas pensadas para responder a realidades práticas de rotina.

A Authentic Beauty Concept foi criada em 2019 por um grupo de cabeleireiros internacionais que se propuseram redefinir o modo como o cabelo é tratado, privilegiando o essencial e a beleza autêntica de cada tipo de fio. A marca desenvolve produtos sem silicones, sulfatos ou óleos minerais, recorrendo a composições que podem chegar aos 95% de ingredientes de origem natural, sem, no entanto, comprometer a performance das fórmulas. A ênfase é colocada na definição de texturas naturais, com acabamentos mais flexíveis e menos “perfeitos”, alinhados com uma estética mais descontraída.

A gama de produtos da Authentic Beauty Concept organiza‑se em linhas específicas, pensadas para responder a necessidades distintas. A gama Replenish destina‑se a cabelos sensibilizados, usando manteiga de karité, proteínas de arroz e água de arroz, com o objetivo de reforçar a fibra capilar e suavizar a textura. Há também a linha Glow, que se foca na manutenção da cor de cabelos pintados, procurando conferir brilho mais intenso e prolongar o aspeto uniforme da cor. Já a gama Hydrate é orientada para cabelos normais a secos ou com textura mais marcada, com foco na restauração de elasticidade e na devolução de movimento ao fio. A marca complementa ainda estes tratamentos com uma linha de styling, que inclui produtos com proteção térmica, texturas leves e fragrâncias mais discretas, pensadas para suporte estilístico sem sobrecarregar o cabelo.

Goa Organics

Por sua vez, a Goa Organics surge como uma proposta mais contemporânea, com design visual mais colorido e uma estratégia que liga desempenho técnico a uma abordagem mais ética relativamente às embalagens. As fórmulas incorporam ingredientes de origem natural, considerados ativos, com foco em resultados mensuráveis no dia a dia, independentemente do tipo ou textura do cabelo. As embalagens são feitas a partir de materiais provenientes da cana‑de‑açúcar, como alternativa aos plásticos convencionais, numa tentativa de reduzir a dependência de resinas derivadas do petróleo.

A gama de produtos da Goa Organics inclui propostas específicas para diferentes perfis de cabelo. A linha Tasmania destina‑se a cabelos com caracóis ou ondas, com foco na definição e na hidratação da textura consectiva, enquanto a linha L’Essentiel é pensada para cabelos mais difíceis de disciplinar ou com maior espessura, recorrendo a uma combinação de ativos naturais que procuram domar o volume e conferir mais regularidade. Por sua vez, a gama Manila dirige‑se a cabelos médios a finos, equilibrando hidratação e leveza para evitar sobrecarga. Por fim, a linha Melrose foca‑se na saúde do couro cabeludo, procurando restabelecer o equilíbrio e, simultaneamente, promover a sensação de mais densidade ao nível do fio.

A oferta é ainda completada por tratamentos intensivos, como máscaras capilares e séruns de rápida absorção, pensados para integração em rotinas modernas e com maior mobilidade.

Foto: Wini Lao