Novas versões do Tesla Model S e Model X chegam a Portugal em novembro

A Tesla apresentou as versões atualizadas do Model S e do Model X, com melhorias na autonomia, conforto e desempenho.

A Tesla apresentou as versões atualizadas do Model S e do Model X, com lançamento previsto para novembro em Portugal. As duas propostas mantêm-se como os modelos de topo da marca, agora com melhorias no conforto, eficiência e tecnologia, num esforço para prolongar a relevância destes veículos elétricos mais de uma década após o seu lançamento.

O Model S foi dado a conhecer pela primeira vez em 2009 e chegou ao mercado em 2012, num período em que persistiam dúvidas sobre a viabilidade dos automóveis elétricos. Com um design distinto e uma arquitetura que integrava as baterias no piso, o modelo tornou-se uma referência técnica e simbólica da transição energética no setor automóvel. O Model X, lançado em 2015, procurou aplicar a mesma filosofia a um formato SUV, oferecendo maior espaço interior e soluções de acesso diferenciadoras, como as portas traseiras em estilo Asa de Falcão.

Desde então, ambos os modelos introduziram elementos que se tornaram comuns na indústria, como os ecrãs centrais de grandes dimensões, as atualizações de software à distância, o carregamento rápido e os sistemas de assistência à condução com base em sensores e câmaras.

Em 2021, a marca procedeu a uma reformulação profunda dos dois modelos, com novos motores, chassis e interiores redesenhados. O destaque foi o Model S Plaid, equipado com rotores envoltos em carbono e capaz de prestações comparáveis às de um supercarro, sem comprometer a utilização quotidiana. O modelo estabeleceu recordes de volta no circuito de Nürburgring em 2021 e novamente em 2023. O mesmo sistema motopropulsor foi posteriormente aplicado ao Model X Plaid, que se tornou o SUV de produção mais potente do mundo, com 1020 cavalos.

As versões agora apresentadas mantêm essa base técnica, mas introduzem diversas melhorias. O habitáculo foi revisto para reduzir o ruído de rodagem e do vento, com novo isolamento acústico e um sistema de cancelamento de ruído ativo. Foram utilizados novos materiais e ajustado o design do chassis, com o objetivo de melhorar o conforto e a estabilidade.

No exterior, há novas jantes – 19 e 21 polegadas no Model S, 20 e 22 no Model X -, iluminação ambiente dinâmica e, no caso do SUV, uma terceira fila com mais espaço para os ombros. A interface de utilizador foi atualizada, e há agora uma câmara dianteira integrada, indicador de ângulos mortos e faróis adaptativos.

A eficiência também foi alvo de revisão. Pneus de baixa resistência e jantes com desenho mais aerodinâmico contribuem para uma maior autonomia e melhor desempenho em diferentes condições de temperatura. A suspensão pneumática foi recalibrada para oferecer uma condução mais confortável e previsível.

O Model S Plaid recebeu ainda um conjunto de alterações específicas: novos elementos aerodinâmicos em fibra de carbono, uma dianteira e traseira redesenhadas, e componentes de estabilização aperfeiçoados.

A marca refere que continuará a integrar o feedback dos utilizadores nas futuras atualizações, mantendo o sistema de carregamento em Superchargers e a conetividade Premium gratuitos para o primeiro proprietário enquanto este mantiver o veículo.

A marca refere que continuará a integrar o feedback dos utilizadores nas futuras atualizações, mantendo o sistema de carregamento em Superchargers e a conetividade Premium gratuitos para o primeiro proprietário enquanto este mantiver o veículo.

O Model X, igualmente com tração integral, anuncia até 600 km de autonomia e aceleração dos 0 aos 100 km/h em 3,9 segundos. O Model X Plaid, por sua vez, alcança 567 km de autonomia e cumpre o mesmo exercício em 2,6 segundos.

Os preços em Portugal começam nos 109.990€ para o Model S e nos 114.990€ para o Model X.

Samsung atualiza o Galaxy A73 com o Android 16

O One UI 8.0 começa a chegar ao Samsung Galaxy A73.

Enquanto a Samsung continua a trabalhar no One UI 8.5, iniciou também o lançamento do One UI 8.0, baseado no Android 16, para o Galaxy A73. A nova versão do sistema operativo começou a chegar a diversos utilizadores, e em vários mercados, com o firmware identificado pelo código A736BXXUAGYJ1.

O pacote de atualização tem um tamanho aproximado de 2,5GB e inclui as correções de segurança referentes ao mês de setembro, tanto para o sistema Android como para a interface própria da Samsung. Tal como é habitual, a distribuição está a ser feita por fases, o que significa que poderá demorar alguns dias até alcançar todos os dispositivos elegíveis.

Entre as novidades que chegam com o One UI 8.0 contam-se uma versão revista do navegador Samsung Internet, melhorias na aplicação de Meteorologia, reforços na segurança da Pasta Segura e a inclusão da nova funcionalidade anti-roubo integrada no Android 16.

Para além disso, este lançamento marca também um ponto de viragem para o Galaxy A73. já que esta será a última grande atualização de sistema operativo que o equipamento receberá, enquanto que as atualizações de segurança continuarão a ser disponibilizadas durante mais um ano.

Como pequenos depósitos estão a transformar o mercado de apostas

Nos últimos anos, as apostas desportivas em Portugal têm crescido significativamente, atraindo uma ampla gama de entusiastas, desde iniciantes até veteranos. Este aumento pode ser atribuído à inovação das plataformas que permitem casa de aposta com depósito de 50 cêntimos, tornando o mercado mais inclusivo. Ao facilitar a entrada de novos jogadores com pequenos depósitos, estas plataformas estão a redefinir o panorama das apostas no país.

O mercado de apostas desportivas em Portugal está em expansão, impulsionado pela introdução de depósitos baixos. Esta democratização permite que novos apostadores participem sem compromissos financeiros significativos, criando um ambiente mais acessível e competitivo.

Abertura do mercado de apostas com pequenos depósitos

Pequenos depósitos estão a abrir portas para muitos novos apostadores. Antes, o acesso às apostas era muitas vezes limitado por requisitos de depósito mais elevados, o que afastava aqueles que desejavam começar devagar. Com a possibilidade de iniciar com uma quantia mínima, mais pessoas podem experimentar e familiarizar-se com as dinâmicas do mundo das apostas sem grandes riscos financeiros.

Comparando com os métodos tradicionais, que exigiam depósitos substanciais, os pequenos montantes permitem uma experimentação sem pressão financeira. Isto significa que os apostadores podem testar diferentes estratégias e plataformas antes de decidirem investir mais seriamente. Esta abordagem não só incentiva a participação, como também promove um entendimento mais profundo das práticas de apostas.

O impacto é visível na diversidade de perfis dos apostadores. A acessibilidade encoraja a participação não apenas dos jovens adultos que estão a entrar no mundo das apostas, mas também dos mais cautelosos que preferem avançar passo a passo. Esta democratização está a redefinir quem pode participar e como o faz.

Vantagens significativas para os apostadores iniciantes

Para os apostadores iniciantes, os pequenos depósitos oferecem vantagens claras. A redução do risco financeiro é talvez o benefício mais significativo; com menos dinheiro em jogo, as perdas potenciais são minimizadas, permitindo uma aprendizagem mais tranquila e segura. Esta segurança proporciona uma experiência menos stressante e mais educativa.

A facilidade em experimentar diversas plataformas sem compromissos financeiros pesados é outro ponto positivo. Os novos apostadores podem testar várias casas de apostas e determinar quais delas oferecem as melhores condições ou funcionalidades para as suas necessidades específicas. Esta liberdade de escolha é crucial num mercado onde cada detalhe pode influenciar o resultado das apostas.

A possibilidade de começar pequeno também encoraja uma abordagem responsável às apostas. Os jogadores são incentivados a gerir melhor os seus fundos, desenvolvendo hábitos saudáveis desde o início da sua jornada nas apostas desportivas.

Adaptação das casas de apostas às novas tendências

Com o aumento da popularidade dos pequenos depósitos, as casas de apostas estão a adaptar-se rapidamente para se manterem competitivas. Muitas plataformas estão a reavaliar as suas ofertas e a criar promoções direcionadas especificamente para atrair estes novos utilizadores. Esta mudança está a forçar uma inovação contínua no setor.

A competitividade entre as plataformas é intensa; cada uma procura diferenciar-se oferecendo melhores odds, bónus iniciais ou funcionalidades exclusivas para conquistar e reter clientes. Essa competição saudável está a beneficiar diretamente os apostadores, ao proporcionar-lhes mais opções e melhores condições para apostar.

É importante notar que, enquanto as casas se esforçam por atender à crescente procura por opções de baixo custo, também estão a promover práticas responsáveis de jogo. Este equilíbrio entre atração de novos clientes e promoção do jogo responsável será fundamental para sustentar este modelo a longo prazo.

Perspetivas para o futuro das apostas com baixos valores

O futuro das apostas com depósitos baixos parece promissor, de acordo com o que indicam os dados mais recentes. À medida que mais pessoas reconhecem os benefícios desta abordagem inclusiva, espera-se que as práticas continuem a evoluir para melhor atender às necessidades dos utilizadores. Contudo, é essencial lembrar a importância do jogo responsável, independentemente do valor do depósito realizado.

Continuarão a surgir novas oportunidades e desafios à medida que o mercado se ajusta às mudanças nas preferências dos consumidores. As plataformas bem-sucedidas serão aquelas que conseguirem equilibrar inovação com responsabilidade social.

Warner Bros. Discovery assume publicamente que está à venda

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A Warner Bros. Discovery iniciou uma revisão estratégica após ter recebido manifestações de interesse de várias empresas, estando agora à procura de um novo dono.

A Warner Bros. Discovery confirmou oficialmente que está a avaliar potenciais propostas de compra. O conglomerado norte-americano anunciou que o seu conselho de administração iniciou uma revisão de alternativas estratégicas, após ter recebido manifestações de interesse de várias entidades para a aquisição da totalidade do grupo ou de parte das suas divisões. Ou seja: está à venda.

A empresa explicou que o processo poderá incluir diferentes cenários, como a conclusão da separação já anunciada entre a Warner Bros. e a Discovery Global, a venda integral do grupo, ou transações independentes relativas a cada uma das suas áreas de negócio. O comunicado indica ainda que será considerada uma estrutura alternativa que permita a fusão da Warner Bros. com uma terceira empresa e a distribuição da Discovery Global aos acionistas.

Em comunicado, David Zaslav, presidente e diretor executivo da Warner Bros. Discovery, afirmou que o grupo tem procurado “posicionar o negócio para ter sucesso no atual panorama mediático”, destacando o avanço das “iniciativas estratégicas”, o reforço da liderança dos estúdios e a expansão global do serviço HBO Max.

Zaslav referiu ainda que “não é surpreendente que o valor significativo do portefólio esteja a ser reconhecido por outros agentes do mercado” e confirmou o início de uma “análise abrangente de alternativas estratégicas” com o objetivo de identificar “o melhor caminho para maximizar o valor dos ativos”.

Samuel A. Di Piazza Jr., presidente do conselho de administração, afirma que a decisão de iniciar esta revisão “reflete o compromisso do conselho em considerar todas as oportunidades que possam gerar o maior valor para os acionistas”. Adicionalmente, o responsável acrescentou que a separação planeada para criar duas empresas de média independentes “continua a ser considerada uma estratégia sólida”, mas que “a ampliação do âmbito da análise é do interesse dos acionistas”.

De acordo com a Warner Bros. Discovery, não existe um calendário definido para a conclusão do processo, e a empresa não garante que o mesmo resulte numa venda ou em qualquer outro tipo de transação. A companhia também não pretende fazer novos anúncios relacionados com esta revisão até que o conselho aprove uma operação específica ou considere necessária uma atualização pública.

Entre as propostas até agora recebidas estará uma da Skydance, liderada por David Ellison, que recentemente adquiriu a Paramount. No entanto, de acordo com várias fontes próximas das negociações, a oferta terá sido considerada insuficiente, mas confirma o interesse crescente de vários grupos do setor.

A Warner Bros. Discovery mantém, entretanto, o plano de reorganização que prevê a criação de duas entidades distintas. A Warner Bros., dedicada ao cinema, séries e streaming, e Discovery Global, centrada na televisão por cabo. O objetivo é concluir esta separação até meados de 2026.

Parlamento Europeu aprova carta de condução digital e regras mais rígidas para novos condutores

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União Europeia dá luz verde à revisão da diretiva das cartas de condução, com rumo à “Visão Zero” até 2050.

A União Europeia prepara-se para implementar um novo conjunto de regulamentos destinados a reforçar a segurança rodoviária e a uniformizar as regras relativas às cartas de condução em todo o território comunitário. As mudanças afetam tanto os condutores iniciantes como os mais experientes, e algumas delas já se encontram em vigor em países como Portugal.

De acordo com o novo regulamento, as cartas de condução terão de ser renovadas a cada 15 anos. No caso dos condutores que utilizem o documento também como forma de identificação, o prazo de validade será reduzido para 10 anos. Já para motoristas de pesados e autocarros, a renovação será obrigatória de cinco em cinco anos. Os condutores com mais de 65 anos poderão ser chamados a renovar o título com maior frequência, dependendo da avaliação médica e das legislações nacionais.

Um dos pontos mais inovadores é a digitalização total das cartas de condução, que deverão estar disponíveis nos smartphones até 2030. A versão digital coexistirá com a física, que continuará a ser enviada por correio em formato de cartão para quem a preferir.

Regras mais rígidas para novos condutores

Os jovens que tirarem a carta na União Europeia passam agora a estar sujeitos a um período probatório obrigatório de dois anos. Durante este tempo, qualquer infração grave, como conduzir sob o efeito de álcool ou não utilizar cinto de segurança, poderá resultar em penalizações severas, incluindo a suspensão do título.

Por outro lado, será possível obter a carta de condução aos 17 anos, embora apenas com acompanhamento de um condutor experiente até completar os 18 anos. A medida visa proporcionar maior segurança e experiência prática antes da condução independente, um modelo já testado com sucesso em alguns países europeus.

Já o limite de álcool zero para novos condutores foi retirado da proposta final. Além disso, os jovens de 15 anos poderão conduzir veículos ligeiros com até 2,5 toneladas, com velocidade máxima de 45 km/h, mas apenas em determinados países.

Estas novas regras entrarão em vigor no 20º dia após a publicação no Jornal Oficial da União Europeia. Os Estados-Membros terão três anos para as transpor para o direito nacional e mais um ano para preparar a aplicação prática. A revisão da diretiva insere-se no Pacote Europeu de Segurança Rodoviária, apresentado pela Comissão Europeia em março de 2023. O objetivo é atingir, até 2050, o conceito de Visão Zero, um sistema de transporte rodoviário europeu com zero mortes.

Granado inaugura novo espaço no El Corte Inglés Gaia

A perfumaria Granado chegou ao norte de Portugal com um novo ponto de venda no El Corte Inglés Gaia, consolidando a sua expansão.

A perfumaria Granado inaugurou um novo espaço no El Corte Inglés Gaia, reforçando a presença da marca em Portugal e levando o seu característico estilo tropical ao norte do país. A abertura marca mais um passo na estratégia de expansão internacional da casa fundada no Rio de Janeiro em 1870, reconhecida pelo seu legado botânico, fragrâncias requintadas e compromisso com práticas sustentáveis.

Já estabelecida no El Corte Inglés Lisboa, a marca amplia agora a sua ligação ao público português com um ponto de venda concebido para transmitir a essência do universo Granado. O novo espaço apresenta uma seleção das linhas de perfumaria e cuidados pessoais que definem a identidade da marca, destacando-se pelas fragrâncias emblemáticas, pelas embalagens coloridas e pela utilização de ingredientes naturais, elementos que traduzem a diversidade e exuberância da flora brasileira.

A presença da Granado em Gaia integra-se numa estratégia de crescimento contínuo que tem vindo a consolidar a marca no mercado europeu. Desde 2017, a perfumaria tem vindo a expandir a sua rede internacional, contando atualmente com nove lojas próprias e mais de 40 pontos de venda em cidades como Paris, Londres e Madrid. Esta trajetória inclui ainda colaborações com nomes de referência no retalho de luxo, como a Galeries Lafayette, a La Samaritaine e a Liberty London.

SKY express estreia ligação direta entre Atenas e Lisboa

O Aeroporto de Lisboa recebeu a companhia aérea grega SKY express, com três voos semanais para Atenas e acesso a 33 destinos na Grécia.

O Aeroporto de Lisboa registou um novo marco na sua operação com a chegada da companhia aérea grega SKY express, que passa a ligar diretamente Atenas à capital portuguesa. A transportadora, que detém a maior rede doméstica de voos na Grécia, inaugura assim uma rota que reforça as ligações aéreas entre os dois países e amplia o acesso a 33 destinos gregos a partir do Aeroporto de Atenas.

O voo inaugural realizou-se a 20 de outubro, assinalando o início das operações regulares com três ligações semanais entre Lisboa e Atenas. A rota é operada por um Airbus A320neo, com capacidade para 186 passageiros. A SKY express distingue-se por possuir a frota mais jovem da Grécia, com uma média de apenas 3,8 anos, composta exclusivamente por aeronaves Airbus da família neo.

O anúncio surge num contexto de forte crescimento do tráfego aéreo em Lisboa. Em 2024, o aeroporto ultrapassou os 35,1 milhões de passageiros, um recorde histórico que reforça o papel de Portugal como um dos principais hubs aéreos da Europa. Para o verão de 2025, estão previstas 10 novas rotas, às quais se somarão quatro adicionais no inverno seguinte, consolidando a tendência de expansão.

De resto, salientar que decorrem obras de modernização que incluem a criação de 12 novas portas de embarque, entre as quais dez pontes telescópicas, numa aposta em conforto, eficiência e sustentabilidade. Estas intervenções integram um programa de investimento mais amplo da ANA – Aeroportos de Portugal, destinado a melhorar a experiência dos passageiros e a otimizar o desempenho operacional.

As melhorias realizadas em 2024 já introduziram mudanças significativas, como saídas rápidas de pista e a renovação de pavimentos e equipamentos nos Terminais 1 e 2. O plano de modernização mantém-se em curso, com o objetivo de adaptar as infraestruturas ao aumento da procura e de garantir padrões elevados de qualidade e desempenho ambiental.

Loulé reforça resposta aérea de emergência com ampliação do heliporto municipal

Novo hangar, mais capacidade e melhores condições operacionais marcam a ampliação do heliporto de Loulé.

Em breve, Loulé vai inaugurar uma infraestrutura que promete reforçar a resposta aérea de emergência no sul do país. No dia 27 de outubro, será apresentada publicamente a ampliação do Heliporto Municipal, espaço que acolhe desde 1998 a Base de Helicópteros em Serviço Permanente (BHSP) da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A intervenção agora concluída marca um salto qualitativo nas condições técnicas e logísticas da infraestrutura. O heliporto passa a dispor de capacidade para operar, em simultâneo, até cinco aeronaves, e ganha um novo hangar preparado para helicópteros de maior dimensão. As zonas de parqueamento, abastecimento e manutenção foram igualmente reforçadas, tal como os espaços de alojamento e apoio técnico destinados às equipas em permanência.

Entre as novidades mais significativas está a possibilidade de retomar o funcionamento do Helicóptero de Socorro e Assistência (HESA), cuja atividade se encontra suspensa desde 2018. A reativação desta valência é considerada fundamental para o reforço da resposta aérea de emergência e proteção civil na região.

O investimento, de cerca de três milhões de euros, foi suportado pela Câmara Municipal de Loulé e cofinanciado por fundos europeus através do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça INTERREG V-A, no âmbito do Projeto CILIFO – Centro Ibérico para a Investigação e Luta contra Incêndios Florestais. A obra integra uma estratégia mais ampla que inclui também os Centros de Meios Aéreos de Monchique e de Cachopo (Tavira), reforçando a cooperação entre as regiões do Algarve, Alentejo e Andaluzia.

Ao longo de mais de duas décadas, a base de Loulé tem sido um pilar essencial das operações da ANEPC e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), assegurando um funcionamento ininterrupto que a torna referência no apoio a missões de socorro, combate a incêndios e transporte de emergência médica.

Foto: CM Loulé

Airbnb lança novas formas de interação e reforça apoio ao cliente com inteligência artificial

Novas opções de interação, pesquisa aprimorada e pagamentos flexíveis marcam a atualização global da Airbnb.

A Airbnb anunciou um conjunto de atualizações significativas que reforçam a ligação entre viajantes e anfitriões, tornando a experiência de utilização mais intuitiva.

A empresa apresentou novas formas de interação nas Experiências Airbnb, que permitem aos utilizadores comunicar antes, durante e depois da viagem, mantendo o contacto com outros participantes e prolongando as ligações criadas durante as atividades. De acordo com dados internos, mais de 70% dos utilizadores manifestaram interesse em saber mais sobre os restantes participantes antes de efetuarem uma reserva. Agora, é possível consultar quem vai participar numa experiência e de onde vêm, o que facilita a criação de laços e a partilha de interesses.

Entre as novidades, destaca-se também a possibilidade de trocar mensagens diretas com outros viajantes após o final da experiência, sem necessidade de recorrer a plataformas externas. A secção “Contactos”, disponível no perfil de cada utilizador, reúne todas as pessoas conhecidas através da plataforma, simplificando o reencontro em futuras viagens. Todas estas interações são controladas pelo utilizador, que decide quais as informações que pretende partilhar e quem pode entrar em contacto consigo.

No que diz respeito à pesquisa de alojamentos, a Airbnb aprimorou o sistema para apresentar resultados mais relevantes e personalizados. As novas opções de pesquisa incluem sugestões de estadias com preços semelhantes, comodidades distintas ou localizações alternativas mais acessíveis, tornando mais fácil encontrar alojamentos que poderiam passar despercebidos. Os mapas foram igualmente redesenhados, permitindo aplicar vários filtros e visualizar pontos de interesse, restaurantes ou atrações próximas. Em breve, será possível alternar entre vistas de satélite, rua e transportes públicos, ajustando a pesquisa conforme as preferências individuais.

Outra das novidades é a funcionalidade Reserve agora, pague depois, que permite efetuar reservas sem pagamento imediato, desde que o alojamento cumpra os requisitos definidos. Já disponível nos Estados Unidos, esta opção será gradualmente expandida para outros países, abrangendo tanto viagens nacionais como internacionais.

A Airbnb investiu ainda na modernização do seu serviço de apoio ao cliente, com a integração de um assistente baseado em inteligência artificial. Este sistema está agora disponível em mais países e idiomas – incluindo inglês, espanhol e francês – e oferece respostas adaptadas a cada utilizador, reconhecendo reservas e anúncios para agilizar o processo de resolução de questões. O chat integra também botões de ação que permitem realizar tarefas diretamente, como cancelar ou alterar uma reserva.

Os anfitriões beneficiam igualmente de melhorias concebidas para facilitar a gestão dos seus espaços. As novas políticas de cancelamento dinâmicas permitem ajustar condições consoante o período do ano, e as sugestões de preços foram otimizadas, abrangendo até um ano de antecedência. Além disso, o painel de rendimentos será atualizado no próximo ano, incluindo métricas comparativas que permitem analisar o desempenho sazonal e anual das propriedades.

Bons Sons 2026 ganha datas

Vamos voltar a viver a aldeia no Bons Sons, novamente em pleno verão.

Desde 2006, ano em que surgiu no panorama nacional o festival Bons Sons, que o público sabe que agosto é o mês dedicado a uma visita à aldeia de Cem Soldos, em Tomar. Tendo decorrido de dois em dois anos até 2015, ano em que passou a ter uma edição anual, o festival organizado pelo Sport Club Operário de Cem Soldos (SCOCS) é já uma marca forte e incontornável no panorama da música nacional, apresentando um leque de artistas muito variado que vão passando pelos diversos palcos daquela localidade.

Porém, nos últimos anos, não houve assim tantas edições do Bons Sons quanto o desejado. Primeiro foi a pandemia de Covid-19, que impossibilitou as edições de 2020 e 2021, com o festival somente a acontecer em 2022. E depois não esquecer as tão desejadas obras de requalificação do largo (Largo do Rossio) e do centro de Cem Soldos – área ocupada pela quase totalidade do recinto do Bons Sons -, que se realizaram ao longo de 2023, fazendo com que o evento somente tivesse regressado no ano passado, para uma edição com lotação esgotada.

Na verdade, foi precisamente em 2024 que ficámos a saber que o festival iria passar a bienal novamente. E isso fez com que a edição de 2025 não acontecesse. Porém, 2026 será outra conversa, e o SCOCS acaba de anunciar as datas para o Bons Sons 2026: 6 a 9 de agosto.

Será a 13ª edição do Bons Sons, marcando também os 20 anos do festival. Portanto, espera-se um cartaz à altura.

Quanto aos bilhetes, têm de momento o passe geral de quatro dias disponível por 45€, com campismo incluído. Trata-se de um preço reduzido, o que significa que os passes gerais a este preço são limitados. Esgotados os passes disponíveis, o preço será atualizado, ou seja, ficará mais caro.

Foto: Verónica Paulo

Na Velha Taberna, em Alfama, a boa gastronomia e a alma do fado são dois parceiros à mesma altura

Não é exagero nenhum reconhecer que a avalanche de turistas que preenche as ruas de Alfama, e não só, na Lisboa de hoje, subiu substancialmente a fasquia do empreendedorismo turístico na área das ditas “casas de fados”. E há também quem já tenha percebido que, nesta área, o fazer bem, quer na oferta gastronómica quer na prestação artística, é a verdadeira alma do negócio. Em Alfama, fomos conhecer justamente um desses espaços, a Velha Taberna.

Já lá vai o tempo em que ir a um restaurante ou casa de fados podia redundar num petisco enviesado: um bife demasiado rijo servido entre paredes lúgubres e um fadista, em geral rouco, que encarnava com maior ou menor garra a cultura castiça de viela.

A boa notícia é que, hoje em dia, estamos um pouco mais à frente. A oferta diversificou-se. O conceito de um jantar com “uns fadinhos” à mistura disseminou-se de tal maneira no panorama dos bairros turísticos lisboetas, que tem vindo a dar lugar a espaços onde a mais típica das tradições portuguesas é honrada com uma aposta séria em menus de qualidade e cabeças de cartaz que fazem desta experiência algo realmente único.

Antes de mais, o fado não é espetáculo; é um estado de alma, é um “fogo que arde sem se ver”, usando a famosa expressão do poeta Camões.

O próprio termo “fado” tem uma longa e rica história linguística e cultural. Entre os nossos antepassados romanos, fatum queria dizer “sorte”. E através da névoa dos tempos foi esse significado que prevaleceu com mais intensidade: o fatal destino. Por isso, o fado tem hora marcada, sim senhor, não porque tenha horários, mas porque é um ponto mágico no tempo, um “aqui” e um “agora” que celebra forças tão incontroláveis como a saudade chorosa, o infortúnio, a inquietude humana.

É assim que o jantar, o fado, o convívio acontecem na Velha Taberna: sem hora marcada, mas como convite à celebração de um momento e de uma cultura únicos.

Depois de darmos com a porta da casa, no pulsante coração noturno de Alfama, à rua das Escolas Gerais, fomos conduzidos por umas inevitáveis escadinhas íngremes, como todos os hóspedes, até à profundeza de uma segunda sala. Aí deparámos com um interior exíguo com alma e bastante agradável. A transição do bulício da rua para essa sala acolhedora mergulha-nos numa atmosfera intimista imediata. As paredes parecem reter sussurros.

A princípio, estranha-se, mas depois somos rapidamente atraídos pelos aromas da cozinha da Velha Taberna, pelo ambiente saudosista (logo à entrada, não falta em cima do balcão de mercearia uma velha balança branca de ponteiro), pela cortina de veludo preto cobrindo a parede ao fundo, os candeeirinhos de vitral verde em cada mesa… Todo o cenário se materializa numa dimensão de espetáculo em preparação, de uma teatralidade de que, ao fim e ao cabo, fazemos parte.

Não nos espanta que Camões tenha andado por ali, a pavonear-se, a petiscar uns passarinhos fritos, namoriscando, declamando umas endechas lamuriosas à mistura, pois na Velha Taberna sentimos que partilhamos inevitavelmente o lugar com toda uma memória e uma portugalidade que se passeia para sempre por aquelas escadinhas, aquelas travessas, aqueles tascos exíguos e tendeiros, alguns deles onde os nossos poetas se misturaram com fidalgotes, marujos e demais populaça, em conversas, despiques, negociatas ou algazarras.

Sentámo-nos numa das várias mesinhas quadradas da Velha Taberna. O ambiente é quente, íntimo, e algumas pessoas estão sentadas em cadeiras com encosto, outras em bancos. Os candeeiros de mesa, feitos de fragmentos de vitral estilo Tiffany, espalham uma luz dourada sobre a Taberna e os rostos dos visitantes – há-os ali de todas as nacionalidades, vindos um pouco de todos os lugares.

A portugalidade reafirma-se até na história de vida dos próprios promotores da Velha Taberna, João Cardim e a conhecida fadista Joana Amendoeira: ela, cujo canto de ave esvoaça sobre o véu da noite, e ele, um português do mundo, que já percorreu continentes e conheceu outras gentes, desde o Pacífico ao Oriente.

Ali, está-se descontraído, mas há um sentimento de respeito partilhado. Mara, a empregada de mesa, é especialmente atenciosa: é como se pertencesse ali, e não apenas alguém que ali trabalha. Fazemos-lhe perguntas, e ela, com natural simpatia, apresenta-nos o menu.

A curiosidade recai sobre as sugestões da casa, e a resposta é um rol de clássicos com assinatura própria. “Como entradas, certamente o Camarão ao Alho e Piri-piri, o molho é divinal”, afirma Mara, numa descrição que se revelaria, mais tarde, precisa e justa. Seguem-se os Pimentos Padron na Chapa, “com sal grosso, muito bom”, e o inevitável Pastel de Bacalhau, “feito cá também, muito típico e bastante pedido”.

Mas é a Sopa Antiga que capta a nossa atenção. “Antiga, porquê?”, perguntámos. O nome não é marketing, mas um tributo ao saber acumulado, porque é uma receita, de facto, mais antiga, recuperada do acervo de pesquisa dos vários Chefs que têm passado pela Taberna e ajudado a fazer a sua história. “A sopa é encorpada e espessa”, explica-nos Mara, esclarecendo que se trata de uma sopa de feijão verde, num regresso a um Portugal mais rural e frugal, mas com a peculiaridade de ser enriquecida por amêndoas laminadas. Provámos, e ficou claro: não só o Chef honra a tradição passada, como as avós sabiam o que faziam.

A lista de entradas prossegue, com aparência robusta: Morcela Assada, Chouriço Assado, Espetadas de Atum, Tábuas de Queijos e Enchidos, e o Atum Marinado, referido como “a última entrada na carta”.

Nenhuma refeição numa casa desta estatura está completa sem um bom vinho. A garrafa sugerida pelos donos da casa é um Lua Cheia DOC Douro 2022 – Andreza Reserva, que nos pareceu, sem sombra de dúvida, um bom companheiro de viagem. Um tinto do Douro, com 13,5% vol, produzido a partir das castas nobres Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz, e envelhecido em barricas de carvalho francês. O particular aroma deste tinto a frutos negros e especiarias é um contraponto aos sabores fumados das entradas e um reforço dos pratos principais. O seu perfil é robusto o suficiente para se conjugar com o piri-piri do camarão ou mesmo, para quem os preferir, com a morcela e a intensidade do chouriço. Também possui a elegância e harmonia desejáveis para acompanhar o doce apimentado do bife de atum e a suculência das carnes que foram sendo servidas, pelas várias mesas, ao longo da noite.

Portanto, um vinho que, tal como o fado, tem história para contar – uma narrativa de vinhas velhas de Alijó que encontra ali o seu epílogo à mesa, no coração de Alfama. Contudo, são as especialidades do menu da Velha Taberna que definem o caráter eclético da cozinha.

O prato estrela é, inquestionavelmente, o Bife de Atum à Moda dos Açores, servido com batata e pimentos assados. A descrição da preparação – “o atum é braseado, que é como o chef sugere” – antecipa uma conjugação de sabores que se revelou, de facto, “muito gostosa”: a deliciosa posta de atum veio condimentada por pequenos grãos de pimenta vermelha que nos transportaram para longínquas paragens. Estava, realmente, uma delícia.

A dupla dinâmica da cozinha portuguesa está muito bem representada neste menu. É que, ao atum, juntámos um Bacalhau à Lagareiro, com batata assada e espinafres salteados – um prato de aspeto elementar que, depois de testado, surpreendeu pelo seu paladar saboroso e confeção primorosa.

Para quem prefere carne, existem outras duas opções, que são o Bitoque do Lombo com ovo a cavalo, batatas fritas e salada, e os Lagartos de Porco Preto, também acompanhados por batatas fritas e salada, que nos pareceram mais bem servidos do que os pratos de peixe, e com muito bom aspeto – até pelas batatas fritas, douradinhas, temperadas de orégãos e pimentão doce. Cada vez que um desses pratos chegava à mesa, ouvia-se um “Oh!” de apetite e gula.

Num gesto contemporâneo, a casa também oferece uma alternativa vegetariana, o prato Vegetariano de Cogumelos Recheados com mousse de queijo de cabra, tapenade e pistacho, uma prova de que a tradição aqui não é estática.

A gestão da Velha Taberna está a cargo de João Cardim e Joana Amendoeira, mas por trás destes sabores está a mão do Chef Rúben, natural do Bangladesh, que se junta à equipa com a sua vasta experiência e criatividade, conferindo uma perspetiva única aos pratos apresentados.

A segunda parte da noite tem a ver com a alma do lugar, de que falava há pouco. As luzes decresceram, como se alguém dissesse “faça-se silêncio, que se vai cantar o fado”.

A transição entre a refeição na Velha Taberna e o espetáculo é quase litúrgica. Um apelo ao “máximo de silêncio possível” ecoa pela sala. Não se trata de um pedido de etiqueta, mas de um requisito fundamental para o ritual que se avizinha. O fado exige escuta, não é música de fundo. A noite promete, a expetativa é palpável.

A primeira a entrar em cena é Daniela Giblott. Ponto de referência do repertório do fado, interpreta composições bem conhecidas da constelação do fado, em que sobressaem magníficos poemas de Carlos Ary dos Santos, um dos grandes nomes da poesia e da música portuguesa.

Um desses fados é “Júlia Florista”. Para quem não sabe, esta canção é um tributo a uma figura típica da Lisboa boémia, uma vendedeira de flores cuja graça é cantada pela voz da artista e pela mestria da guitarra e da viola, que acompanham. A letra pinta uma cidade paralisada pela voz da bizarra florista, um testemunho do poder que estas “personagens típicas” tinham na cultura popular.

A intérprete vai explicando, tanto em português como em inglês, o sentido: “Nós cantamos muitas canções sobre amor, como quase todas as línguas do mundo, mas também cantamos sobre personagens típicas que ficaram inscritas na nossa memória”. E, claro, sem esquecer que o fado é, acima de tudo, sobre a própria Lisboa, a sua musa permanente.

A refeição, cuja parte principal já decorreu, está como que suspensa, enquanto decorre esta “conversa” entre artistas e público, mediada pela guitarra portuguesa e pela viola.

A Velha Taberna, naquele momento, torna-se na “tasca humilde” e, simultaneamente, no “templo da tradição”, cenário descrito numa das letras, para onde outrora acorriam “pobres, fidalgos e artistas… para ouvir o fado e cantar”. A história repete-se, pois, todas as noites, mas com novos rostos.

Após a última nota se dissipar no ar, carregada de emoção, a experiência regressa suavemente ao mundo tangível. É o intervalo do espetáculo-surpresa.

As luzes crescem novamente, transição aproveitada para saborear as sobremesas: uma seleção entre o clássico Pudim Abade de Priscos, a Mousse de Chocolate, Gelados ou a Fruta da Época.

São opções bem docinhas que, como o Lua Cheia que agora termina no fundo do copo, põem o ponto final numa noite de intensos sabores e emoções.

Não nos furtámos ao Abade de Priscos, servido com folhinha de hortelã, confeção caseira, à base de produtos frescos selecionados, como tudo o resto na Velha Taberna.

Segue-se a atuação de Joana Amendoeira. A fadista, cujo nome é bem conhecido nos círculos do fado, não é apenas co-gestora do espaço com João Cardim; é a sua alma presente. A sua presença no meio daquela sala depressa concita a uma reverência silenciosa. A voz não é apenas potente; participa e dá continuidade a uma narrativa que é património imaterial de todos. Cada palavra, cada acorde é carregado de uma intenção dramática que transforma o fado no género peculiar que ele é: uma canção da melancolia.

A letra poética transborda numa torrente de imagens que nos trazem de volta a recordação do nosso saudoso Carlos do Carmo, como, por exemplo, a “Lisboa, Menina e Moça”: “…em Alfama descanso o olhar”; “Cidade a ponto luz bordada”, são alguns dos muitos versos que falam de amor, de destino e de uma Lisboa que se entretece de histórias que ficaram na memória perpétua de um povo e que até os de longe fazem questão – conforme constatámos – de ver, ouvir e conhecer.

A audiência não é meramente passiva. As exclamações, os refrões, as palmas a acompanhar vão pontuando o final das frases musicais, são parte integrante de uma performance que nos envolve a todos totalmente. São respostas emocionais, concordâncias com a verdade que está a ser cantada.

A experiência na Velha Taberna não é segmentável. Não se pode avaliar a comida ignorando o fado, nem apreciar o fado sem o contextualizar no espaço que o acolhe. Este é o trunfo de João Cardim e Joana Amendoeira. A gestão atenta destes dois investidores contempla o facto importante de que o património imaterial é um organismo vivo que se deve alimentar mas que tem, também, que ser tratado com respeito, tal como os turistas que nos visitam. A cozinha é sólida, enraizada mas não estagnada, refletindo uma arte gastronómica que sabe dialogar com o mundo. Os pratos são saborosos, com um toque de originalidade, e depois há bom vinho e sobremesas deliciosas, tudo fresco e honesto, sem vãos sombrios, sem subterfúgios, sem instrumentalizações.

Sair para a noite de Alfama, depois destes momentos bem passados na Velha Taberna, dá-nos a sensação de que, embora continuemos em plena viagem, acabámos de sair de uma celebração onde nos foi dado a sentir algo autêntico e verdadeiro, mas sem ser nada de pesado ou piegas. As luzes da cidade são as mesmas, o som dos passos na calçada tem igual ressonância, mas há uma espécie de transcendência que fica connosco. Costumo sentir isto, muitas vezes, quando saio do teatro.

É que o coração da vida noturna lisboeta não pulsa apenas na diversão efémera, mas na capacidade de lugares como este oferecerem algo mais profundo: um encontro com uma identidade cultural que, longe de ser uma relíquia de museu, continua a respirar, a comer, a beber e a cantar, todas as noites, no coração de Alfama. É uma experiência completa de lisboetice com aquela força que nos diz: “Está destinado, tens de vir conhecer!”

Microsoft corrige falha crítica do WinRE no Windows 11 com atualização de emergência

A Microsoft resolveu rapidamente os problemas associados aos periféricos USB que deixaram de funcionar no WinRE.

A Microsoft lançou uma nova atualização não agendada para o Windows 11, que visa corrigir uma falha grave introduzida pela atualização KB5066835. Conforme já tinha sido reportado anteriormente, esta atualização originou um problema no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE), impedindo o funcionamento de ratos e teclados ligados por USB, uma limitação crítica que compromete o funcionamento das máquinas, especialmente num cenário de falha crítica do sistema operativo.

A falha em causa impedia os utilizadores de interagirem com as opções de recuperação sempre que o sistema não iniciava corretamente, tornando impossível utilizar ferramentas essenciais como o restauro do sistema, a desinstalação de atualizações ou a recuperação de ficheiros. Em resposta à gravidade da situação, a Microsoft lançou a atualização KB5070773, lançada fora do ciclo habitual de atualizações. Esta medida visa unicamente restaurar a compatibilidade com dispositivos USB no WinRE, garantindo que os utilizadores possam novamente utilizar os seus periféricos durante operações de recuperação.

Importa sublinhar que esta falha não afetava o funcionamento regular do Windows 11, já que o problema manifestava-se exclusivamente no modo de recuperação, onde a presença de dispositivos de entrada é absolutamente crucial. Sem eles, qualquer tentativa de recuperação torna-se inviável, deixando o equipamento potencialmente inutilizável.

O KB5070773 já se encontra disponível através do Windows Update e será instalado automaticamente na maioria dos sistemas. Em alternativa, está também acessível para descarga manual através do Catálogo do Microsoft Update, solução recomendada para utilizadores com dificuldades na instalação tradicional.

Silent Hill f Review: Uma história de violência e tradição

A NeoBards Entertainment e Ryukishi07 conseguiram o que parecia ser impossível com Silent Hill f: um jogo original merecedor de um lugar no panteão da série.

A neblina cai lentamente. No horizonte, a cidade de Silent Hill permanece adormecida, como uma silhueta perdida no tempo. Um pequeno som reverbera pelo silêncio e vazio do que eram anteriormente ruas cheias de movimento. Enquanto entramos na cidade e percorremos as ruas que julgávamos conhecer, cai sobre nós um arrepio na espinha. O que era familiar, agora era estranho. O que considerávamos como uma certeza, não passava de uma miragem. Agora perdidos, sem rumo, somos confrontados pela verdade. Afinal não estamos em Silent Hill.

A queda de Silent Hill – os jogos -, é um caso de estudo. A série de terror, produzida e editada pela Konami, ainda hoje considerada como uma das mais importantes e influentes do género, parecia intocável. Entre 1999 e 2004, Silent Hill procurou quebrar as normas do género de terror e sobrevivência, ambicionou elevar as expectativas e criar histórias mais humanas e dramáticas, e perturbar os jogadores com uma forte imagética que se posicionou entre o terror psicológico e o grotesco. Em 2003, Silent Hill 3 advertiu os jogadores que algumas partes da sua campanha não seriam apenas violentas, mas também cruéis. Esta advertência distanciou Silent Hill dos seus rivais, quase como se a série assumisse uma postura mais adulta, humana e mórbida, capaz de ir onde os outros eram incapazes de ir. Durante anos, Silent Hill era um mundo fechado, uma experiência única e também palco para o inesperado e o desconhecido. Mas nada é eterno.

Muitos apontam o fim prematuro de Silent Hill a um problema de adaptação e a uma crise de identidade. Depois de Silent Hill 4: The Room e do cancelamento da versão original de Silent Hill 5, a série abandonou o Japão e ficou a cargo de estúdios ocidentais que procuravam compreender qual era a essência da série. Silent Hill Origins, Homecoming, Shattered Memories, Downpour e Book of Memories protagonizaram esta passagem de testemunho, nem sempre com resultados positivos. Alguns títulos procuraram expandir a mitologia da série, outros almejaram quebrar o cânone para contar histórias mais pessoais e individuais dentro do mundo de Silent Hill. O que foi possível determinar rapidamente é que nenhum dos estúdios parecia procurar a alma da série e abordar diretamente a espiritualidade, humanismo, violência e crueldade que caraterizaram os títulos pela equipa japonesa. A imitação suplantou a adaptação e ficou apenas um vazio. Anos depois, Silent Hill ficou silenciosa.

A cidade parecia caída no esquecimento. A Konami evitava falar sobre Silent Hill e a possibilidade de uma sequela ou reboot. A mudança de estratégia da produtora selava o destino prematuro da série aos olhos dos fãs, mas o coração continuou a bater. A adaptação falhara, mas Silent Hill sobreviveu através de esperanças quase sempre infundadas, homenagens sentidas e imitações que procuravam ressuscitar o que estava supostamente perdido. Apesar da hibernação, Silent Hill continuou a crescer, quase como uma maldição. Com o tempo, Silent Hill transformou-se num monstro impossível de ignorar, talvez mais popular do que alguma vez tinha sido, alimentando-se das homenagens, rezas e esperanças de uma indústria sedente por um tipo de terror e horror que só Silent Hill poderia proporcionar. Esse tal terror supostamente tão próprio da série, tão original e impossível de imitar.

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Silent Hill f (Konami)

Então Silent Hill foi ressuscitado. Uma nova era. Uma terceira vida para a série. Uma nova oportunidade para recuperar o seu lugar no panteão do género e regressar mais forte do que nunca. Mas esta é uma era de incertezas, de riscos e experiências que prometem confundir e desafiar os fãs dos originais. Se a primeira era é caraterizada pelos quatro títulos originais e a segunda era pelas produções ocidentes, a terceira e atual era é talvez uma procura por identidade e maior experimentalismo no centro da série. Há uma maior incerteza sobre a direção da série e isso é (por agora) fascinante. O remake de Silent Hill 2 foi um regresso às origens, mas também uma reinterpretação de um clássico através de um olhar mais moderno e europeu. Silent Hill Ascension procurou ser um projeto transmedia nunca antes visto na franquia, idealizado pela Bad Genvid Tecnologies, com resultados pouco satisfatórios. Silent Hill: The Short Message quebrou as barreiras geográficas da saga e centrou-se numa história mais psicológica, agora na primeira pessoa, protagonizando várias estreias na série da Konami. Por sua vez, Silent Hill: Townfall é encabeçado pela Screen Burn, antiga No Code, responsáveis por títulos como Stories Untold e Observation, que parece ser uma aproximação mais narrativa à série da Konami, novamente a cargo de uma equipa europeia. Por fim, Silent Hill f, o título mais misterioso da nova era, escrito por Ryukishi07 (Higurashi When They Cry) e produzido pela equipa NeoBards Entertainment, de Hong Kong. Várias faces, várias origens e diferentes interpretações, mas, segundo a Konami, tudo parte de Silent Hill.

Levanta-se assim a problemática sobre o que é, na verdade, Silent Hill. Quais são os elementos arquétipos da série de terror? Será apenas a cidade de Silent Hill? As suas temáticas de fanatismo religioso e trauma? O facto de as criaturas serem representações do estado psicológico dos seus protagonistas? Ou será apenas o nevoeiro que foi primeiramente uma escolha técnica e só depois estética? O que é possível concluir é que a definição de Silent Hill difere entre fãs e especialmente entre jogos. Faço esta distinção porque acredito piamente que os jogos definem estas interpretações, por vezes contraditórias, sobre os alicerces da série. Se preferem Silent Hill e Silent Hill 3, é normal considerarem que é o culto de Silent Hill, liderado por Dahlia Gillespie e depois Claudia Wolf, que define a origem da série. Se preferem Silent Hill 2 e títulos como Shattered Memories e Downpour, consideram que a série é composta por histórias independentes, centradas no misticismo da cidade de Silent Hill, mas mais interessadas na psique dos seus protagonistas e nos traumas que os levam a enfrentarem os horrores da cidade.

O ponto de entrada parece definir o que é a série e é importante pensarmos sobre isso enquanto olhamos para Silent Hill f. Mais uma vez, a discussão voltou. Afinal, será Silent Hill f um verdadeiro título da série ou apenas uma imitação? Esta é a mesma discussão que vimos durante o lançamento de Final Fantasy XVI e acho curioso este paralelismo entre dois títulos que tentam experimentar dentro das suas séries, mas que são muito mais tradicionalistas e familiares do que aparentam ser. A discussão é interessante, talvez até importante para os fãs de Silent Hill, mas igualmente redutora. Nesta nova era, a Konami compreendeu que Silent Hill não pode continuar a ser o mesmo monstro que era: é suposto evoluir. Mais importante do que os elementos visuais ou narrativos, é a busca por uma visão criativa que comande esta nova era. Não é suposto continuarmos a jogar variações de Silent Hill 2, mas sim ir além e compreender o que a série pode ser. O que ela é, já é sabido, mas para onde irá Silent Hill? Se a Bloober Team comandou o regresso ao passado, a um espaço seguro e familiar, a NeoBard procurou ser a sua antítese e assumir-se como o verdadeiro reinício.

O que me entristece nesta discussão é perceber que a resistência de alguns fãs começa e termina no facto de Silent Hill f existir fora da sua cidade titular. Agora Silent Hill é uma entidade, uma ideia, algo que vai além do espaço físico – um fenómeno paranormal. Não é a primeira vez que um título da série ambicionou romper o cordão umbilical que a liga à cidade fictícia e títulos como Silent Hill 3, The Room e Homecoming iniciam-se em cenários originais. No entanto, o regresso a Silent Hill é inevitável nos três títulos, algo que Silent Hill f recusa. Aqui não há qualquer regresso a Silent Hill e habita-se a existência da cidade enquanto ideia e conceito. Silent Hill transforma-se em Ebisugaoka, uma pacata cidade rural japonesa, numa era que também é estranha à série, a década de 60, a era Showa, onde o modernismo é abandonado em prol do tradicionalismo e dos valores antigos.

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Silent Hill f (Konami)

Silent Hill f também rejeita a viagem do seu herói. Não acompanhamos uma personagem que regressa a Silent Hill ou que visita a cidade pela primeira vez. Não se trata de um estranho ou de alguém que regressa à sua cidade natal, após vários anos de ausência. Hinako nasceu e cresceu em Ebisugaoka, é fruto desta existência num espaço rural, as suas virtudes e falências existem, em parte, devido a esta origem mais humilde. Enquanto uma jovem mulher num mundo patriarcal, onde rapazes e raparigas não brincam, onde as mulheres devem abandonar os seus hobbys e sonhos em prol de uma vida familiar, destinadas a serem esposas e mães quase sem rosto. É neste ambiente de práticas retrógradas que cresce a rebelde Hinako. Uma rebeldia que talvez só o seja assim caraterizada exatamente porque Hinako cresceu em Ebisugaoka. Esta ideia de familiaridade e pertença é um desvio interessante na série porque prende a protagonista à origem do mal, como se não existisse uma fuga neste sufoco eterno. Quem nasce em Ebisugaoka é possível que viva e cresça sempre entre as casas, riachos e montanhas que cercam a aldeia, separadas da vida urbana da capital japonesa e das suas restantes metrópoles. Hinako é um grito que se perde no nevoeiro de Ebisugaoka.

Apesar da mudança geográfica, Silent Hill permanece viva em Ebisugaoka. Os temas continuam presentes, o horror mantém-se como um dos pontos fulcrais do título da NeoBards e a beleza natural da aldeia contrasta com o nevoeiro e o horror corporal das criaturas que perseguem Hinako. Ebisugaoka é também uma cidade mergulhada no medo religioso, cujos habitantes temem o poder das maldições e regem-se através de rituais e rotinas que procuram afastar estes medos geracionais. Em todas os becos, podemos ver santuários ao deus “Inari” e todos os habitantes de Ebisugaoka sabem que qualquer desrespeito ao deus levará a um castigo divino e certamente mortal. A maldição de Ebisugaoka constrói-se, tal como Silent Hill, numa conciliação entre o amor pelo divino e o terror eterno. Este é um amor que não é natural, antes temido. Um respeito que é disfarçado de crença e uma crença que se pinta de rituais mundanos e rotineiros. Há assim um espetro sobre Ebisugaoka, uma presença divina, um engano constante sobre a relação ténue entre o Homem e o divino, que reflete tematicamente a série Silent Hill como um todo.

Hinako é simultaneamente uma protagonista disruptiva no cânone de Silent Hill, como é talvez uma das personagens que melhor simboliza a realidade da série, uma contradição que não é despropositada. A jovem Hinako é uma prisioneira neste mundo de tradições, é uma filha que se vê desrespeitada e incapaz de revelar ao mundo o quão problemático é o seu pai porque ninguém acreditará em si. É uma irmã que idolatra a sua irmã mais velha, mas que se sente desprezada e esquecida por ela, levando-a a rebelar-se contra a instituição familiar à procura de um futuro melhor. Hinako também esconde um segredo, também é vítima do medo geracional da aldeia onde nasceu e é agora persuadida pelo deus (ou a sua representação), quase como uma escolhida que tanto poderá ser heroína como uma vilã. Estes elementos contraditórios, como a incerteza sobre as intenções da protagonista e a sua relação com Ebisugaoka, são incontornáveis à série Silent Hill. O que Ryukishi07 procurou foi criar uma história ainda mais pessoal sem nunca abandonar os temas que ligam este jogo aos restantes títulos da série, mas também sem se subjugar perante o suposto cânone da saga. Então o guionista ambicionou inovar na sua abordagem e encontramos mais cinemáticas, mais diálogos, personagens bem desenvolvidas e uma trama que se move sobre um enorme mistério e se constrói como um excelente puzzle que vai além da própria campanha e que se multiplica por vários finais e novas sequências. Silent Hill f simboliza este respeito pelo passado, mas também a ambição pelo experimentalismo.

Apesar das críticas iniciais, de que Silent Hill f não seria um verdadeiro título da série, as semelhanças continuam a amontar-se, mesmo com alguns desvios inteligentes à fórmula. Mesmo que o Otherworld não seja pintado de sangue, carne e ferrugem, a sua ideia e conceito continuam presentes em Silent Hill f. A simbologia pode ter sido alterada e a estética pode ter assumido um novo e inesperado estilo visual, mas o propósito mantém-se quase inalterado e isso é de louvar. Na verdade, Silent Hill f acaba por ser ainda mais arrepiante e aterrador exatamente porque rejeita a imagética clássica da série e leva-nos para um ambiente aparentemente mais normal e seguro. O Otherworld é completamente separado de Ebisugaoka, não existe uma transformação física entre espaços, e surge como um mundo de templos antigos onde encontramos rituais e práticas antigas que revelam mais sobre Hinako e a maldição que a persegue. A nível pessoal, admito que prefiro esta abordagem aos excessos de Silent Hill 2 Remake, cujos cenários enferrujados expandiram-se além do original ao ponto de perderem o seu propósito estético e narrativo.

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Silent Hill f (Konami)

A estrutura de Silent Hill f segue um formato familiar, mas nem sempre próximo à série. A campanha continua a ser dividida entre momentos de exploração, combate e resolução de puzzles, mas sentimos que Silent Hill f é muito mais comandado pela sua narrativa e nem tanto pela sensação de isolamento de Silent Hill 2 e Silent Hill 3. Até certo ponto, esta é uma campanha mais previsível devido à presença forte de cinemáticas entre personagens ou então pela forma como o outro mundo é espaçado ao longo da ação, funcionando não só como um corte na ação, mas também uma espécie de resumo e dissertação sobre os acontecimentos que acabaram de acontecer. A minha crítica prende-se à falta de maiores momentos de exploração, de zonas mais interligadas e centradas na resolução de puzzles, onde a linearidade não fosse tão percetível ao longo da campanha. Senti falta dos cenários mais detalhados em termos de level design, mais extensos e divididos por várias zonas, onde chaves, cartões ou ferramentas únicas têm de ser utilizadas para podermos avançar. Estes momentos ainda estão presentes em Silent Hill f, mas em ponto pequeno, o que faz com que Ebisugaoka seja um espaço mais contido, mas também mais claustrofóbico

No entanto, os momentos de exploração, mesmo que curtos, são tensos e bem construídos. As ruas de Ebisugaoka podem ser implacáveis devido à presença constante das criaturas que perseguem Hinako e as constantes mudanças estéticas, como caminhos que ficam inacessíveis e a crescente maldição que infeta as casas e ruas, também dificultam a navegação mesmo com a utilização de um mapa. A claustrofobia é sem dúvidas um dos elementos fortes de Ebisugaoka, mas não consigo afastar a minha ânsia em querer mais. Os cenários interiores, como as casas de alguns habitantes da aldeia, são absolutamente refrescantes devido ao seu tom aparentemente familiar. As salas abandonadas, mas vividas, os corredores ainda decorados com os sapatos das famílias que desapareceram, os objetos pessoais vão caído e depois os sinais de violência gráfica que se tornam progressivamente mais visíveis pintam uma realidade desconhecida em Silent Hill. O terror do quotidiano sempre foi aludido, mas aqui é percetível e é tátil. Estes cenários são janelas para uma realidade que se apagou demasiado cedo e queria que a NeoBards utilizasse mais artifício visual e narrativo para expandir Ebisugaoka enquanto cenário de um excelente jogo de terror.

Apesar das diferenças estéticas e da presença de ambientes mais naturais, fruto da localização geográfica de Ebisugaoka – encontramos regularmente campos de cultivo, caminhos naturais, riachos e florestas -, Silent Hill f mantém-se próximo às origens. A aldeia pode ser esteticamente diferente, mas a combinação entre os trechos de exploração e as suas zonas principais seguem uma estrutura que conhecemos quase organicamente enquanto fãs da série Silent Hill. A exploração da cidade, a passagem para cenários mais claustrofóbicos, a viagem em busca de uma saída, as pontes e túneis fechados que revelam um mundo sem escape e a presença de localizações como a escola de Ebisugaoka aproximam formalmente Silent Hill f dos restantes títulos da série. A estética pode ter mudado e a escala pode ter sido reduzida, mas a NeoBards preocupou-se em respeitar a forma, não só da série, mas de todo um género.

Podemos considerar que existe uma certa uniformidade na forma como a série Silent Hill expande os seus temas e constrói a sua identidade visual e sonora. Mesmo que existam ligeiras diferenças na abordagem à série, a intenção é quase sempre deliberada para definir o que é Silent Hill enquanto série – como o regresso sempre aguardado de Akira Yamaoka como compositor, agora acompanhado por Kensuke Inage. Esta uniformidade também é aparente nos elementos mais negativos ou menos conseguidos da série e é aí que encontramos o sistema de combate. Ao longo de 26 anos de existência, a constante é a incerteza em como abordar os confrontos em Silent Hill. Se a série se foca no horror e no trauma psicológico, na tensão religiosa e na incerteza da escuridão, qual será a melhor abordagem ao combate? É suposto ser divertido? Deveria ser mais humano e, portanto, menos conseguido na sua finalização? Estamos a falar de uma série cujos fãs estranham a introdução de uma mecânica de desvio ou que defendem que o combate mais rígido e pouco envolvente de Silent Hill 2 foi uma escolha narrativa, para representar o quão James era apenas um homem normal, e não uma imposição técnica.

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Silent Hill f (Konami)

O sistema de combate em Silent Hill f mantém a tradição e não acerta plenamente. Ao contrário de Silent Hill 2 Remake, defendo que os confrontos não são tão constantes e obrigatórios aqui, existindo mais oportunidades para evitarmos as criaturas e fugirmos devido ao design de Ebisugaoka e das suas zonas principais. Nesse sentido, Silent Hill f é muito mais terror de sobrevivência do que o remake da Bloober Team. No entanto, não consigo defender todas as escolhas da NeoBards. A nível pessoal, tenho poucas questões sobre o sistema de combate, mas a verdade é que se sente que é um sistema inacabado ou então prejudicado por alguns cortes.

Hinako é muito mais implacável e flexível do que James ou qualquer outro protagonista da série, capaz de desviar-se dos ataques das criaturas sem problemas e ainda munir-se de técnicas e ataques que associamos muito mais a géneros de ação e RPG. O desvio perfeito, o contra-ataque, os ataques focados e mais poderosos, a presença de uma barra de stamina revelam um jogo à procura de relevância através da imitação, mas nem sempre ciente do que é mais apropriado para si. O contra-ataque é uma mais valia, mas a janela de resposta nem sempre é convidativa, o desvio, por sua vez, é demasiado eficaz a manter-nos numa distância segura e a stamina prejudica muito mais o ritmo dos confrontos do que se assume como um sistema que temos de gerir com cuidado. As armas quebráveis não serão do agrado de todos, mas acredito que foi um dos elementos mais pensados em Silent Hill f devido à regularidade e diversidade de ataques e armas em jogo. No fundo, a NeoBards deu alguns passos à frente, arriscou, mas teve receio e voltou atrás sem encontrar um modelo que se tornasse sinónimo da série Silent Hill – fora a presença de um cano de ferro como arma principal, a Konami mantém-se em busca de um sistema de combate que abranja todos os jogos da série.

Outra novidade é a possibilidade de melhorarmos os atributos de Hinako ao longo da campanha. Este é um sistema muito mais interessante até pela sua proximidade aos temas religiosos e tradicionalistas da narrativa principal, ao centrar-se no ato de rezar e de sacrifício para evoluirmos a vida, stamina e até a quantidade de omamoris, ou amuletos, de Hinako. A fé é adaptada a pontos de experiência, uma escolha absolutamente perfeita para o jogo, e que casa tão bem a viagem de Hinako com a jogabilidade. Ao longo da campanha, nós podemos doar itens nos pontos de gravação, que são representados por santuários, aumentar os pontos de fé e depois combiná-los com Emas para melhorarmos os atributos de Hinako. O crescimento não se faz sem sacrifício e se queremos Hinako mais forte ou mais resistente, temos de sacrificar itens de cura que nos poderiam ajudar no futuro. É preciso escolher entre o que é mais importante agora ou que nos poderá salvar no futuro e eu adoro esta escolha em Silent Hill f. O que poderá não agradar a todos é o sistema de inventário implacável do jogo, muito limitado e que requer alguma gestão, mas também sacrifício. O espaço no inventário pode ser aumentado ao longo da campanha, mas mantém-se propositadamente restrito para que exista esta escolha constante entre o que é mais importante, muito semelhante a Silent Hill 4: The Room.

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Silent Hill f (Konami)

O sucesso de Silent Hill f revela um fenómeno interessante na série. Depois de vários anos nas mãos de produtores ocidentais, Silent Hill regressou a casa e a um estilo que o aproxima mais das histórias de terror asiático. Não é por acaso que muitos já associam a viagem de Hinako a alguns dos nomes mais sonantes do género J-Horror e as semelhanças são certamente propositadas. Nesta aproximação ao género, podemos assistir a um novo público a redescobrir Silent Hill. No Japão, os jogadores abraçaram mais facilmente a história de Hinako devido à proximidade cultural e geracional, cientes de que o jogo dá voz a tantas mulheres que se viram perdidas numa sociedade ainda muito patriarcal. Há uma nova compreensão emocional sobre o que é Silent Hill e esta nova relação geracional é importante para o futuro da série. Em muitos aspetos, Silent Hill f é um projeto mais forte, mais ambicioso e arrojado do que Silent Hill 2 Remake, muito porque arrisca e quer mais. É isto que Silent Hill precisa, esta visão singular, esta força intensa e diferenciada. Apesar de não esconder a minha curiosidade com o próximo remake da Bloober Team, a verdade é que Silent Hill f deu-me mais do que esperava e faz-me querer ainda mais estas novas abordagens. Sejam novos jogos em cidades diferentes, com temas ligeiramente únicos ou até personagens nunca antes vistas na série – quero ver e conhecer mais desta nova era de Silent Hill.

Enquanto a discussão sobre a validade de Silent Hill f continua, se faz ou não parte do cânone da série, apenas os mais atentos poderão olhar uma segunda vez para as ruas que nos pareciam estranhas. Agora que o nevoeiro se dissipa e tudo se torna mais claro, podemos admitir que nunca saímos de Silent Hill. Sempre estivemos em casa.

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Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Konami.

Football Manager 26 vai ter licença oficial da FIFA e prepara-se para receber o Mundial de 2026

Football Manager 26 marca o primeiro acordo entre a FIFA e a Sports Interactive, integrando competições e equipamentos oficiais no simulador.

A SEGA e a Sports Interactive confirmaram a assinatura do primeiro acordo oficial com a FIFA para Football Manager 26, garantindo a presença das competições mais reconhecidas da federação no jogo. Entre elas estão o Campeonato do Mundo de 2026, o Mundial Feminino e o Mundial de Clubes, acompanhados por equipamentos licenciados, grafismos de transmissão e identidade visual oficial.

O acordo de caráter multi-anual, marca uma nova etapa para a franquia, que pela primeira vez incluirá torneios organizados pela FIFA com a respetiva denominação oficial. Esta integração começará já em Football Manager 26, coincidindo com a aproximação do Mundial de 2026, que decorrerá no Canadá, México e Estados Unidos.

Adicionalmente, a Sports Interactive confirmou uma atualização de conteúdo centrada na Gestão Internacional, prevista para 2026, que abrangerá as versões PC, Console e Touch. A atualização trará uma reestruturação completa deste modo, com novas opções táticas e contextos competitivos adaptados às seleções nacionais.

De acordo com Miles Jacobson, diretor do estúdio, “revitalizar a Gestão Internacional num ano de Mundial era fundamental”. Em comunicado, o produtor comenta ainda que o acordo com a FIFA “permite trazer autenticidade às competições e à experiência dos jogadores”, adiantando que a colaboração deverá prolongar-se nos próximos anos.

Football Manager 26 é também o primeiro título da série desenvolvido com o motor de jogo Unity, o que promete melhorias gráficas, novas animações e uma interface redesenhada. A edição de 2026 introduz igualmente o futebol feminino, inserido no mesmo ecossistema que as competições masculinas, e conta ainda com a licença oficial da Premier League.

O jogo será lançado a 4 de novembro no PC (Steam, Epic Games Store e Microsoft Store), PlayStation 5, Xbox Series X|S, Xbox One e Apple Arcade. A versão Football Manager 26 Touch para Nintendo Switch chegará a 4 de dezembro, enquanto a edição Mobile, integrada no catálogo da Netflix, estará disponível na mesma data do lançamento principal.

Quem quiser garantir já o jogo, pode fazer a pré-reserva para PC com um ótimo descontona loja Instant Gaming. O jogo encontra-se também em pré-reserva nas restantes plataformas digitais habituais.

Angels Bar: o palco do Upon Angels para eventos privados (e com menus temáticos à disposição)

Sushi, tapas ou mexicano? No Angels Bar, do Upon Angels, cada evento é uma experiência à medida, num ambiente só para adultos.

Há lugares que parecem nascer de uma provocação, e o Upon Angels é um deles. No coração do bairro dos Anjos, em Lisboa, ergue-se esta unidade do StayUpon Hospitality Group, uma espécie de refúgio para quem gosta de explorar o lado mais irreverente da cidade. Desde a fachada discreta à decoração ousada, tudo no Upon Angels parece pensado para desafiar convenções.

Aberto em julho de 2023, o projeto foi inteiramente idealizado por uma equipa de mulheres, e essa visão feminina é talvez o seu maior trunfo. Cécile Gonçalves, administradora do projeto, trouxe consigo uma “costela francesa” e uma clara inspiração em Pigalle, o bairro parisiense que mistura erotismo, arte e boémia em doses equilibradas. O resultado é um hotel que respira sensualidade, onde o design tem tanto de atrevido como de cuidado, e onde cada detalhe parece carregar uma intenção.

São 46 estúdios divididos em cinco tipologias, todos distintos entre si. Há quartos com luzes de néon, camas rebatíveis, banheiras junto à cama e pequenas surpresas arquitetónicas que transformam o espaço consoante o propósito. Porque aqui, o propósito não é apenas dormir: é viver uma experiência. Não há crianças nem animais; há, sim, uma clara aposta num ambiente exclusivamente adulto, pensado para quem procura momentos fora do comum.

No pátio interior, uma piscina/jacuzzi convida à descontração. No bar, uma carta de cocktails cuidadosamente construída faz o resto. É aqui, no Angels Bar, que o Upon Angels ganha vida também como palco de eventos privados, e foi precisamente para conhecer esta faceta que decorreu o almoço de apresentação dos novos menus temáticos.

O Angels Bar é um espaço intimista, reservado apenas para hóspedes e eventos à porta fechada. Entre luz baixa, música suave e uma atmosfera de confidência, a proposta é simples: criar experiências exclusivas e à medida. O hotel não tem restaurante, mas aqui isso nem é um problema. As refeições são confecionadas internamente, com o apoio da equipa de cozinha do grupo, e o resultado não desilude.

Atualmente, estão disponíveis três menus temáticos – Sushi, Tapas Portuguesas e Mexicano -, sendo que cada menu pode ser acompanhado por serviço de bar ou animação, consoante o tipo de evento. O objetivo é permitir total liberdade de criação: despedidas de solteiro, jantares de grupo, sessões de podcast, terapias de casal ou até experiências mais performativas, como leituras de tarot ou pequenas apresentações privadas. O espaço adapta-se, a equipa acompanha e o resultado é sempre personalizado.

Durante o almoço, provámos algumas opções dos menus de Tapas Portuguesas e Mexicano. Assim, e além do couvert (pão, azeitonas, azeite balsâmico e manteiga), chegaram-nos à mesa opções como Ovos rotos com molho holandês trufado, Croquetes de alheira, Salada de Polvo, Camarão ao alhinho e, ainda, Brás de cogumelos e alho francês. Na vertente mexicana, e além do Pico de Gallo com Nachos (Tiras Crocantes de Milho, Tomate Picado, Cebola Roxa, Coentros e Sumo de Lima), também provámos os Tacos (de Abacate, Cebola roxa, tomate cherry e milho), os Burritos (de Barriga de porco desfiada, feijão preto, pico de galo e queijo) e as Quesadilhas (neste caso com espinafres, cogumelos e sour cream). Tudo isto acompanhado de vinho branco ou tinto, claro.

Para terminar em beleza, e já com o estômago com pouco espaço, ainda demos conta do Cheesecake de frutos vermelhos e do Bolo de chocolate com pimenta. Estas foram, claro, apenas algumas das opções dos vastos menus, disponíveis por preços entre os 33 e os 45€/pessoa, sendo que o preço varia consoante a quantidade de opções pedidas. Já no caso do menu de Sushi, por exemplo, têm dois menus já pré-definidos, com o Menu I a custar 38€ e o Menu II a custar 44€.

No final da experiência, percebeu-se que o Upon Angels não quer ser mais um hotel, e o Angels bar não quer ser apenas mais um bar de Lisboa. Quer ser um sítio onde a curiosidade é bem-vinda e onde a sensualidade é tratada como uma forma legítima de arte.

Microsoft esclarece que o elevado preço da ROG Xbox Ally X foi definido pela ASUS

A ROG Xbox Ally X, lançado em conjunto pela ASUS e pela Microsoft, chegou ao mercado com um preço de 899€, mas a empresa norte-americana esclarece que não teve qualquer intervenção na definição do valor.

Em declarações recentes à Variety, Sarah Bond, presidente da Xbox, confirmou que as decisões relacionadas com o preço das novas máquinas portáteis ROG Xbox Ally e ROG Xbox Ally Xforam tomadas exclusivamente pela ASUS”. A responsável explicou que, apesar da parceria entre as duas empresas, o controlo sobre o hardware e respetiva estratégia comercial pertence inteiramente à ASUS.

Bond referiu que o objetivo da Microsoft passa por “criar várias opções para diferentes tipos de jogadores”, mas afirma que a definição de preços é uma decisão que “depende da visão da ASUS sobre o mercado, o conjunto de funcionalidades e aquilo que as pessoas procuram”. Bond destacou ainda que “estas são máquinas concebidas e fabricadas pela ASUS”, cabendo à empresa “avaliar o posicionamento adequado de acordo com o valor que oferecem”. No fundo, a presidente da Xbox, confirma que as ROG Xbox Ally não são, de facto, consolas Xbox, ao contrário do que o marketing da sua empresa tem reforçado, mas sim aquilo que tem sido claro aos olhos dos jogadores, um equipamento da ASUS com branding da Xbox.

Questionada sobre o preço elevado do modelo Ally X, Bond reconheceu que o valor “pode ser um fator limitativo para alguns utilizadores”, mas garantiu que o dispositivo “teve uma receção positiva e esgotou rapidamente nas lojas digitais da Xbox”. A responsável reiterou que a prioridade da marca é assegurar que “existem opções adequadas para diferentes perfis de jogadores”, desde utilizadores ocasionais até quem procura “o máximo desempenho e inovação”.

De acordo com a Microsoft, o envolvimento da Xbox no projeto incidiu sobretudo na integração da nova interface Xbox Full Screen Experience, que otimiza o desempenho em dispositivos portáteis e unifica o acesso às bibliotecas do Xbox Game Pass, Steam e outras plataformas digitais. O desenvolvimento de hardware, design e análise de mercado foram conduzidos pela ASUS, já com base e experiência nos modelos ROG Ally.

O lançamento europeu das ROG Xbox Ally e Ally X aconteceu na semana passada, a 16 de outubro, com preços de 599€ e 899€ euros, respetivamente, valores que têm sido considerados elevados por parte da comunidade e imprensa especializada, especialmente por se apresentarem tão ou mais altos que as consolas de sala, e mais elevados que outras opções concorrentes, como é o caso da Steam Deck ou até da Nintendo Switch 2, que partilham públicos alvo e experiências de jogo semelhantes. Ambas as versões da ROG Xbox Ally integram o sistema operativo Windows 11 Home e estão desenhadas para permitir jogar de forma nativa jogos de PC, ou de Xbox via Xbox Cloud Gaming ou em modo remoto.

Com o preço final a ultrapassar os 800€ em quase todos os mercados europeus, apesar de não ser a solução mais cara, a ROG Xbox Ally X posiciona-se como uma das propostas dentro dessa categoria, no que toca a consolas portáteis e a PCs portáteis para jogos. Ainda assim, a ASUS defende que as melhorias técnicas nela apresentadas e a autonomia superior justificam o valor de lançamento, ao competir diretamente com equipamentos como a Steam Deck e a Lenovo Legion Go.

Logicor lança Canelas Park, projeto logístico de última geração no Grande Porto

O Canelas Park, em Vila Nova de Gaia, é o mais recente investimento logístico da Logicor, com gestão e comercialização a cargo da CBRE.

Em Vila Nova de Gaia, a sul do Porto, está a nascer um novo polo logístico que pretende responder à crescente procura por espaços modernos e sustentáveis no Grande Porto. Denominado Canelas Park, o projeto é desenvolvido pela Logicor e deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2026. A comercialização está a cargo da CBRE Portugal, em regime de exclusividade.

Concebido para acolher operações logísticas e de light industrial, o Canelas Park integra três frações disponíveis, com áreas mínimas de 5.360 m2 e uma superfície total de 16.260 m2. As unidades contam com certificação ambiental BREEAM Excellent, refletindo uma aposta em soluções sustentáveis e eficientes, tanto a nível energético como operacional. Cada fração dispõe de áreas de armazém, escritórios e zonas administrativas, oferecendo versatilidade na ocupação e adaptação a diferentes tipos de operadores.

Uma quarta fração do complexo já se encontra pré-locada, sinal do interesse que o mercado tem demonstrado por ativos deste perfil, num momento em que a oferta de espaços logísticos de qualidade é limitada no Grande Porto.

Segundo Nuno Torcato, Diretor de Industrial e Logística da CBRE Portugal, o projeto conjuga uma localização estratégica com infraestruturas modernas e compromisso com a sustentabilidade, permitindo aos futuros ocupantes otimizar operações e reduzir a pegada ambiental. O responsável destaca ainda que o Canelas Park representa um ativo de referência na região, num contexto em que a disponibilidade de espaços comparáveis é praticamente inexistente.

Desenvolvimento de um novo Final Fantasy IX pode ter sido suspenso

Um novo rumor indica que aguardado relançamento de Final Fantasy IX poderá estar temporariamente parado, sem garantias de continua o desenvolvimento

O lançamento de uma muito aguardada nova versão de Final Fantasy IX regressa ao campo das incertezas. De acordo com o informador NateTheHate, o projeto poderá estar atualmente “em pausa”, sem garantias de que a Square Enix pretenda regressar ao seu desenvolvimento.

Em resposta a outro utilizador nas redes sociais, NateTheHate afirmou que “assume que o jogo está em pausa”, acrescentando que “é desconhecido se a Square Enix irá retomar o trabalho ou não”. Este comentário, que é lido com grande credibilidade, reforça uma série de rumores que já indicavam dificuldades internas no desenvolvimento do projeto, descrito anteriormente como “em apuros” e sujeito a possíveis cancelamentos.

Este novo Final Fantasy IX tem sido alvo de muita especulação desde que foi mencionado numa das fugas de informação mais conhecidas da indústria, a lista da NVIDIA GeForce Now, que revelou vários títulos ainda não anunciados na altura. Desde então, a Square Enix nunca confirmou oficialmente o desenvolvimento do jogo, embora tenha deixado vários indícios que alimentaram as expectativas dos fãs.

Os rumores mais recentes surgem após a base de dados EpicDB, criada em junho de 2024, ter incluído referências diretas a Final Fantasy IX entre uma lista de jogos não anunciados nessa altura. A mesma base de dados também revelou menções a The Last of Us Part II para PC, Final Fantasy XVI para PC, e um novo Turok da Saber Interactive, entre outros, muitos deles projetos oficialmente já conhecidos e até lançados. Tal como aconteceu com a fuga da NVIDIA, os registos da EpicDB reforçaram a perceção de que o remake de Final Fantasy IX existia efetivamente em desenvolvimento interno.

No início deste ano, o entusiasmo aumentou com o lançamento de um novo site comemorativo do 25º aniversário do título original, lançado em 2000 para a PlayStation. Poucos dias depois, a conta oficial da série publicou uma citação retirada do final do jogo, num gesto interpretado como uma provocação deliberada à comunidade. Contudo, a ausência de anúncios reais desde então faz-se sentir e voltam a colocar em dúvida o destino do projeto.

Enquanto o futuro de Final Fantasy IX permanece incerto, a Square Enix continua focada em expandir a presença de outros jogos da série em diferentes plataformas, em particular a sub-saga Final Fantasy VII. Recentemente foi anunciado o lançamento do Final Fantasy VII Remake Twin Pack, uma edição física que reúne Final Fantasy VII Remake Intergrade e Final Fantasy VII Rebirth, disponível a partir de 4 de dezembro na PlayStation 5. Este conjunto terá um preço de 69,99€, e marca a primeira vez que as duas partes da trilogia remake lançadas até agora serão reunidas numa só edição.

Adicionalmente, Final Fantasy VII Remake Intergrade prepara o caminho até à Nintendo Switch 2 e à Xbox Series X|S a 22 de janeiro de 2026. Estas versões incluem melhorias técnicas e o modo Streamlined Progression, que permite ajustar a dificuldade e acelerar a progressão. De acordo com a Square Enix, toda a trilogia do remake será gradualmente lançada em todas as plataformas principais, incluindo PlayStation 5, PC, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2.

Astérix na Lusitânia: FNAC antecipa lançamento com quatro eventos exclusivos

Os fãs de Astérix poderão adquirir o novo livro antes do lançamento oficial, em eventos exclusivos na FNAC Colombo, NorteShopping, Gaia e Coimbra.

Astérix vai chegar à FNAC com quatro eventos exclusivos e uma pré-venda dedicada aos fãs portugueses. E antes do lançamento oficial de Astérix na Lusitânia, marcado para 23 de outubro, a FNAC Portugal organiza uma antecipação especial no dia 22, em quatro das suas lojas – Colombo, NorteShopping, Gaia e Coimbra. Será nesses espaços que os leitores poderão adquirir o 41.º volume da icónica série de banda desenhada antes de chegar às prateleiras de todo o país.

A nova aventura leva Astérix e Obélix até à Lusitânia, território situado a oeste da antiga Hispânia. A missão passa por ajudar um antigo escravo a libertar a sua terra do domínio romano. A viagem apresenta o humor característico da dupla gaulesa, paisagens inéditas e o encontro entre o temperamento irreverente dos heróis e o espírito determinado dos povos locais.

Para assinalar o lançamento, a FNAC preparou uma programação especial nas quatro lojas selecionadas. Entre as atividades previstas estão quizzes “Panoramix”, com prémios incluídos, conversas com convidados que exploram o legado e a atualidade do universo Astérix, e a apresentação de novidades relacionadas com a saga literária. Além disso, estão reservadas várias surpresas para os admiradores de longa data.

The Sims Mobile vai ser encerrado em janeiro de 2026 após sete anos de atividade

O novo anúncio da Electronic Arts confirma o encerramento definitivo dos servidores e o fim de um ciclo para a comunidade mobile de The Sims.

A Electronic Arts confirmou o encerramento de The Sims Mobile, uma versão para dispositivos móveis da popular série, lançada em março de 2018 e que durante sete anos manteve uma comunidade ativa de milhões de jogadores. O jogo será desligado a 20 de janeiro de 2026, às 13h59 (hora de Lisboa), deixando de estar acessível em qualquer plataforma.

A decisão surge após um longo período de atualizações e eventos, e acompanha uma tendência recente da editora norte-americana, que tem encerrado vários serviços online e retirado jogos das plataformas digitais. The Sims Mobile junta-se assim à lista de projetos que a EA decidiu descontinuar, depois de vários anos de operação contínua.

O processo de encerramento decorre de forma faseada, tendo começado já esta semana, a 20 de outubro, quando foi lançada a última atualização do jogo, marcando também o fim das microtransações. Agora já não será possível comprar pacotes nem gastar dinheiro real dentro da aplicação, mas os jogadores poderão continuar a usar o saldo existente de SimCash, Simoleons e de bilhetes até ao dia do encerramento dos servidores, em janeiro.

Com esta atualização final, todos os utilizadores passam a ter energia ilimitada, para que possam terminar projetos, decorar casas e aproveitar o conteúdo completo do jogo sem restrições. Adicionalmente, a EA confirmou ainda que os eventos temporários continuarão a decorrer normalmente até ao final do ciclo de vida do serviço.

Já a partir de hoje, 21 de outubro, The Sims Mobile será removido das lojas digitais, tanto na App Store como na Google Play Store. A aplicação deixará de estar disponível para novos downloads, embora quem já a tenha adquirido possa reinstalá-la ou atualizá-la até janeiro de 2026.

A 6 de janeiro de 2026, a EA irá desbloquear todo o conteúdo de construção e de criação de personagens (Build Mode e Create A Sim) para todos os jogadores. Assim, nenhum item ficará limitado por nível ou progresso, permitindo que a comunidade explore a totalidade das opções de personalização antes do fecho. O estúdio também incentiva os jogadores a partilharem as suas criações durante este período final como forma de celebrar o legado do projeto.

Por fim, no dia 20 de janeiro, os servidores serão encerrados permanentemente. Como o jogo requer ligação online e guarda o progresso nos servidores da EA, nenhum dado poderá ser recuperado após esse momento. Todo o conteúdo armazenado, incluindo personagens, casas e itens, será perdido, e as moedas virtuais não terão direito a reembolso.

Num comunicado publicado no blogue oficial, a equipa agradeceu à comunidade “pela criatividade, bondade e imaginação demonstradas ao longo de mais de cinquenta atualizações”. O estúdio de produção diz ainda que o encerramento não representa o fim do universo The Sims, mas apenas o fecho de um capítulo específico dedicado aos dispositivos móveis.

Lançado em março de 2018, The Sims Mobile rapidamente conquistou uma base de quase 50 milhões de utilizadores e gerou mais de 20 milhões de dólares em receitas no seu primeiro semestre. O jogo foi concebido como uma versão gratuita e acessível da série principal, centrada em missões curtas, personalização e interação social, mantendo o espírito criativo que caracteriza a franquia.